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    Niana Machado (1939 – 2021)

    21 de fevereiro de 2021 /

    A atriz Niana Machado, que participou da série “Pé na Cova” (2013-2016), morreu aos 82 anos. Miguel Falabella, que escalou a atriz em vários de seus trabalhos na Globo, foi quem deu a notícia em seu Instagram, aproveitando para contar um pouco de sua história com a colega, que começou em 2009, nas gravações de “Toma Lá da Cá”. “Querida Niana Machado, hoje fecham-se as cortinas para você e eu, longe de casa, passo em revista aquela tarde há muitos anos, quando uma figurante de ‘Toma Lá Dá Cá’ chamou minha atenção. Marília deve ter ido te dar um abraço de boas vindas à imensidão, onde seu grito de ‘Piranha!’ vai certamente assustar os anjos mais conservadores”, escreveu Falabella, sem perder o bom humor, lembrando o bordão da personagem Bá em “Pé na Cova” e a saudade de Marília Pêra, sua co-protagonista, que morreu em 2015. “Toda a família ‘Pé na Cova’ (que lhe amou e respeitou) silenciosamente lhe presta a última homenagem. Obrigado por ter sido nossa Bá, a cereja do bolo de um dos trabalhos que mais prazer e alegria me trouxe nessa passagem. Descanse em paz! Um beijo do seu Miguel”, completou ele. Com uma carreira televisiva tardia, Niana começou a aparecer nas telas justamente com “Toma Lá da Cá”, em 2009. Ela também esteve em mais dois trabalhos de Falabella: a novela “Aquele Beijo”, de 2012, e “Brasil a Bordo”, uma comédia de 2017 da Globoplay, em que praticamente repetiu o papel de “Pé na Cova” – sua personagem se chamava Babá Dellacova. Em 2013, ela passou por uma cirurgia para retirar um coágulo do cérebro. A causa da morte da atriz ainda não foi divulgada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal)

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  • Filme

    Larry Flynt (1942 – 2021)

    11 de fevereiro de 2021 /

    O empresário Larry Flynt, fundador da revista masculina Hustler, morreu na quarta (10/2) em Los Angeles aos 78 anos, vítima de insuficiência cardíaca, enquanto lutava contra uma doença degenerativa. Criador de um império empresarial após o sucesso de sua publicação original, que chegou a superar a vendagem da Playboy nos anos 1970, Flynt convivia com uma paralisia dos membros inferiores desde 1978, após levar um tiro nas costas numa tentativa de assassinato. Ele entrou para a História dos EUA ao enfrentar diversas batalhas jurídicas em defesa da liberdade de expressão e regulação da pornografia nos Estados Unidos. Seu mais famoso embate virou um filme de Milos Forman em 1996, “O Povo contra Larry Flynt”, que rendeu indicação ao Oscar para o ator Woody Harrelson ao interpretá-lo. A obra também venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Curiosamente, a vitória de Flynt na Suprema Corte dos EUA não foi uma luta a favor do erotismo, mas pelo direito de paródia. Ele venceu um processo por difamação movido pelo evangelista Jerry Falwell, após Flynt publicar um anúncio falso na Hustler que mostrava o religioso dizendo que seu primeiro encontro sexual foi com a mãe. Falwell abriu um processo de US$ 50 milhões e ganhou uma decisão de um tribunal inferior, mas em 1988 a Suprema Corte considerou o anúncio uma paródia e protegido pela Primeira Emenda. A partir daí, Flynt abraçou a militância pela liberdade de expressão, sem nunca abandonar seus negócios eróticos.

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  • Etc,  Filme

    Jean-Claude Carrière (1931 – 2021)

    9 de fevereiro de 2021 /

    O roteirista e intelectual francês Jean-Claude Carrière, de “A Bela da Tarde”, “A Insustentável Leveza do Ser”, “Danton” e “Esse Obscuro Objeto do Desejo”, morreu na segunda-feira (8/2), aos 89 anos, de causas naturais em sua casa em Paris. Carriere teve uma carreira de mais de meio século como escritor, roteirista, ator e diretor, e recebeu uma série de prêmios e reconhecimentos ao longo da vida. As incursões cinematográficas começaram depois de publicar seu primeiro romance em 1957 e conhecer Pierre Etaix (“Rir é o Melhor Remédio”), com quem colaborou em vários projetos, incluindo “Feliz Aniversário” (1962), vencedor do Oscar de Melhor Curta, que os dois escreveram e dirigiram juntos, e os longas “O Pretendente” (1962), “Yoyo” (1965), “Rir é o Melhor Remédio” (1966) e “Esse Louco, Louco Amor” (1969). Entre seus colaboradores frequentes também se destacou o cineasta mexicano-espanhol Luis Buñuel. Carriere e o mestre do surrealismo cinematográfico começaram a relação artística com a adaptação de “O Diário de uma Camareira” (1964), na qual o escritor também estreou como ator, e a parceria se estendeu até o último filme do diretor. Juntos, eles criaram vários clássicos, inclusive o célebre “A Bela da Tarde” (1967), com Catherine Deneuve, “Via Lactea” (1969), “O Fantasma da Liberdade” (1974) e as obras que lhes renderam duas indicações ao Oscar, “O Discreto Charme da Burguesia” (1972) e “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977). Com mais de uma centena de roteiros escritos, entre textos originais e adaptações, Carriere teve muitos outros parceiros famosos. Na verdade, sua filmografia é quase um compêndio do cinema europeu, repleto de títulos icônicos como “Viva Maria!” e “O Ladrão Aventureiro” (1967), ambos dirigidos por Louis Malle, “A Piscina” (1969) e “Borsalino” (1970), de Jacques Deray, “Procura Insaciável” (1971) e “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), de Milos Forman, “Liza” (1972), de Marco Ferreri, “O Tambor” (1979) e “O Ocaso de um Povo” (1981), de Volker Schlöndorff, “Salve-se Quem Puder (A Vida)” (1980) e “Paixão” (1982), de Jean-Luc Godard, “O Retorno de Martin Guerre” (1982), de Daniel Vigne, “Danton – O Processo da Revolução” (1983), de Andrzej Wajda, “A Insustentável Leveza do Ser” (1988), de Philip Kaufman, e muitos outros. Ele também trabalhou com o mestre japonês Nagisa Ôshima, em “Max, Meu Amor” (1986), e com nosso argentino-brasileiro Hector Babenco, em “Brincando nos Campos do Senhor” (1991). Sem parar de escrever, Carriere seguiu produzindo roteiros até a morte. Entre os filmes mais recentes que projetaram suas páginas nas telas estão “À Sombra de Duas Mulheres” (2015), “Amante por um Dia” (2017) e “Le Sel des Larmes” (2020), todos de Philippe Garrel, “Um Mergulho no Passado” (2015), de Luca Guadagnino, “No Portal da Eternidade” (2018), de Julian Schnabel, e “Um Homem Fiel” (2018), de Louis (filho de Philippe) Garrel. Além disso, ele deixou três textos inéditos, atualmente em produção, um deles também dirigido pelo Garrel mais jovem (“La Croisade”). Bibliófilo, apaixonado por desenhos, astrofísica, vinhos, praticante de Tai-Chi-Chuan (arte marcial), disseminador do budismo e amigo do Dalai Lama, Carriere fez mais em sua vida que a maioria das pessoas do mundo, incluindo escrever cerca de 80 livros (entre contos, ensaios, traduções, ficção, roteiros e entrevistas) e várias peças de teatro. No cinema, ainda atuou em mais de 30 filmes e dirigiu quatro curtas, entre eles “La Pince à Ongles” (1969), que foi premiado no Festival de Cannes. Em 2015, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA lhe homenageou com um Oscar honorário por todas as suas realizações.

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    Patricia Healey (1936 – 2021)

    7 de fevereiro de 2021 /

    A atriz britânica Patricia Healey, que apareceu em diversas séries do Reino Unido, morreu na quinta-feira (3/2), aos 85 anos, de complicações relacionadas à covid-19. Seu marido, o cantor Engelbert Humperdinck, anunciou o falecimento nas redes sociais, dizendo que estava “com o coração partido pela perda de minha querida esposa”, que morreu “cercada por nossos filhos”. Healey enfrentou a doença de Alzheimer por mais de uma década, contou Humperdinck. “Seus cuidadores de longa data amorosamente ajudaram a tornar sua transição mais fácil para todos nós”, ele escreveu, acrescentando que a batalha de sua esposa contra o Alzheimer “foi corajosa desde o início”. Entretanto, no final de janeiro, Humperdinck revelou que ele, Patricia, seu filho Jason e dois de seus cuidadores haviam testado positivo para o novo coronavírus. Apenas a atriz não conseguiu se recuperar. Ela teve uma carreira constante na TV britânica, aparecendo em séries de 1954 a 1980. Mas nunca teve um papel fixo. Também foram poucas as participações cinematográficas, que aconteceram em três filmes: como protagonista no surreal “The White Bus” (1967) e figurante em “Um Homem de Sorte” (1973) e “Hospital dos Malucos” (1982). Seu último trabalho foi na minissérie “Middlemarch” em 1994, após um hiato de 12 anos sem aparecer nas telas. A atriz era casada com Engelbert Humperdinck desde 18 de abril de 1964 e eles tiveram quatro filhos.

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    Mike Henry (1936 – 2021)

    7 de fevereiro de 2021 /

    O ator e jogador de futebol americano Mike Henry, que estrelou três filmes de Tarzan e a franquia “Agarra-me se Puderes”, faleceu aos 84 anos em Burbank, Califórnia, de encefalopatia traumática crônica e doença de Parkinson. A morte aconteceu em 8 de janeiro, mas só recentemente se tornou pública. Henry jogou futebol pela University of Southern California (USC) e entrou na liga profissional em 1958. Ao se mudar para Los Angeles em 1962 para jogar no time local, Los Angeles Rams, chamou atenção de um produtor da AIP (American International Pictures) que procurava um intérprete atlético para viver o novo Tarzan do cinema. Ele soltou o grito das selvas em três filmes: “Tarzan e o Vale do Ouro” (1966), “Tarzan e o Grande Rio” (1967) e “Tarzan e o Menino da Selva” (1968). O “Grande Rio” do título do segundo longa era o Amazonas. O ator veio ao Rio de Janeiro para as filmagens e acabou virando piada nacional ao se assustar com uma vaca solta na Quinta da Boa Vista. Sua carreira como Rei da Selva terminou após ele ser mordido no rosto por um chimpanzé durante o terceiro filme, mas não sem antes originar um grande fã-clube gay, entusiasmadíssimo com sua sunga minúscula e poses acidentais de grandes protuberâncias. Apesar da experiência não materializar exatamente o sucesso que imaginava, Henry seguiu firme no cinema, atuando ao lado de John Wayne em dois filmes de machos, “Os Boinas Verdes” (1968) e “Rio Lobo” (1970). Ele também participou da cultuada sci-fi “No Mundo de 2020” (1973), com Charlton Heston, e iniciou uma bem-sucedida parceria com o astro Burt Reynolds em “Golpe Baixo” (1974). O ponto alto desta parceria foi o papel de Junior, o filho do xerife Buford T. Justice (Jackie Gleason) em “Agarra-me se Puderes” (1977). Henry tentou ajudar Gleason a agarrar Reynolds em mais duas sequências da comédia de ação, “Desta Vez te Agarro” (1980) e “Agora Você Não Escapa” (1983). Mas sua carreira não foi muito além disso, encerrada com uma figuração no filme seguinte, a comédia “Que Sorte Danada!” (1987).

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    Robert C. Jones (1936 – 2021)

    6 de fevereiro de 2021 /

    O editor e roteirista Robert C. Jones, vencedor do Oscar pela história de “Amargo Regresso” (1978), morreu na segunda-feira (1/2) em sua casa após uma longa doença, aos 84 anos. Ele começou a carreira durante o período em que serviu como recruta no Exército dos EUA, trabalhando de 1958 a 1960 como editor de filmes de treinamentos e documentários militares no Centro de Cinema do Exército (Army Pictorial Center). Ao voltar à vida civil, a experiência lhe rendeu emprego com o editor veterano Gene Fowler Jr. Os dois trabalharam juntos em 1963 nas montagens do drama “Minha Esperança é Você”, de John Cassavetes, e da comédia ambiciosa “Deu a Louca no Mundo”, de Stanley Kramer. E acabaram indicados ao Oscar pelo segundo filme. Um ano depois, Jones montou sozinho seu primeiro longa-metragem: o western “Convite a Um Pistoleiro” (1964), estrelado por Yul Brynner. E logo se tornou bastante requisitado. Quem trabalhava com ele, sempre queria reprisar a parceria. O primeiro desses grandes parceiros foi o próprio Stanley Kramer, com quem Jones trabalhou em mais dois filmes importantes, o drama “A Nau dos Insensatos” (1965) e a comédia “Adivinhe Quem vem para Jantar” (1967). Ele voltou a concorrer ao Oscar de Melhor Edição pelo lançamento de 1967. Depois foi a vez de Arthur Hiller, para quem editou nada menos que sete filmes, entre eles a aventura de guerra “Tubruk” (1967), o fenômeno “Love Story: Uma História de Amor” (1970) e a comédia “Cegos, Surdos e Loucos” (1989). Hal Ashby tornou-se cativado por seus talentos editoriais a partir de “A Última Missão” (1973), estrelado por Jack Nicholson, e repetiu a dose mais quatro vezes, incluindo na comédia “Shampoo” (1975), com Warren Beatty, e no drama “Esta Terra é Minha Terra” (1976), que rendeu a terceira indicação de Jones ao prêmio da Academia. Não por acaso, quando Warren Beatty resolveu ir para trás das câmeras, soube exatamente quem chamar para montar seu filmes. Jones editou a estreia do astro na direção, “O Céu pode Esperar”, e também um trabalho mais recente do ator-diretor, “Politicamente Incorreto” (1998). Apesar dessa vasta experiência, ele nunca venceu o Oscar por sua função principal. Entretanto, foi premiado ao estrear em nova atividade, como roteirista de “Amargo Regresso” (1978), dirigido pelo velho amigo Hal Ashby. Jones se inspirou em sua experiência no Exército para ajudar a contar a história de um soldado que volta inválido da guerra do Vietnã, envolvendo-se num triângulo amoroso com a esposa de um militar distante. O filme estrelado por Jane Fonda e Jon Voight venceu três Oscars em 1979. Fonda ganhou como Melhor Atriz, Voight como Melhor Ator e Jones dividiu o prêmio de Melhor Roteiro Original com Nancy Dowd e Waldo Salt. Depois desta consagração, ele voltou a editar filmes, incluindo “Dias de Trovão” (1990), com Tom Cruise e Nicole Kidman, até se aposentar com “Amor a Toda Prova” (2002), de P.J. Hogan. Mesmo distante dos estúdios, Jones continuou ligado ao cinema, como professor na Escola de Artes Cinematográficas (SCA) da Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde ensinou edição para uma nova geração de Hollywood.

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  • Filme

    Haya Harareet (1931 – 2021)

    5 de fevereiro de 2021 /

    A atriz israelense Haya Harareet, que interpretou Esther ao lado de Charlton Heston no épico “Ben-Hur” de 1959, morreu na quarta-feira (3/2) em sua casa em Buckinghamshire, no Reino Unido, aos 89 anos. Nascida em Haifa, na época Palestina (hoje Israel), Harareet começou sua carreira aos 24 anos, no filme de guerra israelense “Colina 24 não Responde…”, que atraiu atenção internacional ao fazer sua première na competição do Festival de Cannes de 1955. Em seguida, ela estrelou o drama italiano “La Donna del Giorno”, de 1956, ao lado de Virna Lisi, antes de ser escalada para o grandioso épico hollywoodiano “Ben-Hur”, de William Wyler. Ela conseguiu o papel de Esther, o interesse amoroso do personagem-título, vivido por Charlton Heston, por ter conhecido o diretor anteriormente em Cannes. Mas o sucesso comercial e de crítica de “Ben-Hur”, vencedor de 11 Oscars, não a manteve em Hollywood. Ela só fez mais um filme americano, o drama médico “Viver, Amar, Sofrer” em 1962. Sua carreira de atriz foi curta, encerrada em 1964 após o suspense britânico “O Sócio Secreto” (1961) e três aventuras italianas pouco memoráveis. Depois disso, ela ainda co-escreveu o roteiro do cultuadíssimo filme britânico “Todas as Noites às Nove” (1967), estrelado por Dirk Bogarde, e anos depois se casou com o diretor daquele longa, Jack Clayton. O casamento durou até a morte dele, em 1995.

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    Christopher Plummer (1929 – 2021)

    5 de fevereiro de 2021 /

    O ator Christopher Plummer, intérprete de papéis icônicos desde “A Noviça Rebelde” nos anos 1960 ao recente “Entre Facas e Segredos”, morreu nesta sexta (5/2) de causas naturais e cercado pela família aos 91 anos. Natural de Toronto e bisneto do ex-primeiro-ministro canadense John Abbott, Plummer começou sua trajetória pelos palcos e televisão de seu país natal. Mas sua voz estrondosa perfeita para o teatro o motivou a mudar-se para Nova York e tentar entrar na Broadway. Acabou se destacando na TV, em teleteatros gravados ao vivo, e fez sua estreia cinematográfica em 1958, no filme “Quando o Espetáculo Termina”, de Sidney Lumet, no papel de um dramaturgo. Sua carreira só foi deslanchar mesmo em meados dos anos 1960. Ele começou a chamar atenção como o vilão Commodus no épico “A Queda do Império Romano” (1964), de Anthony Mann – o mesmo antagonista que Joaquin Phoenix interpretou em “Gladiador” (2000). E em seguida deu vida a um de seus personagens mais famosos, o Capitão Von Trapp, viúvo que contrata a jovem Maria (Julie Andrews) como babá de seus filhos em “A Noviça Rebelde” (1965). O musical se tornou um dos maiores sucessos de Hollywood, catapultando o ator ao estrelato. Colhendo os louros de “A Noviça Rebelde”, Plummer assumiu uma coleção variadíssima de papéis, como o Marechal Rommel no suspense de guerra “A Noite dos Generais” (1967), o personagem-título da tragédia grega “Édipo Rei” (1968), o imperador inca Atahualpa em “Real Caçador do Sol” (1969), o Duque de Wellington em “Waterloo” (1970), o escritor Rudyard Kipling em “O Homem que Queria ser Rei” (1975) e até o detetive Sherlock Holmes em “Assassinato Por Decreto” (1979). A voz poderosa, o rosto sério e a postura enérgica lhe renderam uma filmografia repleta de figuras de autoridades. Ele parecia sisudo até na hora de fazer rir, como um aristocrata em “A Volta da Pantera Cor-de-Rosa” (1975), a comédia mais engraçada da franquia de Blake Edwards. Mas após o sucesso da ficção científica romântica “Em Algum Lugar do Passado” (1980), sua carreira deu uma guinada rumo ao cinema B, com suspenses, thrillers de ação e até filmes de terror, entre eles o cultuado “Morte nos Sonhos” (1984), passando uma década com mais destaque na TV, onde estrelou o mega hit “Os Pássaros Feridos” (1983) e telefilmes que lhe renderam prêmios da Academia da Televisão. Plummer venceu dois Emmys, como Melhor Ator por “Arthur Hailey’s the Moneychangers” (1976) e Melhor Dublagem pela animação “As Novas Aventuras de Madeline” (1994). Ele retomou as produções cinematográficas de prestígio com uma pequena aparição em “Malcolm X” (1992), de Spike Lee, que foi seguida por desempenhos em “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e “Eclipse Total” (1995), de Taylor Hackford. A lista segue com o papel de pai de Brad Pitt na influente sci-fi “Os 12 Macacos” (1995), de Terry Gilliam, de avô de Nicolas Cage em “A Lenda do Tesouro Perdido” (2004), além de um klingon em “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991), Van Helsing em “Drácula 2000” (2000) e Aristóteles em “Alexandre” (2004). Também teve participações destacadas em “O Informante” (1999), de Michael Mann, indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Uma Mente Brilhante” (2001), de Ron Howard, vencedor do Oscar de Melhor Filme, e “Syriana – A Indústria do Petróleo” (2005), que rendeu um Oscar para George Clooney. Mas ele próprio teve reconhecimento tardio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, sendo indicado ao Oscar pela primeira vez apenas aos 80 anos de idade, por “A Última Estação” (2009), em que viveu o escritor russo Tolstoi. Curiosamente, após a indicação, não demorou a comemorar sua vitória, conquistando o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2012 por “Toda Forma de Amar” (2010), drama indie de Mike Mills, onde interpretou um viúvo que se assumia gay para o filho (Ewan McGregor). Na ocasião, aos 82 anos de idade, Plummer se tornou o ator mais velho a vencer um Oscar. “Você é só dois anos mais velha que eu, querida. Onde esteve minha vida toda?”, disse ele ao subir no palco e receber a estatueta, arrancando gargalhadas e aplausos da plateia de estrelas. Plummer ainda recebeu uma última nomeação por “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), de Ridley Scott, após substituir Kevin Spacey em refilmagens emergenciais, como o milionário pão-duro John Paul Getty. E com isso registrou um novo recorde em Hollywood. Aos 88 anos, se tornou o ator mais velho a ser indicado ao Oscar. Entre seus últimos desempenhos marcantes estão os papéis-títulos de “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus” (2009) e “Barrymore” (2011, cinebiografia do ator John Barrymore), de Júlio César em “César e Cleópatra” (2009), do kaiser Guilherme II em “A Exceção” (2016), do velho Scrooge em “O Homem Que Inventou o Natal” (2017), sem esquecer o desempenho como empresário de Al Pacino em “Não Olhe para Trás” (2015), como par de Shirley Maclaine em dois romances de terceira idade, “Um Amor para Toda a Vida” (2007) e “Elsa & Fred: Um Amor de Paixão” (2014), e os dois milionários excêntricos que dão início às tramas de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011) e “Entre Facas e Segredos” (2019). Com a vasta carreira e reconhecimento artístico, a morte do ator repercutiu em Hollywood, trazendo à tona muitas memórias compartilhadas por atores e diretores que trabalharam com ele. Ellen Mirren foi uma das estrelas a celebrar o colega: “Tive a grande honra de trabalhar com Chris Plummer em seu papel indicado ao Oscar, Tolstoi [no filme ‘A Última Estação’]. Ele era uma força poderosa tanto como homem quanto como ator. Ele era um ator no significado da palavra no século 19 – seu compromisso com sua profissão. A sua arte era total, sendo o teatro uma constante e a parte mais importante da totalidade da sua vontade de se envolver com a narrativa. Ele era destemido, enérgico, corajoso, experiente, profissional e um monumento ao que um ator pode ser. Um Grande Ator no sentido mais verdadeiro. ” “Uma lenda viva que amava seu ofício e era um cavalheiro absoluto”, definou Rian Johnson, que o dirigiu em “Entre Facas e Segredos”. “Tive a sorte de ter compartilhado um set com ele”. “Que sorte eu tive de ter você ao meu lado naquela que foi uma das melhores experiências da minha carreira”, acrescentou Ana de Armas, também sobre “Entre Facas e Segredos”. “Obrigada para sempre por suas risadas, seu calor, seu talento, suas histórias sobre Marilyn, as vitaminas quando adoeci, sua paciência, sua parceria e sua dedicação. Sempre pensarei em você com amor e admiração”, completou. Christopher Plummer era casado com a atriz Elaine Taylor (“Cassino Royale”) desde 1970, com quem teve uma filha famosa, a também atriz Amanda Plummer, conhecida por “Pulp Fiction” (1994) e “Jogos Vorazes: Em Chamas” (2013).

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    Humberto Braga (1946 – 2021)

    4 de fevereiro de 2021 /

    Humberto Braga morreu nesta quinta (4/2) no Rio, aos 74 anos, de causa ainda não revelada. Ator e produtor, ele teve atuação mais destacada como servidor público, iniciada em 1968, no então Ministério da Educação e Cultura. Em 1976, ainda sob a ditadura militar, integrou o Serviço Nacional de Teatro (STN), entidade que, em 1982, passou a se chamar Instituto Nacional de Artes Cênicas (Inacen). Depois, em 1989, já na redemocratização, participou da Fundação Nacional de Artes Cênicas (Fundacen). A partir da criação da Funarte, em 1994, tornou-se diretor de Artes Cênicas da instituição, até 2000, quando assumiu a secretaria de Música e Artes Cênicas do Ministério da Cultura (MinC), que ocupou até 2003. Braga também chefiou o setor de teatro de bonecos do extinto SNT, fundou a Escola Nacional de Circo, criador dos projetos Mambembão e Pixinguinha e participou ativamente da regulamentação das profissões de artista e técnico. Ele foi braço direito de Regina Duarte e articulador do plano de cultura da atriz, chegando a ser cotado para ser secretário especial do Ministério da Cultura, em maio do ano passado. Mas foi alvo de uma campanha de ódio dos apoiadores de Bolsonaro, que o rotularam de “esquerdista” tentando se infiltrar no governo do presidente. Seu nome foi vetado. Já a Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR) o definiu de forma bem diferente, em nota sobre seu falecimento: “Um homem das artes com um legado de honestidade, ética e amor ao teatro”. “Humberto era um aliado e defensor da democracia, do diálogo, da liberdade de expressão e da classe artística”, concluiu a nota da APTR.

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    Hal Holbrook (1925 – 2021)

    2 de fevereiro de 2021 /

    O veterano ator Hal Holbrook, vencedor do Emmy e do Tony, morreu em 23 de janeiro aos 95 anos. A morte foi confirmada na noite de segunda (1/2) por sua assistente pessoal, Joyce Cohen, ao jornal The New York Times. Harold Rowe Holbrook Jr. nasceu em 17 de fevereiro de 1925, em Cleveland. Ainda criança foi abandonado pelos pais e seus avós o mandaram para a escola militar. Mas logo descobriu que podia se sustentar com atuação, quando se apresentou num teatro local e recebeu seu primeiro pagamento aos 17 anos. Após três anos no Exército, mudou-se para Nova York e estudou com a célebre professora de atuação Uta Hagen para seguir a profissão. Ele estreou na TV na novela “The Brighter Day”, em que apareceu de 1954 a 1959. Foi nesta mesma época que desenvolveu uma apresentação solo de teatro, baseada na vida do escritor Mark Twain, que viria a consagrá-lo. Holbrook escreveu, dirigiu e estrelou sozinho “Mark Twain Tonight”, que começou sua trajetória durante apresentações de verão no interior de Massachusetts em 1954 e se estendeu ao longo dos anos. A façanha chamou atenção do célebre apresentador de TV Ed Sullivan, que o convidou a aparecer em seu programa de televisão em fevereiro de 1956. A estreia off-Broadway aconteceu três anos depois. Mas o impacto do espetáculo na carreira de Holbrook só se materializaria após a chegada à Broadway, quando lhe rendeu o prêmio Tony de Melhor Ator em 1966 por seu desempenho. Ele voltou à Broadway com o show em 1977 e 2005, aparecendo como Mark Twain mais de 2,2 mil vezes. espetáculo também foi adaptado para a TV, rendendo ao ator uma indicação ao Emmy em 1967, a primeira de muitas nomeações. Ao todo, ele venceu quatro prêmios Emmy. Seu primeiro Emmy veio em 1971 por seu trabalho na série dramática “The Bold Ones: The Senator”. Ele conquistou mais dois troféus por interpretar o comandante Lloyd Bucher no telefilme “Pueblo”, de 1973, sobre a captura de um navio espião dos EUA pela Coreia do Norte. E foi premiado pelo papel-título da minissérie “Lincoln”, de 1974. Por sinal, o ator voltou a viver Abraham Lincoln na minissérie “North and South” em 1985 e na sua sequência, lançada no ano seguinte. A voz áspera e a aparência séria de Holbrook renderam-lhe vários papéis de personagens históricos e/ou de grande autoridade, além de uma carreira paralela como narrador de documentários. Mas essas características marcantes também ajudaram a dar impacto a seu desempenho no telefilme “That Certain Summer”, em que viveu um pai que revela sua homossexualidade para o filho (interpretado por Martin Sheen). Este desempenho foi igualmente indicado ao Emmy. Na TV, ele ainda se destacou em “Designing Women” (1986-1989), como o namorado de sua esposa na vida real, Dixie Carter – além de dirigir quatro episódios da série. Mas seu personagem precisou morrer prematuramente para que ele pudesse entrar em outro programa, “Evening Shade”, em que interpretou o irascível sogro de Burt Reynolds de 1990 a 1994. Embora a carreira televisiva tenha sido mais premiada, Holbrook desempenhou muitos papéis marcantes no cinema e chegou a ser indicado ao Oscar. Desde que teve um pequeno papel em “O Grupo” (1966), de Sidney Lumet, o ator apareceu em vários filmes famosos. Ele foi o chefe de Clint Eastwood no segundo longa da franquia “Dirty Harry”, “Magnum 44” (1973), o par romântico de Goldie Hawn na comédia “A Garota de Petrovka” (1974) e, mais celebremente, o misterioso Garganta Profunda que entrega os podres do governo Nixon em “Todos os Homens do Presidente” (1976) – responsável pela icônica frase “follow the money” (siga o dinheiro). Sua filmografia é repleta de clássicos, como o épico de guerra “A Batalha de Midway” (1976), o drama premiado “Júlia” (1977), de Fred Zinnemann, a sci-fi “Capricórnio Um” (1977), de Peter Hyams, o terror “A Bruma Assassina” (1980), de John Carpenter, o filme de ação “O Sequestro do Presidente” (1980), em que viveu o Presidente dos EUA, a antologia de horror “Creepshow: Arrepio do Medo” (1982), de George A. Romero, o thriller violento “O Esquadrão da Justiça” (1983), novamente de Peter Hyams, o drama financeiro “Wall Street: Poder e Cobiça” (1987), de Oliver Stone, e o suspense “A Firma” (1993), de Sydney Pollack. Mas sua indicação para o Oscar só veio em 2008, como Melhor Ator Coadjuvante por “Na Natureza Selvagem” (2007), de Sean Penn. Na época da indicação, Holbrook já tinha 82 anos e se tornou o artista mais velho a receber esse reconhecimento. Entre seus trabalhos finais, destacam-se também papéis recorrentes em “The West Wing”, “Sons of Anarchy” e “The Event”, antes de se despedir em 2017 em duas aparições televisivas, nas séries “Grey’s Anatomy” e “Havaí Cinco-0”.

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    Dustin Diamond (1977 – 2021)

    1 de fevereiro de 2021 /

    O ator Dustin Diamond, que viveu o nerd pateta Screech da sitcom juvenil “Galera do Barulho” (Saved by the Bell) por 13 anos na TV americana, morreu de câncer nesta segunda (1/2) aos 44 anos. O ator foi diagnosticado com câncer em estágio 4 há três semanas e estava recebendo tratamento em um hospital da Flórida. A carreira de ator de Diamond começou aos 11 anos de idade, quando ele ainda estava na 5ª série e derrotou outros 5 mil aspirantes para conseguir o papel de Samuel “Screech” Powers em 1988, na comédia do Disney Channel “Good Morning, Miss Bliss”, a precursora do que viria a se tornar “Galera do Barulho”. Os espectadores acompanharam o crescimento de Diamond por mais de uma década, pois continuou a viver Screech até o ano de 2000. O personagem ganhou ainda mais destaque em “Galera do Barulho”, que durou quatro temporadas (1989-93) e seguiu por mais uma temporada em “Saved by the Bell: The College Years” (1993-94), culminando sua trajetória em “Saved by the Bell: The New Class”, que teve sete temporadas (1994-2000), todas na NBC. Quando o último episódio foi ao ar, Diamond tinha 23 anos. “A coisa mais difícil em ser uma estrela infantil é desistir da infância. Você não tem uma infância, na verdade”, disse ele em numa entrevista do programa “Where Are They Now?” em 2013. “Você é um artista, você tem que saber suas falas e ensaiar e praticar, garantindo que seja o mais engraçado e o melhor que puder ser. Porque se você não for engraçado, poderá ser substituído.” Após o fim da franquia televisiva, Diamond começou uma nova carreira como comediante e astro de reality shows com competição de celebridades – como “Celebrity Boxing”, “Celebrity Fit Club”, “Celebrity Championship Wrestling” e “Celebrity Big Brother”. Em 2006, ele se viu envolvido em sua primeira polêmica com o lançamento de “Screeched – Saved by the Smell”, um vídeo pornô de 52 minutos que mostrava o ator transando com duas mulheres. Mais tarde, ele disse que um “dublê” o substituiu, com seu rosto acrescentado durante a edição. “É a coisa que mais me envergonha”, disse ele. “Tudo começou com um boato de que Paris Hilton ganhou US$ 14 milhões com [sua] sex tape. Meu amigo disse: ‘Quatorze milhões? Pqp! Onde está a sex tape do Screech? Você tem que valer pelo menos um milhão’. Eu pensei, ‘Sim, talvez’… Eu ganhei algum dinheiro com isso, mas não valeu a pena.” Um dos motivos que o levou a fazer o vídeo é que estava falido. O ator chegou a vender camisetas de US$ 15 para levantar dinheiro e evitar a execução hipotecária de sua casa em Port Washington, Wisconsin. Ele pediu concordata na Califórnia em 2001 e entrou em um buraco financeiro porque, segundo dizia, seus pais gastaram o dinheiro que ele ganhou com a franquia “Saved by the Bell”. Três anos depois, Diamond encontrou outra forma de faturar com sua antiga fama. Ele compartilhou histórias obscenas dos bastidores da “Galera do Barulho” em seu livro “Behind the Bell”. O lançamento rendeu nova polêmica e Diamond disse que o livro era de um “escritor fantasma” e ele não teve a chance de remover algumas das histórias que foram criadas a partir de alguns comentários “improvisados” que fez ao autor real. Ele ainda tentou uma carreira no cinema, que não deu em nada. Entre os títulos de cotação negativa de sua filmografia destacam-se os fracassos “O Grande Mentiroso” (2002), “Pauly Shore Está Morto” (2003) e “Dickie Roberts, o Pestinha Cresceu” (2003). Voltando sempre à fonte de sua fama, Diamond ainda foi produtor executivo de um telefilme “Não Autorizado” sobre “Galera do Barulho” em 2014, “The Unauthorized Saved by the Bell Story”, exibido pelo canal pago Lifetime sem nenhum dos escândalos da biografia publicada em 2009. O site Daily Beast chamou a produção de “o pior telefilme já feito”. Em 2015, Diamond foi condenado por conduta desordeira num bar, após esfaquear uma pessoa com um canivete durante a celebração do Natal de 2014. Ele também foi considerado culpado em um incidente envolvendo sua então noiva e cumpriu três meses de prisão, sendo libertado em abril de 2016. Quando o serviço de streaming Peacock revelou que voltaria a reunir os astros de “Galera do Barulho” num revival da série original, que introduziria uma nova geração de adolescentes, as principais estrelas do programa, como Mark-Paul Gosselaar, Elizabeth Berkley, Mario Lopez e Tiffani Thiessen, foram convidadas a participar da produção. Mas Diamond não.

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    Marc Wilmore (1963 – 2021)

    1 de fevereiro de 2021 /

    O roteirista, produtor e humorista Marc Wilmore, que venceu um Emmy pela série animada “Os Simpsons”, morreu no último sábado (30/1) por complicações decorrentes da covid-19, aos 57 anos. A notícia foi confirmada por seu irmão, o comediante Larry Wilmore, que contou que ele estava “batalhando contra o coronavírus e contra várias outras condições que estavam causando-lhe dor há anos”. Nascido na Califórnia, Marc Wilmore começou carreira na TV em “In Living Color” (1992-1994), uma das séries de esquetes humorísticos mais famosas da época. Além de escrever e produzir, ele também foi parte do elenco última temporada, fazendo imitações de celebridades como James Earle Jones e Maya Angelou. Depois do fim do programa, ele virou roteirista do talk show “The Tonight Show” (1995-1998). E após escrever e produzir a série animada “The PJs” (1999-2001), pulou para os “Os Simpsons” (2000-2015) e finalmente para “F is For Family” (2017-2020) na Netflix, seu último trabalho.

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    Allan Burns (1935 – 2021)

    1 de fevereiro de 2021 /

    O produtor e roteirista Allan Burns, conhecido por criar diversas séries clássicas, como “Os Monstros” e “Mary Tyler Moore”, morreu no sábado (30/1) em sua casa, de causas não reveladas, aos 85 anos. Com longa carreira televisiva, Burns assinou seus primeiros roteiros na cultuada série animada “As Aventuras de Rocky e Bullwinkle”, entre 1961 e 1963. Ele também escreveu episódios de “George, o Rei da Floresta” e “Dudley Certinho”, e criou o personagem Cap’n Crunch para as campanhas publicitárias da aveia Quaker, antes de migrar para séries live-action. Burns formou uma parceria criativa com o também roteirista Chris Hayward para criar suas primeiras séries, “Os Monstros” (1964) e “Mamãe Calhambeque” (1965). Paralelamente, os dois também escreveram episódios de “Agente 86” e venceram o Emmy de Melhor Roteiro de Comédia por “He & She”. Até que, em 1969, Burns trocou de parceiro, juntando-se a James L. Brooks para escrever e produzir a série “Room 222”. No ano seguinte, os dois criaram juntos uma das séries mais influentes e bem-sucedidas da década de 1970, “Mary Tyler Moore”. A atração lançada em 1970 quebrou barreiras ao acompanhar pela primeira vez na TV uma mulher independente, que se tornava a primeira redatora feminina de um telenoticiário e dividia seu cotidiano com o ambiente de trabalho. A proposta foi amplamente aprovada pelo público e pela crítica. Já na estreia, Burns e Brooks venceram o Emmy de Melhor Roteiro de Comédia. “Mary Tyler Moore” também venceu três Emmys de Melhor Série de Comédia ao longo de seus sete anos de produção, além de ter rendido nada menos que três atrações séries derivadas, “Rhoda”, “Phillys” e “Lou Grant”, que estenderam a franquia até 1982. O sucesso televisivo fez Hollywood levar Burns para o cinema. E o primeiro filme que ele escreveu, “Um Pequeno Romance” (1979), recebeu indicação ao Oscar de Melhor Roteiro. Ele também roteirizou “A Juventude de Butch Cassidy” (1979) e “Alguém Para Amar” (1984), e estreou como diretor com “Somente Entre Amigas” (1986), protagonizado por sua antiga estrela Mary Tyler Moore. A carreira televisiva continuou efervescente, embora menos impactante. Mas Burns costumava se orgulhar de alguns projetos menores, como a criação de “The Duck Factory”, uma sitcom centrada num animador iniciante, que lançou a carreira do comediante Jim Carrey em 1984, “Eisenhower & Lutz”, série jurídica com Scott Bakula em 1988, “FM”, passada numa rádio pública em 1989, e “Cutters”, centrada numa barbearia em 1993.

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