Tomorrowland Brasil 2024 está confirmado
A celebração eletrônica Tomorrowland Brasil terá nova edição em 2024. Ao término da recente edição, através da transmissão do Multishow, Dedé Teicher e Barja asseguraram que em outubro de 2024 o evento estará de volta ao país. “Tenho uma notícia boa para te dar: Tomorrowland Brasil 2024 está confirmado! Já pode começar a contagem regressiva, a festa está garantida!”, exclamou Barja. A confirmação ecoou também pelas redes sociais do Tomorrowland, onde uma publicação reiterou o reencontro no próximo ano, rememorando a pausa forçada no segundo dia do evento, sexta-feira (13), causada por tempestade e chuva forte. A postagem expressou gratidão e a expectativa por reconectar a energia do festival com os “People of Tomorrow” em outubro de 2024. Após sete anos sem acontecer no Brasil, o festival de música lotou o Parque Maeda, em Itu, no fim de semana passado. A edição contou com cinco palcos e um line-up diversificado de DJs nacionais e internacionais, refletindo a diversidade da cena eletrônica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tomorrowland (@tomorrowland)
Tomorrowland volta ao Brasil após hiato de sete anos – e vai passar no Globoplay
O Tomorrowland Brasil deu início às apresentações nesta quinta-feira (12/10), no Parque Maeda, localizado na cidade de Itu, em São Paulo. Após hiato de sete anos, o evento criado em 2005 na Bélgica trará grandes nomes da música eletrônica ao interior de São Paulo para três dias de festas, que vão até o sábado (14/10). A edição brasileira deste ano possui o tema “The Reflection of Love – Chapter II”. Dentre as atrações, o evento terá DJs internacionais renomados como Tiësto, Steve Aoki, Afrojack, Martin Garrix, Nina Kraviz, Don Diablo, Acraze, Purple Disco Machine, Sebastian Ingrosso, Brennan Heart, Dimitri Vegas & Like Mike, além de brasileiros como DJ Marky, Vintage Culture, Chapeleiro e os irmãos Bhaskar e Alok, que confirmaram suas participações integrais após o susto com o pai, Juarez “Swarup” Petrillo, em Israel. Todos os ingressos foram vendidos em menos de três horas. Mas o público também poderá acompanhar as apresentações ao vivo pelo Globoplay, a partir das 18h40, sem necessidade de assinatura, e pelo canal Multishow às 21h40. Confira o line-up 12 DE OUTUBRO Mainstage 14h: Malifoo 15h30: Ashibah 16h30: Henri PFR 17h35: Öwnboss 18h40: MATTN 19h40: Sunnery James & Ryan Marciano 20h40: Amber Broos 21h45: Afrojack 22h50: Kölsch 23h50: Martin Garrix 00h50: Tiësto Tulip 15h: Scorsi 16h30: Urbandawn 18h: Nostalgix 19h: DJ Marky 20h: Andromedik 21h: Barely Alive B2B Kompany 22h: Jessica Audiffred 23h: Netsky 00h: NGHTMRE Youphoria 15h: Zac 17h: Fancy Inc 18h: Scorz 19h: Aname 20h: Miss Monique 21h30: Gui Boratto 23h: Franky Wah 00h30: Joris Voorn Core 14h: Davis 15h30: Trajano 17h: Dana Montana 18h30: Badsista 20h: DJ BORING 22h: TSHA 00h: Nina Kraviz Essence by Beck’s 14h: Waltervelt B2B Silvio Soul 16h: Eli Iwasa B2B Valentina Luz 18h: Anderson Noise B2B Renato Ratier 20h: Alex Stein B2B Victor Ruiz 22h: Nicole Moudaber B2B Layton Giordani 00h: ANNA B2B Ida Engberg 13 DE OUTUBRO Mainstage 14h: Jessica Brankka 15h30: KVSH 16h30: Carola 17h35: Cat Dealers 18h40: B Jones 19h40: Nervo 20h40: ANNA 21h45: Vintage Culture 22h50: Sebastian Ingrosso 23h50: Dimitri Vegas & Like Mike 00h50: Steve Aoki Tulip 15h: Fernanda Pistelli 16h: Aura Vortex 17h: Freedom Fighters 18h: Liquid Soul 19h: Chapeleiro 20h: Blastoyz 21h: Coone 22h: MANDY 23h: Da Tweekaz 00h: Sub Zero Project Youphoria 15h: Doozie 16h: DJ Glen 17h: Jord 18h: Meca 19h: Liu 20h: Chemical Surf 21h: Pretty Pink 22h: Öwnboss 23h: Lost Frequencies 00h: Bakermat 01h: Acraze CORE 14h: Due 15h30: Mila Journée 17h: Capoon 18h30: Dino Lenny 20h: Jaguar 22h: Skepta 00h: Âme Essence by Beck’s 14h: Beltran 15h30: Gabe 17h: Layla Benitez 18h30: Francis Mercier 20h: Korolova 22h: Gordo 00h: Purple Disco Machine 14 DE OUTUBRO Mainstage 14h: Aline Rocha 15h30: Vicotr Lou 16h30: Bhaskar 17h35: Yves V 18h40: Deorro 19h40: John Newman 20h40: Don Diablo 21h45: Lost Frequencies 22h50: Paul Kalkbrenner 23h50: Steve Agnello 00h50: Alok Tulip 15h: Acid Asian 16h: Tessuto 17h30: KENYA20HZ 19h: Sara Landry 20h30: Patrick Mason 22h30: Indira Paganotto 00h: Héctor Oaks Youphoria 15h: Pontifexx 16h: INNDRIVE 17h: Bruno Martini 18h: Sevenn 19h: Azteck B2B Diego Miranda 20h: Vinne 21h: Dubdogz 22h: Felix Jehn 23h: Bassjackers 00h: Dimitri Vegas & Like Mike 01h: Brennan Heart CORE 14h: Jackson 15h30: RHR 17h: CESRV 18h30: Antdot B2B Maz 20h: Sofia Kourtesis 22h: Brina Knauss 00h: Vintage Culture B2B ANNA Essence by Beck’s 14h: Bigfett 16h: BINARYH 18h: Bora Uzer 20h: Like Mike 22h: Fideles 00h: Mind Against
Pai de Alok relata ataque terrorista em festival de música em Israel
O DJ Juarez Petrillo, dos DJs Alok e Bhaskar, enfrentou uma situação alarmante na madrugada deste sábado (7/10) em Tel Aviv, Israel. Petrillo estava prestes a se apresentar no festival de música eletrônica Universo Paralello quando o evento foi abruptamente interrompido devido a ataques do movimento islâmico armado Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está em estado de guerra em resposta aos bombardeios. Relato nas redes sociais O DJ compartilhou sua experiência nas redes sociais. “Universo Paralello Israel. Estou em choque até agora! E as bombas não param de explodir… Depois, conto mais detalhes”, escreveu Petrillo. Em um vídeo, ele acrescentou: “Gente, acabou a festa porque está tendo bombas. Estou chocado”. Detalhes do incidente Petrillo explicou que deveria estar se apresentando no momento dos ataques. No entanto, devido a um atraso no line-up do festival, ele ainda aguardava sua vez para subir ao palco. “Surreal! Era para ser eu tocando, mas o line-up atrasou uma hora. Já estava no palco para tocar, espiritual demais. Foi a primeira vez que aconteceu isso, nunca uma festa parou assim. Sei nem o que dizer”, relatou. . Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juarez Swarup Petrillo (@juarezpetrillo)
O melhor da semana pop destaca clipes de Olivia Rodrigo, Sam Smith, Juliette e V
A segunda semana de agosto trouxe novos hits que renderam clipes bastante comentados. Enquanto a proximidade sexy de Juliette e Marina Sena deu o que falar no Brasil, o cantor sul-coreano V quebrou a internet não uma, mas duas vezes entre quarta (9/8) e sexta passadas (11/8). A parada de sucessos também reverbera o novo, divertido e contagiante rock teen de Olivia Rodrigo e a mais recente parceria de Sam Smith e Calvin Harris. Bem diferentes entre si, os 5 melhores clipes da semana refletem os caminhos do pop mundial. Olivia Rodrigo enfrenta dilema amoroso em “Bad Idea Right?” Em “Bad Idea Right?”, Olivia Rodrigo experimenta o dilema emocional de um reencontro íntimo com um ex-namorado. O clipe dirigido por Petra Collins, que sempre assina os vídeos da cantora, mostra a artista se divertindo em uma festa com amigos, enquanto debate internamente se deve ir atrás do ex. Com pegada de rock alternativo dos anos 1990, a música é o segundo single do álbum “Guts”, que será lançado em 8 de setembro. Sam Smith e Calvin Harris reforçam parceria em “Desire” A nova colaboração entre Sam Smith e Calvin Harris, “Desire”, ganhou um videoclipe veloz e furioso. A música lançada no final de julho recebeu um acompanhando audiovisual que coloca os dois artistas em um cenário de corrida de carros esportivos, em meio a rachas, vestindo trajes inspirados na NASCAR. A canção é a mais recente colaboração entre os dois após os sucessos de “Promises” de 2018 e “I’m Not Here to Make Friends” deste ano, e já alcançou o Top 20 no Reino Unido. Juliette e Marina Sena exploram sensualidade em “Quase Não Namoro” Juliette e Marina Sena uniram forças no clipe “Quase Não Namoro”, repleto de cenas sensuais e referências de obras cinematográficas dos anos 1990, como “Titanic” e “Ghost – Do Outro Lado da Vida”. A provocação sáfica das duas estrelas dividiu opiniões, porque as duas são heterossexuais. Já a música incorpora uma pegada pop com ritmos urbanos, como brega, dancehall e funk carioca, e precede o lançamento de “Ciclone”, primeiro álbum de Juliette. V mostra lado romântico em dose dupla O cantor sul-coreano V, membro do grupo BTS, lançou dois clipes nesta semana para músicas que farão parte de seu álbum solo de estreia, “Layover”, previsto para 8 de setembro. As duas faixas são baladas de R&B, que exploram o lado romântico do cantor em clipes intimistas cheios de closes. Lançada dois dias antes, “Love Me Again” atingiu 1 milhão de visualizações no YouTube em apenas sete minutos após o lançamento, enquanto “Love Me Again” chegou na marca com apenas 20 minutos.
Os 10 clipes indies da semana exploram o lado dark da música eletrônica
A seleção de clipes independentes da semana reúne os melhores lançamentos de música eletrônica dos últimos dias. Mas não se trata de música alegrinha para encher pista de dança. É som de luz negra, que reflete o lado mais dark da eletrônica, com muitas referências góticas, mas sem perder o apelo dançante. Boa parte dos artistas destacados estão iniciando a carreira, como pode ser conferido a seguir. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre cada artista na descrição dos vídeos, e num playlist, localizado ao final, para uma sessão contínua – método indicado para quem quiser assistir ao conteúdo numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome). Veja abaixo. MELT MOTIF | NORUEGA A banda eletrônica norueguesa, com passaporte carimbado em São Paulo, combina vocais de dreampop com batidas lentas, guitarras de rock industrial e clipes de terror. O álbum de estreia “A White Horse Will Take You Home” será lançado em maio. ARACHNIDA | CHILE Há uma década em atividade no Chile, o projeto eletrônico do cantor e músico Sebastián Mortiphero é influenciado por Depeche Mode e a estética gótica. A música “Product of Hate” foi originalmente lançada em 2018, mas só ganhou clipe no último fim de semana, graças à produção de uma versão remix, assinada pela dupla alemã Paradox Obscur. DEAD LIGHTS | INGLATERRA O cantor inglês Saul, aka Mr Strange, e o músico holandês Richard Van Kruysdijk se juntaram durante a pandemia. O som é EBM dark e pesada, mas muito dançante. Lançada na sexta (4/2), “Boom Boom Trash” é a faixa-título do segundo EP da dupla andrógina. SOLO ANSAMBLIS | LITUANIA O grupo pós-punk lituano lançou seu primeiro disco em 2016 e desde então vem chamando atenção com shows energéticos de eletrônica com atitude roqueira. A definição de seu som, segundo eles mesmos, é música dançante triste. ISOCULT | ALEMANHA Formada na véspera da pandemia, a banda alemã se inspirou na quarentena de coronavírus de 2021 para compor “White Noise”, uma música sobre isolar-se, consumir mídia o dia todo e perder-se no “ruído branco”. NNHMN | Alemanha NNHMN (Non-Human) é uma dupla alemã de dark wave eletrônica, especializada em batidas hipnóticas, climas de terror e vocais suspirantes. COATIE POP | EUA A novidade de Nova York se descreve como “uma dupla etérea pós-punk grunge rave”. E o som é realmente uma mistura de referências. O single de “City Song” é impulsionado por um sintetizador glacial, um baixo gótico, batidas dançantes de techno e os vocais de dreampop da cantora Courtney Watkins. O clipe ainda inclui participação da equipe de dança Nameless Shufflers para aumentar a confusão entre gêneros e cenas. O álbum de estreia, “Deathbed”, será lançado em 11 de fevereiro. MENTHÜLL | CANADÁ Juntos há dois anos, Gabriel e Yseult buscam calma e silêncio em seu novo single, que evoca New Order em francês. ALINA VALENTINA | HOLANDA “Queen of the Darkness” é o primeiríssimo clipe da artista eletrônica holandesa, apesar dela estar lançando já seu segundo álbum de synthwave retrô, “Life Is Like a Fairytale”, em 25 de fevereiro. BOY HARSHER | EUA A dupla de synthpop dark se junta a Mariana Saldaña, cantora do Boan, de Los Angeles, em uma música da trilha de “The Runner”, média-metragem (40 minutos) de terror totalmente musicado por Jae Matthews e Augustus Muller, e lançado na plataforma Shudder nos EUA. MELT MOTIF | NORUEGA | ARACHNIDA | CHILE | DEAD LIGHTS | INGLATERRA | SOLO ANSAMBLIS | LITUANIA | ISOCULT | ALEMANHA | NNHMN | Alemanha | COATIE POP | EUA | MENTHÜLL | CANADÁ | ALINA VALENTINA | HOLANDA | BOY HARSHER | EUA
Playlist: 10 clipes de música eletrônica pesada e underground
A seleção de clipes indies da semana é um passeio pelo lado mais sombrio da música eletrônica. São batidas pesadas de EBM (electronic body music), com ritmo frenético industrial, minimalismo minimal wave e sintetizadores sinistros da dark wave, acompanhados por referências de filmes de terror dos anos 1980 e iconografia sadomasoquista. A seleção combina lançamentos recentes de novatos e “veteranos” de porões extremamente escuros. De um lado, há a estreia da alemã BorgBorg. Do outro, a volta de HVOB (Her Voice Over Boys), dupla austríaca formada em 2012 por Anna Müller e Paul Wallner. E no meio, o primeiro lançamento “solo” de Ren Toner, integrante da banda francesa de cold wave Divine Shade. Ainda há uma dupla de body music argentina, Balvanera, na ativa desde 2016. Mas é a “banda” da gótica ucraniana Anastasia Romanova (pseudônimo inspirado pela “princesa esquecida” da Rússia), formado durante a quarentena do ano passado, que chama mais atenção por provocar desde a escolha do nome: Sexual Purity. Um detalhe relevante é que a maioria dessas “bandas” são duplas. Quando não são artistas solos, como a americana Luna Blanc, mais conhecida como S Y Z Y G Y X. Como sempre, os vídeos seguem uma sequência de discotecagem contínua. É só dar play e dançar. BorgBorg | Alemanha | HVOB | Áustria | Sexual Purity | Ucrânia | S Y Z Y G Y X | EUA | Balvanera | Argentina | Ren Toner & Shan Moue | França | Ghost Cop | EUA | She Past Away | Turquia | Damascus Knives | EUA | Hante. | França | Sexual Purity | Ucrânia
Playlist: 10 clipes do novo indie de sintetizadores
A seleção indie de bandas atuais enverada neste fim de semana pela música de sintetizadores. Originalmente inspirada pelo synthpop de Visage, Ultravox e Depeche Mode em seus momentos mais, digamos, glaciais, as faixas também refletem a influência moderna de Ladytron e o impacto da trilha do filme “Drive”. Por sinal, um dos artistas com música nova na lista foi ouvido em “Drive”: a banda Desire, formada por Megan Louise e o produtor Johnny Jewel (também membro dos Chromatics). Desire integra o casting da gravadora Italians Do It Better, com sedes em Portland e Los Angeles, que é o selo mais identificado com o estilo. Virou referência mundial, a ponto de abrigar a banda da Bielorrússia que abre o playlist. Três das dez faixas abaixo são lançamentos do selo, incluindo a que fecha a curadoria. Destaque na foto do post, Glüme Harlow, a autoproclamada Marilyn Monroe do Wallmart (porque virou loira platinada com tintura do supermercado), começou a carreira ainda criança como dubladora de filmes infantis e videogames, antes de se lançar como cantora no ano passado. Ela não faz muitos shows, porque enfrenta várias doenças autoimunes, inclusive uma condição cardíaca chamada Prinzmetal. Como sempre, os vídeos seguem uma sequência de discotecagem/radio contínua. É só dar play abaixo. Dlina Volny | Bielorrússia | Cannons | EUA | Desire | Canadá | Kraków Loves Adana | Alemanha | Novyi Lef | Reino Unido | Leathers | Canadá | Scam Avenue | EUA | Fragrance | França | The Marías | EUA | Glüme | EUA
Playlist: 10 clipes da nova geração gótica e EBM
A seleção indie da semana traz muitos teclados glaciais e batidas dançantes que caracterizam uma festa gótica moderna. A jornada aberta pela cantora espanhola Sofia, que experimenta um pós-punk experimental de baixa fidelidade, vai ficando cada vez mais pesada, conforme as faixas avançam, até chegar na nova banda escocesa de EBM Vlure. A maioria dos artistas vem da França e Alemanha, onde os góticos voltaram com mais força, mas também há Pixel Grip (foto acima) representando a nova geração americana e até um veterano sul-africano, The Awakening, projeto criado pelo multi-instrumentista Ashton Nyte em 1995. Para convidar o ouvinte a dançar – ou ao menos balançar a cabeça – , os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Sofia | Espanha | Night Haze | Grécia | Creeps | Alemanha | Zanias | Alemanha | Minuit Machine | França | Echoberyl | França | Potochkine | França | Pixel Grip | EUA | The Awakening | África do Sul | Vlure | Escócia
Peter Zinovieff (1933-2021)
O compositor e inventor britânico Peter Zinovieff morreu na quarta-feira, aos 88 anos, após sofrer uma queda em casa e ficar internado por dez dias. Considerado um pioneiro da música eletrônica, ele foi o grande responsável pela inclusão do sintetizador na música pop, Além de compôs trilhas sonoras com “sons eletrônicos” para filmes do começo dos anos 1970. Filho de imigrantes russos, ele se formou em Geologia pela Universidade de Oxford, mas se voltou para a música após reclamação da esposa, que não aprovava sua frequentes viagens de exploração geológica pelo mundo. Insatisfeito com as limitações do piano, ele começou a experimentar com sons eletrônicos. Em 1969, lançou o VCS3, o primeiro sintetizador moderno, fabricado pela Electronic Music Studios (EMS), empresa que tinha Zinovieff como um dos fundadores. Com esse aparelho, ele suplantou seu maior corrente, o Moog, com maior variedade de sons eletrônicos e portabilidade. O VCS3 tinha o tamanho de um maleta, que se acoplava a um teclado, enquanto o Moog original podia ocupar uma parede com seu equipamento completo. Ele usou essa invenção para compor as trilhas dos filmes “Julgamento de um Traidor” (1970), de Sam Wanamaker, e “Até os Deuses Erram” (1973), de Sidney Lumet. Em ambas ocasiões, seu trabalho foi creditado como “sons eletrônicos”. O VCS3 logo chamou atenção de artistas do pop rock dos anos 1970. A princípio, Zinovieff recusou-se a conversar com os roqueiros. Ele se definia como um artista erudito, que pesquisava música experimental eletrônica. Mas logo percebeu que não podia recusar o dinheiro oferecido para avançar seus projetos. Assim, passou a fabricar uma versão ainda mais compacta de seu sintetizador, o EMS Synthi A, para alguns dos mais famosos artistas da época. Seu equipamento ajudou a lançar discos clássicos, como “The Dark Side of the Moon” (1973), do Pink Floyd, “Who’s Next” (1971), da banda The Who, “Roxy Music” (1972) e “For Your Pleasure” (1973), do Roxy Music, “Low” (1977) e “Heroes” (1977), de David Bowie, além de gravações de Kraftwerk, Alan Parsons Project, Tangerine Dream, King Crimson, The Who e artistas mais recentes, como The Chemical Brothers e Portishead. “Eu não ensinei nada a esses caras. Assim que eles começaram a experimentar meu sintetizador, eles imediatamente superaram qualquer coisa que eu poderia lhes ensinar. Por isso, são geniais. Eles tiveram o feeling e souberam tirar daquilo o que queriam. E também é por isso que os efeitos que o sintetizador causou em suas canções foram tão diferentes entre si”, contou Zinovieff ao jornal O Globo, numa entrevista de 2016. Na mesma entrevista, ele revelou quem fez o melhor uso de suas invenções: “Pink Floyd, sem dúvidas. Eles usaram a máquina da maneira mais inovadora possível, e fizeram músicas extraordinárias que ninguém tinha escutado até então. Dos artistas mais novos, o Portishead também faz um bom trabalho”. Com a chegada dos sintetizadores portáteis da Korg e da Yamaha, a empresa do compositor acabou entrando em falência logo em seguida, ainda na década de 1970. Para complicar, Zinovieff ainda perdeu grande parte dos seus equipamentos numa inundação. Ele ficou décadas longe da música, se dedicando ao design gráfico e ao ofício de professor. Veja abaixo o uso do VCS3 na música “On the Run”, do Pink Floyd, tocado em estúdio por Roger Waters em 1973, seguido pelo resultado final. E também como Pete Townshend se tornou um dos primeiros a usar o VCS3, na gravação de “Won’t Get Fooled Again”, do The Who.
Daft Punk anuncia fim da banda com clipe explosivo
A dupla francesa Daft Punk, responsável por uma revolução na dance music nos anos 1990, anunciou sua separação. Após quase 30 anos de atividade e hits como “Da Funk”, “Harder, Better, Faster, Stronger” e “Get Lucky”, Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter se despediram com um clipe explosivo, extraído do final de seu filme vanguardista “Daft Punk’s Electroma”, lançado em 2006. Intitulado “Epilogue”, o vídeo mostra a dupla no deserto, indo cada um para um lado, enquanto uma bomba relógio conta os segundos para deixar um deles em pedaços. Lento e com quase oito minutos de duração, o vídeo termina com o sobrevivente caminhando para o horizonte, enquanto um obituário informa as datas de nascimento e de morte da banda. Durante 28 anos de estrada, o Daft Punk lançou cinco álbuns. Mas o mais recente, “Random Access Memories” (2013), já tem quase uma década. A banda também fez a trilha sonora do filme “TRON: O Legado” (2010) e venceu seis Grammys. Entre seus últimos trabalhos, destaca-se uma pareceria com um de seus discípulos, o cantor canadense The Weeknd nas músicas “Starboy” e “I Feel It Coming”. Apresentando-se sempre com capacetes que escondiam suas verdadeiras identidades, eles investiram na ideia de que seriam robôs e criavam música robótica. Por meio de seus sintetizadores e batidas eletrônicas, deram nova vida à house music, ao mesclarem a música dançante americana com a ferveção das discotheques parisienses. Desta mistura nasceu a nu disco, e o que era uma cena underground local se transformou num fenômeno mundial. Daft Punk deixa muitos adeptos de seu estilo musical. Além de The Weeknd, também se pode citar Dua Lipa entre seus mais famosos seguidores.
Beats: Drama sobre raves britânicas dos anos 1990 ganha trailer pulsante
A distribuidora indie Music Box divulgou o pôster e o primeiro trailer americano de “Beats”, drama em preto e branco que tem como pano de fundo a cena das raves britânicas do começo dos anos 1990. A trama se passa no verão de 1994, após o governo britânico proibir a realização de raves sem licença pública, e acompanha dois adolescentes escoceses de personalidades e classes sociais diferentes, que apesar dos destinos destintos viram melhores amigos ao compartilharem a paixão pela música eletrônica pulsante. Eles resolvem ignorar pais e leis para participar da maior rave ilegal daquele verão, naquela que provavelmente será a última festa que viverão juntos. Dirigido pelo escocês Brian Welsh (“The Rack Pack”), o filme destaca os jovens Cristian Ortega (“Retribution”) e Lorn MacDonald (“World’s End”) nos papéis principais, além de muitos hits eletrônicos que marcaram época. A prévia, por sinal, é marcada por beats da banda Prodigy. O elenco também inclui Laura Fraser (“The Missing”), Gemma McElhinney (“Legítimo Rei”) e Amy Manson (a Merida de “Once Upon a Time”). Baseado na peça teatral homônima de Kieran Hurley, o filme ainda tem produção executiva do cineasta americano Steven Soderbergh (“Contágio”). Premiado no BIFA, o troféu indie britânico, e com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Beats” tem estreia digital em VOD marcada para 26 de junho nos EUA. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Daft Punk vai compor a trilha sonora do novo filme de Dario Argento
A dupla francesa de música eletrônica Daft Punk foi anunciada como responsável pela trilha sonora do novo filme de Dario Argento. Mestre do giallo (filmes de crimes brutais) e do terror italiano, o diretor da versão original de “Suspiria” foi quem revelou o envolvimento dos músicos na produção de “Occhiali Neri” (Óculos Escuros). “Eles são meus fãs, conhecem todo o meu cinema. Eles ouviram de amigos franceses que eu estava desenvolvendo um novo filme, me ligaram e disseram ‘queremos trabalhar com você’”, contou Argento em entrevista ao jornal La Repubblica. Segundo Argento, a dupla considerou o roteiro da produção muito interessante e deve enviar as primeiras composições em breve. O cineasta revelou que “Occhiali Neri” será um novo giallo e vai acompanhar a fuga de uma garota chinesa com uma criança pela Itália. “Occhiali Neri” foi escrito pelo cineasta em parceria com Franco Ferrini, roteirista do clássico “Era uma Vez na América” (1984), que trabalha com Argento desde “Terror na Ópera” (1987). Já o elenco, por enquanto, só tem um nome confirmado: Asia Argento, a filha e, desde “Catedral” (1989), maior estrela dos filmes do diretor. As filmagens deveriam começar em maio, mas devido à pandemia do novo coronavírus a produção foi adiada para setembro. Ainda não há data de estreia definida. A colaboração com Argento não será a primeira trilha da carreira do Daft Punk, que anteriormente compôs as músicas de “Tron: O Legado”, de 2010. Tampouco será a primeira parceria entre o diretor e um grupo de música pop. Ele trabalhou com a lendária banda de rock progressivo Goblin em seus dois filmes mais famosos, “Preludio para Matar” (1975) e “Suspiria” (1977).
Playlist indie: Veja 600 clipes de dreampop rock folk rap punk twee eletrônico underground moderno
O pulso subterrâneo do YouTube bate com vários ritmos nesta nova seleção da safra indie moderna, num giro por 600 vídeos de diferentes países, sotaques, sons, estilos, ao longo de um dia inteiro de música – são 24 horas de duração. Trata-se de uma rodada completa entre gêneros musicais distintos, que abre e fecha com dreampop, da dupla austríaca HVOB (Her Voice Over Boys) e do projeto australiano prettything (da cantora Bella Venutti). Já a foto acima ilustra um destaque do miolo: o trio pós-punk multinacional Deep Tan, formado pela sobrinha de Osama Bin Laden, a herdeira da cervejaria Guinness e uma modelo francesa. Estes são apenas três nomes da música alternativa, underground, independente e vital da lista abaixo, selecionada entre junho e setembro passados e organizada em playlists durante muitas madrugadas – pós-trabalho diário – para render o fluxo de discotecagem contínua que só precisa de um play – e de um bloqueador de anúncios do YouTube – para fluir sem sobressaltos. Uma fluência várias vezes comprometida por vídeos que somem da noite para o dia, ao virar “privados” e fazer o trabalho de semanas precisar ser refeito, mudando sequências inteiras de “discotecagem”. Mesmo ao final, com tudo pronto, três clipes foram nada gentilmente para a malvada escuridão. Vencido pelo cansaço, o último a cair no bueiro de “It”, um folk do britânico David Ellis (ex-Razorlight), foi simplesmente trocado pela própria música para manter a sequência original. Diferente das playlists anteriores, a nova coleção também vem sem “compêndio” (relacionando os artistas a seus respectivos países) para não encher a página com 600 nomes. Mas o Google continua funcionando para quem quiser se aprofundar nas possíveis descobertas apresentadas abaixo, que o YouTube prontamente identifica. São centenas de artistas novos, alguns não tão novos e até um punhado de veteranos alternativos. Boa viagem.











