Bardo: Filme do diretor de “O Regresso” ganha novo trailer surreal
A Netflix divulgou novos pôster e trailer americanos de “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades”, que apresenta cenas surreais ao som de “I Am the Walrus”, hit psicodélico dos Beatles. Em clima de delírio, a prévia do novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, vai da Cidade do México à fronteira dos EUA, retratando cenas históricas, urbanas e a imigração em massa, enquanto o protagonista alucina. O protagonista é um jornalista mexicano vivido por Daniel Giménez Cacho (de “Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde precisa se reconectar com sua família, suas lembranças e sua própria identidade, travando uma luta intensa contra as próprias memórias e arrependimentos, ao mesmo tempo que tenta fazer as pazes com as transformações sociais do México. Descrita como uma “comédia nostálgica”, a produção é a primeira falada em espanhol de Iñárritu desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio Iñárritu em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), também destaca em seu elenco a atriz Griselda Siciliani (também de “Quem Matou Sara?”). Apesar das imagens impactantes da prévia e um prêmio paralelo no Festival de Veneza, o filme não impressionou a crítica. Atingiu 51% de aprovação no Rotten Tomatoes após passar por dez festivais internacionais. Iñárritu sentiu e se dedicou a fazer uma nova edição do filme, mais enxuta para o lançamento em streaming, que está marcado para 16 de dezembro.
Netflix cancela “Maldivas”, série estrelada por Bruna Marquezine
A Netflix cancelou “Maldivas”, série estrelada por Manu Gavassi e Bruna Marquezine, após uma única temporada. Além das duas melhores amigas, Sheron Menezzes, Carol Castro e Natalia Klein protagonizavam a produção. Klein também era criadora e roteirista da série, e publicou nas redes sociais um agradecimento a todos envolvidos na série pelo trabalho. “Sou profundamente grata por tudo que ganhei e aprendi ao longo desses anos e pelos profissionais incríveis que conheci, editoras e editor super-heróis, músicos gênios na trilha original e todo o elenco, em especial Manu Gavassi, Carol Castro, Sheron Menezzes, Bruna Marquezine e Vanessa Gerbelli”, escreveu. “E a diretora talentosa e parceira, Daina Giannecchini, que, assim como eu e todas as mulheres nesse mercado ainda muito machista, precisam passar por muito mais obstáculos, provações e julgamentos do que os homens — o que também nos torna muito mais resilientes e menos arrogantes”. Curiosamente, em agosto, circulou a notícia de que o elenco de “Maldivas” teria recebido o aviso de que a série seria renovada até a 3ª temporada, que seriam gravadas simultaneamente em 2023. A informação foi feita pela coluna de Patrícia Kogut, no jornal O Globo. A série, entretanto, não teve repercussão internacional. “Maldivas” não se destacou no Top 10 global da Netflix nem ganhou avaliação do Rotten Tomatoes. A produção brasileira mais promovida da Netflix em todos os tempos rendeu 11,3 milhões de horas assistidas em todo o mundo, graças basicamente ao público brasileiro. A série abriu em 3º no país, atrás de “Peaky Blinders 6” (1º) e “Stranger Things 4” (2º). A atração também atingiu o 7º lugar em Portugal, mas não emplacou no Top 10 dos principais mercados de língua espanhola, como México, Espanha e, incrivelmente, todos os vizinhos do Brasil na América do Sul. Como curiosidade, também não despertou interesse nas Maldivas reais, entre dezenas de outros países. Na trama, o título “Maldivas” é o nome do condomínio em que a goiana Liz (Bruna Marquezine) se infiltra para descobrir pistas da morte de sua mãe, incendida em seu apartamento. Lá, ela se depara com personagens exóticas, como Milene (Manu Gavassi), a síndica e rainha do Maldivas, com um corpo e uma vida aparentemente perfeitos junto ao marido, o cirurgião plástico Victor Hugo (Klebber Toledo), e Rayssa (Sheron Menezzes), uma ex-dançarina de axé convertida em empresária de sucesso, casada com o ex-vocalista de sua banda, Cauã (Samuel Melo). Há também Kat (Carol Castro), uma mãezona cujo marido, Gustavo (Guilherme Winter), cumpre prisão domiciliar. E ainda estão na trama Verônica (Natalia Klein), uma outsider meio gótica que destoa das mulheres do Maldivas, Miguel (Danilo Mesquita), o noivo interiorano de Liz, e o detetive Denilson (Enzo Romani). Para completar, o papel da mãe da protagonista foi encarnado por Vanessa Gerbelli, que foi mãe de Bruna Marquezine quando ela era criança na novela “Mulheres Apaixonadas”, de 2003. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Natalia Klein (@nataliakleintv)
Netflix libera trailer do documentário dos Racionais
A Netflix divulgou o trailer do documentário “Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo”, que traz depoimentos e imagens históricas da carreira dos rappers paulistas. Dirigida por Juliana Vicente (“Cidade Correria”), a obra traça a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock, cobrindo toda sua trajetória de três décadas, além de abordar o impacto e o legado dos artistas desde os primeiros shows nas ruas de São Paulo até os dias de hoje. Antes de chegar ao streaming, “Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo” terá exibição na 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com sessão de gala marcada para 31 de outubro, na Cinemateca. A produção será lançada em streaming no dia 16 de novembro.
1899: Terror dos criadores de “Dark” ganha trailer sombrio
A Netflix divulgou novos pôster e trailer nacionais de “1899”, série de terror dos criadores de “Dark”. A prévia acompanha uma viagem de navio que sofre um desvio para realizar o salvamento de outra embarcação. Mas ao chegar no suposto naufrágio, situações sobrenaturais começam a se manifestar, assombrando passageiros e tripulação no oceano sombrio. Desenvolvida pelos produtores e roteiristas alemães Baran Bo Odar e Jantje Friese, que causaram frenesi mundial com a trama de “Dark”, “1899” se passa num navio a vapor que vai de Londres a Nova York na data do título, enquanto a jornada se transforma em um pesadelo horrível. A atração reúne um elenco europeu variado, com destaque para os britânicos Emily Beecham (Melhor Atriz em Cannes pelo terror biológico “Little Joe”), Aneurin Barnard (“Dunkirk”) e Rosalie Craig (“Truth Seekers”), o português José Pimentão (da série da Amazon “Filhas da Lei”), o franco-camaronês Yann Gael (“Loro”), a francesa Mathilde Ollivier (“Operação Overlord”) e vários astros de produções europeias da Netflix, como o alemão Andreas Pietschmann (de “Dark”), o espanhol Miguel Bernardeau (“Elite”), o polonês Maciej Musial (“The Witcher”) e os dinamarqueses Lucas Lynggaard Tønnesen, Clara Rosager (ambos de “The Rain”) e Maria Erwolter (“O Ritual”), além da chinesa estreante Isabella Wei. A estreia está marcada para 17 de novembro.
Netflix divulga teaser de série baseada em “Cem Anos de Solidão”
A Netflix divulgou o primeiro teaser da série baseada no clássico da literatura “Cem Anos de Solidão”, escrito por Gabriel García Márquez. A prévia foi disponibilizada nessa sexta (21/10), data que marca o 40º aniversário do anúncio do prêmio Nobel de Literatura a Márquez, e destaca o longo processo de criação da cidade fictícia de Macondo, que é concebida em páginas datilografadas de uma máquina de escrever, passa para uma maquete e aos poucos começa a ganhar forma. Lançado em 1967, “Cem Anos de Solidão” narra várias gerações da família Buendía, cujo patriarca fundou a cidade fictícia de Macondo. O romance é conhecido por tratar do tema da solidão e da passagem do tempo por meio do realismo mágico. A série foi escrita por José Rivera (“Na Estrada”), em parceria com os escritores colombianos Natalia Santa (“O Maior Assalto”), Camila Brugés (“Fronteira Verde”) e Albatros González (“Lynch”), e por María Camila Arias (“Amores Modernos”). Já a direção ficou a cargo de Alex García López (“Cowboy Bebop”) e Laura Mora (“Matar a Jesús”). O design de produção é assinado por Eugenio Caballero (vencedor do Oscar por “O Labirinto do Fauno”) e Bárbara Enríquez (“Roma”). Já a direção de fotografia é de Paulo Pérez (“Notícia de um Sequestro”). Por fim, a série ainda conta com as diretoras de casting Yolanda Serrano e Eva Leira, responsáveis pelo casting de séries como “La Casa de Papel” e “Elite”. Produzida por Rodrigo García e Gonzalo García Barcha, filhos de Gabriel García Márquez, a série “Cem Anos de Solidão” ainda não tem previsão de estreia. Assista abaixo ao teaser.
Netflix reforça que “The Crown” é uma “dramatização fictícia”
A Netfix esclareceu que a série “The Crown” é uma “dramatização fictícia” da história da família real britânica. O esclarecimento foi feito por meio da adição dessa informação na descrição do trailer da 5ª temporada, no YouTube. A descrição diz o seguinte: “Inspirada em eventos reais, esta dramatização fictícia retrata a história da rainha Elizabeth II e os eventos políticos e pessoais que moldaram seu reinado.” Um porta-voz da Netflix disse ao site Variety que “‘The Crown’ sempre foi apresentado como um drama baseado em eventos históricos. A 5ª temporada é uma dramatização fictícia, imaginando o que poderia ter acontecido entre portas fechadas durante uma década significativa para a Família Real – década que já foi escrutinada e bem documentada por jornalistas, biógrafos e historiadores”. Recentemente, a Netflix tem sido alvo de críticas por apresentar conteúdos relacionados à família real que podem ser compreendidos como genuínos pelo público. A imprensa britânica informou que fontes dentro do Palácio de Buckingham estão preocupadas com a representação do caso entre o agora Rei Charles e Camilla Parker-Bowles, caso este que aconteceu enquanto ele ainda era casado com a Princesa Diana. Após a morte de Diana (que deve ser apresentada apenas na 6ª e última temporada da série), Charles se casou com Camilla. E quando ele subiu ao trono no mês passado, após a morte da rainha Elizabeth II, Camilla se tornou rainha consorte. Entretanto, ao mostrar Charles como infiel, “The Crown” poderia prejudicar a sua imagem. Por isso, o reforço sobre “dramatização ficcional” foi incluído na descrição da série. No início desta semana, a atriz Judi Dench (“Belfast”) escreveu uma carta ao jornal The Times, de Londres, chamando “The Crown” de “sensacionalismo bruto” e afirmando que a atração deveria trazer um aviso de “ficção” no início de cada episódio. A 5ª temporada de “The Crown” estreia em 9 de novembro na Netflix. Assista abaixo ao trailer.
Estreias: As 10 melhores séries da semana
A série sobre Sílvio Santos concentra as atenções na semana, apesar da lista de estreias ser fortemente marcada pelo terror com o lançamento de quatro títulos. Há também a volta épica de “Bárbaros” e a estreia da sci-fi “Periféricos” com Chloë Grace Moretz. Confira abaixo as 10 melhores séries para maratonar ou começar a acompanhar nesta semana. | O REI DA TV | STAR+ A minissérie sobre a vida de Sílvio Santos é divulgada como uma produção para quem gosta e quem não gosta de Sílvio Santos. Na obra, ele aparece diferente do personagem que tem sido apresentado ao público há décadas, como um homem ambicioso capaz de tomar decisões questionáveis por trás das câmeras. Sem compromisso de ser uma produção documental, a trama mistura fatos reais com extrapolações (ficção) e não tem aprovação da família Abravanel. O gancho é uma crise de Silvio Santos, após perder a voz ao vivo e descobrir um problema de saúde que poderia afastá-lo da TV. Esse momento vulnerável (e verídico) é o pano de fundo para apresentar a trajetória do apresentador, de uma forma que é, ao mesmo tempo, reverente e ousada. Cobrindo desde a juventude de Senor Abravanel como camelô nas ruas do Rio de Janeiro, os episódios exploram sua relação inicial com os carnês do Baú da Felicidade e seguem sua escalada para chegar à TV, ao mesmo tempo em que registram seus dias mais recentes como dono de canal televisivo. Na fase madura, ele é interpretado por José Rubens Chachá (“Bom Dia, Verônica”), enquanto Mariano Mattos Martins (“Hebe: A Estrela do Brasil”) vive o apresentador na juventude. A direção é de Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”). | PERIFÉRICOS | AMAZON PRIME VIDEO A série sci-fi produzida pelos criadores de “Westworld” traz Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como uma mulher desiludida dos EUA rural, que não vê futuro em sua vida. Até que o futuro chega pelas mãos de seu irmão, vivido por Jack Reynor (“Midsommar”): um novo simulador beta de realidade virtual. Impressionada com o realismo das imagens do aparelho que o irmão foi contratado para testar, ela logo muda de ideia ao perceber que pode ser ferida de verdade ao usar o aparelho perigoso. Na verdade, o que os irmãos pensam ser uma simulação do ciberespaço revela-se uma conexão real com o futuro, possibilitada por uma tecnologia de outra época. A trama é baseada no best-seller homônimo de William Gibson, criador do movimento cyberpunk, e lida com linhas temporais diferentes e como um contato com o futuro pode influenciar o presente e impactar a História. A adaptação foi feita por Scott B. Smith, escritor dos livros que viraram o suspense “Um Plano Simples” (1998) e o terror “As Ruínas” (2008), com Jonathan Nolan e Lisa Joy (os criadores de “Westworld”) atuando como produtores por meio de sua empresa Kilter Films. A série é o primeiro fruto de um contrato fechado pelo casal com a Amazon para desenvolver novas atrações exclusivas. Para completar, o primeiro episódio tem direção do cineasta Vincenzo Natali (“Cubo”, “Splice – A Nova Espécie”) | BÁRBAROS 2 | NETFLIX No estilo das batalhas épicas de “Vikings”, a série alemã que se passa na época do Império Romano e conta como tribos guerreiras rivais formaram uma aliança estratégica para enfrentar as legiões invasoras e ocasionar a maior derrota já sofrida por Roma. A série é estrelada pelo austríaco Laurence Rupp (“Os Sonhados”) no papel histórico de Arminius, um bárbaro criado pelos romanos e que usou seu conhecimento militar dos rivais para se tornar um lendário herói germânico. Ele foi capaz de unir as tribos rivais para a batalha sangrenta, que forçou Roma a fugir da Germânia. A 2ª temporada explora a vingança romana, numa tentativa de retomar as terras além do rio Reno. Um ano após sua derrota, os romanos retornam liderados por Flavus (Daniel Donskoy), enquanto as tribos vencedoras buscam se fortalecer com novos aliados. Há traições, reviravoltas e muitas batalhas. A série tem produção executiva de Andreas Heckmann (“Out of Control”) em parceria com Arne Nolting e Jan Martin Scharf, os produtores-roteiristas da versão alemã da série hospitalar adolescente “The Red Band Society”, e direção de Steve Saint Leger, que comandou a sci-fi “Sequestro no Espaço” e vários episódios de “Vikings”. | OS WINCHESTERS | HBO MAX Prólogo de “Supernatural”, a nova série semanal de terror conta a história dos pais de Sam e Dean, os irmãos Winchester do programa original. Enquanto Mary Campbell é apresentada como uma jovem de 19 anos que tem lutado contra as forças das trevas desde a infância, John Winchester é um veterano da Guerra do Vietnã que até recentemente desconhecia a existência de demônios. Os personagens principais são interpretados por Meg Donnelly (“American Housewife”) e Drake Rodger (“Not Alone”). “The Winchesters” é comandada pelo showrunner Robbie Thompson, que foi co-produtor executivo de “Supernatural”, e conta com produção de Jensen Ackles, o Dean, que também participa como narrador da história. Outra curiosidade do elenco é a escalação de Tom Welling (o Clark Kent de “Smallville”) como Samuel Campbell, o pai de Mary, originalmente interpretado por Mitch Pileggi em “Supernatural”. Samuel é um caçador veterano e autoritário que ensinou a Mary tudo o que sabe, mas só vai aparecer a partir do episódio sete. | DEIXA ELA ENTRAR | PARAMOUNT+ O livro do sueco John Ajvide Lindqvist já rendeu dois filmes: a adaptação original “Deixa Ela Entrar” (2008) e o remake hollywoodiano “Deixe-me Entrar” (2010), estrelado por Chloe Moretz e assinado por Matt Reeves (do novo “Batman”). Por ser uma história já bem conhecida, ela passou por grande transformação para virar série, ficando quase irreconhecível. Na produção de Andrew Hinderaker, roteirista de “Penny Dreadful” e criador de “Away”, a vampira mirim e sua família são latinos, e o menininho loiro que se torna o melhor amigo da predadora é interpretado por um adolescente negro, Ian Foreman (“Merry Wish-Mas”). O que permanece é a história do menino que, vítima de bullying de seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos, que começaram a abalar a população local. A série enfatiza o relacionamento da vampira mirim com sua família, trazendo o ator mexicano Demián Bichir (“Mundo em Caos”) como o pai e a brasileira Fernanda Andrade (“A Filha do Mal”) como a mãe – personagem que não aparece nos filmes. Já a menina é vivida por Madison Taylor Baez, a jovem Selena de “Selena: A Série”. | AMERICAN HORROR STORY: NYC | STAR+ A 11ª temporada da série de antologia se passa em Nova York durante 1981, quando um serial killer espreita a comunidade gay – a trama é supostamente baseada nos ataques de um psicopata real, batizado de The Last Call Killer por escolher suas vítimas entre os frequentadores de bares gays. Nos dois primeiros episódios disponibilizados, os fãs da série vão encontrar telefonemas assustadores, drogas, sequestro, tortura, desmembramento, assassinato, erupções cutâneas bizarras e um monte de festas noturnas. E, claro, vários habitués da produção, como Denis O’Hare (integrante da série desde o primeiro episódio, de 2011), Zachary Quinto (que participou entre 2011 e 2013), Billie Lourd (entre 2017 e 2021), Leslie Grossman (também de 2017 a 2021), Isaac Powell (em 2021) e Patti LuPone (em 2013). Há também outros colaboradores recorrentes do produtor Ryan Murphy, como Sandra Bernhard (“Pose”), Joe Mantello (“Hollywood” e “The Normal Heart”) e Charlie Carver (“Ratched”). O destaque, porém, coube a Russell Tovey (“Looking”), que trabalha com o criador de “AHS” pela primeira vez. Ele vive um detetive enrustido que é a única esperança para a comunidade LGBTQIAP+, porque o resto dos policiais não pode se importar menos se alguém está matando gays. | CHUCKY 2 | STAR+ “Chucky” está de volta para aterrorizar os sobreviventes da 1ª temporada e implantar um plano maligno de terror de plástico. Na trama, o personagem-título encontrou suas novas vítimas ao ser adquirido numa venda de garagem pelo jovem Jake (Zackary Arthur, de “Transparent”), adolescente gay que sofre bullying. Inesperadamente, Chucky demonstra empatia pela situação do jovem, mas da forma mais sangrenta possível. Porém Jake e seus amigos acabam incriminados e enviados para um internato católico com regras rígidas. Paralelamente, o plano do brinquedo começa a ganhar vidas (plural) com a volta de Tiffany, a noiva de Chucky, e um exército de brinquedos assassinos com facas de açougueiro. A versão seriada de “Chucky” foi desenvolvida por Don Mancini, o criador do personagem, que escreveu o roteiro do primeiro “Brinquedo Assassino” em 1988 e desde então explora a franquia sem parar – assinou seis continuações e dirigiu três longas do monstro de plástico. Além de escrever os roteiros e produzir os episódios, Mancini também dirigiu o capítulo inaugural da série. O elenco da atração ainda destaca Jennifer Tilly, protagonista de “A Noiva de Chucky”, e recupera a dublagem clássica de Chucky, feita pelo ator Brad Dourif, num contraponto ao remake recente em que o boneco foi dublado por Mark Hamill (o Luke Skywalker). | SAGRADA FAMÍLIA | NETFLIX O novo suspense espanhol de Manolo Caro, criador de “A Casa das Flores”, tem como o tema a maternidade em todas as suas manifestações amorosas e às vezes assassinas. Os episódios se passam do final dos anos 90 ao início dos anos 2000, e acompanham uma família que se muda para Madri, na Espanha, para deixar seu passado para trás. Mas a medida que começam a formar diferentes relacionamentos com seus novos vizinhos, o segredo perturbador que tentam esconder ameaça vir à tona. O elenco é formado por vários conhecidos de séries espanholas, incluindo duas integrantes de “La Casa de Papel”, Najwa Nimri e Alba Flores. | RECOMEÇO | NETFLIX A minissérie dramática estrelada pela atriz Zoë Saldaña (“Guardiões da Galáxia”) começa como uma história romântica. A estrela vive uma americana que se apaixona por um chef (o novato Eugenio Mastrandrea) enquanto estuda na Itália. Posteriormente, ela constrói uma vida com ele nos Estados Unidos. Mas então vem a reviravolta tradicional do gênero – veja-se toda a prateleira de obras de Nicholas Sparks – , que envolve doença e a necessidade de seguir em frente. A diferença em relação aos vários exemplares similares é que essa história é real. A atração adapta um best-seller escrito pela também atriz Tembi Locke (das séries “Eureka” e “The Magician”) com base em sua própria vida. A adaptação é assinada pela irmã de Tambi, a roteirista Attica Locke, que escreveu episódios de “Empire” e da minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us), e é produzida pela própria Zoë Saldaña em parceria com Reese Witherspoon (de “Big Little Lies”). | EXCEPTION | NETFLIX o anime de terror espacial mistura animação tradicional e 3D. Passado num futuro distante, após a humanidade ter sido expulsa da Terra, a trama segue uma equipe de reconhecimento enviada para procurar um planeta adequado para terraformação. Toda a tripulação é criada através de uma impressora 3D biológica. Porém, o mau funcionamento do sistema faz com que um dos membros surja em um estado deformado e passe a enfrentar os demais tripulantes. Escrito por Hirotaka Adachi, também conhecido como Otsuichi (“Ultraman Jîdo”), a produção destaca uma trilha sonora de Ryuichi Sakamoto, veterano compositor japonês que venceu o Oscar por seu trabalho em “O Último Imperador” (1987) – e mais recentemente compôs a trilha de “O Regresso” (2015).
Estreias: 10 filmes pra ver em casa
A fantasia infantil “A Escola do Bem e do Mal” é o principal lançamento de uma semana sem grandes estreias de sucesso para ver em casa. Além desse título, há mais três atrações infantis, enquanto os destaques para os adultos são dois filmes nacionais: “A Viagem de Pedro”, que reflete o legado da independência do Brasil, e “Predestinado”, cinebiografia do médium Zé Arigó. Confira abaixo 10 sugestões dentre os títulos mais recentes das plataformas streaming e das locadoras digitais. | A ESCOLA DO BEM E DO MAL | NETFLIX A superprodução de fantasia tem estrelas famosas e cenários deslumbrantes, mas sua trama genérica reflete uma característica casa vez mais comum entre os filmes caros da Netflix: a falta de originalidade. Baseada no best-seller infantil de Soman Chainani, a história é uma combinação de “Harry Potter” e “Wicked: A História não Contada das Bruxas de Oz”, e acompanha duas melhores amigas, Sophie e Agatha, que entram numa escola onde meninos e meninas comuns são treinados para serem heróis e vilões de fábulas encantadas. Com suas ambições de princesa, Sophie acredita que será escolhida para a Escola do Bem para se juntar às fileiras de ex-alunas como Cinderela e Branca de Neve. Enquanto isso, a aparência sombria de Agatha parece se encaixar naturalmente entre os vilões da Escola do Mal. Mas a sorte das meninas se inverte, com Sophie caindo na Escola do Mal e Agatha na Escola do Bem, o que coloca a amizade das duas à prova. O elenco destaca Kerry Washington (da série “Scandal”) e Charlize Theron (do filme “O Escândalo”) como professoras dessa espécie de Hogwarts dos contos de fada, enquanto as protagonistas adolescentes são vividas por Sophia Anne Caruso (“Valete de Copas”) e Sofia Wylie (“High School Musical: A Série: O Musical”). A adaptação foi escrita por David Magee (de “As Aventura de Pi” e da vindoura “A Pequena Sereia”) e a direção é de Paul Feig (“Missão Madrinha de Casamento”). | O CLUBE DAS CRIANÇAS FEIAS | HBO MAX A distopia infantil se passa num futuro em que o presidente da Holanda resolve se livrar de todas as crianças feias do país, mas um garoto orelhudo consegue escapar e iniciar uma revolta contra o governo, inspirando a resistência da nova geração contra o preconceito. Dirigida por Jonathan Elbers (“Fashion Chicks”), a adaptação do livro de Koos Meinderts venceu sete prêmios internacionais, incluindo Melhor Filme Infantil no Festival de Zurique, na Suíça. | A AVÓ | HBO MAX Uma modelo parisiense tem que voltar a Madri às pressas para cuidar de sua avó, que a criou, e que acaba de sofrer um derrame cerebral. Mas passar alguns dias com a mulher idosa se transforma em um pesadelo inesperado. Além de explorar a gerontofobia – medo de idosos – que ajudou a transformar “X: A Marca da Morte” num grande sucesso, o terror espanhol também é claustrofóbico, por se passar quase que inteiramente na casa da avó. Com direção de Paco Plaza, dos ótimos “[REC]” e “Verônica”, o filme venceu o Festival de Gérardmer, na França, e foi indicado a dois prêmios Goya (o Oscar espanhal). O lançamento em streaming acontece no sábado (22/10). | O DESCONHECIDO | NETFLIX O suspense australiano traz Joel Edgerton (“Obi-Wan Kenobi”) como um policial disfarçado, que constrói uma forte conexão com um suspeito de assassinato, vivido por Sean Harris (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), para ganhar a confiança dele e, assim, conseguir uma confissão. O roteiro se baseia numa história real: o sequestro de um adolescente seguido de assassinato, que motivou empenho de policiais durante anos a fio, mas que também os afetou profundamente. A princípio, Edgerton pretendia dirigir o filme, mas se impressionou com “Acute Misfortune”, estreia na direção do ator Thomas M. Wright (“Top of the Lake”), também baseada numa história real, e convidou o colega a assumir a adaptação do livro-reportagem sobre o crime. O resultado chega à Netflix após ser exibido em festivais internacionais e conquistar 96% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | A VIAGEM DE PEDRO | TELECINE Cauã Reymond (“Alemão”) vive Dom Pedro I no drama histórico, que chega aos cinemas na véspera dos 200 anos da proclamação da Independência. Entretanto, o longa de Laís Bodanzky, diretora dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Como Nossos Pais” (2017), não é um filme para exaltar a data, como foi o marco dos 150 anos, “Independência ou Morte”. O drama de época acompanha o imperador brasileiro em sua viagem de exílio, após ser expulso do país que ele fundou. Destronado, depressivo e doente, ele busca encontrar forças durante a travessia do Atlântico para enfrentar seu irmão, que usurpou seu trono em Portugal, enquanto recorda seu período no Brasil, desde a chegada na colônia à proclamação da independência. O retrato não é heroico, muito pelo contrário, e serve de contraponto à celebração acrítica do bicentenário. O elenco ainda destaca a alemã Luise Heyer (da série “Dark”) como a imperatriz Leopoldina, a artista plástica Rita Wainer, que estreia como atriz no papel de Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, o irlandês Francis Magee (“Into the Badlands”), o guineense Welket Bungué (“Berlin Alexanderplatz”) e vários atores portugueses, com destaque para Luísa Cruz (“As Mil e uma Noites”), João Lagarto (“O Filme do Bruno Aleixo”) e Victória Guerra (“Variações”). | PREDESTINADO | VOD* O primeiro filme dirigido por Gustavo Fernández (da novela “Pantanal”) traz Danton Mello (“Vai que dá Certo”) como Zé Arigó, um homem comum que recebe o espírito de Dr. Fritz, médico alemão falecido durante a 1ª Guerra Mundial, e se torna um milagreiro. Criticado por céticos, ele teria salvo inúmeras vidas por intermédio da cirurgia espiritual. O drama espírita também destaca Juliana Paes (“Pantanal”) como sua esposa e o inglês James Falkner (“Da Vinci’s Demons”) como o espírito do Dr. Fritz. E chega aos cinemas com uma missão: recuperar a fé no espiritismo depois que o Brasil parou para acompanhar o escândalo do médium João de Deus, condenado por crimes sexuais contra mulheres que acreditavam em seu poder de cura. O biografado é exemplar neste sentido, já que sempre foi humilde. Perseguido, chegou a ser preso por curandeirismo, mas teve o trabalho documentado em filme por pesquisadores americanos, que não conseguiram contestá-lo. Como diz o filme, se tivesse nascido em outro país, Arigó seria motivo de estudo, não de rechaço. | OPERAÇÃO CERVEJA | APPLE TV+ O novo longa de Peter Farrelly, diretor de “Green Book”, filme vencedor do Oscar 2019, tem uma premissa muito absurda, mas não inventada. O filme conta a história real de John “Chickie” Donohue, um jovem conservador americano que deixou Nova York em 1967 para, sem noção, ir ao Vietnã com a missão de levar cervejas e alegrar seus amigos de infância que serviam no Exército. A experiência acaba sendo transformadora, pois ao chegar lá ele percebe que a guerra não era nada como ele imaginava. Zac Efron (“Baywatch”) tem o papel principal e o elenco ainda destaca Bill Murray (“Os Mortos Não Morrem”), como o dono do bar em que ele tem a ideia maluca, e Russell Crowe (“Robin Hood”) no papel de um fotojornalista que ele conhece no Vietnã e lhe serve de guia na guerra. O roteiro é assinado por Brian Currie, que co-escreveu “Green Book”, por Pete Jones (“Passe Livre”) e pelo próprio Farrelly. Mas desta vez o resultado não render nenhum Oscar – teve só 42% de aprovação no Rotten Tomatoes. | RAYMOND & RAY | APPLE TV+ Ewan McGregor (“Obi-Wan Kenobi”) e Ethan Hawke (“Cavaleiro da Lua”) interpretam meios-irmãos que tiveram um pai horrível e se reencontram, após muitos anos, quando este morre. Durante o funeral, eles descobrem que o último desejo do pai era que os dois cavassem a sepultura dele. Com isso, acabam desenterrando os ressentimentos de suas vidas, refletindo sobre os homens que se tornaram, tanto por causa do pai, quanto apesar dele. Roteiro e direção são do colombiano Rodrigo García (“Albert Nobbs”). | O LENDÁRIO CÃO GUERREIRO | VOD* A animação que traz dublagem em português do comediante Paulo Vieira (do “BBB 22”) acompanha Hank, um cão sem sorte que resolve trocar sua vizinhança de cachorros raivosos por uma cidade cheia de gatos, após ser salvo por um samurai gatuno. Seu objetivo é encontrar um gato mestre para treinar e virar um samurai, mas o problema desse plano é que os gatos odeiam cachorros. Na produção original americana, Hank é dublado pelo ator Michael Cera (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”), enquanto Samuel L. Jackson (“Capitã Marvel) interpreta seu sensei felino Jimbo, num elenco cheio de vozes de famosos. O filme conta com a direção de três veteranos da Disney, que trabalharam juntos no clássico “Rei Leão” (1994): Rob Minkoff (o diretor original), Mark Koetsier (animador) e Chris Bailey (animador). Mas não impressionou nem público nem crítica (55% de aprovação) nos EUA. | TROMBA TREM – O FILME | VOD* A animação brasileira, baseada na série homônima do Cartoon Network, acompanha Gajah, um elefante sem memória que, ao ficar célebre, acaba se afastando de seus velhos companheiros de viagem no Tromba Trem. O estrelato dura pouco, pois ele logo se torna o principal suspeito de misteriosos raptos. Desvendar o mistério só será possível com a ajuda dos amigos pré-fama: um grupo de cupins obstinados e Duda, uma empolgada e inocente tamanduá vegetariana. A direção é de Zé Brandão, criador dos personagens e produtor de “O Irmão do Jorel”. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
“Cyberpunk: Mercenários” não terá 2ª temporada
“Cyberpunk: Mercenários”, anime da Netflix baseado no game “Cyberpunk 2077” da CD Projekt Red, não ganhará novas temporadas. O anúncio foi feito por Satoru Hanma, gerente de comunidade do estúdio, numa entrevista ao site japonês Famitsu. O executivo afirmou que a produção sempre foi idealizada como uma série de apenas uma temporada. Embora afirme ainda desejar fazer novos animes da franquia, Hanma garantiu que qualquer tipo de “continuação” será “completamente diferente de ‘Mercenários’”. “Pessoalmente, gostaria de continuar trabalhando com estúdios japoneses para produzir mais animes, em parte porque recebemos um feedback muito bom”. Lançada em setembro, “Cyberpunk: Mercenários” arrancou elogios rasgados da crítica especializada, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Muitas resenhas afirmaram que a série animada era melhor que o próprio jogo. Desenvolvida em estilo anime pelo Studio Trigger (“Star Wars: Visions”), a 1ª temporada tem direção de Hiroyuki Imaishi (“Kill la Kill”) e conta uma história independente de 10 episódios sobre um garoto de rua, que vira mercenário para sobreviver numa cidade do futuro obcecada por tecnologia e modificação corporal. Veja o trailer da atração.
Nada de Novo no Front: O horror da guerra ganha trailer visceral
A Netflix divulgou um trailer visceral de “Nada de Novo no Front”, adaptação do clássico literário de Erich Maria Remarque sobre a campanha alemã durante a 1ª Guerra Mundial. Considerada uma das principais obras sobre o horror da guerra, o livro já tinha sido trazido às telas em 1930, com direção de Lewis Milestone, quando venceu o Oscar de Melhor Filme. Esta, entretanto, é a primeira adaptação alemã, com direção de Edward Berger (das séries “Deutschland 83” e “Your Honor”) e um elenco que destaca Sebastian Hülk (“Dark”), Daniel Brühl (“Falcão e o Soldado Invernal”), Albrecht Schuch (“Berlin Alexanderplatz”), Anton von Lucke (“Frantz”) e Devid Striesow (“Eu Estava em Casa, Mas…”). A trama original foi criada a partir da própria experiência de Remarque na guerra. A história gira em torno de um jovem idealista alemão que, instigado pelo patriotismo de seus professores, alista-se para lutar pelo país. Mas, em vez de glórias, encontra o despreparo, a violência extrema e a loucura no front, testemunhando seus colegas de classe morrerem um por um. Exibido no Festival de Toronto, o filme impressionou a crítica norte-americana, que lhe deu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento em streaming vai acontecer em 28 de outubro.
Judi Dench critica “The Crown”: “Sensacionalismo bruto”
A atriz Judi Dench (“Belfast”) criticou a vindoura 5ª temporada da série “The Crown”. Numa carta aberta publicada pelo jornal londrino The Times, Dench acusou os produtores da atração de borrarem “as linhas entre a precisão histórica e o sensacionalismo bruto”. Entre as preocupações levantadas pela atriz na sua carta, destaca-se a possibilidade de a série convencer os espectadores, especialmente seu público internacional, de que a dramatização vista na tela é um retrato genuíno da história da família real. Dench aponta como exemplo problemático disso o relato de que a 5ª temporada mostraria o príncipe Charles conspirando para derrubar a sua mãe, a falecida rainha Elizabeth II, e assumir o trono durante o início dos anos 1990. Segundo a atriz, ao tentar empurrar essa narrativa como verdadeira, a série está sendo “cruelmente injusta com os indivíduos e prejudicial à instituição que eles representam”. Dench se diz defensora da liberdade artística, mas afirma que os pronunciamentos da Netflix de que “The Crown” é um “drama ficcional” não são suficientes para diminuir a noção de realidade histórica que a série passa. O ideal, segundo ela, é que a série insira um aviso mais explicito antes de cada episódio. A atriz também pede que a Netflix considere os sentimentos da família real e do Reino Unido, que ainda estão de luto pela morte da rainha. Segundo Dench, o ato de a Netflix assumir uma maior responsabilidade seria uma “marca de respeito a uma soberana que serviu seu povo tão obedientemente por 70 anos e uma forma de preservar sua reputação aos olhos de seus assinantes britânicos.” Judi Dench teve uma relação muito próxima com a família real. Ela foi nomeada dama pela falecida rainha em 1988 e já interpretou tanto a rainha Elizabeth I (no filme “Shakespeare Apaixonado”) quanto a rainha Victoria (em “Sua Majestade, Mrs. Brown” e “Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”). Além dela, o ex-primeiro-ministro britânico John Major, interpretado por Jonny Lee Miller na série, também criticou “The Crown” por apresentar a “mentira prejudicial e maliciosa” de que Charles planejou expulsar a rainha. Em uma declaração ao jornal Mail on Sunday, Major disse que a decisão da série de retratar essa história falsa nada mais é do que “um barril de bobagens jogado para fornecer o máximo de impacto dramático totalmente falso.” A 5ª temporada de “The Crown” estreia em 9 de novembro na Netflix. Leia abaixo a carta aberta de Judi Dench na íntegra. “Senhor, Sir John Major não está sozinho em suas preocupações de que a última série de ‘The Crown’ apresentará um relato impreciso e doloroso da história (News, 17 de outubro). De fato, quanto mais próximo o drama se aproxima de nossos tempos atuais, mais ele parece livremente disposto a borrar as linhas entre a precisão histórica e o grosseiro sensacionalismo. Embora muitos reconheçam ‘The Crown’ pelo relato brilhante, mas ficcional, dos eventos que ela é, temo que um número significativo de espectadores, principalmente no exterior, possa considerar sua versão da história totalmente verdadeira. Dadas algumas das sugestões dolorosas aparentemente contidas na nova série – que o rei Charles conspirou para sua mãe abdicar, por exemplo, ou que uma vez sugeriu que a paternidade de sua mãe era tão deficiente que ela poderia ter merecido uma sentença de prisão – isso é cruelmente injusto para os indivíduos e prejudiciais à instituição que representam. Ninguém acredita mais na liberdade artística do que eu, mas isso não pode passar sem contestação. Apesar de terem declarado publicamente esta semana que ‘The Crown’ sempre foi um ‘drama ficcional’, os criadores da série resistiram a todos os pedidos para que eles carregassem um aviso no início de cada episódio. Chegou a hora de a Netflix reconsiderar – pelo bem de uma família e de uma nação tão recentemente enlutada, como uma marca de respeito a uma soberana que serviu seu povo com tanto zelo por 70 anos e para preservar sua reputação aos olhos de seus assinantes britânicos. Dama Judi Dench Londres W1”
The Crown: Trailer da 5ª temporada destaca crise na monarquia
A Netflix divulgou o trailer da 5ª temporada de “The Crown”, que acompanha a saga da família real britânica durante a crise causada pelo fim do casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. Os próximos episódios trazem Imelda Staunton, a Dolores Umbridge da saga “Harry Potter”, como última intérprete da rainha Elizabeth II. O papel já foi vivido anteriormente por Claire Foy (nos dois primeiros anos) e Olivia Colman (3ª e 4ª temporadas) e agora será de Stauton por mais duas temporadas, até o encerramento da série. O resto do elenco também foi alterado para refletir a passagem do tempo, trazendo Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como o príncipe Philip, Lesley Manville (de “Trama Fantasma”) como a princesa Margaret, Dominic West (“The Affair”) como o príncipe Charles e Elizabeth Debicki (“Tenet”) como a princesa Diana, além de Claudia Harrison (“Humans”) como a Princesa Anne, Jonny Lee Miller (“Elementary”) como o primeiro ministro John Major e Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”) como Dodi Al-Fayed. A 5ª temporada vai estrear em 9 de novembro.
Netflix anuncia documentário dos Racionais pra novembro
A Netflix anunciou o lançamento de um documentário sobre o grupo de rap Racionais MC’s. Intitulado “Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo”, o documentário será lançado em 16 de novembro. Dirigida por Juliana Vicente (“Cidade Correria”), a obra mostrará a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock, com entrevistas exclusivas e imagens de arquivo de toda a trajetória do grupo. Com cenas inéditas gravadas ao longo demais de 30 anos, a produção também abordará o impacto e o legado dos músicos desde os primeiros shows nas ruas de São Paulo até os dias de hoje. Antes de chegar ao streaming, “Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo” terá exibição na 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com sessão de gala marcada para 31 de outubro, na Cinemateca. 30 anos fazendo história. O documentário Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo chega dia 16 de novembro. pic.twitter.com/5MQAUxFTqU — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 19, 2022 QUEM NÃO TÁ EMPOLGADO PODE DAR UNFOLLOW AÍ — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 19, 2022










