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    Phillys Coates, primeira Lois Lane da TV, morre aos 96 anos

    12 de outubro de 2023 /

    Phyllis Coates, primeira intérprete de Lois Lane na televisão, morreu na quarta-feira (11/10) aos 96 anos. A causa da morte foi natural, conforme informou sua filha Laura Press em comunicado. Coates, que também atuou no cinema, deixa um legado que se estende por várias décadas nas telas.   Começo da carreira Nascida em Wichita Falls, Texas, Coates iniciou sua carreira no entretenimento como corista e atriz de vaudeville, antes de marcar época como atriz na primeira novela da TV americana, “Faraway Hill”, em 1946. Ela estreou em Hollywood como figurante no thriller criminal “Armadilha Fatal” (1948) e atuou em mais de uma dezena de papéis não creditados, antes de virar, de uma hora para outra, protagonista de westerns independentes, como “O Facínora de Nevada”, “Salteadores Encobertos” e “Chicote de Prata” (todos de 1951).   Salva por Superman Seu grande papel veio da mesma forma, numa modesta produção indie, do estúdio Lippert Pictures, rodada em preto e branco, com baixo orçamento e menos de uma hora de duração: “Superman and the Mole Man” (1951), o primeiro longa-metragem (não seriado) de um herói da DC Comics. O filme fez tanto sucesso que virou uma série de TV no ano seguinte, “As Aventuras do Super-Homem” (Adventures of Superman), que manteve os dois intérpretes principais do longa-metragem, George Reeves como Clark Kent/Superman e Phyllis Coates como Lois Lane. A série foi um sucesso imenso, mas aos 25 anos Coates não gostou de enfrentar seus desafios físicos. “Éramos quase explodidos, espancados, explodidos, explorados. Acho que era porque éramos jovens e ingênuos, mas aguentamos muita coisa”, disse a atriz no livro “Science Fiction Stars and Horror Heroes” de Tom Weaver. Ela também revelou que quatro ou cinco episódios eram frequentemente filmados de uma só vez, o que a levou a usar o mesmo figurino em várias cenas.   Decisão de deixar o papel Apesar do êxito e da oferta para retornar para a 2ª temporada com um salário significativamente maior, Coates decidiu não continuar. “[O produtor] Whitney Ellsworth me ofereceu cerca de quatro ou cinco vezes o que eu estava ganhando se eu voltasse. Mas eu realmente queria sair de Superman”, afirmou em entrevista. Ela foi substituída por Noel Neill, que foi a primeira Lois Lane do cinema, nos seriados de aventura “Super-Homem” (1948) e “O Homem-Atômico contra o Super-Homem” (1950).   Carreira depois de Superman Após sua saída, Coates voltou ao cinema, atuando em filmes cultuados da era trash original, como “A Mulher Pantera” (1955), o famoso “Girls in Prison” (1956), “I Was a Teenage Frankenstein” (1957) e o incrivelmente ruim “The Incredible Petrified World” (1959). Ela acabou voltando à TV nos anos 1960, fazendo aparições em várias séries de televisão como “Perry Mason”, “Os Intocáveis”, “The Patty Duke Show”, “O Homem de Virgínia”, “Gunsmoke” e outras produções clássicas. A fase televisiva foi duradoura e ela nunca mais voltou ao cinema. Mas, em 1994, retornou ao universo de Superman, ao fazer uma participação especial na série “Lois & Clark: As Novas Adventuras de Superman”, interpretando a mãe da Lois Lane (Teri Hatcher). Coates foi casada quatro vezes, e todos os casamentos terminaram em divórcio. Seus ex-maridos incluem o diretor de TV Richard L. Bare e o médico Howard Press. Ela era a última sobrevivente do elenco original da série “As Aventuras do Super-Homem”.

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    Keith Giffen, criador de Besouro Azul, Lobo e Rocket Racoon, morre aos 70 anos

    12 de outubro de 2023 /

    Keith Giffen, um dos artistas mais influentes da indústria de quadrinhos, morreu na segunda-feira (9/10), aos 70 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral no domingo (8/10). Conhecido por seu trabalho em “Liga da Justiça” e “Legião dos Super-Heróis”, Giffen também foi co-criador de personagens icônicos como Rocket Raccoon, Lobo e Jaime Reyes, o novo Besouro Azul.   Rocket e o começo na Marvel Nascido em Queens, Nova York, em 30 de novembro de 1952, Giffen iniciou sua carreira nos quadrinhos com a história “The Sword and The Star” em 1976, publicada pela Marvel. No mesmo ano, criou Rocket Raccoon em parceria com o roteirista Bill Mantlo, antes do personagem se tornar um dos membros mais famosos dos Guardiões da Galáxia.   Legião dos Super-Heróis Depois disso, levou seu talento para a DC, onde formou uma parceria histórica com Paul Levitz à frente da revista da Legião dos Super-Heróis. Sua longa passagem pela publicação, que durou mais de uma década, é considerada a melhor fase dos heróis do futuro da DC. Giffen e Levitz conceberam a premiada “Saga das Trevas Eternas” e a transformação do gibi numa publicação sci-fi. O sucesso foi tanto que Levitz foi promovido à editor da DC, escalando cargos até virar Presidente da editora, enquanto seu parceiro artista passava a assumir sozinho os rumos da Legião, como desenhista e roteirista. Giffen realizou um reboot, passado cinco anos depois das histórias de Levitz, e criou diversos spin-offs. Um desses spin-offs foi um especial cômico centrado na Legião dos Super-Heróis Substitutos, heróis com poderes menos úteis, que não conseguiram entrar na Legião. O especial de 1983 se tornou um best-seller e ganhou uma sequência em 1985, que surpreendeu a própria DC, tornando-se uma obra icônica.   Liga da Justiça Com o êxito das investidas cômicas, Giffen se juntou a J.M. DeMatteis e ao desenhista Kevin Maguire para experimentar a mesma fórmula na Liga da Justiça, num relançamento com uma formação menos competente e abordagem piadista. Lançada em 1989, esta versão foi batizada de “Liga da Justiça Internacional” e virou um fenômeno pop. Durante vários anos, a publicação foi a mais vendida da DC. Acabou ganhando até spin-off, centrado na formação da Liga da Justiça da Europa. O trabalho de Giffen com o grupo de heróis mais tradicional da editora foi marcado por um senso de humor subversivo e sarcástico, que não tinha medo de explorar o absurdo de personagens como Batman, Lanterna Verde (Guy Gardner) e Caçador de Marte. Entretanto, muita gente na editora – e entre os fãs – preferia o estilo mais sombrio que vinha ganhando popularidade desde “O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller, e Giffen e seu time acabaram abandonando a publicação em 1992.   Lobo, Besouro Azul Seu estilo irreverente também influenciou a criação de Lobo em 1983, inicialmente um vilão brutal que mais tarde se tornou uma paródia de personagens excessivamente musculosos dos anos 1980, antes de se tornar um anti-herói popular. Depois de recriar o personagem Besouro Azul (versão de Ted Kord) nos quadrinhos da Liga da Justiça de 1989, apenas para vê-lo ser morto de forma brutal, nas mãos de outra equipe, Giffen conseguiu convencer a DC a lhe permitir criar outra versão do herói em 2006, dando o origem a Jaime Reyes, o Besouro Azul que acaba de ganhar seu primeiro filme no cinema.   Crossovers Giffen ainda trabalhou em outros marcos da DC, como os crossovers “52”, “Os Novos 52” e “Contagem Regressiva para a Crise Final”, criados para rebutar os quadrinhos da editora, além de “Aniquilação”, uma saga cósmica da Marvel. Ele deixa um legado inestimável na indústria de quadrinhos, tanto como escritor quanto como artista.   Homenagens Paul Levitz se despediu do velho parceiro escrevendo nas redes sociais que o velho Legionário tinha ido “criar novos mundos que estão além do nosso alcance”. Ele também chamou Giffen de “a mente criativa mais fértil da nossa geração” e “um amigo que me fazia parecer melhor do que eu era”, lamentando que ele, “como muitos artistas, não levava um estilo de vida saudável, o que conduziu a períodos difíceis”. J.M. DeMatteis também não poupou elogios a “um dos humanos mais brilhantes e criativos que já conheci”, dDefinindo-o como “um colaborador generoso” e “um velho e querido amigo”. Para completar, o cocriador da Liga da Justiça Internacional também citou como sua esposa descrevia o parceiro: “Ele parecia um personagem saído de uma história de Keith Giffen”.

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  • Filme

    Terence Davies, diretor de “Vozes Distantes” e “Amor Profundo”, morre aos 77 anos

    7 de outubro de 2023 /

    Terence Davies, cineasta britânico renomado por suas obras autobiográficas e dramas de época, faleceu aos 77 anos. A informação foi confirmada neste sábado (7/10) pela conta oficial do diretor no Instagram, que informou que ele morreu pacificamente em casa após uma breve doença.   Início promissor e premiado Davies ganhou notoriedade internacional a partir do final dos anos 1980 com seus primeiros longas-metragens, “Vozes Distantes” (1988) e “O Fim do Longo Dia” (1992), ambientados em sua cidade natal, Liverpool. Ambos exploram, em diferentes graus, sua experiência pessoal com a família e de crescer como um homem gay e católico em Liverpool nas décadas de 1950 e 1960. Bem-recebidos pela crítica e muito premiados, inclusive no Festival de Cannes, os filmes criaram grande expectativa sobre a carreira do cineasta.   A predileção por dramas de época Ao mudar de cenário com “Memórias” (1995), sobre a vida de um menino no interior dos EUA dos anos 1940, o diretor não teve tão boa recepção quanto com seus predecessores, mas isso não o desestimulou. De fato, Davies não parou de produzir obras significativas ao longo de sua carreira, optando por adaptar diversos romances de época. Sua entrada nos anos 2000 se deu com “A Essência da Paixão”. uma adaptação do romance de Edith Wharton, que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Gillian Anderson no BIFA (premiação do cinema independente britânico). Ao explorar as complexidades e armadilhas da sociedade da elite de Nova York no início do século 20, o filme foi bastante elogiado por sua representação incisiva das distinções de classe e da crueldade social.   A volta a Liverpool Ele deu um grande hiato na carreira após o longa, voltando com um documentário, “Do Tempo e da Cidade”, em que voltou à cidade de sua infância e de seus primeiros filmes. “Voltei à minha igreja paroquial durante as filmagens”, Davies revelou ao The Hollywood Reporter na época. “Orei para ser perdoado até meus joelhos sangrarem, e eu não tinha feito nada. Você não pode se livrar da culpa. Você é, ipso facto, um pecador porque tem o pecado original em sua alma. Isso é errado.”   O sucesso comercial Em sua volta aos dramas de ficção, ele fez seu maior sucesso comercial, “Amor Profundo” (2011), uma adaptação da peça de Terence Rattigan, em que Tom Hiddleston e Rachel Weisz vivem um caso de amor tumultuado no pós-guerra em Londres. O filme foi elogiado por sua representação emocionalmente carregada de amor e perda. Sua adaptação seguinte foi uma obra que levou 18 anos para sair do papel, com busca de financiamento iniciada ainda nos anos 1990. “A Canção do Pôr do Sol” (2015) levou às telas o romance clássico de Lewis Grassic Gibbon sobre a vida difícil de uma jovem em uma fazenda escocesa no início do século 20, mantendo-se fiel ao espírito do livro enquanto explora temas universais como amor, perda e a passagem do tempo.   Os poetas finais Acostumados com a demora entre seus filmes, os cinéfilos foram surpreendidos com um novo lançamento em tempo recorde, após apenas um ano. Primeira biografia da carreira do diretor, “Além das Palavras” (2016) foi um retrato da vida da poeta Emily Dickinson, interpretada por Cynthia Nixon, e também recebeu aclamação da crítica por sua abordagem íntima e meticulosa da vida da escritora. Depois disso, ele levou mais cinco anos para realizar novo filme, e foi para sua despedida. “Benediction” (2021), a derradeira de Davies, foi outro drama biográfico sobre poeta, o britânico Siegfried Sassoon. O filme explora a vida de Sassoon, sua experiência na 1ª Guerra Mundial e sua vida amorosa. Apesar da vasta carreira, com filmes sempre muito elogiados, Davis não conquistou o reconhecimento institucional devido para seu trabalho na Grã-Bretanha. Em uma entrevista de 2021 ao jornal britânico The Guardian, ele desabafou: “Teria sido bom ser reconhecido pela BAFTA. Mas nunca fui. Por outro lado, também há uma parte de mim que pensa: não é apenas vaidade? Se um filme vive toda vez que é visto, essa é a verdadeira recompensa.”

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  • Etc

    Ator Geraldo Matheus, pai de Cristiane Torlone, morre aos 93 anos

    29 de setembro de 2023 /

    Geraldo Matheus Torloni, ator e diretor de teatro, morreu nesta sexta-feira (29/9) aos 93 anos no Hospital Unimed-Rio, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua filha, a atriz Christiane Torloni, que revelou que a causa da morte foi natural. O artista estava internado desde o dia 10 de setembro.   Trajetória e legado Geraldo Matheus teve uma carreira multifacetada nas artes, atuando não apenas como ator, mas também como diretor, produtor, administrador teatral e autor. Ele foi um dos pioneiros da Escola de Arte Dramática de São Paulo, integrando a primeira turma em 1948. Em 1954, casou-se com Monah Delacy, professora de teatro. Além de sua atuação em palcos e bastidores, Geraldo dirigiu o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o antigo Teatro Bloch, contribuindo significativamente para a cena teatral brasileira.   Homenagem da filha Nas redes sociais, Christiane Torloni prestou uma homenagem ao pai. “Despeço-me do meu amado pai, Geraldo Matheus, grata pela linda jornada que trilhamos juntos. Grata pela Arte, Ética e Amor com que ele me abençoou. E como diz Oscar Wilde: ‘O mistério do Amor é maior do que o mistério da Morte'”, escreveu a atriz. Geraldo deixa sua esposa Monah Delacy, dois filhos, Christiane e Márcio Torloni, um neto, Leonardo Carvalho, e um bisneto, Lucca Carvalho. O velório e o enterro estão programados para sábado (30/9), no Rio de Janeiro, em uma cerimônia íntima para família e amigos próximos.

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  • Filme

    Michael Gambon, o bruxo Dumbledore de “Harry Potter”, morre aos 82 anos

    28 de setembro de 2023 /

    Michael Gambon, conhecido por interpretar Alvo Dumbledore em “Harry Potter”, morreu aos 82 anos em decorrência de uma pneumonia. A informação foi confirmada pela família nesta quinta-feira (28/9). “Estamos arrasados ​​em anunciar a perda de Sir Michael Gambon. Amado marido e pai, Michael morreu pacificamente no hospital com sua esposa Anne [Miller] e seu filho Fergus ao lado de sua cama, após um ataque de pneumonia. Pedimos que respeitem nossa privacidade neste momento doloroso e obrigado por suas mensagens de apoio e amor”, comunicou seu representante, Clair Dobbs.   Carreira teatral Natural de Dublin, o ator irlândes emigrou aos cinco anos para o Reino Unido, em 1945, onde ele passou a estudar numa escola católica. Michael Gambon integrou ao Teatro Nacional, sob a diretoria artística de Laurence Olivier (“Hamlet”), e conseguiu vários papéis escritos por Alan Ayckbourn (“Bedroom Farce”). A carreira, no entanto, deslanchou quando ele viveu John Dexter em “Galileo” (1980). Desde então, o artista fez apresentações no Teatro Nacional Real e no RSC em papéis como Rei Lear, Othello, Mark Anthony e Volpone. Ele chegou a ser considerado uma das maiores celebridades teatrais britânicas e até recebeu o título de “Sir” da Rainha Elizabeth II.   Carreira cinematográfica Sua transição para as telas começou com uma adaptação teatral, uma versão de “Othelo”, de Shakespeare, em 1965. Mas Gambon só se tornou mais conhecido a partir dos anos 1980, quando foi premiado por seu papel em “O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante” (1989), de Peter Greenaway. Depois desse sucesso, ele passou a assumir papéis em filmes importantes como “Nunca te Amei” (1994), “O Informante” (1999), “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999), “Assassinato em Gosford Park” (2001) e “Adorável Júlia” (2004), até que surgiu com uma barba esvoaçante e chapéu de bruxo. Foi na franquia “Harry Potter” que Gambon eternizou sua imagem entre frequentadores de cinema. O ator passou a interpretar Alvo Dumbledore a partir do terceiro filme, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004), após a morte do intérprete original, Richard Harris. Nos anos seguintes, ele participou de “Jornada pela Liberdade” (2006), “O Livro de Eli” (2010), “O Quarteto” (2012), “Kingsman: O Círculo Dourado” (2017), a série “Fortitude” (2015-2018) e se despediu das telas em 2019, com “Judy: Muito Além do Arco-Íris” e “Cordelia”.

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  • Série

    David McCallum, astro de “O Agente da UNCLE” e “NCIS”, morre aos 90 anos

    25 de setembro de 2023 /

    O ator escocês David McCallum, que marcou época na TV ao interpretar o agente secreto Illya Kuryakin na série clássica “O Agente da U.N.C.L.E.” e o médico legista Donald “Ducky” Mallard na atual “NCIS”, faleceu nesta segunda-feira (25/9) aos 90 anos. O ator morreu de causas naturais no Hospital NewYork-Presbyterian, cercado por sua família, conforme anunciado por um porta-voz da rede CBS. Nascido em Glasgow em 19 de setembro de 1933, McCallum era filho de uma violoncelista, e de um violinista e líder de orquestra. A família mudou-se para a Inglaterra em 1936, quando seu pai foi contratado para conduzir a London Philharmonic. Embora seus pais desejassem que ele seguisse uma carreira na música, McCallum decidiu se tornar ator.   Início da carreira no cinema Ele fez sua estreia no cinema britânico no final dos anos 1950 e se casou com a atriz Jill Ireland em 1957, após se conhecerem nas filmagens de “Na Rota do Inferno” no mesmo ano. O casamento durou uma década, até que Ireland o deixou pelo ator Charles Bronson. McCallum foi para Hollywood no começo dos anos 1960 e acabou escalado em filmes de sucesso, como “Freud – Além da Alma” (1963), de John Huston, e principalmente “Fugindo do Inferno” (1963), estrelado por Steve McQueen. A trama envolvia a fuga de um campo de concentração nazista e ator britânico acabou ganhando destaque na trama, como líder de uma das equipes encarregada de executar o plano ousado. Em seguida, ele entrou no épico sobre Jesus Cristo, “A Maior História de Todos os Tempos” (1964), de George Stevens, no qual interpretou Judas, aumentando ainda mais seu reconhecimento.   O fenômeno de “O Agente da U.N.C.L.E.” Em ascensão em Hollywood, ele mudou completamente o rumo de sua carreira ao decidir assumir o papel do espião russo-americano Illya Kuryakin em “O Agente da U.N.C.L.E.” (The Man From U.N.C.L.E.), que foi ao ar de 1964 a 1968. O programa foi muito mais que um sucesso instantâneo. Verdadeiro fenômeno cultural, a série inspirada nos filmes de 007 transformou McCallum numa celebridade internacional. Mas seu êxito não foi casual. O próprio criador do agente 007, Ian Fleming, contribuiu para a criação do “O Agente da U.N.C.L.E.” – antes de ganhar o título pelo qual ficou conhecida, a produção tinha como nome provisório “Ian Fleming’s Solo”, além de girar em torno de um personagem introduzido em “007 Contra Goldfinger” (1964), Napoleon Solo. Robert Vaughn (1932–2016) viveu Solo, um agente secreto americano, que realizava missões ao lado de um aliado russo, Illya Kuryakin (McCallum), o que era completamente inusitado na época da Guerra Fria. Assim como nos filmes de 007, a série era repleta de supervilões e mulheres lindas de minissaia. E fez tanto sucesso que virou franquia, rendendo livros, quadrinhos, brinquedos, telefilmes e um spin-off, a série “A Garota da UNCLE”, estrelada por Stefanie Powers (“Casal 20″), cuja personagem também foi criada por Ian Fleming. O padrão de qualidade da produção era tão elevado que os produtores resolveram realizar episódios especiais de duas horas, como filmes. Exibidos em duas partes na TV americana, esses episódios foram realmente transformados em filmes para o mercado internacional. Para ampliar o apelo, ainda ganhavam cenas inéditas e picantes. Um desses telefilmes de cinema, por exemplo, incluiu participação exclusiva para a tela grande da belíssima Yvonne Craig, um ano antes de a atriz virar a Batgirl na série “Batman”, como uma atendente desinibida de missões da UNCLE, em aparições completamente nua. Além disso, Vaughan e McCallum ainda viveram Solo e Kuryakin em outras produções, como a comédia “A Espiã de Calcinhas de Renda” (1966), estrelada por Doris Day, e a sitcom “Please Don’t Eat the Daisies” (1965-1967). E voltaram a se reencontrar num telefilme de 1983, “A Volta do Agente da U.N.C.L.E.”. No auge de sua fama na década de 1960, McCallum ainda aproveitou para gravar quatro álbuns para a Capitol Records. Mas não como cantor. Em vez disso, o músico de formação clássica apresentava interpretações instrumentais de sucessos da época. Ele só veio a cantar num disco de 1996, intitulado “Open Channel D”, em referência a um bordão de “O Agente da U.N.C.L.E.”.   Outras séries clássicas Após o fim da atração de espionagem, McCallum continuou a estrelar séries de sucesso. Uma das mais lembradas é “Colditz” (1972-1974), drama da BBC sobre prisioneiros de guerra, originalmente concebida como minissérie e que foi estendido em duas temporadas. Na trama, ele basicamente reviveu seu papel em “Fugindo do Inferno”, organizando uma grande fuga de campo de concentração. O ator também foi “O Homem Invisível” (The Invisible Man), numa série de 1975, e escrelou “Sapphire & Steel” (1979-1982), uma série britânica de ficção científica, ao lado de Joanna Lumley (“Absolutely Fabulous”). Depois disso, voltou a se encontrar com Robert Vaughn ao fazer uma participação especial em “Esquadrão Classe A”, que foi ao ar em 1986. Ele também apareceu em “Assassinato por Escrito, “SeaQuest 2032”, “Babylon 5”, “Law & Order” e até em “Sex and the City”, além de estrelar o thriller cibernético “VR.5”, primeira série sobre realidade virtual, de 1995 a 1997.   O fenômeno de NCIS Em 2003, ele entrou em “NCIS”, onde deu vida a Ducky em todas as 20 temporadas da série, o equivalente a mais de 450 episódios, além de aparecer em derivados como “NCIS: Los Angeles” e videogames. Para viver o especialista em autópsias com um diploma em psicologia da Universidade de Edimburgo, McCallum aprendeu a realizar autópsias reais e frequentou convenções para médicos legistas. Os produtores executivos de “NCIS”, Steven D. Binder e David North, declararam: “Por mais de 20 anos, David McCallum conquistou o público ao redor do mundo interpretando o sábio, peculiar e, às vezes, enigmático Dr. Donald ‘Ducky’ Mallard. Ele era um estudioso e um cavalheiro, sempre cortês, um profissional consumado e nunca deixava passar a chance de uma piada.” Ele foi casado duas vezes. Depois de se separar de Jim Ireland, casou-se com a modelo Katherine Eaton Carpenter em 1967, com que viveu até seus últimos dias. Teve quatro filhos e oito netos.

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  • Música

    Morreu Terry Kirkman, cantor da banda The Association, que fez sucesso nos anos 1960

    25 de setembro de 2023 /

    Terry Kirkman, membro fundador e cantor da banda pop rock The Association, faleceu no último sábado (23/9). A morte foi anunciada na página oficial do Facebook da banda. “Estamos tristes em informar que Terry Kirkman faleceu ontem à noite, RIP Terry”, escreveu a banda. “Ele viverá em nossos corações e na música que ele escreveu de forma brilhante.” Nascido em 12 de dezembro de 1939, em Salina, Kansas, Kirkman se tornou um dos membros fundadores da The Association em 1965, em Los Angeles, juntamente com Jules Gary Alexander, Russ Giguere, Ted Bluechel Jr., Brian Cole e Bob Page. Gestado na mesma cena folk californiana do grupo The Mamas and the Papas e também conterrâneo (e influenciado) pelos Beach Boys, The Association ficou conhecido por suas harmonias vocais complexas e exuberantes, e alcançou sucesso rapidamente com seu álbum de estreia em 1966, “And Then… Along Comes the Association”, que atingiu o 5º lugar na Billboard 200. Sucessos que marcaram época Duas músicas desse álbum se tornaram marcas registradas do grupo, ambas cantadas por Kirkman: “Cherish”, que ele compôs e ficou três semanas no topo da Billboard Hot 100, e “Along Comes Mary”, escrita por Tandyn Almer, que alcançou o 7º lugar na paradas pop. “Cherish” foi regravado por artistas tão diversos quanto Dizzy Gillespie, The Lettermen, Nina Simone, The Four Tops, Jodeci, Barry Manilow, Pat Metheny, Kenny Rogers e o elenco de Glee. Kirkman também dividiu os vocais principais com Larry Ramos e Russ Giguere em dois sucessos memoráveis de 1967 da banda: “Windy”, que liderou a Hot 100 por quatro semanas, e o hit número 2 “Never My Love”. Ambos os singles venderam mais de 1 milhão de cópias e o último foi destaque no álbum “Insight Out”, que ficou entre os 10 discos mais vendidos. A banda se apresentou no lendário Festival Pop de Monterey no mesmo ano e também atingiu o Top 10 pop com “Everything that Touches You” em 1968, que atingiu o 4º lugar. Ao todo, The Association foi indicada a seis prêmios Grammy, incluindo três por “Cherish”. Kirkman deixou o grupo em 1972, mas retornou para um período entre 1979 e 1984. Ele deixa a esposa Heidi, a filha Sasha e dois netos. Confira abaixo cinco dos maiores hits de The Association.

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  • TV

    Estopinha, maior pet influencer do Brasil, morre aos 14 anos

    20 de setembro de 2023 /

    A cachorra Estopinha, do especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, morreu nesta quarta (20/9) aos 14 anos. Pet influencer mais famosa do Brasil, ela vinha lutando com problemas de saúde há alguns dias. “Estopinha se foi… Dormimos juntinhos e ela estava sem dor. Isso era o mais importante pra mim. Recebeu cuidados durante a noite e pode descansar na minha cama com todo o carinho que podia dar. Mesmo assim estou muito mal. Uma parte de mim foi destruída. 14 anos de convívio intenso e muito amor, aventura e travessuras. Valeu cada segundo com ela. Obrigado pelo carinho de vocês todos. Significam muito pra gente”, escreveu Alexandre Rossi, também conhecido como Dr. Pet, no Instagram Estopinha contraiu uma infecção na unha e teve um problema no intestino agravado pelos medicamentos. Segundo o tutor, ela ficou abatida, sem apetite, sem conseguir andar e sentindo muita dor. As etapas do tratamento foram compartilhadas pelas redes sociais do Dr. Pet. Ela chegou a passar dias internada em uma clínica veterinária, em estado grave, levando Rossi a antecipar o processo de luto. “Talvez a morte seja o maior motivador da vida. A morte mostra que a vida dever ser curtida, vivida e sentida. Se não houvesse a morte, a gente não viveria tão bem. Mas meu processo de luto tem sido muito duro. Isso significa que a vida foi muito boa ao lado dela”, ele desabafou.   A carreira de Estopinha Estopinha era uma cachorrinha de abrigo, que foi adotada em 2009 pelo Dr. Pet após ser devolvida duas vezes por famílias adotantes por “mau comportamento”. Ela fez aulas de adestramento e ganhou seu novo nome – antes, era Rita. A cachorrinha era exatamente o que Rossi procurava: um pet cheio do que as pessoas chamam de “problemas”. A convivência ajudou o especialista em comportamento a levar informações de qualidade e mais conhecimento aos tutores ou pretendentes a pais de pets. Ela começou a se tornar famosa ao acompanhar Rossi em vários programas de TV, como “Dr. Pet”, quadro do “Domingo Espetacular” da Record, “Desafio Pet” no programa da Eliana no SBT, “Missão Pet” no Nat Geo, e também no “É de Casa”, da Rede Globo. Em 2011, Estopinha ganhou um perfil nas redes sociais que conta com mais de 800 mil seguidores. Nele, Rossi escreveu: “Não consigo mensurar a dor que estou sentindo, mas não posso deixar de agradecer cada mensagem, cada oração, cada pensamento positivo, cada conselho. O que mais me conforta é saber que ela foi imensamente amada e ajudou a mudar tantas vidas, começando pela minha”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alexandre Rossi Dr Pet (@alexandrerossi_oficial)

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  • Filme

    Byun Hee-bong, ator de “O Hospedeiro” e “Okja”, morre aos 81 anos

    18 de setembro de 2023 /

    O veterano ator sul-coreano Byun Hee-bong, conhecido por suas colaborações com o diretor Bong Joon-ho (“Parasita”), faleceu aos 81 anos nesta segunda-feira (18/9), após complicações relacionadas ao retorno de um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada por sua família à imprensa local. Byun iniciou sua carreira no teatro antes de se tornar dublador na rede de televisão estatal MBC em 1966. Na TV, destacou-se em séries como “The First Republic” (1981) e “The Joseon Dynasty 500 Years: Seouljungmae” (1985).   Parceria com diretor de “Parasita” Apesar da longa carreira, Byun Hee-bong só foi ganhar notoriedade internacional após suas colaborações com o diretor Bong Joon-ho. Ele trabalhou em quatro filmes do cineasta: “Cão que Ladra Não Morde” (2000), “Memórias de um Assassino” (2003), “O Hospedeiro” (2006) e “Okja” (2017). Sua atuação em “O Hospedeiro” lhe rendeu diversas indicações a prêmios de melhor ator coadjuvante na Coreia e na Ásia, convertendo duas delas em vitórias no Asia Pacific Film Festival e no Blue Dragon Awards da Coreia. Ele também foi premiado com a Ordem Eungwan de Mérito Cultural em 2020, a segunda maior condecoração cultural da Coreia do Sul.   Últimos trabalhos Byun continuava ativo até recentemente. Ele foi um ator regular em séries como “Something About 1%” (2003), “My Girlfriend Is a Gumiho” (2010) e “Grandpas Over Flowers Investigation Team” (2014-15). Sua última aparição na tela foi em 2019, na comédia “By Quantum Physics: A Nightlife Venture” e na série dramática “My Lawyer, Mr. Jo 2: Crime and Punishment”, que é uma sequência da série de 2016 “My Lawyer, Mr. Jo”.

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  • Filme

    Giuliano Montaldo, mestre do cinema italiano, morre aos 93 anos

    6 de setembro de 2023 /

    O renomado cineasta italiano Giuliano Montaldo faleceu nesta quarta-feira (6/9) em sua casa em Roma, aos 93 anos. A causa da morte não foi divulgada. Amplamente reconhecido por sua vasta contribuição ao cinema, Montaldo fez filmes clássicos como “Sacco & Vanzetti” (1971) e “Giordano Bruno” (1973), que levantaram muitas discussões. Sua carreira também foi marcada por uma colaboração íntima com o compositor Ennio Morricone. De sua filmografia de 20 filmes, 16 foram embalados pela música de Ennio Morricone, consolidando uma colaboração sem precedentes com o compositor famoso.   Início da carreira Nascido em Gênova em 22 de fevereiro de 1930, Montaldo começou sua carreira como ator em sua cidade natal, participando de espetáculos de “teatro de massa” organizados pelo Partido Comunista. Sua transição para o cinema ocorreu após ser descoberto pelo diretor Carlo Lizzani, que lhe ofereceu um papel no filme “A Rebelde” (1951). Ele seguiu atuando nos filmes seguintes de Lizziani, “Tortura de Duas Almas” (1953) e “Os Amantes de Florença” (1954), e em papéis menores em diversas produções, até progredir para assistente de direção e, finalmente, como diretor no filme “Dilema de um Bravo”, que foi lançado em competição no Festival de Veneza de 1961. A obra de estreia explorava a consciência política de um jovem fascista e foi recebida com críticas mistas, especialmente em um contexto ideológico pós-guerra. Mas já deixava claro sua intenção de fazer cinema para incomodar e gerar discussões. ste filme serviu como um prenúncio dos temas sociais e políticos que se tornariam recorrentes em sua filmografia, abrindo portas para projetos futuros com profissionais da indústria. O filme seguinte, “Uma Vontade de Gritar” (1965), explorou a classe trabalhadora e a ascensão social na Itália do pós-guerra, e conseguiu capturar o espírito do tempo, abordando temas de exploração e desigualdade social. A obra recebeu elogios da crítica e é frequentemente citada como um dos primeiros filmes italianos a explorar esses temas, consolidando Montaldo como um diretor comprometido com questões sociais. Em 1967, “Ad Ogni Costo” mostrou uma guinada de Montaldo para o cinema de gênero. Este filme de ação e aventura trazia um elenco americano, com Edward G. Robinson e Janet Leigh. Mas mesmo sendo um thriller, não abandonou os temas éticos e morais, mostrando que Montaldo poderia equilibrar comercialismo com substância. Ele seguiu esse caminho com “A Fúria dos Intocáveis” (1969), uma produção de gângsteres que colocava um foco específico em questões de lealdade e moralidade dentro do crime organizado. A obra foi enriquecida pela atuação marcante de John Cassavetes, no papel de um criminoso recém-liberado que tenta reajustar-se à vida fora da prisão. O longa é considerado um dos grandes clássicos italianos do gênero.   A consagração Em 1971, Montaldo lançou seu filme mais famoso, “Sacco e Vanzetti, que rendeu a Riccardo Cucciolla o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes pelo papel de Nicola Sacco. O filme dramatiza a história real de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, dois imigrantes italianos anarquistas acusados de assassinato nos Estados Unidos em 1920. Montaldo não apenas buscou fazer uma reconstituição histórica do caso, como também lançou um olhar crítico sobre o sistema de justiça americano e a xenofobia predominante na época. O elenco também destaca Gian Maria Volonté. A trilha sonora, composta por Ennio Morricone e com canções interpretadas por Joan Baez, é outro ponto alto da obra, acentuando o clima de tensão e injustiça que permeia a história. O resultado cinematográfico é considerado um dos filmes políticos mais importantes da época.   A briga com a Igreja Depois de atacar a xenofobia americana, Montaldo posicionou sua câmera contra à Igreja Católica em “Giordano Bruno” (1973), biografia histórica do filósofo e teólogo renascentista que foi condenado pela Inquisição. O filme retrata a prisão de Bruno em Veneza e seu subsequente julgamento por heresia em Roma, culminando com sua execução na fogueira em 1600. A obra destaca a intransigência de Bruno em renunciar à ciência em favor do negacionismo, incluindo a crença no heliocentrismo e na pluralidade dos mundos, que eram vistas como ameaças à doutrina da Igreja Católica na época. Além de destacar uma narrativa centrada no confronto entre ciência e dogma religioso, a obra também é lembrada pela força de suas performances, especialmente a de Gian Maria Volonté no papel-título, que materializa na obra a postura de resistência e protesto contra a repressão da liberdade intelectual.   O final dos anos 1970 Montaldo voltou ao tema da 2ª Guerra Mundial com “L’Agnese Va a Morire” (1976), adaptação do romance homônimo de Renata Viganò, que explora os horrores e as complexidades da guerra através dos olhos de Agnese, interpretada por Ingrid Thulin. Situado na Itália ocupada pelos nazistas, o filme segue a trajetória de Agnese, que se torna uma relutante heroína da resistência italiana, em meio às complexas relações humanas que se desenvolvem em meio ao conflito, servindo como uma crítica poderosa aos horrores e às consequências devastadoras da guerra sobre as pessoas comuns. Ele encerrou a década com “Il Giocattolo” (1979), um thriller psicológico que mergulha no mundo do jornalismo e da política. Estrelado por Nino Manfredi e Marlène Jobert, o filme gira em torno de um jornalista que, em busca de um grande furo de reportagem, acaba se envolvendo em uma trama de assassinato e corrupção. O longa examina as nuances éticas e morais do jornalismo, questionando até onde um repórter irá em busca da verdade.   Sucesso televisivo Na década de 1980, Giuliano Montaldo fez uma transição notável de sua carreira cinematográfica para trabalhos na televisão. Esse movimento coincidiu com um período de transformações na indústria cinematográfica italiana e global, marcado pelo declínio do cinema de autor e pelo avanço de filmes mais comerciais. A transição para a televisão permitiu que Montaldo explorasse formatos narrativos mais longos, como minisséries, que proporcionam tempo adicional para o desenvolvimento de personagens e tramas complexas. Sua incursão televisiva resultou numa obra-prima de aventura: “Marco Polo” (1982), minissérie sobre o explorador veneziano que recebeu críticas positivas e conquistou uma ampla audiência internacional. Transmitida em 46 países, a atração conquistou dois prêmios Emmy, incluindo Melhor Minissérie do ano, e contou com um elenco estelar que incluiu Ken Marshall, F. Murray Abraham, Denholm Elliott, David Warner, Anne Bancroft e Leonard Nimoy.   Filmes mais recentes Montaldo voltou mais duas vezes ao tema da 2ª Guerra Mundial em obras como “Tempo de Matar” (1989), que aborda o colonialismo e traz Nicolas Cage no papel de um soldado italiano na África durante o conflito, e “Os Óculos Dourados” (1987), um drama que explora questões de identidade e perseguição durante o regime fascista na Itália, abordando temas de homossexualidade e antissemitismo, uma corajosa escolha temática para a época. Após se dedicar a documentários, ele voltou à ficção em “Demônios de San Petersburgo” (2008), em que explorou a vida do escritor Fyodor Dostoevsky, seguido por seu último longa como diretor, “L’industriale” (2011), que mergulha na vida de um industrial falido, oferecendo uma representação multifacetada da pressão corporativa e seus dilemas éticos. Ele se despediu do cinema seis anos depois com “Tudo o Que Você Quer” (2017), uma comédia dramática dirigida por Francesco Bruni, em que atuou como um idoso sofrendo de Alzheimer.   Contribuições culturais Montaldo foi mais do que um cineasta; ele foi uma personalidade vibrante que contribuiu de forma significativa para a cultura e política italianas. Além de seus filmes, ele trabalhou em obras de cineastas renomados como Carlo Lizzani, Gillo Pontecorvo e Elio Petri. Entre outras obras, Montaldo foi crucial na filmagem de muitas das cenas de multidão e ação do famoso filme “A Batalha de Argel” (1966), dirigido por Gillo Pontecorvo. Marco do cinema político, que foi proibido no Brasil pela ditadura, “A Batalha de Argel” retrata a luta pela independência da Argélia contra o domínio francês e é notável por seu estilo documental e uso inovador de atores não profissionais. Montaldo foi responsável por organizar e coordenar as cenas que envolviam o maior número de figurantes, um desafio logístico considerável dada a autenticidade e a escala que a obra buscava retratar. O filme ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e foi nomeado para três Oscars. O diretor também foi nomeado o primeiro presidente da RAI Cinema, a divisão cinematográfica da emissora estatal italiana RAI, um cargo que ocupou de 1999 a 2004. Esse período marcou um renascimento do cinema italiano, que contou com impulso de Montaldo, já que a RAI Cinema é um dos principais players na indústria cinematográfica italiana, com investimentos em uma variedade de projetos, desde produções locais até colaborações internacionais. Em seus anos finais, o cineasta ainda se aventurou no mundo da ópera. Montaldo dirigiu obras como “Turandot” na Arena de Verona e “Otello” com Plácido Domingo. Ele deixa um legado de peso, sempre com um olhar atento às questões sociais e à “insofferenza dell’intolleranza”, uma aversão à intolerância que marcou toda a sua carreira.

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  • Música

    Cantor e músico Gary Wright, parceiro de George Harrison, morre aos 80 anos

    5 de setembro de 2023 /

    Gary Wright, cantor, músico e compositor americano de hits como “Dream Weaver” e “Love is Alive”, morreu aos 80 anos. Segundo seu filho Justin Wright, o artista sofria de doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy. O músico faleceu em sua casa na quarta-feira (30/8), cercado por familiares e pessoas próximas. Carreira e legado Nascido em 26 de abril de 1943 em Cresskill, Nova Jersey, Wright ingressou no showbiz ainda criança. Fez sua estreia televisiva aos sete anos, em um programa infantil chamado “Captain Video and His Video Rangers”. Em 1954, interpretou um dos filhos de Florence Henderson no musical da Broadway “Fanny”. Ao mudar-se para o Reino Unido para estudar, foi um dos fundadores da banda de rock Spooky Tooth em 1967, banda que terminou e retornou várias vezes ao longo das décadas. Sua carreira tomou novos rumos ao colaborar com George Harrison em seu primeiro álbum pós-Beatles, “All Things Must Pass” (1970), atuando como tecladista. Wright tocou em todos os álbuns solo subsequentes de Harrison dos anos 1970 e 1980, bem como em lançamentos de outro ex-Beatle, Ringo Starr, como “It Don’t Come Easy” e “Back Off Boogaloo”. Em 1971, seu álbum solo “Footprint” também foi gravado com contribuições de Harrison. O lançamento coincidiu com a formação de sua banda de curta duração, Wonderwheel, que contava com o guitarrista Mick Jones (Foreigner). Durante o início dos anos 1970, Wright atuou em gravações notáveis de artistas como B.B. King, Jerry Lee Lewis, Ringo Starr, Harry Nilsson e Ronnie Spector. Mas foi o álbum “The Dream Weaver”, lançado em 1975, que consolidou a carreira solo de Wright, tornando-se um sucesso comercial e crítico. A música-título vendeu mais de 1 milhão de singles e virou uma das mais tocadas do ano. Trilhas e trabalhos recentes A partir da década de 1980, Wright voltou-se para o trabalho em trilhas sonoras de filmes, como o suspense “A Morte Vem do Céu” (1982), o thriller “Stallone: Cobra” (1986) e uma regravação de sua canção mais popular, “Dream Weaver”, para a comédia “Quando Mais Idiota Melhor” (1992). Após uma turnê de reunião da Spooky Tooth em 2004, Wright seguiu apresentando ao vivo frequentemente, seja como membro da All-Starr Band de Ringo Starr, com sua própria banda ao vivo ou em reuniões subsequentes da Spooky Tooth. Ele chegou a gravar um álbum no Brasil, “First Signs of Life” (1995), que teve sessões no Rio de Janeiro e em seu próprio estúdio em Los Angeles. O álbum combinou ritmos brasileiros com elementos da tradição vocal africana, criando o que o guia musical AllMusic descreve como “um contagiante híbrido de batida mundial”. O disco contou com participações especiais do baterista Terry Bozzio (da banda Missing Persons), do guitarrista brasileiro Ricardo Silveira (que tocou com Elis e a banda Chicago) e de George Harrison. Seus álbuns solo mais recentes, como “Waiting to Catch the Light” (2008) e “Connected” (2010), foram lançados em seu próprio selo, Larkio. Lembre abaixo o maior sucesso da carreira do artista.

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  • Música

    Steve Harwell, ex-vocalista do Smash Mouth, morre aos 56 anos

    4 de setembro de 2023 /

    Steve Harwell, o ex-vocalista do Smash Mouth, morreu aos 56 anos nesta segunda-feira (4/9). Segundo informações do TMZ, o músico sofria de insuficiência hepática e estava em estado terminal. O portal informou que Harwell morreu de forma pacífica em sua casa em Boise, em Idaho, nos Estados Unidos, onde ele recebia cuidados paliativos. O ex-vocalista estava cercado de familiares e amigos. O músico teria adoecido por causa do abuso de álcool e outras doenças.   Smash Mouth A banda Smash Mouth foi formada em San Jose, Califórnia, em 1994, durante o auge do estilo punk pop, e combinava faixas originais com vários covers. O ponto alto da carreira foi seu segundo álbum, “Astro Lounge” (1999), graças a seu maior hit, a música “All Star”, que foi incluída em várias trilhas sonoras, incluindo a comédia “Heróis Muito Loucos” (1999) e a primeira animação de “Shrek” (2001). O desenho do ogro, por sinal, teve dose dupla de Smash Mouth, com a inclusão do cover de “I’m a Believer”, de Neil Diamond/The Monkees. Outras faixas marcantes na voz de Steve Harwell são “Walkin’ On the Sun”, que ajudou a estourar o primeiro álbum “Fush Yu Mang” (1997), além de “Then the Morning Comes”, “Can’t Get Enough of You Baby”, “Pacific Coast Party” e o cover de “Why Can’t We Be Friends”, da banda War.   Polêmicas no final da carreira Nos últimos anos, Harwell começou a manifestar atitudes controversas durante os shows da banda. Em 8 de agosto de 2020, o vocalista disse “fod*-se essa merda de COVID” durante uma apresentação, que acabou se tornou um evento de propagação da pandemia nos EUA. E em outubro de 2021, a banda se apresentou num festival de cerveja e vinho onde o cantor embriagado ameaçou o público e fez um gesto considerado uma saudação nazista. Após esse show, Harwell anunciou sua aposentadoria devido a problemas de saúde contínuos. Ele foi substituído na banda por Zach Goode (ex-Ghoulspoon, Divided By Zero e The Secret Seven). Lembre os maiores hits do Smash Mouth.

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    Cantor americano Jimmy Buffett morre aos 76 anos

    2 de setembro de 2023 /

    O cantor Jimmy Buffett, um dos nomes mais emblemáticos da música norte-americana, faleceu na noite de sexta-feira (1/9) aos 76 anos. A informação foi divulgada por meio de seu perfil em uma rede social. “Jimmy faleceu pacificamente na noite de 1º de setembro, cercado por sua família, amigos, música e cachorros”, informou o comunicado oficial, sem revelar a causa da morte. Nascido em 25 de dezembro de 1946, em Pascagoula, Mississippi, Buffett teve um começo de carreira modesto. Mudou-se para Nashville após concluir a faculdade e trabalhou inicialmente com uma banda cover. Embora seu álbum de estreia, “Down to Earth”, de 1970, não tenha conquistado grande público, o artista não desistiu. Praia, margaritas e sucesso Foi apenas após mudar-se para Key West, Flórida, que Buffett começou a criar a persona relaxada à beira-mar pela qual ficou conhecido. Em 1973, lançou “White Sport Coat and a Pink Crustacean”, álbum que iniciou sua ascensão. Mas o almejado estouro comercial só veio no sexto álbum, “Changes in Latitudes, Changes in Attitudes”, lançado em 1977. A faixa “Margaritaville”, inclusa no disco, passou 22 semanas no Billboard Hot 100 e entrou para o Hall da Fama do Grammy. Graças a “Margaritaville”, o cantor tornou-se também um empreendedor bem-sucedido. A canção originou uma cadeia de restaurantes e hotéis temáticos. Além disso, Buffett lançou várias linhas de roupas e livros ao longo de sua carreira. Buffett teve outros hits notáveis, como “It’s 5 O’Clock Somewhere” e “Cheeseburger in Paradise”, além de sucessos em colaborações com artistas renomados, entre eles Zac Brown Band em “Knee Deep” e um projeto conjunto com Clint Black, Kenny Chesney, Alan Jackson, Toby Keith e George Strait, que gerou a canção “Hey Good Lookin’”. Doença não especificada O artista havia revelado mais cedo este ano que havia sido hospitalizado devido a uma doença não especificada. “Envelhecer não é para os fracos, eu lhes garanto”, escreveu em uma postagem em rede social. Ele deixa esposa e três filhos.

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