Universal se torna terceiro estúdio do ano a atingir US$ 5 bilhões de arrecadação mundial
A Universal Pictures se tornou o terceiro estúdio de Hollywood a bater a marca de US$ 5 bilhões de arrecadação mundial em 2017, juntando-se à Disney e à Warner na lista de empresas que atingiram o valor neste ano. Assim como aconteceu com a Warner, foi apenas a segunda vez que a Universal obteve este faturamento. Já a Disney atingiu US$ 5 bilhões nos três últimos anos consecutivos e é o único estúdio que conseguiu registrar US$ 6 milhões num único ano – justamente no ano passado. Quase 70% do montante da Universal veio de bilheterias internacionais, e duas produções respondem por quase metade do total: “Velozes & Furiosos 8” e “Meu Malvado Favorito 3”, que renderam US$ 1,23 bilhão e US$ 1,03 bilhão. “Velozes e Furiosos 8 ” virou o longa mais rentável de todos os tempos na China e, com o sucesso do novo filme, a franquia “Meu Malvado Favorito” tornou-se a saga animada de maior bilheteria da história. A Universal também foi a única empresa cinematográfica a emplacar dois lançamentos bilionários em 2017. A Disney, que chegou mais rapidamente à casa dos US$ 5 bilhões, só conseguiu um: “A Bela e a Fera”. Com US$ 1,26 bilhão, a fábula com atores foi a maior bilheteria do ano. Entretanto, este cenário pode mudar com a estreia de “Star Wars: Os Últimos Jedi” a partir do fim de semana. Outras produções da Universal que também se destacaram neste ano foram “A Múmia”, que, apesar de ter arrecadado US$ 409 milhões ao redor do mundo, foi considerado um fracasso pelos altos custos de sua produção, além de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, com US$ 381 milhões, e os surpreendentes “Fragmentado” e “Corra!”, produções baratas de terror que atingiram US$ 278 milhões e US$ 254 milhões, respectivamente.
Warner ultrapassa a marca de US$ 5 bilhões de bilheteria mundial pelo segundo ano
A Warner Bros. Pictures cruzou a marca dos US$ 5 bilhões de arrecadação na bilheteria mundial pela segunda vez em sua história. O feito foi conseguido principalmente por conta de cinco lançamentos que arrecadaram mais de US$ 500 milhões em todo o mundo, quantidade que também foi um recorde do estúdio. As cinco maiores bilheterias do estúdio em 2017 foram “Mulher-Maravilha” (US$ 821,8M), “It – A Coisa” (US$ 694,2M), “Liga da Justiça” (US$ 570,3), “Kong: Ilha da Caveira” (US$ 566.7M) e “Dunkirk” (US$ 525 milhões). Como “Liga da Justiça” é um lançamento recente, o faturamento da produção deve aumentar. Além destes, três lançamentos do estúdio atingiram US$ 250 milhões em todo o mundo em 2017: “Lego Batman: O Filme”, “Annabelle 2: A Criação do Mal” e “Blade Runner 2049”, coproduzido com a Sony. Vale apontar que, enquanto alguns filmes como “It” e “Dunkirk” somaram valores muito acima do esperado, outros decepcionaram, como “Liga da Justiça” e “Blade Runner 2049”, que devem dar prejuízo no balanço final entre gastos e rendimentos. De todo modo, a marca é significativa, já que a Warner foi o segundo estúdio a atingi-la este ano, e com apenas uma semana de diferença para o Walt Disney Studios. No caso da Disney, os US$ 5 bilhões foram ultrapassados pelo terceiro ano consecutivo. “Estamos entusiasmados em alcançar esse marca extraordinária à medida que chegamos ao fim de um incrível ano de filmagens”, disse Sue Kroll, presidente de marketing e distribuição mundial da WB, em comunicado. “Superar US$ 5 bilhões em um único ano só pode acontecer com um incrível nível de trabalho duro em todos os departamentos, bem como as inestimáveis contribuições de muitos cineastas e atores talentosos com os quais somos muitos afortunados de poder contar. Parabéns a todos que compartilham desse sucesso”.
Disney avança e pode anunciar compra da Fox na semana que vem
A compra de parte da Fox pela Disney deve ser anunciada na semana que vem, de acordo com fontes do Wall Street Journal e do canal pago CNBC. A notícia das negociações surgiu no começo de novembro, e desde então avanços e recuos têm sido comentados pelas publicações de economia, inclusive com o surgimento de novos interessados, como a Comcast, proprietária dos estúdios Universal. Justamente pelo interesse de concorrentes, a Disney teria aumentado sua oferta. O valor dos ativos da Fox estaria cotado acima de US$ 60 bilhões, conforme informações da CNBC. Mas a aquisição deixaria de fora os canais de TV com a marca Fox, como a própria rede Fox, a Fox News e a Fox Sports, porque a Disney já possuiu um rede de TV, a ABC, e um canal de esportes, ESPN. A aquisição de concorrentes diretos não seria aprovada pelo governo americano. A Disney está mais interessada em empresas como o estúdio de cinema 20th Century Fox, a produtora de séries Fox Television, o estúdio de animação Blue Sky, os canais pagos FX, FXX e National Geographic e as ações da empresa no serviço de streaming Hulu e no canal pago europeu Sky Atlantic. Logicamente, os personagens da Marvel que a Fox explora no cinema e na TV estão inclusos no pacote. Com a venda, a Fox abriria mão do segmento de entretenimento, passando a se apresentar como uma empresa de notícias. Isto iria reverter a atual 21st Century Fox ao status original da News Corp., empresa do magnata Rupert Murdoch, que adquiriu a Fox em 1986. Parte dos executivos da 21st Century Fox acreditam que a companhia não consegue competir no segmento de streaming e que um investimento elevado no setor não compensaria, quando é mais lucrativo concentrar os negócios onde a empresa já é bem-sucedida: nas notícias e no esporte – justamente os setores que não interessam à Disney. A aquisição da Fox pela Disney faria Hollywood tremer. Após comprar a Pixar, a Marvel e a LucasFilm, a Disney se consolidou como o estúdio mais lucrativo do mundo, liderando as bilheterias mundiais por três anos consecutivos. Agora, prepara-se para lançar uma plataforma exclusiva de conteúdo, pretendendo fazer frente à Netflix. O conteúdo da Fox facilitaria este objetivo. A Fox também ajudaria a Disney a se estabelecer em áreas pouco exploradas da companhia, que não tem um canal pago de séries para adultos. A dona do Disney Channel, Disney XD e Freeform entraria num novo nicho com o FX e FXX, além de encontrar sinergia no National Geographic com iniciativas isoladas sob o nome de Disney Nature. A Disney ainda ganharia penetração na Europa com a aquisição dos 39% de participação da Fox na Sky Atlantic. Mas o que fará ao se tornar majoritária no Hulu é uma incógnita que ninguém sabe responder. Não houve comentário oficial de nenhuma das companhias até o momento.
Liga da Justiça lidera bilheterias no Brasil pela terceira semana
“Liga da Justiça” completou sua terceira semana na liderança das bilheterias brasileiras. O filme de super-heróis foi visto por 767 mil pessoas e fez R$ 13,2M entre quinta (30/11) e domingo (3/12). Graças à diferença do calendário de lançamentos, a produção da Warner não enfrenta no país a concorrência de “Viva – A Vida É uma Festa”, a animação da Pixar que há duas semanas tomou a liderança das bilheterias na América do Norte. Segundo dados divulgados pela consultoria ComScore, o Top 3 do Brasil se completa com o estreante “Assassinato no Expresso do Oriente” (270 mil espectadores, R$ 4,8M) e o terror “Jogos Mortais: Jigsaw” (219 mil espectadores, R$ 3,3M). Maior lançamento nacional, o besteirol “Os Parças”, que marca a estreia do humorista Tom Cavalcanti no cinema e também traz o youtuber Whindersson Nunes como protagonista, teve dificuldades para enfrentar a concorrência dos blockbusters de Hollywood e abriu apenas em 4º lugar no fim de semana. O filme foi assistido por 208 mil espectadores e rendeu R$ 3,3M (milhões) em seu fim de semana de estreia nos cinemas.
Disney atinge US$ 5 bilhões nas bilheterias mundiais pelo terceiro ano consecutivo
As compras da Marvel, Pixar e LucasFilm não param de dar lucro para a Disney. Os filmes de super-heróis e animações lançados neste ano estão entre os maiores sucessos do estúdio e ajudaram a empresa a superar, pelo terceiro ano consecutivo, a impressionante marca de US$ 5 bilhões nas bilheterias mundiais. O valor foi atingido após a estreia de seus mais recentes lançamentos, o desenho da Pixar “Viva – A Vida é uma Festa”, que alcançou a marca dos US$ 179 milhões no final de semana, e “Thor: Ragnarok”, que já faturou US$ 800 milhões em todo o mundo. A Pixar e a Marvel respondem por outros sucessos deste ano, como “Carros 3” (US$ 383,2 milhões) e “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (US$ 863,6 milhões), sem esquecer de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, produzido em parceria com a Sony. Para completar, o ano será fechado com o lançamento de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, da LucasFilm, que deve bater recorde de arrecadação em dezembro. Assim, o faturamento do estúdio ainda deve aumentar bastante, podendo repetir o recorde de faturamento registrado no ano passado, quando superou os 6 bilhões mundiais, valor nunca antes atingido por nenhum estúdio de cinema. Graças à força de seu conteúdo, o estúdio também prepara sua entrada no mercado de streaming, planejando lançar uma plataforma própria para competir com Netflix e Amazon a partir de 2019.
Luc Besson não desistiu de filmar continuação de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas
Apesar do prejuízo financeiro causado pelo fracasso de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” nas bilheterias, o diretor Luc Besson não desistiu da franquia e planeja lançar sequências menos dispendiosas, com menor investimento em efeitos visuais. Ele já escreveu os roteiros para mais dois filmes. “O preço depende da história. A história do segundo filme é mais simples”, ele contou, em entrevista ao site Collider. “É muito menos ambicioso, então… e há alguns elementos que você pode resgatar do primeiro filme. Já criamos todo o universo da franquia, então a sequência custará menos”, ele apontou. Entretanto, as críticas do filme foram unânimes em apontar que o visual deslumbrante foi o destaque e o que impediu “Valerian” de ser um desastre completo, já que interpretações e roteiros deixaram a desejar. Como “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” foi primeiro filme europeu orçado em mais de US$ 200 milhões e a bilheteria mundial ficou nesta faixa, com US$ 225 milhões de arrecadação, a produção de uma sequência precisa ser muito bem avaliada, tendo em vista a sobrevivência do estúdio EuropaCorp, que chegou a vender parte de sua divisão televisiva para pagar contas do prejuízo. Por isso, antes de se arriscar em uma nova produção, o diretor ressaltou que irá esperar para ver como o filme vai desempenhar nos mercados de Blu-ray e DVD. Se vender bastante cópias, isto pode ajudar a atrair novos investidores para produzir a continuação. “O filme segue inédito em alguns países, e conquistamos uma grande base de fãs. Isso me surpreendeu. Sempre recebo mensagens de pessoas pedindo por ‘Valerian 2’. Existe uma comunidade de fãs, o que é estimulante”, completou.
Fracasso de Valerian faz Luc Besson vender divisão televisiva francesa de seu estúdio
O fracasso de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” deixou uma conta gigantesca para a EuropaCorp, empresa do cineasta Luc Besson, diretor do filme. Como se trata do primeiro filme europeu que custou mais de US$ 200M (milhões) e a bilheteria mundial ficou nesta faixa, com US$ 225M de arrecadação, a sangria financeira virou hemorragia, ameaçando a sobrevivência do estúdio. Em seu balanço financeiro mais recente, a EuropaCorp registrou prejuízos de US$ 135M. A solução encontrada foi a venda da divisão televisiva francesa da empresa. Tudo foi resolvido internamente, com o próprio diretor da EuropaCorp Television, Thomas Anargyros, adquirindo a companhia por US$ 13M. Os valores não resolvem os principais problemas, mas ajudam a contornar dificuldades iminentes e cortam gastos de manutenção estimados em US$ 3M anuais. A venda inclui estúdios e direitos à produções francesas desenvolvidas pela EuropaCorp Television, como o thriller “No Limit” (2012), além das primeiras séries em inglês da companhia, como “Taxi Brooklyn” (2014) e “Flight of the Storks” (2012). Mas deixa intacta a divisão televisiva americana, que atualmente produz a série “Taken” e a recém-anunciada “The French Detective”.
Conglomerados da Sony, Universal e Paramount também querem comprar a Fox
O vazamento de que a Disney tinha aberto negociações para comprar a Fox atraiu interesse de outros conglomerados de Hollywood, que também querem discutir a aquisição dos ativos da empresa de TV e cinema. Segundo a revista Variey, as empresas Sony, Comcast (dona da Universal) e Viacom (dona da Paramount) já sondaram a 21st Century Fox para saber se há possibilidade de negócios. O interesse da Comcast é pelos mesmos ativos em discussão com a Disney: o estúdio de cinema 20th Century Fox, o canal pago FX, a empresa de animação Blue Sky Studios, a National Geographic e as participações societárias da Fox no serviço de streaming Hulu e na rede europeia de canais pagos Sky. A Sony visaria um pacote menor e não há notícias sobre o que atrai a Viacom. A Comcast não poderia comprar o canal Fox, já que as leis antitruste impedem que uma mesma empresa tenha mais de uma rede de TV no Estados Unidos. A Comcast é proprietária da rede NBC. Há especulações de que Rupert Murdoch, sócio majoritário da 21st Century Fox, quer vender parte da companhia para remanejar o restante numa nova versão da News Corp., centrada em publicações e canais de notícias. A atual configuração da Fox foi separada da News Corp. em 2013, após o escândalo de espionagem de celebridades que envolveu a divisão de jornais da empresa no Reino Unido. Para evitar contaminação financeira e acompanhando previsões pessimistas sobre o futuro da mídia impressa, Murdoch dividiu a empresa em duas. Agora, estaria interessado em desfazer essa separação, concentrando-se apenas em notícias – TV, streaming e imprensa – , o que inclui também esportes. Se o estúdio de cinema, a produtora de TV, canais de TV paga e participações em serviços de streaming foram adquiridos por um concorrente, haverá uma grande mudança na correlação de forças de Hollywood. A Disney sonhava em juntar os Vingadores aos X-Men, mas a Sony poderia juntar o Homem-Aranha aos heróis mutantes, enquanto a Comcast passaria a ser majoritária no Hulu, somando 60% das ações na joint venture (que ainda inclui Disney e Warner), podendo assumir o controle do serviço para se posicionar na vindoura guerra de streamings que se aproxima. Mais modesta, a Viacom é quem teria o maior salto, já que não possui os mesmos ativos dos rivais.
Netflix, Spotfy e outros serviços de streaming já começam a ser taxados
O prefeito de São Paulo João Dória sancionou nesta quarta-feira (15/11), em pleno feriado, o projeto de lei que estabelece a cobrança de impostos para serviços de streaming sediados na cidade, como Netflix e Spotfy. A proposta tinha sido aprovada pela Câmera Municipal no dia 1º de novembro. Com a nova norma, as empresas do setor serão taxadas em 2,9%. A Netflix já se manifestou, afirmando em comunicado que não irá repassar o valor para os assinantes. A cobrança do ISS no setor segue a lei complementar nº 157, sancionada pelo presidente Michel Temer em dezembro do ano passado, que altera a cobrança do imposto e institui a tributação dos sites de streaming por parte dos municípios onde o serviço é contratado. Dória vetou apenas um item no projeto aprovado pela Câmera: a emenda que previa isenção de taxas administrativas para igrejas na cidade de São Paulo. Foi vetada por, segundo a Prefeitura, violar o princípio constitucional da isonomia ao pedir tratamento privilegiado às igrejas.
Estreia de Mulher-Maravilha 2 é antecipada pela Warner
A estreia de “Mulher-Maravilha 2” foi antecipada em um mês e meio pela Warner. Anteriormente prevista para 13 de dezembro de 2019, a produção agora vai chegar aos cinemas norte-americanos em 1 de novembro. Com isso, a Warner distancia seu filme de “Star Wars: Episódio IX”, que recentemente foi adiado para 20 de dezembro, uma semana após a data prevista para o lançamento original do segundo filme da super-heroína. No fim de semana, rumores surgiram de que Gal Gadot não retornaria ao papel de Mulher-Maravilha se a Warner não tirasse Brett Ratner e sua produtora, RatPac-Dune Entertainment, dos créditos da produção. O estúdio não pretende renovar seu acordo de financiamento com a companhia do produtor, envolvido nos escândalos sexuais que assolam Hollywood. Mesmo sem rompimento, o acordo se encerraria em um ano, na primavera de 2018, e já não envolveria a produção de “Mulher-Maravilha 2”. Patty Jenkins vai voltar à direção, após fechar um acordo que a tornará a diretora mais bem-paga de todos os tempos. A trama da sequência será baseada numa ideia dela e do diretor executivo da DC Entertainment, Geoff Johns, que também é criador da série “The Flash”. Mas o roteiro está sendo escrito por Dave Callaham, autor do argumento que supostamente deu origem à franquia “Os Mercenários”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele foi escolhido por sugestão da diretora Patty Jenkins, após os dois colaborarem em “Jackpot”, projeto que foi abandonado quando Jenkins assumiu “Mulher-Maravilha”. Vale lembrar que o estúdio de “Os Mercenários” processou o roteirista por fraude, por ter buscado créditos pela franquia que teria sido totalmente criada por Sylvester Stallone. Callaham garante que foi Stallone quem roubou a ideia de um roteiro antigo que ele tinha. O que ele comprovadamente escreveu foi a pior adaptação de videogame de todos os tempos, “Doom” (2005), o péssimo terror “Os Cavaleiros do Apocalipse” (2009), o esboço inicial de “Godzila” (2014) e andou rabiscando, sem créditos, “Homem-Formiga” (2015) para a Marvel.
Shameless é renovada para 9ª temporada em tempo recorde
O canal pago americano Showtime mal começou a exibir a 8ª temporada de “Shameless” e já decidiu renovar a série para seu 9º ano de produção. O motivo de tanta rapidez foi o sucesso alcançado pelo primeiro episódio da atual temporada, que registrou a segunda maior audiência de toda a atração, desde a estreia em 2011. Exibido no domingo (5/11), o primeiro capítulo da 8ª temporada foi assistido por 1,89 milhão de telespectadores ao vivo, num aumento de 50% na audiência em relação à estreia do ano anterior. Só um episódio da 3ª temporada foi mais visto que este. E com as reprises a audiência subiu para 2,7 milhões de pessoas. O resultado também representa a maior audiência deste ano de um programa no Showtime, além de registrar o público mais jovem da demografia do canal. “Por mais desafiador que possa ser para qualquer show simplesmente manter seus telespectadores na paisagem da TV atual, ‘Shameless’ está adicionando-os em massa”, disse o presidente e CEO da Showtime, David Nevins, em comunicado. “Mas não é nenhum mistério porquê. A reputação da série para criar personagens ricos e ressonantes e para a comédia profunda e profundamente retorcida atrai não apenas espectadores fiéis de longa data, mas um público cada vez maior. E, de forma criativa, a temporada que começou no domingo passado está mais forte do que nunca”. A ironia é que a série quase foi cancelada em dezembro, diante de um impasse sobre o salário da atriz Emmy Rossum, que travou as negociações para a renovação para a 8ª temporada, ameaçando abandonar a produção se não recebesse aumento. Ela exigia que seu salário fosse equivalente ao de William H. Macy, já que é tão protagonista quanto ele. O canal acabou concordando. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago I.Sat.
Disney vai produzir primeira série live action de Star Wars para lançar seu serviço de streaming
A Disney planeja produzir a primeira série live-action de “Star Wars” para lançar seu serviço de streaming. E não é só. De acordo com a revista Variety, a produção será acompanhada por uma série animada da Pixar baseada em “Monstros S.A.”, uma produção derivada da franquia “High School Musical”, do Disney Channel, e uma nova atração de super-heróis da Marvel. Ainda não há informações sobre os detalhes de nenhum desses projetos, mas eles deixam claro que a Disney pretende investir em conteúdo de prestígio para lançar sua plataforma, visando competir de forma agressiva com a Netflix. A empresa anunciou o projeto em agosto, antecipando que não renovaria a licença de exibição de seu conteúdo na Netflix, apostando na exclusividade de seus filmes e séries como mais um fator para atrair assinantes para seu serviço. A princípio, o projeto seria voltado apenas para desenhos animados e produções da própria Disney, com serviços similares para a Marvel e a Lucasfilm, mas o CEO da companhia, Bob Iger, reavaliou o negócio e decidiu concentrar tudo numa única plataforma. A plataforma da Disney será lançada em 2019.
Netflix vai lançar histórias em quadrinhos do criador de Kick-Ass e Kingsman
A Netflix vai mesmo virar editora de quadrinhos. O contrato com o autor Mark Millar não é apenas para o lançamento de séries. A ideia é usar a Millarworld, adquirida pela plataforma de streaming em agosto deste ano, como uma encubadora de franquias. O primeiro gibi da Netflix será lançado em 2018 e terá seis edições. Intitulada “The Magic Order”, a nova criação de Mark Millar terá desenhos de Olivier Coipel e acompanhará a trajetória de cinco famílias de magos que precisam tomar medidas diante do surgimento de um novo inimigo. A capa do primeiro exemplar foi adiantada pela Netflix e pode ser vista abaixo. A Millarworld foi fundada em 2004, mas não funcionava como uma editora tradicional de quadrinhos. Era originalmente uma empresa criativa, que detinha o registro dos personagens de Mark Millar, publicados por diferentes companhias. Atualmente, o roteirista tem 18 títulos diferentes no portfólio, que já renderam três franquias cinematográficas: “O Procurado”, “Kick-Ass” e “Kingsman”. Antes de se lançar como autor independente de sucesso, Millar passou oito anos na Marvel, onde desenvolveu quadrinhos e arcos dramáticos muito populares. Suas histórias dessa fase também inspiraram filmes: “Os Vingadores” (2012), “Capitão América: Guerra Civil” (2016) e “Logan” (2016).











