Yorimatã resgata a carreira musical de Luli e Lucina
“Yorimatã” é um documentário que procura recuperar a rica história musical da dupla de cantoras e compositoras Luli e Lucina, que esteve no centro dos acontecimentos da MPB, nas décadas de 1970 e 1980. Conviveu e trabalhou com grandes talentos desses períodos, mas, por razões diversas, sempre acabou se afastando da ribalta, sem poder colher os frutos de seus inegáveis méritos. Para viver o amor que pulsava entre elas, junto com a música. Para construir uma família a três, com o fotógrafo Luís Fernando Borges da Fonseca. Para viver uma vida hippie no mato, longe da cidade, em economia de subsistência, por opção ideológica. E, também, retornando às origens da natureza, quando um câncer acometeu Luís Fernando, para estar com ele na doença. Com tantos percalços e opções viscerais ou radicais, a dupla não alcançou o sucesso que sempre esteve por perto. Mas tem muito o que mostrar, nas imagens recuperadas das filmagens em VHS e fotos que Luís Fernando registrou por longos anos. E nos depoimentos atuais delas, de Gilberto Gil, Zélia Duncan, Tetê Espíndola, Ney Matogrosso, Antonio Adolfo, Joyce e outros mais. Para quem não conhece, ou conhece pouco, o filme mostra as músicas e o universo cultural da produção delas muito bem. O título “Yorimatã”, segundo a dupla, é uma espécie de palavra mágica que significa “salve a criança da mata”. Primeiro longa do diretor Rafael Saar, o filme venceu o festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais. https://www.youtube.com/watch?v=Yc-RDFzgDIk
Eu sou Carlos Imperial: Documentário vira “fenômeno” no circuito limitado nacional
O documentário sobre o compositor, ator, apresentador e agitador cultural Carlos Imperial virou uma espécie de fenômeno no circuito limitado nacional. Lançado originalmente em apenas três salas de São Paulo e Rio de Janeiro, “Eu Sou Carlos Imperial”, de Renato Terra e Ricardo Calil, conseguiu um feito raro: aumentou o número de salas e espectadores em sua segunda semana de exibição. Mais que isso, já está na terceira semana, com mais salas que durante a estreia, e começa a chegar em outras cidades, como Vitória, no Espírito Santo. Os produtores também estão negociando a exibição em Brasília e Porto Alegre. E isto porque a distribuição é independente. Os diretores fizeram campanha de financiamento coletivo para organizar a estreia. Claro que os números são modestos, mas relativamente o resultado é, de fato, fenomenal. Enquanto as mega-estreias esgotam-se em três semanas, “Eu Sou Carlos Imperial” continua a crescer. Falando ao jornal O Globo, o diretor Renato Terra atribuiu o sucesso ao “boca a boca” do público. Ele acompanhou algumas sessões, e contou que ficou com a sensação de ter feito uma “comédia com Leandro Hassum”, por causa das ressonantes gargalhadas no cinema. “Não dá para sair indiferente do filme. O Carlos Imperial foi um personagem único: você fica com raiva, vergonha, ri dele, ri com ele… Todo mundo sempre sai do cinema com um adjetivo diferente para ele”, disse. O filme conta a história de Imperial, figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas, foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos e faleceu há mais de 20 anos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme é da mesma dupla de cineastas que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010).
Hit das manifestações de protesto no Brasil, samba de Boca Nervosa ganha clipe oficial
Uma das músicas mais celebradas na manifestação recorde de 13 de março ganhou clipe oficial. Trata-se de “Não É Nada Meu”, que começa a ser conhecida como o “melô do Lula”. A Radar Records divulgou o vídeo da canção composta e cantada por Boca Nervosa, sambista paulista das antigas, que traz Lula e Dilma sambando, enquanto os escândalos do ex-presidente são enumerados – o triplex na praia, a casa em Atibaia, os vôos em jatinhos particulares, a ilha, a corrupção na Petrobrás, o Mensalão, a crise econômica, o Instituto Lula e a súbita riqueza de seus filhos – , acompanhados por variações do bordão “é de um amigo meu”. O vídeo é pouquíssimo inspirado, considerando a letra. Até chato. Tanto que o clipe não oficial, criado pelo colunista da revista Veja Felipe Moura Brasil, ilustra melhor a narrativa (veja a seguir). Por sinal, também foi divulgado um improviso vocal, que junta Boca Nervosa a Neguinho da Beija-Flor, num dueto gravado na rua, como é bastante apropriado ao contexto. Deve ser, como dizem alguns, mais um manifesto da elite branca golpista, como pode ser atestado abaixo. “Não É Nada Meu” faz parte do disco mais politizado dos últimos anos, intitulado “Diário da Corrupção”. Nele, Boca Nervosa faz samba rock para ironizar “O Nero do ABC”, que quer incendiar o Brasil, transforma em carnaval o comício da honestidade do “Papa Luiz 51”, “mais santo que a Madre Teresa e mais honesto que Chico Xavier”, cai no chorinho para dar um “Recado a Dilma”, vai de marchinha para reivindicar o triplex sem dono do Guarujá (“O Triplex É Meu”) e ainda mira Fernando Haddad (“O Rei do Radar”), Marta Suplicy (“Relaxa e Goza”), o juiz Nicolau dos Santos Neto (“O Pagode do Lalau”) e até o assento vazio da Casa Civil (“A Casa Caiu”). Tudo com muito bom humor, sem dúvida o melhor jeito de lidar com tantas barbaridades que preenchem o noticiário político-policial brasileiro. Todas as músicas estão disponíveis no Canal do Boca, endereço oficial de Boca Nervosa no YouTube. Por enquanto, fique com o hit do momento:
Veja o primeiro teaser de Guitar Days, documentário sobre o rock indie brasileiro
O documentário “Guitar Days” divulgou seu primeiro teaser, como parte de sua campanha de arrecadação. Até agora filmado com recursos do próprio diretor Caio Augusto Braga, o filme busca completar sua verba no site de financiamento coletivo Catarse. A produção cobre uma lacuna nos filmes sobre a música brasileira, mapeando o cenário alternativo-independente do rock nacional, com foco específico no movimento iniciado pelas bandas dos anos 1990, que aumentaram o volume das guitarras e passaram a cantar em inglês, lixando-se para o mercado. Com duração de 50 dias, a campanha prevê vários “prêmios” para os colaboradores, desde um CD inédito, que será lançado junto do filme, com músicas das bandas retratadas, até participação nos créditos do longa como apoiador. Confira – e apoie – no site oficial. A expectativa dos produtores é finalizar o filme até julho, desde que a verba (R$ 95,7 mil) seja levantada. É importante ressaltar que “Guitar Days” não conta com verba de edital ou leis de incentivo, mesmo assim correu o país, de Fortaleza ao Rio Grande do Sul, registrando mais de 50 entrevistas com músicos, produtores, jornalistas e donos de casas noturnas envolvidos na história do rock alternativo brasileiro. Entre as bandas registradas, incluem-se Pin-Ups, Second Come, Brincando de Deus, CSS, Far From Alaska, Garage Fuzz, Hateen, Killing Chainsaw, Low Dream, Mickey Junkies, Lava Divers, PELVs, Stellar, Valv, Wry, dentre outras.
Racionais MC’s planejam cinebiografia
O grupo de rap Racionais MC’s deve ganhar um filme em breve. Edi Rock revelou a novidade no quarto episódio da série documental “Histórias do Rap Nacional”, exibida pela TV Gazeta e apresentada pelo ex-“CQC” Ronald Rios. “Já tem projeto (o filme), já está nos bastidores. Vamos fazer roteiro ainda, estamos em negociações”, explicou Edi Rock, um dos fundadores da banda. Vale lembrar que o filme “Straight Outta Compton: A História do NWA” foi produzido pelos fundados do NWA, Ice Cube e Dr. Dre, e virou um dos maiores sucessos de 2015 nas bilheterias dos EUA. Além dessa novidade, os shows da turnê comemorativa dos 25 anos da banda, que lançou seu primeiro álbum em 1990, vão virar DVD. O material já está em processo de edição – além de concorrer ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Formada por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay, a banda Racionais MC’s surgiu em São Paulo em 1988, tornando-se rapidamente um dos grupos mais influentes do rap brasileiro.
Anitta dá um selinho em Isis Valverde em seu novo clipe
A funkeira Anitta lançou um novo clipe, bem colorido, que traz participação do cantor e ator Jhama (“No Meu Lugar”) e da atriz Isis Valverde (“Faroeste Caboclo”). Anitta é a dona de casa perfeita na historinha do clipe, ainda que Jhama insista em cantar o refrão pagodeiro que diz “Essa Mina É Louca”. Só que ele acaba dando motivo para ela ficar enlouquecida, ao traí-la com Isis Valverde. Diante do flagra, as duas se unem e o colocam para correr, antes de darem o selinho do final feliz. O clipe, que também faz referência visual ao vídeo de “Bang”, tem a mesma equipe do trabalho anterior, com direção de Bruno Ilogti e orientação criativa de Giovanni Bianco, conhecido por seus trabalhos com a cantora Madonna, como as capas dos discos “Rebel Heart” (2015) e “MDNA” (2012), entre outros trabalhos.
Chay Suede é Erasmo Carlos na primeira foto da cinebiografia Minha Fama de Mau
A produção do filme “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do cantor Erasmo Carlos, divulgou a primeira foto oficial do ator Chay Suede (novela “Babilônia”) caracterizado para o papel principal. Clique na imagem acima para ampliá-la em tela inteira. As últimas cenas do longa-metragem foram rodadas na semana passada, com direção de Lui Farias (“Com Licença, Eu Vou à Luta”). O filme contará a juventude do cantor e o início de sua carreira nos anos 1960. Chay Suede interpreta Erasmo jovem, no período em que ele conquistou a fama de Tremendão. A produção vai recriar os bastidores dos shows e dos programas de TV do período e acompanhar a amizade e parceria com Roberto Carlos (Gabriel Leone, da novela “Verdades Secretas”) e Wanderléa (Malu Rodrigues, de “Confissões de Adolescente”), no auge da Jovem Guarda. “Minha Fama de Mau” deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2016.
Alceu Valença prepara seu segundo filme, dedicado às musas de suas canções
O cantor Alceu Valença, que estreou como diretor de cinema em 2014 com “A Luneta do Tempo”, prepara seu segundo longa-metragem. Ainda sem título, o projeto está sendo desenvolvido em parceria com Alexandre Moretzsohn (diretor assistente da novela “Avenida Brasil”) e vai girar em torno das musas das canções de Alceu, como “La Belle de Jour” e “Morena Tropicana”. Segundo o blog de Patricia Kogut, no jornal O Globo, a produção também terá uma versão para a TV, como minissérie, no esquema de “Tim Maia”. A figurinista Marília Carneiro (“Primo Basílio”, “Tempos de Paz”) assinará a direção de arte e o figurino. Nas próximas semanas começarão a ser realizados testes com atrizes por todo o Brasil, para escolher as musas cinematográficas. As filmagens estão previstas para abril, com locações no Rio e em Olinda.







