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    Shelley Morrison (1936 – 2019)

    2 de dezembro de 2019 /

    A atriz Shelley Morrison, que interpretou a empregada Rosario na série “Will & Grace”, morreu no domingo (1/12) aos 83 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ela estava internada no centro médico Cedars-Sinai e morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Morrison lutou por anos contra um câncer no seio e no pulmão e vinha enfrentando vários problemas de saúde. Nascida Rachel Mitrani no Bronx, em Nova York, filha de imigrantes latinos, a atriz participou de meio século da história da televisão americana. Morrison apareceu em séries clássicas como “Quinta Dimensão”, “O Fugitivo” e “Meu Marciano Favorito”, no começo dos anos 1960, antes de conseguir seu primeiro papel recorrente, como uma índia em “Laredo”, entre 1964 e 1967. Ela também buscou espaço no cinema, mas acabou restrita a figurações – inclusive em “Funny Girl: A Garota Genial” (1968). A virada veio com “A Noviça Voadora”, uma das atrações mais reprisadas de todos os tempos, onde integrou o elenco central como a Irmã Sixto, ao lado de Sally Field. A série se passava num convento em Porto Rico, onde uma das freiras (Sally Field) miraculosamente adquire a capacidade de voar – e de converter qualquer um com seu charme. Durou três temporadas, até 1970, mas praticamente nunca saiu do ar. O sucesso da produção também fez a carreira de Morrison decolar. Ela passou a coadjuvar em filmes como “Interlúdio de Amor” (1973), de Clint Eastwood, “Amantes em Veneza” (1973), de Paul Mazursky, e “A Volta de Max Dugan” (1983), de Herbert Ross. Mas essa fase não durou tanto quanto as reprises de “A Noviça Voadora” e logo ela se viu presa ao estereótipo da empregada doméstica latina. Viveu esse papel em vários “episódios da semana”, de “Soup” a “Columbo”, antes de encarnar a versão mais famosa do clichê, Rosario Salazar, a empregada de “Will & Grace”. Sem papas na língua, Rosario se tornou uma das personagens mais engraçadas da série e permitiu a Morrison conquistar a maior popularidade de sua carreira. Exibida entre 1999 e 2006, a série acabou revivida em 2017, mas sem Morrison, que na ocasião já enfrentava problemas de saúde. Nas redes sociais, o elenco de “Will & Grace” lamentou a perda da colega e amiga, descrita como “uma alma generosa com um grande coração e sempre com um sorriso no rosto” por Debra Messing (a Grace). “Sua falta será sentida por todos” acrescentou Eric McCormarck (o Will).

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    Joan Staley (1940 – 2019)

    29 de novembro de 2019 /

    A atriz Joan Staley, que estrelou a série clássica “77 Sunset Strip” e namorou Elvis Presley no cinema, morreu no domingo passado (24/11), aos 79 anos. Nascida Joan McConchie, ela foi uma violinista talentosa na infância, o que lhe rendeu seu primeiro papel no cinema, uma figuração como violinista prodígio em “A Valsa do Imperador” (1948), aos oito anos de idade. A pequena participação chamou atenção dos produtores de TV, que a convidaram a aparecer em vários programas de variedades. Mas, ao fazer 18 anos, decidiu trocar de carreira, abandonando a música pela atuação – além de posar para a revista Playboy como “Miss Novembro”. Em 1958, ela fez sua primeira de quatro participações na série “Perry Mason”, seguida por pequenos papéis em várias séries de TV da época, como “Laramie”, “Os Intocáveis”, “Bonanza”, “O Homem de Virgínia”, e ainda menores em alguns filmes famosos, entre eles três produções estreladas por Dean Martin – o musical “Essa Loira Vale um Milhão” (1960), a versão original de “Onze Homens e um Segredo” (1960), também com Frank Sinatra, e a comédia “A Dama da Madrugada” (1961). Ela ainda foi uma das moradoras da irmandade universitária que contratou Jerry Lewis como zelador em “O Terror das Mulheres” (1961) e figurou nos clássicos absolutos “Bonequinha de Luxo” (1961), com Audrey Heburn, e “Círculo do Medo” (1962), com Robert Mitchum. Mas os papéis só começaram a se tornar relevantes após ela entrar em “77 Sunset Strip”, em 1963, como nova secretária da agência dos detetives televisivos. Curiosamente, ela já tinha figurado na série, antes de ser integrada na 6ª e última temporada. Foi nessa época que Elvis cruzou sua vida. Assim que a série acabou, Joan participou de dois filmes do roqueiro, “Com Caipira Não se Brinca” e “Carrossel de Emoções”, ambos lançados em 1964. E acabou se destacando no segundo, como a namorada negligenciada do cantor, que chega a lhe dar um tapa na cara. Depois disso, estrelou seus primeiros filmes como protagonista feminina: a comédia “O Fantasma e o Covarde” (1966), ao lado do humorista Don Knotts, e o western “Matar ou Cair” (1966), com o mocinho Audie Murphy. Infelizmente, uma queda de cavalo nas filmagens do derradeiro lhe deixou com uma lesão nas costas, que encurtou sua carreira. Joan Staley não fez mais filmes, mas estrelou os 32 capítulos da série de comédia “Broadside”, spin-off de “A Marinha de McHale” centrada em uma unidade de marinheiras – como a sargento Roberta Love – , e teve papéis de destaque em episódios duplos das séries “Batman” e “Missão: Impossível”, antes de sumir das telas no final dos anos 1960, por ocasião de seu segundo casamento – com um executivo da gravadora MCA-Universal. Após longo hiato, voltou a ser vista num episódio de “Dallas”, seu último papel em 1982.

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    Godfrey Gao (1984 – 2019)

    27 de novembro de 2019 /

    O ator e modelo Godfrey Gao morreu aos 35 anos, após um ataque cardíaco fulminante no início da manhã desta quarta (27/11), enquanto gravava um reality show na China. De acordo com comunicado da JetStar Entertainment, que agenciava a carreira de Gao, ele chegou a ser levado para o hospital e, após três horas de tentativas de reanimação, foi decretada a morte. “Estamos muito chocados e entristecidos e até o momento é inacreditável”, disse a empresa no comunicado. Nascido em Taiwan, o ator emigrou com os pais para o Canadá quando era criança e se formou numa faculdade em Vancouver. Na década passada, voltou para o país asiático, onde iniciou a carreira artística, atuando como modelo e como ator em diversas séries e filmes. Ele fez sua estreia em Hollywood na produção cinematográfica “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” (2013), no importante papel de Magnus Bane, e teria participado de continuações, caso a bilheteria não tivesse sido uma catástrofe. A frustração foi compensada por outras conquistas, como se tornar o primeiro homem asiático a estrelar uma campanha da grife de moda Louis Vuitton. O ator também protagonizou a produção chino-americana “The Jade Pendant” (2017), um western que girava em torno do linchamento real de 18 imigrantes chineses nos Estados Unidos, e foi a voz do boneco Ken para a versão em mandarim de “Toy Story 3”, lançado em 2013. Seu último filme foi a sci-fi chinesa “Shanghai Fortress”, distribuída pela Netflix em setembro. Gao participava do reality “Zhui Wo Ba” (Persiga-me, em tradução literal) no qual celebridades enfrentam desafios. Em nota, os produtores do programa disseram que o ator “caiu de repente enquanto corria. Imediatamente a equipe médica o atendeu no local e ele foi levado ao hospital”.

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    Charles Gutemberg (1962 – 2019)

    26 de novembro de 2019 /

    O humorista Charles Gutemberg, mais conhecido como Rapadura, morreu na tarde desta terça-feira (26/11) em Jundiaí, aos 57 anos de idade. Ex-artista de circo, ele se tornou famoso ao participar dos programas “A Praça é Nossa” e “Dedé e o Comando Maluco”, do SBT. De acordo com as informações, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um hospital no interior de São Paulo. O humorista passou por uma cirurgia de intestino, mas devido a complicações do processo, precisou permanecer internado e veio a falecer nesta tarde. O sobrinho do humorista, Alisson Bruno, publicou uma mensagem em seu Instagram lamentando a morte do tio. “Acabei de perder meu tio. Para sempre vou ter amar”, escreveu. Uma mensagem publicada no perfil do humorista já havia adiantado que o estado de saúde era delicado: “Infelizmente o estado da saúde do Rapadura é grave. Ele continua na UTI, continuem orando por ele”, disse o texto. O portal da RedeTV! conversou por telefone com Marcelo Beny, o Bananinha, que era parceiro de trabalho de Rapadura e explicou como o estado de saúde do colega se agravou após ele passar pela operação. “Ele fez um cirurgia no intestino, na semana passada. Ai ele começou a se recuperar, mas estava sentindo dores. O médico disse que ele precisaria passar por uma nova operação pois tinha vazado alguma coisa”, explicou Benny. “Depois da segunda cirurgia, ele não conseguiu se recuperar do quadro de infecção e precisou fazer hemodiálise, mas eles tiveram que parar no meio porque ele não estava aguentando. Depois disso a família foi comunicada que não tinha muito mais o que fazer”, finalizou. O hospital informou em nota que o paciente teve falência de múltiplos órgãos em decorrência de cirurgia no aparelho digestivo. Charles Guttenberg estreou em “A Praça é Nossa” em 2004, junto de Dedé Santana. No ano seguinte, foi trabalhar com o colega em “Dedé e o Comando Maluco”, que fez grande sucesso ao ser transmitido aos domingos no SBT. No programa, ele vivia o Cabo Rapadura, irmão de Bananinha, interpretado por Marcelo Beny.

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    Gugu Liberato (1959 – 2019)

    22 de novembro de 2019 /

    O apresentador de TV Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira (22/11) aos 60 anos, após um acidente doméstico em sua casa, em Orlando, nos Estados Unidos, na última quarta-feira. Ele caiu de uma altura de quatro metros, enquanto tentava trocar o filtro do ar-condicionado em sua casa, e não resistiu aos ferimentos. No momento do acidente, estava acompanhado apenas de sua mulher, Rose Di Matteo. Filho de pais portugueses, Antônio Augusto Moraes Liberato, começou na televisão aos 14 anos como auxiliar de produção do Silvio Santos, à época na TV Globo. O jovem paulistano foi chamado por Silvio porque lhe escrevia cartas sugerindo programas. Sílvio Santos o transformou em apresentador ao assumir o controle de um canal de TV, a TVS, depois transformada na rede SBT, e Gugu mais que correspondeu, conquistando grandes audiências nas noites de sábados com seus programas “Viva a Noite” (1982-1992) e “Sabadão Sertanejo (1991-1996)”. Durante sua passagem pelo SBT, ele ajudou a promover a febre das boys band no Brasil, primeiro com o grupo porto-riquenho Menudos, depois com o similar nacional Dominó. Fez tanto sucesso que, no final dos anos 1980, recebeu uma oferta da Globo para assumir a programação dominical da emissora. Mas Silvio Santos interviu, oferecendo-lhe parte de seu horário de domingo, um grande aumento salarial e honorários de publicidade. Gugu passou a apresentar os quadros “Passa ou Repassa” e “Cidade contra Cidade” na faixa que até então era inteiramente comandada por Sílvio Santos, até assumir um programa próprio, “Domingo legal” (exibido até 2009) no SBT. Enquanto isso, Faustão foi contratado pela Globo e os programas dos dois protagonizaram uma das maiores guerras de audiência da década de 1990. Nos últimos anos, o apresentador tinha se mudado para a Record, onde estrelou “Gugu” (2015-2017) e atualmente comandava o reality “Power Couple Brasil” e o show de talentos “Canta Comigo”. Por conta de sua enorme popularidade com o público brasileiro, Gugu também acabou aparecendo em alguns filmes. E não foram poucos. Ele participou de sete longa-metragens, sempre de temática infantil. A estreia aconteceu em “Padre Pedro e a Revolta das Crianças” (1984) como coadjuvante de Pedro de Lara, jurado do “Show dos Calouros”, de Sílvio Santos. Mas, curiosamente, seus filmes seguintes foram todos com astros da Globo: três filmes dos Trapalhões (“Os Fantasmas Trapalhões”, “O Casamento dos Trapalhões”, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros”), dois longas solo de Renato Aragão (“Uma Escola Atrapalhada” e “O Noviço Rebelde”) e uma produção da Xuxa (“Xuxa e os Duendes”), que foi seu último papel no cinema em 2001. O apresentador deixa três filhos, frutos do casamento com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as filhas gêmeas, Marina e Sofia, de 15.

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  • Filme

    Michael J. Pollard (1939 – 2019)

    22 de novembro de 2019 /

    Morreu Michael J. Pollard, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho no clássico “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas” (1967). Ele tinha 80 anos de idade e a notícia de sua morte foi compartilhada pelo diretor Rob Zombie, amigo do ator, nas redes sociais. Zombie trabalhou com Pollard em um de seus filmes mais marcantes, “A Casa dos 1000 Corpos” (2003). “Ele foi um dos primeiros atores que eu escalei para o longa. Ele era muito divertido e sentiremos sua falta”, escreveu na rede social. Pollard apareceu em mais de uma centena de filmes e séries durante a carreira, que começou em 1958. Graças ao tamanho pequeno e aparência jovem, ele viveu adolescentes até quase os 30 anos, casos de suas participações nas séries clássicas “Perdidos no Espaço” e a “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) original. Nesta última, estrelou o famoso episódio “Miri”, em que apenas crianças sobreviveram a uma praga planetária. A virada em sua carreira veio com “Bonnie e Clyde”, lançado no ano seguinte, em que interpretou C.W. Moss, um frentista de posto de gasolina que acaba se juntando aos personagens-título (vividos por Warren Beatty e Faye Dunaway) em seus crimes. Além do Oscar, Pollard foi indicado ao BAFTA e ao Globo de Ouro pela atuação. Graças ao sucesso do filme, um dos mais influentes de Hollywood – marco zero do cinema “ultraviolento” – , ele passou a focar sua carreira apenas no cinema, estrelando filmes como “As Máquinas Quentes” (1970), ao lado de Robert Redford, “O Pequeno Billy” (1972), no papel de Billy the Kid, e uma porção de comédias, como “Melvin e Howard” (1980), “Roxanne” (1987), “Os Fantasmas Contra Atacam” (1988), além do filme de ação “Tango e Cash: Os Vingadores” (1989), estrelado por Sylvester Stallone e Kurt Russell. Pollard ainda voltou a se juntar ao colega de “Bonnie e Clyde”, Warren Beatty, em “Dick Tracy” (1990), desta vez do lado da lei. A adaptação dos quadrinhos foi dirigida e estrelada por Beatty, que deu ao amigo o papel de Bug Bailey, parceiro do detetive do título. A partir daí, porém, ele entrou numa fase de filmes de terror independentes, um pior que o outro. A exceção foi o drama “Arizona Dream: Um Sonho Americano” (1993), em que contracenou com Johnny Depp e Jerry Lewis. “A Casa dos 1000 Corpos”, de Zombie, foi uma das suas últimas aparições no cinema.

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    Fábio Barreto (1957 – 2019)

    21 de novembro de 2019 /

    Morreu na noite de quarta-feira (20/11), no Rio, o cineasta Fábio Barreto, diretor dos filmes “O Quatrilho” e “Lula, o Filho do Brasil”. Ele tinha 62 anos e estava em coma desde dezembro de 2009, após capotar o carro no Rio. Filho dos produtores Luiz Carlos e Lucy Barreto e irmão do cineasta Bruno Barreto, Fábio começou a trabalhar como diretor de cinema em 1977, fazendo curtas-metragens — a estreia aconteceu com “A História de José e Maria”, quando ele tinha 20 anos. Foi assistente de direção do irmão mais velho em “Amor Bandido” (1978), e de Cacá Diegues em “Bye Bye Brasil” (1979), antes de dirigir seu primeiro longa em 1982, “Índia, a Filha do Sol”, com Gloria Pires. Sua estreia foi lançada no Festival de Cannes. Fábio Barreto também atuou em alguns filmes, como “Memórias do Cárcere” (1984) e “For All – O Trampolim da Vitória” (1997). Mas seu principal foco foi a direção. Ao longa da carreira, dirigiu 10 longas dos mais variados gêneros, como o thriller de vingança “Luzia Homem” (1988), o caça-níquel musical “Lambada” (1989), ironicamente pouco visto, e o drama religioso “Nossa Senhora de Caravaggio” (2006). Seu longa-metragem de maior relevância foi “O Quatrilho” (1995), baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato. Estrelada por Gloria Pires e Patrícia Pillar, a produção foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Quatrilho” foi apenas o segundo longa brasileiro a disputar o Oscar, 33 anos após “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, lançado em 1962. O filme também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Glória Pires no Festival de Havana. Mas a qualidade vista naquele filme não se manteve nas obras seguintes, que incluem o romance tropical “Bela Donna” (1998) e o drama de época “A Paixão de Jacobina” (2002). O último trabalho do diretor se tornou seu longa mais controvertido. “Lula, o Filho do Brasil” era uma hagiografia de Luiz Inácio Lula da Silva, filmada quando o retratado nas telas ainda era presidente do Brasil. A obra conta a trajetória de Lula antes de ingressar na política, desde que sua família saiu do interior do Nordeste com destino a São Paulo até o momento em que ele se estabeleceu como líder sindical no ABC paulista. O destaque positivo da produção foi a participação de Gloria Pires como mãe de Lula, repetindo parceria com o cineasta que a lançou no cinema em “Índia, a Filha do Sol” e também a escalou no premiado “O Quatrilho”. Seu pai, Luiz Carlos Barreto, produziu o filme acreditando que quebraria recordes de bilheteria, tamanha a popularidade de Lula no período – capaz de eleger a inexperiente Dilma Rousseff como sua sucessora na presidência do país. Mas o fenômeno não aconteceu. Durante a Operação Lava Jato, a produção acabou investigada por conta de sua ligação com as grandes empreiteiras condenadas por corrupção. Ostentando o fato de ter sido filmado sem apoio federal ou incentivo fiscal, “Lula, o Filho do Brasil” foi totalmente bancado pelas empresas Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, cujos dirigentes foram posteriormente presos em meio às investigações de desvios bilionários na Petrobrás. O filme teve première no Festival de Brasilía, em 17 de novembro de 2009. Dois dias depois, Fábio Barreto capotou com sua Pajero Mitsubishi dourada na Rua Real Grandeza, próximo ao acesso do Túnel Velho, quando voltava do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Segundo uma testemunha, o cineasta, que estava sozinho no carro, teve o veículo fechado por um automóvel e despencou de uma altura de de quatro metros, para a outra pista. No acidente, Fábio sofreu politraumatismos, com predominância de traumatismo cranioencefálico. Ele entrou em coma e nunca mais acordou.

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    Virginia Leith (1925 – 2019)

    13 de novembro de 2019 /

    A atriz Virginia Leith, que ficou conhecida por interpretar uma cabeça sem corpo no clássico trash “O Cérebro que Não Queria Morrer” (1962), morreu em 4 de novembro em sua casa em Palm Springs, aos 94 anos. O anúncio de sua morte foi feito apenas nesta semana pela família. Nascido em 15 de outubro de 1925 em Cleveland, Leith trabalhou como garçonete antes de se tornar modelo. Durante uma sessão de fotos para a revista Look, ela acabou chamando atenção do fotógrafo, um jovem chamado Stanley Kubrick, que a convidou a participar de seu primeiro filme como diretor, “Medo e Desejo”, rodado de forma independente e com orçamento de apenas US$ 10 mil em 1953. No filme anti-guerra, Leith aparece como uma camponesa “estranha meio animal” que é capturada, amarrada a uma árvore e eventualmente morta por um soldado interpretado por Paul Mazursky. Ela decidiu seguir carreira de atriz e até foi contratada pela 20th Century Fox, aparecendo em três clássicos do cinema noir, “A Viúva Negra” (1954), “Um Sábado Violento” (1955) e “Amor, Prelúdio de Morte” (1956). No último, fez par romântico com o galã Robert Wagner. Também estrelou a elogiada sci-fi dramática “No Limiar do Espaço” (1956) e o drama “Rumo ao Desconhecido” (1956), com William Holden. Mesmo assim, não encontrou o sucesso esperado e acabou migrando para a TV. O único filme que fez depois disso foi “O Cérebro Que Não Não Queria Morrer”. Produzido em 1959, mas só lançado pela American International Pictures em 1962, o longo trazia Leith como Jan Compton, a noiva de um cientista (Jason Evers) demente que experimenta transplantes humanos. Após um acidente de carro em que Jan morre, ele recupera a cabeça decepada da noiva e a conecta a equipamentos que lhe permitem reviver. Mas precisa encontrar um novo corpo para que a cabeça para a mulher, e assim decide buscar candidatas em clubes de strip-tease, concursos de beleza e estúdios de modelos. Em 1960, Leith se casou com o ator canadense Donald Harron (“Hee-Haw”) e se afastou da indústria do entretenimento, voltando apenas por um curto período, entre 1977 e 1980, para participar de séries policiais como “Baretta”, “Barnaby Jones” e “Police Woman”. Com o casamento, ela virou madrasta de Mary Harron, que anos depois virou diretora de filmes como “Um Tiro para Andy Warhol” (1996), “Psicopata Americano” (2000), “Bettie Page” (2005) e “Relação Mortal” (2011).

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    Robert Freeman (1933 – 2019)

    8 de novembro de 2019 /

    Morreu o fotógrafo e cineasta Robert Freeman, que ficou conhecido por suas fotos icônicas dos Beatles. A informação foi divulgada por Paul McCartney em seu blog oficial nesta sexta (8/11), sem revelar a causa da morte. Mas o artista tinha sofrido um AVC em 2014 e vinha doente desde então. Freeman começou sua carreira como jornalista fotográfico no jornal britânico The Sunday Times. Ele causou uma forte impressão inicial com fotografias em preto e branco de vários músicos de jazz, incluindo o saxofonista John Coltrane, e isso chamou a atenção do empresário dos Beatles, Brian Epstein, que encomendou um retrato da banda em 1963. Este contato inicial levou a uma longa associação com os quatro músicos de Liverpool, incluindo o design e a fotografia das capas dos álbuns “With The Beatles” (“Meet The Beatles!” nos EUA), “The Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Ele também desenhou as sequências dos créditos finais dos dois primeiros filmes dos Beatles, “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (A Hard Day’s Night, 1964) e “Help!” (1965), ambos dirigidos por Richard Lester, além de ter sido responsável pelas fotografias oficiais da produção e pelo visual dos pôsteres e materiais promocionais dos filmes. Ficou tão íntimo da banda que sua esposa, Sonny, teria sido a inspiração de John Lennon para compor a música “Norwegian Wood” – numa relação que também envolveria sexo. A alegação foi feita pela ex-esposa de Lennon, Cynthia Lennon, em sua biografia. Por coincidência, Freeman acabou se afastando dos Beatles nesta época. Mas aproveitou os contatos da banda, como Richard Lester. O diretor, que tinha gostado do trabalho do fotógrafo, o contratou para desenhar os créditos de seu filme mais premiado. Marco do cinema mod, “Bossa da Conquista” (The Knack) venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1965. A experiência com esses filmes permitiu a Freeman estrear como diretor, assinando outro cultuadíssimo filme mod, “As Tocáveis” (The Touchables, 1968). Definitivamente uma obra de fotógrafo, o longa é considerado um deleite visual, mas péssimo em termos de narrativa – o fiapo de história girava em torno do rapto do cantor de uma banda de rock por fãs histéricas. Uma curiosidade de sua trilha sonora é o destaque dado à obscura banda Nirvana original (dos anos 1960), além de incluir a primeira música do Pink Floyd ouvida no cinema (“Interstellar Overdrive”). Robert Freeman também dirigiu o documentário “O Mundo da Moda (Ontem-Hoje e Amanhã)” (Mini-Mid), sobre a Swinging London, e o drama “A Doce Promessa” (1969) na França, além de ter sido o fotógrafo oficial do primeiro calendário Pirelli. “Grande profissional, ele era imaginativo e um verdadeiro pensador original”, escreveu Paul McCartney em seu blog. “As pessoas costumam pensar que a foto da capa do ‘Meet The Beatles’ em meia-sombra foi uma foto de estúdio cuidadosamente arranjada. Na verdade, foi registrada rapidamente por Robert no corredor de um hotel em que estávamos hospedados, onde a luz natural vinha das janelas no final do corredor. Eu acho que não demorou mais que meia hora para chegar naquele resultado”. “Bob também inovou na foto da capa de ‘Rubber Soul’. Ele tinha o costume de usar um projetor de slides para mostrar pra gente como ficariam as fotos nos discos, projetando-as em um pedaço de papelão branco do tamanho exato da capa de um álbum. Durante a sessão de observação dessa imagem, o papelão que estava apoiado em uma pequena mesa caiu para trás, dando à fotografia uma aparência esticada. Então, ficamos empolgados com a ideia dessa nova versão de sua fotografia. Ele nos garantiu que era possível imprimi-lo dessa maneira, e como álbum era intitulado ‘Rubber Soul’ (alma de borracha), sentimos que a imagem se encaixava perfeitamente”, revelou o cantor. “Sentirei saudades deste homem maravilhoso e sempre apreciarei as boas lembranças que guardo dele. Obrigado Bob”.

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    Marie Laforêt (1939 – 2019)

    3 de novembro de 2019 /

    A cantora e atriz francesa Marie Laforêt morreu neste domingo (3/11) em Genolier, na Suíça, aos 80 anos de idade. O assessor da cineasta Lisa Azuelos (“Rindo à Toa”), filha de Laforêt, confirmou a morte à imprensa sem revelar as causas. Sua carreira começou acidentalmente em 1959, quando ela substituiu a irmã no último minuto em um concurso de talentos numa rádio francesa e venceu. Com isso, chegou a ser convidada pelo diretor Louis Malle a participar de um filme, mas o projeto não foi adiante. Assim, acabou fazendo sua estreia no clássico de René Clément “O Sol por Testemunha”, adaptação do famoso livro de suspense “O Talentoso Ripley”, de Patricia Highsmith, com Alan Delon no papel principal. Em seu segundo filme, a comédia “Saint Tropez Blues” (1961), Laforêt cantou a música-título e decidiu seguir cantando fora das telas. Lançou seu primeiro single em 1963, “Les Yendanges de L’amour”, que foi um estouro comercial e lhe rendeu ainda mais popularidade. Ela assinou com a gravadora CBS e se tornou uma estrela da música francesa. Mas não abandonou o cinema. Continuou a fazer filmes impactantes, como “Leviathan” (1962), ao lado de Louis Jordan, e “Mulheres no Front” (1965), com Anna Karina, até pender para aventuras e comédias ligeiras, como “A Espiã de Olhos de Ouro Contra Dr. K” (1965), de Claude Chabrol, vindo a formar uma parceria popular com o astro Jean-Paul Belmondo – em “A Caça ao Homem” (1964), “Tira ou Ladrão” (1979), “Les Morfalous” (1984) e “Feliz Páscoa” (1984). Sua filmografia ainda inclui o clássico infantil “O Reino Encantado de Polegarzinho” (1972), o papel principal no célebre drama musical “Tangos – O Exílio de Gardel” (1985), que foi premiado no Festival de Veneza, e participação na sci-fi “Tykho Moon – Segredos da Eternidade” (1996), do artista de quadrinhos Enki Bilal. Mas os filmes foram diminuindo e Laforêt também passou progressivamente a perder o interesse na indústria fonográfica, graças às pressões da gravadora para se repetir. Acabou mudando-se para Genebra, na Suíça, em 1978, onde abriu uma galeria de arte e se focou na carreira de atriz, com ênfase em apresentações teatrais, elogiadas pela crítica. Em setembro de 2005, ela decidiu voltar a cantar e fez sua última turnê pela França, com todos os shows esgotados. Confira abaixo cinco clipes da carreira musical de Marie Laforêt.

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    Brian Tarantina (1959 – 2019)

    2 de novembro de 2019 /

    O ator americano Brian Tarantina, um dos integrantes da série “Maravilhosa Sra. Maisel”, foi encontrado morto neste sábado (2/11) em seu apartamento em Nova York, aos 60 anos. Segundo o site TMZ, o caso está sendo tratado pela polícia como morte por overdose. O corpo foi descoberto pela sobrinha do ator, que o encontrou estirado no sofá por volta de 12h30 (horário local). Policiais e paramédicos foram acionados, mas seu óbito foi declarado no local. Ainda de acordo com o TMZ, uma substância branca em pó foi encontrada próxima ao corpo, o que levanta suspeitas sobre overdose. A causa oficial da morte ainda será divulgada após realização de necrópsia. Tarantina tinha uma longa carreira, tendo estreado no cinema em 1984 no musical “Cotton Club”, de Francis Ford Coppola. Ele participou de vários filmes famosos, como “Quem Vê Cara Não Vê Coração” (1989), “Nascido em 4 de Julho” (1989), “Alucinações do Passado” (1990), “O Pagamento Final” (1993), “Donnie Brasco” (1997), “O Verão de Sam” (1999), “O Talentoso Ripley” (1999) e “Encontro Explosivo” (2010), mas sempre em pequenos papéis, geralmente interpretando tipos durões. Também apareceu em várias séries, a maioria de temática criminal, como “Miami Vice”, “Família Sopranos”, “Nova York Contra o Crime” e “Lei & Ordem”, sem deixar grandes marcas. Isso só foi mudar quando ele foi escalado para aparecer numa série de comédia estreante em 2000. Tarantina acabou conquistando a produtora Amy Sherman-Palladino em “Gilmore Girls”, que transformou suas aparições em papel recorrente. Ela também se lembrou dele durante a escalação do elenco fixo de sua mais recente produção, “Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel). Na série, que virou o maior sucesso de crítica da plataforma Amazon, Tarantina interpretava Jackie, o apresentador do clube de comédia onde Midge (Rachel Brosnhan) costuma se apresentar. Seus últimos papéis no cinema foram “Infiltrado na Klan”, grande sucesso do ano passado, e “Rainhas do Crime”, grande fracasso deste ano – lançado há apenas três meses.

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    Heloísa Raso (1955 – 2019)

    1 de novembro de 2019 /

    A atriz Heloísa Raso, conhecida de novelas clássicas da Globo, morreu na quinta-feira (31/11) aos 64 anos. Ela estava internada no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, mas o hospital ainda não confirmou a causa da morte. Apesar de afastada há mais de 20 anos das telas, Heloísa construiu uma carreira marcada por papéis em telenovelas de sucesso da rede Globo. Seu primeiro trabalho foi na novela “O Grito”, em 1975, e logo após ela apareceu no fenômeno “Estúpido Cupido” (1977), partindo em seguida para o cinema. Ela apareceu em cinco filmes no curto espaço de dois anos, entre eles a comédia discothèque “Sábado Alucinante” (1979), de Claudio Cunha, e a comédia caipira “A Banda das Velhas Virgens” (1979), de Mazzaropi. Voltou para a TV na novela “As Três Marias” (1980) e ainda fez “Sassaricando” (1987), “Lua Cheia de Amor” (1990), “Felicidade” (1992) e “Anjo de Mim” (1996). Heloísa Raso também tinha diploma de bailarina clássica pela Royal Academy de Londres e graduação em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Actors Studio em Nova York. Fez dublagem, fotonovelas e radionovelas, e ainda foi cantora. Fez shows e gravou um disco ao lado do então marido Sebastião Tapajós, nos anos 1970. Após abandonar a carreira, casou-se novamente e tornou-se empresária do ramo de anúncios publicitários em táxis e ônibus.

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    John Witherspoon (1942 – 2019)

    30 de outubro de 2019 /

    O ator John Witherspoon, parceiro de comédias de Eddie Murphy e Ice Cube, morreu na terça (29/10) aos 77 anos. Sua família confirmou a notícia no Twitter, sem divulgar a causa da morte. Witherspoon começou a carreira como comediante de stand-up. Após tentar, sem sucesso, se apresentar em shows de comédia em Las Vegas, foi para Los Angeles e começou a frequentar as noites de microfone aberto na Comedy Store. Ele também trabalhou de porteiro no clube de comédia e acabou contratado como MC, para apresentar os shows. Acabou criando amizade com o famoso comediante Richard Pryor, que o convidou a participar de seu programa humorístico, “The Richard Pryor Show”. Foi a estreia de Witherspoon nas telas, em 1977. Ele também apareceu em séries dramáticas, como “O Incrível Hulk”, “Barnaby Jones” e “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), antes de se lançar no cinema com um pequeno papel no remake de “Nasce um Cantor” (1980). A carreira cinematográfica ganhou fôlego no final dos anos 1980, a partir de parcerias com os cineastas que se destacaram nas primeiras comédias de elenco negro no período. Escalado no sucesso “Confusões em Hollywood” (1987), de Robert Townsend, ele entrou em seguida em “Vou Te Pegar Otário” (1988), de Keenen Ivory Wayans (que escreveu o filme anterior), e ainda repetiu a parceria com Townsend no cultuado musical “Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso” (1991) e em “Homem Meteoro” (1993). Também apareceu em mais duas obras clássicas relacionadas à música, a cinebiografia “Bird” (1988), sobre a vida do jazzista Charlie “Bird” Parker, dirigida por Clint Eastwood, e na popular comédia “Uma Festa de Arromba” (1990), de Reginald Hudlin, com os rappers adolescentes Kid & Play. Hudlin foi quem o transformou em parceiro de Eddie Murphy, dirigindo ambos em “O Príncipe das Mulheres” (1992). Witherspoon ainda filmou “Um Vampiro no Brooklyn” (1995), “Dr. Dolittle 2” (2001) e “As Mil Palavras” (2012) com o famoso comediante. Mas foi a comédia “Sexta-Feira em Apuros” (1995) que lhe deu seu papel mais famoso: Willie Jones, o pai do personagem preguiçoso de Ice Cube. Willie era, entre outras coisas, propenso a dar conselhos paternais enquanto usava o banheiro. Witherspoon apareceu em três filmes da franquia Ele também participou de mais de 100 episódios da série de comédia “Dupla do Barulho” (1995-1999), estrelada pelos irmãos Marlon e Shawn Wayans, com quem ainda contracenou no cinema em “O Pequenino” (2006). Sua filmografia inclui até uma produção de Adam Sandler, “Um Diabo Diferente” (2000), em meio a dezenas de outros projetos. Entre seus últimos trabalhos estão a dublagem da série animada “The Boondocks” (2005-2014), como o vovô Robert Freeman, e a série de comédia “Black Jesus”, atualmente em sua 3ª temporada.

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