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  • Música

    George Brown, baterista da banda funk Kool and the Gang, morre aos 74 anos

    17 de novembro de 2023 /

    Fundador da famosa banda funk Kool and the Gang, o baterista George Brown morreu de câncer no pulmão em sua casa, em Los Angeles, nesta quinta-feira (16/11), aos 74 anos. A informação foi divulgada pela sua gravadora, a Universal Music. Conhecido na banda pelo apelido de “Funky”, Brown foi um dos sete amigos de escola de Jersey City, Nova Jersey, que se uniram em 1964 como um grupo instrumental de jazz e soul, que se autodenomina Jazziacs. Outros membros incluíam Robert “Kool” Bell no baixo, o irmão Ronald Bell nos teclados e Charles Smith na guitarra. A banda passou por várias mudanças de nome, incluindo New Dimensions, Soul Town Band e Kool & the Flames antes de se decidir por Kool & the Gang, que a tornaria mundialmente famosa. Eles assinaram com a De-Lite Records e lançaram um primeiro álbum totalmente instrumental em 1970. O sucesso veio três anos depois, quando começaram a misturar jazz e funk, incluindo seus primeiros vocais na faixa “Jungle Boogie”, que virou hit e um funk bastante influente para as gerações posteriores, da era do acid jazz. Eles repetiram a dose em 1974, com “Hollywood Swinging”, e após uma entressafra em busca de sua identidade musical, voltaram 100% funk em 1979 com “Ladies Night”, um de seus maiores sucessos, só superado pelo hit de 1980 “Celebration”. Outras faixas conhecidas da banda incluem “Funky Stuff”, “Get Down on It”, “Fresh”, “Cherish” e “Too Hot”. A batida característica do baterista nas primeiras gravações de Kool & the Gang foi fortemente sampleada por artistas como Beastie Boys, Jay-Z, Madonna, Janet Jackson, Cypress Hill, P. Diddy e The Killers. Ele se dizia “totalmente honrado” com a frequência com que sua música era reutilizada por artistas das novas gerações. Quando solicitado a descrever seu estilo musical, Brown – que lançou um livro de memórias este ano intitulado “Too Hot: Kool & the Gang and Me” – costumava responder: “É o som da felicidade”. Lembre abaixo alguns dos maiores sucessos de Kool and the Gang

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  • Etc

    Morre Paulo Hesse, ator de “O Cravo e a Rosa”, aos 81 anos

    15 de novembro de 2023 /

    Paulo Hesse, ator conhecido como o delegado Sansão de “O Cravo e a Rosa” (2000), morreu aos 81 anos na terça-feira (14/11). A informação foi confirmada pela atriz Bárbara Bruno, filha de Nicette Bruno (1933-2020) e Paulo Goulart (1933-2014) no Instagram. “Vá em paz, Paulo”, escreveu ela. A última aparição de Hesse em novela foi em “Água na Boca” (2008), exibido na Band. Ele ainda participou de produções da Record TV e teve uma carreira no teatro e cinema. O artista ainda poderá ser visto na reprise de “Paraíso Tropical” (2007), que será exibida a partir de dezembro na Globo.   Sobre Paulo Hesse Paulo César Boeta, mais conhecido como Paulo Hesse, fez sua grande estreia numa peça no Teatro Municipal de São Paulo em 1966 e passou a aparecer nas telinhas na década de 1970. Na Record, ele fez folhetins como “Venha Ver o Sol Nascer na Estrada” (1973). Mas um de seus destaques foi a parceria com a atriz Dercy Gonçalves (1907-2008) em “Dulcinéa Vai à Guerra” (1980), exibida na Band. Hesse também fez cinema, atuando em diversas pornochanchadas, como “A Super Fêmea” (1973), ao lado de Vera Fischer, “O Signo de Escorpião” (1974) com Kate Lyra, “A Casa das Tentações” (1975) com Selma Egrei, e “A Árvore dos Sexos” (1976), escrita pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho (1945-2019) e dirigida pelo futuro autor de novelas Sílvio de Abreu. A parceria com Rubens e Silvio acabou se estendo para a TV, com Paulo integrando do elenco da adaptação de “Éramos Seis” (1994), no SBT.

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  • Série

    Robert Butler, diretor dos pilotos de “Batman” e “Star Trek”, morre aos 95 anos

    12 de novembro de 2023 /

    Robert Butler, que dirigiu os pilotos de algumas das séries mais cultuadas da TV americana entre os anos 1960 e 1990, morreu em 3 de novembro em Los Angeles, anunciou sua família neste fim de semana. Ele tinha 95 anos. Butler dirigiu os capítulos iniciais de “Batman”, “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), “Guerra Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroe), “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “A Gata e o Rato” (Moonlighting) e “Lois e Clark: As Novas Aventuras do Superman”. Ele também co-criou a série “Jogo Duplo” (Remington Steele), estrelada por Pierce Brosnan, além de também dirigir seu piloto. Depois de se formar em inglês pela UCLA, Robert Stanton Butler conseguiu um emprego como recepcionista na CBS em Hollywood e rapidamente subiu na hierarquia para secretário de produção, gerente de palco e depois assistente de direção em séries de antologias ao vivo como “Climax!” e “Playhouse 90”. Ele teve sua primeira chance como diretor num episódio de 1959 da comédia “Hennesey”, estrelado por Jackie Cooper, e seguiu por vários programas populares, incluindo “O Paladino do Oeste” (Have Gun – Will Travel), “Bonanza”, “O Homem do Rifle”, “O Fugitivo”, “Os Intocáveis”, “O Homem de Virgínia” (The Virginian) e “Além da Imaginação” (The Twilight Zone).   O piloto perdido no espaço Curiosamente, seu primeiro piloto foi rejeitado. Mas entrou para a história da TV assim mesmo. Depois de dirigir dois episódios do drama militar “O Tenente”, de Gene Roddenberry, em 1963 e 64, o produtor lhe apresentou naquele ano o roteiro de “The Cage”, episódio piloto original de “Jornada nas Estrelas”, que trazia Jeffrey Hunter como o Capitão Pike, ao lado de Leonard Nimoy como Sr. Spock. Os executivos da rede NBC gostaram do visual apresentado, mas não entenderam nada. Então pediram para Rodenberry recriar a série, que finalmente foi ao ar com um novo piloto em 1966. As cenas do piloto original de 1964, porém, não foram descartadas e trechos acabaram indo ao ar num episódio de duas partes sobre a primeira tripulação da nave Enterprise, exibido em 1966. Anos depois, a fama do capítulo perdido levou a seu lançamento em vídeo. E, décadas ainda mais tarde, “The Cage” serviu como base para o lançamento da série “Star Trek: Strange New Worlds”, que estreou em 2022. O diretor teve mais sorte com seu piloto seguinte, “Guerra Sombra e Água Fresca” em 1965. A série sobre prisioneiros de um campo de concentração nazista precisava encontrar o tom certo para fazer rir – apesar do tema – , e Butler encontrou a forma perfeita de ridicularizar nazistas e fazer a produção virar um enorme sucesso.   Santa inovação No ano seguinte, ele foi chamado para dirigir o episódio inaugural da produção mais hypada da época: “Batman”. Ele levou 21 dias para filmar o elogiado episódio piloto de Batman (dividido em duas partes de meia hora que foram ao ar em 12 e 13 de janeiro de 1966), empregando câmeras portáteis e tomadas de “ângulo holandês”, que mostravam o vilão O Charada (Frank Gorshin) e seus capangas em ambientes “inclinados” (afinal, eles eram tortos). A abordagem foi considerada revolucionária para TV e a série estrelada por Adam West (Batman) e Burt Ward (Robin) virou um fenômeno pop.   Passeio pela Disney Em 1969, Butler estreou no cinema com “O Computador de Tênis”, uma comédia da Disney estrelada pelo jovem Kurt Russell. Ele reprisou a dose em “O Chimpanzé Manda-Chuva” de 1971, nova produção da Disney com Russell, e na continuação do primeiro filme, “Invencíveis e Invisíveis”, de 1972. Mas não se afastou da TV, comandando episódios de várias séries clássicas, como “Missão: Impossível”, “Havaí 5-0”, “Lancer”, “Cimarron”, “Kung Fu”, “Columbo” e “Os Waltons”, que lhe rendeu seu primeiro prêmio do Sindicado dos Diretores (DGA), além de telefilmes populares, como “A História de James Dean” (1976) e “The Blue Knight” (1973), drama policial estrelado por William Holden, pelo qual recebeu seu primeiro Emmy. Foram dois, na verdade: Melhor Diretor de Drama e Diretor do Ano.   Bagunçando a estética televisiva Butler voltou a dirigir um piloto marcante em 1981, quando foi convocado a transformar o roteiro de “Chumbo Grosso”, de Steven Bochco e Michael Kozoll, numa série policial como nunca tinha se visto. Ele declarou que queria que os episódios parecessem “bagunçados”, inspirando-se numa estética documental para registrar o cotidiano agitado de uma delegacia de polícia. “Lembro-me do operador de câmera buscar imagens tradicionais, no estilo clássico de Hollywood que eu comecei a odiar, e tive que fazer uma lavagem cerebral nele para deixar tudo uma bagunça”, disse Butler numa entrevista de 2011 publicada no site do Sindicado dos Diretores dos EUA (DGA). “O truque era fazer com que parecesse real, vivo, obsceno, congestionado. Enchemos as ruas com carros abandonados e pichações. Sugerimos muito bem a crise da cidade”. Michael Zinberg, vice-presidente de desenvolvimento da NBC na época, disse que o piloto “foi a exibição mais convincente que já vi. Isso matou a sala. Por melhor que fosse o roteiro, só quando Bob Butler colocou as mãos nele é que virou ‘Chumbo Grosso’. Se tivessem contratado qualquer outro diretor, não teríamos aquela série.” A estética de “Chumbo Grosso” causou enorme impacto na TV americana, inspirando produções que viriam décadas depois na TV paga, e o trabalho de Butler foi reconhecido com seu terceiro Emmy, além de um novo DGA Award.   Outros trabalhos marcantes Com o piloto de “A Gata o Rato”, estrelado por Cybill Shepherd e Bruce Willis como detetives particulares em 1985, Butler conseguiu sua única indicação ao Emmy na categoria de Comédia. Ele também é creditado como co-criador de “Jogo Duplo”, por ter sugerido a premissa, centrada numa mulher (Stephanie Zimbalist) determinada a dirigir uma agência de detetives, que, para ser levada a sério, decide inventar um superior masculino fictício, chamado Remington Steele (o futuro James Bond, Pierce Brosnan). Sua última indicação ao Emmy foi pelo piloto de “Lois e Clark: As Novas Aventuras do Superman” em 1993, que misturou a ação dos quadrinhos do Superman com elementos de soup opera romântica. Sua carreira foi homenageada pelo Sindicato dos Diretores com dois prêmios por suas realizações, em 2001 e 2015. “Poucos diretores mudaram tanto a face da televisão quanto Bob – seu impacto no meio é verdadeiramente imensurável, e essa perda para nosso Sindicato é profundamente sentida”, disse o presidente da DGA, Lesli Linka Glatter, em um comunicado. “À vontade em qualquer gênero, os pilotos de Bob estabeleceram a aparência de várias séries seminais, incluindo ‘Guerra Sombra e Água Fresca’, ‘Batman’ e ‘Jornada nas Estrelas’. Seu trabalho inovador em ‘Chumbo Grosso’ trouxe à vida a coragem e a realidade de um ambiente urbano, combinando seu estilo visual único com performances evocativas, que ele conseguiu de um elenco incomparável, mudando para sempre a trajetória e o estilo das séries do gênero”, completou a diretora.

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    Morre Roberto Manzoni, ex-diretor de Gugu Liberato no SBT

    10 de novembro de 2023 /

    Roberto Manzoni, popularmente conhecido como Magrão, morreu aos 74 anos na quinta-feira (9/11). A informação foi confirmada pelo apresentador Celso Portiolli, que não detalhou a causa da morte. “Diretor de tantos programas que amamos no SBT, ele sabia como ninguém dar a vida a um programa de um auditório. Seu trabalho tocou tantas vidas, e sua ausência será sentida em nossos corações”, escreveu Portiolli, que foi dirigido por Manzioni após substituir Gugu Liberato (1959-2019) no programa “Domingo Legal”. “Nossos pensamentos estão com a família e amigos do nosso querido diretor Magrão neste momento difícil. Vamos sempre lembrar dele com carinho e gratidão por todos os momentos felizes que ele nos proporcionou. Obrigado Magrão”, completou a postagem feita no Instagram.   Carreira de Magrão Magrão era conhecido como um dos principais diretores do SBT, onde ele ficou responsável pelos programas de Silvio Santos, além de “Viva a Noite” (1982-1992) e “Domingo Legal” sob comando de Gugu Liberato e Celso Portiolli. Ele iniciou a carreira na década de 1970, na direção do programa “Domingo no Parque” (1977-1988). Na década seguinte, Magrão fez sua parceria bem-sucedida com Gugu Liberato e ajudou a emissora na guerra de audiência contra o “Domingão do Faustão” (1989-2021). Apesar do destaque no SBT, Magrão teve passagem como diretor no “Jogo da Vida” (2003-2005), programa exibido na Band sob comando de Márcia Goldschimidt. Ele ainda estreou como apresentador em “O Poderoso Magrão” (2005-2006) na TV Gazeta, mas deixou a emissora para se candidatar a deputado federal pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). Nos anos seguintes, o ex-diretor participou de uma nova versão do “Viva a Noite com Gilmelândia” (2007), dirigiu a reestreia do “Programa Silvio Santos” (2008) e do “Sabadão” (2015-2017). Desde 2016, Magrão vinha cuidando da saúde fora dos bastidores da TV, onde ele comandava o “Sabadão com Celson Portiolli” e o “Domingo Legal”. O diretor chegou a passar suas responsabilidades para Rubens Gargalaca Jr. Ele chegou a ter um susto devido a uma pneumonia, que foi curada rápido. Roberto Manzoni deixa a esposa Marajoara, o filho João Gabriela e a neta Beatriz. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Celso Portiolli (@celsoportiolli)

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  • TV

    João Leite Neto, ex-apresentador do “Cidade Alerta”, morre aos 80 anos

    7 de novembro de 2023 /

    O jornalista João Leite Neto, ex-apresentador do “Cidade Alerta”, morreu nesta terça-feira (7/11) aos 80 anos, em Curitiba. Ele estava internado no Hospital Santa Cruz há cerca de um mês, lutando contra um câncer que começou na vesícula e se disseminou por seu corpo. A notícia foi compartilhada por sua família em comunicado: “João dedicou sua vida ao jornalismo, informando e guiando a população com sua voz carismática e sua paixão pela verdade. Seu legado perdurará na memória de todos aqueles que acompanharam sua carreira brilhante e sua dedicação incansável a contar as histórias que moldam o nosso mundo”.   Carreira televisiva Natural de Itaporanga, no interior de São Paulo, Neto começou a carreira televisiva como repórter da Globo, após passar pelo jornal impresso Última Hora. Ele foi o primeiro repórter especial de São Paulo do Jornal Nacional, no qual permaneceu até 1979. Também foi deputado estadual por São Paulo entre 1978 e 1982. Mas seu destaque nos noticiários veio só em 1997, quando assumiu o comando do “Cidade Alerta” na Record TV, em substituição a Ney Gonçalves Dias. No ano seguinte, deixou a atração para se candidatar ao Senado, mas não se elegeu e retornou à televisão em 2008, para a segunda fase do “Aqui Agora” no SBT. Nos últimos tempos, o jornalista comandava um programa no Youtube, o “Milk News TV”, em que comentava notícias policiais e da política. Ele deixa a mulher, Valéria, e dois filhos.   Despedida de Ratinho Por meio do Instagram, Ratinho lamentou a morte do amigo e disse que o jornalista “era uma luz brilhante em nossas vidas”. “Hoje nos despedimos de você, mas suas memórias e alegria sempre viverão em nossos corações. Sua partida deixou um vazio que nunca poderá ser preenchido, e sentiremos sua falta todos os dias. Você era uma luz brilhante em nossas vidas, e sua bondade e generosidade nunca serão esquecidas”, disse o apresentador.

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    Luana Andrade, do “Domingo Legal”, morre durante lipoaspiração aos 29 anos

    7 de novembro de 2023 /

    Luana Andrade, assistente de palco do SBT e ex-Power Couple, faleceu durante um procedimento estético nesta terça-feira (7/11). A morte da jovem de apenas 29 anos foi revelada por um de seus empresários. Ele contou que Luana foi fazer uma lipoaspiração, procedimento simples, mas teve complicações sérias. “Ela internou para fazer uma lipo. Estava tudo bem, com um dos profissionais mais conceituados do mercado, e aí aconteceu essa fatalidade. Ela veio a ter a parada cardíaca no meio do procedimento”, explicou o profissional. Ao longo do procedimento, Luana teve ao todo quatro paradas cardíacas. “Ela teve a primeira e reanimaram. Teve a segunda, ficou tudo bem. Teve a terceira, ficou tudo bem. E teve a quarta, que foi na madrugada. Ela estava fazendo a lipo e aconteceu a fatalidade de ter quatro paradas”, contou.   Carreira na TV Luana trabalhava como modelo e foi contratada como assistente de palco do programa “Domingo Legal”, do SBT, em abril deste ano, após se tornar conhecida no ano passado por sua participação no “Power Couple Brasil 6” ao lado do namorado, o influenciador João Hadad. Ela participava do quadro “Passa ou Repassa” no programa dominical. O canal de Sílvio Santos emitiu uma nota oficial sobre a morte da funcionária. “O SBT lamenta profundamente o falecimento da assistente de palco do ‘Domingo Legal’, Luana Andrade. Segundo informações de sua família, a morte foi decorrente de complicações durante uma cirurgia estética de lipoaspiração, realizada ontem no Hospital São Luiz, unidade Itaim. Luana não resistiu a paradas cardiorrespiratórias”, diz o comunicado. Formada em publicidade, Luana também era dona de uma marca de roupas chamada LUKAND.

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    Evan Ellingson, ex-ator mirim de “CSI: Miami”, morre aos 35 anos

    6 de novembro de 2023 /

    Evan Ellingson, conhecido como ex-ator mirim com papéis em séries como “CSI: Miami” e “24 Horas”, faleceu aos 35 anos. A morte ocorreu no domingo (5/11), em sua residência numa comunidade de moradia assistida para pessoas em recuperação de dependência química. A notícia foi confirmada ao TMZ pelo pai de Evan, que, entretanto, não especificou a causa do óbito. Ellingson se destacou como Kyle Harmon em “CSI: Miami”, filho do protagonista Horatio Crane (David Caruso), e como Josh Bauer, sobrinho de Jack Bauer (Kiefer Sutherland) em “24 Horas”. Ele apareceu em vários episódios das duas séries. Nascido em La Verne, Califórnia, o jovem cresceu com três irmãos e desde cedo demonstrou aptidão para esportes como surf e skate. Descoberto em um parque de skate aos 10 anos, iniciou sua carreira em comerciais, evoluindo para a atuação em filmes e séries. Aos 12 anos, teve seu primeiro papel no filme de TV “Living In Fear”. Ele também atuou em séries como “Complete Savages” e teve participações em produções como “Mad TV”, antes de virar o sobrinho de Jack Bauer em 2007, participando de 10 episódios da 6ª temporada da série de ação. No mesmo ano, entrou em “CSI: Miami”, participando de 18 capítulos entre a 6ª e a 8ª temporada da atração. Paralelamente, fez filmes como “Cartas para Iwo Jima” (2006), de Clint Eastwood, e “Uma Prova de Amor” (2009), interpretando o filho mais velho do personagem de Cameron Diaz.   Vício trágico Apesar do sucesso, enfrentou adversidades pessoais, incluindo a morte de seu irmão Austin por overdose em 2008 e seu próprio combate à dependência de drogas. Afastado das telas desde 2010, ele estava focado em sua recuperação e dedicou seus últimos anos a apoiar outros em recuperação de vícios, vivendo em uma comunidade de ex-viciados. Ele deixa uma filha, Brooklynn, fruto de seu único relacionamento. Seu pai ressalta que, apesar dos desafios, Evan estava em recuperação e vinha melhorando nos últimos anos.

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    Lolita Rodrigues, pioneira da TV brasileira, morre aos 94 anos

    5 de novembro de 2023 /

    A atriz Lolita Rodrigues, pioneira da TV brasileira, morreu na madrugada deste domingo (5/11), em João Pessoa, Paraíba, aos 94 anos. Ela estava internada no Hospital Nossa Senhora das Neves e não resistiu a uma pneumonia. Nascida Sylvia Gonçalves Rodrigues Leite, em 10 de março de 1929 em Santos, litoral de São Paulo, Lolita iniciou sua carreira nas radionovelas na Rádio Record aos dez anos, em São Paulo, e seguiu como cantora da rádio, com passagens pelas emissoras Bandeirantes, Cultura e Tupi. Durante a era do rádio, Lolita foi reconhecida com dois Troféus Roquette Pinto na categoria de melhor cantora. Este período também foi essencial para que ela construísse uma base sólida de fãs que a levou a ser bastante requisitada com a chegada da televisão.   A estreia da TV brasileira A estreia de Lolita Rodrigues na televisão ocorreu em um momento histórico para o Brasil, marcando o início das transmissões televisivas no país. No dia 18 de setembro de 1950, Lolita surgiu na tela para cantar “Canção da TV” no programa inaugural da TV Tupi, a primeira emissora de TV brasileira. Originalmente, Hebe Camargo havia sido escalada para a apresentação, mas Lolita a substituiu de última hora, tornando-se a primeira cantora da TV. A canção executada por Lolita foi especialmente composta para o evento, com música do maestro Marcelo Tupinambá e letra do poeta Guilherme de Almeida. E nem ela e nem Hebe gostavam da música. Lolita Rodrigues compartilhou detalhes desse momento em entrevistas. Ela mencionou: “Hebe estava namorando o empresário Luiz Ramos e ele tinha um evento que precisava da presença dela. Aí sobrou para mim”, revelou Lolita ao portal Terra em 2009. A atriz também brincou sobre a qualidade da canção, dizendo: “Me chamaram no dia, aprendi aquela coisa horrível, e a Hebe toda vez que tem oportunidade, diz ‘que bom que eu não cantei isso'”, relembrando com bom humor o evento que se tornou um marco na história da televisão brasileira. Este momento não apenas consolidou a inauguração da TV Tupi, mas também posicionou Lolita Rodrigues como uma das pioneiras da televisão brasileira. A partir daí, Lolita tornou-se uma figura recorrente no canal, como apresentadora de diversos programas, entre eles “Música e Fantasia” (1950-1954), “Clube dos Artistas” (1955-1960), “Almoço com as Estrelas” (1956-1983), “Você Faz o Show” (1960) e “Chá das Bonecas” (1960). O mais famoso e duradouro, “Almoço com as Estrelas”, começou no rádio, tinha direção do famoso autor de novelas Cassiano Gabus Mendes e também se tornou o primeiro programa colorido da Tupi nos anos 1970. Nele, Lolita e seu marido Airton Rodrigues recebiam famosos para um bate-papo durante um almoço luxuoso, que ainda tinha shows ao vivo.   A primeira telenovela Querendo ampliar ainda mais seus horizontes, Lolita decidiu virar atriz. Seu primeiro grande papel veio em 1957, no teleteatro “O Corcunda de Notre Dame”, onde interpretou a cigana Esmeralda. A experiência lhe garantiu sua entrada no universo das telenovelas. Ela estrelou a primeiríssima novela diária brasileira, “2-5499 Ocupado”, atuando ao lado de Glória Menezes e Tarcísio Meira​ em 1963 pela TV Excelsior. Vinda de uma família de espanhóis, Lolita geralmente era lembrada para interpretar personagens que falavam com sotaque castelhano, o que acabou se tornando uma marca em sua carreira. Ela engatou diversas produções da TV Excelsior, Record TV e Tupi nos anos 1960 e 1970, incluindo as clássicas “As Pupilas do Senhor Reitor” (1970), “Os Deuses Estão Mortos” (1971) e “O Direito de Nascer” (1978), até ser contratada pela Globo na década de 1980, onde participou de diversos sucessos dramáticos.   Carreira na Globo Apesar da longa experiência como atriz, ela só foi beijar na telinha em 1987, quando viveu par romântico com Carlos Zara em sua primeira novela da Globo, “Sassaricando”. Lolita ainda participou de “Rainha da Sucata” (1990), “A Viagem” (1994), “Terra Nostra” (1999), “Uga Uga” (2000), “Kubanacan” (2003), “Pé na Jaca” (2006) e “Viver a Vida” (2009), além de ter cantado num especial de Roberto Carlos de 1992. Muitas dessas novelas foram compartilhadas com a amiga Nair Belo, com quem Lolita ainda trabalhou no humorístico “Zorra Total” (1999-2015). Mas a cumplicidade das duas é mais lembrada pelo dia em que se juntaram a Hebe Camargo numa participação histórica no “Programa do Jô”, exibida no ano 2000 pela Rede Globo, onde divertiram os espectadores com histórias deliciosas sobre os primórdios da TV brasileira. Lembrada até hoje, a edição foi considerada uma das melhores da trajetória do programa de entrevistas de Jô Soares. Lolita também participou de novelas de outras emissoras, como “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990) na TV Manchete, e o remake de “2-5499 Ocupado” na Record, intitulado “Louca Paixão” (1999).   Últimos anos Logo depois de encerrar sua participação na novela “Viver a Vida” (2009), onde interpretou Noêmia, avó de Luciana (Alinne Moraes), a estrela decidiu se aposentar. Em 2015, ela se mudou para João Pessoa, na Paraíba, onde passou a viver com sua filha, Silvia Rodrigues, que é médica. Durante esse período, Lolita Rodrigues fez poucas aparições públicas. Uma das suas últimas aparições foi em dezembro de 2017, quando prestigiou uma apresentação do espetáculo “Hebe – O Musical”, em São Paulo, em homenagem à amiga Hebe Camargo, falecida em 2012. Depois de tantos amigos mortos – o marido em 1992, Nair Belo em 2007 – , ela dizia que não tinha medo de morrer, mas tinha pena de morrer. “Sou muito feliz. Gosto muito da vida, tenho pena de morrer, mas não tenho medo, não. E envelheço com muita pena. Eu acho a velhice uma indignidade, no que concerne ao fato de você ficar doente, você perder a razão, de você ficar não-lúcida. Isso eu tenho muito medo. Gosto muito de morar sozinha, mas tenho medo de morrer e as pessoas não me acharem”, confessou numa entrevista antiga, explicando porque foi morar na Paraíba com a filha.

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  • Filme,  TV

    Peter White, da pioneira obra gay “Os Rapazes da Banda”, morre aos 86 anos

    4 de novembro de 2023 /

    Peter White, conhecido por sua atuação na longeva novela americana “All My Children” e por seu papel marcante em “Os Rapazes da Banda” (The Boys in the Band), tanto na versão original da peça quanto na adaptação cinematográfica, faleceu na última quarta-feira (1/11), aos 86 anos, de melanoma em sua residência em Los Angeles. Nascido em 10 de outubro de 1937, em Nova York, Peter White iniciou sua carreira em novelas – ou, como chamam os americanos, soup operas – , com um papel em “The Secret Storm”, em 1965. No entanto, foi sua atuação como Alan McCarthy, o personagem enrustido na peça de Mart Crowley, “Os Rapazes da Banda”, que o catapultou para o estrelato. A peça, que estreou off-Broadway em abril de 1968, girava em torno de um grupo de homens gays que se reuniam para uma festa de aniversário, desafiando os estereótipos e a representação de personagens gays na época.   Os Rapazes da Banda “Os Rapazes da Banda” não apenas marcou um ponto de virada na carreira de White, mas também na representação de personagens gays no teatro americano. Antes disso, personagens gays eram muitas vezes enrustidos ou demonizados. No entanto, o drama trouxe à tona a vida e as lutas de amigos gays de uma maneira nunca antes vista. White estava trabalhando ao lado de Myrna Loy em uma produção itinerante de “Barefoot in the Park” quando foi oferecida a oportunidade de participar de “Os Rapazes da Banda”. Ele hesitou inicialmente devido ao risco associado, conforme recordou numa entrevista de 2008: “As coisas estavam realmente se movendo para mim; eu estava indo muito bem, e eu pensei, ‘Eu não preciso desse tipo de risco'”. Foi um conselho da atriz que o persuadiu a aceitar o papel. “Peter, se você vai ser um ator, você vai ter que correr alguns riscos na sua vida”, disse Mirna Loy, que se tornou sua mentora. “Na noite de estreia, nenhum de nós sabia o que tínhamos”, ele continuou. “Todos nós apenas pensávamos, ‘É uma peça, é algo novo, é diferente e é bom’. Era uma plateia 100% gay — e então, no dia seguinte, foi uma loucura!”. As filas davam volta no quarteirão. E o sucesso persistiu por semanas, meses, anos. “Os Garotas da Banda” teve mais de mil apresentações. A ressonância da peça foi tal que, ainda em 1970, foi adaptada para o cinema sob a direção de William Friedkin (“O Exorcista”), com White reprisando seu papel como Alan McCarthy. O longa também marcou época no cinema, como uma das primeiras produções de Hollywood a retratar personagens gays de maneira aberta e sem julgamentos, e é considerado uma das obras mais importantes da representação LGBTQIAPN+ nas telas. Na época, foi um escândalo, mas fez bem para a carreira de Friedkin, que demonstrou habilidade em lidar com material provocativo e complexo, e estabeleceu-o como um diretor disposto a correr riscos e a desafiar as convenções de Hollywood. Seus filmes seguintes foram indicados ao Oscar.   Outros papéis Após “Os Rapazes da Banda”, White teve uma carreira diversificada, com participações em várias séries de TV como “The Colbys”, “Star Trek: Deep Space Nine” e “The West Wing”, e filmes como “Dave” (1993) e “Armageddon” (1998). Mas seu papel mais conhecido nos EUA foi o de Linc Tyler em “All My Children”, que ele interpretou por mais de quatro décadas. White interpretou Lincoln Tyler, filho da matriarca severa de Pine Valley, Phoebe Tyler (interpretada por Ruth Warrick), de 1974 a 1980, e retornou de forma recorrente para novas temporadas em 1981, 1984, 1986, 1995 e 2005. Foi uma colega de elenco, Kathleen Noone, que interpretou Ellen Shepherd Dalton na novela, que compartilhou a notícia de seu falecimento, destacando que White morreu de melanoma em sua casa em Los Angeles na quarta-feira.

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  • TV

    Atriz Elizangela, de novelas como “Locomotivas” e “A Dona do Pedaço”, morre aos 68 anos

    3 de novembro de 2023 /

    A atriz Elizangela do Amaral Vergueiro, conhecida somente como Elizangela, faleceu nesta sexta-feira (3/11), aos 68 anos, em Guapimirim, no estado do Rio. A causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória. Elizangela foi atendida pelas equipes do SAMU e encaminhada ao Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu. A Prefeitura de Guapimirim lamentou sua morte em nota, mencionando que esta foi a segunda vez que o sistema de saúde local atendeu a atriz. Na primeira ocasião, Elizangela enfrentava graves problemas respiratórios, durante a epidemia de Covid-19, mas conseguiu se recuperar após algumas semanas de internação. Nascida em 11 de dezembro de 1954, no Rio de Janeiro, a atriz iniciou sua carreira muito jovem. Aos 7 anos, já fazia comerciais ao vivo na TV Excelsior e rapidamente chamou a atenção dos diretores de televisão. Foi na mesma emissora que estrelou programas como “A Outra Face do Artista”, “Essa Gente Inocente” e “Capitão Furacão”. Em 1969, estreou no cinema com o filme “Quelé do Pajeú”, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Atriz Revelação no Festival de Cinema de Santos. Ela ainda participou de “O Enterro da Cafetina” (1970) e “Vale do Canaã” (1971), antes de migrar definitivamente para a televisão.   A Locomotiva que alçou sua carreira Em 1971, Elizangela estreou na Globo com uma personagem secundária na novela “O Cafona”, que lhe rendeu a indicação ao Troféu Imprensa de Revelação do Ano. Nos anos seguintes, foi peça-chave em inúmeras produções televisivas. Seu primeiro grande destaque aconteceu em “Locomotivas” (1977), interpretando a personagem Patrícia, inicialmente criada para Lucélia Santos, que preferiu o papel da antagonista, Fernanda. A produção se consagrou como a primeira novela sete em cores, e Elizangela fez tanto sucesso que até se aventurou na música, gravando “Pertinho de Você” em virtude da projeção do papel.   Outros papéis marcantes Ela teve outro papel importante na versão original de “Pecado Capital” (1975) e seguiu carreira extensa nas novelas, com participações em produções icônicas como “Roque Santeiro” (1985), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Por Amor” (1997), “O Clone” (2001), “Senhora do Destino” (2004) e “A Favorita” (2008). Entre seus papéis na Globo, a atriz também trabalhou no SBT nos anos 1990, nas novelas “Éramos Seis” (1994) e “As Pupilas do Senhor Reitor” (1994), e mais recentemente na Record TV, onde viveu a personagem Milah em “A Terra Prometida” (2016). De volta à Globo, ela fez sua última participação num elenco fixo foi em “A Força do Querer” (2017), onde interpretou Aurora, mãe de Bibi Perigosa (Juliana Paes). Sua despedida das telas se deu dois anos depois, com uma participação em “A Dona do Pedaço” (2019), de Walcyr Carrasco. A atriz chegou a ser cotada para “A Travessia” (2022), mas acabou cortada por não querer se vacinar contra a Covid-19. Antivax convicta, ela chegou a comparar vacinação com estupro nas redes sociais, e ficou muito mal quando pegou coronavírus, indo parar num CTI (Centro de Terapia Intensiva).

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  • Série

    Matthew Perry, astro da série “Friends”, é encontrado morto aos 54 anos

    28 de outubro de 2023 /

    O ator Matthew Perry, que conquistou legiões de fãs ao interpretar Chandler Bing em “Friends”, foi encontrado morto neste sábado (28/10), em sua residência em Los Angeles. Os serviços de emergência foram acionados por volta das 16h e encontraram o ator de 54 anos sem reação, em uma banheira de hidromassagem, conforme fontes policiais informaram à imprensa. Fora de “Friends”, ele teve uma longa luta pessoal contra o alcoolismo e abuso de substâncias. Matthew Langford Perry nasceu em 19 de agosto de 1969, em Williamstown, Massachusetts. Antes de “Friends” torná-lo uma grande estrela, ele já tinha aparecido em episódios de diversas séries, como “Quem É o Chefe?”, “Barrados no Baile” e outras, sem marcar muita presença. Mas a série de 1994 mudou tudo em sua carreia.   O fenômeno “Friends” “Friends” estreou em 1994 e rapidamente se tornou um fenômeno global, contando as desventuras amorosas e profissionais de seis jovens nova-iorquinos. O grupo, interpretado por Perry e seus colegas — Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e David Schwimmer — , tornou-se um símbolo de amizade e humor inteligente nos sitcoms televisivos. A série, que durou dez temporadas, fez história na televisão, com uma média de 25 milhões de espectadores por episódio, um feito raramente alcançado em tempos de fragmentação de audiência. O processo de escalação do elenco foi meticuloso. Marta Kauffman e David Crane, criadores de “Friends”, buscavam uma química perfeita entre os atores. O personagem de Chandler, por ser repleto de nuances humorísticos e emocionais, provou ser o maior desafio. Em uma entrevista ao programa Today em 2019, Kauffman revelou que, quando Matthew Perry apareceu, transformou Chandler de um personagem “mal escrito” para um ícone amado por milhões. A jornada de Perry até “Friends” não foi linear. Ele estava comprometido com outra série na época, mas o destino favoreceu a união do elenco quando essa série não foi adiante, liberando Perry para assumir o papel que definiria sua carreira. Chandler Bing, com seu sarcasmo característico, proporcionou a Perry a oportunidade de entregar as melhores tiradas humorísticas do show, com uma pitada de vulnerabilidade que tornava o personagem memorável.   O começo do vício Apesar do imenso sucesso e adoração dos fãs, Perry enfrentou desafios pessoais significativos com a pressão da fama e as consequências que vieram com ela. O vício começou após um acidente de jet ski em 1997, levando-o a um ciclo de abuso de Vicodin que resultou em várias estadias em reabilitação, a primeira em 2001. Perry admitiu que o vício afetou sua memória, especialmente nas últimas temporadas de “Friends”. Ao longo dos anos, ele transformou seus desafios em uma missão de ajudar outros, transformando sua casa em Malibu em um centro de reabilitação chamado The Perry House.   A passagem pelo cinema Ele aproveitou o sucesso de “Friends” para emplacar uma carreira no cinema, atuando numa sucessão de comédias com resultados variados. Esteve ao lado de Adam Sandler em “Afinado no Amor” (1997), Chris Farley em “Quase Heróis” (1998), Salma Hayek em “E Agora, Meu Amor?” (1999), Neve Campbell em “Um Caso a Três” (1999) e Bruce Willis em “Meu Vizinho Mafioso” (2000). Mas após o fim da série em 2004, as ofertas de papéis se tornaram mais escassas. Seu último filme foi “17 Outra Vez” (2009), como a versão adulta do personagem de Zac Efron. A dificuldade de repetir o sucesso Perry voltou à TV como um dos protagonistas de “Studio 60 on the Sunset Strip” (2006), uma série dramática sobre os bastidores de um programa de esquetes de comédia, que, apesar de críticas positivas, foi cancelada após uma temporada devido a baixa audiência. Este acabou se tornando um padrão, com as estreias de “Mr. Sunshine” (2011) e “Go On” (2012), que também não passaram da 1ª temporada. Depois de enfrentar problemas de depressão, ele conseguiu alcançar maior sucesso com “Estranho Casal” (The Odd Couple, 2015), um reboot da clássica série homônima dos anos 1970, que durou até a metade da 3ª temporada. Além de comédias, ele também explorou papéis dramáticos, fazendo uma participação recorrente em “The Good Wife” (em 2012 e 2013) e “The Good Fight” (em 2017) como o mesmo personagem, um político astuto chamado Mike Kresteva. No mesmo ano de “The Good Fight”, vivou outro político, o senador Ted Kennedy, na minissérie “The Kennedys After Camelot”, seu último papel nas telas. O ator continuou a atuar nos palcos. Ele escreveu e estrelou a peça “The End of Longing”, que abriou em Londres em 2016 e se mudou para Nova York no ano seguinte. Comédia sombria, a peça era um reflexo semi-autobiográfico das lutas de Perry, uma tentativa de explorar e entender seus próprios demônios.   Vício custou seu último papel Ele faria sua volta ao cinema em 2021, no elenco de “Não Olhe para Cima”, estrelado por Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e Meryl Streep. Mas durante as filmagens decidiu ir para um centro de reabilitação na Suíça. Lá, ele mentiu para os médicos, dizendo que tinha fortes dores de estômago, com o intuito de receber a prescrição de uma droga, hidrocodona. Só que a farsa deu errado. Para lidar com a suposta dor, os médicos decidiram fazer uma cirurgia para “colocar algum tipo de dispositivo médico estranho nas minhas costas”. O ator tomou hidrocodona na noite anterior e depois foi administrado o medicamento anestésico propofol durante a cirurgia. E essa combinação parou seu coração. “Recebi a injeção às 11h”, escreveu Perry em seu livro de memórias. “Acordei 11 horas depois em um hospital diferente. Aparentemente, o propofol parou meu coração. Por cinco minutos. Não foi um ataque cardíaco, apenas nada estava batendo. Disseram-me que um médico suíço musculoso falou que não queria que o cara de ‘Friends’ morresse em sua mesa e fez RCP em mim por cinco minutos inteiros, batendo e batendo no meu peito. Se eu não estivesse em ‘Friends’, ele teria parado em três minutos? ‘Friends’ salvou minha vida de novo?” “Ele pode ter salvado minha vida, mas também quebrou oito das minhas costelas”, acrescentou Perry. O ator explicou que, depois da cirurgia, ficou com tanta dor que não conseguiu retornar ao set de “Não Olhe para Cima”. Ele conta que a decisão de sair do filme foi “entristecedora”. Últimas memórias Ele publicou seu livro de memórias, “Friends, Lovers, and the Big Terrible Thing”, no ano passado, revelando detalhes de sua luta contra as drogas, que se estendeu por mais tempo e foi muito mais séria que as pessoas souberam, deixando-o algumas vezes à beira da morte. Perry contou com grande ajuda da colega de série Jennifer Aniston, revelando que ela foi fundamental para que enfrentasse a dependência na época das gravações de “Friends”. “Ela foi a que mais estendeu a mão, sabe. Sou muito grato a ela por isso”, disse o ator durante a promoção do livro, em entrevista à Diane Sawyer, da ABC News.

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  • Filme

    Richard Roundtree, astro de “Shaft”, morre aos 81 anos

    24 de outubro de 2023 /

    O ator Richard Roundtree, que fez história com seu papel icônico na franquia de filmes “Shaft”, faleceu na tarde desta terça (24/10), aos 81 anos, após uma breve luta contra o câncer pancreático. Nascido em 1942 em New Rochelle, NY, Roundtree estreou no cinema com seu papel mais famoso, vivendo o detetive John Shaft no longa original de 1971. Marcado pela trilha funk de Isaac Hayes, o filme do diretor Gordon Parks se tornou um dos maiores sucessos da Blaxploitation, nome dado à produções estreladas, dirigidas e voltadas para negros nos EUA.   Impacto de Shaft Filmada por US$ 500 mil, a produção rendeu US$ 12 milhões para a MGM e, muitos dizem, ajudou a salvar o estúdio da falência. O sucesso inspirou duas sequências, “O Grande Golpe de Shaft” (1972) e “Shaft na África” (1973), além de uma série em 1973 – todas estreladas por Roundtree. Com seu impacto, “Shaft” deu a partida entre os grandes estúdios para a era Blaxploitation, ao mesmo tempo em que demonstrou o erro histórico de Hollywood em negligenciar o talento e o público negro. Pela atuação no filme original, Roundtree ainda foi indicado para um Globo de Ouro de Melhor Astro Novo do Ano e aclamado como o primeiro herói negro do cinema de ação. Mas ele tinha dificuldades em aceitar o termo Blaxploitation. Numa entrevista de 2019 ao New York Times, ele reclamou da conotação pejorativa da denominação. “Tive o privilégio de trabalhar com o cavalheiro mais elegante que já conheci na indústria, Gordon Parks. Então, essa palavra, exploração, me ofende com qualquer ligação com Gordon Parks… Sempre vi isso como algo negativo. Exploração. Quem está sendo explorado?”, rebateu. “Mas deu trabalho para muita gente. Isso deu entrada a muitas pessoas no negócio, incluindo muitos dos nossos produtores e diretores atuais. Então, no geral, vejo isso como algo positivo.”   A volta de Shaft Décadas depois, o ator reprisou seu papel no filme “Shaft” de 2000 dirigido por John Singleton, que trazia Samuel L. Jackson como seu sobrinho e protagonista, e na sequência de 2019, dirigida por Tim Story.   Após Shaft Além de “Shaft”, Roundtree também estrelou a aclamada minissérie de 1977 “Raízes”, sobre a escravatura nos EUA, e participou de inúmeras séries populares, de “Um Maluco no Pedaço” a “Grey’s Anatomy”. No cinema, ele se destacou em filmes como o blockbuster “Terremoto” (1974), a aventura “Sexta-Feira” (1975), com Peter O’Toole no papel de Robinson Crusoé, a comédia policial “Cidade Ardente” (1984), com Clint Eastwood, o slasher “Maniac Cop: O Exterminador” (1988), o suspense “Se7en – Os Sete Pecados Capitais” (1995), com Brad Pitt, a adaptação da animação “George, o Rei das Selvas” (1997), com Brendan Frasier, e o estiloso noir “A Ponta de um Crime” (2005), do então estreante diretor Rian Johnson (de “Entre Facas e Segredos”), sem esquecer do sucesso recente “Do que os Homens Gostam” (2019), comédia com Taraji P. Henson. Suas últimas aparições nas telas foram no ano passado, na comédia “Seguindo em Frente” com Jane Fonda e Lily Tomlin, e nas séries “Reunião de Família” e “Cherish the Day”, nas quais tinha papéis recorrentes. A agência Artists & Representatives, que cuidava de sua carreira, lamentou a perda em um comunicado: “Sua carreira inovadora mudou a face do entretenimento ao redor do globo e seu legado duradouro será sentido por gerações vindouras. Nossos corações estão com sua família e entes queridos durante este momento difícil.”

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  • Música

    Guitarrista do Massive Attack morre aos 62 anos

    24 de outubro de 2023 /

    O guitarrista Angelo Bruschini, da banda Massive Attack, morreu na madrugada desta terça-feira (24/10) aos 62 anos, vítima de câncer de pulmão. O anúncio foi postado nas redes sociais do grupo britânico, que reverenciou Bruschini como um “talento singularmente brilhante e original”, destacando a impossibilidade de quantificar sua contribuição para as músicas do Massive Attack. “Como tivemos sorte de compartilhar uma vida juntos”, acrescenta o texto. Massive Attack foi formado em 1988, na cidade de Bristol, Inglaterra, por Robert “3D” Del Naja, Adrian “Tricky” Thaws, Andrew “Mushroom” Vowles e Grant “Daddy G” Marshall​1​. O primeiro álbum da banda, “Blue Lines”, foi lançado em 1991, destacando-se o single “Unfinished Sympathy” que alcançou as paradas de sucesso e foi posteriormente votado como a 63ª melhor canção de todos os tempos em uma enquete realizada pela publicação musical NME​​.   Legado de Bruschini O guitarrista Angelo Bruschini, ex-Blue Aeroplanes, integrou-se ao Massive Attack em 1995, na época da turnê de “Protection”, contribuindo na construção da identidade musical do grupo. A trajetória de Bruschini com a banda foi marcada por colaborações importantes, notadamente nos álbuns “Mezzanine” (1998) e “100th Window” (2003). Ambos alcançaram o topo das paradas no Reino Unido​ e renderam hits como “Teardrop”, que acabou virando tema de abertura da série americana “House”, e “Angel”. A faixa “Angel”, do álbum “Mezzanine”, é uma das obras mais emblemáticas onde a guitarra de Bruschini tem destaque. A canção é conduzida por uma “parede de guitarras”, e exemplifica o papel crucial de Bruschini em enriquecer o som eletrônico do Massive Attack com elementos analógicos, proporcionando uma textura orgânica que contrasta com a precisão digital predominante. “Angel” também se tornou a música mais conhecida do grupo no Brasil, graças à sua transformação em tema de abertura da novela “Verdades Secretas”, exibida em 2021 na Globo.   Diagnóstico de câncer Em julho, Bruschini compartilhou em sua conta no Facebook eu diagnóstico de câncer de pulmão e como seu estado de saúde havia se deteriorado. Na postagem, ele refletiu sobre sua vida, mencionando a possibilidade de escrever um livro. Apesar do diagnóstico, ele continuou a escrever e postar críticas contra o governo conservador britânico até seus últimos dias.

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