Séries documentais abordam Neymar, Ivete e Celso Daniel
A programação de séries da semana inclui três produções documentais brasileiras sobre personalidades do esporte, música e política. Com abordagens diferentes, do puro entretenimento à investigação criminal, as atrações destacam Neymar, Ivete Sangalo e o ex-prefeito Celso Daniel. Confira os detalhes de cada título abaixo. NEYMAR: O CAOS PERFEITO | NETFLIX A maior surpresa da série de três episódios é a forma como apresenta o pai de Neymar como o grande vilão da história. A produção mostra a vida do jogador desde o início no Santos, passando pelos seus anos de Barcelona, na seleção e no PSG, seu time francês atual, mas chama mais atenção ao enfocar o lucrativo negócio de marketing que gira em torno do atleta, suas discussões com seu pai e empresário, e as polêmicas que sempre acompanham Neymar. O lançamento coincide com uma fase em que Neymar enfrenta críticas pelo estilo de vida e por passar mais tempo fora do que dentro do campo. A oportunidade da série surgiu no momento em que ele se recupera de uma lesão ligamentar no tornozelo. Neymar está sem jogar desde 28 de novembro e só deve voltar em fevereiro. ONDA BOA COM IVETE | HBO MAX Com cinco episódios e exibição semanal, a produção explora o processo criativo de Ivete Sangalo, enquanto a cantora recebe músicos consagrados para um descontraído bate-papo e parcerias musicais. Ao longo do programa, a artista vai lançar músicas novas gravadas com cada artista convidado. A lista inclui Gloria Groove, Vanessa da Mata, Carlinhos Brown, Agnes Nunes e Iza. O CASO CELSO DANIEL | GLOBOPLAY A vertente dos documentários de true crime da Globoplay envereda pelo crime político ao resgatar o primeiro escândalo nacional do PT, o assassinato do Prefeito de Santo André em 2002 e a investigação que acabou apontando para um esquema de corrupção ligando a Prefeitura paulista a negociatas. Como o próprio Lula lembra na abertura da produção, em todo ano de eleição o caso volta à tona. Segundo o Ministério Público de São Paulo, Celso Daniel foi morto porque descobriu a cobrança de propinas e tentou impedi-la. Os desvios abasteceriam o “caixa dois” do partido. No entanto, para a polícia, o Prefeito foi morto em um crime comum. A série apresenta essa contradição polêmica em oito capítulos, liberando dois por semana. A produção é de Joana Henning (“De Perto Ela Não é Normal”), proprietária do Estúdio Escarlate, que desenvolveu a atração com registros da cobertura de 2002, reconstituições e até animações, recriando algumas situações narradas em depoimentos e entrevistas.
Elza Soares gravou DVD dias antes de morrer
A cantora Elza Soares estava em plena atividade antes de morrer nesta quinta (20/1), aos 91 anos de idade. Ela chegou a gravar um DVD no Theatro Municipal de São Paulo entre segunda e terça desta semana. Além do DVD, que foi completado, Elza estava trabalhando em um novo álbum, mas não há muitas informações sobre o estágio em que estava a produção. O repertório do disco e do vídeo é uma coletânea dos maiores sucessos da carreira da artista. Segundo o percussionista Mestre da Lua, que trabalhava com a cantora desde 2017, as gravações no Municipal reuniram 16 das músicas mais importantes de sua discografia. O material captado agora deverá ser exibido num documentário dedicado à vida e à obra da cantora, que deve sair por uma plataforma de streaming brasileira.
Elza Soares (1930-2022)
A cantora Elza Soares morreu na tarde desta quinta (20/1) de causas naturais em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos de idade. “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação”, definiu perfeitamente a assessoria de imprensa da artista, no comunicado sobre seu falecimento. Elza Gomes da Conceição Soares foi realmente uma das maiores cantoras da música brasileira, iniciando a carreira no samba no final dos anos 1950, e praticamente lançando a cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959. A fase áurea da cantora inclui discos obrigatórios da música brasileira, como “O Samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963) e “Na Roda do Samba” (1964). Mas ela sofreu muito quando seu relacionamento com Mané Garrincha se tornou público. Foi vítima de um dos primeiros cancelamentos da música brasileira, oprimida por uma sociedade conservadora que a acusou de ter acabado com o casamento do jogador, mesmo os dois tendo oficializado a união. Para piorar, Elza era desquitada, situação malvista numa época em que nem divórcio era permitido no país. Ela chegou a ser impedida de realizar um show na Mangueira, tendo que fugir disfarçada para evitar agressões, reação alimentada por radialistas que incentivavam a quebra do disco da música em que ela cantava “Eu Sou a Outra”… Até o DOPS, a polícia da repressão, invadiu sua casa à noite, rendeu todos os moradores, revirou o interior do imóvel e executou o mainá de estimação de Garrincha, sem dar explicações. A casa também foi alvo de tiros. A situação abateu sua ascendente carreira cinematográfica. Muitos não lembram, mas Elza participou de muitas filmes brasileiros no começo dos anos 1960, como o musical “Briga, Mulher e Samba” (1960), o drama criminal “A Morte em Três Tempos” (1964) e as comédias “O Vendedor de Linguiça” (1962) e “O Puritano da Rua Augusta” (1964), ambas estreladas por Mazzaropi. A cantora seguiu gravando discos, como o sensacional “Elza Pede Passagem” (1972), sem que repercutissem como antigamente. Mas após o popular Mazzaropi a levar de volta ao cinema em “Um Caipira em Bariloche” (1973), ela mudou o repertório e voltou a fazer sucesso com gravações que exaltavam escolas de samba do Rio, como “Salve a Mocidade” e “Bom dia, Portela” (ambas de 1974). Seguiu lançando sambas tradicionais e emplacou dois novos hits: “Pranto Livre” (1974) e “Malandro” (1976). Mas a situação doméstica voltou a chamar mais atenção que a arte. Muitos se ressentiram, ironicamente, por Elza virar alvo de violência doméstica. O fato de o ídolo Garrincha, herói da Copa do Mundo de 1962, provar-se um marido violento, que sofria de alcoolismo e agredia a esposa, teria pesado contra a vítima. Já era a segunda experiência negativa de Elza com casamento, após ser forçada a se casar com o homem que tentou abusá-la na adolescência – seu pai acreditava que só assim sua honra estaria salva. Ela se divorciou de Garrincha em 1982, um ano antes do ex-jogador morrer de cirrose hepática, mas nem isso a tirou do ostracismo. Elza teria até pensado em desistir de cantar, diante das inúmeras portas fechadas para seu talento, quando literalmente bateu na porta de Caetano Veloso, num hotel de São Paulo, para pedir ajuda. Caetano prontamente convidou para Elza participar da gravação do samba-rap “Língua” no álbum “Velô” (1984) e do filme que ele dirigiu, “Cinema Falado”, lançado em 1986. “Língua” apresentou uma Elza Soares moderna e conquistou uma nova geração que não tinha compromisso com o conservadorismo. Ela abraçou esse público com seu disco menos voltado ao samba, “Somos Todos Iguais” (1985), que tinha até composição de Cazuza. Ela também gravou um rock com Lobão, “A Voz da Razão”, no disco “O Rock Errou” (1986), do cantor. Reconstruindo a carreira, passou o final dos anos 1980 nos EUA, se apresentando em vários shows no país. Mas na década seguinte só lançou um disco de estúdio, voltando a sofrer boicote da indústria fonográfica nacional, que passou a valorizar outras tendências. Precisou recomeçar tudo de novo, numa terceira fase no século 20, quando apresentou seu disco mais moderno e radical, “Do Cóccix Até o Pescoço” (2002), indicado ao Grammy Latino. O álbum espetacular, criado sob a sombra de uma queda e cirurgias que afetaram sua capacidade de locomoção, marcou com letras impactantes como “A carne mais barata do mercado é a carne preta” (“Carne Preta”). Foi seguido por um disco influenciado pela música eletrônica, “Vivo Feliz” (2003), e uma participação no filme “Chega de Saudade” (2008), no qual ela também cantou a trilha sonora. Mas logo veio outro hiato comercial. O lançamento de “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) só foi viabilizado com recursos financeiros do Natura Musica, mas mostrou como Elza continuava a representar a vanguarda musical brasileira, misturando todos os ritmos. Graças à aclamação crítica do álbum, que venceu o Grammy Latino e colocou a faixa-título na série “3%”, ela encontrou uma rara estabilidade no final da carreira, fechando contrato com a Deckdisc para lançar dois discos consecutivos, “Deus É Mulher” (2018) e “Planeta Fome” (2019). Em 2018, Elza virou tema de documentário, “My Name is Now, Elza Soares”, cuja trilha foi vencedora do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A consagração continuou em 2020, quando virou samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, “Elza Deusa Soares”, e participou como homenageada do desfile da escola de seu coração no Carnaval do Rio. Mostrando a continuidade de seu diálogo com as diferentes tribos da música brasileira, ela ainda lançou no mesmo ano uma nova versão do hit “Comida” com os Titãs. Sua última mensagem nas redes sociais, publicada nesta quinta, foi de apoio e torcida para a cantora Linn da Quebrada no “BBB 22”. A morte da cantora aconteceu exatos 39 anos depois de Garrincha, que também morreu no dia 20 de janeiro, em 1983.
As 10 melhores séries da semana em streaming
Com opções que vão de super-heróis a documentário de MPB, a seleção de séries reflete uma semana com grandes lançamentos. A variedade de opções inclui ainda novidades de western, terror, comédia, thriller de ação, animação e até drama erótico. Confira abaixo 10 sugestões, selecionadas entre os títulos mais recentes disponibilizados pelas plataformas de streaming, para aproveitar o verão chuvoso. PACIFICADOR | HBO MAX A série filhote de “O Esquadrão Suicida” acompanha a nova missão do vilão sem noção vivido por John Cena, ao lado de dois personagens do filme e adições criativas do DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics). Criação do diretor de “O Esquadrão Suicida”, cada episódio tem uma ou duas reviravoltas inteligentes e cenas muito engraçadas, mas o que deve fisgar a atenção dos espectadores são os diálogos surpreendentemente profundos, que surgem sem aviso. Com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Pacificador” vai agradar em cheio os muitos fãs do humor pueril, rude e repleto de referências de quadrinhos do cineasta James Gunn, e tem tudo para se tornar o maior sucesso da HBO Max. O CANTO LIVRE DE NARA LEÃO | GLOBOPLAY Uma das melhores séries documentais de temática musical já feitas no Brasil e ponto alto da existência da Globoplay mostra como Nara Leão impactou a música e a cultura, desde o surgimento da bossa nova, o célebre show Opinião, de 1964, considerado primeiro protesto artístico contra a ditadura, e a fundação da MPB. A produção foi desenvolvida e dirigida por um especialista: Renato Terra, codiretor dos docs musicais “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Narciso em Férias” (2020). Com imagens raras e depoimentos de Chico Buarque, Nelson Motta, Roberto Menescal, Paulinho da Viola e Maria Bethânia, entre outros, também aborda as transgressões criativas e a vida afetiva da intérprete. 1883 | PARAMOUNT+ Prólogo de “Yellowstone”, série de maior audiência da TV paga americana, a nova atração do roteirista-produtor Taylor Sheridon é um western autêntico. A história começa como uma jornada perigosa de caravana pelo Oeste selvagem, que leva os ancestrais de John Dutton (Kevin Costner) em busca de um futuro melhor na terra prometida de Montana, através das Grandes Planícies, em meio a índios e foras-da-lei. O elenco destaca dois astros famosos da música country: o casal da vida real Tim McGraw (“Um Sonho Possível”) e Faith Hill (“Dixieland”), que formam a família protagonista com os filhos vividos pela adolescente Isabel May (“Young Sheldon”) e o menino Audie Rick. Além deles, o elenco inclui Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) e LaMonica Garrett (do crossover “Crise nas Infinitas Terras”) como guias e seguranças da viagem, e Billy Bob Thornton (“Goliath”) como um famoso ex-xerife texano, Jim Courtright, que em 1883 se transformou em fora-da-lei. ARQUIVO 81 | NETFLIX Inspirada em um podcast homônimo, o terror acompanha o personagem de Mamoudou Athie (“Ameaça Profunda”), que recebe a missão de restaurar uma coleção de fitas de vídeo danificadas num incêndio em 1994. O conteúdo é trabalho de uma documentarista que investigava fenômenos sobrenaturais e uma provável seita diabólica num antigo prédio residencial. E quanto mais ele restaura as imagens, mais envolvido se torna, a ponto de se ver passando pelas mesmas situações enfrentadas pela documentarista há 28 anos. A série foi desenvolvida por Rebecca Sonnenshine (produtora-roteirista de “The Boys” e “The Vampire Diaries”), tem direção de Rebecca Thomas (“A Fita Azul”) e produção de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”). E é daquelas que fazem o espectador maratonar noite a dentro, hipnotizado com o quebra-cabeças narrativo e torcendo por uma 2ª temporada. RAY DONOVAN | PARAMOUNT+ Apresentado como um “filme”, o episódio mais longo tem a função de encerrar a série, cancelada em 2020 após a 7ª temporada, deixando vários ganchos e a trama sem fim. A história se concentra nos problemas de três gerações dos Donovan: o personagem-título (vivido por Liev Schreiber), seu pai (Jon Voight) e sua filha (Kerris Dorsey), mas sem esquecer do irmão mais velho (Eddie Marzan). Originalmente, “Ray Donovan” girava em torno de um especialista em limpar cenas de crime e apagar evidências comprometedoras dos ricos e famosos de Hollywood, mas logo sua família acabou ganhando proeminência, levando-o a tentar se afastar de tudo com uma mudança para Nova York, que apenas colocou seus serviços ao alcance de novos contratantes. No Brasil, a série foi exibida pelo canal pago HBO, mas quem quiser maratonar hoje vai encontrar as sete temporadas disponíveis apenas na Paramount+. THE PREMISE | STAR+ Criada por BJ Novak, ator e roteirista da série “The Office”, “The Premise” é descrita como “uma antologia do agora”, apresentando temas relevantes do mundo contemporâneo sob a ótica do humor. O primeiro capítulo, por exemplo, trata de violência policial capturada em câmera, só que ao fundo de uma gravação altamente embaraçosa, enquanto o último reflete como as ações de um valentão da escola se voltam contra ele na vida adulta – a vingança envolve um butt plug (pesquise apenas se for maior de idade). A 1ª temporada tem cinco episódios, todos escritos por Novak, e inclui ainda abordagens sobre armamentismo, impacto negativo das redes sociais e filantropia fake de celebridades. Com um elenco diferente em cada capítulo, a produção reúne uma lista invejável de astros, como Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Boyd Holbrook (“Narcos”), Daniel Dae Kim (“Hawaii Five-0”), Ben Platt (“The Politician”), Lucas Hedges (“Boy Erased”), Lola Kirke (“Mistress America”), Kaitlyn Dever (“Last Man Standing”), Amy Landecker (“Your Honor”), Beau Bridges (“Bloodline”) e Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”). AFTER LIFE | NETFLIX A atração criada e estrelada por Ricky Gervais (o criador da versão original de “The Office”) chega ao fim em sua 3ª temporada com uma reviravolta comovente do protagonista Tony. Ao embarcar numa jornada para honrar o último desejo de seu pai, ele aprende a lidar com o luto e as perdas inevitáveis da vida, decidindo se tornar um homem melhor. Ou seja, trata-se de uma conclusão oposta à premissa da série, quando a morte da esposa fez Tony querer acertar as contas com o universo de outro modo, dizendo e fazendo o que quisesse a qualquer hora, lixando-se para as consequências. OPERAÇÃO ECSTASY | NETFLIX Boa surpresa da Netflix, a coprodução belga e holandesa (chamada “Undercover” no original) chega à 3ª temporada após ganhar até filme (o prólogo “Ferry”). A principal novidade da trama escrita por Piet Matthys (“Vermist”) é que desta vez os antigos rivais são aliados. O traficante Ferry (Frank Lammers) precisa trabalhar com o policial (Tom Waes) que o prendeu para resolver seus problemas legais, infiltrando-se numa nova organização criminosa. Apesar do nome ruim no Brasil, trata-se de uma das melhores séries policiais da plataforma. NUA E CRUA | GLOBOPLAY O título é um pouco enganoso. Esta curiosidade turca da Globoplay não tem nudez. Mas é bem crua, no sentido de abordar abertamente o sexo. Mesmo com as restrições de um país de maioria muçulmana, consegue ter grande apelo sensual. A produção conta a história de Eylul (Müge Bayramoglu), uma jovem que mora com a avó e ganha a vida como acompanhante sexual. Seu destino muda quando certa noite é contratada para trabalhar em uma despedida de solteiro de Cem (Mert Ramazan Demir), um rapaz que está contando os dias para se casar com uma socialite. Lógico que os dois acabam se apaixonando, mas o melodrama de novela é um truque de Can Evrenol (“O Último Guardião”), roteirista e diretor da série, que usa a premissa convencional para apaziguar os censores e atiçar o público com cenas de sexo implícito – tudo é sugerido, tudo mesmo. Não faltam fetiches… ATTACK ON TITAN | CRUNCHYROLL Os episódios finais da 4ª temporada concluem a adaptação do mangá de Hajime Isayama, fenômeno com mais de 76 milhões de exemplares vendidos no Japão. Exibido desde 2013, o anime é uma distopia pós-apocalíptica sobre um futuro em que a humanidade vive enclausurada em territórios cercados por imensos muros. As construções servem para proteger as pessoas dos Titãs, criaturas imensas e perigosas, que surgiram para literalmente consumir a humanidade – comer mesmo. Anteriormente feita pela Wit Studio, divisão da IG Animation, o cultuado anime se encerra com produção do Studio MAPPA, sob a direção de Jun Shishido (“A Princesa e o Piloto”) e Yūichirō Hayash (“Dorohedoro”), e depois de ganhar versão “live action” nos cinemas japoneses. Para dar noção da expectativa gerada pelo desfecho, o lançamento derrubou os serviços americanos da Chuchyroll e da Funanimation, que chegaram a ficar fora do ar com a quantidade de acessos dos fãs na estreia dos episódios no mês passado nos EUA.
Música famosa de Chico Buarque vai virar filme
A canção “Geni e o Zepelim”, que integra o musical “Ópera do Malandro”, de 1978, vai virar filme. A música de Chico Buarque, que marcou época com o refrão “joga pedra na Geni”, teve os direitos comprados pela Migdal Filmes, mesma produtora de “Minha Mãe é uma Peça”. A direção do longa será de Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”), que não lançava um filme de ficção desde “Mãe É Só Uma”, de 2016. Depois disso, ela realizou o documentário “Alvorado” (2021) sobre os bastidores do Impeachment de Dilma Rousseff. O roteiro ainda não começou a ser escrito e a atriz que interpretará Geni tampouco foi escolhida. Em processo muito inicial, o filme só começará a ser produzido em 2023. Lembre a canção abaixo.
Pitty lança clipe em clima de “John Wick”
A cantora Pitty lançou nesta sexta (7/1) o primeiro clipe de seu novo trabalho, o EP “Casulo”, que conta com quatro faixas e participais especiais. “Diamante” traz Pitty num dueto com a rapper Drik Barbosa, que ainda conta com participação do baterista Weks (do Nx Zero e da banda de Pitty). A direção é de Kenny Kanashiro (de clipes de Projota, Vitor Kley e Luiza Possi) numa estética meio “John Wick”, em que os artistas aparecem cercados e com armas de paintball apontadas diretamente para seus rostos. A situação expressa a sensação de cerco e perseguição descrita pela música, inspirada pelos julgamentos midiáticos – “essas pedras que nos atiram”.
Os Melhores Clipes de 2021
Com Lil Nas X no inferno com o clipe mais gay de todos os tempos e Anitta no papel de Garota de Ipanema vinda do Piscinão de Ramos, 2021 foi marcado por imagens icônicas de vídeos musicais. Não só a multiplicação de visualizações atestou o sucesso mundial do K-pop como também testemunhou a volta do rock, com Olivia Rodrigo e a nova geração teen trocando o chororô do R&B romântico por guitarras distorcidas. Mulheres, em geral, foram as vozes mais importantes do ano, cantando sobre empoderamento, sororidade e autodeterminação, numa renovação bem-vinda após décadas de canções sobre conquistas masculinas. Já no Brasil, o funk saiu definitivamente dos bailes de periferia para virar o pop oficial do país – apesar dos esforços de emplacar o sertanejo como algo mais que country local. Além da lista com os 10 melhores clipes da música pop internacional e nacional, a relação também contempla destaques independentes, com mais dois Top 10 repletos de artistas criativos, lutando contra orçamentos limitados para se destacar no YouTube – e influenciar o futuro da música. Confira abaixo. Melhores Clipes – Pop BILLIE EILISH | Lost Cause BTS | Butter CARDI B | Up LIL NAS X | Montero (Call Me By Your Name) LORDE | Solar Power MÅNESKIN | Mammamia MEGAN THEE STALLION | Best Friend OLIVIA RODRIGO | brutal TAYLOR SWIFT | All Too Well SAWEETIE ft. DOJA CAT | Thot Shit Melhores Clipes – Pop Brasil ANITTA | Girl From Rio KAROL CONKÁ | Dilúvio DUDA BEAT ft. TREVO | Nem Um Pouquinho GLORIA GROOVE | A Queda GIULIA BE | Lokko IZA | Gueto JÃO | Coringa MARCELO JENECI ft. MUSE MAYA | Vem Vem MC KEVIN O CHRIS, R3HAB & LUCK MUZIK | Deixa Se Envolver (Spring Love) PABLLO VITTAR, RENNAN DA PENHA | Number One Melhores Clipes – Indie/Alternative ATARASHII GAKKO! | Pineapple Kryptonite BEABADOOBEE | Last Day On Earth GREENTEA PENG | Nah It Ain’t The Same JAPANESE BREAKFAST | Be Sweet KILLS BIRDS | Rabbid LITTLE SIMZ ft. OBONGJAYAR | Point And Kill MØAA | Jaw SNAIL MAIL | Valentine SQUIRREL FLOWER | Hurt A Fly WET LEG | Chaise Longue Melhores Clipes – Indie Brasil BAIANASYSTEM ft. B NEGÃO | Reza Forte DÄRKEE | Quimera FRAN, CARLOS DO COMPLEXO, BIBI CAETANO | Visceral LETRUX | Cuidado, Paixão MALLU MAGALHÃES | America Latina TERNO REI | Medo RETROMORCEGO | Satano-Comunistas do Além SOPHIA CHABLAU E UMA ENORME PERDA DE TEMPO | Delícia/Luxúria THE BAGGIOS | Deixa Raiar ZAINA | Não Quero Ninguém
Nara Leão vai ganhar série documental na Globoplay
A plataforma Globoplay marcou a estreia de uma série documental sobre Nara Leão nos primeiros dias de 2022. “O Canto Livre de Nara Leão” vai mostrar como a cantora impactou a música e a cultura do Brasil. Em cinco episódios, a produção pretende abordar o surgimento da bossa nova sob o olhar da artista, o célebre show Opinião, de 1964, considerado primeiro protesto artístico contra a ditadura, o rompimento da cantora com a bossa nova e a fundação da MPB, a relação com Chico Buarque, as transgressões de Nara dentro da música brasileira e a vida afetiva da intérprete. Com depoimentos de Chico Buarque, Nelson Motta, Roberto Menescal, Paulinho da Viola e Maria Bethânia, entre outros, a série estreia em streaming no dia 7.
Cantores do Lagum e Anavitoria vão estrelar série da Disney+
A nova série “Tá Tudo Certo”, em desenvolvimento para a plataforma Disney+, definiu seu elenco, formado basicamente por cantores. Na história, que se passa em São Paulo, jovens músicos enfrentam os dilemas do sonho da carreira artística diante da realidade e planos de futuro, numa época em que métricas e algoritmos pautam a indústria da música pop. O casal principal será vivido por Pedro Calais, da banda Lagum, que interpreta um estagiário com planos de virar uma estrela, e Ana Caetano, da dupla Anavitória, intérprete de uma cantora e compositora que leva Pedro a aprender a curtir mais a vida. O elenco também conta com participações de Manu Gavassi, Clara Buarque, Vitão, Julia Mestre, Gita Delavy, Agnes Nunes e Toni Garrido, entre outros. A participação dos astros da música pop nacional foi facilitada pelo envolvimento de Felipe Simas. O produtor artístico cuida das carreiras de Anavitória e Manu Gavassi, e se juntou ao músico Rubel e ao escritor Raphael Montes para desenvolver a série de streaming. Curiosamente, o projeto coloca Raphael Montes, que criou “Bom Dia, Verônica” na Netflix e escreveu os filmes sobre o caso Richthofen na Amazon, num universo completamente diferente das histórias de crimes que costumam ser associadas a seu nome, embarcando em seu primeiro projeto musical. Um detalhe curioso da série é que todos os personagens compartilham o primeiro nome de seus intérpretes, mas são todos fictícios. A ideia da produção partiu de Simas, que foi também idealizador e produtor do filme “Ana e Vitória” (2018). “Depois do filme ‘Ana e Vitória’, me apaixonei por fazer cinema. Mas como meu universo é o da música, minha ideia é, sempre que possível, unir uma coisa à outra. Nesse novo projeto com a Disney, não será diferente”, contou o produtor em comunicado. A previsão de lançamento é para 2022.
Anitta lança clipe de batidão com Pedro Sampaio
Anitta e Pedro Sampaio lançaram o clipe de sua parceria, “No Chão Novinha”, que foi gravado em Belém do Pará, terra do brega funk eletrônico, com a presença de famosas influenciadoras da região – incluindo Leona Vingativa e Ruivinha de Marte. O batidão forte é ilustrado por muita coreografia, troca-troca de figurino, perucas e maquiagem que brilha no escuro. De fato, a embalagem é muito mais variada que o conteúdo musical minimalista, que celebra o rebolado funk até o chão – “Descendo, descendo, descendo/No chão novinha/Novinha, novinha, novinha”. Totalmente dançante, mas uma mudança lírica e tanto para quem andava flertando com Vinícius de Moraes em “Girl from Rio”. A direção é de Pedro Moraes, que costumava assinar clipes de funk com o pseudônimo Os Primos, ao lado de João Monteiro. Seu trabalho solo anterior foi, por coincidência, outra parceria de Pedro Sampaio: “Atenção”, com Luísa Sonza.
Luísa Sonza dança com cobra gigante em novo clipe
A cantora Luísa Sonza lançou o clipe de “Anaconda *o* ~~~”, que não é uma regravação do famoso hit de Nicki Minaj, mas uma parceria inédita com a americana Mariah Angeliq. Curiosamente, a “Anaconda” de Minaj é citada na letra, numa referência que explicita a metáfora sexual original, mas a gravação brasileira não tem o mesmo batidão. Ao contrário, inclui uma passagem de esvaziar a pista, quando a batida submerge para dar espaço a um climão da convidada de Miami. Codirigido pela própria Sonza em sua sexta parceria com Jacques Dequeker, o vídeo mostra a artista seduzindo, dançando com uma cobra gigante e explodindo carros, numa pegada sombria meio Marilyn Manson. Ela também aparece mais platinada que o costume, numa possível homenagem aleatória a Pamela Anderson.
Série inédita sobre família de Gilberto Gil garante 2ª temporada
A Amazon Prime Video vai realizar uma 2ª temporada da série documental sobre a família do imortal Gilberto Gil. Atualmente em fase de pós-produção, a 1ª temporada acompanhou a família ao longo de 20 dias, isolada num sítio em Araras, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, para preparar o show “Nós, A Gente”, que junta Gil e sua família no palco – Preta, Bela, Flor, Flora, Bem, José, João, Francisco, Nara, Marília, Maria e outros Gils. Já a 2ª temporada vai acompanhar a turnê pela Europa, onde estão previstas 12 apresentações por diferentes países. Idealizada e dirigida pelo cineasta Andrucha Waddington (“Sob Pressão”) com roteiro de Hermano Vianna (“Esquenta!”) e produção da Conspiração Filmes, a série tem lançamento marcado para julho.
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso comemoram estreia da filha como atriz
A pequena Títi, filha de oito anos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, faz sua estreia como atriz na sexta-feira (26/11), dia do lançamento do álbum visual “Gracinha”, de Manu Gavassi, na plataforma Disney+. Para celebrar a estreia, Gagliasso publicou a cena da filha na obra e aproveitou para se derreter em elogios, mostrando todo seu orgulho, enquanto Ewbank preparou um Vlog com os bastidores da produção. “Títi é uma Princesa Disney! Olha que linda a minha filha em ‘Gracinha’! Com licença que hoje eu sou o pai mais babão do mundo! Corre lá na Disney pra conferir esse projeto audiovisual poderoso da Manu Gavassi. Já falei pra vocês que minha filha é linda? Pois é! Ela é a mais linda!”, escreveu Gagliasso na legenda, todo emocionado. “Esse dia ficará pra sempre marcado na memória dela. Seu primeiro contato com a arte de interpretar de uma maneira tão especial!”, escreveu Giovanna na legenda de uma das postagens que fez. Os seguidores dos dois artistas também comentaram, com elogios e desejos de sucesso para a pequena estrela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso (@brunogagliasso) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giovanna Ewbank (@gioewbank) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giovanna Ewbank (@gioewbank)












