“Yellowstone” vai para sua 5ª temporada
A Paramount Network oficializou a inevitável renovação de “Yellowstone” para sua 5ª temporada. A produção estrelada por Kevin Costner (“Robin Hood”, “Dança com Lobos”) é a série mais vista da TV americana. O final da 4ª temporada, exibido em 2 de janeiro, foi assistido por 15 milhões de espectadores. “O desempenho recorde de ‘Yellowstone’ prova que tocamos um nervo cultural”, disse Chris McCarthy, presidente e CEO da ViacomCBS Media Networks. “Kevin Costner lidera nosso elenco incrível que faz da família Dutton uma das favoritas dos EUA. Esta nova temporada será outra com certeza que os fãs não vão querer perder.” Além de ser a primeira série semanal estrelada por Kevin Costner, “Yellowstone” também foi a primeira atração televisiva criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar 2017 pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor com “Terra Selvagem” (2017), vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Sheridan assina os roteiros, a produção e a direção de alguns episódios da atração, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes citados de Sheridan, também está no elenco de “Yellowstone”. O sucesso é tanto que a série acaba de ganhar um spin-off, “1883”, lançado em dezembro exclusivamente em streaming, na plataforma Paramount+. No Brasil, “Yellowstone” também é disponibilizada na Paramount+.
Confira as 10 melhores séries lançadas nesta semana
A seleção de séries que estreiam nesta semana é criminosa. De minisséries de “true crime” a mistérios inspirados em best-sellers, não faltam crimes para o espectador tentar desvendar. Mas também há rock, romance e muita animação como sugestões alternativas. Confira abaixo a relação de dicas com as 10 melhores atrações que chegam ao streaming. INVENTANDO ANNA | NETFLIX A personagem do título é Anna Delvey, socialite golpista da vida real. Na minissérie de “true crime”, ela é vivida por Julia Garner, que venceu dois prêmios Emmy por “Ozark”. A cada episódio, ela incorpora uma personalidade diferente, dando a Anna o aspecto de uma esfinge que ninguém consegue decifrar. Nem mesmo a jornalista (Anna Chlumsky, de “Veep”) que investiga como ela roubou os corações – e muito dinheiro – da alta sociedade em Nova York. Criada e produzida por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy” e produtora de “Bridgerton”), a série é a segunda adaptação de uma reportagem policial da jornalista Jessica Pressler a virar “ficção”. Outro de seus artigos inspirou o filme “As Golpistas”, com Jennifer Lopez, em 2019. BARULHO CAPITAL | HBO MAX A minissérie teen colombiana é a maior surpresa da semana. A trama se passa em Bogotá, no começo da década de 1990, época do grunge, em que um grupo de rebeldes de 13 anos do Ensino Fundamental resolve montar uma banda de rock. E enquanto o mais enfezado acha que rock verdadeiro é só em inglês, a guitarrista pra lá de cool resolve educá-lo com uma pilha de K7s de rock em espanhol. A atração foi desenvolvida e dirigida por Mauricio Leiva-Cock, criador de “Fronteira Verde” e roteirista de “Distrito Selvagem”, duas produções da Netflix. EDEN | GLOBOPLAY A série australiana é um thriller passado num cenário paradisíaco. A locação é de tirar o fôlego e as pessoas são lindas. Mas há mais mistérios na trama que a habitual “morte no paraíso”, envolvendo a complexa amizade entre duas amigas, Scout (a novata Sophie Wilde) e Hedwig (a novata BeBe Bettencourt). Ao se reencontrarem no verão, Scout percebe que algo mudou em Hedwig. Ela tem uma série de novos amigos que Scout não conhece, incluindo um ator de Hollywood (Cody Fern, de “American Horror Story”) que dá festas chiques em sua mansão e um jovem (Keiynan Lonsdale, de “The Flash”) que lhe fornece drogas. Numa dessas festas, Hedwig revela que seus sentimentos pela amiga são mais profundos do que amizade. E, no final da noite, uma das garotas some, originando uma investigação criminal que revela o lado sombrio do paraíso. QUEM ERA ELA/THE GIRL BEFORE | HBO MAX Em clima de suspense, a trama gira em torno de uma casa inteligente, planejada por um arquiteto famoso (David Oyelowo, de “Selma”), que busca uma inquilina específica para sua construção de ponta, capaz de se encaixar em suas expectativas. Ele acaba escolhendo a personagem de Gugu Mbatha-Raw (“Loki”), que no começo acredita ter ganho uma grande oportunidade, mas logo se vê num jogo de obsessão, com regras estritas e um mistério: qual foi o destino da garota que viveu lá antes? A minissérie foi criada por J.P. Delaney, que adapta seu próprio livro, lançado no Brasil com o título de “Quem Era Ela”. A direção é de Lisa Brühlmann (“Killing Eve”) e o elenco ainda destaca Jessica Plummer (“Como Falar com Garotas em Festas”), Ben Hardy (“Esquadrão 6”), Rakhee Thakrar (“Sex Education”) e Mark Stanley (“Sanditon”). DEPARTURE | GLOBOPLAY Depois de investigar o desaparecimento de um avião, Archie Panjabi (de “The Good Wife”) se envolve num novo mistério, desta vez em torno de um acidente ferroviário. Entre as muitas reviravoltas da trama, a 2ª temporada também é uma homenagem ao veterano astro Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”), coprotagonista da atração, que gravou sua participação no segundo ano antes de falecer em fevereiro do ano passado. Produção canadense, “Departure” foi desenvolvida por Malcolm MacRury, criador de “Saving Hope”, e encontra-se renovada para a 3ª temporada. WITH LOVE | AMAZON PRIME VIDEO A nova comédia sobre família latina criada por Gloria Calderón Kellett (responsável pelo revival de “One Day at a Time”) acompanha as aventuras amorosas dos irmãos Lily e Jorge Diaz, que tentam levar uma vida de solteiros em meio às pressões de sua família intrusiva por compromissos, enquanto buscam um propósito na vida – e namorados. Emeraude Toubia (“Caçadores de Sombras”) e Mark Indelicato (que era um menino em “Ugly Betty”) vivem os protagonistas. SNOWDROP | HBO MAX O drama sul-coreano se passa em 1987, quando o governo do país era uma ditadura. A história gira em torno de um espião norte-coreano em fuga, que se esconde no dormitório feminino de uma universidade em Seul, onde uma estudante ajuda a escondê-lo, dando início a um relacionamento romântico. Apesar de se inserir na profusão de K-dramas bonitinhos-românticos que vem do país, a trama foi considerada polêmica na Coreia, por se passar num período complexo. Mas também conquistou muitos fãs por conta da principal intérprete feminina: Jisoo, da banda feminina BLACKPINK. STAR TREK: PRODIGY | PARAMOUNT+ “Prodigy” é o primeiro derivado da famosa franquia “Star Trek” voltado para crianças, além da primeira animação em CGI (computadorizada) e o primeiro conteúdo desse universo em que a maioria dos personagens é alienígena. Além de introduzir novos personagens, a série resgata uma presença icônica de “Star Trek”: a Capitã Kathryn Janeway, novamente interpretada por Kate Mulgrew, só que desta vez como um holograma de computador baseado na Capitã original da nave Voyager. A Capitã serve como guia para os novatos da trama, adolescentes de diferentes planetas que encontram, por acaso, uma nave abandonada da Frota Estelar e planejam usá-la para viver várias aventuras, aprendendo com o holograma de bordo a navegar pelo espaço. Desenvolvida pelos irmãos Dan e Kevin Hageman, que venceram o Emmy como roteiristas (de “Caçadores de Trolls: Contos de Arcadia”), “Star Trek: Prodigy” foi concebido originalmente para o canal pago infantil Nickelodeon, mas acabou indo parar na plataforma de streaming Paramount+, que é a prioridade atual do conglomerado ViacomCBS. (DES)ENCANTO | NETFLIX 4ª temporada da série de animação adulta de Matt Groening, criador de “Os Simpsons” e “Futurama”, acompanha a Princesa/Rainha Bean, o elfo chamado Elfo e o demônio Luci em luta pela Terra dos Sonhos, enquanto enfrentam seus piores pesadelos. Os protagonistas são dublados em inglês por Abbi Jacobson (série “Broad City”), Nat Faxon (“Friends from College”) e Eric Andre (série “2 Broke Girls”), respectivamente. AS FABULOSAS AVENTURAS DOS FREAK BROTHERS | GLOBOPLAY Vagamente baseada nos quadrinhos pioneiros da cena underground criados por Gilbert Shelton em 1968, a animação é assinada pelas atrizes-roteiristas Andrea Savage (criadora-estrela de “I’m Sorry.”) e La La Anthony (“La La’s Full Court Life”), que, em vez de adaptar fielmente as desventuras de três chapados na San Francisco da era hippie, escreveram uma história de viagem no tempo. Na trama, depois de fumar uma cepa mágica de maconha em 1969, os três hippies são transportados 50 anos no futuro até 2021, fazendo com que sua mentalidade dos anos 1960 entre em choque com o mundo moderno. O trio protagonista é dublado por Woody Harrelson (“Zumbilândia”), responsável pela voz do descontraído Freewheelin ‘Franklin Freek, John Goodman (“The Connors”) como o crianção Fat Freddy Freekowtski e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) como a voz do paranoico Phineas T. Phreakers.
As 10 melhores séries de streaming lançadas em janeiro
Com várias plataformas de streaming lançando conteúdo sem parar, não é difícil deixar passar em branco atrações que poderiam se tornar favoritas. Será que você está perdendo alguma das melhores séries disponibilizadas neste começo do ano por falta de tempo e excesso de opções? Pensando nisso, disponibilizamos abaixo uma repescagem, com um Top 10 dos melhores seriados lançados em janeiro. Confira se está acompanhando tudo ou se perdeu alguma das indicações. E lembre-se: não é porque ficaram de fora que outras séries do período deixam de ser valorosas. É que a maravilhosa 11ª atração não coube na contagem. PACIFICADOR | HBO MAX A série filhote de “O Esquadrão Suicida” acompanha a nova missão do vilão sem noção vivido por John Cena, ao lado de dois personagens do filme e adições divertidas do DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics). Criação do diretor de “O Esquadrão Suicida”, cada episódio tem uma ou duas reviravoltas inteligentes e cenas muito engraçadas, mas o que deve fisgar a atenção dos espectadores são os diálogos surpreendentemente profundos, que surgem sem aviso. Com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Pacificador” agrada em cheio os muitos fãs do humor pueril, rude e repleto de referências de quadrinhos do cineasta James Gunn, além de ter se tornado (segundo o diretor) o maior sucesso da HBO Max. EUPHORIA | HBO Max Um dos retornos mais aguardados de 2022, “Euphoria” chega a sua 2ª temporada após consagrar Zendaya com o Emmy em 2020. A pandemia estendeu muito a espera entre os episódios – mesmo com o lançamento de dois especiais intermediários – , e a ansiedade dos fãs rendeu recordes de audiência e comentários nas redes sociais, abordando inúmeros momentos dramáticos, divertidos, caóticos e tensos do grupo de jovens da trama, enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Para a 2ª temporada, a produção adicionou algumas novidades no elenco, com destaque para Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que vive uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que estreia como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora é um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). OZARK | NETFLIX O começo do fim, também conhecido como Parte 1 da 4ª e última temporada da série em que todos são maus caráteres, estabelece um clima de guerra iminente pelo controle do dinheiro do tráfico de drogas local. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), a atração acompanha a família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. A reviravolta do final mostra a ex-aprendiz local de Marty, vivida por Julia Garner (“The Americans”), recrutando o filho dele (Skylar Gaertner, o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) para suas atividades criminosas. As apostas são altas e uma morte impactante impulsiona o clima extremamente tenso, deixando claro que ninguém estará a salvo no fim da série. ALL OF US ARE DEAD | NETFLIX A nova série sul-coreana de terror é baseada num webtoon (quadrinhos) e combina horror sangrento com romance e humor bizarro em meio a um surto de zumbis. A trama acompanha a epidemia desde seu começo em uma escola do Ensino Médio, enfatizando a luta dos estudantes para sobreviver, enquanto esperam ser resgatados, sem saber que a contaminação se alastrou por toda a cidade. Virou um fenômeno de audiência, que rende comparações a “Round 6”. E uma curiosidade é que compartilha um detalhe com “Round 6”: a participação de Lee Yoo-mi, que viveu Ji-yeong (a jogadora #241) na série anterior. Apesar de concluída em seus 12 episódios, a trama deixou gancho para uma 2ª temporada, que o sucesso da atração deve materializar. GIRLS5EVA | Globoplay Desenvolvida por Tina Fey e Meredith Scardino (parceiras de “Unbreakable Kimmy Schmidt”), a comédia musical gira em torno da turnê da volta de um grupo pop feminino que fez sucesso nos anos 1990. Após seu maior hit ser sampleado por um jovem rapper, o Girls5eva – uma criação inspirada em Spice Girls e Pussycat Dolls – se vê subitamente de volta à moda e suas integrantes decidem dar mais uma chance ao sonho do estrelato pop. Só que elas não são mais adolescentes – têm filhos, empregos, dívidas e algumas nem se parecem mais fisicamente com suas versões jovens. O elenco é encabeçado pela cantora Sara Bareilles (“Little Voice”), Renée Elise Goldsberry (“Altered Carbon”), Paula Pell (“A.P. Bio”) e Busy Philipps (“Cougar Town”), e a atração já foi renovada, após atingir 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. DEPOIS DA FESTA | APPLE TV+ Outra boa série de comédia, gira em torno do mistério de um assassinato numa festa, que se desenrola em oito episódios, cada um filmado num estilo diferente para combinar com a perspectiva do suspeito da semana. Divertida e inteligente ao mesmo tempo, a trama criada por Christopher Miller (“Anjos da Lei”) traz Tiffany Hadish (“Viagem das Garotas”) como a detetive policial que tenta descobrir quem matou o anfitrião da festa (Dave Franco, de “Artista do Desastre”), uma celebridade que organiza uma reunião com antigos colegas de escola. O ótimo elenco ainda destaca Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), Ilana Glazer (“Broad City”), Ike Barinholtz (“Projeto Mindy”), Sam Richardson (“Ted Lasso”), Zoe Chao (“Love Life”) e John Early (“Search Party”). ARQUIVO 81 | NETFLIX Inspirada em um podcast homônimo, o terror acompanha o personagem de Mamoudou Athie (“Ameaça Profunda”), que recebe a missão de restaurar uma coleção de fitas de vídeo danificadas num incêndio em 1994. O conteúdo é trabalho de uma documentarista que investigava fenômenos sobrenaturais e uma provável seita diabólica num antigo prédio residencial. E quanto mais ele restaura as imagens, mais envolvido se torna, a ponto de se ver passando pelas mesmas situações enfrentadas pela documentarista há 28 anos. A série foi desenvolvida por Rebecca Sonnenshine (produtora-roteirista de “The Boys” e “The Vampire Diaries”), tem direção de Rebecca Thomas (“A Fita Azul”) e produção de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”). E é daquelas que fazem o espectador maratonar noite a dentro, hipnotizado com o quebra-cabeças narrativo e torcendo por uma 2ª temporada. NAOMI | HBO MAX Produzida e com piloto dirigido pela cineasta Ava Duvernay (“Selma”, “Olhos que Condenam”), “Naomi” destaca a jovem atriz Kaci Walfall (“Army Wives”), de 16 anos, como uma adolescente apaixonada por super-heróis, que leva um choque quando começa a manifestar superpoderes durante uma aparição inesperada de Superman, personagem que todos sabem que só existe nos quadrinhos. Seu mundo é abalado de vez quando ela descobre outros superpoderosos em sua cidadezinha, um deles vindo do planeta Thanagar, que não só jura que Superman existe como é seu amigo. Entretanto, se existem super-heróis, também há supervilões. A série foi desenvolvida pela roteirista-produtora Jill Blankenship (de “Arrow”). A IDADE DOURADA | HBO MAX A nova série criada por Julian Fellowes, responsável pelo fenômeno britânico “Downton Abbey” (2010-2015), é um drama de época que trata de conflitos de classe. Mas em vez de aristocratas e seus funcionários, a disputa se dá entre famílias tradicionais e novos ricos. O título da atração remete a um termo cunhado pelo escritor Mark Twain (1835-1910) para caracterizar uma época na qual a alta sociedade dos EUA, apesar da aparência de riqueza, vivia entre falências, corrupção e escândalos. “The Gilded Age” não seria uma era de ouro (golden age), mas um período que tentava se passar por dourado. O enredo gira em torno de Marian Brook (Louisa Jacobson), jovem herdeira de uma família conservadora, que chega sem um centavo em Nova York e é abrigada pela tia “rica”, a aristocrata Agnes van Rhijn (Christine Baranski), que não aceita as mudanças da época, apesar da decadência financeira de sua família. Enquanto isso, a família pouco sofisticada de seu novo vizinho, o barão da indústria ferroviária George Russell (Morgan Spector, de “Homeland”), mostra-se cada vez mais rica e influente. A guerra de classes em espartilhos é valorizada por uma cenografia e figurinos deslumbrantes, que surpreendem com sua opulência e pela recriação da Nova York do começo do século 20. 1883 | PARAMOUNT+ Prólogo de “Yellowstone”, série de maior audiência da TV paga americana, a nova atração do roteirista-produtor Taylor Sheridon é um western autêntico. A história começa como uma jornada perigosa de caravana pelo Oeste selvagem, que leva os ancestrais de John Dutton (Kevin Costner) em busca de um futuro melhor na terra prometida de Montana, através das Grandes Planícies, em meio a índios e foras-da-lei. O elenco destaca dois astros famosos da música country: o casal da vida real Tim McGraw (“Um Sonho Possível”) e Faith Hill (“Dixieland”), que formam a família protagonista com a adolescente Isabel May (“Young Sheldon”) e o menino Audie Rick. Além deles, o elenco inclui Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) e LaMonica Garrett (do crossover “Crise nas Infinitas Terras”) como guias e seguranças da viagem, e Billy Bob Thornton (“Goliath”) como um famoso ex-xerife texano, Jim Courtright, que em 1883 se transformou em fora-da-lei.
Nova série de “Star Trek” vai se passar na Academia da Tropa Estelar
O Universo de séries de “Star Trek” vai continuar a se expandir com a produção de mais um spin-off. A plataforma de streaming Paramount+ encomendou o desenvolvimento de “Star Trek: Starfleet Academy”, que vai acompanhar um grupo de jovens estudantes da instituição que forma os oficiais da Frota Estelar. Uma vislumbre desta premissa pôde ser visto num episódio da 4ª temporada de “Star Trek: Discovery” exibido em dezembro passado, em que a tenente Tilly (Mary Wiseman) descobriu sua vocação para ensinar a nova geração de cadetes do espaço. Vale reparar ainda que “Starfleet Academy” (Academia da Frota Estelar) foi o título de uma publicação de quadrinhos baseada no universo trekker, originalmente publicada pela Marvel e mais recentemente resgatada pela IDW. “Star Trek: Starfleet Academy” será escrita por Gaia Violo (criadora de “Absentia”), mas só deve começar suas gravações no ano que vem. O projeto é o próximo na fila de atrações derivadas da franquia “Star Trek”. Este ano, a Paramount+ já vai lançar a terceira série live-action (ou quinta com as animações) desse universo, “Star Trek: Strange New Worlds”, centrada na primeira tripulação da Enterprise, e começará a produção de “Star Trek: Section 31”, sobre a divisão de espionagem da Tropa Estelar, liderada por Phillipa Georgiou (Michelle Yeoh).
The Offer: Série sobre “O Poderoso Chefão” ganha primeiro trailer
A plataforma Paramount+ divulgou o trailer de “The Offer”, minissérie sobre os bastidores do clássico do cinema “O Poderoso Chefão” (1972). A prévia mostra como a produção foi agitada e cheia de reviravoltas. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, roteirista de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora” (2021), e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série dos anos 1960 “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com bastidores muito conturbados. A história será contada com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). O elenco estelar destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores. A estreia está marcada para 28 de abril.
“Cowboy do Asfalto” vai virar série do diretor de “O Círculo”
A plataforma de streaming Paramount+ acrescentou uma nova adaptação do catálogo cinematográfico do estúdio Paramount a sua lista crescente de séries em desenvolvimento. O filme “Cowboy do Asfalto” (Urban Cowboy, 1980), estrelado por John Travolta (“Selvagens”), está sendo adaptado pelo cineasta James Ponsoldt (de “O Círculo”, com Tom Hanks e Emma Watson) e o roteirista Benjamin Percy. Os dois trabalharam juntos no drama teen “Simmering”, que teve première mundial há poucos dias no Festival de Sundance. Além de coescrever os episódios com Percy, Ponsoldt também vai dirigir a série para o Paramount Television Studios. O longa original acompanhava um jovem do interior (Travolta) que aprendia sobre a vida e sobre o amor em um bar de Houston, no Texas, onde se tornava popular ao montar um touro mecânico. “Cowboy do Asfalto” foi o terceiro blockbuster consecutivo de Travolta – após “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977) e “Grease” (1978) – a influenciar a cultura pop. Seu lançamento transformou os touros mecânicos em febre e ajudou a música country a experimentar um novo surto de popularidade nos EUA. Seis músicas de sua trilha sonora dominaram o Top 10 da parada country durante a maior parte do ano de 1980, enquanto o álbum chegou ao 3º lugar do Top 200 da Billboard. A estratégia da Paramount+ é explorar ao máximo seu catálogo de filmes para lançar novas séries. Além de “Cowboy do Asfalto”, a plataforma também desenvolve atrações baseadas em “Um Golpe à Italiana” (1969), “Love Story” (1970), “O Poderoso Chefão” (1972), “A Trama” (1974), “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (1978), “Flashdance – Em Ritmo de Embalo” (1983) e “Atração Fatal” (1987). Veja abaixo o trailer do filme “Cowboy do Asfalto”.
Criador de “Cara Gente Branca” vai transformar “Flashdance” em série
A Paramount+ fechou com o cineasta Justin Simien, criador de “Cara Gente Branca” (Dear White People), para desenvolver uma série baseada no filme “Flashdance – Em Ritmo de Embalo”, um dos musicais mais bem-sucedidos dos anos 1980. Para quem não lembra, o longa de 1983, escrito por Joe Eszterhas (bem antes de “Instinto Selvagem”), trazia Jennifer Beals como a operária de uma siderúrgica que sonhava se tornar uma bailarina profissional. Em sua nova versão, a trama deve girar em torno de uma jovem negra que sonha em seguir uma carreira no balé, apesar da sua realidade em um clube de striptease. Esta premissa, porém, foi apresentada antes do envolvimento de Simian, quando o projeto estava a cargo da roteirista Tracy McMillan, que trabalhou em “Good Girls Revolt” e “Fugitivos da Marvel” (Runaway). Portanto, a produção pode seguir outro rumo a partir de agora. A estratégia da Paramount+ é explorar ao máximo seu catálogo de filmes para lançar novas séries. Além de “Flashdance”, a plataforma também desenvolve atrações baseadas em “Um Golpe à Italiana” (1969), “Love Story” (1970), “O Poderoso Chefão” (1972), “A Trama” (1974), “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (1978), “Cowboy do Asfalto” (1980) e “Atração Fatal” (1987). Veja abaixo o trailer do filme “Flashdance”.
Mayor of Kingstown: Série estrelada por Jeremy Renner terá 2ª temporada
A Paramount+ renovou “Mayor of Kingstown”, série criminal criada por Taylor Sheridan (“Yellowstone”), dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e estrelada por Jeremy Renner (“Gavião Arqueiro”). A renovação para a 2ª temporada não é uma surpresa, uma vez que “Mayor of Kingstown” é a segunda série original mais assistida do streamer, atrás apenas de “1883”, prólogo recém-lançado de “Yellowstone”. Por coincidência, as duas séries tem o mesmo criador: Taylor Sheridan. Cocriada por Sheridan e o ator Hugh Dillon (do elenco de “Yellowstone”), “Mayor of Kingstown” gira em torno da família McLusky, considerada verdadeira detentora do poder em Kingstown, Michigan, cidade onde o negócio do encarceramento é a única indústria próspera. Em seus 10 episódios iniciais, a trama enveredou por temas como racismo sistêmico, corrupção e desigualdade social. Além de Renner, o elenco destaca Kyle Chandler (“Godzilla vs. Kong”), Dianne Wiest (“A Mula”), Taylor Handley (“Vegas”), Aidan Gillen (“Game of Thrones”), Tobi Bamtefa (“Tin Star”), Michael Reventar (“See”) e o próprio roteirista Hugh Dillon, entre outros. A 1ª temporada foi encerrada em 9 de janeiro e ainda não há previsão para a estreia dos novos episódios. Veja abaixo o trailer da atração.
Série derivada de “Grease” anuncia seu elenco
A Paramount+ anunciou o elenco de “Grease: Rise of the Pink Ladies”, série sobre garotas rebeldes dos anos 1950 derivada do famoso musical “Grease – Nos Tempos da Brilhantina”. Desenvolvida por Annabel Oakes (roteirista de “Awkward.” e “Atypical”) e dirigida por Alethea Jones (“Uma Noite de Loucuras”), a série é um prólogo de “Grease”, passado quatro anos antes da história do musical clássico – ou seja, em 1955, antes de Sandy (a personagem de Olivia Newton-John) chegar na Rydell High School e durante o estouro do rock’n’roll. Segundo a sinopse, a série mostrará como um grupo de garotas “ousou se divertir do seu próprio jeito, incitando um pânico moral que mudará a Rydell High para sempre”. As personagens, porém, não serão Rizzo, Frenchie, Marty e Jan, o quarteto vivido por Stockard Channing, Didi Conn, Dinah Manoff e Jamie Donnelly nos cinemas. A produção batizou as protagonistas com nomes diferentes. O elenco destaca Marisa Davila (“Amor com Data Marcada”) como Jane, Cheyenne Isabel Wells (de musicais da Broadway) como Olivia, Ari Notartomaso (“Atividade Paranormal: Ente Próximo”) como Cynthia, Tricia Fukuhara (“As Trambiqueiras”) como Nancy, Shanel Bailey (“The Good Fight”) como Hazel, Madison Thompson (“Ozark) como Susan, Johnathan Nieves (“Penny Dreadful: City of Angels”) como Richie, Jason Schmidt (“FBI: Os Mais Procurados”) como Buddy, Maxwell Whittington-Cooper (“A Fotografia”) como Wally e Jackie Hoffman (“Only Murders in the Building”) como a Diretora McGee. “Estamos empolgados em revelar nossa nova série original que apresentará um elenco incrível de jovens estrelas em números musicais eletrizantes pelos quais vocês se apaixonarão”, disse Nicole Clemens, presidente da Paramount Television Studios. “Annabel e Alethea conseguiram capturar de forma brilhante o espírito do icônico e amado filme clássico que, como ‘Rise of the Pink Ladies’, se passa no passado, mas é relevante para o presente.” A série ainda não tem previsão de estreia. Rydell High is back in session! Grease: #RiseOfThePinkLadies is coming soon to #ParamountPlus. pic.twitter.com/1zd0fl2dhx — Paramount+ (@paramountplus) January 31, 2022
Séries “Black Monday” e “Work In Progress” são canceladas
O canal pago americano Showtime cancelou as séries de comédia “Black Monday” e “Work In Progress”. A confirmação do fim de “Work In Progress” após a 2ª temporada foi feita pela cocriadora da atração, a cineasta Lilly Wachowski (“Matrix Resurrection”), nas redes sociais. “Pouco antes do feriado de Ação de Graças, recebi a notícia extremamente decepcionante dos executivos da Showtime de que ‘Work in Progress’ não seria renovada para a 3ª temporada”, ela contou em um longo tópico no Twitter. “Foi uma grande chateação.” A série girava em torno de Abby (a humorista e cocriadora Abby McEnany), uma lésbica gorda de meia-idade, que iniciava uma relação transformadora no meio de uma crise. O último episódio foi ao ar em outubro. Já o destino de “Black Monday” foi revelado pelo ator Paul Scheer durante uma transmissão do Twitch. A série acabou com a exibição de sua 3ª temporada, encerrada em agosto do ano passado. Criada pelos roteiristas-produtores Jordan Cahan (criador de “Champaign ILL”) e David Caspe (criador de “Happy Endings” e “Marry Me”), a atração tirava seu título do dia 19 de outubro de 1987, que ficou conhecido como Black Monday (a segunda-feira negra) por registrar o pior crash da história da bolsa de valores de Nova York. A trama contava “como um grupo de forasteiros se infiltrou no clube dos colarinhos brancos bem nascidos de Wall Street e acabou quebrando o maior sistema financeiro do mundo”. O elenco reunia Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), que voltava a estrelar uma série de comédia após cinco temporadas de “House of Lies” (2012–2016) no mesmo canal, Andrew Rannells (da série “Girls”), Regina Hall (“Viagem das Garotas”) e Paul Scheer (“Fresh Off the Boat”), entre outros As duas séries foram disponibilizadas no Brasil pela plataforma Paramount+.
Joshua Jackson vai estrelar série baseada em “Atração Fatal”
O ator Joshua Jackson (“Fringe”, “The Affair”) vai reprisar o papel vivido por Michael Douglas em “Atração Fatal”, numa série da plataforma Paramount+ baseada no filme de 1987. Ele foi escolhido para contracenar com Lizzy Caplan (“Masters of Sex”, “Truque de Mestre 2”), que será a nova versão da personagem interpretada por Glenn Close. Para quem não lembra do longa dirigido por Adrian Lyne, a história era uma fábula moderna sobre as consequências extremas da infidelidade conjugal. A trama girava em torno de Dan Gallagher (papel de Michael Douglas), um rico advogado de Manhattan que tem um caso com a lunática Alex Forrest (Glenn Close) enquanto sua boa esposa, Beth (Anne Archer), está viajando. Quando resolve encerrar o relacionamento, ele passa a ser assediado e ameaçado fisicamente, levando o público a refletir sobre os perigos da traição – a moral da história. A série é descrita como uma releitura do filme que explorará os temas de casamento e infidelidade com uma abordagem moderna. Mas como a premissa divulgada é a mesma, a única diferença evidente é que, em vez de resolver a história em uma hora e meia, a nova versão vai estendê-la por vários capítulos. Assim como em 1987, a trama vai explorar o que acontece quando uma mulher (Caplan) fica obcecada pelo ex-amante (Jackson) após o fim do breve caso extraconjugal dos dois. A adaptação está sendo escrita por Alexandra Cunningham (criadora de “Dirty John”) e ainda não tem previsão de estreia. Lembre abaixo o trailer do filme original.
Paramount+ renova séries de “Star Trek” e anuncia datas de estreia
A Paramount+ anunciou renovações e datas de estreias dos próximos episódios de suas séries do universo “Star Trek”. Para começar, “Star Trek: Discovery” foi renovada para a 5ª temporada. Atualmente em hiato, a série voltará com a segunda metade de seu quarto ano em 10 de fevereiro. A 2ª temporada de “Star Trek: Picard” também ganhou data de estreia: 3 de março. A série já tinha sido renovada para o terceiro ano antecipadamente, e encontra-se em meio à produção dos novos capítulos. Ainda inédita, “Star Trek: Strange New Worlds” foi renovada para sua 2ª temporada antes mesmo da estreia, que acontecerá em 5 de maio. E para completar, a animação “Star Trek: Lower Decks” garantiu seu retorno para uma 4ª temporada. Além destas, outra animação, “Star Trek: Prodigy”, já se encontrava renovada desde o final do ano passado. “Quatro anos atrás, prometemos transformar ‘Star Trek’ em algo que nunca havia sido antes, e graças ao trabalho incrivelmente árduo feito por nossos muitos talentosos showrunners, escritores e diretores, juntamente com o apoio extraordinário da CBS Studios e da Paramount+., estamos mantendo nossa palavra”, disse em comunicado Alex Kurtzman, arquiteto e produtor executivo da franquia. “Agora, nossas séries atuais estão preparadas para o futuro, enquanto trabalhamos para construir a próxima fase de programação de ‘Star Trek’ nos próximos anos.”
As 10 melhores séries da semana em streaming
Com opções que vão de super-heróis a documentário de MPB, a seleção de séries reflete uma semana com grandes lançamentos. A variedade de opções inclui ainda novidades de western, terror, comédia, thriller de ação, animação e até drama erótico. Confira abaixo 10 sugestões, selecionadas entre os títulos mais recentes disponibilizados pelas plataformas de streaming, para aproveitar o verão chuvoso. PACIFICADOR | HBO MAX A série filhote de “O Esquadrão Suicida” acompanha a nova missão do vilão sem noção vivido por John Cena, ao lado de dois personagens do filme e adições criativas do DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics). Criação do diretor de “O Esquadrão Suicida”, cada episódio tem uma ou duas reviravoltas inteligentes e cenas muito engraçadas, mas o que deve fisgar a atenção dos espectadores são os diálogos surpreendentemente profundos, que surgem sem aviso. Com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Pacificador” vai agradar em cheio os muitos fãs do humor pueril, rude e repleto de referências de quadrinhos do cineasta James Gunn, e tem tudo para se tornar o maior sucesso da HBO Max. O CANTO LIVRE DE NARA LEÃO | GLOBOPLAY Uma das melhores séries documentais de temática musical já feitas no Brasil e ponto alto da existência da Globoplay mostra como Nara Leão impactou a música e a cultura, desde o surgimento da bossa nova, o célebre show Opinião, de 1964, considerado primeiro protesto artístico contra a ditadura, e a fundação da MPB. A produção foi desenvolvida e dirigida por um especialista: Renato Terra, codiretor dos docs musicais “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020). Com imagens raras e depoimentos de Chico Buarque, Nelson Motta, Roberto Menescal, Paulinho da Viola e Maria Bethânia, entre outros, também aborda as transgressões criativas e a vida afetiva da intérprete. 1883 | PARAMOUNT+ Prólogo de “Yellowstone”, série de maior audiência da TV paga americana, a nova atração do roteirista-produtor Taylor Sheridon é um western autêntico. A história começa como uma jornada perigosa de caravana pelo Oeste selvagem, que leva os ancestrais de John Dutton (Kevin Costner) em busca de um futuro melhor na terra prometida de Montana, através das Grandes Planícies, em meio a índios e foras-da-lei. O elenco destaca dois astros famosos da música country: o casal da vida real Tim McGraw (“Um Sonho Possível”) e Faith Hill (“Dixieland”), que formam a família protagonista com os filhos vividos pela adolescente Isabel May (“Young Sheldon”) e o menino Audie Rick. Além deles, o elenco inclui Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) e LaMonica Garrett (do crossover “Crise nas Infinitas Terras”) como guias e seguranças da viagem, e Billy Bob Thornton (“Goliath”) como um famoso ex-xerife texano, Jim Courtright, que em 1883 se transformou em fora-da-lei. ARQUIVO 81 | NETFLIX Inspirada em um podcast homônimo, o terror acompanha o personagem de Mamoudou Athie (“Ameaça Profunda”), que recebe a missão de restaurar uma coleção de fitas de vídeo danificadas num incêndio em 1994. O conteúdo é trabalho de uma documentarista que investigava fenômenos sobrenaturais e uma provável seita diabólica num antigo prédio residencial. E quanto mais ele restaura as imagens, mais envolvido se torna, a ponto de se ver passando pelas mesmas situações enfrentadas pela documentarista há 28 anos. A série foi desenvolvida por Rebecca Sonnenshine (produtora-roteirista de “The Boys” e “The Vampire Diaries”), tem direção de Rebecca Thomas (“A Fita Azul”) e produção de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”). E é daquelas que fazem o espectador maratonar noite a dentro, hipnotizado com o quebra-cabeças narrativo e torcendo por uma 2ª temporada. RAY DONOVAN | PARAMOUNT+ Apresentado como um “filme”, o episódio mais longo tem a função de encerrar a série, cancelada em 2020 após a 7ª temporada, deixando vários ganchos e a trama sem fim. A história se concentra nos problemas de três gerações dos Donovan: o personagem-título (vivido por Liev Schreiber), seu pai (Jon Voight) e sua filha (Kerris Dorsey), mas sem esquecer do irmão mais velho (Eddie Marzan). Originalmente, “Ray Donovan” girava em torno de um especialista em limpar cenas de crime e apagar evidências comprometedoras dos ricos e famosos de Hollywood, mas logo sua família acabou ganhando proeminência, levando-o a tentar se afastar de tudo com uma mudança para Nova York, que apenas colocou seus serviços ao alcance de novos contratantes. No Brasil, a série foi exibida pelo canal pago HBO, mas quem quiser maratonar hoje vai encontrar as sete temporadas disponíveis apenas na Paramount+. THE PREMISE | STAR+ Criada por BJ Novak, ator e roteirista da série “The Office”, “The Premise” é descrita como “uma antologia do agora”, apresentando temas relevantes do mundo contemporâneo sob a ótica do humor. O primeiro capítulo, por exemplo, trata de violência policial capturada em câmera, só que ao fundo de uma gravação altamente embaraçosa, enquanto o último reflete como as ações de um valentão da escola se voltam contra ele na vida adulta – a vingança envolve um butt plug (pesquise apenas se for maior de idade). A 1ª temporada tem cinco episódios, todos escritos por Novak, e inclui ainda abordagens sobre armamentismo, impacto negativo das redes sociais e filantropia fake de celebridades. Com um elenco diferente em cada capítulo, a produção reúne uma lista invejável de astros, como Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Boyd Holbrook (“Narcos”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”), Ben Platt (“The Politician”), Lucas Hedges (“Boy Erased”), Lola Kirke (“Mistress America”), Kaitlyn Dever (“Last Man Standing”), Amy Landecker (“Your Honor”), Beau Bridges (“Bloodline”) e Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”). AFTER LIFE | NETFLIX A atração criada e estrelada por Ricky Gervais (o criador da versão original de “The Office”) chega ao fim em sua 3ª temporada com uma reviravolta comovente do protagonista Tony. Ao embarcar numa jornada para honrar o último desejo de seu pai, ele aprende a lidar com o luto e as perdas inevitáveis da vida, decidindo se tornar um homem melhor. Ou seja, trata-se de uma conclusão oposta à premissa da série, quando a morte da esposa fez Tony querer acertar as contas com o universo de outro modo, dizendo e fazendo o que quisesse a qualquer hora, lixando-se para as consequências. OPERAÇÃO ECSTASY | NETFLIX Boa surpresa da Netflix, a coprodução belga e holandesa (chamada “Undercover” no original) chega à 3ª temporada após ganhar até filme (o prólogo “Ferry”). A principal novidade da trama escrita por Piet Matthys (“Vermist”) é que desta vez os antigos rivais são aliados. O traficante Ferry (Frank Lammers) precisa trabalhar com o policial (Tom Waes) que o prendeu para resolver seus problemas legais, infiltrando-se numa nova organização criminosa. Apesar do nome ruim no Brasil, trata-se de uma das melhores séries policiais da plataforma. NUA E CRUA | GLOBOPLAY O título é um pouco enganoso. Esta curiosidade turca da Globoplay não tem nudez. Mas é bem crua, no sentido de abordar abertamente o sexo. Mesmo com as restrições de um país de maioria muçulmana, consegue ter grande apelo sensual. A produção conta a história de Eylul (Müge Bayramoglu), uma jovem que mora com a avó e ganha a vida como acompanhante sexual. Seu destino muda quando certa noite é contratada para trabalhar em uma despedida de solteiro de Cem (Mert Ramazan Demir), um rapaz que está contando os dias para se casar com uma socialite. Lógico que os dois acabam se apaixonando, mas o melodrama de novela é um truque de Can Evrenol (“O Último Guardião”), roteirista e diretor da série, que usa a premissa convencional para apaziguar os censores e atiçar o público com cenas de sexo implícito – tudo é sugerido, tudo mesmo. Não faltam fetiches… ATTACK ON TITAN | CRUNCHYROLL Os episódios finais da 4ª temporada concluem a adaptação do mangá de Hajime Isayama, fenômeno com mais de 76 milhões de exemplares vendidos no Japão. Exibido desde 2013, o anime é uma distopia pós-apocalíptica sobre um futuro em que a humanidade vive enclausurada em territórios cercados por imensos muros. As construções servem para proteger as pessoas dos Titãs, criaturas imensas e perigosas, que surgiram para literalmente consumir a humanidade – comer mesmo. Anteriormente feita pela Wit Studio, divisão da IG Animation, o cultuado anime se encerra com produção do Studio MAPPA, sob a direção de Jun Shishido (“A Princesa e o Piloto”) e Yūichirō Hayash (“Dorohedoro”), e depois de ganhar versão “live action” nos cinemas japoneses. Para dar noção da expectativa gerada pelo desfecho, o lançamento derrubou os serviços americanos da Chuchyroll e da Funanimation, que chegaram a ficar fora do ar com a quantidade de acessos dos fãs na estreia dos episódios no mês passado nos EUA.











