Chance Perdomo, ator de “O Mundo Sombrio de Sabrina” e “Gen V”, morre aos 27 anos
O astro de séries de sucesso faleceu em decorrência de um acidente de motocicleta neste sábado nos Estados Unidos
Louis Gossett Jr., vencedor do Oscar por “A Força do Destino”, morre aos 87 anos
Conhecido por filmes de ação dos anos 1980, como a franquia "Águia de Aço", ator também venceu o Emmy por "Raízes" e foi indicado por "Watchmen"
Ron Harper, das séries “Planeta dos Macacos” e “O Elo Perdido”, morre aos 91 anos
Ator protagonizou várias séries de curta duração, mas ficou mais conhecido nos anos 1970 pelas duas fantasias televisivas
M. Emmet Walsh, ator de “Sabor de Sangue” e “Blade Runner”, morre aos 88 anos
Conhecido por papéis marcantes, o ator apareceu em mais de 230 projetos de cinema e séries ao longo da carreira
Steve Harley, líder da banda Cockney Rebels, morre aos 73 anos
Cantor fez sucesso durante a era do glam rock britânico dos anos 1970 com os hits "Judy Teen" e “Make Me Smile (Come Up And See Me)”
Karl Wallinger, cantor do World Party, morre aos 66 anos
O músico galês, que também integrou a banda The Waterboys, deixou sua marca no rock alternativo das décadas de 1980 e 1990
Eric Carmen, cantor da banda Raspberries e do hit “All by Myself”, morre aos 74 anos
Autor de muitos hits nos anos 1970 e 1980, ele teve música regravada por Celine Dion e na trilha sonora de "Dirty Dancing"
Akira Toriyama, criador do Dragon Ball, morre aos 68 anos
O aclamado mangaká japonês faleceu em decorrência de um hematoma subdural, que é quando ocorre um acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio
Paolo Taviani, mestre do cinema italiano, morre aos 92 anos
Diretor era conhecido pela parceria com o irmão Vittorio em clássicos premiados como "Pai Patrão", "A Noite de São Lourenço" e "Kaos"
Richard Lewis, de “Curb Your Enthusiasm”, morre de ataque cardíaco
Ator de 76 anos revelou no ano passado que sofria do mal de Parkinson. 12ª temporada da série da HBO foi seu último trabalho
Morre aos 90 anos Maria Lata D’Água, que inspirou famosa marchinha de Carnaval
Conhecida por sambar com uma lata de água na cabeça, Maria Mercedes Dantas dedicou seus últimos anos à vida religiosa
Damo Suzuki, cantor da influente banda de rock Can, morre aos 74 anos
O artista esteve à frente da fase mais cultuada do grupo de krautrock dos anos 1970, e influenciou de David Bowie a Radiohead
Don Murray, astro de “Nunca Fui Santa” e “Twin Peaks”, morre aos 94 anos
Don Murray, que estreou em Hollywood em “Nunca Fui Santa” (1956) ao lado de Marilyn Monroe, faleceu aos 94 anos na sexta-feira (2/2). Seu filho, Christopher, confirmou a notícia ao New York Times, embora detalhes sobre a causa e o local da morte não tenham sido imediatamente divulgados. Uma estreia santa Nascido em Hollywood, Califórnia, Murray começou sua carreira no teatro, onde chamou a atenção do diretor Joshua Logan. Sua estreia no cinema em “Nunca Fui Santa” foi logo como par romântico de Marilyn Monroe, interpretando Bo Decker, um ingênuo cowboy cuja paixão pela loira cativou o público. Nos bastidores, a dedicação de Murray impressionou Monroe que, apesar de suas conhecidas inseguranças, ajudou-o a enfrentar o nervosismo de seu primeiro grande filme, o que rendeu uma parceria memorável na tela. A performance não só estabeleceu Murray como um talento emergente em Hollywood, mas também demonstrou sua capacidade de trazer profundidade e vulnerabilidade a seus personagens, que seria explorada ao longo de sua carreira. Os bastidores da produção também aproximaram Murray da coadjuvante Hope Lange, com que ele se casou no mesmo ano. O casal teve dois filhos, Christopher e Patricia, mas se separou em 1961. Versatilidade em Hollywood Em seu segundo filme, “Despedida de Solteiro” (1957), ele demonstrou sua capacidade de mergulhar em personagens emocionalmente complexos, interpretando um jovem noivo que enfrenta uma série de dilemas pessoais e sociais na véspera de seu casamento. A comédia de Delbert Mann destacou a habilidade do ator em retratar vulnerabilidades masculinas, uma capacidade rara em Hollywood na época. Murray não se limitou a papéis de jovem galã. Ele rapidamente expandiu seu repertório com personagens desafiadores em filmes como “Cárcere Sem Grades” (1957), de Fred Zinnemann, onde interpretou um veterano da Guerra da Coreia lutando contra o vício em drogas. Em “Almas Redimidas” (1961), de Irvin Kershner, viveu um padre às voltas com gangues de rua. E em “Tempestade Sobre Washington” (1962), de Otto Preminger, explorou o drama político, retratando um senador idealista confrontado com a corrupção e os dilemas morais na capital dos Estados Unidos. Murray não se restringiu a dramas intensos. Seu talento também brilhou em westerns como “Caçada Humana” (1958), de Henry Hathaway, vivendo um cowboy fugitivo, em thrillers de ação como “Fuga de Berlim Oriental” (1962), de Robert Siodmak, em que tentou escapar do regime comunista por um túnel sob o Muro de Berlim, e “O Gênio do Mal” (1964), de Robert Mulligan, no papel de um delegado, em aventuras de época, como “A Rainha dos Vikings” (1967) e até na sci-fi, como “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972), onde interpretou o antagonista. Esses filmes destacaram sua capacidade de adaptar-se e brilhar em diferentes estilos narrativos. Carreira televisiva Depois de trabalhar com alguns dos maiores diretores de sua época, Murray sentiu uma queda na qualidade dos projetos e no destaque de seus papéis e decidiu apostar em filmes feitos para a TV, um formato que ganhava popularidade nos anos 1970. Ele estrelou diversos desses filmes, assumindo papéis principais que lhe permitiram explorar temas complexos e personagens profundos, muitas vezes com um pano de fundo social, como “The Intruders” (1970), na pele de um veterano da Guerra do Vietnã que retorna à sua cidade natal no Texas, apenas para se deparar com conflitos de terra e tensões raciais. Ele também participou da minissérie “A Conquista do Oeste” (1976), premiada com dois Emmys, e fez parte do elenco de “Knots Landing”, spin-off da popular série “Dallas” lançada em 1979. Seu personagem em “Knots Landing”, Sid Fairgate, era o patriarca amável e sensato da família Fairgate nas primeiras temporadas da série, que se passava numa comunidade suburbana fictícia na Califórnia. Marido e pai dedicado, Sid oferecia um contraponto estável às várias intrigas e dramas que permeavam a série. Entretanto, teve uma morte trágica na 3ª temporada, em um acidente de carro que teve um impacto profundo tanto nos personagens da atração quanto nos espectadores. O ator voltou ao cinema em 1986 a convite de Francis Ford Coppola, para interpretar o pai de Kathleen Turner, protagonista de “Peggy Sue – Seu Passado a Espera”. Mas a participação no filme foi uma rara exceção, já que Don Murray se dedicou principalmente à televisão nos últimos anos, onde atuou sem parar até 2001. O retorno em Twin Peaks Ele já estava aposentado quando ressurgiu 16 anos depois no revival de “Twin Peaks”, onde interpretou Bushnell Mullins, o chefe e mentor de Dougie Jones, uma das personas de Dale Cooper (Kyle MacLachlan). O personagem se tornou um favorito dos fãs e demonstrou que o talento do ator não havia diminuído com o tempo. A decisão de abandonar a aposentadoria em 2017 foi motivada pela oportunidade única de trabalhar com David Lynch, retomando sua trajetória inicial de trabalhar com grandes mestres. Murray foi atraído pela chance de mergulhar no universo único de Lynch, aos 88 anos. E as últimas palavras do protagonista Dale Cooper para o personagem de Murray na série serviriam perfeitamente de despedida para o ator: “Você é um bom homem, Bushnell Mullins. Não esquecerei tão cedo sua gentileza e decência.”












