Kevin Spacey é criticado por usar acusação de assédio para se assumir gay
Pegou mal o fato de Kevin Spacey (série “House of Cards”) ter se assumido gay na esteira de uma acusação de assédio sexual, feita pelo ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) ao BuzzFeed News, em que ele relatou um incidente ocorrido quando tinha 14 anos de idade. Várias pessoas reagiram de forma furiosa no Twitter, diante da impressão de que Spacey estaria tentando desviar o foco da alegação de abuso com uma notícia sobre sua sexualidade. O roteirista Travon Free, dos programas “The Daily Show” e “Full Frontal with Samantha Bee”, fez comédia com a situação, transformando a polêmica num meme: “Anthony Rapp: ‘Kevin Spacey tentou me estuprar’. Mídia: “Kevin, como você responde a isso?’ Spacey: ‘uuh…uuhh… Ei, gente, eu sou gay!'” Anthony Rapp: "Kevin Spacey tried to rape me." Media: "Kevin how do you respond?" Spacey: "uuh…uuhh… Hey everyone I'm gay!" pic.twitter.com/6LAEfsyRtF — Travon Free (@Travon) October 30, 2017 “Kevin Spacey acaba de inventar algo que nunca existiu antes: uma má hora para se assumir”, reclamou o roteirista e ator Billy Eichner, da série “American Horror Story”. Kevin Spacey has just invented something that has never existed before: a bad time to come out. — billy eichner (@billyeichner) October 30, 2017 “Tchau tchau, Spacey, adeus, é sua hora de chorar, é por isso que devemos nos despedir”, disse a atriz Rose McGowan, uma das primeiras a vir a público acusar Harvey Weinstein de assédio sexual. Bye bye, Spacey goodbye, it’s your turn to cry, that’s why we’ve gotta say goodbye. #ROSEARMY — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 30, 2017 “O comentário de Kevin Spacey foi errado em muitos níveis”, apontou o ator e roteirista Larry Wilmore, criador da série “Insecure”. Kevin Spacey's comment was wrong on so many levels. https://t.co/5pFhiqMK5W — Larry Wilmore (@larrywilmore) October 30, 2017 “Sair do armário não é o mesmo que se revelar como alguém que atacou um garoto de 14 anos. Misturar essas duas coisas é nojento. Isso expõe a comunidade gay a um milhão de críticas e conspirações velhas e cansativas. A distância que tivemos que caminhar para ficarmos longe da noção de que todos somos pedófilos é significativa. Uma pessoa famosa desviar dessas acusações com uma saída do armário é tão cruel com sua suposta nova comunidade que dói. Como você ousa nos envolver nisso?”, escreveu Richard Lawson, crítico da revista Vanity Fair. Coming out as a gay man is not the same thing as coming out as someone who preyed on a 14-year-old. Conflating those things is disgusting — Richard Lawson (@rilaws) October 30, 2017 “Não para o comunicado de Kevin Spacey. Não. Não há quantidade de embriaguez ou armário que desculpe ou explique o assédio a um criança de 14 anos. ‘Desculpe, senhor Spacey, mas sua ficha para entrar para a comunidade gay neste momento foi negada'”, ironizou o produtor e roteirista Dan Savage, da série “The Real O’Neals”. Nope to Kevin Spacey's statement. Nope. There's no amount of drunk or closeted that excuses or explains away assaulting a 14-year-old child. — Dan Savage (@fakedansavage) 30 de outubro de 2017 "I'm sorry, Mr. Spacey, but your application to join the gay community at this time has been denied." — Dan Savage (@fakedansavage) October 30, 2017 “Em outras notícias, Kevin Spacey não negou de abusar sexualmente de Anthony Rapp quando ele era um garoto de 14 anos. Também culpou a embriaguez. Indesculpável”, escreveu o produtor Wajahat Ali, da série “The Secret Life of Muslims”. In other news, Kevin Spacey didn't deny sexually assaulting Anthony Rapp when he was a 14-year-old boy. Also blamed drunkenness. Inexcusable — Wajahat Ali (@WajahatAli) 30 de outubro de 2017 “‘Claro, talvez eu tenha tentado estuprar um menino de 14 anos quando eu tinha 26, mas eu sou gay!’ é uma defesa horrível”, criticou o escritor Ben Shapiro, de “The Ben Shapiro Show”. "Sure, I may have tried to rape a 14-year-old boy when I was 26, but I'm gay!" is a pretty horrible defense. #Spacey — Ben Shapiro (@benshapiro) October 30, 2017 “Eu não me importo se Kevin Spacey é gay. Nós devíamos estar falando sobre as acusações de que ele assediou sexualmente uma criança”, reclamou a jornalista Sarah Harris, do programa “Studio 10”. I couldn't give two stuffs that Kevin Spacey is gay. Allegations he sexually harassed a child is what we SHOULD be talking about. — Sarah Harris ? (@SarahHarris) October 30, 2017 “Isto não diz respeito a você ser gay, Sr. Spacey, mas sobre você ser um alegado pedófilo”, escreveu o jornalista Piers Morgan, apresentador do programa “Good Morning Britain”. This is not about you being gay, Mr Spacey, it's about you being an alleged paedophile. https://t.co/L92PwDsAB0 — Piers Morgan (@piersmorgan) October 30, 2017 “Eu continuou lendo esta declaração e ficando cada vez mais furioso. Se assumir é uma parte linda de ser gay. Juntar isso com uma vilania é completamente errado”, resumiu o jornalista Mark Harris, do site Vulture. I keep rereading this statement and getting angrier. Coming out is a beautiful part of being gay. Attaching it to this vileness is so wrong. — realMarkHarris (@MarkHarrisNYC) October 30, 2017
Ator de Star Trek: Discovery denuncia assédio sexual de Kevin Spacey quando tinha 14 anos
O ator Anthony Rapp, que estrela “Star Trek: Discovery”, acusou Kevin Spacey, o astro de “House of Cards”, de lhe assediar ele quando ele tinha apenas 14 anos. Em resposta, Spacey tuitou suas “mais sinceras desculpas” na noite de domingo (29/10) e se assumiu gay. Rapp disse ao BuzzFeed News que os dois se conheceram em 1986, quando ambos apareceram em peças da Broadway. Uma noite, Spacey convidou Rapp para o seu apartamento para uma festa. Mas ele diz que ficou entediado e preferiu assistir TV no quarto de Spacey, até que percebeu que era o único que ainda estava no apartamento com o ator, que tinha 26 anos na época. Spacey então apareceu e “estava parado na porta, meio que balançava. Minha impressão quando ele entrou na sala era que ele estava bêbado”. O ator da nova série “Star Trek” afirmou que Spacey então o “pegou como um noivo pega a noiva. Mas eu não me debati inicialmente porque minha reação foi de espanto, ‘O que está acontecendo?’ E então ele ficou em cima de mim”. “Ele estava tentando me seduzir”, disse Rapp. “Eu não sei se eu teria usado essa linguagem. Mas eu estava ciente de que ele estava tentando ficar comigo sexualmente “. Rapp então escapou, entrou no banheiro e trancou a porta. “Eu estava tipo, ‘O que está acontecendo?’. Eu vi no balcão ao lado da pia uma foto dele com o braço em torno de um homem. Então, eu acho que em algum nível percebi ‘Oh Ele é gay’. Então, eu abri a porta e disse ‘OK, eu vou para casa agora’. Ele me seguiu até a porta da frente do apartamento e, ao abrir a porta para sair, ele perguntou: ‘Você tem certeza de que quer ir?’ Eu disse: “Sim, boa noite”, e depois fui embora”. Agora com 46 anos, Rapp disse que se sente com sorte por não ter acontecido nada mais, mas ainda está incrédulo por ter tido essa experiência aos 14 anos. Ele completou se dizendo motivado a compartilhar sua história após as numerosas acusações de assédio sexual e abuso que surgiram nos últimos dias, contra Harvey Weinstein, James Toback, Mark Halperin e outros na indústria do entretenimento, para que isso não aconteça mais. Após a publicação do relato, a entidade LGBT+ GLAAD parabenizou Rapp, que interpreta o primeiro tripulante gay numa série de “Star Trek” e é abertamente gay na vida real, pela coragem de ter compartilhado sua história, tuitando: “Obrigado, Anthony e todos os outros que arriscam tudo para falar contra agressões sexuais”. Kevin Spacey, que hoje tem 58 anos, também foi ao Twitter, onde publicou um pedido de desculpas por “o que teria sido um comportamento embriagado profundamente inapropriado”. Ele disse que não se lembra do encontro, mas ficou “mais que horrorizado” ao ouvir o relato de Rapp. O astro de “House of Cards” também observou que teve relações amorosas com homens e mulheres, mas agora escolheu “viver como homem gay”. “Quero lidar com isto honestamente e abertamente, e isto inclui examinar meu próprio comportamento”, ele escreveu. Veja a íntegra do tuíte de Kevin Spacey abaixo. pic.twitter.com/X6ybi5atr5 — Kevin Spacey (@KevinSpacey) October 30, 2017
Corey Feldman anuncia documentário sobre pedofilia em Hollywood e revela sofrer ameaças de morte
Conhecido por seus papéis como ator-mirim em filmes dos anos 1980, como “Os Goonies”, “Conta Comigo” e “Garotos Perdidos”, Corey Feldman anunciou que está preparando um documentário sobre os abusos que sofreu o início de sua carreira em Hollywood. Mas que está com muito medo, pois desde que iniciou a campanha para arrecadar fundos para o projeto, vem sofrendo ameaças de morte. Ele explica, em um vídeo do projeto, que ao revela detalhes de sua vida irá expor um esquema de pedofilia que acontece na indústria do cinema americano e promete denunciar nomes de grande peso em Hollywood. Mas que vai precisar de dinheiro, não só para produzir o filme, mas para se proteger legalmente de processos, já que envolverá o nome de um grande estúdio e de alguém que ainda é muito poderoso. Em sua chamada “Campanha da Verdade”, o ator disse que precisa arrecadar US$ 10 milhões em dois meses para realizar o filme e sua defesa jurídica, e confessa estar com medo do que possa acontecer. A campanha, que está no ar no site Indiegogo, oferece diversas recompensas para quem colaborar. Essa não é a primeira vez que Feldman aborda a pedofilia nos bastidores do cinema americano. Mas, até então, suas declarações eram indiretas. O anúncio do documentário acontece após diversas atrizes superarem o medo de dar nomes a assediadores em série de Hollywood, revelando os escândalos sexuais recentes de Harvey Weinstein e James Toback. O vídeo abaixo foi disponibilizado na página do projeto no Indiegogo.
Jornalista é demitido da Folha após Danilo Gentili mobilizar seguidores contra entrevista
O comediante Danilo Gentili tem aproveitado a divulgação do seu besteirol “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” para bater na tecla de que humor não deve ter limite, além de atacar a patrulha ideológica. Entretanto, na prática acabou demonstrando que seu próprio humor tem limite pequeno, e que ele é na verdade o maior patrulheiro em atividade no país, capaz de mobilizar tropas de patrulheiros-mirins a fazer bullying virtual até sua vítima ser demitida. Gentili não gostou de uma entrevista/crítica publicada na Folha de S. Paulo e usou as redes sociais para mobilizar seus seguidores contra o autor. Como forma de engajamento, ele disponibilizou um vídeo com a íntegra da entrevista para “denunciar” as perguntas. Mas nele já deixa clara sua má vontade, reclamando da reportagem antes dela ser publicada. “Eu acho que você já está com sua matéria pronta independente do que eu dizer”, ele falou, ao ser questionado a respeito de temas que seu filme de fato aborda. Ao publicar o vídeo, o comediante atacou pessoalmente o jornalista Diego Bargas. “Esse cara do vídeo abaixo se chama Diego Bargas, e como pode ver nas imagens que postei aqui nos coments, ele se comporta mais como militante político do que como jornalista isento. Sendo assim, que credibilidade teria um torcedor do PT entrevistando eu, um artista que está literalmente na lista negra do PT?” Nos “coments”, Gentili publicou registros pessoais de Bargas em seu Twitter, derretendo-se por Lula, Fernando Haddad e Dilma, “a honesta”, para demonstrar a má intenção do entrevistador. Neste ato, sua patrulha se assumiu literalmente ideológica. Entretanto, o principal ponto da entrevista não é política, mas o questionamento feito a Gentili e ao diretor Fabrício Bittar sobre uma cena do filme, protagonizada por Fábio Porchat, envolvendo pedofilia. A questão é se pedofilia tem graça. Danilo preferiu não responder cara a cara com o entrevistador, mas o ironizou no post: “Porque o mesmo cara que estava uma semana atrás defendendo a liberdade para todos artistas e que pedofilia é uma coisa e arte é outra, agora teve um surto moral e se mostra inconformado com uma obra artística de ficção, roteirizada, onde nada daquilo aconteceu na vida real? Chego até mesmo a pensar que na verdade ele estaria escandalizado porque retratamos o pedófilo como um vilão, sem relativizar a pedofilia. Seriam os pedófilos uma nova minoria a ser protegida das piadas?” 48 mil pessoas curtiram o ataque no Facebook. E boa parte foi assediar o jornalista, além do próprio jornal, que demitiu Bargas – provavelmente pelas postagens pessoais de simpatia política, escancaradas por Gentili, que vão contra o “Manual de Redação”. Estarrecedor por um lado. Mas por outro, iluminador. Afinal, ilustra como são parecidos os “petistas” que perseguiram Marcos Petrucelli (o caso “Aquarius”) e os “anti-petistas” que agora miraram em Diego Bargas. Ambas as facções compartilham a mesma visão de mundo estilo Facebook, onde se busca eliminar a existência de contrários, procurando um “botão” para bloqueá-los. “A Folha de S.Paulo me demitiu. Não posso entrar em detalhes sobre isso, mas é tudo muito nebuloso”, Bargas escreveu em seu Facebook. “As perguntas eram espinhosas, mas eram perguntas. Era a oportunidade de o Danilo rebatê-las. Como eu poderia ser mais honesto do que questionando-o? Disseram que as perguntas tinham conotação política, mas são as respostas que importam. Fui condenado por fazer perguntas. São tempos sombrios”, completou. Veja abaixo o post de Gentili e um post de Bargas sobre o caso. E leia o texto original publicado no site da Folha. Vale lembrar que, durante a perseguição sofrida por Petrucelli, a Abraccine, dita Associação de Críticos de Cinema do Brasil, omitiu-se e até certo ponto apoiou os ataques de “cineastas petistas” contra o jornalista. Aguardamos agora a posição da entidade nesta escalada de “artistas” contra a “classe” – que evoca uma conhecida poesia de Eduardo Alves da Costa, atribuída a Vladimir Maiakóvski. COMO SE TORNAR O PIOR JORNALISTA DE CINEMA A Folha de SP publicou hoje uma matéria com a manchete "DANILO SE NEGA A FALAR SOBRE PIADA COM PEDOFILIA". Eu gravei essa entrevista. Posto agora na íntegra. O jornalista da Folha foi honesto? Assista e tire suas próprias conclusões. De todo modo faço questão de apontar algumas coisinhas: 1) Esse cara do vídeo abaixo se chama Diego Bargas, e como pode ver nas imagens que postei aqui nos coments, ele se comporta mais como militante político do que como jornalista isento. Sendo assim, que credibilidade teria um torcedor do PT entrevistando eu, um artista que está literalmente na lista negra do PT? 2) Que tipo de jornalista cultural vai conversar sobre um filme de ficção/comédia e não faz uma pergunta sequer sobre direção, roteiro, fotografia, atuação e outros aspectos artísticos e cinematográficos? 3) Porque o mesmo cara que estava uma semana atrás defendendo a liberdade para todos artistas e que pedofilia é uma coisa e arte é outra, agora teve um surto moral e se mostra inconformado com uma obra artística de ficção, roteirizada, onde nada daquilo aconteceu na vida real? Chego até mesmo a pensar que na verdade ele estaria escandalizado porque retratamos o pedófilo como um vilão, sem relativizar a pedofilia. Seriam os pedófilos uma nova minoria a ser protegida das piadas? 4) Ao perguntar em tom de desaprovação se "pode fazer piada com pedófilo e psicopata" o cara que recebe um salário como "especialista de cinema" (uii) demonstra desconhecer momentos clássicos da sétima arte como o hilário piloto de "Apertem os cintos o piloto sumiu" ou o mais recente "Quero matar meu chefe". Isso pra ser breve e ir parando por aqui. Os exemplos são incontáveis. Todo mundo conhece, menos o burrão aí. Aliás dá uma olhadinha nas imagens que postei aqui nos coments. O cara que reprova psicopatas na ficção parece admirá-los bastante na vida real. 5) Infelizmente a melhor parte desse encontro não foi filmada. Após cortarem a entrevista, ele se levantou dando suas bufadinhas e disse "Eu quero dizer que não gosto do filme". Eu respondi: "E eu quero dizer que não me importo nem um pouco com a sua opinião". 6) Se você assistir o que foi respondido e ler a matéria que ele publicou verá que eu tinha razão. Esse cara já tinha a matéria pronta, ignorando o óbvio, que o Fabrício tão pacientemente explicou. Eu, como já conhecia o tipo, nem me dei ao trabalho, pois saquei qual era a dele desde a primeira pergunta. 7) Se um cara como esse não gostou, não recomenda e ainda precisa fazer matéria desonesta é sinal que você deve correr para o cinema hoje mesmo e assistir "Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola". Nos vemos lá! Publicado por Danilo Gentili em Sexta, 13 de outubro de 2017
Ator de Glee se declara culpado de possuir pornografia infantil para diminuir pena de prisão
O ator Mark Salling, que interpretou Puck na série musical “Glee”, se declarou culpado por posse de pornografia infantil. Segundo o site Deadline, o ator de 35 anos fez um acordo e concordou com uma pena de quatro a sete anos de prisão. Ele também será registrado como criminoso sexual e não poderá ter contato com qualquer pessoa com menos de 18 anos. Salling afirmou que se declararia culpado “porque eu sou culpado das acusações”. Com isso, ele escapa de uma sentença mais dura, que poderia deixá-lo 20 anos de prisão, além de passar o resto da vida sob supervisão da Justiça. “O acusado conscientemente possuía materiais os quais sabia conterem imagens de menores de idade em condutas sexuais explícitas”, afirma o documento do acordo assinado pelo ator. O acordo ainda tem que ser aprovado pelo juiz do caso. Salling foi acusado de baixar e ter em sua posse material com pornografia infantil em seu laptop e num flash drive. Ele chegou a ser preso em dezembro de 2015, depois que sua residência foi revistada pela Força-Tarefa contra Crimes contra Crianças da Polícia de Los Angeles. Em maio de 2016, ele foi iniciado pelo crime de possuir pornografia infantil. Apesar da gravidade, não foi a primeira vez que Salling se envolveu em polêmicas sexuais. Em março de 2013, ele fez um acordo de US$ 2,7 milhões com sua ex-namorada, Roxanne Forzela, num processo em que ela o acusava de agressão sexual, por forçá-la a transar sem camisinha. À época, Salling admitiu que havia jogado a garota no chão após uma briga.
Roman Polanski é acusado pela quarta mulher de estupro nos anos 1970
A atenção da mídia à luta do diretor francês Roman Polanski para se livrar de sua antiga acusação de estupro de menor, dos anos 1970, teve um efeito inesperado para a defesa do cineasta, atualmente com 84 anos. Mais mulheres surgiram com denúncias de abuso sexual de décadas atrás. A mais recente se chama Renate Langer, atriz alemã vista em “Amor de Menina” (1983) e “A Armadilha de Vênus” (1988), hoje com 61 anos. De acordo com o New York Times, a polícia suíça está comandando a investigação do caso, que aconteceu, segundo Langer, duas vezes em 1972, quando ela tinha 15 anos e Polanski 39. Na denúncia, a vítima afirmou que o primeiro estupro aconteceu na casa do cineasta em Gstaad, na Suíça. Logo após, Polanski teria convidado Langer para figurar num filme seu como pedido de desculpas. Assim, o segundo abuso aconteceu, após as filmagens de “Que?”, de 1972, em Roma. A atriz revelou que, para se defender, chegou a jogar uma garrafa de vinho e outra de perfume no diretor. Ainda segundo Renate Langer, durante anos a única pessoa a saber do caso foi um ex-namorado. A família da moça não foi comunicada sobre o abuso. “Minha mãe teria um ataque cardíaco. Eu tinha vergonha, me sentia perdida e sozinha”, declarou a atriz. Outras acusações partiram da atriz britânica Charlotte Lewis (“O Rapto do Menino Dourado”), que teria acontecido em em 1983, quando ela tinha 16 anos, e de uma mulher identificada apenas como Robin, que acusa o diretor de tê-la estuprado nos anos 1970, quando ela também tinha 16 anos. O caso mais famoso, no entanto, é o de Samantha Geimer, que em 1978, aos 13 anos, foi estimulada a consumir álcool e drogas durante uma festa na casa do ator Jack Nicholson antes de ser estuprada pelo cineasta. Na época, Polanski chegou a ser preso, mas após obter liberdade condicional fugiu dos Estados Unidos para a França, de onde, por ser cidadão francês, não poderia ser deportado. Ele vinha lutando na justiça americana para provar que teria cumprido a pena, ao aceitar um acordo do promotor para passar o período que passou na prisão. Contava, inclusive, com o apoio de Geimer, para quem a longa duração do caso de quatro décadas só trouxera infelicidades. Ela foi compensada financeiramente por Polanski e ainda escreveu um livro sobre sua história.
Olhos Famintos 3 horroriza público e crítica por referências à pedofilia
O terror “Olhos Famintos 3” corre risco de enfrentar boicote, após público e crítica terem reagido com horror às primeiras sessões – o filme teve uma première comercial nas redes AMC e Cinemark nos Estados Unidos. Mas o mal-estar não foi causado por cenas de violência excessiva e sim por uma subtrama, que remete ao passado pedófilo do diretor. Victor Salva foi condenado a três anos de prisão em 1988 por abuso sexual ao ator Nathan Forrest, de 12 anos, que estrelou seu filme “Palhaço Assassino” (1989). Ele não apenas abusou do menino como filmou o ato e, além disso, possuía material de pornografia infantil. Pois na nova sequência de “Olhos Famintos”, a personagem Addison, interpretada por Gabrielle Haugh (série “13 Reasons Why”), de 18 anos, afirma que foi abusada pelo pai quando era mais nova. E o criminoso defende o abuso em uma das cenas, afirmando: “Você pode me culpar? Quero dizer, olhe para ela. O coração quer o que quer, estou certo?” A ficha corrida de Salva causou inúmeros atrasos na produção de “Olhos Famintos 3”, que enfrentou o sindicato de atores local, a Union of British Columbia Performers (UBCP), responsável por uma advertência oficial contra o diretor e um pedido para que nenhum ator aceitasse participar do filme, cuja protagonista sofre “insinuações” do padrasto aos 13 anos. “Olhos Famintos 3” tem estreia comercial marcada para 4 de outubro nos Estados Unidos e o diretor já está trabalhando no quarto filme da franquia. Veja o trailer do novo filme abaixo.
Xuxa perde processo em que tentava fazer Amor, Estranho Amor sumir do Google
Xuxa Meneghel teve mais um recurso negado na longeva ação que ela promove contra o Google. Desde 2010, a apresentadora pede que o site de buscas retire de seus resultados fotos em que aparece nua no filme “Amor, Estranho Amor” (1982) e frases que a relacionem à prática de pedofilia. O filme trazia Xuxa, então com 18 anos, em uma cena quente com um garoto de 12 anos. O processo, atualmente em segunda instância, foi negado pela 19ª Câmara Cível do Rio de Janeiro. “Por unanimidade, depois de rejeitadas as preliminares, no mérito, negou-se provimento ao recurso, nos termos do voto da desembargadora relatora Valeria Dacheux Nascimento”, diz o texto da decisão promulgada na terça-feira (2/5). Curiosamente, Xuxa venceu na Justiça de primeira instância no Rio de Janeiro, mas a decisão foi reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado em 2015. Os desembargadores do TJ-RJ decidiram restringir apenas algumas imagens apresentadas pela defesa da artista. O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que cassou a decisão, entendendo que os sites de busca não podem “ser obrigados a eliminar do seu sistema resultados derivados da busca de determinado termo ou expressão, tampouco os resultados que apontem para uma foto ou texto específico”. Após a decisão, os advogados de Xuxa recorreram ao Supremo e o ministro Celso de Mello negou seguimento do recurso. De acordo com o ministro do Supremo, não foi verificada, na decisão do STJ, “a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade das normas legais”. Ele considerou a reclamação da artista “inacolhível”. Em 2013, a apresentadora venceu um processo que impediu a Cinearte Produções, distribuidora do filme, de relançar o longa. Dirigido por Walter Hugo Khouri (1929-2003) em 1982, o drama com toques de erotismo – como praticamente toda a produção do cinema nacional da época – trazia a futura Rainha dos Baixinhos – então modelo, aspirante a atriz e namorada do jogador Pelé – como uma garota de programa que seduzia um menor de idade. Além de cenas de nudez, Xuxa simulava sexo com o garoto. O menino em questão não persistiu na carreira – a menos que se conte os filmes pornográficos explícitos que protagonizou, rodados em 2008 pela produtora Brasileirinhas. Ela, por outro lado, alavancou-se como uma sensação nacional e tornou-se referência no nicho das louras infantilizadas.
Justiça americana se recusa a encerrar processo de 40 anos sem a prisão de Polanski
O cineasta Roman Polanski não conseguiu encerrar o caso em que é acusado de estupro de uma adolescente de 13 anos, cometido na década de 1970. A Justiça de Los Angeles negou, na segunda-feira (3/4), o pedido do cineasta para ter garantias de que não seria preso caso fosse ao país espontaneamente dar seu depoimento, reforçando que ele é considerado foragido. Em uma decisão de 13 páginas, o juiz Scott Gordon, do Tribunal Superior, declarou que Polanski “não pode se aproveitar do tribunal ao mesmo tempo em que o desacata”. Cidadão francês, o diretor de 83 anos passou 48 dias na prisão após fazer um acordo com a promotoria há 40 anos, mas ao receber a informação de que o juiz poderia mudar de ideia e condená-lo a 50 anos de prisão, ele aproveitou a liberdade condicional para fugir para a França, onde vive desde então. Durante uma audiência em março, o advogado de Polanski, Harland Braun, pediu ao juiz decidir se o diretor já havia cumprido sua pena. Em petição, demandou uma transcrição secreta do depoimento do promotor no caso original. Braun acredita que o testemunho, que tinha se tornado secreto, apóia a afirmação de Polanski de que ele fechou um acordo para ficar 48 dias preso em 1977. Deste modo, teria sido sentenciado e cumprido a pena. Mas, após este período, o já falecido juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E assim continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prendê-lo, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski estava usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. Polanski foi acusado de drogar Samantha Geimer, durante uma sessão de fotos, antes de violentá-la na casa de um amigo em 1977, em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com uma menor, mas negou o estupro como parte do acordo e ficou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia, antes de ser libertado. Em 2013, Samantha Geimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”.
Roman Polanski quer voltar aos EUA para encerrar caso de abuso sexual
Roman Polanski planeja voltar aos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira (16/2) seu advogado, que busca encerrar o caso dos anos 1970, em que o diretor é acusado de abuso sexual de uma menina de 13 anos. O advogado do cineasta, Harland Braun, pediu a um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles que revelasse uma transcrição secreta do depoimento do promotor no caso original. Braun acredita que o testemunho, que tinha se tornado secreto, apóia a afirmação de Polanski de que ele fechou um acordo para ficar 48 dias preso em 1977, foi sentenciado e cumpriu a pena. Mas após este período o juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E assim continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suiça a prendê-lo, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski está usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. “Depois que for confirmado o conteúdo, pediremos à corte que reconheça a decisão polonesa que provém do litígio iniciado pelo promotor”, ressaltou Braun, que também busca um acordo de imunidade para o diretor participar da audiência. “Se a corte aceitar o princípio de cortesia, Roman poderá vir a Los Angeles e à corte sem medo de ir para a prisão”, acrescentou. Polanski foi acusado de drogar Samantha Geimer, durante uma sessão de fotos, antes de violentá-la na casa de um amigo em 1977, em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com uma menor, mas negou o estupro como parte do acordo e ficou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia, antes de ser libertado. Em 2013, Samantha Geimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”.
Fã-clube falso de Larissa Manoela usa Facebook para pedir fotos impróprias de crianças
Um perfil fake de fã-clube de Larissa Manoela no Facebook está assediando crianças através de mensagens privadas, pedindo que elas lhes enviassem fotos usando shortinhos curtos em troca de um encontro com a artista. O caso veio à tona após a tia de uma das vítimas divulgar o ocorrido na mesma rede social. Suellen Roza flagrou a sobrinha de 10 anos lendo uma mensagem do criminoso, printou o texto e fez um post de alerta na sexta-feira (13/1). O print pode ser visto abaixo. “Tenho dois sobrinhos na faixa de 9/10 anos e eles estão nessa onda de ‘Cúmplices de um Resgate’, Larissa Manoela, essas coisas de crianças. Hoje a minha sobrinha chega para mim toda eufórica perguntando assim: ‘Titia, você tem um shortinho de dormir? Mas tem que ser curtinho’. Eu: ‘Oi?!? Para que você quer isso garota?’. Pensando na inocência que ela ia inventar uma brincadeira nova, só que a guria estava no PC. Fui ver do que se tratava e ela me disse que tinham uns ‘empresários’ da Larissa Manoela falando que se ela tivesse uma foto com shortinho iria concorrer a uma viagem para conhecer a Larissa”, relatou. Chocada, Suellen conversou com a sobrinha, bloqueou o perfil e prestou queixa na polícia. “Se tem adulto que acredita em sorteio de iPhone pelo Facebook, claro que tem criança que acredita em conhecer o ídolo através do Facebook também (…). Fica aqui o alerta para as mamães, papais, tios e afins, que não deixem essa garotada livre no computador, que se possível sempre olhem com quem eles estão conversando. Aqui em casa não funcionou, mas sei que se a ‘esperta’ estivesse na casa dela teria mandado”, afirmou. Procurada pelo site Ego, a assessoria de imprensa da atriz disse que ela foi informada sobre o caso e apoiou a atitude da tia. “Nós soubemos do ocorrido, a família foi orientada e o caso está sendo investigado pela polícia. Várias pessoas vieram relatar o que aconteceu depois da postagem da tia da criança e a mãe dela entrou em contato conosco. A assessoria jurídica da Larissa prestou assistência. É importante lembrar que as redes sociais da Larissa são verificadas e ela sempre busca divulgá-las para ajudar as crianças a não se iludirem com um perfil falso, mas infelizmente tem muita gente que usa a imagem de outras pessoas e muitas crianças não sabem diferenciar. Orientamos a família especialmente porque foi uma conversa privada, então cabe a família acompanhar o que acontece nesses aplicativos que permitem mensagens privadas”, informou a representante. Ainda de acordo com a assessoria da atriz, ela já havia identificado perfis fakes antes, mas nunca havia acontecido algo desse tipo: “Não me recordo de nada tão grave”. Fenômeno com o público infantil e adolescente, Larissa Manoela estourou em 2012, após dar vida a personagem Maria Joaquina na novela infantil “Carrossel”, do SBT. Ela ainda apareceu em dois filmes derivados do programa, atualmente estrela “Cúmplice de um Resgate” e vai estrelar o filme “Meus 15 anos”, que estreia em 29 de junho.
Rooney Mara e Ben Mendelsohn estrelam primeiro trailer do suspense psicológico Una
O suspense psicológico “Una”, estrelado por Rooney Mara (“Carol”), Ben Mendelsohn e Riz Ahmed (ambos de “Rogue One: Uma História Star Wars”), ganhou seu primeiro trailer, voltado para o mercado asiático. A prévia mostra a personagem de Mara procurando o homem vivido por Mendelsohn para confrontá-lo por ter sido abusada sexualmente na infância. O tema é polêmico, o que talvez explique porque o filme permanece sem distribuição nos EUA. Considerado um dos filmes mais perturbadores exibidos no Festival de Toronto, “Una” é uma adaptação da peça “Blackbird”, de David Harrower, e marca a estreia do diretor teatral australiano Benedict Andrews no cinema. Por enquanto, seu lançamento comercial está marcado apenas para Cingapura no dia 19 de janeiro.
Polônia encerra caso de extradição contra Polanski, considerando a pena cumprida
O Supremo Tribunal Federal da Polônia rejeitou na terça-feira (6/12) a reabertura do processo de extradição aos Estados Unidos do cineasta franco-polonês Roman Polanski pelo estupro de uma menor de idade em 1977. A corte rejeitou o recurso de cassação apresentado pelo ministro da Justiça da Polônia, Zbigniew Ziobro, o que encerra em definitivo o procedimento de extradição iniciado em 2014 a pedido da justiça americana. Com isso, Polanski poderá filmar à vontade no país de seus pais, sem receio de ser preso. O ator de 83 anos não compareceu à audiência, mas foi informado imediatamente por advogados por mensagem de texto. “Ele está em Paris, rodando um filme”, disse o advogado Jerzy Stachowicz. “O caso está encerrado na Polônia, na Suíça, na França. Esperamos que um dia também aconteça nos Estados Unidos.” Os Estados Unidos solicitaram a extradição de Polanski depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. Mas o governo da Polônia fundiu os cargos de procurador-geral e ministro da Justiça, abrindo caminho para solicitar uma anulação do veredicto da corte menor. No início deste ano, o procurador-geral pediu a anulação do julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça. A Suprema Corte rejeitou o pedido de Ziobro nesta terça-feira. “Ele foi considerado sem fundamento”, disse o juiz Michal Laskowski. Ziobro disse em um comunicado que aceita e respeita a determinação. O juiz afirmou que uma decisão sobre a cassação não dizia respeito ao mérito do caso, mas apenas à legalidade do processo judicial. No entanto, ele observou que Polanski “já cumpriu sua sentença”. Enquanto o acordo com o tribunal americano previa 90 dias de prisão, o artista passou um total de 353 dias de detenção nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Suíça – de acordo com um cálculo feito pelo tribunal da Califórnia, citado pelo juiz. Além disso, “38 anos se passaram desde o caso em questão, a parte lesada perdoou publicamente Polanski e este último lhe pagou a indenização que ela cobrava”, disse Laskowski. “Desde então, ele não teve problemas com a justiça. Há mais de 20 anos, leva uma vida familiar estável, trabalha e é um cidadão polonês de 83 anos de idade.” Polanski nasceu na França, que não extradita seus cidadãos, mas visita com frequência a Polônia, terra natal de sua família. Segundo seus advogados, nos últimos tempos ele deixou de viajar temendo ser preso. Por conta disso, desistiu de ir ao funeral do diretor Andrzej Wajda, seu amigo, que foi sepultado em outubro na Cracóvia, no mesmo cemitério que o pai de Polanski. O diretor é considerado foragido da Justiça nos EUA, após ser condenado por ter estuprado uma menor. Em 1977, quando tinha 43 anos, ele foi processado por ter embebedado e violentado Samantha Geimer durante uma sessão de fotos em sua casa. Na época, ela tinha 13 anos. Ele passou 42 dias na prisão depois de fazer um acordo, mas ao final do período fugiu dos EUA, antes do julgamento em definitivo, temendo uma pena longa se o acordo fosse anulado. A linha de defesa dos advogados poloneses consistiu em demonstrar que o pedido de extradição não tinha fundamento, levando em consideração o acordo e o tempo que Polanski passou na prisão, e depois em prisão domiciliar na Suíça, entre 2009 e 2010. Em 2013, Samantha Geimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. O cineasta atualmente filma a adaptação do premiado romance “Baseado em Fatos Reais”, de Delphine de Vigan, que será estrelada por sua esposa Emmanuelle Seigner e Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”). E depois disso pretende voltar à Polônia para rodar “The Dreyfus Affair”, adaptação cinematográfica do livro “An Officer and a Spy”, de Robert Harris, que será seu segundo longa totalmente filmado no país, após “A Faca na Água” (1962), no começo de sua carreira.











