Alan Parker (1944 – 2020)
O cineasta britânico Alan Parker, que marcou época no cinema com obras como “O Expresso da Meia-Noite” (1978), “Fama” (1980) e “The Wall” (1982), morreu nesta sexta-feira (31/7) em Londres, aos 76 anos. A notícia foi confirmada pelo Instituto Britânico de Cinema, citando que Parker sofria há anos de uma doença não especificada. Apesar de sua filmografia abranger vários gêneros, Parker é mais lembrado como “especialista” em musicais. Além do popular “Fama”, também assinou “The Wall” (1982), inspirado no disco clássico do Pink Floyd, “Evita” (1996), estrelado por Madonna, “Bugsy Malone – Quando as Metralhadoras Cospem” (1976) e “The Commitments: Loucos pela Fama” (1991). “Se você pode usar música e imagens juntos, é muito poderoso”, observou ele em 1995. Apesar dessa relação íntima com a música, foi por dois dramas inspirados em fatos reais que o diretor foi reconhecido pela Academia. Sua primeira indicação ao Oscar veio por “O Expresso da Meia-Noite” (1978), com roteiro de Oliver Stone sobre um jovem americano preso por tráfico de drogas na Turquia, e a segunda por “Mississippi em Chamas” (1988), sobre a investigação do desaparecimento de ativistas do movimento dos direitos civis, no sul racista dos EUA durante os anos 1960. Filho único, Parker nasceu em 14 de fevereiro de 1944 em Islington, barro da classe trabalhadora de Londres. Sua mãe, Elise, era costureira e seu pai, William, foi jornaleiro e pintor de casas. Criativo desde jovem, seu primeiro emprego foi como redator de publicidade nas agências Maxwell Clarke, PKL e depois CDP, de onde progrediu para a direção de comerciais. “Minhas ambições não eram ser diretor de cinema, tudo que eu queria era me tornar diretor de criação no CDP… até que de repente os comerciais de televisão se tornaram muito importantes e a agência se transformou”, afirmou ele, numa longa entrevista sobre sua vida e carreira para Instituto Britânico de Cinema há três anos. “Eu estava no momento em que o [CDP] fez os melhores comerciais e tive a sorte de fazer parte desse mundo”. Parker fundou uma produtora para criar comerciais, mas acabou se dedicando ao cinema, antecipando uma tendência posteriormente seguida por outros de seus contemporâneos – Ridley Scott, Tony Scott, Adrian Lyne, etc. Em seu caso, a mudança de rumo teve um empurrão de David Puttnam. Com o encorajamento do futuro produtor de “Carruagens de Fogo” (1981), ele escreveu o roteiro de “Quando Brota o Amor” (1971), seu primeiro musical, que usava músicas dos Bee Gees para ilustrar um romance adolescente inspirado em seus dias de escola. Puttnam produziu esse filme (que foi dirigido por Waris Hussein), assim como os primeiros longas do diretor, e os dois permaneceram amigos por toda a vida. “Como fui o primeiro a fazer a transição do mundo dos comerciais para os longas-metragens, acho que fui mais sensível às críticas de que, de alguma maneira, não éramos legítimos, apenas um grupo de vendedores vulgares que vendiam produtos com frágeis credenciais intelectuais”, ele disse em uma entrevista de 2017. “Então parei de fazer comerciais para ser levado a sério como cineasta”. Parker ganhou o primeiro de seus seis prêmios BAFTA em 1976, ao estrear como diretor de longas no telefilme “The Evacuees”, uma produção da BBC sobre dois meninos, passada durante os bombardeios da 2ª Guerra Mundial. Sua estreia no cinema aconteceu no mesmo ano e também foi estrelada por crianças. Com o inventivo “Bugsy Malone – Quando as Metralhadoras Cospem”, Parker filmou um musical de época, ambientado em 1929 na cidade de Nova York durante a Lei Seca. Só que os intérpretes dos gângsteres americanos eram todos astros mirins, entre eles uma Jodie Foster de 13 anos de idade e o futuro diretor de “Rocketman”, Dexter Fletcher, com 10. A ideia veio da publicidade, num período em que Parker fazia muitos comerciais com crianças. Além disso, ele tinha quatro filhos, todos com menos de 9 anos na época. Seu filme seguinte foi o oposto completo daquele projeto divertido. Denso, maduro e sombrio, “O Expresso da Meia-Noite” (1978) abordava violência e homossexualidade na prisão. A mudança tão radical atendia o desejo do diretor de não ficar marcado por nenhum tipo específico de filme. “Gosto de fazer coisas diferentes como forma de manter a criatividade”, afirmou. Ele seguiu nessa gangorra por toda a carreira. Em seu filme seguinte, “Fama”, voltou ao universo musical e juvenil para retratar os sonhos e aspirações dos alunos de uma escola de artes em Nova York. A produção se tornou seu primeiro grande sucesso comercial, puxado por uma trilha sonora vibrante, e sua influência foi brutal, inspirando até uma série de TV de mesmo nome. Mas, como muitas realizações da carreira de Parker, seu devido reconhecimento como pioneiro de um revival de filmes musicais, que atingiu seu auge nos anos 1980, foi minimizado pelos críticos da época. Depois das coreografias de “Fama”, Parker filmou um divórcio em “A Chama que não Se Apaga” (1982), antes de voltar à música com “The Wall” (1982) – desta vez sem danças, mas com grande influência dos videoclipes, levando ao surgimento do termo “estética MTV”. “The Wall” fez sucesso enorme entre fãs de rock, alimentando Sessões da Meia-Noite por anos, além de ter cenas transformadas, de fato, em clipes da MTV. Mas, inconformado com as críticas negativas, o diretor acabou se afastando do gênero por um longo período, trabalhando em filmes de temática mais dramática. O cineasta venceu o Prêmio do Júri de Cannes com “Asas da Liberdade” (1984), sobre amizade e traumas de guerra. Mas seu filme seguinte deu ainda mais o que falar. Único terror de sua carreira, “Coração Satânico” (1987) tornou-se cult devido à fotografia estilosa e pela escalação de Robert DeNiro como o diabo e Mickey Rourke como um detetive noir, em meio ao jazz e ao vudu de Nova Orleans. Os dois atores quebraram o pau nos bastidores, mas o maior desafio de Parker foi conseguir enfrentar a censura, que queria classificar o filme como “X” (basicamente pornô) após a transformação de Lisa Bonet, menina recatada da série familiar “The Cosby Show” – e futura mãe de Zoë Kravitz – em sex symbol. Em “Mississippi em Chamas” (1988) e “Bem-Vindos ao Paraíso” (1990), ele abordou o racismo americano, filmando casos históricos: o assassinato de ativistas dos direitos civis nos anos 1960 e os campos de concentração para japoneses nos anos 1940. Mas, depois de temas tão pesados, o diretor finalmente decidiu voltar à música, concebendo “The Commitments” (1991), sobre artistas amadores de Dublin que decidem formar uma banda de soul. Foi novo sucesso a extrapolar as telas. O filme vencedor do BAFTA transformou os atores em músicos de verdade, que fizeram turnês e gravaram discos após a repercussão nos cinemas, e ainda foi adaptado como espetáculo de teatro. Parker não foi tão feliz com a comédia “O Fantástico Mundo do Dr. Kellogg” (1994), o que o levou de volta, pela última vez, a seu gênero favorito, com a adaptação de “Evita”, versão da Broadway para a vida de Eva Peron, estrelada por Madonna e Antonio Banderas. Mais uma vez, a obra foi além dos cinemas, com Parker assinando dois clipes de Madonna extraídos da trilha sonora. Ele encerrou a carreira com mais dois longas, ambos de teor dramático, “As Cinzas de Ângela” (1999) e “A Vida de David Gale” (2003). O último, estrelado por Kevin Spacey e Kate Winslett, recebeu as críticas mais negativas de sua filmografia. Alan Parker nunca conseguiu agradar à imprensa. Sua carreira como diretor de comerciais lhe deu um apuro estético que causava estranheza entre os defensores do cinema mais tradicional. Mas a quantidade de obras cultuadas de seu currículo reflete, em retrospecto, como esteve à frente de seu tempo e como seu valor foi sempre reconhecido com atraso, em revisões críticas. Ironicamente, Parker acabou presidindo o Instituto Britânico de Cinema a partir de 1998. E por suas realizações e impacto cultural, foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico e, em 2002, cavaleiro pela rainha Elizabeth II. Ele também venceu quatro BAFTAs (o Oscar britânico) e recebeu, em 2013, um BAFTA honorário pela carreira da Academia Britânica. “Eu vivi uma vida encantada”, disse. “Tive controle absoluto do meu trabalho, mesmo trabalhando em uma área muito difícil de expressar qualquer individualidade, como em Hollywood. Eles não interferiram no que eu fiz e, portanto, se meus filmes agradaram ou não, não é culpa de ninguém, apenas minha”. Parker deixa a mulher, a produtora Lisa Moran, e cinco filhos — entre eles, o roteirista Nathan Parker (“Lunar”).
Indicações ao VMAs 2020 destacam Lady Gaga e Ariana Grande
A MTV divulgou nesta quinta (30/7) a lista dos indicados ao Video Music Awards 2020, que vai acontecer no dia 30 de agosto. A principal premiação de clipes da TV americana destacou Lady Gaga e Ariana Grande com maior número de indicações na edição deste ano. Além de aparecerem com trabalhos individuais, as duas também concorrem pela parceria em “Rain On Me”. Só este vídeo conquistou sete indicações. Billie Eilish e The Weeknd aparecem em seguida, indicados em seis categorias cada um, seguidos por Taylor Swift, com cinco nomeações, ainda pelos vídeos de seu álbum “Lover”. J Balvin, Justin Bieber, Megan Thee Stallion e Dua Lipa também estão entre os mais citados. Segundo comunicado, a cerimônia será presencial. A premiação vai acontecer no Barclays Center, em Nova York, com uma plateia bastante reduzida e sua realização pretende demonstrar “a poderosa força unificadora da música” em meio à covid-19. Por conta da pandemia, que mantém os músicos e seus fãs isolados em suas casas, o VMAs 2020 também adicionou duas categorias especiais em sua eleição: de Melhor Clipe “Caseiro” e Melhor Performance na Quarentena. Veja abaixo as principais obras e artistas indicados ao prêmio da MTV. Melhor Clipe do Ano: The Weeknd – “Blinding Lights” Billie Eilish – “everything i wanted” Eminem ft. Juice WRLD – “Godzilla” Future ft. Drake – “Life Is Good” Lady Gaga with Ariana Grande – “Rain On Me” Taylor Swift – “The Man” Melhor Artista do Ano: Lady Gaga DaBaby Justin Bieber Megan Thee Stallion Post Malone The Weeknd Música do Ano: Lady Gaga e Ariana Grande – “Rain On Me” Billie Eilish – “everything i wanted” Doja Cat – “Say So” Megan Thee Stallion – “Savage” Post Malone – “Circles” Roddy Ricch – “The Box” Melhor Colaboração: Lady Gaga with Ariana Grande – “Rain On Me” Ariana Grande & Justin Bieber Black Eyed Peas ft. J Balvin – “RITMO (Bad Boys For Life)” Ed Sheeran ft. Khalid – “Beautiful People” Future ft. Drake – “Life Is Good” Karol G ft. Nicki Minaj – “Tusa” Melhor Artista Revelação: Doja Cat Jack Harlow Lewis Capaldi Roddy Ricch Tate McRae Yungblud Melhor Clipe Pop: BTS – “On” Halsey – “You Should Be Sad”Jonas Brothers – “What a Man Gotta Do” – Republic Records Justin Bieber ft. Quavo – “Intentions” Lady Gaga with Ariana Grande – “Rain On Me” Taylor Swift – “Lover” – Republic Records Melhor Clipe de Rap: Megan Thee Stallion – “Savage” DaBaby – “BOP” Eminem ft. Juice WRLD – “Godzilla” Future ft. Drake – “Life Is Good” Roddy Ricch – “The Box Travis Scott – “Highest in the Room” Melhor Clipe de Rock: Coldplay – “Orphans” Blink-182 – “Happy Days” Evanescence – “Wasted On You” Fall Out Boy ft. Wyclef Jean – “Dear Future Self (Hands Up)” Green Day – “Oh Yeah!” The Killers – “Caution” Melhor Clipe Alternativo: Machine Gun Kelly – “Bloody Valentine” The 1975 – “If You’re Too Shy (Let Me Know)” All Time Low – “Some Kind Of Disaster” FINNEAS – “Let’s Fall in Love for the Night” Lana Del Rey – “Doin’ Time” twenty one pilots – “Level of Concern Melhor Clipe de Música Latina: Maluma ft. J Balvin – “Què Pena” Anuel AA ft. Daddy Yankee, Ozuna, Karol G & J Balvin – “China” Bad Bunny – “Yo Perreo Sola” Black Eyed Peas ft. Ozuna & J. Rey Soul – “MAMACITA” J Balvin – “Amarillo” Karol G ft. Nicki Minaj – “Tusa” Melhor Clipe de R&B: The Weeknd – “Blinding Lights” Alicia Keys – “Underdog” Chloe x Halle – “Do It” H.E.R. ft. YG – “Slide” Khalid ft. Summer Walker – “Eleven” Lizzo – “Cuz I Love You” Melhor Clipe de K-Pop: BTS – “On” (G)I-DLE – “Oh My God” EXO – “Obsession” Monsta X – “Someone’s Someone” Tomorrow X Together – “9 and Three Quarters (Run Away)” Red Velvet – “Psycho” Melhor Clipe Engajado H.E.R. – “I Can’t Breathe” Anderson .Paak – “Lockdown” Billie Eilish – “all the good girls go to hell” Demi Lovato – “I Love Me” Lil Baby – “The Bigger Picture” Taylor Swift – “The Man” Melhor Clipe Caseiro: Ariana Grande & Justin Bieber – “Stuck with U” 5 Seconds of Summer – “Wildflower” blink-182 – “Happy Days” Drake – “Toosie Slide” John Legend – “Bigger Love” twenty one pilots – “Level of Concern” Melhor Performance na Quarenta: CNCO – MTV Acústico em Casa Chloe & Halle – “Do It” no MTV’s Prom-athon DJ D-Nice – Club MTV apresenta #DanceTogether John Legend – no Together At Home Lady Gaga – “Smile” no One World: Together At Home Post Malone – Tributo ao Nirvana Melhor Direção: Taylor Swift – “The Man” Billie Eilish – “xanny” Doja Cat – “Say So” Dua Lipa – “Don’t Start Now” Harry Styles – “Adore You” The Weeknd – “Blinding Lights” Melhor Fotografia: Lady Gaga e Ariana Grande – “Rain On Me” 5 Seconds of Summer – “Old Me” Camila Cabello ft. DaBaby – “My Oh My” Billie Eilish – “all the good girls go to hell” Katy Perry – “Harleys In Hawaii” The Weeknd – “Blinding Lights” Melhor Direção de Arte: Miley Cyrus – “Mother’s Daughter” A$AP Rocky – “Babushka Boi” Dua Lipa – “Physical” Harry Styles – “Adore You” Selena Gomez – “Boyfriend” Taylor Swift – “Lover” Melhores Efeitos Visuais: Dua Lipa – “Physical” Billie Eilish – “all the good girls go to hell” Demi Lovato – “I Love Me” Harry Styles – “Adore You” Lady Gaga with Ariana Grande – “Rain On Me” Travis Scott – “Highest in the Room” Melhor Coreografia: BTS – “On” CNCO & Natti Natasha – “Honey Boo” DaBaby – “BOP” Dua Lipa – “Physical” Lady Gaga with Ariana Grande – “Rain On Me” Normani – “Motivation” Melhor Edição: Miley Cyrus – “Mother’s Daughter” Halsey – “Graveyard” James Blake – “Can’t Believe the Way We Flow” Lizzo – “Good As Hell” Rosalía – “A Paleì” The Weeknd – “Blinding Lights”
Clone High: Animação cult dos produtores de Homem-Aranha no Aranhaverso terá revival
Mais uma série animada cultuada da MTV vai voltar a ser produzida. “Clone High”, que teve só uma temporada de 13 episódios em 2002, será retomada com participação de seus criadores, Phil Lord, Chris Miller e Bill Lawrence. Lord e Miller se tornaram bem famosos depois da animação que lançou suas carreiras – dirigiram “Uma Aventura Lego” e produziram “Homem-Aranha no Aranhaverso”, entre outros trabalhos – , enquanto Lawrence, que já era conhecido pelas séries “Spin City” e “Scrubs”, lançou “Cougar Town”, por exemplo. O revival, porém, está sendo tocado por Erica Rivinoja, escritora da série original. Ela servirá como showrunner e co-escreverá o piloto ao lado de Lord e Miller. Como a série original, a nova “Clone High” seguirá figuras históricas famosas, que foram clonadas e matriculadas no ensino médio. Em 2003, os alunos eram clones emos de Abraham Lincoln, Cleópatra, Joana D’Arc, John F. Kennedy e outros, que precisavam lidar com os problemas e situações da vida adolescente. “Ficamos emocionados em nos reunir com Phil Lord, Chris Miller e Bill Lawrence para reimaginar esse clássico cult, à medida que aumentamos rapidamente nosso portfólio de séries amadas e icônicas de animação adulta”, disse Chris McCarthy, presidente da divisão de entretenimento juvenil da ViacomCBS. Ainda não há canal definido para o retorno de “Clone High”, mas a produção segue os anúncios do revival de “Beavis e Butt-Head” e do lançamento de “Jodie”, um spin-off de “Daria”, que recentemente receberam encomenda de temporadas no canal pago Comedy Central. O Comedy Central e a MTV fazem parte do mesmo conglomerado, ViacomCBS.
Beavis e Butt-Head vai voltar em mais duas temporadas inéditas
A antiga série animada da MTV “Beavis e Butt-Head” ganhará novos episódios, agora no canal pago Comedy Central. Pelo contrato firmado, além do retorno da série para mais duas temporadas, “Beavis e Butt-Head” também deve ganhar spin-offs e especiais. A produção ficará a cargo do criador da atração, Mike Judd, que estará de volta para escrever e dublar seus personagens famosos. “Estamos entusiasmados por trabalhar novamente com Mike Judge e a grande equipe da 3 Arts, ao ampliar a animação para adultos no Comedy Central”, disse em comunicado Chris McCarthy, responsável pela área de entretenimento para jovens da ViacomCBS. O Comedy Central é um dos canais da ViacomCBS, que também abriga a MTV. Como a política do conglomerado inclina-se no momento em favor de maior sinergia e resgate de franquias originais, “Beavis e Butt-Head” vai se tornar o segundo projeto animado baseado em criações clássicas da MTV no Comedy Central. A série “Jodie”, spin-off de “Daria”, também será lançada em breve no canal. O detalhe curioso é que “Daria” nasceu como um spin-off de “Beavis e Butt-Head”. Lançado em 1993, “Beavis e Butt-Head” teve grande impacto na cultura pop, ao trazer dois adolescentes roqueiros comentando clipes de bandas da época. A série durou sete temporadas e foi exibida até 1997 na MTV. A série saiu do ar quando o consumo de clipes começou a declinar. Mas voltou para uma temporada adicional no final de 2011, buscando se reinventar. Além disso, ganhou um filme, “Beavis e Butt-Head Detonam a América” (1996). A data do revival – também conhecido como 9ª temporada – do desenho animado ainda não foi definida.
Joel Schumacher (1939 – 2020)
O cineasta Joel Schumacher, de “Batman Eternamente” (1995) e “Batman e Robin” (1997), faleceu nesta segunda-feira (22/6) aos 80 anos, enquanto enfrentava um câncer. Schumacher teve uma longa carreira em Hollywood, iniciada como figurinista de “O Destino que Deus Me Deu”, dramédia estrelada por Tuesday Weld em 1972. Ele chegou a Los Angeles após ter trabalhado como desenhista de roupas e vitrinista em Nova York, e se estabeleceu rapidamente na indústria cinematográfica, quebrando o galho até como cenografista em “Abelhas Assassinas” (1974). Após assinar figurinos de filmes de Woody Allen – “O Dorminhoco” (1973) e “Interiores” (1978) – , foi incentivado pelo cineasta a escrever e, eventualmente, tentar a direção. O incentivo rendeu os roteiros da famosa comédia “Car Wash: Onde Acontece de Tudo” (1976) e do musical “O Mágico Inesquecível” (1978), versão de “O Mágico do Oz” com Diana Ross e Michael Jackson, dois sucessos absurdos dos anos 1970. Com essas credenciais, conseguiu aval para sua estreia na direção, que aconteceu na comédia sci-fi “A Incrível Mulher que Encolheu” (1981), logo seguida por “Taxi Especial” (1983), produção centrada na popularidade do ator Mr. T (da série “Esquadrão Classe A”). O trabalho como diretor começou a chamar atenção a partir do terceiro filme, quando Schumacher demonstrou seu raro talento para escalar atores. No drama “O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” (1985), ele juntou uma turma jovem que marcou a década de 1980: Demi Moore, Rob Lowe, Emilio Estevez, Judd Nelson, Andrew McCarthy e Ally Sheedy – apelidados de “brat pack” pela mídia. O sucesso comercial veio com dois terrores inventivos, que viraram exemplos da chamada “estética MTV” no cinema. Ele usou elementos de clipes para dar uma aparência juvenil aos temas sobrenaturais. Em “Os Garotos Perdidos” (1987), filmou uma história de vampiros delinquentes, reunindo pela primeira vez os atores Corey Haim e Corey Feldman, que formariam uma dupla inseparável ao longo da década, ao mesmo tempo em que explorou a imagem de Jim Morrison, cantor da banda The Doors, como referência para uma juventude vampírica que se recusava a envelhecer. Em “Linha Mortal” (1990), juntou o então casal Kiefer Sutherland (seu vilão em “Os Garotos Perdidos”) e Julia Roberts num grupo de estudantes de Medicina (com Kevin Bacon, William Baldwin e Oliver Platt) que decide colocar a própria saúde em risco para descobrir se havia vida após a morte. Os dois filmes tornaram-se cultuadíssimos, a ponto de inspirarem continuações/remakes. Entre um e outro, ele ainda explorou o romance em “Um Toque de Infidelidade” (1989), remake do francês “Primo, Prima” (1975), com Isabella Rossellini, e “Tudo por Amor” (1991), com Julia Roberts. E assinou clipes de artistas como INXS, Lenny Kravitz e Seal – a tal “estética MTV”. Já tinha, portanto, uma filmografia variada quando se projetou de vez com o thriller dramático “Um Dia de Fúria” (1993), um dos vários filmes estrelados por Michael Douglas que deram muito o que falar no período – durante sete anos, entre “Atração Fatal” (1987) e “Assédio Sexual” (1994), o ator esteve à frente dos títulos mais controvertidos de Hollywood. O longa mostrava como um cidadão dito de bem era capaz de explodir em violência, após o acúmulo de pequenos incidentes banais. A projeção deste filme lhe rendeu status e o convite para dirigir o terceiro e o quarto longas de Batman. Mas o que deveria ser o ponto alto de sua trajetória quase acabou com ela. O personagem dos quadrinhos vinha de dois filmes muito bem-recebidos por público e crítica, assinados por Tim Burton, que exploraram uma visão sombria do herói. Schumacher, porém, optou por uma abordagem cômica e bem mais colorida, chegando a escalar o comediante Jim Carrey como vilão (o Charada) e introduzindo Robin (Chris O’Donnell) e até Batgirl (Alicia Silverstone). Ele também deu mais músculos ao traje usado por Val Kilmer em “Batman Eternamente” (1995) e mamilos ao uniforme de George Clooney em “Batman e Robin” (1997) – o que até hoje rende piadas. Abertamente homossexual, Joel Schumacher acabou acusado por fanboys de enfatizar aspectos homoeróticos de Batman. Diante do fiasco, a Warner se viu obrigada a suspender a franquia, que só voltou a ser produzida num reboot completo de 2005, pelas mãos de Christopher Nolan. Em meio à batcrise, o diretor também filmou dois dramas de tribunal, “O Cliente” (1994) e “Tempo de Matar” (1996), inspirados por livros de John Grisham, que tampouco fizeram o sucesso imaginado pelo estúdio, aumentando a pressão negativa. Sem desanimar, ele realizou o suspense “8mm: Oito Milímetros” (1999), juntando Nicolas Cage e Joaquin Phoenix, e ainda foi responsável por lançar Colin Ferrell em seu primeiro papel de protagonista no drama “Tigerland – A Caminho da Guerra” (2000). Ambos receberam avaliações positivas. Mas entre cada boa iniciativa, Schumacher continuou intercalando trabalhos mal-vistos, o que fez com que diversos momentos de sua carreira fossem considerados pontos de “retorno” à melhor fase. O elogiadíssimo suspense “Por um Fio” (2002), por exemplo, com Colin Ferrell basicamente sozinho numa cabine telefônica, atingiu 76% de aprovação no Rotten Tomatoes e assinalou o momento mais claro de “renascimento”. Só que em seguida veio o fracasso dramático de “O Custo da Coragem” (2003), com Cate Blanchett e – novamente – Ferrell, fazendo com que o trabalho seguinte, a adaptação do espetáculo da Broadway “O Fantasma da Ópera” (2004) fosse visto como mais uma chance de recuperação. Cercado de expectativa, o musical estrelado por Gerard Butler e Emmy Rossum se provou, contudo, um fiasco tão grande quanto as adaptações de quadrinhos, encerrando o ciclo de superproduções do diretor. O terror “Número 23” (2007), com Jim Carrey, foi a tentativa derradeira de recuperar a credibilidade perdida. E acabou-se frustrada. Schumacher nunca superou as críticas negativas a esse filme – 8% de aprovação no Rotten Tomatoes – , que tinha conceitos ousados, mas foi recebido como sinal evidente de fim de linha. Ele ainda fez mais três filmes de baixo orçamento, dois deles para o mercado europeu, abandonando o cinema ao voltar a Hollywood para seu último fracasso, “Reféns” (2011), estrelado por Nicolas Cage e Nicole Kidman. Na TV, ainda comandou dois episódios da 1ª temporada de “House of Cards”, ajudando a lançar o projeto de conteúdo original da Netflix em 2013. De forma notável, dezenas de pessoas que trabalharam com Schumacher, nos sucessos e nos fracassos, mobilizaram-se nas últimas horas para lembrar no Twitter que ele não é só o diretor dos piores filmes de Batman. O cineasta foi “uma força intensa, criativa e apaixonada” nas palavras de Emmy Rossum. “Ele viu coisas mais profundas em mim que nenhum outro diretor viu”, apontou Jim Carrey. “Ele me deu oportunidades e lições de vida”, acrescentou Kiefer Sutherland, concluindo que sua “marca no cinema e na cultura moderna viverão para sempre”. Muitos ainda lembraram dele como mentor e amigo. O roteirista Kevin Williams contou como foi convidado para ir a um set por Schumacher e recebeu conselhos que considera importantes para sua carreira. E Corey Feldman revelou, sem filtro, que “ele me impediu de cair nas drogas aos 16 anos”, citando como foi enquadrado e quase demitido pelo cineasta em “Os Garotos Perdidos”. “Pena que eu não escutei”.
Daria: Série animada dos anos 1990 vai ganhar spin-off
O canal pago Comedy Central vai exibir um spin-off da cultuada série animada “Daria”, grande sucesso dos anos 1990 da MTV. Intitulada “Jodie”, a nova atração vai trazer Tracee Ellis Ross (Rainbow Johnson em “Black-ish”) como a voz da personagem principal, Jodie Landon, a amiga de adolescência de Daria, que agora é uma jovem prestes a se formar na faculdade e a entrar no “mundo complicado” dos adultos. O que o cinismo e mau-humor maravilhoso de “Daria” representou para a geração X, em relação ao Ensino Médio, “Jodie” tentará projetar para as provações e atribulações de uma nova geração em vias de iniciar a vida profissional. Segundo a sinopse, a série satirizará a cultura do trabalho das firmas, as lutas da geração Z, o artifício das mídias sociais e ainda abordará temas de empoderamento de gênero e raça, refletindo as questões pessoais e profissionais que as jovens negras enfrentam hoje em dia, sem perder o senso de humor ácido que caracterizou a série original. Para quem não lembra, “Daria” também começou como um spin-off – a personagem surgiu em “Beavis e Butthead” – e sua série durou cinco temporadas, exibida de 1997 a 2002, abordando questões adultas – como raça, gênero, classe e identidade – por meio da sabedoria irônica de seu personagem principal, considerada a feminista fictícia favorita de uma geração de jovens mulheres. “Jodie” está sendo desenvolvida por Grace Edwards, roteirista de “Insecure” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, para a MTV Sudios, e também contará com Tracee Ellis Ross em sua produção. Ainda não há previsão para a estreia.
MTV Movie & TV Awards de 2020 é adiado por tempo indeterminado
A MTV decidiu adiar a edição deste ano do MTV Movie & TV Awards por tempo indeterminado, devido à pandemia de coronavírus. A emissora também descartou realizar o evento de forma virtual, preferindo esperar para reunir artistas e público diante de suas câmeras. Embora a MTV não tenha revelado uma data ou plano relativo ao Movie & TV Awards, o evento do ano passado foi gravado em Los Angeles em 15 de junho e transmitido em 17 de junho no canal. Durante a maior parte de sua existência, a premiação de filmes era conhecida como MTV Movie Awards e aproveitava o início da primavera nas bilheterias do verão. Em 2017, o nome foi alterado para MTV Movie & TV Awards e passou a incluir categorias de séries. Em 2018, a MTV mudou o programa para junho, a fim de capitalizar a temporada de campanhas do Emmy e os primeiros blockbusters do verão norte-americano. No ano passado, as indicações foram anunciadas em 14 de maio e os vencedores incluíram “Vingadores: Ultimato” como Melhor Filme e “Game of Thrones” como Melhor Série.
Canais da ViacomCBS exibem tela preta em luto contra o racismo nos EUA
O conglomerado ViacomCBS realizou um tributo a George Floyd, assassinado por um policial branco na segunda-feira passada (25/5), e contra o racismo nos EUA. Os canais que fazem parte do conglomerado deixaram a tela preta com a exibição de um texto com a duração de 8 minutos e 46 segundos, o tempo que levou para Floyd sufocar com o joelho do policial branco sobre seu pescoço, enquanto ele repetia que não conseguia respirar, até morrer. Em um memorando interno, o presidente de marcas de entretenimento e juventude da ViacomCBS, Chris McCarthy, anunciou que todas as marcas e plataformas de entretenimento da empresa divulgariam o vídeo às 17h desta segunda-feira (1/6), que marca o horário em que George Floyd foi morto há exatamente uma semana. O momento não servirá apenas como um tributo a Floyd, mas como um tributo a todos aqueles que foram vítimas de racismo no país. Os canais que ficarão de luto incluem BET, CBS Sports, MTV, VH1, CMT, Logo Media, Comedy Central, Paramount Network, Smithsonian Channel, TV Land e Nickelodeon. Voltada ao público infantil, a Nickelodeon também exibiu o vídeo, precedido por outro com a Declaração dos Direitos da Criança, que a rede montou pela primeira vez em 7 de junho de 1990. A exibição começa com a declaração “Nickelodeon está saindo do ar por 8 minutos e 46 segundos em apoio à justiça, igualdade e direitos iguais”. A iniciativa se junta a manifestações da Netflix, Amazon, HBO, Warner, YouTube e até a Disney e suas inúmeras subdivisões, que juntaram suas indignações aos protestos antirracistas que se espalham pelos EUA desde o assassinato à sangue frio de George Floyd. Veja abaixo o vídeo de luto exibido pela ViacomCBS.
Acústico MTV ganha versão de quarentena no YouTube
A MTV adaptou um de seus programas musicais mais famosos, o Acústico MTV (MTV Unplugged, no título original americano), para esses dias de isolamento social. Intitulado, em inglês, “Unplugged at Home”, o novo formato do Acústico pega carona na iniciativa individual de alguns artistas, que passaram a transmitir apresentações ao vivo, de suas casas, para os fãs em quarentena. Uma das principais novidades do projeto é que o material está sendo disponibilizado no YouTube, portal que a MTV já considerou seu maior rival e que chegou a processar por exibir vídeos que considerava exclusivos – a emissora perdeu. O canal oficial da MTV no YouTube já disponibilizou shows de Alessia Cara, Yungblud, Wyclef Jean, JoJo e Melissa Etheridge. Nada que entusiasme os fãs de rock. E parece que essa será mesmo a linha do programa, que promete disponibilizar novas apresentações de artistas como Finneas, Jewel, Bazzi, Shaggy e outros. Para quem não lembra, o programa original, que marcou época na televisão, apresentou performances de outro nível, com Nirvana, Duran Duran, Pearl Jam, Paul McCartney, Kiss, Eric Clapton, Aerosmith, Elton John, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Rod Stewart, Jimmy Page e Robert Plant, entre outros. Claro que isso foi no tempo em que a MTV tocava rock… Veja abaixo os primeiros shows – literalmente caseiros – da nova versão do programa.
Smells Like Teen Spirit: Clipe clássico do Nirvana atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube
Os fãs deram um presente de Natal para a banda do falecido cantor Kurt Cobain. No dia 25 de dezembro, o clipe do Nirvana “Smells Like Teen Spirit” atingiu a marca de um bilhão de visualizações no YouTube. O clipe está no portal de vídeos do Google desde 2009, mas foi originalmente lançado na MTV em 1991. Primeiro single do disco “Nevermind”, “Smells Like Teen Spirit” virou um hit improvável logo em seu lançamento, tornando-se responsável pela explosão do rock alternativo no período. Além da música contagiante, muito se fala sobre o impacto do clipe original, que marcou a estreia do diretor Samuel Bayer. A encenação pretendia mostrar um show de rock colegial que termina em anarquia e tumulto, inspirado em filmes como “A Um Passo do Abismo” (1979) e “Rock’n’Roll High School” (1978), estrelado pelos Ramones. Desde então, Bayer filmou o remake de “A Hora do Pesadelo” (2010) para o cinema e inúmeros outros clipes, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Green Day e Maroon 5. Com a marca natalina, “Smells Like Teen Spirit” se tornou o segundo vídeo musical mais assistido dos anos 1990 no YouTube — atrás de “November Rain” (1992), dos Guns N’ Roses. Ambos, porém, estão muito atrás dos clipes mais vistos na plataforma, “Despacito” (de Luis Fonsi, com mais de 6,55 bilhões de execuções) e “Shape of you” (Ed Sheeran, com 4,51 bilhões). Relembre abaixo a anarquia e a distorção clássica do Nirvana.
Channing Tatum vai adaptar quadrinhos de The Maxx
O ator Channing Tatum está desenvolvendo um projeto live action baseada nos quadrinhos de “The Maxx”, um dos primeiros lançamentos da Image Comics. O personagem deformado foi criado por Sam Kieth em 1993. Nos quadrinhos, The Maxx se vê como um herói mascarado e musculoso, que protege a Rainha da Selva no Outback, um reino fantasioso que se assemelha ao deserto da Austrália, mas é habitado por criaturas fantásticas. Paralelamente, esse herói também existe em nosso mundo como um homem sem-teto, cujo rosto mascarado e murmúrios fantásticos são considerados delírios de uma doença mental. A história, que evoca “O Pescador de Ilusões” (1991), de Terry Gilliam, já foi transformada numa série animada da MTV em 1995. Segundo a revista The Hollywood Reporter, Channing Tatum se juntou ao produtor Roy Lee e os dois estão se reunindo com escritores e cineastas “para encontrar o tom certo do material”. Não está claro se “The Maxx” será adaptado como um longa-metragem ou uma série de televisão.
Clipe de Taylor Swift vence o MTV Video Music Awards 2019
A MTV realizou sua premiação tradicional de clipes na noite de segunda-feira (26/8) em Nova Jersey, nos Estados Unidos. E o grande vencedor do VMA (Video Music Awards) 2019 foi “You Need to Calm Down”, de Taylor Swift. O vídeo, codirigido pela própria cantora, critica o assédio online, motivado por machismo, homofobia, raiva ou simples obsessão, pregando mais tolerância entre as pessoas. Veja o clipe aqui. A produção é repleta de participações especiais. Diversos ícones LGBTQIA+ dos Estados Unidos fazem participações e poses para a câmera, entre eles os apresentadores Ellen DeGeneres e RuPaul, a atriz Laverne Cox (de “Orange Is The New Black”), o ator Billy Porter (da série “Pose”) e o cantor Adam Lambert. E, para completar, Katy Perry també aparece para abraçar Taylor e encerrar a briga pública entre as duas. Por conta disso, “You Need to Calm Down” também venceu a categoria de Melhor Clipe com Mensagem. “You Need To Calm Down” foi o segundo clipe do novo álbum de Taylor, “Lover”. O primeiro foi “Me!”, lançado em abril com participação de Brendon Urie, da banda Panic! At The Disco, que também foi premiado no evento – Melhores Efeitos Visuais. Taylor Swift ainda abriu o VMAs com uma apresentação de “You Need to Calm Down” e “Lover”. Por “coincidência”, outros artistas premiados também cantaram no evento, entre eles Camila Cabello e Shawn Mendes, Normani, Rosalía, J Balvin, Lil Nas X, os os Jonas Brothers, que voltaram aos palcos do VMA após 11 anos, e Missy Elliott, que recebeu o MTV Vanguard Award, a principal homenagem da noite, por sua carreira. Dentre os premiados, Ariana Grande (Artista do Ano), Billie Eilish (Revelação do Ano) e BTS (Grupo do Ano) também tiveram destaque. E Lil Nas X ficou com o prêmio de Música do Ano por “Old Town Road”. Veja abaixo a lista completa dos vencedores. Vídeo do Ano: Taylor Swift – “You Need To Calm Down” Música do Ano: Lil Nas X – “Old Town Road” (Remix feat. Billy Ray Cyrus) Artista do Ano: Ariana Grande Melhor Colaboração: Camila Cabello e Shawn Mendes – “Señorita” Melhor Grupo: BTS Artista Revelação: Billie Eilish Clipe com Mensagem: Taylor Swift – “You Need To Calm Down” Artista Push: Billie Eilish Música do Verão: Ariana Grande – “Boyfriend” (feat. Social House) Melhor Vídeo de K-Pop: BTS feat. Halsey – “Boy With Luv” Melhor Vídeo de Hip-Hop: Cardi B – “Money” Melhor Clipe Latino: Rosalía feat. J.Balvin – “Con Altura” Melhor Clipe Pop: Jonas Brothers – “Sucker” Melhor Vídeo Eletrônico: The Chainsmokers ft. Bebe Rexha – “Call You Mine” Melhor Vídeo de Rock: Panic! At The Disco – “High Hopes” Melhor Vídeo de R&B: Normani ft. 6lack – “Waves” Melhor Hino: Megan Thee Stallion ft. Nicki Minaj & Ty Dolla $ign “Hot Girl Summer” Melhor Direção de Arte: Ariana Grande – “7 Rings” Melhor Edição: Billie Eilish – “Bad Guy” Melhor Cinematografia: Shawn Mendes & Camila Cabello – “Señorita” Melhores Efeitos Visuais: Taylor Swift ft. Brendon Urie of Panic! At The Disco – “ME!” Prêmio Vanguarda (homenageada da noite): Missy Elliott
Veja uma cena completa de Paris Jackson na nova temporada de Scream
O canal pago americano VH1 divulgou uma cena completa da nova temporada de “Scream”, série baseada nos filmes de terror lançados no Brasil com o título de “Pânico”. A prévia é focada na personagem de Paris Jackson (filha de Michael Jackson) e remete à participação icônica de Drew Barrymore no longa de 1996. Mas o final tem uma reviravolta. Em seu retorno à televisão, a série sofrerá um reboot, trazendo novos personagens e atores para a trama de terror, que não se conectará com os acontecimentos dos dois primeiros anos. Em vez disso, resgatará a máscara original dos filmes de Wes Craven. E terá subtítulo. A atração vai se chamar, em inglês, “Scream: Ressurrection”. Para atrair o público do canal (voltado para a música pop), a atração terá muitas conexões musicais, como a cantora e atriz Mary J. Blige, indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi”, o rapper Tyga, C.J. Wallace (filho do rapper Notorious B.I.G.) e a mencionada Paris Jackson. Além disso, a produção está a cargo da cantora Queen Latifah (“Star”). O elenco também inclui RJ Cyler (“Power Rangers”), Keke Palmer (“Scream Queens”), Tyler Posey (“Teen Wolf”), Giorgia Whigham (“13 Reasons Why”), Giullian Yao Gioiello (“Julie’s Greenroom”) e Jessica Sula (“Fragmentado”). A série terá seis episódios com roteiro e produção de Brett Matthews (“The Vampire Diaries”), e estreia na próxima segunda-feira (8/7) nos Estados Unidos.











