Johnny Depp volta a viver Jack Sparrow em três pôsteres do novo Piratas do Caribe
A Disney divulgou três pôsteres do filme “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, que juntam o Capitão Jack Sparrow, personagem de Johnny Depp, com seus novos aliados e inimigos. O quinto filme da franquia traz o personagem de Depp novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por Salazar (Javier Bardem, de “007 – Operação Skyfall”), um velho inimigo que escapou do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. Além de Bardem, as novidades do elenco incluem Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), que, dizem os rumores, viveria o filho de Will Turner, Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O elenco ainda contará com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally, Stephen Graham e o próprio Orlando Bloom. O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”) e um detalhe curioso é que o título do filme em inglês não tem Salazar nenhum. É “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales” (Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias). A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Johnny Depp volta a viver Jack Sparrow em pôster e comercial legendado do novo Piratas do Caribe
A Disney retomou a divulgação do filme “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” com um novo pôster e comercial, exibido durante o Super Bowl e após impressionantes quatro meses da divulgação do teaser anterior. Divulgado com legendas em português, o vídeo finalmente mostra o Capitão Jack Sparrow, personagem de Johnny Depp, após a publicidade inicial focar-se no vilão do título nacional, vivido por Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”). Há também uma breve aparição de Will Turner, papel de Orlando Bloom na trilogia original. O quinto filme da franquia traz o personagem de Depp novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por Salazar, um velho inimigo, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. Além de Bardem, as novidades do elenco incluem Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), que, dizem os rumores, viveria o filho de Will Turner, Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O elenco ainda contará com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally e Stephen Graham. O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”) e um detalhe curioso é que o título do filme em inglês não tem Salazar nenhum. É “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales” (Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias). A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Primeira foto do novo Piratas do Caribe destaca o vilão vivido por Javier Bardem
A Disney retomou a divulgação do filme “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, após esquecer a produção por quatro meses, desde a divulgação do primeiro teaser. O estúdio liberou a primeira foto do filme. E, assim como o teaser, deixa de lado o Capitão Jack Sparrow, personagem de Johnny Depp. A imagem foca exclusivamente o vilão do título nacional, vivido por Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”). O quinto filme da franquia trará o personagem de Depp novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por um velho inimigo, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. Além de Bardem, as novidades do elenco incluem Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), que, dizem os rumores, vive o filho de Will Turner (o personagem de Orlando Blum na trilogia original), Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O elenco ainda contará com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally, Stephen Graham e o citado Orlando Bloom. O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”). Um detalhe curioso é que o título do filme em inglês não tem Salazar nenhum. É “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales” (Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias). A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Lúcia McCartney: Fotos da minissérie destacam Antônia Morais como a garota de programa que amava os Beatles
O canal pago GNT divulgou as primeiras fotos da minissérie “Lúcia McCartney”, inspirada em uma das personagens mais marcantes do escritor Rubem Fonseca. Responsável por consagrar o autor como um dos renovadores do conto brasileiro, a história da jovem sonhadora Lúcia, interpretada por Antônia Morais (“Linda de Morrer”), será contada em oito episódios. Amante dos Beatles e, acima de todos, de Paul McCartney, Lúcia encontrou na rotina de garota de programa um modo de viver a vida e se divertir em 1969. Entre a praia, as vitrines das lojas, as ondas do rádio, os discos de vinil e o seu diário, a jovem de 19 anos divide o apartamento com outras duas garotas de programa, cujos nomes também evocam canções dos Beatles: Eleonor – mais velha e protetora, representada pela atriz Mariana Lima (“A Busca”), que tem a vida revirada com a chegada surpresa de um filh – e Marta – aventureira e guerrilheira, vivida pela atriz Mariah Rocha (novela “Balacobaco”), que se envolve na luta contra a ditadura e influencia o destino dos amigos. Produzida pela Zola e com roteiro assinado pelos cineastas Gustavo Bragança (“Desassossego”) e José Henrique Fonseca (“Heleno”), a série também traz Eduardo Moscovis (“Pequeno Dicionário Amoroso 2″) como José Roberto, o homem cheio de mistérios que vai mudar a vida da garota de programa. A direção está a cargo de José Henrique, que é filho de Ruben Fonseca e fez questão de manter na minissérie a mesma narrativa inquietante da obra original, consagrada com o Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio literário do Brasil, além da própria época, o ano de 1969, em plena ditadura militar. “É uma honra trabalhar com a obra do meu pai. Trata-se de um conto que leio desde pequeno, uma literatura que me acompanha a vida toda. Por isso sinto um prazer único, além do grande desafio de levar esse conto para a televisão. Um conto com tintas concretistas e ao mesmo tempo popular”, disse José Henrique, em comunicado. Em ação inédita, o GNT disponibilizará todos os episódios da série no GNT Play antes da estreia na TV.
Piratas do Caribe: Jack Sparrow aparece em cartaz de procurado
Onde está Jack Sparrow? O diretor norueguês Joachim Rønning revelou em seu Instagram a foto de um cartaz de procurado, em que sua caricatura aparece desenhada. A ausência do “notório pirata”, como diz o cartaz, foi bastante sentida no primeiro teaser divulgado do novo longa da franquia “Piratas do Caribe”, centrado no vilão e num coadjuvante da história. Intitulado “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, o quinto filme trará o personagem de Johnny Depp novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por um velho inimigo, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. Salazar é interpretado por Javier Bardem, que parece se deliciar em viver vilões, como demonstrou em “007 – Operação Skyfall”. Já o coadjuvante mencionado é Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), que, dizem os rumores, vive o filho de Will Turner (o personagem de Orlando Blum na trilogia original). O elenco ainda conta com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally, Stephen Graham e, claro, Bloom, além das adições de Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e a direção é dos noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”). A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Piratas do Caribe: Vingança de Quem? Fãs se revoltam com título nacional do quinto filme da franquia
Ao divulgar o primeiro teaser do quinto filme da franquia “Piratas do Caribe”, a Disney revelou que o longa será chamado de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” no Brasil. O título original, em inglês, é “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales” e os fãs nacionais ficaram loucos com a entrada do tal Salazar na história que morto não conta, exigindo, nas redes sociais, que o nome seja mudado para a tradução literal: Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias. “De Homens Mortos Não Contam Histórias pra A Vingança de Salazar. A tradução no Brasil tá cada vez ‘melhor’”, protestou um fã no Facebook. “PAREM DE SUBESTIMAR O BRASILEIRO COM ESSES TÍTULOS”, gritou outro fã no Twitter, com letras maiúsculas. “A VINGANÇA DE SALAZAR COMO ASSIM GENTE PQ NÃO DEIXOU HOMENS MORTOS NÃO CONTAM HISTÓRIAS???? TAVA BEM MAIS LEGAL”, considerou mais um na rede social. “A vingança de Salazar” kkjkjkjkkjjjjjkkkkk parece nome de episódio do Chaves”, debochou outra. “Que Salazar? O Sonserina?”, zoou mais um, lembrando “Harry Potter”. E assim por diante. E teve até um otimista que propôs campanha no Facebook. “Se o publico se mobilizar eles trocam! O Capitão America: Soldado Invernal originalmente ia ser o Retorno do Primeiro Vingador, todo mundo reclamou e eles trocaram…” Enfim, o Salazar do título é interpretado por Javier Bardem, que parece se deliciar em viver vilões, como demonstrou em “007 – Operação Skyfall”. No quinto filme da franquia, ele será a antagonista do personagem de Johnny Depp, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. O elenco ainda conta com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally, Stephen Graham e Orlando Bloom, além das adições de Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”). A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Piratas do Caribe: Veja o primeiro teaser do quinto filme da franquia
A Disney divulgou o pôster e o primeiro teaser do quinto “Piratas do Caribe”, que não traz o Capitão Jack Sparrow, mas destaca Salazar. Quem? O filme vai se chamar “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, ainda que Salazar não tenha aparecido em nenhum dos filmes anteriores da franquia. De todo modo, ele quer vingança. E é bastante claro ao ameaçar outro personagem nunca antes visto, com um recado para Sparrow. E mesmo que ninguém saiba quem, maldição, é Salazar, os efeitos visuais tenebrosos que compõem o seu rosto deixam claro que ele não vem só de além-mar, mas também de além do túmulo. O quinto filme da franquia trará o personagem de Johnny Depp novamente às voltas com maldições e piratas fantasmas, desta vez liderados por um velho inimigo, que escapa do Triângulo do Diabo determinado a acertar contas. Salazar é interpretado por Javier Bardem, que parece se deliciar em viver vilões, como demonstrou em “007 – Operação Skyfall”. Já o moleque que se borra em sua presença é Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”), que, dizem os rumores, vive o filho de Will Turner (o personagem de Orlando Blum na trilogia original). O elenco ainda conta com os veteranos da franquia Geoffrey Rush, Kevin McNally, Stephen Graham e, claro, Bloom, além das adições de Kaya Scodelario (“Maze Runner: Correr ou Morrer”), David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”), Golshifteh Farahani (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Paul McCartney (ele mesmo). O roteiro foi escrito por Jeff Nathanson (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) e a direção é dos cineastas noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (ambos de “Expedição Kon Tiki”). Um detalhe curioso é que o título em inglês é “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales”. A tradução literal, Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias daria um monte de letras no cartaz. “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” é bem menor, ainda que não saiba quem, maldição, é Salazar. A estreia está marcada para 25 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Paul McCartney e Ringo Starr se reúnem em première de documentário dos Beatles
Os músicos sobreviventes dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr, voltaram a se reunir no tapete excepcionalmente azul da première de “The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years”, documentário sobre os shows da banda, dirigido por Ron Howard (“O Código Da Vinci”). A presença da dupla no coração cinematográfico de Londres, em Leicester Square, deixou os fãs em êxtase, chegando a ofuscar a aparição de outros artistas famosos, como Madonna, Eric Clapton, Bob Geldof e Liam Gallagher, além da filha de Paul, a estilista Stella McCartney, e a viúva de George, Olivia Harrison. Até parecia revival da Beatlemania mostrada nas telas. No filme, Paul, Ringo, George (Harrison) e John (Lennon) aparecem bem jovens, sendo adorados por fãs de vários países, desde os dias dos primeiros shows no Cavern Club, em sua cidade natal, Liverpool, até sua turnê final de 1966, com o último show da banda em São Francisco. Eles desistiram de se apresentar ao vivo porque, com a tecnologia disponível na época, simplesmente não conseguiam escutar o que tocavam, tamanha era a gritaria dos fãs, que não parava um segundo sequer durante todos os shows. Frustrados, resolveram focar seus talentos na gravação dos discos – e o resultado revolucionário do LP “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts’ Club Band” (1967) transformou o trabalho de estúdio numa nova forma de arte. “Começamos como quatro companheiros em uma excelente banda pequena e continuamos tocando e tocando e tudo isso aconteceu”, resumiu McCartney, no tapete azul. O documentário estreou na quinta (15/6) de setembro no Reino Unido, chega nesta sexta nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. Mas é possível ver seu trailer aqui.
The Beatles: Trailer de documentário mostra a história dos shows da banda mais popular que Jesus Cristo
O Studiocanal divulgou o trailer do documentário “The Beatles — Eight Days a Week — The Touring Years”, dedicado aos shows da banda. A prévia traz imagens conhecidas, mas também registros raros dos bastidores das turnês do quarteto no começo dos anos 1960, com direito a muitas fãs histéricas, correria e caos, numa síntese do frenesi da Beatlemania em seu auge. Dirigido pelo cineasta Ron Howard (“No Coração do Mar”), o filme também inclui novos depoimentos de Paul McCartney e Ringo Starr, que se juntam a imagens de arquivo de John Lennon e George Harrison na recordação do período mais popular da banda. Os Beatles só fizeram shows de 1962 a 1966, quando, numa atitude impensável para os dias de hoje, decidiram parar de tocar ao vivo. “Éramos crianças. Estávamos um pouco assustados”, diz Paul no trailer. A histeria era tanta que era impossível ouvir as músicas durante os shows, apenas os gritos intermináveis das fãs. Na época, isso levou John Lennon a dizer os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo. O que rendeu polêmica e ajudou o grupo a repensar a forma como continuaria a trabalhar. “Começamos a ficar de saco cheio. E procuramos novos caminhos para seguir”, explica Paul. Ao decidirem abandonar os palcos, os Beatles passaram a concentrar seus esforços no estúdio, dedicando-se a aperfeiçoar suas gravações, o que originou uma revolução musical, culminando no disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967), marco da psicodelia que levou a técnica da mixagem e efeitos sonoros a um nível nunca antes ouvido – quando os discos ainda eram gravados em apenas quatro canais de som. O documentário estreia em 15 de setembro no Reino Unido, no dia seguinte nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Guy Hamilton (1922 – 2016)
Morreu o diretor inglês Guy Hamilton, responsável por alguns dos filmes mais famosos de James Bond e grandes clássicos do cinema britânico. Ele faleceu na quarta (20/4), aos 93 anos, num hospital em Palma de Maiorca, na Espanha, onde residia há quatro décadas. Apesar do passaporte britânico, Hamilton nasceu em Paris, em 16 de setembro de 1922, onde seus pais trabalhavam a serviço da Embaixada do Reino Unido. Ele começou a carreira ainda na França, aos 16 anos, como batedor de claquete de um estúdio de cinema de Nice. Mas precisou fugir quando os nazistas avançaram sobre o país. No barco em que rumava para a África formou amizade com outro “britânico parisiense” em busca de asilo, o escritor Somerset Maugham (“O Fio da Navalha”). O encontro o inspirou a se alistar na Marinha britânica e realizar diversas missões de resgate de compatriotas em fuga da França ocupada. Ele próprio se viu enrascado quando seu barco foi afundado por nazistas, e dizia que devia a vida aos heróis da resistência, especialmente à bela francesa de 18 anos Maria-Therese Calvez, inspiradora, em sua memória, de dezenas de Bond girls. Após a guerra, ele se reuniu com sua família em Londres, onde retomou seus planos de trabalhar com cinema. Logo começou a estagiar na London Film Productions, exercendo a função de diretor assistente sem receber créditos, em clássicos como “Seu Próprio Verdugo” (1947), de Anthony Kimmins, e “Anna Karenina” (1948), de Julien Duvivier, antes de ganhar o respeito de Carol Reed, que lhe deu seus primeiros créditos profissionais e se tornou seu mentor. Hamilton assistiu Reed na criação de grandes clássicos do cinema britânico, como “O Ídolo Caído” (1948), o fabuloso “O 3º Homem” (1949), estrelado por Orson Welles, e “O Pária das Ilhas” (1951), em que conheceu sua futura esposa, a atriz franco-argelina Kerima. A parceria deixou nele uma marca profunda. “Carol era basicamente meu pai”, ele observou, em entrevista ao jornal The Telegraph. “Ele me ensinou tudo o que sei. Eu o adorava.” Outra experiência marcante foi trabalhar como assistente de John Huston no clássico “Uma Aventura na África” (1951), produção estrelada por Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, realizada entre bebedeiras e surtos de disenteria na savana africana, que serviu para demonstrar ao jovem tudo o que podia dar errado numa filmagem. Os rigores de “Uma Aventura na África” lhe encheram de confiança para iniciar sua carreira como diretor. Hamilton conseguiu convencer o produtor Alexander Korda que podia completar um filme inteiro em três semanas, e seu mentor Carol Reed aconselhou-o a estrear com um thriller de comédia, pois teria o dobro de chances de acertar, fosse na tensão ou na diversão. O resultado foi a adaptação de “O Sineiro” (1952), considerada um das melhores produções baseadas na literatura de mistério de Edgar Wallace. A boa recepção lhe rendeu convites para dirigir mais filmes do gênero. Vieram “Um Ladrão na Noite” (1953) e “Está Lá Fora um Inspetor” (1954). Mas para se firmar como grande diretor, Hamilton foi buscar inspiração em suas aventuras reais de guerra. “Escapando do Inferno” (1955) narrava a fuga de um grupo de prisioneiros de um campo de concentração nazista e foi rodada no castelo de seu título original, “The Colditz Story”. Baseado no livro de memórias de P.R. Reid (interpretado por John Mills no filme), o longa provou-se tão ressonante que sua trama acabou resgatada numa série de TV, duas décadas depois – “Colditz”, que durou três temporadas entre 1972 e 1974. O sucesso continuou com “A Clandestina” (1957), um filme incomum para a época, sobre o poder destrutivo da paixão sexual, envolvendo um capitão de navio (Trevor Howard) e uma jovem clandestina mestiça (a italiana Elsa Martinelli). E persistiu com a comédia “Quase um Criminoso” (1959), em que James Mason finge deserção para a União Soviética para processar os jornais por calúnia e sustentar seu plano de uma vida de luxo nos EUA. Os acertos sucessivos lhe renderam o convite para assumir sua primeira produção a cores, “O Discípulo do Diabo” (1959), drama de época que havia perdido seu diretor em meio a choques com os egos de seus astros, Burt Lancaster, Kirk Douglas e Laurence Olivier. Ainda que o filme tenha representado seu primeiro fracasso comercial, o fato de Hamilton conseguir trabalhar/domar as feras foi tido como um feito, que lhe abriu o mercado internacional – seguiram-se a produção italiana “O Melhor dos Inimigos” (1961), estrelada por David Niven, e a coprodução americana “As Duas Faces da Lei” (1964), com Robert Mitchum. Quando os produtores Albert R. Broccoli e Harry Saltzman adquiriram os direitos de James Bond, Hamilton foi sua primeira opção para estrear o personagem nos cinemas. Mas o cineasta tinha a agenda ocupada, e a oportunidade foi agarrada por Terence Young. Dois anos depois, porém, Hamilton não voltou a recusar o convite, que considerou uma oportunidade de superar seu maior desgosto. Ele estava arrasado após filmar “The Party’s Over”, que foi proibido pelo comitê de censura por conter cenas polêmicas, como uma orgia envolvendo necrofilia. Foram meses de trabalho perdido – o longa só veio à tona muito depois e com inúmeros cortes. Com a censura atravessada na garganta, Hamilton resolveu ousar na franquia de espionagem e acabou realizando aquele que até hoje é o longa mais cultuado de James Bond, “007 Contra Goldfinger” (1964). Para começar, decidiu aumentar a temperatura sexual, apresentando, logo de cara, uma mulher nua coberta de ouro – a morte mais brilhante, literalmente, nas cinco décadas da série. A trama também destacava a Bond girl de nome mais chamativo, Pussy Galore (Honor Blackman), e a melhor ameaça a laser, apontada exatamente entre as pernas de um cativo 007. As tiradas do vilão também marcaram época – “Não, Sr. Bond, eu espero que você morra!”. Sem esquecer da música tema de Shirley Bassey, “Goldfinger”, uma das canções mais famosas do cinema, que Hamilton brigou com os produtores para incluir na abertura – “Eu não sei se vai fazer sucesso, Harry, mas dramaticamente funciona”, ele disse a Saltzman. Foi ainda “007 Contra Goldfinger” que estabeleceu os elementos mais icônicos dos filmes de James Bond, ao apresentar Sean Connery dirigindo seu Aston Martin repleto de armas secretas, seduzindo vilãs até torná-las aliadas, tomando martíni para flertar com o perigo e fumando com charme antes de explodir uma bomba. O longa rendeu o dobro de bilheteria dos dois filmes anteriores de 007. O que colocou Hamilton na mira de um rival, o agente secreto Harry Palmer. O cineasta filmou em seguida “Funeral em Berlim” (1966), o segundo filme da trilogia do espião que usava óculos, vivido por Michael Caine. Ele completou sua década vitoriosa com “A Batalha da Grã-Bretanha” (1969), recriação meticulosa e em escala épica do esforço da RAF (força aérea britânica) para impedir a invasão nazista ao Reino Unido. A produção talvez seja seu trabalho mais elogiado pela crítica, que resiste até hoje como um dos grandes clássicos de guerra. A ambiciosa realização de “A Batalha da Grã-Bretanha” confirmou que Hamilton era o diretor mais indicado para comandar a franquia 007, que começava a dar sinais de decadência, com o desastre representado pela falha de George Lazenby em substituir Connery em 1969. Convencidos disto, os produtores o trouxeram de volta para três filmes consecutivos, de modo a garantir uma transição tranquila entre Sean Connery, que voltou à saga oficial para se despedir pela segunda vez com “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), e Roger Moore, o novo James Bond a partir de “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973). Para emplacar Moore, Hamilton contou até com a ajuda de um Beatle, Paul McCartney, que compôs “Live and Let Die” como tema da estreia do ator. Mas foi o filme seguinte, “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (1974), que soube explorar melhor a mudança de intérprete, apresentando um Bond mais divertido, relaxado e simpático. A franquia praticamente renasceu com a adoção de elementos cômicos, que Hamilton já considerava um diferencial em “Goldfinger”, além de se tornar mais extravagante, com carrões, jatos e mulheres sempre lindas. James Bond virou um playboy. Depois de três “007” seguidos, Hamilton voltou à guerra. Foi dirigir Harrison Ford, recém-consagrado pelo sucesso de “Guerra nas Estrelas” (1977), em “O Comando 10 de Navarone” (1978), continuação do clássico “Os Canhões de Navarone” (1961). Mas, acostumado a blockbusters, ele entendeu o sucesso moderado obtido pela produção como hora de mudar de estilo. Quis mudar tudo, diminuir o ritmo, e optou por trocar a ação intensa pelas tramas cerebrais de mistério que lançaram sua carreira. Assim, realizou duas adaptações consecutivas de Agatha Chistie. “A Maldição do Espelho” (1980) registrou a última aparição da personagem Miss Marple no cinema, vivida por Angela Lansbury, enquanto “Assassinato num Dia de Sol” (1982) foi o penúltimo filme com Peter Ustinov no papel do detetive Hercule Poirot. Filmada nas ilhas de Maiorca, esta produção acabou tendo impacto na vida pessoal do cineasta, que, impressionado pela locação, convenceu-se a abandonar sua residência na Inglaterra para passar o resto de sua vida no litoral espanhol com sua esposa. Hamilton já fazia planos de aposentadoria e não filmava há três anos quando foi convencido pela MGM a fazer sua tardia estreia em Hollywood. O projeto era basicamente lançar um 007 americano, baseado num personagem igualmente extraído de uma franquia literária de ação. Só que a crítica não perdoou a tentativa apelativa. Estrelado por Fred Ward como um agente secreto a serviço da Casa Branca, “Remo – Desarmado e Perigoso” (1985) foi considerado um James Bond de quinta categoria. E a produção, que ia inaugurar uma franquia, se tornou o maior fracasso da carreira do diretor. Resignado, ele decidiu encerrar a carreira. Mas nos seus termos, lembrando o conselho precioso de Carol Reed. Se tinha começado com um thriller de comédia, também sairia de cena com chances de motivar meio riso ou meia aflição. E deixou a cortina cair com “De Alto Abaixo” (1989). Deu sua missão por comprida, e gentilmente recusou a proposta da Warner para, novamente, ajudar a lançar uma franquia de ação em Hollywood. Guy Hamilton disse não a “Batman” (1989).
Paul McCartney vai participar de Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias
O cantor Paul McCartney vai participar, como ator, de “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias”, o quinto filme da franquia de aventura protagonizada por Johnny Depp, informou o site Deadline. Por enquanto não há informações sobre o papel que o ex-Beatle interpretará no longa-metragem. Mas, anteriormente, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, apareceu em dois filmes como o pai do capitão Jack Sparrow, o personagem de Johnny Depp – em “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (2007) e “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011). O filme também terá o retorno do ator Orlando Bloom ao papel de Will Turner, além de Geoffrey Rush, presente em todos os longas da franquia como o Capitão Barbossa. As principais novidades do elenco são o espanhol Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”), o australiano Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”) e a inglesa Kaya Scodelario (franquia “Maze Runner”). A saga “Piratas do Caribe” é uma das mais bem-sucedidas do estúdio Disney com uma arrecadação total que supera US$ 3,6 bilhões nas salas de cinema de todo o mundo. Com direção dos noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (dupla de “Expedição Kon Tiki”), “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias” tem estreia marcada para 25 de maio de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.










