Os Novos Mutantes tem uma das piores bilheterias de super-heróis do século
“Os Novos Mutantes” chegou aos cinemas com uma das piores bilheterias de um filme de super-heróis da Marvel neste século, ao estrear em plena pandemia de coronavírus na América do Norte. Mesmo assim, arrecadou US$ 7 milhões em 2,4 mil telas, o que poderia ser considerado razoável nestas condições – além de evitar o último lugar no ranking negativo, encabeçado por “Era uma Vez um Deadpool” (US$ 2,6 milhões) e “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (US$ 4,2 milhões). Último filme de super-heróis da Marvel produzido pela ex-Fox, “Os Novos Mutantes” foi a primeira grande produção lançada com exclusividade nos cinemas nos últimos cinco meses. Mas o mercado ainda não está normalizado. Apenas 62% das salas estão abertas nos EUA, e isso não inclui Nova York e Califórnia, que continuam sem funcionar. Como se não bastasse a covid-19, algumas salas que deveriam abrir adiaram os planos devido à ameça de um furacão no sul dos EUA. Por conta disso, os números vêm, principalmente, de sessões no Canadá, onde o lançamento precisou disputar o público com “Tenet”. A Disney fez a estreia sabendo que teria prejuízo e apenas para cumprir cláusula contratual que a obrigava a colocar o filme em cartaz. Com orçamento de US$ 100 milhões, a produção não vai se pagar e será mais um prejuízo contabilizado na conta da sua aquisição da Fox no ano passado. Os valores, porém, podem ser amortizados com o lançamento em VOD premium, o que deve significar uma janela mais curta entre as telas. O thriller “Unhinged”, com Russell Crowe, ficou em 2º lugar nas bilheterias, atingindo US$ 2,6 milhões. Há duas semanas em cartaz, o longa já soma US$ 8,8 milhões em exibição em 2,3 mil telas. O Top 3 se completa com a estreia de “Bill & Ted: Encare a Música”, que arrecadou US$ 1 milhão, apesar de ter sido lançada simultaneamente em VOD premium. A comédia foi distribuída em apenas mil cinemas, mas bombou no circuito dos drive-ins. Os cinemas começaram a abrir para valer no fim de semana passado nos EUA e a expansão continua, apesar dos casos de covid-19 não darem sinais de diminuição. Algumas cidades da Califórnia já permitiram a retomada dos negócios na segunda (31/8), antecipando a chegada a “Tenet” no próximo fim de semana. Mas, apesar da retomada, as salas estão operando com capacidade reduzida para promover o distanciamento social, além de implementarem uma série de protocolos de segurança, incluindo a exigência de que funcionários e espectadores usem máscaras faciais. Segundo uma pesquisa da Disney, apenas 40% dos espectadores se sentiram confortáveis com as restrições nesta volta aos cinemas.
DC FanDome: Astros agradecem audiência de 22 milhões de fãs
A primeira parte da convenção online DC FanDome, batizada de Hall of Heroes, foi vista por 22 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com informações da Warner. E o estúdio comemorou o sucesso com um vídeo de agradecimento, juntando cenas da convenção e mensagens das estrelas do universo expandido da DC Comics, de Gal Gadot a Dwayne “The Rock” Johnson, em reverência aos fãs. Veja abaixo. O evento realizado no sábado (22/8) foi visto em 220 territórios diferentes ao longo de 24 horas na internet, com painéis, entrevistas e outros conteúdos relacionados à filmes, séries, games e quadrinhos dos personagens da editora DC Comics. No Twitter, a convenção foi o assunto mais comentado em 53 países e, no YouTube, liderou a audiência em 82 regiões. Já os trailers dos filmes lançados durante a DC FanDome, que incluem “Mulher Maravilha 1984”, “The Batman” e o Snyder Cut de “Liga da justiça”, tiveram mais de 150 milhões de visualizações desde sábado passado, também de acordo com a Warner. A convenção retorna em 12 de setembro com sua segunda parte, com maior ênfase para as séries do Arrowverso e uma programação ainda mais extensa e exclusiva para os fãs.
DC FanDome ensinou como se faz uma “Comic Con” online
Em sua primeira convenção online para fãs, a DC Comics corrigiu vários erros da Comic-Con@Home, dando uma lição de organização e promoção. As principais lacunas da primeira iniciativa do gênero durante a pandemia foram resolvidas, ao transformar a DC FanDome num evento de streaming, que conseguiu monopolizar o noticiário do entretenimento e as redes sociais durante todo o sábado (22/8). Em vez de pulverizar os diversos painéis de suas atrações em vídeos distintos, a DC FanDome foi basicamente um programa ao vivo, com exibição ininterrupta e contínua de conteúdo relacionado ao universo de quadrinhos da editora DC Comics. Embora os filmes da Warner fossem as estrelas, a programação também serviu para lançar games, conversar sobre séries e chamar atenção para os próprios quadrinhos. Alguns painéis, claro, funcionaram melhor que outros. Se os seis minutos desperdiçados pelo elenco de “Shazam!” com pouco a dizer foram constrangedores, a participação de Matt Reeve, diretor de “Batman”, empolgou com detalhes e paixão por seu filme “noir”. Cada painel teve um formato diferente e as exibições foram intercaladas por apresentadores escolhidos entre representantes da cultura geek mundial. Os brasileiros, vindos da CCXP, foram os únicos a participar em dupla e também a se envolver num painel propriamente dito, mediando as entrevistas do elenco, da diretora e de convidados de “Mulher-Maravilha 1984”. Considerando que a aparição “surpresa” de Linda Carter, a Mulher-Maravilha original, tornou-se o ponto alto da conversa, a condução foi das menos relevantes. De fato, os apresentadores geeks, tão entusiasmados que só faltavam pular como cheerleaders, exageram o tom, ao tratar cada detalhe da programação como se fosse a revelação do primeiro trailer de “Batman”. Faltou modulação. E esse entusiasmo forçado ameaçou transformar a DC FanDome num grande infomercial. A situação foi contornada pelo envolvimento dos criadores em vários painéis. James Gunn foi seu próprio apresentador no divertido trecho de “O Esquadrão Suicida”, comandando, como mestre de cerimônias, a revelação dos personagens do filme, o trailer e até uma brincadeira de trívia da DC com o elenco. E Neil Gaiman contou tantas histórias dos bastidores de “Sandman” que deixou os fãs com ainda mais admiração por seu trabalho. Mesmo conversas genéricas, como a discussão temática do Multiverso, renderam detalhes deliciosos, graças ao encontro de pesos-pesados do conglomerado, como Jim Lee, que manda nos quadrinhos, Greg Berlanti, o chefe do Arrowverso, e Walter Hamada, responsável pelas adaptações da DC nos cinemas. Ao contrário da Comic-Con@Home, os fãs foram lembrados com sessões dedicadas a cosplay, fanart e até tatuagens relacionadas aos heróis dos quadrinhos. Como os painéis foram pré-gravados, não houve interações diretas, mas o público registrou suas reações instantâneas num shoutbox com a hashtag da DC FanDome no Twitter. Os organizadores ainda incluíram perguntas de fãs e celebridades aos debatedores. Algumas boas, outras bobas, como da tenista Venus Williams, sobre quem venceria uma partida de tênis entre Mulher-Maravilha e Mulher Leopardo – variação do eterno “quem é mais forte”, questão favorita das crianças. A Warner mobilizou suas equipes externas para acompanhar as apresentações, liberando trailers, vídeos e pôsteres na internet minutos após a exibição de cada painel, de forma a alimentar a cobertura do evento. Deu certo. Cada painel foi seguido por cobertura instantânea na mídia com o material disponibilizado. A transmissão ocorreu melhor em PC, rendendo alguns problemas de acesso em mobile. Mas a equipe técnica mostrou-se eficiente para resolver rapidamente os bugs. Dividido em dois dias, o evento será retomado no dia 12 de setembro, desta vez enfatizando as produções televisivas da DC e prometendo mais “experiências” para os fãs. É uma chance extra de contornar outro detalhe questionável da produção: o tom chapa branca. Afinal, o entusiasmo forçado dos apresentadores contrastou com o noticiário de dias antes, quando a DC Comics encolheu com demissão de vários profissionais e a decisão de desmontagem da plataforma DC Universe pela WarnerMedia. Nada disso sequer foi mencionado. A primeira série da DCU, “Titãs”, apresentou seu bloco sem revelar onde a 3ª temporada seria disponibilizada. Da mesma forma, também foi gritante a falta de referência a Hartley Sawyer no encontro do elenco de “The Flash”. O ator foi demitido por antigas postagens polêmicas no Twitter, situação que rendeu comentários até de Grant Gustin (o Flash) na ocasião. No entanto, quem acompanhou o bloco dedicado à série no evento pode ter ficado com a impressão de que ele nunca participou da produção. Ótima iniciativa, a DC Fandome merece virar um evento anual, mas precisa definir melhor sua identidade, decidir se é suficiente ser um infomercial de luxo ou se pretende virar uma convenção legítima para os fãs.
The Flash: Trailer da 7ª temporada some com o demitido Homem-Elástico
A rede The CW divulgou o trailer da 7ª temporada de “The Flash”, que combina cenas já vistas com material inédito. A prévia mostra que a série vai retomar a história do ponto em que foi interrompida pela pandemia de covid-19. Além do conflito com a versão feminina do vilão Mestre dos Espelhos (Efrat Dor), o vídeo já registra o sumiço de um dos personagens centrais da série, o Homem-Elástico. Ele não deve voltar a aparecer após a demissão de Hartley Sawyer em junho. O motivo foi o ressurgimento de tuítes antigos contendo referências misóginas e racistas. Escritos antes de Sawyer ingressar na série, os posts eram tentativas de humor com referências à agressões sexuais e repletos de linguagem racista e homofóbica. Sua demissão ocorreu em meio a protestos internacionais contra o racismo, após a morte de George Floyd, em 25 de maio, por policiais brancos nos EUA. Sawyer publicou um pedido de desculpas no Instagram, mas isso não impediu sua demissão, após se tornar um integrante fixo do elenco em 2018. Seu sumiço deve ser abordado no primeiro episódio da nova temporada, que será exibido em 2 de março nos EUA. “The Flash” faz parte da programação do canal pago Warner no Brasil.
Pluto TV: Streaming gratuito da ViacomCBS chega no Brasil em dezembro
A ViacomCBS confirmou seus planos de lançar sua plataforma gratuita de streaming, Pluto TV, no Brasil ainda neste ano. Disponibilizada em abril na América Latina, a Pluto TV vai finalmente desembarcar por aqui em dezembro. O conglomerado de comunicação americano adquiriu a PlutoTV por US$ 340 milhões há pouco mais de um ano, apostando num tipo diferente de serviço de streaming. Enquanto Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+ e Disney+ (Disney Plus) oferecem um serviço por assinatura a preço fixo, a PlutoTV não tem cobrança alguma. O negócio funciona à base de comerciais inseridos no meio da programação, como a velha televisão. Em sua recente expansão mundial, o Pluto TV já pode ser encontrado em 22 países, alcançando 33 milhões de usuários ativos por mês. O conteúdo vem, primordialmente, das empresas do conglomerado, como os estúdios de cinema Paramount e DreamWorks Animation, os canais pagos MTV, Nickelodeon, E!, Bravo, Comedy Central e as redes CBS e Sky, mas também de parcerias com terceiros, como a rede BBC, os estúdios MGM e Sony Pictures e os canais pagos NBC News e Fox Sports. A lista de canais destaca Nick Jr. Club, Nick Clássico, Pluto TV Cine Sucessos, Pluto TV Cine Comédia, Pluto TV Cine Drama, Pluto TV Cine Terror, Pluto TV Séries, Pluto TV Retrô, MTV Pluto TV, Pluto TV Anime, Pluto TV Investiga, Pluto TV Natureza, Pluto TV Junior e Pluto TV Kids. Além disso, há oferta de filmes como os títulos da saga “Star Trek”, além de dramas cultuados e blockbusters, rendendo uma programação bastante variada – exemplos incluem “Babel”, “Blue Jasmine”, “Anjos da Noite”, “O Casamento do Ano”, “Amor Bandido”, “Obsessão”, “O Âncora”, “Expresso do Amanhã” e “Carga Explosiva 3”. O acesso à plataforma deverá ser disponibilizado por três meios: por aplicativo (iOS e Android), pelo site da empresa e também no menu de canais das operadoras de TV paga. Mas mais detalhes devem ser anunciados no fim do ano. Vale lembrar que a ViacomCBS também possuiu uma plataforma de streaming com modelo de assinatura, a CBS All Access, que tem programação exclusiva e, embora permaneça atualmente restrita ao público americano, também há planos para seu lançamento global em 2021.
Guillermo del Toro fecha contrato para criar séries e filmes na Netflix
O cineasta Guillermo del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água” (2017), assinou um contrato de exclusividade de vários anos com a Netflix, para desenvolver novos projetos para a plataforma de streaming. Os detalhes do negócio não foram revelados, mas ele é encarado como garantia de uma buscada liberdade criativa para o diretor. Do ponto de vista da Netflix, a contratação também representa a capacidade de apresentar obras de um autor considerado criador de universos e capaz de gerar sucessos em vários gêneros, faixas etárias e formatos, da animação ao terror. O acordo, que envolve filmes e séries, fará com que del Toro se envolva com os projetos não apenas no nível de produção, mas também como roteirista e diretor. Ele já tem vários projetos na Netflix, principalmente no espaço de animação. O cineasta criou a trilogia “Contos de Arcadia”, que teve sua terceira saga lançada no início de agosto, e também é o criador da vindoura série de terror “Guillermo del Toro Presents 10 After Midnight”. Além disso, desenvolve uma animação gótica inspirada em “Pinóquio”, que, junto do anúncio do contrato, apresentou seus dubladores (mais sobre isso neste link). Após “A Forma da Água” vencer o Oscar, a Fox Searchlight, que produziu o longa, chegou a oferecer a Del Toro a possibilidade de ser curador de um selo de filmes fantásticos no estúdio. Mas, desde então, a Disney comprou a Fox, mudou o nome do estúdio para Searchlight e nunca mais se falou desse negócio na imprensa. Del Toro é sabidamente desgostoso de sua relação com os estúdios de seus primeiros filmes, lamentando, entre outras coisas, não ter podido fazer “Hellboy 3” nem filmar “Nas Montanhas da Loucura”, de H.P. Lovecraft, numa produção que seria estrelada por Tom Cruise.
Disney+define dia de lançamento no Brasil
Depois de anunciar o mês da chegada do seu serviço de streaming na América Latina, incluindo o Brasil, a Disney agora definiu o dia. A inauguração vai acontecer no dia 17 de novembro. A revelação aconteceu por acidente. Um perfil latino-americano da plataforma acabou adiantando a informação no Twitter, ainda com recados para serem executados por quem fosse publicar o conteúdo e com um aviso grande de “Não Publicar”, como sinal de que era preciso aguardar a ordem da matriz, mas, aparentemente, alguém acabou apertando no “Publicar” sem querer. Por conta disso, ainda faltam informações para o público, como, por exemplo, quanto a assinatura vai custar. A partir do seu lançamento na América Latina, a Disney+ (Disney Plus) se tornará a única opção de acesso em streaming para os conteúdos cinematográficos de todas as marcas do conglomerado, encerrando assim a provisória parceria com a Amazon, que atualmente disponibiliza os filmes da Disney no Brasil. Além do catálogo da Disney, que incluem séries do Disney Channel, a plataforma trará para o Brasil grandes sucessos exclusivos, como as séries “The Mandalorian” e “High School Musical: The Musical: The Series”, a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo” e o musical “Hamilton”. Além disso, os próximos lançamentos da plataforma ocorrerão simultaneamente no Brasil. Isto abrange as aguardadas séries da Marvel, como “Falcão e o Soldado Invernal” e “Wandavision”, por exemplo, além de “The Right Stuff”, minissérie da National Geographic sobre o começo do programa espacial americano. Veja abaixo uma mostra do conteúdo que chega junto com o serviço. Animações da Disney: “Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Bela e a Fera”, “Pinóquio”, “Bambi”, “O Rei Leão”, “A Dama e o Vagabundo”, “Peter Pan”, “A Pequena Sereia”, “Cinderela” e outros Live-actions da Disney: “Aladdin”, “Mogli – O Menino Lobo”, “O Rei Leão”, “A Bela e a Fera”, “Cinderela” e outros Produções da Marvel: Todos os filmes distribuídos pela Walt Disney Studios, de “Homem de Ferro” a “Vingadores: Ultimato” (com exceção dos filmes solo do “Homem-Aranha”) e algumas das séries de televisão da Marvel desde 1979, incluindo “X-Men”, “Homem-Aranha” e “Marvel’s Runaways” Produções da saga “Star Wars”: Os nove episódios da saga completa desde a estreia em 1977 até 2019, além de títulos spin-off como “Rogue One: Uma História Star Wars” e “Han Solo: Uma História Star Wars” e algumas animações. Produções da Pixar: Todos os filmes da Pixar Animation Studios, como “Toy Story”, “Divertida Mente”, “Viva: A Vida é uma Festa”, “Wall-E”, “Up – Altas Aventuras”, “Monstros S.A.”, “Procurando Nemo”, “Os Incríveis”, “Valente” e outros, além de curtas, como “Bao” e “Os Heróis de Sanjay”, vencedores do Oscar Produções do Disney Channel: Séries como “Hannah Montana”, “Zack & Cody: Gêmeos em Ação”, “Kim Possible”, “A Casa do Mickey Mouse”, “PJ Masks – Heróis de Pijama”, “Jake e os Piratas da Terra do Nunca” e outros, além de telefilmes, como a trilogia “High School Musical” e as franquias “Camp Rock” e “Descendentes”. Séries da Disney com produção local: Histórias como “Violetta”, “Sou Luna”, “BIA”, “O11ZE”, “Juacas”, “Peter Punk”, “Jungle Nest”, “Highway Rodando a Aventura”, “Quando Toca o Sino” e “Art Attack” Produções para crianças em idade pré-escolar: “Nivis: Amigos de outro mundo”, “Junior Express”, “A Floricultura da Nana”, “A Casa do Disney Junior”, “Morko e Mali”, “O Jardim da Clarilu”, “Playground” e “Playhouse Disney” Produções da National Geographic: Séries documentais e filmes como “One Strange Rock”, “Origens: A Evolução Humana”, “Jane Goodall: The Hope”, “Before the Flood”, “Ciência do Absurdo” e outros programas produzidos na América Latina, sem esquecer de “Free Solo”, documentário vencedor do Oscar. Além deste catálogo, o serviço vai trazer atrações exclusivas, algumas já lançadas e outras que estreiam até 2021. E esta é outra lista para se conferir. Produções inéditas da Marvel: As séries que continuam a trama de “Vingadores: Ultimato” , como “Falcão e o Soldado Invernal”, “WandaVision”, “Loki” e “Gavião, Arqueiro”. Produções inéditas de “Star Wars”: “The Mandalorian”, que chega à 2ª temporada, mais duas séries em desenvolvimento centradas em Obi Wan Kenobi e Cassian Andor, e “Star Wars: The Clone Wars”, revival da série animada para seu grande final. Produções inéditas da Disney: o live-action “A Dama e o Vagabundo”, a comédia natalina “Noelle”, a aventura “Togo”, o musical “Hamilton”, “High School Musical: O Musical – A Série”, o filme teen “Secret Society of Second-Born Royals”, “The Imagineering Story”, série documental sobre os parques temáticos da Disney, e “Disney Family Sundays”, uma série em formato curto Produções inéditas da National Geographic: “The Right Stuff”, série sobre a corrida espacial dos anos 1980, adaptada do best-seller “Os Eleitos”, de Tom Wolfe. Produções inéditas da Pixar: “Pixar na Vida Real” e as séries de curtas animados “SparkShorts” e “Forky Asks a Question”, esta última derivada de “Toy Story 4”.
Streaming gratuíto da Vix chega ao Brasil
Um novo serviço de streaming com filmes, séries e shows começou a operar no Brasil neste fim de semana. O diferencial da plataforma Vix é que ela é totalmente gratuita. Não é preciso nem se cadastrar para utilizá-la. A plataforma segue o padrão AVOD, sigla em inglês para “vídeo sob demanda com suporte de anúncio”. Ou seja, a monetização vem da publicidade. Para isso, o conteúdo exibe anúncios a cada 12 minutos assistidos. Não é só nisso que a Vix lembra a TV. A grande maioria do conteúdo atualmente disponibilizado na versão brasileira do serviço é dublado em português, sem oferecer opção de idioma original e legendas. A imagem também não é HD. No máximo, chega em 720p, mas filmes mais antigos tem imagem com grãos e fantasmas da época do VHS. O catálogo não é muito abrangente. Há poucas séries disponíveis e não estão completas. A maioria são produções canadenses do início dos anos 2010 do canal Syfy, como “Haven”, “Bitten” e “Primeval: New World”. Já os filmes reúnem muitos refugos recentes de VOD, mas há alguns títulos nacionais decentes, como os dois “Boleiros”, a comédia “Sábado”, de Ugo Georgetti, e o documentário sobre grafiti “Cidade Cinza”. Lá pelo meio, ainda é possível encontrar dois cults dos anos 1980: o drama indie “Five Corners” (lançados nos cinemas como “Vingança Tardia”) e a sci-fi “The Hidden”. Felizmente, foram disponibilizados com idioma original e legendas. Infelizmente, a resolução de suas imagens é péssima. Também há cinco shows variados, de Foo Fighters, Adele, Katy Perry, Coldplay, Ed Sheeran e Kanye West. Nas próximas semanas, devem ser liberadas no catálogo as séries infantis “Galinha Pintadinha” e “Palavra Cantada”, além do filme de 2015 “Breaking Through – No Ritmo do Coração”, estrelado por Bruna Marquezine e Anitta. Mas, além do conteúdo tradicional, o Vix ainda oferece vídeos exclusivos que combinam experiências do YouTube e da Netflix, como dicas de beleza e produções de temática científica – que exploram temas como “É possível viajar no tempo?” e “Como a humanidade conseguiu superar as pandemias mais letais?”. A empresa Vix surgiu em Miami originalmente como Batanga, em 1999. Começou como serviço de rádio e foi ampliando seus recursos, sempre com foco nos moradores latinos dos Estados Unidos. Por conta disso, tem até hoje uma sessão de telenovelas latinas. O nome atual foi adotado em 2017 e, desde então, a Vix se consagrou no Top 3 de aplicativos gratuitos de streaming na Roku (uma empresa que oferece dispositivos que se integram às televisões para rodar streamings, como o Google Chromecast). Dá para assistir no PC, direto na página do site (https://www.vix.com/tv/) ou em celular via aplicativo disponível na Apple Store e Google Play.
Crise na DC Universe: Séries da plataforma vão para a HBO Max
Sem encomendar nenhuma produção nova desde a renovação de “Titãs” para a 3ª temporada, a plataforma DC Universe vai encerrar sua programação original e seu conteúdo será deslocado para a HBO Max. Os boatos de que a AT&T, nova dona da Warner, não tinha interesse no serviço foram confirmados por Jim Lee, publisher da DC Comics, em entrevista ao The Hollywood Reporter. “O conteúdo original que está no DCU está migrando para o HBO Max. Sinceramente, essa é a melhor plataforma para esse conteúdo. A quantidade de conteúdo que você junta, não apenas da DC, mas da WarnerMedia em geral, é enorme e é a melhor proposta de valor, se eu tiver permissão para usar esse termo de marketing. Achamos que é o lugar certo para isso”, ele disse ao THR. Das seis produções originais do DC Universe, duas já foram oficialmente para a HBO Max: “Patrulha do Destino” (Doom Patrol) e “Harley Quinn” (a animação da Arlequina). Agora, “Titãs” (Titans), exibida internacionalmente pela Netflix, e a série animada “Justiça Jovem” (Young Justice), ambas renovadas para novas temporadas, terão seus episódios inéditos também levados à nova plataforma. Mas a HBO Max vai ficar sem “Stargirl”, que terá seu segundo ano de produção exibido com exclusividade na rede The CW. “Stargirl” mostrou sua 1ª temporada na CW e na DC Universe. Sua saída da plataforma, na negociação com a CW, já apontava a crise. Entretanto, os boatos começaram muito antes, com o cancelamento inesperado e repentino de “Monstro do Pântano” (Swamp Thing) um dia após a estreia. Ninguém entendeu nada, mas foi nesta época que surgiram os comentários de que a AT&T já tinha tomado a decisão de encerrar o projeto de séries da DCU. Apesar deste esvaziamento, a DCU não será totalmente encerrada. Ela vai continuar com mudanças, passando a oferecer apenas quadrinhos digitais, além de servir de fórum para os fãs. “Em relação à comunidade e todo o conteúdo de quadrinhos, algo como 25 mil títulos diferentes, e a forma como a plataforma se conectou com os fãs 24 horas por dia, sempre haverá uma necessidade disso. Portanto, estamos animados para transformar a DCU e teremos mais notícias sobre como ela será em breve. Definitivamente, a DCU não vai embora”, explicou Lee. A mudança estaria relacionada aos US$ 153 bilhões em dívidas da AT&T, resultantes de sua compra da Warner. Recentemente, a empresa de telecomunicações demitiu vários chefões da empresa, desde o editor-chefe da DC Comics até o presidente da WarnerMedia Entertainment, além de ter fechado divisões como a DC Direct, responsável pelas mercadorias e colecionáveis da DC, e realizado o esvaziamento da plataforma DC Universe. Há boatos, também, de que o Crunchyroll, plataforma de animes, estaria à venda. Especulações apontam que o desempenho da HBO Max, grande aposta da AT&T ao comprar a Warner, não decolou como previsto.
Warner estaria planejando vender Crunchyroll
Após bater a marca de 70 milhões de assinantes, a Crunchyroll pode ser vendida pela WarnerMedia. Segundo afirma a Variety, a AT&T, que comprou a Warner e todo o seu acervo, quer vender a plataforma de animes por cerca de US$ 1 bilhão para ajudar a pagar algumas dívidas. A Sony Entertainment, que tem uma plataforma similar, a Funimation, seria a principal candidata na negociação. Mas não é a única empresa interessada na plataforma. A AT&T teria cerca de US$ 153 bilhões em dívidas, resultantes de sua compra da Warner. Recentemente, a empresa de telecomunicações demitiu vários chefões da empresa, desde o editor-chefe da DC Comics até o presidente da WarnerMedia Entertainment, além de ter fechado divisões como a DC Direct, responsável pelas mercadorias e colecionáveis da DC, e causado o esvaziamento da plataforma DC Universe. Especulações apontam que o desempenho da HBO Max, grande aposta da AT&T ao comprar a Warner, não decolou como previsto. Recentemente, a Crunchyroll anunciou uma nova leva de animes originais, incluindo “Tower of God” e “God of Highschool”. A plataforma conta com mais de mil títulos em seu catálogo e mais de 30 mil episódios, mas das 70 milhões de assinaturas que ostenta, apenas 3 milhões são pagas. Vale observar que nem a Warner nem a Sony confirmaram estar negociando a Crynchyroll.
Warner implode DC Comics na véspera da DC FanDome
A duas semanas do evento mundial DC FanDome, a WarnerMedia causou um abalo sísmico na editora DC Comics, demitindo um terço de sua equipe editorial, incluindo o Editor-Chefe Bob Harras e alguns editores de grandes títulos, como Mark Doyle (Batman), Bryan Cunningham (O Relógio do Juízo Final) e Andy Khouri (Harleen). Este último foi o mentor do lançamento do selo Black Label, que aposentou a Vertigo (divisão adulta da DC). Além disso, Jim Lee, lendário ilustrador de diversas histórias da casa, perdeu o cargo de Chefe-Criativo e, segundo apurou o site ComicBook, deverá ser substituído por um gerente “do mundo do e-sports”. Sabe-se lá porquê. Mas os cortes não se limitaram à editora. Também afundaram um pouco mais a plataforma de streaming DC Universe, que teve a maioria de sua equipe demitida. “A DC Universe morreu na largada, com a aquisição da Warner pela AT&T”, disse uma fonte não identificada ao site The Hollywood Reporter, lembrando que o foco dos novos donos da Warner é concentrar todo seu conteúdo no serviço de streaming HBO Max. Lançada antes da conclusão da venda da Warner, em maio de 2018, a DC Universe lançou as séries “Titãs”, “Patrulha do Destino”, “Stargirl”, “Monstro do Pântano”, “Justiça Jovem” e “Harley Quinn” (Arlequina). Alguns desses programas já começaram a ser transmitidos na HBO Max. E “Stargirl” trocou o streaming pela rede The CW. Outra vítima do massacre econômico foi a DC Direct, fabricante de mercadorias e colecionáveis da empresa. A divisão foi fechada depois de 22 anos, com suas atividades incorporadas pela Warner Bros. Consumer Products. A DC não fez comentários sobre a implosão de seus negócios. Mas será curioso ver o que a editora irá comemorar no DC FanDome, sua primeira grande convenção de fãs, que deverá ser realizada no dia 22 de agosto em clima de fim de festa. De todo modo, vale observar que os cortes também atingiram as divisões de cinema e séries da companhia, levando à demissão de pesos-pesados como Robert Greenblatt, presidente da WarnerMedia Entertainment, Kevin Reilly, diretor de conteúdo da WarnerMedia, e Keith Cocozza, vice-presidente executivo de marketing e comunicações, que trabalhou na empresa por 19 anos. As demissões podem ter causa na crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus, mas também refletem a chegada de um novo presidente-executivo na WarnerMedia, Jason Kilar, ex-CEO da Hulu, que foi escolhido pela AT&T em abril para lançar – e priorizar – a HBO Max.
Lançamento da Disney+ (Disney Plus) é confirmado para novembro no Brasil
A Disney oficializou o lançamento da sua plataforma de streaming no Brasil em novembro. Em comunicado dirigido para os mercados da América Latina e Caribe, Diego Lerner, presidente da The Walt Disney Company Latin America, confirmou a data, estabelecida como meta desde o ano passado, e adiantou planos de produção de conteúdo local para a Disney+ (Disney Plus). “Sabemos que nosso público da América Latina está ansioso pela chegada do Disney+ (Disney Plus), o único serviço de streaming que oferecerá acesso exclusivo a todas as estreias dos conteúdos disponíveis de Disney, Marvel, Pixar, Star Wars e National Geographic. Além disso, todos os clássicos animados da Disney estarão juntos pela primeira vez em um único e exclusivo destino. A proposta de entretenimento será complementada por uma oferta robusta de séries e filmes originais do Disney+ (Disney Plus), um selo de produção própria, com uma variedade de títulos que podem ser vistos apenas em nossa plataforma, bem como conteúdo original produzido localmente em vários países da região para os mais diversos públicos”, disse Lerner. A partir do seu lançamento na América Latina, a Disney+ (Disney Plus) se tornará a única opção de acesso em streaming para os conteúdos cinematográficos de todas as marcas do conglomerado, encerrando assim a provisória parceria com a Amazon, que atualmente disponibiliza os filmes da Disney no Brasil. Mais detalhes sobre o lançamento serão anunciados “em breve”, de acordo com o release. Mas uma lista preliminar, incluída no texto, reforça que a plataforma trará para o Brasil os grandes sucessos da plataforma, como as séries “The Mandalorian” e “High School Musical: The Musical: The Series” e o musical “Hamilton”. Além disso, os próximos lançamentos da plataforma ocorrerão simultaneamente no Brasil. Isto abrange aguardadas séries da Marvel, como “Falcão e o Soldado Invernal” e “Wandavision”, por exemplo, além de “The Right Stuff”, minissérie da National Geographic sobre o começo do programa espacial americano.
Novo trailer de Mulan confirma lançamento em streaming
A Disney divulgou um novo trailer americano da versão live-action de “Mulan”, que confirma o lançamento na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada em setembro, chegando na Disney+ (Disney Plus) nos países que já operam o serviço. Já os territórios em que a plataforma ainda não está disponível exibirão o filme nos cinemas. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia de “Mulan” dependerá da reabertura dos cinemas, atualmente fechados em prevenção contra o coronavírus. Caso isso não aconteça a tempo, o filme pode ser lançado em VOD para evitar uma reprise do fenômeno de “Black Is King”, filme exclusivo da Disney+ (Disney Plus), que mesmo sendo inédito no país, foi bastante “visto” por brasileiros. A verdade é que mesmo assinantes da Disney+ (Disney Plus) terão que pagar uma grana extra, além de sua assinatura mensal, se quiserem assistir “Mulan”. Durante sua conferência sobre o balanço trimestral da empresa para acionistas, o CEO da Disney, Bob Chepak, revelou que o filme inaugurará uma seção de “premières” (leia-se VOD) dentro da Disney+ (Disney Plus). O novo trailer denomina a seção de “Premier Access”. Chepak disse que a iniciativa foi uma forma de valorizar o filme ao tentar novas vias de distribuição durante a pandemia. “Nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e outros países, ofereceremos o épico Mulan em um acesso de première no Disney+ (Disney Plus), a partir de 4 de setembro, ao preço de US$ 29,99 nos EUA”. Esta decisão favorece o lançamento em VOD em mercados que não tem Disney+ (Disney Plus) nem tampouco aval para reabrir os cinemas. E representa uma grande derrota para as salas exibidoras, que precisam de títulos inéditos e de apelo comercial para atrair o público de volta aos cinemas. Mas a Disney já adiou o filme duas vezes e os cinemas das principais redes dos EUA ainda não reabriram, nem tem expectativa de receber autorização para retomar seus funcionamentos. Diante disso, a Disney fixou 4 de setembro como data definitiva, onde for possível lançar. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”), “Mulan” destaca em seu elenco a jovem Liu Yifei (“O Reino Perdido”) como a heroína do título e dois grandes astros do cinema chinês de ação, Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”), além do havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que vive uma bruxa capaz de virar águia.












