Nova parceria de Anitta e Major Lazer ganha clipe/comercial de bebida
O novo clipe internacional de Anitta, “Make It Hot”, chegou no YouTube assumindo sua condição de comercial da Bacardi. Garrafas com o rótulo da marca de bebida recebem mais closes que os artistas no começo do vídeo, e o nome da fabricante de rum ainda aparece em letras “garrafais” nos créditos finais. A peça publicitária com música inédita é a segunda parceria entre a brasileira e Major Lazer, projeto do DJ e produtor americano Diplo, após o sucesso de “Sua Cara”. O vídeo patrocinado pela Bacardi foi gravado na Costa Rica e, apesar do título em inglês, traz Anitta cantando em espanhol. Ela aparece entre aposentos coloridos de uma casa tropical e uma festa comandada por Diplo, acompanhada por duas dançarinas carismáticas, enquanto os outros integrantes do grupo (Walshy Fire e Ape Drums) fingem que fazem alguma coisa, ao fundo das cenas. A direção é de Jovan Todorovic, diretor sérvio do thriller “The Belgrade Phantom” (2009) e da campanha comercial da Adidas “See My Creativity”, no ano passado.
Carreira de Claudinho e Buchecha vai virar filme
A história de Claudinho e Buchecha, dupla musical de sucesso dos anos 1990, vai ganhar uma cinebiografia. A revelação foi feita por Buchecha para o colunista Leo Dias. Produção da Urca Filmes, o longa será lançado em 2020 e recebeu o título de “Nosso Sonho”, mesmo nome de uma música do disco de estreia da dupla, lançado em 1996. A produção vai abordar a vida e a carreira dos dois amigos, que começaram a cantar rap quando eram adolescentes em São Gonçalo, no Rio, venceram concursos e explodiram nas paradas de sucesso com hits como “Só Love”, “Quero te Encontrar”, “Conquista” e o citado “Fico Assim Sem Você”. Eles lançaram seis discos até a morte acidental de Claudinho, em 2002. “Será um filme que conta toda a trajetória da dupla”, disse Buchecha. “Pegaram histórias da minha família, coisas que eu contei sobre nós, da família do Claudinho, relatos de fãs. Está bem completo. Tenho certeza que será muito premiado e vai emocionar e surpreender” Relembre um dos maiores hits da dupla abaixo.
Ator de Trainspotting vira dono da gravadora Creation em primeira foto de cinebiografia
A produtora Burning Wheel divulgou a primeira foto de “Creation Stories”, filme sobre a influente gravadora britânica Creation Records, que realizou uma revolução musical nos anos 1980. A imagem traz o ator escocês Ewen Bremner (o Sput de “Trainspotting” e sua continuação) caracterizado como Alan McGee, o fundador e dono da gravadora. O ator não é o único egresso de “Trainspotting” no projeto. O roteiro foi escrito por Irvine Welsh, autor do livro que virou “Trainspotting”, e a produção está a cargo de Danny Boyle, o diretor daquele filme. “Creation Stories” é baseado na autobiografia de McGee, intitulada “The Creation Records Story: Riots, Raves and Running a Label”. O lendário empresário escocês ganhou projeção ao montar um club londrino, The Living Room, que virou palco do movimento que culminou na formação da geração indie original, em meados da década de 1980 – a cena batizada como “C86” (classe de 86). Ele também tinha uma banda, a Biff Bang Pow, e foi o primeiro empresário do Jesus and Mary Chain, além de ter gravado o primeiro single do grupo. The Jesus and Mary Chain não foi a única banda famosa lançada pela Creation, que também gravou discos do Primal Scream, My Bloody Valentine, Teenage Fanclub, House of Love, Ride e até Oasis. Depois de vender metade de sua gravadora para a Sony nos anos 1990 e ver o Oasis explodir nas paradas, McGee ainda se envolveu na política, ajudando a passar uma lei de apoio financeiro a músicos insolventes. O último lançamento da Creation foi o disco “XTRMNTR”, da banda Primal Scream, em 2000. McGee fechou a gravadora após ficar insatisfeito com a direção comercial da Sony. O velho produtor ainda se aventurou a criar novas gravadoras e clubs, mas encontrou mais sucesso ao ressuscitar o nome Creation em 2014 para empresariar músicos, como seus velhos amigos do Jesus and Mary Chain e Happy Mondays. Ele também é crítico musical e blogueiro, e atualmente escreve na versão britânica do site Huffington Post. O filme tem direção do ator Nick Moran, que virou diretor com outra cinebiografia de produtor prodígio, “Telstar: The Joe Meek Story” (2008). O elenco inclui Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Rupert Everett (“O Lar das Crianças Peculiares”), Jason Flemyng (“X-Men: Primeira Classe”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Kirsty Mitchell (“Dupla Explosiva”), Mel Raido (“Lendas do Crime”) e Matthew Durkan (“Coronation Street”) como William Reid, o guitarrista do Jesus and Mary Chain. Ainda não há previsão para o lançamento.
Descendentes 3 ganha trailer dublado e data de estreia no Brasil
O Disney Channel divulgou a versão dublada em português do trailer de “Descendentes 3”, que revela a data de estreia nacional do novo telefilme com os filhos reformados dos vilões clássicos das fábulas encantadas. A prévia dá detalhes da trama, ao mostrar Mal (filha de Malévola) pedida em casamento por Ben (filho da Bela e da Fera) e a volta da maldição da Bela Adormecida. Para impedir que a população do reino de Auradon caia em sono eterno, Mal reúne seus amigos para ir atrás do vilão Hades e obter um objeto mágico capaz de reverter a maldição. Além de Dove Cameron como Mal, Cameron Boyce, Sofia Carson, Booboo Stewart e Mitchell Hope também retornam na continuação, repetindo seus papéis como Carlos, Evie, Jay e Ben, enquanto Cheyenne Jackson (de “American Horror Story”) veste uma peruca púrpura new wave para encarnar Hades. Para completar, Kenny Ortega também retorna como diretor. A estreia vai acontecer em 9 de agosto no Brasil, uma semana após a exibição nos Estados Unidos.
Trilha do remake de O Rei Leão terá música inédita de Elton John
A Disney anunciou que a trilha sonora de “O Rei Leão” será lançada em 11 de julho, pouco mais de uma semana antes do lançamento do filme, e que ela contará com uma canção inédita de Elton John. Intitulada “Never Too Late”, a nova música foi composta por Elton John e Tim Rice, e interpretada pelo cantor junto com um coral africano produzido por Lebo M. As demais faixas são trechos da trilha orquestral de Hans Zimmer e as canções clássicas da animação de 1994, entre elas “Can You Feel the Love Tonight”, que também foi composta por Elton John e Tim Rice e venceu o Oscar de Melhor Canção Original. No remake com computação gráfica, a música ganhou regravação da cantora Beyoncé e do ator Donald Glover, que é conhecido no meio musical como o rapper Childish Gambino. Veja a capa da trilha sonora oficial abaixo. Com direção de Jon Favreau, dos aclamados “Homem de Ferro” (2008) e “Mogli: O Menino Lobo” (2016), “O Rei Leão” chega aos cinemas brasileiros em 18 de julho, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Lázaro Ramos canta em 10 clipes de músicas de projeto infantil
O ator e em breve cineasta Lázaro Ramos está estreando em nova atividade: a música infantil. Ele lançou o projeto “Viagens da Caixa Mágica”, um disco baseado em dois livros de poesia escritos para seus filhos. São dez faixas e todas ganharam “clipes” – na verdade, registros de estúdio do ator/cantor dividindo o microfone com parceiros e convidados – as cantoras (e atriz) Heloísa Jorge, Lellê e Jéssica Ellen e o músico Jarbas Bittencourt (diretor musical do Bando de Teatro Olodum), responsável pelas composições. O resultado soa como se os Tribalistas fizessem uma trilha para o “Castelo Rá-Tim-Bum”, com tom entre didático e bem-humorado, expressando preocupação de abordar identidade racial de forma lúdica no universo infantil. Lázaro, claro, já tem experiência como cantor. Ele gravou 45 músicas durante a produção da série “Mister Brau”, em que interpreta um cantor. Todas as dez faixas de “Viagens da Caixa Mágica” podem ser ouvidas/vistas no playlist abaixo.
O Barato de Iacanga vence o festival In-Edit Brasil
O filme “O Barato de Iacanga”, de Thiago Mattar, foi anunciado como vencedor do prêmio do júri do Festival In-Edit Brasil 2019, realizado em São Paulo e focado em documentários musicais. Com imagens raras de shows, “O Barato de Iacanga” resgata o lendário Festival de Águas Claras, que teve quatro edições realizadas entre 1975 e 1984 numa fazenda em Iacanga, no interior paulista. Considerado o “Woodstock brasileiro”, o evento reuniu artistas como Os Mutantes, João Gilberto, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Som Nosso de Cada Dia, Egberto Gismonti, Raul Seixas, Alceu Valença e Jorge Mautner. E sofreu perseguição da ditadura militar por conta de sua influência hippie – com amor e drogas livres. A pesquisa de material do diretor, em busca de registros considerados perdidos, durou 10 anos. Com a vitória, “O Barato de Iacanga” será exibido também na edição 2019 do In-Edit em Barcelona e no circuito internacional dos festivais In-Edit. O júri do In-Edit Brasil ainda concedeu um prêmio especial para “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos”, dirigido por Daniela Broitman, que também ficou com o Prêmio do Público. Veja abaixo o trailer do principal vencedor.
Veronica Mars ganha prévia de novo tema, cantado por Chrissie Hynde
A plataforma Hulu divulgou um novo vídeo do revival de “Veronica Mars”, série cultuada da década passada, em que Kristen Bell (hoje em “The Good Place”) vivia uma detetive mirim. A prévia mostra a atriz e o criador da atração, Rob Thomas, discutindo sobre a música-tema. Ao final, ele recria a cena clássica do gravador do filme “Digam o que Quiserem” (1989) para tocar a nova versão de “We Used to Be Friends”, gravada por Chrissie Hynde, a líder dos Pretenders. A versão original é da banda The Dandy Warhols e marcou época como identificação da série – além de fazer parte de um dos melhores álbuns dos anos 2000, “Welcome to the Monkey House” (2003). Originalmente exibida entre 2004 e 2007, “Veronica Mars” se tornou uma das séries mais influentes do século. Concebida como uma versão irônica de “Nancy Drew”, seu humor cortante e cheio de referências pop revolucionou as séries de adolescentes, inspirando o tom de produções tão diferentes quanto “Gossip Girl” e “Riverdale”, sem esquecer, claro, de “iZombie”, do mesmo escritor, Rob Thomas. No Brasil, a atração ganhou o subtítulo equivocado de “A Jovem Espiã”. Mas a personagem sempre foi uma aspirante a detetive, trabalhando com o pai, o detetive particular Keith Mars (Enrico Colantoni), para ajudá-lo a limpar seu nome, após ele ser considerado incapaz de continuar como chefe de polícia diante da repercussão de um grande caso de assassinato em sua cidadezinha. Vale lembrar que a intérprete da vítima original, que também era a melhor amiga de Veronica, foi ninguém menos que Amanda Seyfried, estrela do musical “Mamma Mia!”. Além de Kristen Bell, os novos episódios também contarão com as voltas de Enrico Colantoni (Keith Mars, o pai de Veronica), Jason Dohring (Logan Echolls), Percy Daggs III (Wallace Fennel), Francis Capra (Eli “Weevil” Navarro) e Ryan Hansen (Dick Casablancas), sem esquecer dos novos suspeitos investigados pela agora detetive adulta Veronica Mars, entre eles o ator J.K. Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”). Vale lembrar que o elenco original já tinha se juntado num telefilme de 2014, filmado graças ao apoio dos fãs, via financiamento coletivo – numa campanha que bateu recorde de arrecadação no Kickstarter. Ironicamente, a Warner TV achava que não haveria interesse num resgate da série e só percebeu o entusiasmo dos fãs quando os números surpreenderam o mercado. Desta vez, a Warner, que é sócia minoritária da Hulu, está bem mais envolvida na produção. A série vai retornar numa temporada de 8 episódios na plataforma de streaming em 26 de julho. Recorde abaixo também as aberturas das três temporadas originais da série clássica.
Gravação “perdida” de Freddie Mercury ganha clipe inédito
A Universal Music divulgou um clipe inédito de Freddie Mercury para a música “Time Waits For No One”, recém-descoberta nos arquivos do estúdio Abbey Road. A música é uma versão despojada de “Time”, gravada em 1986. No vídeo, o vocalista do Queen apresenta-se acompanhado apenas pelo piano de Mike Moran, em franco contraste com a gravação que foi lançada na época – que tinha banda, orquestra e coro vocal épico. O clipe, por sinal, usa imagens do vídeo feito originalmente para divulgar a canção original. “Time” era uma composição solo de Mercury para a ópera rock teatral homônima de Dave Clarke, exibida durante dois anos no West End londrino. O cenário do clipe de Mercury é justamente o Dominion Theatre, em Londres, onde a peça foi encenada de 1986 a 1988. Foi o próprio Clark quem achou a gravação da versão alternativa e tratou de disponibilizá-la. “É só Freddie e o piano e isso realmente mostra um artista incrível e o alcance incrível que ele tinha”, disse o músico para a agência Reuters. Clark, que liderou a banda Dave Clark Five nos anos 1960, trabalhou com vários cantores para o álbum “Time”. Mercury cantou duas músicas, a faixa-título e “In My Defense”. Mas ele se sembrava que o cantor gravou um ensaio acompanhado apenas pelo piano. Durante anos, tentou encontrar aquela versão, sem sucesso. Chegou a achar que ela estava perdida. Até poucos dias atrás. “Trata-se de uma celebração do Freddie. Que contribuição maravilhosa ele deu à nossa indústria musical”, concluiu Clark, sobre o lançamento. Compare abaixo os clipes e as gravações de “Time Waits For No One” e “Time”.
Grupo evangélico faz campanha para Netflix cancelar série da Amazon
O grupo evangélico americano “Return To Order” resolveu protestar contra a exibição da série “Good Omens” e reuniu mais de 20 mil assinaturas para pedir para a Netflix cancelar a produção. O detalhe é a série é produzida por outra plataforma: a Amazon. “Eu amei que eles vão escrever para a Netflix para que ‘Good Omens’ seja cancelado”, manifestou-se o escritor Neil Gaiman em seu Twitter. “Isso diz tudo”. O texto da petição acusa a série de ser “mais um passo para fazer com que o satanismo pareça normal, leve e aceitável”, além de “ofender a sabedoria de Deus”. A organização ainda criticou o fato de Deus ser dublado por uma mulher (a vencedora do Oscar Frances McDormand). Para completar a falta de informação, o grupo pede que o cancelamento da série. Só que se trata de uma minissérie. Que teve todos os episódios disponibilizados na estreia e não produzirá 2ª temporada. Ou seja, além de mobilizar seus seguidores para atacarem a plataforma errada, o grupo pede o fim de uma série que já acabou. O Twitter da plataforma Amazon Prime Video brincou com a situação: “Ei, Netflix, eu cancelo ‘Stranger Things’ se você cancelar ‘Good Omens'”. E a Netflix também entrou na piada, comprometendo-se a não produzir mais a série. Adaptação do livro “Belas Maldições”, escrito por Neil Gaiman e o falecido autor Terry Pratchett, a série estreou em 31 de novembro e acompanha um anjo e um demônio que, após séculos em lados opostos, resolvem se aliar para impedir o apocalipse. Para isso, precisam encontrar o anticristo adolescente, que desapareceu, além de lidar com os quatro motoqueiros do apocalipse, anjos dissimulados e o arcanjo Gabriel, obcecados em levar a cabo o Armageddon. Sem esquecer, claro, de Deus e o diabo. Os personagens centrais são o anjo Aziraphale, vivido por Michael Sheen (série “Masters of Sex”), e o demônio Crowley, interpretado por David Tennant (séries “Doctor Who” e “Jessica Jones”), e o elenco ainda conta com Jon Hamm (“Em Ritmo de Fuga”), Jack Whitehall (série “Fresh Meat”), Michael McKean (série “Better Call Saul”), Miranda Richardson (franquia “Harry Potter”), Mireille Enos (“Guerra Mundial Z”), Yusuf Gatewood (“The Originals”), Lourdes Faberes (“Knightfall”), Sam Taylor Buck (“Medici”) e as vozes de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) como o diabo, Frances McDormand (“Três Anúncios para um Crime”) como Deus e Brian Cox (“Succession”) dublando a Morte. Além de ter escrito o livro, Neil Gaiman assina a série como roteirista e showrunner. @neilhimself pic.twitter.com/XYbtfivKk1 — Walter de Bruin (@wdebruinjr) June 19, 2019 Hey @netflix, we'll cancel Stranger Things if you cancel Good Omens. ? https://t.co/EJPmi9rL7g — Amazon Prime Video US (@PrimeVideo) June 20, 2019 Best reply ever. #GoodOmens https://t.co/eiU8g7POMz — Neil Gaiman (@neilhimself) June 20, 2019
Thom Yorke vai lançar disco solo com curta dirigido por Paul Thomas Anderson
A Netflix divulgou um teaser de “Anima”, projeto musical de Thom Yorke, vocalista do Radiohead. O título se refere ao novo álbum solo do cantor, que será lançado na próxima quinta-feira (27/6) nas plataformas digitais. O detalhe é que o disco chegará acompanhado por um curta-metragem dirigido por Paul Thomas Anderson, que será disponibilizado na Netflix e no circuito de cinemas IMAX. O curta, que também tem lançamento marcado para 27 de junho, dará imagens para três faixas de “Anima”. Curiosamente, Paul Thomas Anderson costuma trabalhar no cinema com o guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood, e dirigiu um dos clipe mais recente da banda, “Daydreaming”. Graças à parceria com Anderson, Greenwood disputou seu primeiro Oscar de Melhor Trilha Sonora em 2018 – por “Trama Fantasma”. Thom Yorke, por sua vez, estreou como compositor de trilhas com o lançamento de “Suspiria”, também no ano passado.
Trailer da continuação de Trolls é ataque contra o rock
A DreamWorks Animation divulgou o trailer de “Trolls: World Tour”, sequência da animação “Trolls” (2016). E há tantas coisas erradas no vídeo musical que era preferível o silêncio. Não “o som do silêncio”, já que este é um dos problemas – o clássico depressivo “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, virou exemplo de música fofa na prévia, que ainda não foi legendada ou dublada para o lançamento nacional. No novo longa, a rainha Poppy e Branch fazem uma descoberta surpreendente: existem outros mundos de Troll além do deles, cada um definido por um gênero diferente de música. E o rock – denominação do som que no trailer é representado como heavy metal dos anos 1980 – é o vilão dessa história. Os roqueiros querem dominar o mundo Troll e acabar com os outros gêneros musicais. A ironia dessa premissa é que ela representa o oposto do que sempre aconteceu no mundo real, onde o pop foi criado no final dos anos 1950 para acabar com o rock. E basicamente conseguiu seu objetivo no século 21, após se mesclar com o R&B e fazer sumir qualquer vestígio de rock nas listas de sucessos comerciais. “Trolls: World Tour” é apenas o mais novo capítulo dessa história antiga de ataque do pop contra o rock, que pretende ensinar às crianças como roqueiros representam o mal. Basicamente, o que o pastor Jimmy Lee Swaggart já fazia há meio século, ao conclamar seguidores a queimar os discos de rock – música do diabo. A continuação bizarra traz Justin Timberlake e Anna Kendrick de volta aos papéis de Branch e Poppy, respectivamente. E entre as novidades no elenco estão Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”), Chance the Rapper (“Slice”), Anthony Ramos (“Nasce uma Estrela”), Karan Soni (“Deadpool”), Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Mary J. Blige (“The Umbrella Academy”) e Ozzy Osbourne (“Um Diabo Diferente”). Os roteiristas são os mesmos do primeiro filme, Jonathan Aibel e Glenn Berger, e a direção está a cargo da dupla Walt Dohrn e David P. Smith, que estreiam em longa-metragem após comandarem episódios de séries animadas. A animação tem estreia marcada para 16 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Clipe de Baco Exu do Blues faz História com prêmio no festival publicitário de Cannes
O clipe “Bluesman”, do rapper Baco Exu do Blues, foi premiado nesta terça (18/6) no Festival Cannes Lions, principal premiação da publicidade mundial, na categoria Entertainment for Music (entretenimento para música). O vídeo brasileiro, dirigido por Douglas Bernardt, dividiu o prêmio com “This Is America”, de Childish Gambino, considerado pela crítica internacional o melhor clipe de 2018. A conquista superou “Apeshit”, do casal Beyoncé e Jay-Z , e “Oh Baby”, do grupo LCD Soundsystem, que estavam indicados na categoria. “Bluesman” foi destaque na Pipoca Moderna em seu lançamento, em dezembro passado, e também integrou a lista do site com os Melhores Clipes Brasileiros de 2018, publicada logo em seguida. O mercado publicitário brasileiro está acostumado a vencer categorias do Cannes Lions, mas é a primeira vez que um clipe nacional é premiado no evento. “A primeira coisa que pensei quando soube da notícia foi sobre a importância disso para o rap nacional. Ver o rap brasileiro chegando, disputando com o rap estrangeiro e ganhando espaço entre eles é muito impactante”, disse Baco Exu do Blues sobre a façanha, em comunicado “Além disso, o fato de um filme com um discurso negro, com todo elenco negro e que retrata a fragilidade e a força negra conseguir conquistar um prêmio desse tamanho sendo rap brasileiro é muito doido.” Praticamente um curta-metragem, com mais de 8 minutos de duração, “Bluesman” combina trechos de três músicas de Baco Exu do Blues e subverte expectativas com sua narrativa visual, que parece sugerir mais uma história de “negro correndo da polícia”, ao estilo “Cidade de Deus”, para se revelar a história de um “jovem Basquiat”, de um artista correndo atrás de seu destino. Quem corre é o ator Kelson Succi (da série “1 Contra Todos”), deixando para trás um monte de preconceitos, ao manifestar em sua disparada a mensagem da letra. “Eles querem um preto com arma pra cima /Num clipe na favela gritando cocaína/ Querem que nossa pele seja a pele do crime/ Que Pantera Negra só seja um filme”. Entretanto, o protagonista do clipe é um jovem da classe média, atrasado para uma aula de música. Um jovem estudioso. “Eles têm medo pra c* de um próximo Obama”, segue a letra. O clipe já foi assistido quase 1,5 milhão de vezes no YouTube. Veja mais uma vez abaixo.








