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    Nova Ordem abre a Mostra de São Paulo com exibições em drive-in e online

    22 de outubro de 2020 /

    A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo tem início neste quinta (22/10), com uma cerimônia de abertura para convidados às 19h, no Belas Artes Drive-in, no Memorial da América Latina. Mas para o público em geral, a programação só começa à meia-noite. O filme de abertura é “Nova Ordem”, de Michel Franco, vencedor do Grande Prêmio do Júri no recente Festival de Veneza. Na trama, um casamento luxuoso da elite dá errado, enquanto a Cidade do México ferve com protestos. Pelo ponto de vista de Marianne, a jovem e simpática noiva, e dos criados, o filme retrata o colapso de um sistema político e um golpe de Estado violento. O público poderá ver “Nova Ordem” pela plataforma de streaming da Mostra, a Mostra Play (https://mostraplay.mostra.org/), por 24 horas, entre esta meia-noite e a próxima. A programação, que será exibida até 4 de novembro, também estará disponível no Spcine Play e Sesc Digital, que exibirão sessões gratuitas, enquanto os filmes da Mostra Play terão ingresso a R$ 6. Já as sessões presenciais serão realizadas no Belas Artes Drive-In e no Sesc Drive-In (do Sesc Parque Dom Pedro). Além do polêmico filme do mexicano Michel Franco, a seleção ainda inclui entre seus destaques “Não Há Mal Algum”, do iraniano Mohammad Rasoulof, vencedor do último Festival de Berlim, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, do português João Botelho, baseado no livro homônimo de José Saramago, “Berlim Alexanderplatz”, do alemão-afegão Burhan Qurbani, “Gênero, Pan”, do filipino Lav Diaz, “Mães de Verdade”, da japonesa Naomi Kawase, “Crianças do Sol” (Sun Children), do iraniano Majid Majidi, “Miss Marx”, da italiana Susanna Nicchiarelli, além dos documentários “Kubrick por Kubrick”, do francês Gregory Monro, sobre o diretor Stanley Kubrick, “Sportin’ Life”, do americano Abel Ferrara, e “Coronation”, do chinês Ai Weiwei, que mostra o começo da pandemia de covid-19 em Wuhan. O pôster do evento foi criado pelo cineasta chinês Jia Zhang-Ke, que também estará presente com seu documentário “Nadando Até o Mar Ficar Azul”. A arte de Zhang-Ke também virou a vinheta da Mostra, mostrando um acendedor de incensos de Fenyang, cidade natal do cineasta, durante um ritual para o Deus da Literatura. Já os destaques nacionais incluem as premières de “Verlust”, de Esmir Filho, que reúne Andrea Beltrão e a cantora Marina Lima no elenco, “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda Maria, exibido nos festivais de Cannes, Toronto e San Sebastian, e “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que integrou a Mostra Panorama do Festival de Berlim e foi adquirido pela Netflix. Com 36 filmes, a seleção brasileira traz ainda “Ana. Sem Título”, de Lúcia Murat, “O Lodo”, de Helvécio Ratton, “Curral”, de Marcelo Brennand, e “Mulher Oceano”, estreia da atriz Djin Sganzerla na direção, entre outras produções. Apesar do número de títulos ter caído drasticamente em relação a anos anteriores, a Mostra conseguiu reunir quase 200 filmes – exatamente 198 produções de 71 países – para sua edição da pandemia. São bem menos obras que as 327 do ano passado, mas mais países que os 65 representados em 2019. Do total, 88 títulos concorrerão ao troféu Bandeira Paulista na seção Novos Diretores, que premia obras de novos cineastas – que realizam seu primeiro ou segundo longa-metragem. As condições diferenciadas deste ano também significam que a Mostra não trará convidados internacionais para acompanhar as exibições. A presença dos diretores e de profissionais dos filmes selecionados se dará por meio de vídeos enviados previamente, entrevistas especiais gravadas e também lives. Veja abaixo o trailer do filme de abertura.

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    Mostra de São Paulo anuncia programação com sessões virtuais e drive-in

    10 de outubro de 2020 /

    A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo revelou neste sábado (10/10), numa live no YouTube, que a 44ª edição do evento vai acontecer de forma virtual e com projeções em cines drive-in, mesmo com a liberação dos cinemas na capital paulista neste fim de semana. A programação, que será exibida entre 22 de outubro e 4 de novembro, estará disponível no Spcine Play, Sesc Digital e num novo aplicativo do evento, Mostra Play. As duas primeiras plataformas exibirão sessões gratuitas, enquanto os filmes da Mostra Play terão ingresso a R$ 6,00. Já as sessões presenciais serão realizadas no Belas Artes Drive-In e no Sesc Drive-In (do Sesc Parque Dom Pedro). Alguns títulos de filmes também foram revelados durante a transmissão online. O longa-metragem escolhido para a abertura é o polêmico mexicano “Nova Ordem” (foto acima), de Michel Franco, vencedor do Grande Prêmio do Júri no recente Festival de Veneza. A seleção ainda inclui entre seus destaques “Não Há Mal Algum”, do iraniano Mohammad Rasoulof, vencedor do último Festival de Berlim, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, do português João Botelho, baseado no livro homônimo de José Saramago, “Berlim Alexanderplatz”, do alemão-afegão Burhan Qurbani, “Gênero, Pan”, do filipino Lav Diaz, “Mães de Verdade”, da japonesa Naomi Kawase, “Crianças do Sol” (Sun Children), do iraniano Majid Majidi, “Miss Marx”, da italiana Susanna Nicchiarelli, além dos documentários “Kubrick por Kubrick”, do francês Gregory Monro, sobre o diretor Stanley Kubrick, “Sportin’ Life”, do americano Abel Ferrara, e “Coronation”, do chinês Ai Weiwei, que mostra o começo da pandemia de covid-19 em Wuhan. O pôster do evento foi criado pelo cineasta chinês Jia Zhang-Ke, que também estará presente com seu documentário “Nadando Até o Mar Ficar Azul”. A arte de Zhang-Ke também virou a vinheta da Mostra, mostrando um acendedor de incensos de Fenyang, cidade natal do cineasta, durante um ritual para o Deus da Literatura. Já os destaques nacionais incluem as premières de “Verlust”, de Esmir Filho, que reúne Andrea Beltrão e a cantora Marina Lima no elenco, “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda Maria, exibido nos festivais de Cannes, Toronto e San Sebastian, e “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que integrou a Mostra Panorama do Festival de Berlim e foi adquirido pela Netflix. Com 36 filmes, a seleção brasileira traz ainda “Ana. Sem Título”, de Lúcia Murat, “O Lodo”, de Helvécio Ratton, “Curral”, de Marcelo Brennand, e “Mulher Oceano”, estreia da atriz Djin Sganzerla na direção, entre outras produções. Apesar do número de títulos ter caído drasticamente em relação a anos anteriores, a Mostra conseguiu reunir quase 200 filmes – exatamente 198 produções de 71 países – para sua edição da pandemia. São bem menos obras que as 327 do ano passado, mas mais países que os 65 representados em 2019. Do total, 88 títulos concorrerão ao troféu Bandeira Paulista na seção Novos Diretores, que premia obras de novos cineastas – que realizam seu primeiro ou segundo longa-metragem. As condições diferenciadas deste ano também significam que a Mostra não trará convidados internacionais para acompanhar as exibições. A presença dos diretores e de profissionais dos filmes selecionados se dará por meio de vídeos enviados previamente, entrevistas especiais gravadas e também lives. Veja abaixo a vinheta oficial da 44ª edição.

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    Cineasta chinês Jia Zhang-ke fará cartaz da Mostra de São Paulo de 2020

    5 de agosto de 2020 /

    Os organizadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo estão otimistas e acreditam que irão realizar, de alguma forma, sua edição em 2020. O Twitter oficial do evento nunciou nesta quarta (5/8) os primeiros detalhes da programação, dizendo que o cineasta chinês Jia Zhang-ke (“Amor Até as Cinzas”) vai assinar a arte do pôster e estrear seu novo filme na Mostra. Trata-se do documentário “Nadando até o Mar Ficar Azul”, que explora a cidade natal do diretor, Fenyang, que tornou-se uma espécie de academia de cultura e referência para escritores da China. O filme foi exibido no Festival de Berlim deste ano. A Mostra está marcada para ocorrer entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro. No entanto, o formato vai depender da evolução da pandemia do coronavírus. Afinal, os cinemas de São Paulo continuam fechados como prevenção contra a pandemia. Sessões em drive-in e uma edição totalmente virtual estão entre as possibilidades consideradas para materializar a Mostra em 2020, caso a pandemia mantenha a inviabilidade de aglomerações em locais fechados. NOVIDADE • O cineasta chinês Jia Zhangke vai assinar a arte do pôster da 44ª Mostra! Também vamos apresentar o filme mais recente do diretor, “Nadando até o Mar Ficar Azul”, documentário exibido no Festival de Berlim deste ano. pic.twitter.com/nQe7vVflC5 — Mostra SP (@MOSTRASP) August 5, 2020

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    Spcine Play estende gratuidade de todo seu catálogo até o fim de 2020

    30 de abril de 2020 /

    O acervo da plataforma Spcine Play vai ficar liberado para acesso gratuito até o final de 2020. Originalmente, o conteúdo ficaria disponível por apenas 30 dias. Mas como a pandemia de covid-19 não dá sinais de amenizar, a prefeitura de São Paulo decidiu estender o prazo, oferecendo uma alternativa de entretenimento gratuito e de qualidade para a população, durante este período de isolamento social. Especializada em filmes brasileiros e cinema de arte, a plataforma paulistana disponibiliza diversas mostras cinematográficas temáticas, como retrospectivas dos diretores Andrea Tonacci, Hector Babenco e José Mojica Marins, uma seleção de obras de cineastas femininas, com destaque para Lucia Murat, Tata Amaral e Helena Ignez, uma Mostra do Audiovisual Negro e um festival de filmes musicais, além de manter em seu catálogo títulos da Mostra de São Paulo, e dos festivais de documentários É Tudo Verdade e In-Edit, entrevistas com artistas e várias opções infantis. Apesar de ser uma iniciativa da cidade de São Paulo, os filmes podem ser assistidos em qualquer lugar do Brasil e sem necessidade de assinatura, via site: www.spcineplay.com.br.

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    Plataforma Spcine Play libera todo o seu conteúdo de graça

    17 de março de 2020 /

    A Spcine Play, plataforma de streaming da Spcine, empresa municipal de cinema, decidiu disponibilizar gratuitamente todo o seu conteúdo por 30 dias, para dar opções de entretenimento durante quarentenas de prevenção contra a pandemia do coronavírus. Especializada em filmes brasileiros e cinema de arte, a plataforma paulistana está atualmente disponibilizando diversas mostras temáticas, como retrospectivas dos diretores Andrea Tonacci, Hector Babenco e José Mojica Marins, uma seleção de obras de cineastas femininas, com destaque para Lucia Murat, Tata Amaral e Helena Ignez, uma Mostra do Audiovisual Negro e um festival de filmes musicais, além de manter em seu catálogo títulos da Mostra de São Paulo, do festival de documentários musicais In-Edit, entrevistas com artistas e várias opções infantis. Os filmes podem ser assistidos em qualquer lugar do Brasil e sem necessidade de assinatura, via site: www.spcineplay.com.br. A plataforma pública de streaming Spcine Play libera todo o seu conteúdo para ser assistido de casa em qualquer lugar do Brasil gratuitamente por 30 dias e sem necessidade de assinatura! Acesse: https://t.co/fXMg6ucybO#spcineplay pic.twitter.com/MwoACeCknR — Secretaria de Cultura (@smcsp) March 17, 2020

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    Mostra de São Paulo: Programação vasta contrasta com clima sinistro para a Cultura no Brasil

    17 de outubro de 2019 /

    A 43ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa nesta quinta (17/10), contrasta sua vasta programação ao momento sinistro, em que atuar na área da Cultura no Brasil está cada vez mais difícil: pela crise, pelos cortes, pelos filtros, pelos ataques, pelas perseguições, vocês sabem… Um evento da magnitude e importância da Mostra ganha significado ainda maior do que sempre teve, nesse contexto. O trabalho incansável de Renata de Almeida e sua equipe é digno do maior reconhecimento. É um trabalho de resistência e que não perde o fôlego. Senão, vejamos: mesmo com a perda de patrocínios, como o da Petrobras, a Mostra 43 vem com mais de 300 filmes de 45 países. Continua recebendo um número grande de convidados internacionais, promove uma Mostra Brasil ampliada, organiza o III Fórum da Mostra, debate filmes, lança livros, traz produções de realidade virtual, sessões especiais no Teatro Municipal, no Auditório Ibirapuera, no vão livre do MASP, exibições na CPFL de Campinas, itinerância em 12 cidades paulistas com o SESC e tudo o que tem feito dela o evento cinematográfico mais importante do país. O cardápio de filmes exige que os cinéfilos se debrucem na programação para descobrir as pérolas de todos os cantos do planeta, que sempre existem, e os novos talentos de primeiro e segundo longas de cineastas de todos os quadrantes. Já os filmes premiados nos festivais pelo mundo, como o vencedor de Cannes “Parasita”, de Bong Joon-ho, requerem menos esforço para serem localizados. Assim como os candidatos de seus países ao Oscar de filme internacional. “Wasp Network”, de Olivier Assayas, adaptação do livro de Fernando Morais “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, abre a Mostra. Assayas ainda será homenageado com o prêmio Leon Cakoff e uma retrospectiva com 14 obras exibidas nesta edição da Mostra. “Dois Papas”, o novo longa de produção internacional de Fernando Meirelles, protagonizado por Jonathan Pryce e Anthony Hopkins, fecha a programação no dia 30. E, entre eles, o melhor do cinema mundial, especialmente o cinema de alta qualidade artística, promotor de reflexões importantes que nos remetem aos dilemas do mundo atual. Isso tudo vai acontecer em São Paulo, de 17 a 30 de outubro de 2019, em 34 salas de cinema, de 28 locais de exibição, entre eles os já tradicionais Cinearte, Cinesesc, Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca e Augusta, Petra Belas Artes, Reserva Cultural, Cinesala e Cinemateca Brasileira. O circuito Spcine, o Instituto Moreira Salles, o Museu da Imagem e do Som e o Itaú Cultural também estão novamente presentes na Mostra. A central da Mostra fica no Conjunto Nacional, da avenida Paulista, onde podem ser adquiridas permanentes integrais (válidas para todas as sessões, sem restrição), especiais (para sessões de 2ª. a 6ª. feira, até as 17:55 h), ou pacotes de 40 ou de 20 ingressos. Assinantes da Folha têm desconto nas permanentes e associados plenos do Sesc têm preços promocionais, no Cinesesc. Ingressos individuais para as sessões somente nas salas dos cinemas, no dia de exibição do filme escolhido. Informações já podem ser obtidas na central da Mostra ou no site mostra.org. As vendas de permanentes e pacotes começam no dia 12 de outubro, sábado. Pacotes de 20 ingressos costumam se esgotar rapidamente. Como as sessões da Mostra costumam ser concorridas, vale a pena comprar pacotes ou permanentes, porque os ingressos podem ser tirados alguns dias antes da exibição do filme pretendido. O cartaz da Mostra 43, de Nina Pandolfo, é de uma delicadeza que contrasta com os tempos de ódio, grossura e lacração que estamos vivendo. O cartaz (abaixo), como a própria Mostra, é um respiro de beleza e arte.

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    Documentário Las Sandinistas! vence a Mostra de São Paulo 2018

    1 de novembro de 2018 /

    O documentário “Las Sandinistas!”, da americana Jenny Murray, ganhou o Troféu Bandeira Paulista 2018 na 42ª Mostra Internacional de São Paulo, encerrada na noite de quarta (31/11). Retrato de mulheres que lutaram na Revolução Sandinista, na Nicarágua, em 1979, o filme também ganhou o Prêmio do Público na categoria de Melhor Documentário. O Prêmio de Público na categoria ficção internacional ficou com “Cafarnaum”, de Nadine Labaki, sobre um garoto libanês de 12 anos que processa os pais abusivos por lhe darem vida. O júri internacional da Competição Novos Diretores ainda concedeu menção honrosa ao longa brasileiro “Sócrates”, de Alex Moratto, sobre a via-crúcis do personagem-título, que enfrenta pobreza, violência, racismo e homofobia. Já o Prêmio Petrobras de Cinema foi para “Meio Irmão”, de Eliane Coster, e o documentário “Torre das Donzelas”, de Susanna Lira. O dinheiro da premiação – respectivamente R$ 200 mil e R$ 100 mil – deve ser aplicado na distribuição e lançamento dos títulos nacionais. “Meio Irmão”, que trata dos efeitos de uma agressão homofóbica nas redes sociais, também foi premiada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Mas os críticos que fizeram a cobertura local da Mostra preferiram a comédia romântica “Todas as Canções de Amor”, de Joana Mariani, e como Melhor Filme Internacional o drama “Nuestro Tiempo”, do mexicano Carlos Reygadas.

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    Festival do Rio enfrenta sua pior crise e quase não aconteceu em 2018

    1 de novembro de 2018 /

    O 20º Festival do Rio, que começa nesta quinta-feira (1/11) com a exibição de “Viúvas”, de Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”), quase não aconteceu. Ele estava previsto originalmente para o início de outubro, precisou ser adiado e, em entrevista ao jornal O Globo, a diretora do evento Ilda Santiago admitiu que chegou a considerar seu cancelamento. “Houve momentos em tive vontade de jogar a toalha. Teve gente que sugeriu fazer um festival com poucos filmes ou só com uma mostra, mas isso não é o nosso perfil”, ela revelou. Ficou claro que a parte internacional do evento estava desvalorizada pela seleção absurda da Mostra de São Paulo, que reuniu os vencedores dos festivais de Cannes, Veneza, Berlim e até Locarno, além de filmes de grande repercussão do ano, fazendo seu line-up mais impressionante dos últimos tempos. Mesmo assim, o festival carioca projetará cerca de 200 títulos de 60 países durante 11 dias — uma redução em relação aos 250 filmes da edição anterior e ainda maior em comparação aos 300 que costumavam ser a média do evento. Também há menos convidados internacionais. Graças ao apoio de consulados e produtores, ainda há a presença de nomes de destaque, como o cineasta francês Olivier Assayas, que vem apresentar “Vidas Duplas”, seu novo longa estrelado por Juliette Binoche. Além disso, mostras especiais foram canceladas. Passagens e hospedagens para equipes dos filmes, limitadas. O motivo é político. O atual prefeito do Rio não prioriza a cultura diante do estado de calamidade da cidade, causada pela corrupção e má administração generalizadas. Nem parece que o Rio foi palco de Copa do Mundo e Olimpíadas há pouco, jorrando fortunas para esses eventos. A edição passada foi a primeira sem o apoio da Prefeitura, o que já tinha causado cortes. Este ano, a situação se agravou devido às eleições, que afetou a participação de patrocinadores estatais. O fato é que o Festival do Rio, há algum tempo, é mais valorizado por sua seleção nacional que por sua vitrine internacional. O evento sempre pareceu ser dois festivais em um. O maior de todos festivais do cinema brasileiro, que perde foco por ter holofotes divididos com estrangeiros ao seu redor. O reconhecimento disso é que a Première Brasil, seção que é o “verdadeiro” Festival do Rio para os artistas nacionais, continua do mesmo tamanho. E com o encolhimento das mostras paralelas, já representa quase metade de todo o evento, com a exibição de 84 obras brasileiras (ou coproduções) – 64 longas e 20 curtas, entre ficções e documentários. Mesmo assim, o festival abriu mão de uma antiga exigência, permitindo a participação de filmes exibidos em outros eventos. Isso impediu que obras confirmadas na Mostra de São Paulo fossem excluídas automaticamente devido ao adiamento do Rio, e acabou abrindo espaço para trabalhos que passaram por outros festivais, como Brasília e Gramado. Em competição, “Domingo”, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, “Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (prêmio Teddy em Berlim), e “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida, já foram projetados em Brasília ou na Mostra de São Paulo. E o filme de encerramento, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, abriu Gramado. A programação também inclui projeção de quatro clássicos nacionais em versão restaurada: “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles; “Pixote: a lei do mais fraco” (1981), de Hector Babenco; e “Rio 40 graus” (1955) e “Rio Zona Norte” (1957), ambos de Nelson Pereira dos Santos. Alguns passaram antes na Mostra de São Paulo. A exclusividade também deixou de existir para a exibição de obras estrangeiras. Sem isso, o Festival do Rio perderia seus destaques internacionais, “Não me Toque”, da romena Adina Pintilie, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Assunto de Família”, de Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, Grande Prêmio do Júri em Cannes, e outros, exibidos na Mostra de São Paulo. Esta seleção também ajuda a explicar o adiamento do Festival do Rio. Vale lembrar que, desde 2011, a Mostra de São Paulo exige ter première nacional de todos os filmes estrangeiros que exibe. Por conta disso, longas projetados no Festival do Rio não entravam na programação paulista, o que gerava um vice-versa. Com a troca de datas, o festival carioca pôde compartilhar vários títulos da Mostra. Que, convenhamos, continuam inéditos para a população do Rio. Sem falar que essa picuinha de cariocas versus paulistas é mais antiga que o ideário conservador que venceu as últimas eleições.

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    Mostra de São Paulo 2018 ganha pôster e instalação de realidade virtual de Laurie Anderson

    25 de setembro de 2018 /

    A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo apresentou nesta terça (25/9) o pôster de sua 42ª edição, assinado pela cineasta, música e artista multimídia americana Laurie Anderson (“Coração de Cachorro”). Além disso, a Mostra contará com a instalação em realidade virtual que inspirou o cartaz, feita em parceria entre Anderson e o artista taiuanês Hsin-Chien Huang. Chamada de “Chalkroom”, ou quarto de giz, a obra permite o espectador “voar” em meio a palavras, desenhos e histórias que flutuam como se fossem inscrições numa lousa que recobre todo o ambiente. Veja o trailer abaixo. A instalação será montada num anexo do CineSesc, na rua Augusta, como uma das atrações do evento, que este ano acontece de 18 a 31 de outubro. A Mostra será o segundo festival internacional de cinema a receber a obra. A viúva do músico Lou Reed expôs seu “Chalkroom” em 2017 no Festival de Veneza, que concedeu o prêmio de Melhor Experiência em Realidade Virtual à instalação. Segundo Anderson, a obra destaca “um espaço feito de palavras e imagens de palavras”. “É como caminhar para dentro de uma história e se tornar parte dela. É uma maneira de você poder andar dentro de livros e filmes e deixar eles serem parte de sua própria história.” A cenografia da instalação no Brasil está a cargo de Daniela Thomas e Felipe Tassara. A seleção da 42º Mostra ainda está sendo fechada, mas alguns títulos foram divulgados recentemente, incluindo os vencedores dos festivais de Berlim e Cannes, “Touch Me Not”, da romena Adina Pintilie e “Assunto de família”, de Hirokazu Kore-Eda. Também estão na lista “Infiltrado na Kan”, de Spike Lee, “A Casa que Jack Construiu’, de Lars von Trier, e “3 Faces”, do iraniano Jafar Panahi. Além disso, a Mostra vai comemorar os 20 anos de “Central do Brasil” (1998), com uma exibição da cópia restaurada do filme de Walter Salles, com presença do diretor e de parte do elenco. Outro clássico do cinema brasileiro que ganhará cópia restaurada é “Pixote, A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, cuja obra completa está sendo recuperada.

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    Festival do Rio 2018 adia sua realização para depois da Mostra de São Paulo

    1 de agosto de 2018 /

    O Festival do Rio deste ano, que aconteceria entre 4 e 14 de outubro, foi adiado em cerca de um mês, e será agora realizado de 1º a 11 de novembro. Os produtores que inscreveram filmes na mostra Première Brasil foram avisados da mudança por meio de um e-mail enviado pela organização do festival. Segundo a mensagem, “a decisão foi tomada pensando na qualidade do evento, sua melhor estruturação e realização”. Por enquanto a direção do festival não forneceu mais detalhes. Mas é interessante observar que as novas datas causam uma inversão no calendário cinéfilo, deixando o Festival do Rio para depois de seu principal rival nacional, a Mostra de São Paulo. Anteriormente, a Mostra de São Paulo divulgou sua realização no período de 18 a 31 de outubro. Os dois eventos costumam disputar a exclusividade de exibição dos principais lançamentos do circuito dos festivais internacionais, bem como exibições de destaques do cinema brasileiro. Como o Festival do Rio exige que os inscritos na competição da seção Première Brasil sejam inéditos, isto pode representar guerra entre organizadores, levando produtores nacionais a optarem por um ou outro festival e não mais por ambos, como o calendário anterior permitia. No ano passado, por exemplo, o filme vencedor do Festival do Rio, “As Boas Maneiras”, entrou na programação da Mostra. O contrário também pode acontecer, levando o Festival do Rio a abrir mão da exigência de exclusividade. A conferir.

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    Documentário sobre a ditadura chilena vence a Mostra de São Paulo

    2 de novembro de 2017 /

    O juri da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo premiou o documentário chileno “O Pacto de Adriana”, de Lissette Orozco, sobre a ditadura de Pinochet, como o Melhor Filme da competição oficial, voltada a novos diretores, em cerimônia realizada na noite de quarta-feira (1/11) no Cinearte. Já público e crítica preferiram filmes diferentes. Destaque entre as estreias desta quinta nos cinemas, “Gabriel e a Montanha“, de Fellipe Barbosa, ficou com o Prêmio da Crítica de Melhor Filme brasileiro, enquanto o francês “Custódia”, de Xavier Legrand, levou o de Melhor Filme Internacional. “Visages, Villages” ainda recebeu um prêmio especial do júri da crítica. O público votou no longa “Legalize já”, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que conta a origem da banda Planet Hemp, como o Melhor Filme Brasileiro, e na coprodução polonesa-britânica “Com Amor, Van Gogh”, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman, como o Melhor Filme Internacional. O Prêmio Popular também destacou documentários: o brasileiro “Tudo É Projeto”, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano, e o francês “Visages, Villages”, de Agnès Varda e JR. Para completar, os vencedores do Prêmio Petrobras de Cinema foram “Aos Teus olhos”, de Carolina Jabor, e “Em Nome da América”, de Fernando Weller, respectivamente como Melhor Filme Brasileiro de Ficção e Melhor Documentário Brasileiro. Ambos receberão uma quantia em dinheiro para apoiar sua distribuição no circuito comercial – R$ 200 mil e R$ 100 mil.

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    Metade dos filmes brasileiros dos últimos cinco anos venderam menos de 3,7 mil ingressos

    26 de outubro de 2017 /

    O ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão apresentou um balanço da produção do cinema nacional nos últimos cinco anos, resultado de um levantamento feito a seu pedido pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), que demonstra que a maior parte dos filmes brasileiros é pouco vista pelo público. Divulgados num evento da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, os números materializam o cinema invisível do país. E evocam o ciclo vicioso que a Pipoca Moderna cansou de martelar em diversos posts: ênfase na produção e descaso com a exibição do cinema brasileiro. Ao todo, foram produzidos 881 filmes nacionais desde 2012, dos quais 438 tiveram média de 3,65 mil ingressos vendidos. Ou seja, metade dos filmes produzidos nos últimos cinco anos não rendeu nem R$ 50 mil. Entretanto, devem ter custado bem mais que isso para serem produzidos. Entre os filmes lançados nos últimos cinco anos, apenas 30% passaram dos 17 mil espectadores, 16% venderam mais de 100 mil ingressos, 8% encontraram o sucesso com 500 mil espectadores e só 5% foram blockbusters com público superior a 1 milhão – exatamente 48 títulos. Ao mesmo tempo, o investimento do período em cinema chegou a R$ 3,8 bilhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), um dos mecanismos de apoio ao cinema nacional. Mas, deste montante, apenas 4% foi destinado à distribuição. “Meus amigos, eu posso afirmar, pela experiência que tenho na área, que dessa maneira não se desenvolve uma indústria do audiovisual”, afirmou o ministro, diante da discrepância. Segundo Sá Leitão, o fundo do audiovisual tem à disposição, nesse momento, R$ 800 milhões para investimento no cinema. Mas, apesar da constatação do problema, não foram anunciadas mudanças na distribuição do valor. Confira neste link mais dados oficiais da apresentação, e abaixo as lâminas com os resultados mencionados acima.

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    Mostra de São Paulo traz realmente o melhor do cinema mundial em 2017

    18 de outubro de 2017 /

    A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que abre com a exibição para convidados de “Human Flow”, de Ai Weiwei, nesta quarta (18/10), promete ser bastante diversa do evento do ano passado. A partir de quinta, o festival concentrará nos cinemas paulistanos o melhor do cinema mundial atual, incluindo o filme que conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes, “The Square”, de Ruben Östlund, o vencedor do Festival de Toronto, “Três Anúncios Para um Crime”, de Martin McDonagh, a obra premiada com o troféu de Melhor Direção do Festival de Berlim, “O Outro Lado da Esperança”, de Aki Kaurismaki, o novo drama de Michael Haneke, “Happy End”, e muito, muito mais. A força da seleção demonstra que o evento virou a página de sua crise financeira e criativa, após uma edição de 2016 que privilegiava mais retrospectivas que obras de referência do cinema atual. A diferença é tanta que, ao contrário do Festival do Rio, que diminuiu sua seleção como reflexo da crise econômica, a Mostra ampliou a quantidade de títulos exibidos, programando quase 400 filmes. Também diferente da opção carioca, o evento paulista não buscou enfatizar o cinema autoral mais óbvio – e comercial – , deixando Hollywood de lado para se focar num cinema, como diz sua denominação, internacional. Por isso, traz nada menos que 13 títulos que disputam vagas no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira: o argentino “Zama”, o sul-coreano “O Motorista de Táxi”, “Scary Mother” da Geórgia, o iraniano “Respiro”, o irlandês “Granito”, o islandês “A Sombra da Árvore”, o neozelandês “Mil Cordas”, o tcheco “Mães no Gelo”, o russo “Loveless”, o suíço “Mulheres Divinas”, o venezuelano “El Inca”, além do sueco “The Square” e o austríaco “Happy End”, já citados. Isto não significa que o cinema americano foi ignorado. Mas há mais ousadia. Basta verificar a grande quantidade de filmes sem distribuição assegurada no país em sua seleção, que, ao contrário do que houve com a lista do Festival do Rio, não foi precedida por diversos releases de distribuidoras informando que a maioria estará em breve nos cinemas. Para o cinéfilo, isto é a chave do paraíso. Em comum com o Festival do Rio, e reflexo de uma tendência mundial, há uma forte presença de cineastas femininas na seleção. Do total dos 394 títulos, 98 são dirigidos por mulheres, sendo 18 de brasileiras. Um dos filmes que tende a gerar as maiores filas, por seu perfil absolutamente cult, é sobre e de uma mulher: “Nico, 1988”, de Susanna Nicchiarelli, cinebiografia da modelo, atriz e cantora da banda Velvet Underground, que venceu a seção Horizontes do Festival de Veneza. Este ano, o cartaz da Mostrafoi assinado pelo artista plástico chinês Ai Weiwei, que também é diretor do filme de abertura, será aberta com a projeção de “Human Flow”, documentário sobre a crise mundial dos refugiados. Apesar dos problemas de embarque para o Brasil, ele é esperado ao longo do evento, assim como os outros homenageados: a cineasta belga Agnès Varda (“As Duas Faces da Felicidade”), que vai receber o Prêmio Humanidade e ganhará uma retrospectiva de onze longas, o diretor italiano Paul Vecchiali (“O Estrangeiro”), que também ganha retrospectiva e vem ao festival para receber o Prêmio Leon Cakoff, e o ator Paulo José (“Quincas Berro d’Água”), que será homenageado com documentários sobre sua trajetória e também receberá o troféu que leva o nome do criador da Mostra. Sim, as retrospectivas não sumiram. Apenas não engoliram a programação como no ano passado. Haverá também uma retrospectiva do cinema suíço, pouquíssimo conhecido no Brasil, com destaque para a obra do diretor Alain Tanner (“Jonas Que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000”), e exibições especiais, como uma projeção da obra-prima do cinema mudo “O Homem Mosca” (1923), grande sucesso de Harold Lloyd, ao ar livre no parque do Ibirapuera, e de clássicos do cinema brasileiro no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontece entre os dias 19 de outubro e 1 de novembro, e a lista completa dos filmes, horários e locais de exibição podem ser conferidos no site oficial do evento.

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