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    Arleen Sorkin, dubladora original e inspiração da Arlequina, morre aos 67 anos

    27 de agosto de 2023 /

    Arleen Sorkin, atriz que inspirou a criação e dublou a personagem Arlequina da DC Comics, morreu na quinta-feira (24/8) aos 67 anos, de causa não revelava. Segundo o portal TMZ, Sorkin enfrentava uma série de problemas de saúde que a afastaram do trabalho nos últimos anos. A atriz iniciou sua carreira no mundo do entretenimento em 1982 com uma breve aparição no humorístico “Saturday Night Live”, e logo em seguida entrou na novela infinita “Days of Our Lives”, interpretando a personagem Calliope Jones em mais de 400 episódios, entre 1984 e 2010. Ela participou ainda de comédias famosas como “Trocando as Bolas” (1983), “Doidos, Malucos e Perigosos” (1986) e “Minha Filha Quer Casar” (1991), além de ter integrado os elencos das séries “Duet” (1987-1989) e “Open House” (1989-1990). A verdadeira origem da Arlequina Em 1991, quando estava trabalhando em “Batman: A Série Animada”, o roteirista e produtor Paul Dini ficou doente e precisou ficar em casa, quando viu Arleen na TV, num episódio de “Days of Our Lives” em que ela interpretava uma arlequina numa sequência de sonho. Ele lembrou que a atriz tinha sido sua colega de faculdade e inspirou-se nela para criar uma capanga para o Coringa. Ele a convidou para dublar a personagem, que foi batizada com um nome muito parecido com o da própria Arleen: Harley Quinn, a Arlequina. A ideia original de Dini era que a personagem aparecesse num único episódio. Intitulado “Joker’s Favor”, o capítulo foi ao ar em 1992. E fez tanto sucesso que Dini resolveu incluí-la em mais um capítulo. E em outro. Até que a personagem se tornou uma das mais populares da animação e acabou fazendo o crossover para os quadrinhos, passando a ser parte oficial o universo da DC Comics. Arleen dublou Arlequina por uma década. Além dos desenhos de Batman, ela também participou dos primeiros longas animados do herói, como “Batman e Superman: Os Melhores do Mundo” (1997) e “Batman do Futuro: O Retorno do Coringa” (2000), além de dezenas de episódios de outras animações da DC, incluindo “Superman: A Série Animada”, “As Novas Aventuras do Batman”, “Gotham Girls”, “Super Choque” e “Liga da Justiça”, e uma pilha de videogames. Seus últimos trabalhos foram como dubladora de Arlequina nos games “Batham: Arkham Asylum” (2009) e em dois volumes de “DC Universe Online” (de 2011 e 2012). Homenagens dos colegas Inicialmente contratada como voz de Batgirl, Tara Strong acabou substituindo Arleen como Arlequina nos projetos que se seguiram, acumulando as duas personagens após a dubladora original ter problemas de saúde. Ela usou as redes sociais neste domingo (27/8) para expressar sua tristeza. “Sem essa deusa linda e talentosa, Arlequina nunca teria existido. Ela foi a inspiração, o coração e a alma deste personagem icônico”, afirmou. “Eu ficava impressionada como Batgirl, assistindo-a ao lado de Mark Hamill e Kevin [Conroy, o falecido dublador de Batman]”. O ator Mark Hamill, que além de ser conhecido como Luke Skywalker nos filmes de “Star Wars” também marcou época como a voz do Coringa, ressaltou que Arleen “não era apenas um talento maravilhoso, mas uma pessoa verdadeiramente maravilhosa”. E James Gunn, que dirigiu Margot Robbie como Arlequina no filme “O Esquadrão Suicida”, reforçou que a atriz “ajudou a criar o personagem que tantos de nós amamos”.

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  • Música

    MC Marcinho, pioneiro do funk, morre aos 45 anos

    26 de agosto de 2023 /

    O pioneiro do funk MC Marcinho faleceu neste sábado (26/8) aos 45 anos, no Hospital Copa d’Or, no Rio de Janeiro, por falência múltipla dos órgãos. O cantor estava internado desde 27 de junho, após sentir fortes dores no peito. O caso se agravou em julho, quando ele sofreu uma parada cardíaca e foi intubado. Internado em estado grave, o músico apresentava quadro de insuficiência cardíaca e renal. Foi colocado na fila de transplante de coração, mas uma infecção generalizada fez com que ele fosse retirado da lista de espera. Em março deste ano, Marcinho chegou a recorrer à ajuda financeira para realizar uma cirurgia cardíaca que substituiria seu marca-passo. Ele alegou que a demora do convênio médico o tornou incapaz de andar e o afastou dos palcos. Nomes da cena musical como Pocah, Dennis DJ, Valesca Popozuda e Jojo Todynho se mobilizaram em uma corrente solidária para auxiliá-lo. Começo da carreira Marcinho teve uma carreira marcante na cena do funk brasileiro. Sua estreia aconteceu há cerca de 30 anos, aos 16 anos de idade. Seu primeiro álbum, “Porque Te Amo”, foi lançado em 1997 pela Afegan Records, com produção do renomado DJ Marlboro, e era um disco em parceria com a funkeira MC Cacau, com quem namorava. Já seu primeiro hit solo, “Rap do Solitário”, nasceu de um episódio pessoal, quando flagrou a então namorada com outro homem. A estreia solo, “Sempre Solitário”, foi lançado em 1998 novamente pela Afegan e com produção de Marlboro. Com sucessos como “Princesa” e “Garota nota 100”, ele se tornou uma das vozes mais importantes do funk melody, ao lado de nomes como Claudinho e Buchecha. Mesmo com a transição do funk para estilos mais agressivos no início dos anos 2000, Marcinho continuou relevante, sobretudo com o lançamento de “Glamurosa” em 2002, música que divergiu levemente de seu estilo original para se adequar ao cenário da época. Glamurosa “Funk do meu Rio se espalhou pelo Brasil”, declarou Marcinho em “Glamurosa”, refletindo a expansão do som dos bailes funk para fora das comunidades cariocas originais. Ele já contabilizava uma década de carreira musical na época e o hit o tornou conhecido nacionalmente. A canção emergiu em um momento em que Marcinho já havia desviado seus focos profissionais para a administração de um hospital. Inspirada em Xuxa, a música acabou resgatando sua carreira musical. O hit tornou-se uma espécie de hino que reafirmou o talento do cantor, não apenas no âmbito do funk melody, mas também no cenário musical brasileiro mais amplo. Seu impacto foi tão significativo que ela retornou recentemente através de sua inclusão na trilha sonora de “Vai na Fé”. Mas após um período de consagração, Marcinho começou a enfrentar desafios em sua carreira e saúde pessoal. Em 2006, ele sofreu um acidente de carro e uma tentativa de assalto que afetaram sua saúde e carreira. Mesmo assim, continuou a contribuir para o cenário musical com faixas como “Salve Favela” e “Quero Te Levar”. Em julho passado, durante participação no programa “Mais Você”, o cantor disse estar feliz por “Glamurosa” “renascer depois de quase 30 anos” na novela da Globo. “Depois de quase 30 anos, ver a música renascer de novo e ver a novela abordar o funk melody, é muito bom. Todo mundo vem comentar comigo que minha música está na novela. Então estou muito feliz, muito obrigado”, disse ele.

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  • Música

    Bernie Marsden, guitarrista original do Whitesnake, morre aos 72 anos

    25 de agosto de 2023 /

    Bernie Marsden, um dos guitarristas mais icônicos do rock e ex-integrante da banda Whitesnake, morreu aos 72 anos na quinta-feira (24/8). A família do músico informou que ele faleceu ao lado de sua esposa, Fran, e das filhas, Charlotte e Olivia. “Bernie nunca perdeu a sua paixão pela música, por escrever e gravar novas músicas até o final”, declarou a família. David Coverdale, ex-companheiro de banda, também prestou sua homenagem. “Acordei com a terrível notícia de que meu velho amigo e ex-companheiro de banda, Bernie Marsden, faleceu”, escreveu. “Um homem genuinamente engraçado e talentoso, que tive a honra de conhecer e dividir o palco”. A trajetória de Marsden Nascido em Buckingham, na Inglaterra, em 1951, Bernie Marsden iniciou sua carreira profissional no mundo da música em 1972 com a banda UFO. Antes de alcançar a fama com o Whitesnake, ele já mostrava seu talento em grupos como Paice Ashton Lord, ao lado de integrantes do Deep Purple, e no Wild Turkey. Em 1978, ele co-fundou o Whitesnake ao lado de David Coverdale. A parceria entre os músicos resultou em um EP, cinco álbuns de estúdio e um álbum ao vivo, dos quais saíram hits como “Here I Go Again” e “Fool for Your Loving”, trazendo sua assinatura. Apesar da fama adquirida com a banda, Marsden enfrentou desafios financeiros mesmo durante o auge de sua carreira. “Tudo o que eu ganhava era um pequeno salário mensal. Não importava se fizemos 10 ou 29 shows, o dinheiro era o mesmo”, revelou o guitarrista, enfatizando questões de gestão no Whitesnake, que o levaram a romper com Coverdale. Após abandonar o Whitesnake, Marsden formou e tocou em várias outras bandas influentes como Alaska e The Moody Marsden Band. Além disso, continuou a construir seu repertório solo, que teve início durante seus dias com o Whitesnake. A lista repleta de estrelas de colaboradores do guitarrista também inclui nomes como Robert Plant, Paul Weller, Jon Lord, Ringo Starr, Rory Gallagher, Jack Bruce e Warren Haynes, que fãs de rock tremem só de pronunciar. Bastante ativo no cenário musical, o guitarrista ainda gravava de forma intensa. Ele chegou a lançar dois álbuns em 2021 e mais um em 2022 como parte de sua série de LPs chamada “Bernie’s Inspiration Series”. No ano passado, porém, começou a sofrer problemas de saúde, foi submetido a uma cirurgia e adoeceu com desidratação aguda. “Suponho que estou orgulhoso de tudo que aconteceu”, diz uma citação em seu site oficial. “Afinal, eu só queria viver de tocar guitarra.” Good Morning…I’ve just woken up to the awful news that my old friend & former Snake Bernie Marsden has passed. My sincere thoughts & prayers to his beloved family, friends & fans. A genuinely funny, gifted man, whom I was honored to know & share a stage withRIP, Bernie XXX pic.twitter.com/KXwsDEICN6 — David Coverdale (@davidcoverdale) August 25, 2023

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  • Série

    David Jacobs, criador de “Dallas”, morre aos 84 anos

    23 de agosto de 2023 /

    O produtor e roteirista David Jacobs, conhecido por ter criado a série clássica “Dallas”, morreu no domingo passado (20/8) aos 84 anos, após lutar contra o Alzheimer por vários anos. A informação foi divulgada por seu filho Aaron na noite de terça-feira (228). Apesar do grande sucesso alcançado na telinha, David Jacobs queria seguir carreira na literatura, e chegou a publicar alguns livros de não ficção e artigos de revista antes de dar uma guinada para a TV em 1977, quando foi contratado como roteirista da série “Família”. E já no ano seguinte foi catapultado ao sucesso graças a “Dallas”. O tiro que parou os EUA Lançada em 1978 na rede americana CBS, “Dallas” rapidamente se tornou um sucesso retumbante. A trama girava em torno de uma família texana de barões do petróleo e se tornou um fenômeno cultural. Com um elenco encabeçado por Larry Hagman, Linda Gray e Patrick Duffy, a série levou o tom de telenovela para as séries, abusando das traições, vinganças e reviravoltas, tornando-se líder absoluto de audiência da TV dos EUA durante três das cinco temporadas subsequentes – e ficou em 2º lugar nas demais. Um de seus episódios mais emblemáticos foi ao ar em março de 1980, no final da 3ª temporada, quando o personagem de Hagman, o vilão J.R. Ewing, foi baleado. Ao estilo das novelas de Janete Clair, o mistério em torno do atentado originou um frisson pré-redes sociais, levando o público americano a propagar o slogan “Quem atirou em J.R.” durante meses, até a série retornar em novembro com a estreia da 4ª temporada. O retorno da série marcou época com o episódio de maior audiência na história da TV até então, atingindo a classificação impressionante de 53.3 pontos. Isto significa que o capítulo foi sintonizado por 76% de todas as TVs dos EUA. A série, que chegou a contar com Priscilla Presley em seu elenco, continuou a ser transmitida por mais de 350 episódios, durando 14 temporadas até 1991. Um spin-off de 14 temporadas Aproveitando o sucesso de “Dallas”, Jacobs também criou o spin-off “Knots Landing”, que se tornou outro drama duradouro na TV americana. A série estreou no fim de 1979, focando a jornada da ovelha negra da família de “Dallas”, Gary Ewing (Ted Shackelford), irmão do meio de J.R. (Hagman) e Bobby (Duffy), que resolve se mudar para Los Angeles. A atração também esteve entre as mais vistas dos EUA nos anos 1980 e igualmente durou 14 temporadas, até 1993. Outras séries e a volta a “Dallas” Além do universo de “Dallas”, Jacobs trabalhou em outras séries famosas. Ele criou a série western “Paradise” (1988-1991), o drama de época “Homefront” (1991-1993), que foi indicado ao Emmy, sobre um recruta (Kyle Chandler) de volta da 2ª Guerra Mundial, e o drama policial “Bodies of Evidence” (1992-1993), estrelada pelo jovem George Clooney e encerrada após uma única temporada. Neste período, ainda foi produtor de “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman” (1993–1997). Mas nunca mais criou outro fenômeno. Por conta disso, acabou retornando às suas séries mais célebres. Em 1997, fez a minissérie “Knots Landing: Back to the Cul-de-Sac” e em 2012 reviveu “Dallas” para a TV paga. Apesar de um relativo êxito inicial, a continuação, focada nos filhos dos personagens originais, sofreu o impacto da morte de Larry Hagman, por câncer durante a 2ª temporada, e acabou cancelada um ano depois. Lembre a abertura icônica de “Dallas”

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  • Música

    Magoo, pioneiro do rap, morre aos 50 anos

    15 de agosto de 2023 /

    O rapper americano Melvin Barcliff, mais conhecido como Magoo, faleceu aos 50 anos no fim de semana em Williamsburg, Virgínia, e a causa ainda está sob investigação. Magoo foi uma figura fundamental na cena do hip-hop da Virgínia na década de 1990, colaborando com estrelas emergentes como Timbaland, Missy Elliott e Pharrell Williams.   A influência no hip-hop Magoo se apaixonou pelo rap ainda criança, durante uma infância difícil. Aos 14 anos, ele percebeu que o rap era uma forma de arte que também poderia praticar. Ao iniciar o Ensino Médio, ele fez amizade com Timothy Mosley, também conhecido como Timbaland, com quem formou uma dupla e lançou três álbuns entre 1997 e 2003. Magoo, Timbaland e outros na área de Virginia Beach, incluindo Pharrell Williams e Missy Elliott, exerceram forte influência no hip-hop no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. O álbum de estreia da dupla, “Welcome to Our World”, incluiu a faixa “Up Jumps da’ Boogie”, com Missy Elliott e Aaliyah, que alcançou a 12ª posição na Billboard Hot 100, o maior sucesso de Magoo nas paradas. Os críticos citaram o projeto como um passo no desenvolvimento de Timbaland como produtor e compararam Magoo a Q-Tip, um dos rappers do grupo A Tribe Called Quest. Seguiram-se mais dois álbuns, “Indecent Proposal” em 2001 e “Under Construction, Part II” em 2003 – concebido como uma sequência do quarto álbum de Missy Elliott, “Under Construction”. Esses discos incluíram participações de artistas como Jay-Z, Beenie Man, Ludacris, Twista, Brandy e Wyclef Jean. Após o lançamento do último álbum da dupla, Magoo se afastou gradualmente dos holofotes da indústria da música. Enquanto Timbaland continuou sua carreira solo de sucesso, colaborando com artistas renomados, especialmente como produtor de hits, Magoo optou por um caminho mais reservado. Embora tenham se separado, Magoo sempre expressou sua profunda amizade com Timbaland, entatizando em entrevistas que a dupla era mais uma amizade do que um grupo musical.   Homenagens e Lembranças Timbaland postou vídeos antigos ao lado de Magoo no Instagram com a legenda: “Vida longa a Melvin Magoo! Tim e Magoo para sempre, descanse em paz meu rei”. Missy Elliott também prestou homenagem, lembrando que Magoo foi quem lhe deu o apelido de Misdemeanor, seu nome inicial de rapper, porque ele disse que era “um crime ter tantos talentos”.

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  • Etc

    Atriz Léa Garcia morre aos 90 anos

    15 de agosto de 2023 /

    A atriz Léa Garcia morreu nesta terça-feira (15/8) aos 90 anos, ainda sem causa confirmada. Ela estava no Festival de Gramado para ser homenageada pelo conjunto da obra com o troféu Oscarito. A informação foi confirmada nas redes sociais pelos familiares. “É com pesar que nós familiares informamos o falecimento agora na cidade de Gramado, no Festival de Cinema de Gramado, da nossa amada Léa Garcia”, escreveram no Instagram da artista. A despedida repentina pegou todos de surpresa, pois Léa surgiu toda feliz ao lado da atriz Laura Cardoso na noite do último domingo (13/8). A dupla estava em uma sala de cinema em Gramado, no Rio Grande do Sul, quando registraram o momento nas redes sociais. A atriz ainda aparece com um sorriso no rosto enquanto abraçava o ator Emilio Orciollo Netto: “Quanta felicidade ao lado dessas pessoas maravilhosas”, ela escreveu na legenda.   Trajetória de Léa Garcia Léa Lucas Garcia de Aguiar nasceu no Rio de Janeiro em 11 de março de 1933. Ela tornou-se atriz num período em que mulheres negras eram raras na profissão. A artista estreou nos palcos aos 19 anos com a peça “Rapsódia Negra” (1952), de Abdias do Nascimento. Foi o criador do Teatro Experimental do Negro (TEN) que viu o talento da carioca no ponto do bonde, na praia de Botafogo, em 1950. A parceria foi um marco da inclusão no teatro brasileiro. Léa ainda teve dois filhos com Abdias (Henrique Christovão Garcia do Nascimento e Abdias do Nascimento Filho). Anos mais tarde, teve seu terceiro filho com Armando Aguiar (o Marcelo Garcia de Aguiar). No teatro, Lea atingiu grande destaque no início da carreira com “Orfeu da Conceição” (1956), de Vinicius de Moraes, no papel de Mira. A estreia ocorreu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com cenários de Oscar Niemeyer. Ela também participou do filme dirigido por Marcel Camus no ano seguinte e recebeu a indicação ao prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Também trabalhou no clássico “Gamba Zumba” (1963), de Cacá Diegues, sobre a fundação do mítico Quilombo dos Palmares, antes de fazer sua primeira novela, “Acorrentados” (1969), na Record. No ano seguinte, estreou na Globo em “Assim na Terra como no Céu”, de Dias Gomes, e seguiu com vários papéis televisivos em “Selva de Pedra” (1972), “Maria, Maria” (1978), “Dona Beja” (1986), além de “Você Decide” e “Xica da Silva”, ambas em 1996. Porém ficou marcada por sua atuação na adaptação de “Escrava Isaura” (1976), onde fez sua primeira vilã e sofreu represálias na rua. “Escrava Isaura é o meu cartão de visitas. Tive muitas dificuldades em fazer cenas de maldade com a Lucélia Santos. Eu me lembro de uma cena em que, quando a Rosa (personagem de Léa) acabou de fazer todas as perversidades com a Isaura, eu tive uma crise de choro, me pegou muito forte. Chorei muito, não com pena, mas porque me tocou”, disse ao site Memória Globo. Além destes, Léa teve participação no elenco de “O Clone” (2002), “Êta Mundo Bom!” (2016) e nas séries “Mister Brau” (2017), “Assédio” (2018), “Carcereiros” (2018) e “Arcanjo Renegado” (2020). Nos últimos anos, tinha se voltado novamente ao cinema, chegando a vencer o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado por “Filhas do Vento” (2005), de Joel Zito Araújo. Ela ainda teve atuações recentes em “Pacificado” (2019), “Boca de Ouro” (2019), “Um Dia com Jerusa” (2020) e “Barba, Cabelo & Bigode” (2022), seu último trabalho, lançado pela Netflix. Recentemente, Léa Garcia recebeu um convite especial para atuar no remake de “Renascer”, a próxima novela das nove da Globo. Ela havia aceitado a escalação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Léa Garcia (@leagarciaeumesma)

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  • Música

    MC Katia, precursora do funk carioca, morre aos 47 anos

    13 de agosto de 2023 /

    MC Katia, uma pioneiras do funk carioca, morreu neste domingo (13/8), aos 47 anos, no Rio de Janeiro. A notícia foi inicialmente divulgada pela vereadora e ex-funkeira Verônica Costa e posteriormente confirmada pelo marido da cantora, DJ LD, que expressou desagrado com a forma como a informação foi compartilhada: “Saiu postando e nem esperou eu falar com minha família.”   A luta pela saúde A funkeira enfrentou complicações após uma cirurgia para a retirada de um mioma. Por conta de uma trombose, ela precisou amputar o pé em julho passado e, há apenas cinco dias, passou por nova cirurgia para cortar a perna. No sábado (12/8), ela comemorou ter ganhado uma prótese com o apoio da vereadora, após iniciar uma campanha de apoio financeiro – que contou com incentivo da colega Tati Quebra Barraco. Verônica Costa expressou sua tristeza pelos dias finais de Katia: “É muito importante a gente saber que ela sentiu muita falta de muitos amigos, mas os poucos que estiveram presentes alegraram muito coraçãozinho dela. Ela sentia falta de muitos amigos que não ligavam, que não a visitaram. Isso doeu nela algumas vezes.”   O Legado de MC Katia MC Katia surgiu no funk no início dos anos 2000 com o hit “Vai Me Pegar”. À época, ela era mãe solteira e trabalhava como auxiliar de serviços gerais. A funkeira decidiu soltar a voz e retratar as mulheres de comunidades. Mas precisou se afastar dos palcos depois de ter sofrido um acidente em 2008, quando estava no auge das paradas com o proibidão “Cabeça para Baixo”. “Passei por várias questões por ser mulher dentro do funk”, ela desabafou. “Sofri por ter começado com 29 anos, um pouco mais velha, e por ter ganhado mais peso no decorrer da carreira. A todo tempo, queriam dizer que não sou o padrão”, acrescentou. Ela também sofreu com a depressão, mas deu a volta por cima com o apoio da nova geração. As músicas dela voltaram a ganhar projeção graças a nomes como Pabllo Vittar, Luísa Sonza e Ludmilla. Ludmilla, inclusive, convidou Katia a participar do clipe “Rainha de Favela”, de 2020. Na gravação, ela esteve ao lado de outras pioneiras do funk carioca, como Valesca Popozuda e Tati Quebra Barraco.   Reações e homenagens Alguns funkeiros publicaram mensagens de pesar por sua morte. MC Carol compartilhou uma foto de 2016 ao lado dela e Tati Quebra Barraco fez uma postagem emocionante: “Você é o funk, você é a rainha da favela, você é a voz, você sou eu, e eu sou você. Nós e tantas outras fizemos essa história”, disse. Lembre abaixo o hit que projetou a artista.

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  • Filme

    Linda Haynes, atriz de “A Outra Face da Violência”, morre aos 75 anos

    12 de agosto de 2023 /

    Linda Lee Sylvander, conhecida durante sua carreira de atriz como Linda Haynes, faleceu em 17 de julho em Summerville, Carolina do Sul (EUA), aos 75 anos. A notícia de sua morte só chegou ao conhecimento público na sexta (11/8). A família não divulgou a causa, mas afirmou que ela morreu “pacificamente”.   Monstros, blaxploitation e vingança Nascida em 4 de novembro de 1947, em Miami, Flórida, Linda Haynes mergulhou no mundo do entretenimento de forma não convencional, estreando no cinema em 1969 como uma médica de minissaia no filme de monstro japonês “Latitude Zero”, do mestre dos kaijus Ishirô Honda, diretor do “Godzilla” original. Em seguida, ela integrou o elenco do clássico da blaxploitation “Coffy – Em Busca de Vingança” (1973), lutando contra Pam Grier, antes de chamar atenção dos diretores da Nova Hollywood. Ela se destacou nos policiais “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, e “A Piscina Mortal” (1975), de Stuart Rosenberg – filme estrelado por Paul Newman – , antes de fazer seu trabalho mais conhecido, como uma garçonete cansada do mundo no thriller de vingança “A Outra Face da Violência” (1977), escrito por Paul Schrader após “Taxi Driver” (1972), de Martin Scorsese, e “Trágica Obsessão” (1976), de Brian De Palma.   Elogios de Quentin Tarantino Quentin Tarantino, que tem “A Outra Face da Violência” entre seus filmes favoritos, elogiou o trabalho de Haynes no longa, declarando: “A atuação do filme para mim é Linda Haynes como Linda Forchet! Ela estava em um dos filmes menos conhecidos do primeiro festival QT [que ele organiza], ‘Jogos de Azar’, ela estava em ‘Coffy’ de Pam Grier… ela era a garota que alcança o afro de Grier quando ela tem as navalhas ali e ‘aaaahhhh’. Mas Linda Forchet é minha personagem feminina favorita em um filme de Paul Schrader… Ela tem aquele olhar que Ava Gardner conseguiu, sabe, desleixada, mas levou anos para Ava fazer isso, e Linda Haynes fez isso naturalmente. E eu digo isso de uma maneira positiva.” Apesar dos elogios de Tarantino, a carreira da atriz foi curta. Ela só fez mais três trabalhos após “A Outra Face da Violência”, incluindo várias cenas de nudez no exploitation de prisão feminina “Experiências Humanas” (1979) e o papel de prostituta num novo policial de Stuart Rosenberg, “Brubaker” (1980), com Robert Redford, despedindo-se com o telefilme premiado “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980), cansada de personagens degradadas.   Final da vida Após encerrar sua carreira de atriz, Haynes passou a trabalhar como secretária jurídica em um escritório de advocacia na Flórida. Seu filho único, Greg Sylvander, acrescentou no Facebook: “Encontro paz em saber que minha mãe estava em paz e teve uma vida linda nesses últimos anos junto com seus netos. Vamos sentir muita falta da minha mãe.”

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  • Música

    Robbie Robertson, líder da The Band e lenda do rock, morre aos 80 anos

    9 de agosto de 2023 /

    O guitarrista lendário Robbie Robertson, compositor e líder da The Band, faleceu nesta quarta (9/8) após uma longa doença não especificada. O empresário de longa data de Robertson, Jared Levine, compartilhou a notícia informando que o músico estava cercado por sua família no momento de sua morte, incluindo sua esposa Janet, sua ex-esposa Dominique, seus três filhos e netos. Nascido em Toronto, Canadá, Robertson começou a tocar guitarra aos 10 anos e, aos 16, juntou-se ao baterista Levon Helm nos Hawks, a banda de apoio de Ronnie Hawkins. Os Hawks acompanharam Bob Dylan em suas turnês históricas “Going Electric” em 1965 e 1966, e gravaram as famosas “basement tapes” com o ícone antes de mudar o nome do grupo para The Band.   Carreira com The Band The Band lançou seu álbum de estreia solo em 1968. Considerado um dos maiores clássicos do rock americano, “Music From Big Pink” incluiu o hit “The Weight”, escrito por Robertson, e credenciou o grupo a se apresentar no Festival de Woodstock poucos meses depois. Robertson também compôs outros sucesso da banda, como “Up on Cripple Creek”, “Rag Mama Rag” e “Time to Kill”. Ele também compôs o maior sucesso da carreira da cantora folk Joan Baez, “The Night They Drove Old Dixie Down”, que alcançou o 3º lugar em 1971. “Music From Big Pink”, bem como os álbuns subsequentes “The Band” (1969) e “Stage Fright” (1970), combinaram o rock com o folk americano e se tornaram sucessos comerciais e de crítica, influenciando as carreiras de contemporâneos como Eric Clapton e George Harrison, bem como várias gerações de artistas. Mas a consagração levou à disputas criativas entre os membros da banda, que acompanhadas por abusos de drogas e álcool, levaram à implosão do grupo. Após oito anos, Robertson decidiu encerrar The Band em 1976, culminando com um concerto histórico de despedida, batizado de “The Last Waltz”. Bob Dylan, Eric Clapton, Muddy Waters, Van Morrison, Neil Young e Joni Mitchell se juntaram ao grupo para a performance em São Francisco, que foi filmada e transformada num filme icônico por Martin Scorsese – batizado no Brasil de “O Último Concerto de Rock”. A trilha sonora de “The Last Waltz” foi lançada em 1978 e alcançou o 16º lugar na Billboard 200.   Carreira solo Robertson fez sua estreia em álbum solo em 1987 com seu álbum batizado com seu nome, que contou com participações de Peter Gabriel e da banda U2. Em 1991, Robertson lançou “Storyville”, um álbum que explorou a rica herança musical de Nova Orleans. O título do álbum é uma homenagem ao famoso distrito de entretenimento da cidade, e a música reflete essa influência, misturando jazz, blues e R&B com duetos com Neil Young e The Meters. Sua discografia variada ainda inclui “Music for The Native Americans” (1994), álbum da trilha do documentário “The Native Americans”, em que Robertson explorou a música e a cultura indígena americana, e “Contact from the Underworld of Redboy” (1998), no qual o roqueiro veterano mergulhou na música eletrônica em colaboração com o DJ Howie B. Seu último álbum solo, “Sinematic” (2019), foi inspirado em sua carreira bem-sucedida como compositor de trilhas sonoras. Além disso, ele também contribuiu em gravações de Tom Petty, Ringo Starr, Neil Diamond e outros. Apesar de aclamado pela crítica, Robertson nunca ganhou um Grammy – teve cinco indicações ao longo dos anos – , mas venceu cinco Juno Awards em sua terra natal, Canadá, incluindo três em 1989 por seu primeiro disco solo.   Contribuições ao Cinema A experiência cinematográfica de “The Last Waltz” animou Robertson a seguir uma nova carreira e mergulhar nas telas. Ele compôs a trilha, produziu e coestrelou o filme “O Circo da Morte” (1979), aparecendo no pôster do longa ao lado de Gary Busey e Jodie Foster. Mas essa primeira incursão foi um fracasso de bilheterias. Depois disso, ele só voltou a atuar em “Acerto Final” (1995), de Sean Penn. Entretanto, acabou se especializando em trilhas, firmando uma duradoura parceria com Martin Scorsese, iniciada com o clássica “Touro Indomável” (1980). Robertson produziu seleções musicais, compôs trilhas e foi parceiro criativo de Scorsese em alguns dos filmes mais famosos do diretor, como “O Rei da Comédia” (1983), “A Cor do Dinheiro” (1986), “Cassino” (1995), “Gangues de Nova York” (2002), “Os Infiltrados” (2006), “A Ilha do Medo” (2009), “O Lobo de Wall Street” (2013), “Silêncio” (2016) e “O Irlandês” (2019), além de ter contribuído como consultor do documentário “Chuck Berry – O Mito do Rock” e trabalhado no filme vencedor do Oscar “Beleza Americana” (1999), de Sam Mendes, entre outros. Antes de morrer, ele deixou pronta sua 14ª trilha e última parceria com Scorsese, feita para o filme “Assassinos da Lua das Flores”, que vai estrear em outubro nos cinemas.   Reação de Martin Scorsese Martin Scorsese, cujas colaborações com o guitarrista abrangeram quase meio século, lamentou a perda. “Robbie Robertson foi um dos meus amigos mais próximos, uma constante em minha vida e em meu trabalho”, disse em comunicado. “Eu sempre poderia ir até ele como um confidente. Um colaborador. Um conselheiro. Eu tentei ser o mesmo para ele. “Muito antes de nos conhecermos, sua música desempenhou um papel central em minha vida – eu e milhões e milhões de outras pessoas em todo o mundo. A música da banda, e a própria música solo de Robbie, pareciam vir do lugar mais profundo do coração deste continente, suas tradições, tragédias e alegrias”, continuou. Nem é preciso dizer que ele era um gigante, que seu efeito na forma de arte foi profundo e duradouro. Nunca há tempo suficiente com quem você ama. E eu amava Robbie.”

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  • Etc

    Aderbal Freire Filho, um dos maiores diretores teatrais brasileiros, morre aos 82 anos

    9 de agosto de 2023 /

    Morreu nesta quarta-feira (9/8) o diretor teatral Aderbal Freire Filho, aos 82 anos, um dos grandes encenadores brasileiros do século 20. Aderbal estava internado há meses devido a um acidente vascular cerebral, sofrido em 2020. Desde então, a atriz Marieta Severo, sua mulher, montou uma UTI em casa para cuidar do artista. Conhecido por sua articulação e espírito aguçado, Aderbal era natural de Fortaleza, nascido em 1941, mas sua história se confunde com a cultura do Rio de Janeiro, onde chegou em 1970 para se tornar um nome proeminente nos palcos cariocas. Aderbal começou a dirigir trabalhando como ator, colaborando com colegas como Nelson Xavier e Cecil Thiré. Sua primeira direção foi uma adaptação de “Flicts”, de Ziraldo, que foi apresentada nos horários livres do teatro que ocupavam na Lagoa.   Arte contra a ditadura Ele se especializou em adaptações literárias, mas também se dedicou a encenar uma geração de dramaturgos brasileiros. Uma das peças mais marcantes do começo de sua carreira foi “Apareceu a Margarida”, de 1973, uma representação do autoritarismo na educação, que teve sua temporada interrompida pela censura. Sua abordagem crítica se refletiu em produções como “A Morte de Danton”, onde usou uma cratera de metrô em construção como palco e metáfora concreta das forças revolucionárias subterrâneas no enfrentamento da ditadura. Seus prêmios incluem dois Mambembes por “Mão na Luva”, de 1984, e reconhecimento internacional, incluindo o prêmio de melhor espetáculo estrangeiro de 1985 no Uruguai.   O teatro maior que o teatro Em 1990, ele fundou o Centro de Demolição e de Construção do Espetáculo, marcando sua crença de que no teatro não há regras, e as formas são constantemente demolidas e reconstruídas. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Shell pelo romance-em-cena “A Mulher Carioca aos 22 Anos”. No ano seguinte, nova revolução. Aderbal abandonou o palco tradicional do teatro para encenar “O Tiro que Mudou a História”, trajetória política de Getúlio Vargas, nos cômodos na sua antiga morada, o Palácio do Catete, atual Museu da República. Com ação itinerante, o espetáculo conduzia o público pelos diversos cômodos da casa, onde a história gradativamente passava da mesa de reuniões à cama em que o presidente cometeu suicídio. O projeto foi seguido por outra montagem arrojada, “Inconfidência no Rio” (1992), em que o público era distribuído em seis ônibus, visitando separadamente seis diferentes locações no centro da cidade do Rio de Janeiro, para reencontrarem-se todos na Praça Tiradentes, cenário final do espetáculo.   Volta aos palcos Em 1994, passou a dirigir o Teatro Carlos Gomes, onde montou “A Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues. Nos anos 2000, ampliou seu trabalho com romances-em-cena, como “Púcaro Búlgaro”, de 2006, e “Moby Dick”, de 2009. Sua carreira continuou a florescer com produções como o “Hamlet” despojado de Wagner Moura, em 2008. E sua parceria com Marieta Severo ainda produziu peças notáveis como “As Centenárias”, de 2009, e “Incêndios”, de 2013. Líder da revitalização do teatro carioca, Aderbal trabalhou não apenas como diretor, mas como mentor para várias gerações de atores e dramaturgos. Além de seu trabalho em teatro, ele participou como ator em filmes e séries de televisão, expandindo sua arte para outras plataformas. Na televisão, ele é lembrado por seus papéis em “Confissões de Adolescente” (1994-1996), onde interpretou um professor, e “Dupla Identidade” (2014), no qual atuou como Senador. No cinema, participou de “Juventude” (2008), “Paixão e Acaso” (2012), ” Giovanni Improtta” (2013), “Amores de Chumbo” (2018) e “Dente por Dente” (2020).   A parceria com Marieta Severo O relacionamento entre Aderbal e Marieta Severo, ambos figuras centrais no mundo do teatro brasileiro, não foi apenas um casamento, mas uma parceria profissional e um símbolo de amor maduro. Juntos desde 2004, o casal tinha dois filhos, Camilo e Aderbal, e construiu uma relação pautada pela compreensão e respeito às individualidades. Os dois mantiveram casas separadas até o acidente vascular do diretor em junho de 2020. Após a tragédia, Marieta montou um esquema hospitalar em casa para recebê-lo, com fisioterapia e fonoterapia, após um período de mais de seis meses internado.

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  • Música

    Sixto Rodriguez, lenda do folk rock, morre aos 81 anos

    9 de agosto de 2023 /

    Sixto Rodriguez, um dos músicos latinos mais lendários do mundo, conhecido principalmente pelo documentário “Procurando Sugar Man” de 2012, faleceu aos 81 anos nesta quarta-feira (9/8). A família confirmou a notícia em suas redes sociais, sem revelar a causa e outros detalhes sobre sua morte.   Uma trajetória inesperada Filho de imigrantes mexicanos nascido em Detroit, nos Estados Unidos, Sixto lançou apenas dois álbuns: “Cold Fact” em 1970 e “Coming from Reality” em 1971. Nenhum deles obteve sucesso nos Estados Unidos, mas foram levados para a África do Sul, onde Sixto se tornou uma celebridade, sem sequer saber disso à época. O músico, cansado de não encontrar seu espaço no meio musical, deixou os palcos e trabalhou em subempregos nos Estados Unidos. Contudo, com a chegada da internet nos anos 1990, sua obra foi redescoberta. Em busca da comprovação de que ele ainda estava vivo, um grupo de fãs conseguiu encontrá-lo e contar-lhe sobre seu sucesso internacional. Assim, ele organizou uma turnê com ingressos esgotados na África do Sul em 1998. Ele voltou a cantar e a fazer turnês, mas só se tornou realmente grande em 2012, quando o documentarista sueco Malik Bendjelloul, impressionado com sua história de vida, lançou o filme “Procurando Sugar Man”. O documentário traçou o percurso errático do músico, que havia sido alvo de boatos, incluindo que havia se suicidado em pleno palco. O filme acabou ganhando o Oscar de Melhor Documentário em 2013.   Impacto social Sixto, chamado assim por ser o sexto filho em sua família, cantava um folk rock típico do início dos anos 1970. A canção “Sugar Man”, lançada em “Cold Fact”, tornou-se um clássico. Cantando sobre a opressão sofrida pelos trabalhadores pobres nos Estados Unidos, ganhou conexão imediata com os sul-africanos contrários ao regime do Apartheid. Ele virou um ídolo no país sem nunca ter tido consciência disto. Também fez grande sucesso na Austrália e na Nova Zelândia.   A vida sem música Sem saber do sucesso internacional e sem conseguir viver de sua música, ele trabalhou na construção civil, especializando-se demolição, e também como faxineiro diarista. Apesar das dificuldades, também tentou carreira política, em candidaturas derrotadas para o Detroit City Council (equivalente ao cargo de vereador), à prefeitura de Detroit e à Michigan House of Representatives (equivalente a deputado estadual), entre 1989 e 2000.   Reconhecimento tardio Depois de sua extraordinária história ser imortalizada no documentário “Procurando Sugar Man”, ele conquistou um sucesso tardio nos Estados Unidos e experimentou orenascimento de sua carreira musical. Isto lhe permitiu comprar uma casa em leilão em Detroit e continuar ativo politicamente em sua comunidade. Em uma entrevista em 2008, Sixto refletiu sobre sua jornada: “Foi uma grande odisseia. Durante todos esses anos, você sabe, sempre me considerei um músico. Mas a realidade aconteceu”. Veja o trailer de “Procurando Sugar Man”:

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  • Filme

    William Friedkin, diretor de “O Exorcista”, morre aos 87 anos

    7 de agosto de 2023 /

    O diretor William Friedkin, vencedor do Oscar por “Conexão Francesa” (1971) e responsável pelo icônico “O Exorcista” (1973), faleceu nesta segunda-feira (7/8) em Los Angeles aos 87 anos. Com uma carreira de mais de cinco décadas, ele era um dos diretores mais admirados da “Nova Hollywood”, uma onda de cineastas brilhantes que deixaram sua marca na década de 1970, como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Michael Cimino, Peter Bogdanovich, Steven Spielberg e George Lucas, entre outros.   Início de carreira Nascido em Chicago em 29 de agosto de 1935, Friedkin era filho único de uma ex-enfermeira que ele chamava de “santa” e de um pai que alternava entre empregos para pagar as contas. Ambos vieram com suas famílias judaicas em fuga da Ucrânia após os pogroms do início do século 20. Friedkin começou sua carreira cuidando das entregas de correio de uma estação de TV de Chicago, WGN, onde rapidamente ascendeu para a direção de programas de televisão ao vivo e documentários. Ele afirmou ter dirigido cerca de 2 mil programas de TV durante esses primeiros anos, incluindo o documentário de 1962 “The People vs. Paul Crump”, sobre a reabilitação de um homem no corredor da morte. O documentário ganhou o Golden Gate Award no San Francisco Film Festival e o levou a liderar a divisão de documentários da WBKB e, posteriormente, a um trabalho dirigindo documentários para o produtor David L. Wolper. A transição para o cinema aconteceu com “Good Times” (1967), uma comédia musical estrelada pelo casal de cantores Sonny e Cher. O filme, que parodiava vários gêneros de filmes populares da época, como westerns, filmes de espionagem e dramas de guerra, foi uma oportunidade para Sonny e Cher mostrarem seu talento cômico e musical. Embora não tenha sido um grande sucesso de bilheteria, a obra serviu como um trampolim para a carreira de Friedkin. Após “Good Times”, Friedkin dirigiu outra comédia musical, “Quando o Strip-Tease Começou” (1968), e o suspense “Feliz Aniversário” (1968), adaptação da peça homônima de Harold Pinter, que recebeu elogios da crítica e ajudou a estabelecer a reputação do cineasta. Este filme, juntamente com outra adaptação de teatro, “Os Rapazes da Banda” (1970), demonstrou a habilidade de Friedkin em trabalhar com material dramático complexo e temas provocativos.   Primeiro impacto O cineasta começou a dizer a que veio com “Os Rapazes da Banda”, drama baseado na peça de Mart Crowley sobre um grupo de homossexuais em Nova York. O longa marcou época como uma das primeiras produções de Hollywood a retratar personagens gays de maneira aberta e sem julgamentos, e é considerado uma das obras mais importantes da representação LGBTQIAPN+ no cinema. Na época, foi um escândalo, mas não afetou sua carreira como muitos lhe avisaram. Na verdade, teve efeito contrário. A influência de “Os Rapazes da Banda” na trajetória de Friedkin não pode ser subestimada. O filme demonstrou a habilidade do cineasta em lidar com material provocativo e complexo, e estabeleceu-o como um diretor disposto a correr riscos e a desafiar as convenções de Hollywood.   A consagração de “Conexão Francesa” A consagração de Friedkin veio no ano seguinte com “Conexão Francesa” (1971), um thriller policial baseado em uma história real sobre dois detetives da polícia de Nova York que tentam interceptar um grande carregamento de heroína vindo da França. Filmado com um orçamento modesto de US$ 1,5 milhão, fez bom uso da experiência documental do diretor para registrar realismo visceral e suspense de tirar o fôlego. A sequência de perseguição de carro do policial Popeye Doyle, interpretado por Gene Hackman, a um trem elevado sequestrado no Brooklyn, é frequentemente citada como a melhor cena de perseguição de carro já filmada. Ela foi rodada sem permissões oficiais nas ruas do Brooklyn, de forma clandestina e em meio ao tráfego real. Friedkin queria que a sequência fosse o mais autêntica possível, então ele e sua equipe filmaram uma perseguição real em alta velocidade, com Hackman de fato dirigindo seu carro. “Conexão Francesa” dominou o Oscar de 1972, vencendo o prêmio de Melhor Filme, Ator (Gene Hackman), Edição, Roteiro Adaptado e, claro, Melhor Direção.   A revolução de “O Exorcista” Friedkin conseguiu superar a tensão de “Conexão Francesa” com “O Exorcista”, adaptação do best-seller de terror de William Peter Blatty sobre a possessão demoníaca de uma jovem. Lançado no final de dezembro de 1973, tornou-se um sucesso fenomenal, um dos maiores sucessos de bilheteria de Hollywood até aquela data, com vendas de ingressos de mais de US$ 200 milhões. Foi também o primeiro terror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme – além de outras 9 estatuetas, incluindo novamente Melhor Direção. O filme é famoso por suas cenas intensas e efeitos especiais inovadores. Durante as filmagens, Friedkin usou várias técnicas para obter as reações desejadas de seus atores. Por exemplo, ele disparou uma arma no set para assustar Jason Miller (que interpretou o Padre Karras) e obter uma reação de choque genuína. Além disso, a cena em que Regan (Linda Blair), a menina possuída, vomita sopa de ervilha no Padre Karras foi realizada com uma mangueira escondida e a sopa foi realmente atirada no ator. Para completar, como teste para ver se a boneca animatrônica de Regan, que girava a cabeça em 360 graus, seria convincente o suficiente, pediu para a equipe levá-la em passeios de táxi, deixando motoristas apavorados – foi a primeira pegadinha de terror da História. Mas “O Exorcista” (1973) não foi um marco apenas no gênero de terror, com sua bilheteria recorde e tratamento de superprodução. Seu lançamento desempenhou um papel crucial na formação da era moderna dos blockbusters. O filme foi um fenômeno cultural e comercial, arrecadando mais de US$ 441 milhões em todo o mundo, um feito impressionante para a época. A década de 1970 foi um período de transição significativa para a indústria cinematográfica. Antes de “O Exorcista”, os filmes eram geralmente lançados em um pequeno número de cinemas e só depois se expandiam para um lançamento mais amplo. No entanto, “O Exorcista” quebrou esse molde com um lançamento em larga escala, chegando a centenas de cinemas simultaneamente. Esse método de distribuição, agora conhecido como “lançamento de saturação”, foi uma estratégia de marketing inovadora que ajudou a maximizar a receita do filme e a criar um burburinho imediato. Além disso, “O Exorcista” foi um dos primeiros filmes a usar uma campanha de marketing extensa e agressiva, com trailers provocativos e pôsteres icônicos que se tornaram sinônimos do filme. Essa abordagem de marketing, que agora é padrão na indústria cinematográfica, foi pioneira na época e contribuiu para o sucesso estrondoso do filme. O efeito de “O Exorcista” na indústria cinematográfica abriu caminho para os blockbusters que se seguiram, como “Tubarão” (1975) e “Guerra nas Estrelas” (1977), que usaram os mesmos métodos de saturação e campanhas de marketing agressivas para alcançar um público amplo e gerar receitas recordes, dando início ao cinema moderno.   A ressaca Após o sucesso de “Conexão Francesa” e “O Exorcista”, Friedkin tornou-se um dos diretores mais venerados de Hollywood. No entanto, seu filme seguinte foi um documentário de 1975 em que entrevistava um de seus ídolos, o alemão Fritz Lang, diretor do clássico “Metrópolis” (1927) e de vários filmes noir famosos. Depois, decidiu fazer um remake de “O Salário do Medo”, o clássico thriller francês de Henri-Georges Clouzot de 1953. “O Comboio do Medo” (1977) trouxe Roy Scheider no papel originalmente interpretado por Yves Montand, mas a maioria dos críticos achou o filme longo e pouco emocionante em comparação ao original. Foi lançado ao mesmo tempo que “Guerra nas Estrelas” e sumiu rapidamente. Pelo menos, ganhou revisão histórica e voltou a ser considerado um filme importante com o passar do tempo, ao contrário de seu filme seguinte, a comédia policial “Um Golpe Muito Louco” (1978), pouquíssimo lembrada.   Nova polêmica O diretor voltou a ousar com “Parceiros da Noite” (1980), com Al Pacino como um detetive de Nova York que se infiltra em bares gays e na subcultura S&M da cidade para resolver um assassinato. O filme provocou forte oposição de ativistas gays, que se opuseram à representação da comunidade e o consideraram nocivo à sua luta por aceitação, para grande desgosto de Friedkin. Mas este longa também se tornou cultuado com o passar dos anos. Alguns críticos e espectadores reavaliaram o filme, argumentando que, apesar de suas falhas, ele oferece uma visão fascinante e complexa da subcultura gay de Nova York no final dos anos 1970. Além disso, a performance intensa de Al Pacino e a direção estilizada de Friedkin foram reconsideradas, e o filme é atualmente reconhecido por sua abordagem sem rodeios de um tema que era considerado tabu na época.   Influência nos anos 1980 Depois de marcar o cinema dos anos 1970, Friedkin criou nova estética cinematográfica que acabou adotada por vários cineastas dos 1980 com “Viver e Morrer em Los Angeles” (1985), outro de seus filmes emblemáticos. O thriller policial, que segue dois agentes federais (William Petersen e John Pankow) em uma caçada implacável a um falsificador de dinheiro (Willem Dafoe), é conhecido por sua paleta de cores vibrantes, cinematografia estilizada, abordagem fashion do mundo do crime e trilha sonora sintetizada pulsante, composta pela banda britânica Wang Chung. Esses elementos combinados criaram uma atmosfera que capturou a essência da cultura pop dos anos 1980. Friedkin criou uma nova linguagem, influenciada pela crescente popularidade dos videoclipes da época, aproveitando as técnicas visuais inovadoras que estavam sendo usadas nesse meio para criar uma obra que era tanto uma experiência sensorial quanto uma narrativa de suspense. Ele combinou cenas que pareciam sair da MTV com algumas de suas marcas mais conhecidas, incluindo outra perseguição de carros que é considerada uma das melhores de todos os tempos. Síntese visual dos anos 1980, o filme teve uma influência significativa para as produções de ação que se seguiram, especialmente os filmes de Tony Scott e Michael Bay.   Volta matadora no século 21 Friedkin continuou a dirigir suspenses, terrores e filmes de ação, como “Síndrome do Mal” (1987), “A Árvore da Maldição” (1990), “Jade” (1995). “Regras do Jogo” (2000), “Caçado” (2003) e “Possuídos” (2006), mas nenhum deles teve um terço da repercussão de seus trabalhos anteriores. Seu último filme, “Killer Joe – Matador de Aluguel” (2011), foi um thriller sombrio estrelado por Matthew McConaughey como um assassino de aluguel, contratado por um jovem traficante de drogas (Emile Hirsch) para matar sua mãe e coletar o dinheiro do seguro. Quando o traficante não consegue pagar o adiantamento de Joe, ele sugere uma alternativa perturbadora: a irmã mais nova do jovem (Juno Temple) como “garantia sexual” até que o pagamento seja feito. Chocante, mas irresistivelmente envolvente, o filme baseado numa peça de Tracy Letts, foi classificado como NC-17, a mais elevada classificação etária permitida nos cinemas dos EUA, que normalmente limita a distribuição e a bilheteria de um filme. Friedkin não quis negociar e conseguiu lançar o filme sem cortes apenas para maiores de idade. Sacrificando o sucesso comercial, “Killer Joe” causou ótima impressão entre os críticos e ajudou a relançar Matthew McConaughey como um ator a ser levado a sério, capaz de uma performance ao mesmo tempo charmosa e aterrorizante, que ele não demonstrava ser capaz em suas comédias românticas – dois anos depois, McConaughey ganhou o Oscar de Melhor Ator por “Clube de Compra Dallas” (2013). Muitos alardearam “Killer Joe” como a volta de Friedkin à boa forma cinematográfica.   Últimas obras O último lançamento do diretor em vida foi o documentário “The Devil and Father Amorth” (2017), sobre o padre exorcista Gabriele Amorth (que inspirou o recente filme de terror “O Exorcista do Papa”). Mas ele deixou finalizado o longa de ficção “The Caine Mutiny Court-Martial”, que terá première mundial nos próximos dias, durante o Festival de Veneza. O filme é baseado no livro de Herman Wouk, que narra o julgamento de um oficial da marinha por motim, após assumir o comando de um navio por sentir que o capitão estava agindo de maneira instável e colocando a vida da tripulação em risco. A...

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  • TV

    Aracy Balabanian morre aos 83 anos no Rio de Janeiro

    7 de agosto de 2023 /

    A atriz Aracy Balabanian morreu nesta segunda-feira (7/8) aos 83 anos no Rio de Janeiro. Ela estava internada na Clínica São Vicente, na zona sul da capital fluminense, e lutava contra um câncer de pulmão desde outubro do ano passado. O anúncio da morte aconteceu nesta manhã por César Tralli já na reta final do programa “Encontro”. A triste notícia também foi confirmada por familiares da veterana. “É com muita desolação, é muito triste dar esta notícia. Aracy era uma grande amiga. Meu filho a chamava de ‘dinda’, ele adorava ficar na casa dela, brincar com ela. Era uma mulher muito especial e uma grande artista”, lamentou a apresentadora Patrícia Poeta. No ano passado, o programa “A Tarde é Sua” informou que a atriz descobriu dois tumores no pulmão depois de passar por um tratamento para um derrame pleural, que causa acúmulo de líquido no órgão. Aracy Balabanian não era vista nas telas desde 2019, quando participou de “A Magia Acontece”, um especial de fim de ano exibido na TV Globo. No ano anterior, ela fez uma aparição em “Malhação: Vidas Brasileiras”, quando completava 56 anos de carreira.   Carreira de Aracy Balabanian Aracy Balabanian nasceu em 22 de fevereiro de 1940 na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Filha de imigrantes armênios, ela decidiu seguir carreira de atriz em São Paulo, depois de assistir uma peça do dramaturgo Carlo Godoni na companhia da irmã mais velha, a atriz Maria Della Costa. Aos 14 anos, Aracy passou a estudar no Colégio Bandeirantes, na capital paulista, onde ela assistiu uma palestra do dramaturgo Augusto Boal, que a convidou para um teste no Teatro Paulista do Estudante. Seu primeiro trabalho no grupo foi na peça “Almajarra”. Depois do colégio, a artista entrou para a Universidade de São Paulo (USP) onde estudou na Escola de Arte Dramática (EAD) e no curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), que ela não concluiu. Aracy Balabanian participou de alguns espetáculos do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), como “Os Ossos do Barão” (1963) e integrou o elenco da primeira montagem brasileira do musical “Hair” (1969). Nesse período, ela também encarou a adaptação da obra grega “Antígona” num teleteatro da extinta TV Tupi. A partir daí, sua carreira na televisão se consolidou por mais de 50 anos e mais de 30 novelas televisivas. A artista fez sua grande estreia em novelas no final de 1964 no folhetim “Marcados pelo Amor” da TV Record, escrita por Walther Negrão e Robeiro Freire. Quatro anos depois, fez par romântico com o ator Sérgio Cardoso em “Antônio Maria”, um sucesso enorme de audiência em sua época. Em 1973, Aracy surpreendeu ao mudar de rumo. Ela deu vida à Gabriela e passou a contracenr com os bonecos infantis do programa aclamado “Vila Sésamo”. Seu personagem ficou marcado na memória do público. Apesar da longa jornada, Aracy Balabanian viveu seus maiores sucessos televisivos nos anos 1990, quando ela estreou como a “dona Armênia” em “Rainha da Sucata”, escrita por Silvio de Abreu. A personagem fazia referência à ascendência da própria atriz numa trama cujo tema principal era “a oposição entre os novos-ricos e a elite paulista decadente”. Ela ainda repetiu seu papel em “Deus nos Acuda” (1992). Nos anos seguintes, Aracy interpretou Filomena em “A Próxima Vítima” (1995), papel que a rendeu o prêmio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte, e a eterna socialite Cassandra na sitcom “Sai de Baixo” (1996), um de seus papéis mais populares, inclusive reprisado no cinema – em “Sai de Baixo: O Filme”, de 2019. A atriz também participou das novelas “Da Cor do Pecado” (2004), “Passione” (2010), “Cheias de Charme” (2012) e do remake de “Saramandaia” (2013). Em 2014, Aracy Balabanian se afastou por um mês das gravações de “Geração Brasil” por conta de uma infecção respiratória. Mas superou e voltou a mostrar seu talento em “Sol Nascente” (2016) e “Pega-Pega” (2017). Sua última aparição na TV foi como entrevista do programa “Conversa com Bial”, que foi ao ar em agosto de 2022. O bate-papo será reprisado nesta madrugada, em homenagem à atriz.

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