Larissa Manoela assume controle da carreira após suposta briga com a mãe
A atriz Larissa Manoela anunciou na quinta-feira (11/5) que tomou as rédeas de sua carreira artística e que, a partir de agora, será sua própria empresária. A informação surgiu em meio a uma suposta ruptura de contato com a mãe, Silvana Taques. Nas redes sociais, Larissa explicou que as mudanças profissionais já estavam acontecendo há algum tempo. “[São] 22 anos de idade. 18 anos de carreira. O ano de 2023 marca uma mudança significante na minha vida”, destacou. “A dedicação ao cinema foi uma decisão minha, que desde o ano passado, mais especificamente início de dezembro, venho assumindo as demandas comerciais de minha carreira e agora passo a ser minha própria empresária”, contou Larissa, que tinha sua carreira gerenciada por Silvana enquanto ela focava na atuação. Contudo, a artista revelou que ainda terá uma equipe para ajudar a gerenciar seus projetos. “Esse momento veio com a criação da empresa Mimalissa, que vai gerir todos os meus contratos e tem a mim a frente de tudo”, detalhou ela. Larissa Manoela ainda descreveu que seus projetos futuros serão importantes nessa nova jornada. “Eu gosto de me envolver em todos os projetos que estou, então, fez muito sentido e foi um processo natural estar a frente das decisões artísticas e comerciais. Ambos os universos caminham juntos. Sobre os meus próximos trabalhos, o que posso adiantar é que são projetos que mexeram comigo e que me instigaram. Eu sou apaixonada pelo audiovisual e me sinto muito honrada de poder contar histórias através dos meus filmes e novelas”, acrescentou a atriz do longa “Traição entre Amigas”. “O artístico é o que faz o meu coração bater forte e agora com a gestão profissional ele acelera ainda mais, já que é uma nova vertente dentre tantas que tenho e que dia após dia me instiga e me faz querer saber mais sobre o mercado. Prezando sempre pelas minhas vontades e decisões presentes e futuras. Orgulho de já ter iniciado e agora poder dividir com vocês essa caminhada transformadora que tem me ensinado tanto”, completou a atriz. Depois do anúncio, Gilberto Elias, o pai de Larissa, soltou uma suposta indireta no Instagram: “Alimente um cão por três dias e ele lembrará de você por trinta anos. Alimente um humano por trinta anos e ele te esquecerá em três dias”. A publicação revoltou os fãs de Larissa Manoela que entenderam a mensagem de forma diferente da prevista por Elias, como ingratidão por parte dos pais. “A mamata acabou”, ironizou uma internauta. “Os pais acham que fazem muito por cuidar dos filhos que eles mesmos decidiram ter”, acrescentou outro. “Tão triste essa exposição dos pais com a Larissa Manoela, me lembra muito uma entrevista que a [Bruna] Marquezine disse que quando ela atingiu uma certa idade, entrou muito em atrito com a mãe sobre quais trabalhos ela iria aceitar ou não”, lembrou mais um. 22 anos de idade. 18 anos de carreira. O ano de 2023 marca uma mudança significante na minha vida. A dedicação ao cinema foi uma decisão minha, que desde o ano passado, mais especificamente início de dezembro, venho assumindo as demandas comerciais da minha carreira. — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 Agora passo a ser minha própria empresária! Esse momento veio com a criação da empresa Mimalissa, que vai gerir todos o meus contratos e tem a mim a frente de tudo. A fase próspera reflete nos bons números conquistados, que atualmente carrego acordos com sete grandes marcas… — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 sendo embaixadora de três delas e dona de um feat com uma linha incrível de maquiagens. Encabeço também a minha própria operadora de telefonia celular, LariCel, que inovou no mercado coma criação de um avatar inspirado em mim. — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 Essa parte da gestão da carreira sempre me interessou. Eu gosto de me envolver em todos os projetos que estou, então, fez muito sentido e foi um processo natural estar a frente das decisões artísticas e comerciais. Ambos os universos caminham juntos. — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 Sobre os meus próximos trabalhos o que posso adiantar é que são projetos que mexeram comigo e que me instigaram. Eu sou apaixonada pelo audiovisual e me sinto muito honrada de poder contar histórias através dos meus filmes e novelas. — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 Estou mergulhada agora no longa “Traição entre Amigas” como vocês já sabem. O artístico é o que faz o meu coração bater forte e agora com a gestão profissional ele acelera ainda mais… — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 já que é uma nova vertente dentre tantas que tenho e que dia após dia me instiga e me faz querer saber mais sobre o mercado. Prezando sempre pelas minhas vontades e decisões presentes e futuras. — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 Orgulho de já ter iniciado e agora poder dividir com vocês essa caminhada transformadora que tem me ensinado tanto! VAI MIMALISSA, É SÓ VOAR 🦋 — Larissa Manoela 🦋 (@larimanoela) May 11, 2023 Os pais acham que fazem muito por cuidar dos filhos q eles mesmos decidiram ter pic.twitter.com/LHMvcKUyJu — mai VAI VER MIA COLUCCI 😭 (@_tiredhungry) May 12, 2023 ele esperava oq? a mamata acabou! — kauã? (@anittxpollo) May 12, 2023 tão triste essa exposição dos pais com a Larissa Manoela, me lembra muito uma entrevista que a marquezine disse no pod… que quando ela atingiu uma certa idade, entrou muito em atrito com a mãe sobre quais trabalhos ela iria aceitar ou não….. — nickssss (@nickzpinheiro_) May 12, 2023
Disney planeja unificar streamings até o final do ano
A Disney anunciou que lançará um aplicativo único para juntar as programações dos streamings Hulu, ESPN+ e Disney+ até o final deste ano nos EUA. Bob Iger, CEO da Disney, descreveu a mudança como uma “progressão lógica” de suas ofertas de serviços DTC (direto ao consumidor, em tradução) e afirmou que as três plataformas também continuarão disponíveis de forma independente. No Brasil, a empresa opera as plataformas Disney+ e Star+ (a versão internacional da Hulu), que devem seguir a fusão da matriz. Isso já acontece na Europa, onde a Star é uma opção de conteúdo dentro da Disney+. A revelação de Iger acontece dias antes da Warner Bros. Discovery lançar sua nova plataforma Max, que unificará HBO Max e Discovery+. E fortalece uma tendência de consolidação no mercado dos streamings. A unificação num novo app resultará em um aumento do preço dos serviços individuais. Além disso, a Disney pretende produzir menor volume de conteúdo para seus serviços, além de anunciar que vai remover certos títulos à medida em que busca melhorar sua lucratividade. “Estamos confiantes de que estamos no caminho certo para a lucratividade do streaming”, disse Iger. Segundo ele, há oportunidades empolgantes para publicidade no novo aplicativo com os três serviços juntos. Como 40% das unidades domésticas de anúncios da empresa são endereçáveis, os anunciantes podem segmentar espectadores individuais por meio de uma variedade de características. Isso trará maiores oportunidades para os anunciantes, enquanto a unificação oferecerá aos assinantes um acesso a mais conteúdo de forma mais simplificada. A Disney assumiu o controle operacional da Hulu em 2019, após comprar a 21th Century Fox, dona de 30% da plataforma, e adquirir 10% que estavam com a Warner. No próximo ano, a empresa terá que tomar uma decisão de compra/venda contratual sobre os 30% que ainda não lhe pertencem. O negócio obrigatório dará à Disney a oportunidade de comprar o último terço da plataforma, que é da Comcast (dona da Universal Pictures, do canal NBC e da plataforma Peacock). Para fazer a aquisição, a Disney precisará pagar à Comcast pelo menos US$ 9 bilhões, com a avaliação exata a ser determinada por um árbitro. Mas a Comcast também poderá fazer uma oferta pelos 70% do serviço que pertencem ao conglomerado chefiado por Iger. Ainda não ficou claro se a Disney vai fechar um acordo para comprar a última parte da Hulu, mas a empresa teve conversas “construtivas” com a Comcast. “É muito, muito complicado tomarmos grandes decisões sobre nosso nível de investimento, nosso compromisso com esse negócio, queremos entender para onde isso pode ir”, declarou Iger. Com resultados do segundo trimestre deste ano, a Hulu registrou um crescimento de 200 mil assinaturas, totalizando 48,2 milhões de usuários da plataforma. Já o segmento esportivo da ESPN+ aumentou em 2%, alcançando 25,3 milhões de assinantes. Os números superaram as expectativas e apareceram entre os maiores triunfos da empresa no trimestre passado, após uma queda de 4 milhões de assinantes na Disney+ nesse mesmo período. A Disney+ chegou oficialmente no Brasil em novembro de 2020, enquanto a Star+, versão internacional da Hulu, foi disponibilizada em 2021.
Disney+ perde mais de 4 milhões de assinantes
A Disney+ perdeu mais de 4 milhões de assinantes no segundo trimestre de 2023, marcando sua segunda queda trimestral consecutiva. No final do ano passado, o streaming enfrentou sua primeira queda desde seu lançamento em 2019. Agora, a Disney+ registra 157,8 milhões de assinantes, em comparação aos 161,8 milhões do trimestre passado. Segundo a empresa, a segunda queda foi impulsionada por um declínio sequencial de 4,6 milhões na Disney+ Hotstar, a versão do serviço oferecida na Índia e em partes do Sudeste Asiático. No ano passado, a Disney perdeu os direitos de transmissão dos jogos de críquete da Indian Premier League (IPL), que gera paixões equivalentes ao do Campeonato Brasileiro de Futebol, o que diminuiu a expectativa de crescimento na região. No entanto, a companhia conseguiu reduzir suas perdas de negócios de streaming em US$ 400 milhões, uma queda de 26% ano a ano, graças ao aumento no preço da assinatura do serviço. Apesar da queda no número de assinantes, a Disney superou as expectativas de Wall Street para ganhos e receitas trimestrais, graças ao desempenho impressionante dos parques temáticos da empresa no primeiro trimestre do ano. Inclusive, em Orlando, a Disney encara uma disputa territorial com o governador da Flórida, Rick DeSantis. A empresa de entretenimento abriu um processo em que alega que DeSantis violou seus direitos constitucionais e dificulta o desenvolvimento dos parques temáticos. A empresa também passa por um momento de demissões em massa, que devem afetar cerca de 7 mil funcionários. Em paralelo, ainda enfrenta a greve dos roteiristas nos Estados Unidos, que paralisou produções do estúdio, como o longa “Blade” e a série “Andor”. Os títulos fazem parte das franquias mais lucrativas do estúdio, Marvel e Star Wars, respectivamente. Embora os desafios mencionados e a perda de assinantes da Disney+ sejam marcos negativos, outros serviços da empresa conseguiram obter êxito. A plataforma Hulu, que opera apenas na América do Norte, ganhou 200 mil assinantes no trimestre, ficando em 48,2 milhões, enquanto ESPN+ aumentou em 2%, totalizando 25,3 milhões. Como sempre, a Disney não revelou o desempenho da Star+ (a Hulu da América do Sul). Segundo a empresa, a Disney passa por um momento de mudança, que conduzirá a um processo de revisão de conteúdo de seus serviços DTC (direto ao consumidor, em tradução). “No futuro, pretendemos produzir volumes menores de conteúdo em alinhamento com essa mudança estratégica”, justificou a CFO Christine McCarthy, num teaser. Vem aí a unificação das plataformas Hulu/Star+ com a Disney+!
Streaming salva Warner de prejuízos com filmes e TV
A HBO Max e a Discovery+ acrescentaram 1,5 milhão de novas assinaturas no trimestre, fortalecendo a Warner Bros Discovery no setor dos streamings. Em todo o mundo, as plataformas da empresa atingiram 97,6 milhões de usuários no geral e registraram uma receita trimestral de US$ 2,455 bilhões. O desempenho é um grande contraste com prejuízos registrados em outros segmentos da corporação, incluindo filmes e TV. Diante desse resultado, a WBD declarou que a operação de streaming já dá lucros em 2023, um ano antes do esperado. O crescimento de assinaturas superou as previsões de analistas, enquanto as despesas operacionais caíram em 24%. Após alguns meses em queda, as plataformas da empresa se tornaram o melhor negócio da empresa no momento. De acordo com David Zaslav, CEO da WBD, a gestão do negócio continua a ser um desafio, mas as dificuldades começam a ser superadas. “Quando você dirige um negócio, você está procurando crescimento, o que vamos conseguir no negócio de streaming e estamos nos esforçando para alcançar toda a empresa à medida que a economia melhora, mas a chave aqui é que: nosso negócio de streaming nos EUA não está sangrando mais”, afirmou. Atualmente, a empresa se prepara para fundir a HBO Max e a Discovery+ numa nova plataforma, batizada de Max, com lançamento previsto nos Estados Unidos para 23 de maio. “No curto prazo, o sucesso da migração é uma das principais métricas – ou seja, levar os clientes da HBO Max a migrarem ao Max”, disse. Segundo Zaslav, uma das estratégias da Warner é de ampliar a cobertura de Esportes e Notícias, que ainda são pouco abordados no formato de streaming. “Colocar este negócio sob controle, focando no que as pessoas adoram assistir e como criar conteúdo que as pessoas gostam, e agora com Max poderemos nutrir e encantar os assinantes com a grandeza da HBO”, explica. O desempenho do resto da empresa, entretanto, acendeu um alerta nos investidores. Embora tenha reportado uma receita de US$ 10,7 bilhões no primeiro trimestre de 2023, atendendo as expectativas de Wall Street, a comparação com o ano anterior é de queda. As perdas líquidas chegaram a 44 centavos por ação, muito abaixo do previsto por analistas – uma perda de 5 centavos. Nesta mesma época, em 2022, o conglomerado enfrentava um período de crescimento marcado pelo lançamento de “Batman” (2022) e acordos lucrativos para licenciamento de TV. Neste ano, a receita referente aos estúdios Warner teve uma queda de 7%, marcando US$ 3,2 bilhões. O setor de canais também encarou uma baixa de 10%, com a publicidade diminuindo em 14%. De acordo com a WBD, a baixa aconteceu devido à “queda de audiência nas redes domésticas de entretenimento e notícias”, bem como ao encolhimento em geral do mercado de anúncios. Atualmente, a empresa carrega uma dívida de US$ 49,5 bilhões, que não para de crescer. Ainda assim, a empresa prometeu aos investidores cortar US$ 4 bilhões em economia de custos. No contexto geral, o último trimestre tem sido bastante conturbado para empresas da mídia. Mas a fusão entre HBO Max e Discovery+ pode ajudar a WBD a sair por cima da competição.
Paramount+ bate recorde de assinantes enquanto enfrenta despesa bilionária
A Paramount+ continua crescendo no mercado do entretenimento e acaba de atingir um número recorde de assinantes da plataforma. Com 60 milhões de assinaturas, o streaming atinge seu marco mais alto até então. Durante o primeiro trimestre de 2023, a plataforma teve um acréscimo de 4,1 milhões de usuários. Considerando o período de um ano, o streaming surpreendeu com um aumento de 40% no número de assinaturas – saltando de 43 milhões para o marco atual. Parte da estratégia para o crescimento veio do lançamento de novas séries e programação esportiva, como a Liga dos Campeões da UEFA. “Star Trek: Picard”, “Mayor of Kingstown” e “Teen Wolf: O Filme” são alguns dos seriados novos mais procurados na plataforma. Já a Pluto TV, seu serviço gratuito de streaming, atingiu 80 milhões de usuários ativos mensais. A expectativa da Paramount+ é crescer muito mais com a integração do streaming do Showtime em sua plataforma nos EUA. Enquanto no mercado internacional – inclusive no Brasil – já é possível assistir séries como “Yellowjackets” e “Your Honor” na Paramount+, estes títulos fazem parte do streaming exclusivo do canal Showtime no mercado norte-americano. O conglomerado Paramount Global se prepara para consolidar esta fusão nos próximos meses. Com isso, pretende poupar US$ 700 milhões anuais de despesas paralelas. Mas já teve que desembolsar antecipadamente US$ 1,7 bilhão de custos de programação, que inclui pagamentos por rescisões de contrato e direitos de programas que não pretende levar para a Paramount+ após a fusão dos serviços. “Em conexão com nosso plano de integrar o Showtime à Paramount+ e iniciativas para racionalizar e dimensionar corretamente nossas operações internacionais, alinhar com nossa estratégia de streaming e fechar ou globalizar alguns de nossos canais internacionais durante o primeiro trimestre de 2023, revisamos nosso portfólio de conteúdo e determinamos que não usaríamos determinados conteúdos em nossas plataformas”, declarou a empresa sobre o processo. De acordo com o CEO da Paramount Global, Bob Bakish, a empresa está “focada em continuar impulsionando o crescimento do streaming líder de mercado enquanto navega em um ambiente macroeconômico dinâmico”. As despesas do streaming fizeram com que a receita do conglomerado (que inclui canais de TV como CBS e MTV e os filmes do estúdio Paramount Pictures) ficassem em US$ 7,3 bilhões, abaixo do esperado, de acordo com especialistas. Isto impactou numa queda no valor das ações da empresa. Por conta dessa fusão e necessidade de mostrar crescimento financeiro, a empresa se prepara para aumentar o valor mensal da assinatura da plataforma. No Brasil, a Paramount+ disponibiliza assinaturas a partir de R$14,90 por mês, com preços menores em planos para uso exclusivo do streaming no celular.
Google desativa link contra PL das Fake News após ameaça de multa e investigação federal
O Google desativou, a partir do meio-dia desta terça-feira (2/5), uma mensagem em sua página inicial que acusava o Projeto de Lei (PL) das Fake News de “piorar sua internet”. A iniciativa foi tomada após o Ministério da Justiça ameaçar multar em R$ 1 milhão a empresa por suposta propaganda enganosa. O Google também sofreu pressão do Ministério Público Federal, que apura suposta prática abusiva da big tech. O mecanismo de busca tinha colocado um link em sua home intitulado “O PL das Fake News pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira no Brasil”, que direciona para um artigo assinado por Marcelo Lacerda, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da empresa no país. A empresa também impulsionou a hashtag #MaisDebatePL2630, vem pressionado deputados federais e contatado influenciadores para se manifestarem contra o PL. Segundo o Ministério Público Federal, o Google ainda é suspeito de direcionar resultados de buscas para conteúdos contra a proposta. Monitoramento do NetLab, grupo de pesquisa em tecnologia da informação, apontou que o mecanismo de busca do Google apresentou resultados enviesados quando os usuários pesquisavam sobre o Projeto de Lei 2.630, sobre as fake news. No YouTube, que pertence ao Google, quando se pesquisa por informações sobre o PL das Fake News, os primeiros resultados são vídeos de políticos identificados com a extrema direita e da produtora de filmes bolsonarista Brasil Paralelo. Diante dos fatos, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), subordinada ao Ministério da Justiça, impôs medida cautelar ao Google Brasil, pedindo que a empresa pare com o que considera práticas de abuso de poder econômico. O documento que determinou as sanções lista que o Google deve informar quando um conteúdo se trata de posição editorial, não censure artigos de posicionamento divergente e não privilegie artigos que defendam a posição da empresa. Caso não cumpra a determinação após ser notificado, o Google será penalizado pela Senacon com multa de R$ 1 milhão por hora. Em nota à imprensa, o Google afirmou que o fim da campanha já estava planejado, e que já usou esse expediente do link abaixo da caixa de busca outras vezes para promover “iniciativas relevantes” por um tempo controlado. Além do Google, nos últimos dias uma associação de lobby que reúne Google, Facebook e TikTok teria espalhado entre deputados federais que o PL censura posts de teor religioso. Em entrevista coletiva na tarde desta terça (2/5), o ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que as práticas do Google demonstravam agressividade e prepotência. “Estamos diante de uma situação de agressividade, de prepotência, que reforça a importância da regulação. O que estamos vendo de publicidade enganosa, cifrada, abusiva, mostra o tanto que a regulação é necessária e urgente”, argumentou. Dino disse que as big techs precisam atuar “com seriedade” no Brasil e desistir que defender um “faroeste digital”, porque esta prática “mata”. “Este faroeste cibernético mata crianças, adolescentes, pessoas por doenças. Todas as empresas no Brasil são reguladas. Onde está escrito que essas empresas (digitais) não podem ter regulação?”, questionou o ministro da Justiça. O PL das Fake News pode ser votado pela Câmara nesta terça-feira. Mas caso a ação das big techs consiga adiamento, sob o argumento de que o debate não está maduro, ou resultar numa derrota do governo, Dino ressaltou que há outros caminhos para aprovar a mudança na legislação. “Se estes adeptos do faroeste digital conseguirem impor a sua vontade ao ponto de impedir o processo legislativo, lembro que nós temos a regulação derivada de decisões administrativas, inclusive do Ministério da Justiça, e há regulação do Poder Judiciário no julgamento de ações que lá tramitam”, declarou, deixando claro que o lobby não pode impedir a regulamentação.
Google faz lobby contra PL das fake news em seu mecanismo de busca
A plataforma Google deixou a imparcialidade de lado para se manifestar sobre a política no Brasil. O mecanismo de busca colocou em sua home um link de campanha contrária à proposta de regulamentação das fake news. Intitulado “O PL das Fake News pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira no Brasil”, o link direciona para um artigo assinado por Marcelo Lacerda, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da empresa no país. Segundo o Google, o projeto pode piorar a internet e gerar consequências indesejadas caso o texto atual seja aprovado sem uma discussão mais aprofundada. Na verdade, este já é o segundo texto assinado pelo representante da plataforma de busca contra o projeto de lei, sempre listando pontos considerados “preocupantes” dignos de Big Brother (o original, de “1984”), como dar “amplos poderes a um órgão governamental para decidir o que os brasileiros podem ver na internet”. A empresa também impulsiona a hashtag #MaisDebatePL2630, tem pressionado deputados federais e contatado influenciadores em caso claro de lobby político. Essa ação gerou críticas do relator do projeto, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB), que fez uma série de ataques às empresas de tecnologia durante ato do Dia do Trabalhador promovido pelas centrais sindicais no centro de São Paulo. Orlando Silva afirmou que as big techs, em especial o Google, estão fazendo um “jogo sujo” para influenciar de forma negativa a votação do projeto de lei no Congresso brasileiro. O deputado criticou o uso da força econômica e da presença de mercado para distorcer o debate político, e citou a redução do alcance da rede Sleeping Giants no Twitter como exemplo. A ação do Google gerou também reação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que vê possibilidade de prática abusiva da empresa de tecnologia. O ministro afirmou em sua conta no Twitter que está encaminhando o assunto à análise da Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça, à vista da possibilidade de configuração de práticas abusivas das empresas. Com a possibilidade de adiamento da votação do projeto, a polêmica em torno do PL das Fake News continua. Enquanto as empresas de tecnologia defendem uma discussão mais aprofundada sobre o tema, o relator e o governo buscam avançar com a proposta para combater a disseminação de informações falsas na internet. O governo tomou a frente da discussão, porque as empresas de tecnologia lavaram as mãos e permitiram que notícias falsas causassem o ato de vandalismo de 8 de janeiro contra os Três Poderes constituídos do Brasil. Importante apontar que uma lei similar já está em fase de implantação na Europa e deve ser adotado em vários outros países, numa tendência irreversível para frear a permissividade na internet. Assim como no Brasil, a Lei dos Serviços Digitais (DSA), da União Europeia, também incomodou as empresas de tecnologia. Afinal, ela as obriga a fazer o mínimo que se recusam a fazer: adotar novos mecanismos que permitam aos usuários sinalizar conteúdo ilegal online e cooperar com sinalizadores confiáveis para identificar e remover esse tipo de conteúdo, além da possibilidade de contestar as decisões de moderação de conteúdo das plataformas com base em uma nova informação obrigatória aos usuários quando o conteúdo for removido ou restrito. A DSA também exige mais transparência dos algoritmos utilizados para recomendar conteúdos, proteção de menores em qualquer plataforma, fiscalização das big techs sobre suas ações para impedir o abuso de seus sistemas, medidas de gerenciamento de riscos e atuação contra desinformação ou manipulação eleitoral, violência cibernética contra mulheres ou menores de idade, e medidas contra golpistas na internet. A proposta brasileira inclui multas para a desobediência da lei e opções de remuneração por uso de material com direitos autorais, dois pontos que renderam mais comentários contrariados do Google. Veja abaixo as postagens oficiais do Google contra a PL das fake news.
Programação original do Facebook Watch é cancelada pela Meta
A Meta (empresa dona do Facebook) está encerrando a programação original do Facebook Watch. Com a decisão, o futuro de produções como “Red Table Talks”, programa de entrevistas com Jada Pinkett Smith, tornou-se incerto. A informação foi confirmada por um porta-voz da empresa à revista The Hollywood Reporter. O fim das produções originais ocorre em meio às demissões em massa da empresa, que na última rodada de cortes dispensou cerca de 10 mil funcionários. Entre os nomes desligados está Mina Lefevre, ex-executiva da MTV que liderou o desenvolvimento e a programação original do Facebook Watch. Um dos programas mais conhecidos do Facebook Watch foi o “Red Table Talk”, o talk show com Jada Pinkett Smith, Willow Smith e Adrienne Banfield-Norris. A série original estreou em 2018 e contou com conversas que geraram debates online, incluindo episódios que mergulharam nos momentos tumultuados do casamento de Will Smith e Jada Pinkett Smith. Os convidados da última temporada, que terminou em dezembro, incluíram nomes como Jennette McCurdy (“iCarly”), Constance Wu (“Podres de Ricos”), Janelle Monáe (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), entre outros. A produção teve cinco temporadas e deu origem a um spin off, “Red Table Talk: The Estefans”, com Gloria Estefan, Emily Estefan e Lili Estefan. Outras produções de destaque da plataforma foram a comédia dramática “Strangers”, o suspense “Sacred Lies”, o filme sobre a ginasta Simone Biles “Simone vs. Herself” e a série “Sorry for Your Loss”, estrelada por Elizabeth Olsen (“WandaVision”) como uma viúva em luto pelo marido. Ao encerrar a programação original, a Meta segue outros gigantes da tecnologia, como YouTube e Snap, que reduziram significativamente ou se afastaram totalmente do conteúdo original.
Time de Ryan Reynolds vence a 5ª divisão do futebol britânico
O Wrexham Football Club, time futebol galês comprado pelos atores Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Rob McElhenney (criador de “It’s Always Sunny in Philadelphia”) há dois anos e meio, conquistou o título da quinta divisão britânica e o acesso à quarta divisão no último sábado (22/4). Presentes na decisão, os dois atores americanos se emocionaram com a vitória por 3 a 1 sobre o Boreham Wood e foram arrebatados pela vibração da torcida. “Rob e eu chegamos quase a desmaiar nesse momento, mas mesmo assim acho que nunca o esqueceremos”, escreveu Reynolds no Twitter, compartilhando um vídeo que foi gravado por outro astro de Hollywood, Paul Rudd (“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”). A façanha foi comemorada até por William e Kate, príncipe e princesa de Gales, que parabenizaram o clube. “Parabéns, Wrexham, um clube com uma história incrível, ansioso por um futuro muito emocionante na Liga de Futebol. Deixando o País de Gales orgulhoso”, publicou o Twitter oficial do casal real. A partida começou com um gol do Boreham Wood logo aos 42 segundos de jogo, mas o Wrexham virou o placar com gols de Elliott Lee e Paul Mullin, que marcou duas vezes. A emoção foi tanta que a torcida invadiu o campo do estádio Racecourse Ground após o fim do jogo. A compra do Wrexham por Ryan Reynolds e Rob McElhenney rendeu uma série documental, chamada “Bem-vindos ao Wrexham”, cuja 1ª temporada está disponível no Brasil pelo Star+. A consagração do clube entrará na próxima temporada da série, que se tornou uma espécie de “Ted Lasso” da vida real. Esta é a primeira conquista do Wrexham desde 2008, quando subiu de divisão pela última vez. A equipe, que não tinha um histórico expressivo, subiu de nível após 15 anos disputando o campeonato semi-profissional e agora está ansiosa por um futuro emocionante na Liga de Futebol. Rob and I kinda blacked out during this moment, but somehow we’ll never forget it. 🎥: Paul Rudd cc: @wrexham_afc – @RMcElhenney pic.twitter.com/pVCYOHyKoC — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) April 23, 2023 🥹 pic.twitter.com/N3RUMp8wlT — Rob McElhenney (@RMcElhenney) April 23, 2023 Everything I own smells like champagne, beer and grass. I’m still somewhere between giggling and sobbing. This town and this sport is one of the most romantic things on earth. Thank you, @Wrexham_AFC ⚔️🏴⚔️ pic.twitter.com/cxpVRUpkLq — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) April 23, 2023 Love this so much! ❤️ — Wrexham AFC Brasil 🇧🇷 (@wrexham_brasil) April 23, 2023 Must be said. Ryan Reynolds has shown nothing but class since arriving at Wrexham. Treats every opponent with the utmost respect and often reserves praise for Notts County in his interviews. Football needs more owners like himpic.twitter.com/9xc5HBsfyy — Jack Kenmare (@jackkenmare_) April 22, 2023 Ryan Reynolds had to get Ben Foster's Wrexham shirt 🤣 pic.twitter.com/Ec3rAEGWwp — GOAL (@goal) April 23, 2023 Congratulations @Wrexham_AFC! A club with such amazing history, looking forward to a very exciting future back in the Football League. Doing Wales proud. W https://t.co/VGdF6GkFVw — The Prince and Princess of Wales (@KensingtonRoyal) April 22, 2023
Warner Bros. Discovery anuncia a plataforma Max, fusão da HBO Max com a Discovery+
A Warner Bros. Discovery anunciou nesta quarta-feira (12/4) o lançamento da Max, fusão entre a HBO Max e a Discovery+, com lançamento previsto nos Estados Unidos para 23 de maio. A data de lançamento no Brasil ainda não foi informada, mas deverá ocorrer entre setembro e dezembro. Segundo o grupo, o aplicativo será atualizado automaticamente para a maioria dos usuários no dia do lançamento, mantendo os mesmos usuários, senhas e perfis. Não haverá aumento de preços nos EUA, mas ainda não há informações sobre isso para o Brasil. Com a fusão, a Max terá um catálogo mais abrangente de conteúdos, com a vasta biblioteca da Warner Bros. e do Cartoon Network, além de reality shows, documentários e programas de true crime da Discovery. Na apresentação da nova plataforma, o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, afirmou que “Max é o lugar para ir a qualquer hora”, tendo as maiores bibliotecas do mundo, como “Friends” e personagens como Aquaman e Superman”. Com o fim da HBO Max, a marca HBO será relançada com o slogan “HBO não é TV: HBO é HBO”, preservando o nome para o conteúdo “premium”. Além de seu próprio canal pago, a marca HBO continuará dentro da Max, como um “guarda-chuva” para suas séries e filmes. Zaslav também prometeu melhorias na experiência do streaming, como aprimoramento da navegação para facilitar a descoberta de conteúdo e mudanças no algoritmo para entregar filmes e séries de acordo com o comportamento do usuário. A estabilidade da plataforma será melhorada, facilitando downloads, com velocidade e tempo de resposta de 20% a 30% mais rápidos. Além disso, a Max terá produções exclusivas do Discovery+, como “Downey’s Dream Car”, “Irmãos a Obra” e “90 Dias para Casas”. A plataforma também ganhará novas séries da Warner, como “Pinguim”, derivada do filme “Batman”, “Welcome Derry”, que é um prelúdio de “It: A Coisa”, e uma nova versão (sem muitos detalhes revelados) de “The Big Bang Theory”. No lado infantil, “Tiny Toons” terá uma continuação, chamada “Tiny Toons: Looniversity”, e o filme clássico “Gremlins” ganhará um desenho com produção de Steven Spielberg. HBO Max vai se tornar Max no Brasil, trazendo pra você títulos originais HBO, séries aclamadas, filmes, reality shows e muito mais. Mais informações vão ser compartilhadas em breve, mais próximo ao lançamento. pic.twitter.com/UyV5p6icMw — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) April 12, 2023
Twitter troca logo do passarinho por cachorro símbolo de criptomoeda
O Twitter matou nesta segunda (3/4) seu característico pássaro azul, trocando-o pela imagem de um cachorro, que é símbolo da criptomoeda Dogecoin. Novo dono do Twitter desde o ano passado, Elon Musk está envolvido num processo relativo à criptomoeda, e há suspeitas de que a alteração no visual da rede social possa ter relação com isso. Nesta sexta-feira (31/3), Musk pediu à Justiça para encerrar uma ação judicial de US$ 258 bilhões movido contra ele por um investidor que alega que o bilionário prejudicou investidores e manipulou o mercado com tuítes enganosos sobre a Dogecoin. O processo foi movido em maio de 2021 pelo investidor em nome de outros compradores de ações da Dogecoin entre fevereiro e maio de 2021. Ele alega que os tuítes de Musk sobre a criptomoeda, incluindo a afirmação de que ele seria o “Dogefather”, foram enganosos e causaram danos financeiros. Tuítes de Musk sobre a Dogecoin no passado fizeram o valor da criptomoeda disparar e cair logo em seguida, o que chamou a atenção de órgãos reguladores. Os advogados do bilionário afirmam que “não há como sustentar a afirmação de que houve fraude por conta das mensagens publicadas no Twitter” Na moção para encerrar o caso, Musk argumentou que as mensagens eram simplesmente piadas e que ele não tinha a intenção de manipular o mercado. Ele também argumentou que o investidor não tem legitimidade para processá-lo em nome de todos os compradores da Dogecoin. “Não há nada de ilegal em tuitar palavras de apoio ou imagens engraçadas sobre uma criptomoeda legítima que continua a deter um valor de mercado de quase US$ 10 bilhões”, diz a petição dos advogados de Musk. “Este tribunal deve acabar com a fantasia dos queixosos e rejeitar a queixa”. A mudança da imagem fez o valor da criptomoeda saltar de cerca de 8 para 10 centavos de dólar nesta segunda, uma alta de 27% por volta das 16h30 (horário de Brasília), de acordo com o Yahoo! Finance. O Twitter não se pronunciou sobre a mudança de logotipo, mas Musk fez uma piada com auxílio de um cartum, sem comentar mais nada. Veja abaixo. A substituição do logo acompanha várias outras mudanças na rede social, como a venda de identificações de verificados, o Twitter Blue. No fim de semana, todos os selos originais de verificação foram removidos das contas e, agora, eles só poderão ser adquiridos após um pagamento, por iniciativa de Musk para monetizar mais o Twitter. pic.twitter.com/wmN5WxUhfQ — Elon Musk (@elonmusk) April 3, 2023
Netflix vai produzir menos filmes originais por ano
Depois de dois anos lançando um filme original novo por semana, a Netflix reduzirá a produção de filmes em 2023, combinando unidades e reduzindo o número total de títulos lançados. De acordo com a Bloomberg, a empresa centralizará a tomada de decisões com a reestruturação. As equipes que trabalham em projetos menores (com orçamento de até US$ 30 milhões) e a unidade que produz filmes de médio orçamento (até US$ 80 milhões) serão combinadas. As divisões operavam basicamente de forma independente, com os executivos fazendo filmes sem consultar seus superiores. A reestruturação resultará em um “pequeno” número de cortes de empregos e na saída de dois executivos notáveis, Lisa Nishimura e Ian Bricke, que deixarão a empresa após mais de uma década. A Netflix expandiu seus esforços de desenvolvimento de filmes depois que estúdios começaram a criar seus próprios serviços de streaming em vez de licenciar seus filmes para a empresa. Além das unidades que trabalham em filmes de baixo e médio orçamento, a Netflix tem uma outra divisão que desenvolve projetos de grande orçamento. Não está claro se esse último grupo também será afetado pela reestruturação. O chefe de filmes da Netflix, Scott Stuber, decidiu reduzir o número de títulos lançados este ano para garantir que a divisão esteja produzindo projetos de alta qualidade. Apesar do grande número de títulos lançados anualmente pela Netflix, apenas alguns ganharam prêmios ou alcançaram milhões de horas de streaming com impacto cultural similar ao de alguns dos maiores sucessos de bilheteria. Segundo a página Top 10 da empresa, seus filmes mais assistidos em 2021 e 2022 foram “Alerta Vermelho”, “Não Olhe para Cima” e “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. Stuber não disse quantas pessoas perderão seus empregos na reestruturação, mas os números devem ser menores do que os cortes de empregos que aconteceram na empresa no ano passado. A Netflix implementou cortes de empregos antes de muitos de seus concorrentes no espaço de filmes, TV e entretenimento. A HBO e a HBO Max tiveram que demitir alguns membros da equipe de produção como parte de uma grande reestruturação da Warner Bros. Discovery em agosto, enquanto a Disney anunciou recentemente que está demitindo 7 mil trabalhadores, incluindo aqueles envolvidos em mídia e distribuição. A Netflix lançou mais filmes originais do que qualquer outra empresa de Hollywood nos últimos tempos, produzindo mais de 50 projetos por ano. Reduzir o número de lançamentos visa produzir mais títulos de alta qualidade, como “Roma” e “Sem Novidades no Front”, que ganharam Oscars.
Presidente da Marvel é demitido pela Disney
O presidente da Marvel Entertainment, Isaac Perlmutter, conhecido como Ike, foi demitido pela Walt Disney Company como parte de um plano de corte de custos. A empresa confirmou a mudança nesta quarta-feira (29/3) e ainda informou que a Marvel Entertainment, que é uma pequena divisão centrada em produtos de consumo e administrada separadamente do Marvel Studios, seria dividida em unidades de negócios maiores da Disney. O Marvel Studios se tornou propriedade da Disney ao ser adquirida em 2009 e passou a ser responsável pelos filmes de super-heróis mais populares da atualidade, como “Os Vingadores” e “Pantera Negra”. No entanto, Perlmutter continuou a liderar a divisão de consumo da Marvel e foi amplamente creditado como responsável pela reconstrução do império da editora no mercado de quadrinhos. Segundo executivos da Disney informados sobre o assunto, a demissão ocorreu porque Ike foi considerado uma distração dentro da Disney, além de ser um executivo irascível e implacável. Perlmutter trabalhou sem sucesso no ano passado para sacudir o conselho da empresa e mudar sua composição. A demissão do executivo de 80 anos se deu em uma semana cheia de mudanças na Disney. Na segunda-feira, a empresa começou a eliminar 7 mil empregos, cerca de 4% do total global, como parte de US$ 5,5 bilhões em cortes destinados a melhorar seus resultados financeiros e posicionar a empresa para o crescimento impulsionado pelo streaming. A decisão também representa o fim de uma era para a Marvel, pois Ike se tornou um dos homens mais poderosos do mundo dos quadrinhos e um dos líderes mais enérgicos na indústria de entretenimento.












