Peter Jackson desenvolve documentário sobre os bastidores do último disco dos Beatles
O diretor Peter Jackson, das trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, dirigirá um documentário sobre a gravação do último álbum dos Beatles, “Let It Be”. Ele teve acesso a quase 55 horas de filmagens inéditas dos bastidores da produção, segundo anunciou nesta quarta-feira (30/1) a gravadora Universal Music. As filmagens foram realizadas entre 2 e 31 de janeiro de 1969 por Michael Lindsay-Hogg e renderam um documentário famoso, também chamado “Let It Be”, que culmina no lendário show dos Beatles no terraço do escritório do estúdio de gravação da Apple em Savile Row. A apresentação está completando 50 anos nesta semana. O filme original foi lançado junto do disco em 1970, meses depois de o grupo se separar. Mas muito material ficou de fora e as cenas contam uma história rica e muito diferente do que a maioria dos fãs imagina. “É simplesmente um tesouro histórico incrível”, afirmou Jackson, no comunicado oficial do projeto. “Há momentos de drama, mas não há nada das desavenças às quais este projeto sempre foi associado. Olhar John, Paul, George e Ringo trabalhar juntos, criando o que são agora já clássicos, do nada, não é só fascinante, é divertido, inspirador e surpreendentemente íntimo”. “É como ter uma máquina do tempo que nos transportasse a 1969. Pudemos nos sentar em uma cadeira do estúdio e simplesmente ver estes quatro amigos fazendo música juntos”, completou. Ainda sem título, o documentário está em fase de produção e conta com o total cooperação de Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono Lennon e Olivia Harrison, segundo a gravadora. Jackson trabalhará com os mesmos parceiros de seu documentário sobre a 1ª Guerra Mundial “They Shall Not Grow Old”, a produtora Clare Olssen e o editor Jabez Olssen, e serão utilizadas as mesmas técnicas surpreendentes de restauração de imagens para dar ao filme uma aparência de produção atual. Não há previsão para o lançamento.
Minissérie documental sobre a banda Wu-Tang Clan ganha primeiro trailer
O canal pago americano Showtime divulgou o trailer de “Of Mics and Men”, minissérie documental sobre a banda de hip-hop Wu-Tang Clan. Originalmente concebida como um documentário tradicional, a produção foi adquirida pelo Showtime na semana passada, na véspera de sua première mundial no Festival de Sundance. Dirigida por Sacha Jenkins, cuja relação com o grupo remonta ao início dos anos 1990 – quando editava um dos primeiros zines do hip-hop, Beat Down – , a obra revisita a carreira da banda, que comemora 25 anos do lançamento de seu primeiro álbum, o clássico “Enter the Wu-Tang (36 Chambers)”. Combinando entrevistas íntimas e reflexivas de cada um dos nove membros vivos da banda – RZA, GZA, Inspectah Deck, Raekwon the Chef, U-God, Ghostface Killah, Method Man, Masta Killa e Cappadonna -, com imagens de arquivo e cenas de shows, a minissérie vai contar como uma dezena de amigos de infância se uniram para superar a pobreza e a violência de seus bairros por meio da música, assim como mostrar a difícil convivência após o estrelato e o destino trágico de Ol’ Dirty Bastard. Ainda não há previsão de estreia. E vale lembrar que, além dessa produção, a carreira do Wu-Tang Clan também vai virar uma série de ficção, atualmente em desenvolvimento para a plataforma Hulu, com produção do cineasta Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”).
Vidro aguenta as pedradas e lidera bilheteria dos EUA pelo segundo fim de semana
“Vidro” não se estilhaçou e manteve a liderança da bilheteria em seu segundo fim de semana de exibição nos Estados Unidos e Canadá. O longa arrecadou US$ 19 milhões entre sexta e domingo (27/1), chegando ao total de US$ 73M (milhões) no mercado doméstico. O baixo orçamento, na casa dos US$ 23M, significa que a produção já é lucrativa. O que é uma boa notícia para o diretor Night M. Shyamalan, pois todo o filme foi financiado por ele mesmo, aguentando pedradas sem misericórdia da crítica, com apenas 36% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. Em 2º lugar, a dramédia “Amigos para Sempre”, remake americano de “Intocáveis”, também manteve a mesma posição da semana anterior. O longa estrelado por Kevin Hart faturou mais US$ 12 milhões para atingir US$ 63,1M na América do Norte, mas ainda não cobriu seu orçamento, estimado em US$ 37,5 milhões, e vai precisar do público internacional para empatar as despesas. E aí reside o problema, já que esta é a terceira versão da mesma história e o original foi um maiores sucessos mundiais recentes do cinema francês entre o público que lê legendas. No Brasil, onde foi lançado em 17 de janeiro, não entrou nem no Top 10. Surpresa da semana passada, “Dragon Ball Super: Broly” desabou para o 10º lugar do ranking norte-americano, após abrir em 3º. Com isso, “Aquaman” voltou ao Top 3. O longa do super-herói marinho fez mais US$ 7,3M, que o ajudou a atingir US$ 1,09B mundiais e bater o recorde de arrecadação de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012), virando a adaptação de maior bilheteria da DC Comics em todos os tempos. As más notícias começam em 4º lugar, pois as estreias de sexta (25/1) não tiveram um desempenho tão bom. “O Menino Que Queria Ser Rei”, versão infantil da lenda do Rei Arthur passada nos dias de hoje, fez apenas US$ 7,2 milhões em seu 1º fim de semana. A crítica aprovou, com 86% no Rotten Tomatoes, mas o longa protagonizado pelo filho de Andy Serkis (o César da franquia “Planeta dos Macacos”) vai precisar fazer mágica no exterior. O lançamento no Brasil acontece na quinta (31/1). Já “Calmaria” foi por água abaixo, abrindo em 8º lugar com apenas US$ 4,8M. Trata-se de recorde negativo para Anne Hathaway: pior bilheteria de estreia da carreira da atriz. O noir tropical, que também é estrelado por Matthew McConaughey (que já fez coisa pior), também foi torpedeado pela crítica, afundando com 22% de aprovação. Chega nos cinemas brasileiros em 28 de fevereiro. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Vidro Fim de semana: US$ 19M Total EUA e Canadá: US$ 73,5M Total Mundo: US$ 162,6M 2. Amigos para Sempre Fim de semana: US$ 12,2M Total EUA e Canadá: US$ 63,1M Total Mundo: US$ 69,2M 3. Aquaman Fim de semana: US$ 7,3M Total EUA e Canadá: US$ 316,5M Total Mundo: US$ 1B 4. O Menino que Queria Ser Rei Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 7,2M Total Mundo: US$ 10,4M 5. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 169M Total Mundo: US$ 338,1M 6. Green Book – O Guia Fim de semana: US$ 5,4M Total EUA e Canadá: US$ 49M Total Mundo: US$ 59,3M 7. A Caminho de Casa Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 30,8M Total Mundo: US$ 41,3M 8. Calmaria Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 4,8M Total Mundo: US$ 4,8M 9. Escape Room Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 47,9M Total Mundo: US$ US$ 76,4M 10. Dragon Ball Super: Broly Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 28,9M Total Mundo: US$ 98,8M
Michel Legrand (1932 – 2019)
O compositor francês Michel Legrand, vencedor de três estatuetas do Oscar por suas trilhas sonoras, e que trabalhou com mitos da música como Frank Sinatra, Ray Charles, Miles Davis, Edith Piaf e Elis Regina, faleceu neste sábado (26/1) em Paris aos 86 anos. Sua carreira teve quase 70 anos, marcando tanto a história do jazz quanto a do cinema. Músico e arranjador, Legrand começou a compor música para filmes com o surgimento da Nouvelle Vague francesa, trabalhando para Agnès Varda no clássico “Cléo das 5 às 7” (1962), no qual também estrelou, com Jean-Luc Godard em “Uma Mulher É Uma Mulher” (1961), “Viver a Vida” (1962) e “Bando à Parte” (1964), mas sobretudo com Jacques Demy, para quem quem compôs dois musicais cultuadíssimos, “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) e “Duas Garotas Românticas” (1967). Com o impacto causado pelos longas de Demy, Legrand chamou atenção do colega Henry Mancini, grande compositor de Hollywood, que lhe convidou a trabalhar em seu primeiro filme americano, assinando a trilha sonora de “Crown, o Magnífico” (1968). E a principal canção do longa, “The Windmills of Your Mind”, rendeu a primeira estatueta do Oscar ao compositor em 1969. Seguiram-se uma coleção de trilhas clássicas, 13 indicações ao Oscar e duas vitórias na Academia, pelas melodias inesquecíveis dos filmes “Houve uma vez um Verão” (1972) e “Yentl” (1984). Mas apesar do sucesso em Hollywood, Legrand não abandonou o cinema francês, trabalhando em obras nos dois continentes, e ainda manteve uma carreira paralela e igualmente premiada na música. Suas composições receberam 17 indicações ao Grammy, vencendo cinco troféus da indústria fonográfica. Entre as muitas trilhas famosas de sua carreira, também merecem citação os trabalhos de “Lola, a Flor Proibida” (1961), “Quem é Polly Maggoo?” (1966), “A Piscina” (1969), “Tempo para Amar, Tempo para Esquecer” (1969), “Mosaico de Sonhos” (1970), “A Garota no Automóvel – Com Óculos e um Rifle” (1970), “As 24 Horas de Le Mans” (1971), “Interlúdio de Amor” (1973), “Os Três Mosqueteiros” (1973), “Verdades e Mentiras” (1973), “Retratos da Vida” (1981), “Amigos Muito Íntimos” (1982), “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), “Prêt-à-Porter” (1994), “Os Miseráveis” (1995) e o filme recém-resgatado de Orson Welles “O Outro Lado do Vento” (2018). Relembre abaixo seis trabalhos famosos de Legrand no cinema. Na cena de “Cléo das 5 às 7”, é ele quem aparece cantando ao piano.
Guitarrista do Queen se desculpa por defender diretor de Bohemian Rhapsody de acusações de assédio
O músico Brian May, guitarrista do Queen, retratou-se de um post em que pareceu defender Bryan Singer, que dirigiu o premiado filme “Bohemian Rhapsody” e hoje enfrenta acusações de abuso sexual de menores. Após o comentário gerar controvérsia nas redes sociais, May decidiu pedir desculpas pela sua declaração. Tudo começou na terça (22/1), quando o guitarrista respondeu à sugestão de uma fã para que parasse de seguir Singer nas redes sociais. “Bri, você precisa deixar de seguir Byan Singer depois de tudo o que ele fez. Obrigada”, disse a seguidora. A resposta do músico foi: “Você tem de cuidar da sua vida e parar de me falar o que fazer. E precisa aprender sobre respeito e o fato de que um homem ou mulher são inocentes até que se prove o contrário.” Virou uma bola de neve, que fez o guitarrista precisar se retratar. “Estou mortificado de descobrir o efeito que minhas palavras produziram”, afirmou May no Instagram, na noite de quinta-feira (24/1), que então pediu desculpas “a qualquer um a quem sem querer ofendi”. “Me desculpo pela resposta”, continuou. “Ela foi resultado da minha percepção de que alguém estava me dando ordens sobre o que fazer. Na verdade, você estava tentando me proteger. Eu não tinha ideia de que dizer que alguém é inocente até que se prove o contrário poderia ser interpretado como uma defesa a Bryan Singer. Não foi minha intenção.” May deixou de seguir Singer nas redes sociais depois do caso desta semana. O diretor foi quem iniciou o projeto de “Bohemian Rhapsody”, mas foi demitido pela Fox e substituído por Dexter Fletcher (do vindouro “Rocketman”, cinebiografia de Elton John) após sumir durante as filmagens. O diretor nega as acusações publicadas nesta semana pela revista The Atlantic acusando um dos repórteres de homofobia e revelando que a mesma denúncia tinha sido vetada por supostos problemas de apuração pela revista Esquire. Os autores da reportagem confirmaram que a editora da Esquire barrou a publicação original, mas disseram “não saber porquê”. Anteriormente, Singer foi alvo de duas ações legais por abuso sexual de menor. A mais recente é de 2017, quando foi acusado de estupro por Cesar Sanchez-Guzman. O jovem conta que tinha 17 anos quando compareceu a uma festa em um iate na qual Singer era um dos convidados. A ação ainda tramita na justiça americana. Mas chama atenção o fato de o advogado de Cesar Sanchez-Guzman ser Jeffrey Herman, o mesmo que representou Michael Egan em 2014, quando este também fez acusações de abuso sexual de menor contra vários figurões de Hollywood, inclusive Singer. Mais tarde, Egan voltou atrás nas denúncias, após inúmeras contradições em seus depoimentos. No caso de Singer, por exemplo, ele acusou o diretor de estuprá-lo numa viagem ao Havaí. Entretanto, Singer estava no Canadá filmando um dos longas dos “X-Men” no período apontado, e diante das evidências o caso foi retirado. Visualizar esta foto no Instagram. Dear Folks – I was shocked and saddened to realise what I had done by my hasty and inconsiderate IG reply to this lady yesterday. I’ve posted an apology to her in the ‘reply’ box, but it seems to have disappeared – so I’m going to try to repeat it here, to be clear. ———- Dear Sue, I’m so sorry that I responded to your post so snappily and inconsiderately. My response was a result of my perception that someone was telling me what to do. I now realise that I was completely wrong in thinking that. You were actually just trying to protect me, for which I thank you. I am mortified to discover the effect my words produced. I had no idea that saying someone was innocent until proven guilty could be interpreted as “defending“ Bryan Singer. I had absolutely no intention of doing that. I guess I must be naive, because also it had never occurred to me that ‘following’ a person on Instagram could be interpreted as approving of that person. The only reason I followed Bryan Singer was that we were working with him on a project. That situation came to an end when Mr Singer was removed during the shooting of the film, but I suppose unfollowing him never occurred to me as a necessity. Now, because of this misunderstanding, I have unfollowed. I’m so sorry. This must have caused you a lot of upset. I wish I could take the comment back, but all I can do is apologise, and hope that my apology will begin to make amends. Sadly, this is all very public, but since I snapped at you in public, it’s only fitting that I should apologise in public. I’m going to try to follow you so we can communicate privately if you want. With love – Bri. —— I should add that this is also a sincere apology to anyone else out there that I inadvertently offended. No such offence was intended and I will be more careful in future. Bri Uma publicação compartilhada por Brian Harold May (@brianmayforreal) em 24 de Jan, 2019 às 8:25 PST
Dua Lipa vira ciborgue em clipe da trilha do filme Alita: Anjo de Combate
Dua Lipa divulgou o clipe de “Swan Song”, música que faz parte da trilha de “Alita: Anjo de Combate”. Bastante cinematográfico, o vídeo conta com participação da personagem-título do filme. O detalhe é que ela não aparece em cenas recicladas da produção, mas em novos efeitos de computação gráfica, criados especialmente para o trabalho da cantora. Alita (a atriz Rosa Salazar) ajuda Dua Lipa a treinar artes marciais e se transformar em ciborgue para lutar contra a opressão. O vídeo explica que a cantora trabalha num lixão de ferro retorcido com outras catadoras deslumbrantes, usando correntes de grife como colar, uma luva de látex desparceirada, coturnos de plataforma, roupas pretas e diversos brincos inspirados em peças de tecnologia. O visual é altamente fashionista, apresentando um glamour pós-apocalíptico de dar inveja nas top models famosas que atuaram em “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015). Mas não demora e um tanque robótico de guerra coloca as sem-teto de catálogo de moda em fuga, o que faz Dua Lipa querer erguer o punho como se fosse negra. “Eu não vou me calar/ Porque ficar em silêncio é o mesmo que morrer/ Este não é o meu canto do cisne”, ela canta no refrão. A direção do clipe é de Floria Sigismondi, do filme “Runaways – Garotas do Rock” (2010), da série “The Handmaid’s Tale” e de vários vídeos musicais de David Bowie. Já “Alita: Anjo de Combate” tem direção de Robert Rodriguez (“Sin City”) e roteiro e produção de James Cameron (“Avatar”). A estreia está marcada para 14 de fevereiro.
Beck e Billie Eilish lançam músicas inspiradas pelo filme Roma
Após se tornar o filme com mais indicações no Oscar 2019, “Roma”, de Alfonso Cuarón, vai ganhar um disco com músicas inéditas. A Sony Music vai produzir uma seleção musical inspirada pelo longa da Netflix. As músicas foram compostas por diversos artistas famosos após o lançamento do filme e, portanto, não fazem parte da trilha original. Intitulado “Music Inspired by the Film Roma”, o lançamento está previsto para o próximo dia 8 de fevereiro, e as primeiras músicas já começaram a vir à tona. Duas faixas estão disponíveis no YouTube, entre elas “Tarantula”, cover do grupo Colourbox gravado por Beck, que conta com participação vocal das cantoras Feist e Alex Lilly, e arranjo orquestral do pai do artista, David Richard Campbell. A segunda música é “When I Was Older”, de Billie Eilish. Outros artistas que participam do projeto são El-P, Patti Smith, DJ Shadow, Unkle, Laura Marling e até Bo Cuarón, filha do diretor, mas suas músicas ainda não são conhecidas. Confira as primeiras faixas abaixo.
Denúncias de abuso sexual contra Bryan Singer foram recusadas por outra revista
As novas acusações de abuso de menor publicadas pela revista The Atlantic contra o diretor Bryan Singer são as mesmas que seriam publicadas na Esquire no ano passado, mas a revista acabou vetando seu conteúdo. Em outubro, Singer usou suas redes sociais para se defender a reportagem, ao saber que amigos estavam sendo procurados para dar declarações que o comprometessem. Desde então, a editora da Esquire, Hearst Media, mandou suspender a reportagem. Mas os jornalistas a levaram para outra revista. “A última vez que postei sobre este assunto, a revista Esquire estava se preparando para publicar um artigo escrito por um jornalista homofóbico que tem uma obsessão bizarra por mim desde 1997”, apontou o cineasta em comunicado sobre a reportagem escrita por Alex French e Maximillian Potter. “Após cuidadosa checagem de fatos e, em consideração à falta de fontes confiáveis, a Esquire escolheu não publicar este pedaço de jornalismo vingativo”, acrescentou. “Isso não impediu que este autor vendesse [o conteúdo] para a revista The Atlantic”, continuou a declaração. “É triste que a Atlantic se rebaixe a este baixo padrão de integridade jornalística. Mais uma vez, sou forçado a reiterar que essa história retoma as afirmações de ações judiciais falsas, executada por um elenco de pessoas de má reputação, dispostas a mentir por dinheiro ou atenção.” ‘E não é surpresa que, com ‘Bohemian Rhapsody’ sendo um sucesso premiado, esta peça homofóbica foi convenientemente planejada para tirar proveito de seu sucesso”, completou Singer. A reportagem traz à tona quatro novas acusações contra o diretor, que teria feito sexo com menores de idade. Apenas um dos acusadores teve seu nome revelado. Victor Valdovinos alegou ter trabalhado como figurante aos 15 anos de idade no filme “O Aprendiz”, dirigido por Singer em 1998. Segundo ele, o cineasta apalpou seus órgãos genitais em um momento das filmagens. Os outros três acusadores permaneceram anônimos, identificados apenas por pseudônimos, e alegam ter participado de relações sexuais com o diretor quando eram menos, entre 15 e 17 anos. Anteriormente, Singer foi alvo de duas ações legais por abuso sexual de menor. A mais recente é de 2017, quando foi acusado de estupro por Cesar Sanchez-Guzman. O jovem conta que tinha 17 anos quando compareceu a uma festa em um iate na qual Singer era um dos convidados. A ação ainda tramita na justiça americana. Mas chama atenção o fato de o advogado de Cesar Sanchez-Guzman ser Jeffrey Herman, o mesmo que representou Michael Egan em 2014, quando este também fez acusações de abuso sexual de menor contra vários figurões de Hollywood, inclusive Singer. Mais tarde, Egan voltou atrás nas denúncias, após inúmeras contradições em seus depoimentos. No caso de Singer, por exemplo, ele acusou o diretor de estuprá-lo numa viagem ao Havaí. Entretanto, Singer estava no Canadá filmando um dos longas dos “X-Men” no período apontado, e diante das evidências o caso foi retirado. A acusação de Guzman coincidiu com a demissão do cineasta na reta final da produção de “Bohemian Rhapsody”, após atrasos, sumiços e conflitos com a equipe, duas semanas antes do fim das filmagens. Mas a versão oficial é outra. “Basicamente, Bryan teve alguns problemas pessoais”, se limitou a dizer o produtor ao comentar os motivos que levaram o cineasta da franquia “X-Men” a sair do filme sobre o Queen. Embora tenha sido substituído por Dexter Fletcher (“Voando Alto”), Singer ficou com o crédito final de direção do longa, que foi premiado no Globo de Ouro e indicado na categoria de Melhor Filme no Oscar 2019.
Diretor de Bohemian Rhapsody sofre novas denúncias de abuso sexual de menor
O cineasta Bryan Singer, de “X-Men” e “Bohemian Rhapsody”, enfrenta quatro novas acusações de sexo com menores de idade. Apenas um dos acusadores teve seu nome revelado na reportagem que traz as denúncias, publicada nesta quarta-feira (23/1) pela revista The Atlantic, de Boston. Victor Valdovinos alega ter trabalhado como figurante aos 15 anos de idade no filme “O Aprendiz”, dirigido por Singer em 1998. Segundo ele, o cineasta apalpou seus órgãos genitais em um momento das filmagens. Os outros três acusadores são identificados por pseudônimos: um deles, Andy, disse que também tinha 15 anos quando fez sexo com Singer. Outro, Eric, afirma ter começado um caso com o cineasta aos 17. E Ben relatou ter feito sexo oral em Singer quando tinha “17 ou 18 anos”. “Ele enfiava as mãos nas calças das pessoas e apalpava, sem consentimento”, disse o último acusador sobre sua experiência com o cineasta. “Ele era predatório, no sentido que dava álcool e drogas para as pessoas, e então fazia sexo com elas”. Singer respondeu ao artigo através de seu advogado, Andrew Bettler, negando todas as acusações. A denúncia foi publicada um dia depois do último filme dirigido por Singer, “Bohemian Rhapsody”, ser indicado ao Oscar 2019 de Melhor Filme. O cineasta foi demitido na reta final da produção, graças a atrasos, após sumiços e conflitos com a equipe, duas semanas antes do fim das filmagens. Rumores sugerem que teria havido desentendimentos entre o diretor e Rami Malek, o astro da série “Mr. Robot” que vive o cantor Freddie Mercury no filme. Além disso, Singer precisou lidar com o começo de uma nova leva de acusações de abuso sexual de menor. Mas a versão oficial é outra. “Basicamente, Bryan teve alguns problemas pessoais”, se limitou a dizer o produtor ao comentar os motivos que levaram o cineasta da franquia “X-Men” a sair do filme sobre o Queen. Embora tenha sido substituído por Dexter Fletcher (“Voando Alto”), Singer ficou com o crédito final de direção. O histórico do diretor de acusações de assédio e abuso sexual envolvendo menores de idade data de 2014, quando Michael Egan processou o cineasta, alegando que ele teria o estuprado “diversas vezes” durante uma viagem ao Havaí. A acusação trazia muitas contradições, fatos que foram contestados por provas e acabou sendo retirada. Mais recentemente, em 2017, Cesar Sanchez-Guzman processou o cineasta por tê-lo estuprado em 2003, durante uma festa em um iate. A ação coincide com a época de comportamento errático do diretor em “Bohemian Rhapsody” e ainda tramita na justiça americana.
Oscar 2019: Lady Gaga e Kendrick Lamar deixam disputa de Melhor Canção mais pop
A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas dos Estados Unidos resolveu ser um pouco mais pop no Oscar 2019. A “ousadia” consistiu em barrar, apenas pela quarta vez neste século, músicas de desenhos animados de sua seleção de Canções Originais. A lista privilegia sucessos de rádio, trazendo artistas já consagrados pelo Grammy, como Lady Gaga (por “Nasce uma Estrela”), Kendrick Lamarr (“Pantera Negra”) e Jennifer Hudson (“RBG”), ao lado de duas composições mais “cinematográficas”, compostas especificamente para cenas musicais dos filmes “A Balada de Buster Scruggs” e “O Retorno de Mary Poppins”. As duas opções mais convencionais respondem pelas ausências sentidas de Thom Yorke (“Suspiria”), Troye Sivan (“Boy Erased”), Sade (“Viúvas”) e Dolly Parton (“Dumplin'”), que estavam entre os 15 pré-selecionados na categoria. Mesmo assim, já representa um grande avanço na categoria, que tradicionalmente valoriza trabalhos antiquados, por refletir o gosto de homens brancos com mais de 60 anos de idade – a média dos eleitores da Academia. Relembre abaixo a disparidade das músicas selecionadas para o Oscar 2019. Elas devem ser interpretadas ao vivo durante a cerimônia de premiação, marcada para 24 de fevereiro em Los Angeles, com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Turn Up Charlie: Idris Elba vira DJ nas fotos da nova série de comédia da Netflix
A Netflix divulgou as primeiras fotos de “Turn Up Charlie”, uma nova série de comédia estrelada e produzida pelo astro Idris Elba (“Thor: Ragnarok”). A série britânica trará Elba interpretando o Charlie do título, um DJ esforçado e solteirão assumido, que tem uma chance final de sucesso quando relutantemente se torna babá da filha problemática de seu melhor amigo. Escrita por Laura Neal (série “Secret Diary of a Call Girl”), Victoria Asare-Archer (série “Wolfblood”) e a atriz Femi Oyeniran (“Juventude Rebelde”), a comédia possui similaridades com a história de vida de Elba. Ele surgiu como DJ no Reino Unido antes de se tornar uma estrela da TV e do cinema. Embora não tenha alcançado sucesso na música, até hoje ele trabalha como DJ por diversão. “Turn Up Charlie” terá 8 episódios de meia hora e seu elenco também inclui Piper Perabo (“Covert Affairs”) e JJ Feild (“Turn”). Ainda não há previsão de estreia.
Lord of Chaos: Filme sobre a banda de black metal Mayhem ganha primeiro trailer
O aguardado filme “Lord of Chaos” ganhou seu primeiro trailer. Dirigido pelo sueco Jonas Akerlund, mais conhecido por clipes de Madonna e Beyoncé, o longa é a cinebiografia da polêmica banda Mayhem. Escrito pelo próprio Akerlund em parceria com Dennis Magnusson (“Inferno na Ilha”), o longa narra a história real dos jovens de Oslo, na Noruega, que popularizaram um novo gênero musical nos anos 1980, o “black metal norueguês”, combinando a música da sua banda com atitudes chocantes. Até o ponto em que a fronteira entre realidade e publicidade começou a se confundir, envolvendo a banda em crimes incendiários, violência, suicídio e num até assassinato. A banda cinematográfica é formada por Rory Culkin (“Pânico 4”), irmão mais novo de Macaulay Culkin, Jack Kilmer (“Dois Caras Legais”), filho de Val Kilmer, Emory Cohen (“Brooklyn”) e Anthony De La Torre (o jovem Jack Sparrow de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Valter Skarsgård, irmão mais novo de Alexander e Bill Skarsgård, também está no elenco, assim como a cantora pop Sky Ferreira (“Em Ritmo de Fuga”). Para quem não lembra, o Mayhem se tornou notório pelo acúmulo de histórias bizarras. Alguns anos após sua formação, os músicos decidiram se mudar para uma casa no meio de uma floresta em Oslo, onde ensaiavam, compunham odes a Satã, enchiam a cara e planejavam atentados incendiários contra igrejas católicas. Com a convivência, o vocalista, apelidado de Dead, e o guitarrista Euronymous brigaram diversas vezes. Em 1991, Dead se suicidou dentro casa, deixando um bilhete em que pedia desculpas pelo sangue derramado. Em vez de chamar a polícia, Euronymous comprou uma câmera descartável e fotografou o corpo. Dois anos depois, o recém-admitido Varg Vikernes matou Euronymous com 23 facadas. Segundo Varg, ele atacou antes que o guitarrista levasse adiante um plano para torturá-lo até a morte enquanto filmava. No filme, Culkin será Euronymous, Cohen viverá Varg e Jack Kilmer interpretará Dead. O personagem de Valter Skarsgård é chamado de Faust e provavelmente é Bård Faust, integrante da banda Emperor, que no início dos anos 1990 matou um gay à facadas e queimou igrejas com Euronymous e Varg. Um fato pouco difundido é que, antes de virar diretor, Akerlund também participou desta cena, como membro fundador do Bathory, um dos primeiros grupos de black metal nos anos 1980. Ele era o baterista original da banda sueca formada em 1983 – bem antes, portanto, do Mayhem colocar o gênero nas colunas policiais. Vale lembrar que, em nova formação, o Mayhem ainda existe. E passou recentemente pelo Brasil em turnê. Um detalhe curioso sobre a trilha do filme, nos momentos em que não tocam músicas do Mayhem, é que ela também foi composta por uma banda. Mas de estilo totalmente oposto. Akerlund quis uma trilha atmosférica e contratou a banda indie islandesa Sigur Ros. A pré-estreia mundial de “Lords of Chaos” aconteceu há um ano, no Festival de Sundance de janeiro passado, quando atingiu 92% de aprovação na média da crítica do site Rotten Tomatoes. O lançamento comercial está marcado para 8 de fevereiro nos Estados Unidos e não há previsão para sua chegada ao Brasil.
Vidro abre em 1º lugar nos EUA, mas a surpresa é Dragon Ball Super: Broly
“Vidro” estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, mas um pouco estilhaçado por conta das elevadas expectativas sobre seu lançamento. Algumas projeções para a continuação/crossover de “Corpo Fechado” (2000) e “Fragmentado” (2016) tratavam o novo longa de M. Night Shyamalan como um blockbuster em potencial, com abertura na casa dos US$ 100M (milhões). Em menos de uma semana, os otimistas cortaram as estimativas pela metade. E mesmo assim a estreia ficou abaixo delas. O lançamento também foi acompanhada por pedradas da imprensa, que quebraram expectativas com apenas 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entretanto, ao atingir US$ 40,5M de faturamento, tornou-se a terceira maior estreia do diretor, atrás de “A Vila” (2004) e “Sinais” (2002). Também ficou com o posto de terceira maior abertura de cinema durante o feriadão dedicado a Martin Luther King nos Estados Unidos. E teve um bom começo internacional, ajudando o total a chegar a US$ 89M em todo o mundo. O baixo orçamento, na casa dos US$ 23M, garante que a produção será lucrativa. O que é uma boa notícia para Shyamalan, pois todo o filme foi financiado pelo próprio diretor. Já a surpresa positiva do fim de semana ficou para o desempenho de “Dragon Ball Super: Broly”, que abriu em 3º lugar nos EUA, um pouco atrás do faturamento de “Amigos para Sempre” (em 2º lugar). Lançado em 1,2 mil salas (contra mais de 3 mil da concorrência), o longa animado rendeu US$ 10,6M, celebrando a maior abertura de toda a franquia “Dragon Ball” (já são 20 filmes) nos Estados Unidos e no Canadá. Outros filmes em cartaz atingiram marcas expressivas por seus desempenhos contínuos. “Aquaman”, por exemplo, ultrapassou US$ 300M de arrecadação no mercado doméstico, “Bumblebee” superou US$ 400M mundiais (graças à China), e “O Retorno de Mary Poppins” e “Homem-Aranha no Aranhaverso” passaram dos US$ 300M mundialmente. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Vidro Fim de semana: US$ 40,5M Total EUA e Canadá: US$ 40,5M Total Mundo: US$ 89M 2. Amigos para Sempre Fim de semana: US$ 15,6M Total EUA e Canadá: US$ 43,9M Total Mundo: US$ 48M 3. Dragon Ball Super: Broly Fim de semana: US$ 10,6M Total EUA e Canadá: US$ 21M Total Mundo: US$ 86,9M 4. Aquaman Fim de semana: US$ 10,3M Total EUA e Canadá: US$ 304,3M Total Mundo: US$ 1B 5. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 158,2M Total Mundo: US$ 322,8M 6. A Caminho de Casa Fim de semana: US$ 7,1M Total EUA e Canadá: US$ 21,2M Total Mundo: US$ 26,3M 7. Escape Room Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 40,7M Total Mundo: US$ 53,7M 8. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 158,7M Total Mundo: US$ 306M 9. Bumblebee Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 115,9M Total Mundo: US$ US$ 412,3M 10. Suprema Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 16,8M Total Mundo: US$ 17,5M











