Tigertail transforma escolhas da vida em drama geracional
Ainda que seja o primeiro longa-metragem de Alan Yang na direção, ele já teve a oportunidade de imprimir a sua marca na televisão, especialmente com a série “Master of None”, da qual ele é cocriador. O diretor é mais um americano descente de asiáticos a filmar nos Estados Unidos em língua não inglesa, mercado que começa a se abrir após a repercussão positiva de “A Despedida”, de Lulu Wang, no ano passado. E assim como Wang homenageou sua vovó em seu drama premiado, “Tigertail” é uma obra muito pessoal de Yang, inspirado nas memórias de seu pai. Em “Tigertail”, o diretor usa o idioma natal de seu pai, o mandarim, para discutir as escolhas da vida, suas repercussões e a força das memórias. O filme acompanha Grover, um senhor sexagenário vivido por Tzi Ma, rosto muito conhecido de filmes hollywoodianos, inclusive de “A Despedida”. Grover mora nos Estados Unidos há alguns anos e está de volta depois do funeral de sua mãe, que morava em Taiwan. Seu relacionamento com a jovem filha adulta Angela (Christine Ko) não é fácil. Ele é um homem muito fechado, não costuma ser a pessoa mais simpática do mundo e tem histórico de ter sido bastante duro com a filha durante a infância dela. Yang faz um filme de idas e vindas no tempo, com as cenas de flashback gravadas em 16 mm, com aparência mais suja, e as cenas do presente em limpíssimo digital, para explicar o que tornou seu personagem num homem tão amargurado. Para isso, o filme contrasta esse homem distante com o entusiasmo que mostrava na juventude, representado principalmente em sua relação com uma moça em Taiwan. Era uma jovem especial, que tornava o relacionamento dos dois divertido, com muitas conversas e sonhos compartilhados. Mas eis que Grover conhece a filha do patrão e tem a chance de ir com ela para os Estados Unidos. Sem dinheiro e filho de família pobre, ele vê a possibilidade de casar com essa outra moça, com quem tem pouca afinidade e pela qual sente pouco afeto, como chance de vencer na vida. Mesmo que para isso tenha que abandonar o amor de sua vida. Hiatos apresentam os diferentes estágios da vida dos jovens casados, inclusive oferecendo espaço para que se saiba mais da vida da esposa de Grover. Quando está distante do marido, ela se mostra outra pessoa, muito mais solta, mais feliz, o que só prova o quanto o marido se tornou uma presença repressora. O cineasta contou que muito da ideia do filme veio de conversas com seu pai e especialmente de uma viagem que ambos fizeram para Taiwan, quando o pai o apresentou a lugares importantes de seu passado. E isso é mostrado no filme também, de forma a acentuar a forte memória que o protagonista ainda carrega dos melhores anos de sua vida. O resultado é uma pequena joia dramática, que conta uma história capaz de ser entendida e comover em qualquer língua. Mas, por favor, não façam a besteira de optar pela versão dublada, pois perderão as riquezas e sutilizas de sua narrativa.
Wasp Network decepciona quem espera mais do grande elenco
Uma pena que Olivier Assayas tenha errado a mão em “Wasp Network: Rede de Espiões”. Ele é um dos cineastas franceses mais importantes surgidos nos últimos 40 anos. Mas nunca fez nada tão desconjuntado. Talvez tenha faltado uma melhor amarração da trama, que, por ser de espionagem, já se torna complicada. Mas as opções narrativas não ajudaram. Não há motivos práticos, por exemplo, para contar a história com saltos cronológicos de idas e vindas. A primeira aparição de Gael García Bernal, quando o filme volta um pouco no tempo, serve para esclarecer para o espectador o jogo de espionagem que ocorre. Até então, ficava no ar uma sensação de falta de convicção por parte dos personagens cubanos que abandonaram tudo e deixaram sua terra natal em busca de algo melhor nos Estados Unidos. Pelo menos, é o que se poderia pensar a princípio: que se tratava de um filme que criticava o governo de Fidel Castro. A narração fica à mercê de uma montagem confusa e alguns personagens secundários não parecem ter tanta importância assim, só se materializando no final, quando o filme vai falar dos destinos dos personagens reais. O papel de Leonardo Sbaraglia é um desses, que não diz muito a que veio. Coadjuvante de luxo. De todo modo, foi bom ver tanta gente da América Latina e da Espanha junta, todos atores e atrizes muito bons, que mereciam um filme melhor, claro. Mas quem em sã consciência ia achar que “Wasp Network” ia resultar em um desastre, tendo Olivier Assayas na direção e com um elenco desses? Há quem diga que é um filme de produtor, do brasileiro Rodrigo Teixeira. Mas será que diriam o mesmo se fosse um sucesso? Quanto ao elenco, é uma das poucas coisas que fazem valer a pena ver o filme, apesar de tudo. Temos representantes de peso de vários países: Penélope Cruz (Espanha), Edgar Ramírez (Venezuela), Gael García Bernal (México), Ana de Armas (Cuba), Wagner Moura (Brasil) e o já citado Leonardo Sbaraglia (Argentina). Ou seja, todos eles já muito conhecidos de produções internacionais, sejam de Hollywood, sejam europeias ou mesmo brasileiras, no caso do nosso Wagner Moura. Aliás, é bom perceber ao menos que Moura está melhor do que em “Sergio”, exibido recentemente também na Netflix. E fazendo par romântico com a mesma atriz, Ana de Armas, em ambos os filmes. Os momentos dos dois juntos também funcionam melhor aqui, inclusive em termos de química. Desta vez, até a cena sensual parece menos gratuita, mais natural. Mas gigante mesmo é Penélope Cruz. Há pelo menos uma cena emocionante com ela, bastante tocante, ao final do filme. Na trama, ela vive com o marido (Ramírez) em Cuba. Ele é piloto de aviões; ela trabalha em uma fábrica de borracha. Os dois têm uma filha pequena. Ele pega um avião e vai para Miami, deixando-a sozinha para cuidar da filha, passando a ser visto como um traidor. As reais intenções do marido, porém, são outras. A tal Wasp Network do título é uma rede de espiões cubanos que chegam aos Estados Unidos para deter uma contrarrevolução, que segue com força no início dos anos 1990 contra Cuba. Trata-se de uma espécie de guerra fria tardia. O filme é baseado no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. Quem faz a comparação entre o filme e o livro costuma dizer que Assayas caiu numa armadilha ao tentar ser fiel demais e acabou não dando conta de tantos personagens e subtramas. Ainda assim, é uma obra que merece ser vista, nem que seja por consideração ao cineasta.
Última temporada de 3% ganha data de estreia
A 4ª e última temporada de “3%”, primeira série brasileira da Netflix, ganhou data de estreia. O encerramento da sci-fi nacional será disponibilizado no dia 14 de agosto. A informação foi postada no site oficial da Netflix, que mostra quando a nova leva de episódios será lançada. Veja a imagem abaixo. A exibição vai acontecer um ano após a Netflix anunciar que a série acabaria em seu quarto ano de produção. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá”: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Mas existe uma resistência ao “Processo”, chamada de “Causa”. A temporada anterior resgatou a discussão sobre a suposta meritocracia do “Processo”, focando em Michele (Bianca Comparato), Joana (Vaneza Oliveira) e Rafael (Rodolfo Valente). Ainda não há detalhes sobre a trama de encerramento.
La Révolution: Teaser anuncia série da revolução francesa com… “zumbis”
A Netflix divulgou oito fotos, o pôster e o primeiro teaser de “La Révolution”, série que se passa na época da Revolução Francesa, mas não é exatamente um drama histórico. A prévia mostra uma cabeça de estátua decapitada, pingando sangue azul, e revela que a estreia vai acontecer em outubro. A cabeça decepada é uma dica de seu tema. Trata-se, na verdade, de uma série francesa ao estilo da sul-coreana “Kingdom” sobre epidemia “zumbi” – ou um surto de raiva com efeitos similares. A sinopse oficial é bem curta, dizendo apenas: “Durante o século 18, uma nova doença faz o sangue da aristocracia ficar azul”. O que se sabe é que a série foi filmada em locais históricos, como o palácio de Versalhes, os castelos de Fontainebleau e Vaux-le-Vicomte e a Abadia de Chaalis no verão passado, passa-se em 1787 e acompanha uma descoberta do médico Joseph-Ignace Guillotin, cujo nome é associado à invenção da guilhotina. Ele descobre um vírus estranho infectando a aristocracia, que torna o sangue azul e leva os infectados a se tornarem violentos. O vírus faz as elites atacarem os mais fracos, que revidam, dando início a uma revolução. Além do personagem principal, outras figuras históricas devem aparecer ao longo dos oito episódios da série. A série foi criada por Aurélien Molas (“Trauma”), que também é o showrunner da produção, e a equipe ainda conta com a roteirista Gaia Guasti (“A Sala”). Já o elenco destaca Amir El Kacem (“Comboio Furioso”), um ator de origem árabe no papel de Guillotin, além de Marilou Aussilloux (“De Gaulle”), Julien Frison (“Amante por um Dia”) e diversos intérpretes pouco conhecidos.
The Old Guard já é um dos filmes mais vistos da Netflix em todos os tempos
A Netflix está comemorando o sucesso da primeira semana de exibição de “The Old Guard” com a revelação de alguns números, algo que raramente faz. Para começar, informou que o filme lançado no dia 10 de julho já entrou para a lista dos 10 mais vistos na plataforma em todos os tempos. E ainda anunciou uma estimativa de audiência para a produção. No Twitter, a Netflix afirmou que a adaptação de quadrinhos sobre guerreiros imortais está “a caminho” de atingir 72 milhões de reproduções em seu primeiro mês. Isto é, esta audiência ainda é apenas uma projeção. Além desses números, a Netflix também divulgou quais são os filmes que integram seu Top 10. É a primeira vez que libera uma lista com seus maiores sucessos de audiência. E com um detalhe: dá para ver que a lista foi feita antes da estreia de “The Old Guard”, que não aparece na seleção. Pelos números revelados, o filme estrelado por Charlize Theron já deve ter sido visto pelo menos 48 milhões de vezes, que representam as visualizações do 10º lugar da relação, “O Date Perfeito”. De acordo com a projeção divulgada, ao final do mês ele estaria em 6º lugar, atingindo as tais 72 milhões de reproduções. A lista é encabeçada por “Resgate”, estrelado por Chris Hemsworth, que alcançou a maior audiência de qualquer filme original da Netflix em suas primeiras quatro semanas, de acordo com a empresa: 99 milhões de visualizações. “Resgate” é seguido por “Bird Box”, que se tornou um fenômeno, por sinal muito mais falado que o suposto 1º lugar. Mas há uma motivo para isso. A Netflix mudou neste ano a forma como contabiliza público, fazendo com que seus números disparassem. A plataforma considera que um espectador viu uma atração se assistir a apenas dois minutos dela. Segundo a empresa, isso seria o bastante para indicar que a escolha “foi intencional”. O fato é que, assim que alterou sua medição, a Netflix passou a registrar recordes cada vez maiores de audiência. Como nenhum dado pode ser conferido de forma independente, deve-se considerar os números da plataforma apenas indicativos. Confira abaixo a lista dos 10 filmes originais mais assistidos na Netflix e a mensagem do Twitter que inclui “The Old Guard” entre eles. “Resgate”: 99 milhões “Bird Box”: 89 milhões “Troco em Dobro”: 85 milhões “Esquadrão 6”: 83 milhões “Mistério no Mediterrâneo”: 73 milhões “O Irlandês”: 64,2 milhões “Operação Fronteira”: 63 milhões “A Missy Errada”: 59 milhões “O Poço”: 56,2 milhões “O Date Perfeito”: 48 milhões THE OLD GUARD is breaking records! The Charlize Theron blockbuster is already among the top 10 most popular Netflix films ever — and Gina Prince-Bythewood is the first Black female director on the list. The film is currently on track to reach 72M households in its first 4 weeks! pic.twitter.com/pM8vOTNa6m — NetflixFilm (@NetflixFilm) July 18, 2020
Normal People, Cursed, Boca a Boca e Desejo Sombrio são as séries da semana
Além das opções de filmes, a programação digital oferece quatro maratonas de séries neste fim de semana. A principal é “Normal People”, que chega ao Brasil três meses após sua consagração nos EUA e no Reino Unido. Confira abaixo a relação completa. Normal People | Irlanda | 1ª temporada Produção irlandesa estrelada por Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones, “Normal People” se tornou uma das séries mais comentadas do ano após sua estreia pela BBC e pela plataforma Hulu (nos EUA) em abril, atingindo 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama é inspirada no livro “Pessoas Normais”, de Sally Rooney, publicado em 2018, e acompanha um casal que tem diversos encontros e desencontros desde a adolescência. Um dos motivos da série ser tão comentada são as cenas de sexo, bastante realistas. A adaptação é assinada pela roteirista Alice Birch, do filme “Lady Macbeth” (2016), que lançou a atriz Florence Pugh – e também se tornou um dos mais comentados do ano de seu lançamento. Metade dos episódios é dirigido pelo cineasta irlandês Lenny Abrahamson, indicado ao Oscar por “O Quarto de Jack” (2015). A outra metade ficou a cargo da inglesa Hettie Macdonald, da minissérie “Howards End” (2017) e do famoso episódio “Blink” (2007), vencedor do Hugo Award e um dos melhores de “Doctor Who”. A 1ª temporada tem 12 episódios disponíveis na Starzplay – e a série já se encontra renovada. Cursed: A Lenda do Lago | EUA | 1ª temporada Criada por Frank Miller (o autor dos quadrinhos de “300”, “Cavaleiro das Trevas” e “Sin City”) e Tom Wheeler (roteirista da animação “O Gato de Botas”), a série propõe uma revisão radical da conhecida lenda do Rei Arthur, por meio de uma reinvenção da personagem Nimue, vivida por Katherine Langford (a Hannah de “13 Reasons Why”). Conhecida como a Dama do Lago, ela tem o papel de guardiã da espada Excalibur e é ajudada pelo jovem Arthur na aventura, com a missão de encontrar o mago Merlin e salvar a magia. Ao longo dessa jornada, eles se tornam símbolos de coragem e rebelião contra os terríveis paladinos vermelhos do Rei Uther. O elenco também destaca Gustaf Skarsgård (o Floki de “Vikings”) como Merlin e Devon Terrell (Barack Obama no drama indie “Barry”) no papel de Arthur, além de Daniel Sharman (“The Originals”), Peter Mullan (“Westworld”), Sebastian Armesto (“Amor e Tulipas”), Billy Jenkins (“Humans”), Lily Newmark (“Han Solo”) e Catherine Walker (“Versailles”). A 1ª temporada tem 10 episódios disponíveis na Netflix. Boca a Boca | Brasil | 1ª temporada Criação do cineasta Esmir Filho (“Alguma Coisa Assim”, “Os Famosos e Os Duendes da Morte”), a produção nacional gira em torno de uma epidemia que afeta adolescentes de uma cidadezinha no interior do Brasil. Após uma festa com muita pegação, uma garota acorda infectada por um vírus transmitido pelo beijo. Logo, vários jovens que foram à festa começam a manifestar os sintomas horríveis da infecção, colocando a comunidade em pânico. A repressão que se segue também alimenta o medo entre os jovens de que seus segredos sejam descobertos. “Boca a Boca” é o segundo projeto da Netflix em parceria com a produtora Gullane (o primeiro foi “Ninguém Tá Olhando”, de Daniel Rezende), desta vez em conjunto com a Fetiche Features, de Esmir Filho. A equipe de produção também destaca a cineasta Juliana Rojas (de “As Boas Maneiras”), que divide a direção dos episódios com Esmir – assim como alguns roteiros. Já o elenco é formado por Denise Fraga (“Hoje”), Michel Joelsas (“Malhação”), Thomás Aquino (“Bacurau”), Luana Nastas (“Vazante”), Kevin Vechiatto (“Turma da Mônica: Laços”), Grace Passô (“Temporada”), Bianca Byington (“Santos Dumont”), Caio Horowicz (“Califórnia”), a modelo Iza Moreira e a novata Esther Tinman. A 1ª temporada tem 6 episódios disponíveis na Netflix. Desejo Sombrio | México | 1ª temporada Neste melodrama de mistério mexicano, Maite Perroni (mais conhecida pelo público brasileiro como a Lupita de “Rebelde”) vive uma mulher que se envolve com um desconhecido mais novo (Alejandro Speitzer, de “Rainha do Sul”) e tem seu mundo virado de cabeça para baixo. O que deveria ser apenas uma aventura extraconjugal se complica quando o rapaz volta a aparecer em sua vida. Para piorar, tudo indica que ele seja um assassino profissional. A série foi criada por Leticia López Margalli, roteirista de novelas mexicanas e da comédia blockbuster “Não Aceitamos Devoluções” (2013), que chegou a ganhar remake brasileiro com Leandro Hassum (“Não se Aceitam Devoluções”). A 1ª temporada tem 9 episódios disponíveis na Netflix.
Irmãos Russo voltarão a trabalhar com Chris Evans em thriller de ação da Netflix
Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores do blockbuster “Vingadores: Ultimato”, vão voltar a trabalhar com Chris Evans, o Capitão América, em seu próximo filme. Eles fecharam a produção de “The Gray Man” com a Netflix e, além de Evans, o thriller de ação e espionagem contará com Ryan Gosling (“La La Land”) no elenco central. “The Gray Man” será o segundo filme dirigido pelos Russo após quebrarem todos os recordes de arrecadação com “Vingadores: Ultimato”, no ano passado. Antes da pandemia de covid-19, eles voltaram a se reunir com Tom Holland, o Homem-Aranha, no drama criminal “Cherry”, que está atualmente em pós-produção. Sua próxima produção vai custar mais de US$ 200 milhões e deve quebrar outro recorde, como o longa mais caro já feito pela Netflix. Segundo o Deadline, a aposta é alta para transformar o filme no começo de uma franquia “no nível de James Bond”. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). Desde a publicação de “The Gray Man”, o matador freelance Court Gentry, papel de Gosling, já apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA. A adaptação foi escrita por Joe Russo e revisada por Christopher Markus e Stephen McFeely, a dupla de roteiristas que assinou os quatro filmes dos Russo para a Marvel – dois “Capitão América” e dois “Vingadores”. Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”.
Mundo Mistério: Série documental de Felipe Castanhari ganha trailer
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Mundo Mistério”, série documental apresentada pelo YouTuber Felipe Castanhari. Na prévia, ele revela alguns dos temas que serão abordados nos primeiros episódios. Segundo a plataforma, Felipe e alguns colegas irão usar experimentos científicos, animação, efeitos especiais e imagens impressionantes para explicar diferentes fenômenos científicos – e sobrenaturais… Lembra algumas pautas das revistas Mundo Estranho/Superinteressante, embora a apresentação de Castanhari esteja mais para “O Mundo de Beakman”. A 1ª temporada vai investigar o Triângulo das Bermudas, o apocalipse zumbi e o aquecimento global, entre outros mistérios. A estreia está marcada para 4 de agosto.
Dançarina Imperfeita: Comédia musical da Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Dançarina Imperfeita” (Work It), comédia musical estrelada pela atriz e cantora Sabrina Carpenter (“Garota Conhece o Mundo”). A prévia mostra a personagem da atriz se esforçando para derrotar dançarinos em uma competição da escola. Ela precisa se dar bem na disputa para conseguir uma vaga na universidade dos seus sonhos. Decidida a derrotar os melhores dançarinos da escola, ela forma uma equipe. A partir daí é só questão de detalhe. Um pequeno detalhe: aprender a dançar. O elenco também inclui Keiynan Lonsdale (o Kid Flash de “The Flash”), Drew Ray Tanner (o Fangs de “Riverdale”), Liza Koshy (“Liza on Demand”), Michelle Buteau (“Crônicas de San Francisco”) e Jordan Fisher (“A Vida Secreta de uma Adolescente Americana “). Escrito por Alison Peck (roteirista de “UglyDolls”) e dirigido por Laura Terruso (“Good Girls High”), “Dançarina Imperfeita” estreia em 7 de agosto.
Netflix acrescenta mais 10 milhões de assinantes no trimestre
A Netflix adicionou mais assinantes que o esperado no segundo trimestre de 2020, impulsionada pelo isolamento social e o fechamento de outras opções de lazer devido ao coronavírus. A gigante do streaming somou 10,09 milhões de novos assinantes no período, aumentando sua base global para quase 193 milhões, após um primeiro trimestre recorde para a empresa, quando adicionou 15,8 milhões de usuários durante os primeiros dias da pandemia. Os números superaram com folga a previsão da empresa, que acreditava poder conseguir mais 7,5 milhões de assinaturas, mas refletiram as expectativas mais otimistas de Wall Street. Em uma carta aos acionistas, a empresa atribuiu as adições adicionais à “aquisição e retenção melhores do que o previsto”. Com os resultados do primeiro semestre de 2020, a empresa acrescentou 26 milhões de novas assinaturas, não muito longe das 28 milhões conquistadas em todo o ano de 2019. No entanto, o relatório alerta que “o crescimento está diminuindo à medida que os consumidores passam pelo choque inicial das restrições cívicas e sociais”. A empresa está prevendo um número bem mais modesto, cerca de 2,5 milhões de novos assinantes, no terceiro trimestre – abaixo dos 6,8 milhões de um ano atrás. Embora a Netflix, como seus colegas tradicionais da indústria de entretenimento, tenha sido forçada a pausar a produção em vários de seus filmes e séries originais, ela continua a lançar mais projetos concluídos que qualquer outra empresa de audiovisual, alimentando um público carente por novidades, que só é informado de adiamentos nos cinemas e na TV. “Como nosso prazo de produção de conteúdo é longo, nossos planos para 2020 de lançar programas e filmes originais continuam intactos”, diz o relatório de lucros da empresa, dirigido ao mercado. “Para 2021, com base em nosso plano atual, esperamos que as produções pausadas levem a uma lista de conteúdo com mais ponderação, mas antecipamos que o número total de programas originais para o ano inteiro ainda será maior que em 2020.” A Netflix acrescentou que está buscando aquisições externas, como alguns filmes e séries de várias partes do mundo, para adicionar ao seu serviço. Entre os lançamentos mais recentes, a empresa disse que a série de comédia “Space Force” foi vista por 40 milhões de espectadores e o filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee, visto por 27 milhões. Os resultados foram especialmente positivos para Ted Sarandos, o chefe de conteúdo do serviço de streaming, responsável pela receita vitoriosa. O balanço trimestral foi acompanhado pelo anúncio de que Sarandos foi promovido a co-CEO da Netflix, ao lado de Reed Hastings, o CEO original.
Netflix vai produzir série animada baseada nos quadrinhos de Usagi Yojimbo
A Netflix anunciou a produção de “Samurai Rabbit: The Usagi Chronicles”, nova série animada baseada nos cultuados quadrinhos de “Usagi Yojimbo”, criados por Stan Sakai. O projeto foi anunciado pela primeira vez em 2018 por Sakai e o cineasta James Wan (“Aquaman”), que vão produzir juntos a adaptação. A ideia é fazer uso de computação gráfica e trazer referências de anime. A saga de Usagi Yojimbo, um ronin (samurai sem mestre) do Japão medieval, começou em 1984 em publicações independentes de Sakai, em meio a muitas lutas de espadas, intrigas políticas, Yokais (fantasmas) e criaturas mitológicas. Mas sempre se diferenciaram de criações do gênero por um detalhe. Seus personagens são bichos antropomórficos – como em “Zootopia” (2016), por exemplo. O protagonista é nada menos que um audacioso coelho espadachim. Ao contrário dos quadrinhos, porém, a série não acompanhará acompanhará o grande guerreiro Miyamoto Usagi, mas um descendente adolescente do futuro, Yuichi na sua jornada para se tornar um verdadeiro samurai, seguindo o exemplo do seu grande antepassado. Acompanhado de aliados, como um ninja e um ladrão acrobata, ele enfrentará todo tipo de desafios e inimigos até atingir seu objetivo. A série animada será uma coprodução do estúdio francês Gaumont, a Atomic Monster (produtora de James Wan) e a Dark Horse Entertainment (divisão de mídia da editora que atualmente publica o personagem). Apesar de nunca ter estrelado sua própria série, Usagi Yojimbo já apareceu na TV, num crossover que se estendeu a três produções animadas diferentes das “Tartarugas Ninja”. Mais recentemente, ele coestrelou um arco de três episódios de “As Tartarugas Ninja” da Nickelodeon em 2017. Ainda não há previsão para a estreia da atração da Netflix.
Advogado de Maradona ameaça Netflix por filme sobre o jogador
O jogador argentino Diego Maradona não gostou nada de descobrir que sua vida estava inspirando um projeto de filme da Netflix. O advogado do ex-camisa 10 da seleção da Argentina disse que pretende processar a Netflix por uso indevido da imagem de seu cliente no projeto de “The Hand of God”, que será dirigido por Paolo Sorrentino, grande fã do craque de futebol. O advogado Matias Morla ainda comentou no Twitter que, além do processo por uso não liberado da imagem, pretende fazer uma apresentação formal à Justiça pelo uso não autorizado de uma marca registrada de Maradona. “Diego Maradona não autorizou o uso de imagens para este filme. Com nossos colegas italianos, estamos definindo a estratégia legal para fazer uma apresentação formal à Justiça por uso indeterminado de uma marca registrada”, escreveu Morla no Twitter. O nome do filme faz referência a uma frase que o jogador usou para descrever o seu gol irregular contra a seleção da Inglaterra nas quartas de finais da Copa do Mundo de 1986, vencida pela Argentina. A Netflix ainda não divulgou muitas informações sobre a produção, que foi anunciada na semana passada. No entanto, o diretor Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Grande Beleza” (2013), revelou em comunicado que a trama se passará em Nápoles, sua cidade natal e local onde Maradona se consagrou na Itália, conquistando o Campeonato Italiano na temporada de 1986 e 1987 e a Copa da Itália na mesma época pelo time do Napoli. “Estou empolgado com a ideia de filmar em Nápoles novamente, exatos 20 anos após o meu primeiro filme. ‘The Hand of God’ vai representar pela primeira vez na minha carreira um filme íntimo e pessoal, um romance ao mesmo tempo alegre e doloroso”, disse Sorrentino. Numa entrevista à Variety, em 2015, o diretor falou sobre a importância de Maradona em sua vida. “Além de todas as coisas que eu disse antes sobre Maradona, ele involuntariamente salvou minha vida. Perdi meus pais quando tinha 16 anos em um acidente com o sistema de aquecimento em uma casa nas montanhas onde sempre costumava ir com eles. Naquele fim de semana, não fui porque queria assistir Maradona e o Napoli disputando uma partida em Empoli, e isso me salvou.” Ainda não há previsão para o início das filmagens ou para o lançamento do filme de Sorrentino na Netflix. Diego Maradona no autorizo el uso de su imagen para esta película. Con nuestros colegas italianos ya estamos diagramando la estrategia legal para hacer una presentación formal ante la Justicia por el uso indebido de una marca registrada. https://t.co/dKXi5H2g0O — MATIAS MORLA (@MatiasMorlaAb) July 11, 2020
Cursed: Clipe da série revela música cantada por Katherine Langford
A Netflix divulgou um novo vídeo de “Cursed: A Lenda do Lago”, que é na verdade um clipe com a letra da música “I Could Be Your King”, criada para a série de fantasia. A canção foi gravada pela atriz Katherine Langford (a Hannah de “13 Reasons Why”), que demonstra outro aspecto de seu talento artístico. Ela é formada em Teatro Musical, já cantou em montagens teatrais australianas e tem algumas músicas originais no YouTube – em que acompanha a si mesmo no piano. A letra de “I Could Be Your King” é basicamente um resumo da trama da série, mencionando a luta pela coroa britânica e o desejo da protagonista de ser mais que seu destino lhe reserva. “Eu não quero me afogar/ Posso ser o seu rei”, canta ela em um trecho. Criada por Frank Miller (o autor dos quadrinhos de “300”, “Cavaleiro das Trevas” e “Sin City”) e Tom Wheeler (roteirista da animação “O Gato de Botas”), a série propõe uma revisão radical da conhecida lenda do Rei Arthur, por meio de uma reinvenção de Nimue, vivida por Langford. Na trama, a personagem (mais conhecida como a Dama do Lago) surge como guardiã da espada mágica Excalibur e é ajudada pelo jovem Arthur em sua missão para encontrar o mago Merlin e salvar a magia. Ao longo dessa jornada, eles se tornam símbolos de coragem e rebelião contra os terríveis paladinos vermelhos do Rei Uther. O elenco também destaca Gustaf Skarsgård (o Floki de “Vikings”) como Merlin e Devon Terrell (Barack Obama no drama indie “Barry”) no papel de Arthur, além de Daniel Sharman (“The Originals”), Peter Mullan (“Westworld”), Sebastian Armesto (“Amor e Tulipas”), Billy Jenkins (“Humans”), Lily Newmark (“Han Solo”) e Catherine Walker (“Versailles”). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia na sexta-feira (17/7) em streaming.












