Ray Stevenson, de “Roma”, “Thor” e “RRR”, morre aos 58 anos
O ator britânico Ray Stevenson faleceu no último domingo (21/5) aos 58 anos. A informação foi confirmada nesta segunda pela assessoria do ator, após o jornal italiano La Repubblica informar sua hospitalização a ilha de Ischia durante as filmagens do longa de ação “Cassino in Ischia”, dirigido por Frank Ciota (“Cassino”). No entanto, a causa da morte não foi divulgada. O ator era conhecido por grandes produções dos gêneros de aventura e ação como “Os Três Mosqueteiros” (2011) e filmes de super-heróis, como “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (2007) e em três filmes de “Thor” da Marvel. A notícia sobre sua morte veio apenas três dias antes de seu aniversário de 59 anos. Nascido em Lisburn, Irlanda do Norte, em 25 de maio de 1964, Ray Stevenson iniciou sua carreira como designer em um escritório de arquitetura antes de seguir sua verdadeira paixão pela atuação. Ele se formou na Bristol Old Vic Theatre School, no Reino Unido, aos 29 anos. Em entrevistas passadas, Stevenson revelou que a atuação não foi uma escolha consciente, mas uma vocação que o escolheu. “Eu não tive escolha. Eu tive que aceitar me jogar nisso sem nenhuma garantia a não ser me entregar e apenas ir”, disse em 2016. Ele começou a aparecer em episódios de séries no começo dos anos 1990, mas só foi se destacar ao viver o legionário Titus Pullo na aclamada série “Roma” (2005), da HBO. O papel chamou tanta atenção que lhe rendeu o convide para interpretar o anti-herói da Marvel, Frank Castle, em “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (2008). Stevenson também marcou presença no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) como o valente Volstagg, membro dos Três Guerreiros que fazem parte da mitologia de Thor. Seu último trabalho no papel foi em “Thor: Ragnarok” (2017), quando os Três Guerreiros foram mortos por Hela (Cate Blanchett). O ator também conquistou seu espaço em outras franquias de sucesso, como “GI Joe: Retalhação” (2013), onde deu vida ao personagem Firefly, e na saga “Divergente” (2014), interpretando Marcus Eaton. Mais recentemente, ele recebeu elogios dos críticos por sua atuação como o governador Scott Buxton no sucesso indiano “RRR” (2022), que conquistou o prêmio de Melhor Música no Oscar e se tornou um dos filmes de maior bilheteria na Índia. No mundo das séries, ele ainda interpretou o mafioso ucraniano Isaak Sirko em “Dexter” (em 2012), o pirata Barba Negra em “Black Sails” (2016), o explorador Ótaro de Halogalândia em “Vikings” (2020) e deixou sua marca no universo de “Star Wars”, como um dos principais antagonistas da vindoura série “Ahsoka”, protagonizada por Rosario Dawson (“O Mandaloriano”). Seguindo um formato de minissérie, a produção deve chegar ao catálogo do Disney+ ainda neste ano. Ray Stevenson deixou três filhos, frutos de seu casamento com a antropóloga italiana Elisabetta Caraccia.
Andy Rourke, baixista da banda The Smiths, morre aos 59 anos
Andy Rourke, o baixista da banda The Smiths, morreu aos 59 anos depois de travar uma batalha contra o câncer de pâncreas. A informação foi revelada pelo guitarrista Johnny Marr, nesta sexta-feira (19/5). No Twitter, o músico lamentou a trágica notícia. “Andy será lembrado por sua alma gentil e linda por aqueles que o conheceram, e como um músico extremamente talentoso pelos fãs de música. Pedimos privacidade neste momento triste”, escreveu Marr. Segundo o jornal The Mirror, Rourke demonstrou paixão pela música desde cedo e aprendeu a tocar violão aos sete anos de idade. Amigos de infância, ele conheceu Johnny Marr aos 11 anos, quando tocavam guitarras na sala de música de sua escola. Andy Rourke formou a banda The Smiths após deixar a escola com 15 anos. Até então, o grupo musical de Manchester, na Inglaterra, era formado por ele, Marr e Morrissey. Em 1982, o baterista Mike Joyce fechou o grupo. The Smiths se tornou um símbolo do rock alternativo britânico, com sucessos como “This Charming Man”, “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “Big Mouth Strikes Again”. No total, a banda lançou quatro álbuns e conquistou três sucessos no TOP 10, entre 1982 e 1987. Pouco depois, The Smiths enfrentou uma amarga disputa legal sobre royalties entre seus integrantes. Na mesma época, Rourke lutava contra o vício de heroína e passava por dificuldades financeiras. Depois do fim da banda, Andy Rourke tocou com Sinead O’Connor, Freebass e os Pretenders. It is with deep sadness that we announce the passing of Andy Rourke after a lengthy illness with pancreatic cancer. Andy will be remembered as a kind and beautiful soul by those who knew him and as a supremely gifted musician by music fans. We request privacy at this sad time pic.twitter.com/KNehQxXoFz — Johnny Marr (@Johnny_Marr) May 19, 2023
Helmut Berger, astro dos filmes de Visconti, morre aos 78 anos
O austríaco Helmut Berger, um dos mais famosos atores do cinema europeu na década de 1960 graças a colaborações marcantes com o diretor Luchino Visconti, morreu de maneira inesperada” na madrugada desta quinta-feira (18/5), aos 78 anos. Ele estava em casa, em Salzburg, e faleceu por volta das 4h (hora local). A notícia foi anunciada pelo agente do ator, que escreveu que ele faleceu “pacificamente, mas ainda assim inesperadamente” no site de sua empresa de gerenciamento. Nascido na Áustria em 1944, Berger mudou-se para Roma e começou a seguir uma carreira de ator depois de expressar desinteresse em seguir os passos de seus pais na indústria hoteleira. Inicialmente, ele conseguiu trabalho como figurante antes de conhecer Visconti em 1964. O diretor de “Rocco e Seus Irmãos” deu a Berger um pequeno papel em seu filme de 1967, “As Bruxas”, uma antologia também dirigida por mestres como Vittorio De Sica e Pier Paolo Pasolini. A partir dali, Berger e Visconti iniciaram uma relação profissional – e também romântica – que acabou impactando o cenário do cinema europeu na década seguinte. Os papéis mais significativos de Berger vieram em dois dos projetos seguintes de Visconti: “Os Deuses Malditos” (1969) e “Ludwig: A Paixão de um Rei” (1973). No filme de 1969, Berger interpretou um herdeiro fictício desequilibrado de um império siderúrgico na Alemanha nazista, disposto a dobrar seus princípios morais e fazer negócios com Hitler para satisfazer seus desejos por dinheiro e poder (entre outras coisas). Três anos depois, ele retratou o infame “rei cisne”, Ludwig II da Baviera, em um filme que explorava a obsessão do monarca tardio pela extravagância e pelo estilo de vida opulento que acabou levando-o a ser declarado insano. Ambos os filmes mostraram Berger interpretando homens poderosos com sexualidades ambíguas, o que o ajudou a estabelecer-se como um dos símbolos sexuais mais notáveis de sua época – época da explosão do glam rock e do visual andrógino. Ele voltou a colaborar com Visconti em “Violência e Paixão” (1974), como o homem mais jovem por quem Burt Lancaster, no papel de um professor envelhecido, desenvolve um relacionamento próximo. Muitos interpretaram o projeto como uma alegoria para o relacionamento próximo que Visconti e Berger desenvolveram ao longo de uma década de trabalho juntos. Foi o penúltimo filme de Visconti antes de sua morte em 1976 e o último projeto em que os dois trabalharam juntos. O ator também trabalhou com Vittorio De Sica no clássico “O Jardim dos Finzi Contini” (1970), sobre uma família judia que vê seu estilo de vida milionário transformado em pesadelo com a chegada do nazismo. Estrelou ainda a melhor adaptação do clássico de Oscar Wilde, “O Retrato de Dorian Gray” (1970), dirigida por Massimo Dallamano, e o giallo sangrento “Uma Borboleta com as Asas Ensanguentadas” (1971), de Duccio Tessari, antes de estrear em produções de língua inglesa. Berger contracenou com Elizabeth Taylor no suspense “Meu Corpo em Tuas Mãos” (1973) e com Glenda Jackson na comédia “A Inglesa Romântica” (1976), além de ter desempenhado um papel importante em “O Poderoso Chefão III” (1990), de Francis Ford Coppola, como um banqueiro do Vaticano que tenta dar um golpe na família Corleone. Também fez filmes em francês e alemão, e após uma série de problemas de saúde, anunciou sua aposentadoria em novembro de 2019. Considerado um dos homens mais bonitos de seu tempo, ele foi abertamente bissexual e manteve relacionamentos estáveis com Visconti e a atriz Marisa Berenson. Entre outros, relacionou-se também com Rudolf Nureyev, Britt Ekland, Ursula Andress, Nathalie Delon, Tab Hunter, Florinda Bolkan, Elizabeth Taylor, Marisa Mell, Anita Pallenberg, Marilu Tolo, Jerry Hall e o casal Bianca e Mick Jagger, até se casar com a escritora italiana Francesca Guidato em 19 de novembro de 1994. O agente de Berger disse que “ele desfrutou de seu lema ‘La Dolce Vita’ ao máximo durante toda a vida”. Ele citou o ator, ao lembrar o que ele lhe disse há muitos anos: “Vivi três vidas e em quatro idiomas! Je ne pesarte rien!”. Traduzindo: “Tô leve”.
Rita Lee dará nome à parque e praças no Brasil
A cantora Rita Lee profetizou antes de morrer que sua despedida mundana se tornaria um marco. Dito e feito, o nome da artista vai ser eternizado em praças, parques públicos e até em festival que ela detestava. “Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída”, escreveu Rita Lee em sua autobiografia, publicada em 2016. Mas atualizou o desejo em entrevistas da época, dizendo que preferia batizar “uma pracinha”. Nesta quinta-feira (11/5), o prefeito carioca Eduardo Paes anunciou que vai cumprir a profecia ao batizar um bosque arborizado com o nome da cantora. O local terá mais de 970 novas árvores, quadras esportivas, praça infantil, áreas de piquenique, skate parque, entre outros. “O Parque que está sendo implantado no boulevard Olímpico vai se chamar Parque Rita Lee. Como ela queria e com direito a Rock in Rio a cada dois anos. Rita Lee Vive”, escreveu ele no Twitter, sem saber que a artista detestava o festival. Já na quarta (10/5), a vereadora Aava Santiago apresentou um projeto de lei que dar o nome da artista para a Praça do Setor Sul, localizada em frente ao Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia. Aava considerou a iniciativa simbólica por se tratar de um espaço de encontro feminino. “Sem sombra de dúvidas, é ideal porque representa o pioneirismo da mulher na música da brasileira, sendo a primeira a usar guitarra elétrica em um show e por ter músicas censuradas pela ditadura militar. Fora que o centro cultural ainda é um espaço onde diversas meninas iniciam no rock inspiradas por ela”, explicou ao jornal Opção. A decisão parece mais conturbada em São Paulo, justamente a cidade natal de Rita. Acontece que o prefeito Ricardo Nunes estuda as possibilidades de nomear uma praça, mas o governador Tarcísio de Freitas sequer decretou luto oficial, por conta de seu apoio declarado a Jair Bolsonaro, e tampouco parece interessado no projeto. Rita Lee nos deixou na noite de segunda (8/5), vítima de um câncer no pulmão, que ela apelidou de “Jair”.
Lisa Montell, estrela dos anos 1950, morre aos 89 anos
A atriz Lisa Montell, uma estrela dos anos 1950 e 1960 que apareceu em filmes como “20 Milhões de Léguas a Marte” ao lado de Rod Taylor e “Dez Mil Alcovas” com Dean Martin, faleceu no domingo passado (7/5) num hospital de Van Nuys, na Califórnia, devido a problemas cardíacos. Ela tinha 89 anos. Nascida em Varsóvia, na Polônia, Irena Ludmilla Vladimiovna Augustinovich e sua família fugiram para os EUA antes da invasão nazista de seu país em 1939. Ela estudou teatro na Fiorello H. LaGuardia High School of Music & Art, na High School of Performing Arts e na University of Miami, mas depois se mudou para Lima, Peru, quando seu pai conseguiu um emprego em uma empresa de mineração local. Ela foi descoberta por Hollywood no Peru. Indicada por um olheiro que a viu numa peça, Montell estreou num set de filmagem em “A Filha do Deus Sol”, uma fantasia rodada no Peru em 1953. Mas, por ironia, o filme só foi lançado em 1962, quando ela abandonou a carreira. A experiência, porém, a inspirou a se mudar para Los Angeles depois que seu pai morreu. Considerada uma beleza exótica, ela interpretou personagens de várias etnias ao longo de sua carreira, aproveitando-se também de ser multilíngue. Assim que chegou em Hollywood, apareceu logo em cinco filmes lançados em 1955 – “Selvas Indomáveis”, “Um Salto no Inferno”, “Papai Pernilongo”, “Balas na Noite” e “A Sereia dos Mares do Sul” – e interpretou uma bailarina no filme “Gaby” (1956), estrelado por Leslie Caron. No filme de ficção científica “20 Milhões de Léguas a Marte” (1956), ela conseguiu seu primeiro papel de destaque como uma mulher do século 26, centenas de anos após uma devastadora guerra atômica, que se apaixona por um astronauta acidental que viaja no tempo (Rod Taylor). Em seguida emplacou a comédia musical “Dez Mil Alcovas” (1957) – o primeiro filme de Dean Martin após o fim de sua dupla com Jerry Lewis – , como irmã de Anna Maria Alberghetti, Eva Bartok e Lisa Gaye em Roma. Em “Paraíso em Fúria” (1957) e “She Gods of Shark Reef” (1958), dirigidos consecutivamente no Havaí por Roger Corman, ela interpretou havaianas. Viveu indígenas em dois westerns, “O Festim da Morte” (1957) e “Zorro e a Cidade de Ouro Perdida” (1958) – um dos melhores filmes da franquia do Cavaleiro Solitário (na época chamado de Zorro no Brasil). E foi mexicana num terceiro western, “The Firebrand” (1962). Montell também apareceu em vários westerns da TV, incluindo “Gene Autry”, “Broken Arrow”, “Wells Fargo”, “Colt .45”, “Paladino do Oeste”, “Sugarfoot”, “Cheyenne”, “Bat Masterson” e “Maverick”, além de episódios dos dramas criminais “Surfside 6”, “Mike Hammer” e “77 Sunset Strip”. Ela deixou de atuar em meados da década de 1960, passando a trabalhar nos bastidores de um programa de TV com Tom Bradley, que em 1963 foi eleito o primeiro vereador negro de Los Angeles. Bradley também se tornou o primeiro prefeito negro de Los Angeles em 1973, e levou Montell para trabalhar em seu governo – que durou, com reeleições, até 1993.
Lula decreta luto oficial de três dias por morte de Rita Lee
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou, nesta terça-feira (9/5), luto oficial de três dias pela morte da cantora e compositora Rita Lee, aos 75 anos. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Em sua conta no Twitter, o presidente também prestou homenagem à falecida cantora. “Rita Lee Jones é um dos maiores e mais geniais nomes da música brasileira. Cantora, compositora, atriz e multiinstrumentista. Uma artista a frente do seu tempo. Julgava inapropriado o título de rainha do rock, mas o apelido faz jus a sua trajetória”, escreveu. Para Lula, a artista deixou um grande marco na música brasileira com sua ousadia e criatividade. “Não poupava nada nem ninguém com o seu humor e eloquência. Enfrentou o machismo na vida e na música e inspirou gerações de mulheres no rock e na arte. Jamais será esquecida e deixa na música e em livros seu legado para milhões de fãs no mundo inteiro. Meu abraço fraterno aos filhos Beto, João e Antônio, familiares e amigos. Rita, agora falta você”, concluiu. Rita Lee morreu na noite de segunda (8/5) em sua casa, em São Paulo, de acordo com a divulgação de seu perfil oficial. O velório, aberto ao público, será realizado na quarta (10/5), das 10h às 17h, na capital paulista, terra natal da artista. “De acordo com a vontade de Rita, seu corpo será cremado. A cerimônia será particular. Neste momento de profunda tristeza, a família agradece o carinho e o amor de todos”, diz nota da família. Rita Lee deixa o marido, Roberto de Carvalho, e três filhos – Beto, de 45 anos, João, de 44, e Antônio, de 42. Este foi o primeiro luto oficial do terceiro mandato de Lula. O último luto estabelecido pelo estado brasileiro foi em 31 de dezembro, ainda no governo de Jair Bolsonaro, pela morte do Papa Emérito Bento 16. Rita Lee Jones é um dos maiores e mais geniais nomes da música brasileira. Cantora, compositora, atriz e multiinstrumentista. Uma artista a frente do seu tempo. Julgava inapropriado o título de rainha do rock, mas o apelido faz jus a sua trajetória. Rita ajudou a transformar a… — Lula (@LulaOficial) May 9, 2023
Rita Lee teve 80 músicas em trilhas de novelas
Recordista em gravações em trilhas de novelas, Rita Lee deixou sua marca em 79 folhetins da Globo e um do SBT, embalando desde personagens até aberturas das produções. A cantora, que morreu na noite de segunda-feira (8/5) aos 75 anos, chegou a ganhar uma coletânea da gravadora Som Livre em 2001, chamada justamente “Rita Lee – Novelas”, destacando 16 sucessos da cantora que fizeram parte da história da TV brasileira. Mas muita coisa ficou de fora. Desde que lançou a primeira canção, “Sucesso Aqui Vou Eu”, em “A Próxima Atração” (1970), ela se tornou a favorita dos produtores das trilhas. Só a música “Erva Venenosa” apareceu em quatro novelas: “Um Anjo Caiu do Céu” (2001), “Cobras & Lagartos” (2006), “Escrito nas Estrelas” (2010) e “Malhação” (2013)”, na Globo, além de “Chiquititas” (2013), no SBT. De trilha de personagem, ela chegou às aberturas em 1978, com “O Pulo do Gato” – que tinha como tema “Eu e Meu Gato”. Dois anos depois, estourou com a música da abertura de “Chega Mais” (1980), seguida por “Flagra” em “Final Feliz” (1982). Também gravou os temas de “Sassaricando” (1987), “Lua Cheia de Amor” (1990), “A Próxima Vítima” (1995), mas se arrependeu de fazer o tema de “Zazá” (1997). Ela ficou traumatizada com “Zazá”, porque “fui convidada para acrescer o refrão chatinho que acabou por destruir a música de vez: ‘Cadê Zazá, Zazá, Zazá…’. Disse que nunca mais faria outra abertura de novela, mas quebrou a promessa 13 anos depois, quando gravou o tema de “Ti Ti Ti” para o remake de 2010 – a música da versão original já era de Rita, mas a gravação foi feita pela banda metrô em 1985. “Emplacar um tema de abertura de novela é faca de um gume só, ou seja, sua música queima mais depressa que baseado em palha de milho e não se recebe um tostão sequer. A tal da ‘Zazá’, por exemplo, foi péssimo para mim: era uma homenagem bacana a Fernanda Montenegro como Mulher Maravilha”, disse ela ao Jornal do Brasil em 1997. Além das novelas, Rita Lee fez trilhas de outros programas, como o “TV Mulher”, que abria ao som de “Cor de Rosa Choque”, a série “Pé na Cova”, que teve a música “Hino dos Malucos”, e a minissérie “Todas as Mulheres do Mundo” (2020), que reuniu cinco sucessos da cantora. Lembre abaixo 9 aberturas clássicas embaladas por músicas de Rita Lee em produções da rede Globo. | TV MULHER | | PULO DO GATO | | CHEGA MAIS | | FINAL FELIZ | | SASSARICANDO | | LUA CHEIA DE AMOR | | A PRÓXIMA VÍTIMA | | ZAZÁ | | TI TI TI |
Da cobra de Alice Cooper à cama do Yes, conheça os melhores “causos” de Rita Lee
A cantora Rita Lee, falecida na noite de segunda (8/5) aos 75 anos, não causou apenas no rock. Ela aprontou bastante nos bastidores. E contou algns detalhas nas páginas de “Rita Lee – Uma Autobiografia”. A obra, que chegou a vender 205 mil exemplares em seus quatro primeiros meses, é um best-seller graças ao tom informal, em que Rita conta histórias divertidas, como a vez que roubou a cobra de Alice Cooper, e também pesadas, como aborto e seu período na prisão. Ela falou, inclusive, sobre sua polêmica saída dos Mutantes e a própria morte. Publicado pela editora Globo em 2016, o livro voltou ao topo da lista dos mais vendidos da Amazon nesta terça (9/5), após o anúncio da morte da artista. Confira alguns trechos abaixo. Sobre Os Mutantes: “Minha saída do grupo aconteceu bem nos moldes de ‘o noivo é o último a saber’, no caso, a noiva. Depois de passar o dia fora, chego ao ensaio e me deparo com um clima tendo/denso. Era um tal de um desviar a cara pra lá, o outro olhar para o teto, firular instrumento e coisa e tal. Até que Arnaldo quebra o gelo, toma a palavra e me comunica, não nessas palavras, mas o sentido era o mesmo, que naquele velório o defunto era eu. ‘A gente resolveu que a partir de agora você está fora dos Mutantes porque nós resolvemos seguir na linha progressiva-virtuose e você não tem calibre como instrumentista.’ Uma escarrada na cara seria menos humilhante. Em vez de me atirar de joelhos chorando e pedindo perdão por ter nascido mulher, fiz a silenciosa elegante. Me retirei da sala em clima dramático, fiz a mala, peguei Danny (a cachorra) e adiós.” Sobre ir parar na cama da banda Yes: “Impressionante como em cada esquina de Londres a gente encontrava um brazuca órgão do tropicalismo. Na rua dou de cara com Toninho Peticov, sempre animado e sabendo tudo o que rolava na cidade. A pedida para o dia seguinte era Elton John no Crystal Palace abrindo para o Yes. Hãã? Seria aquele o prato frio da vingança por ter sido expulsa da banda? Enquanto ‘os the brazilian Sim’ copiavam o som deles no Brasil, eu os assistia ao vivo em Londres. Na metade da apresentação de Elton, tomei uma pedrinha que foi bater nos primeiros acordes do Yes. Com LSD impossível não existe, não me pergunte como fui parar no palco sentadinho no maior flerte. Também não me pergunte como fui parar no camarim deles e muito menos acordar descabelada, plissada, godê numa cama rodeada de um monte de outros achados e perdidos humanos. Rita, quem diria, você groupie do Yes!” Sobre o roubo da cobra de Alice Cooper: “Tudo porque uma hora lá ele entra no palco chacoalhando violentamente uma cobra e depois de fazer seu número de fodão, atira a bichinha no chão e pisoteia. Um contrarregra entrava na moita e a recolhia (…). Passei a lábia no segurança do backstage e entrei (…) De cara fui com a cara do roadie, um inglês chamado Andy Mills. Digamos que fomos com a cara um do outro e cinco minutos depois fugimos de lá levando a gaiola com a jiboia e de quebra outra jiboinha bebê que seria treinada também para atuar nas micagens grotescas do canalha. A cobra que foi maltratada no palco chamava-se Mouchie, aquela mesma que está na capa do disco ‘Killer’. A cobrinha bebê era Angel e adorava se enrolar de pulseira no braço dos humanos.” Sobre a gravidez na cadeia e a ajuda de Regina: “Só pode ter sido manobra do meu Anjo da Guarda ter acontecido justamente no dia em que eu estava tendo um sangramento com cólicas insuportáveis (…) O perigo de aborto era real. Nada foi feito. Naquele exato momento, chega uma carcereira dizendo: ‘Rita Lee, chegou uma artista famosa aqui na portaria e tá junto com o filhinho rodando a baiana querendo te levar de qualquer jeito’ (…) Céus quem seria essa santa porreta que me aparece exatamente na hora que eu mais preciso, Nossa Senhora das Roqueiras? Chego corcunda de dor na sala do delegado e quem vem me dar um abraço dos mais fofos que já recebi na vida? Elis, aquela que fazia cara feia para os roqueiros! Elis, a musa mor da MPB! (…) O delegadinho da vez, sem saber se pedia autógrafo ou enfiava a cara no apontador de lápis, fazia papel do falsinho atencioso, ora oferecendo cafezinho, ora perguntando sobre música. Elis ignorou o cara e disse em alto e bom som: ‘Se um médico não chegar em cinco minutos, você é que vai precisar de um cafezinho, porque eu vou convocar uma coletiva e denunciar o que está acontecendo aqui com minha amiga Rita Lee.'” Sobre o aborto que sofreu: “Já em casa, continuamos [Rita e Roberto de Carvalho] ‘fazendo amor no-chão-no-mar-na-lua-na-melodia-por-telepatia’ várias vezes ao dia e, claro, em pouquíssimo tempo embarriguei novamente. Gravidez extrauterina, disse o médico, a se pensar numa curetagem levando em conta a recente cesariana complicada ainda em fase de cicatrização. O que me fez decidir mesmo por interromper foi a hemorragia que aconteceu dias depois e pirei de vez. Mesmo já tendo abandonado a religião, entre no ‘mea-culpa’ catolicista e me autocondenei ao mármore do inferno. Até hoje me chicoteio pensando que talvez aquele baby poderia ter vingado, que foi um ato precipitado, que daquele momento em diante eu estaria condenada a lamentar a decisão para o resto da vida (…) Nenhuma mulher faz aborto sorrindo. Cabe a elas, e somente a elas, a decisão de interromper uma gravidez, assim como de segurar sozinhas as consequências moral, espiritual e oskimbau.” Sobre sua música favorita: “Minha música favorita, ‘Mania de Você’, composta em cinco minutos com o inspiradíssimo script de uma recém-trepada perfeita. Sem pudores, o casal se mostrava de corpo e alma, oferecendo a trilha sonora da sexualidade elegante para motel cinco estrelas nenhum botar defeito”. Sobre a inspiração sexual: “O casal de coelhos R & R continuava firme e forte. A graça era transar em locais inusitados, de banheiros de avião a praias desertas, de banheiras de espuma a escadas de incêndio, de elevadores de serviço a camarins de shows. Com essa bagagem erótico‑musical, partimos para um novo disco, o Lança perfume, a consagração total das nossas parcerias, cada vez mais autobiográficas. Éramos crème de la crème para voyeurs auditivos, com os sugestivos ‘me vira de ponta cabeça, me faz de gato e sapato, me deixa de quatro no ato, me enche de amor…’, ‘Misto-quente, sanduíche de gente, empapuçados de amor…’ e ‘Me deixar levar por um beijo eterno, mais quente que o inferno’. E assim caminhava a paixonite sem pudores de dois famintos diante de pratos cheios de sedução, mergulhados na gula da paixão.” Sobre a própria morte: “Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída. Os fãs, esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão ‘Ovelha negra’, as TVs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia e uma notinha do obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, alguns dirão: “‘Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk’. Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: ‘Thank you Lord, finally sedated’. Epitáfio: ela nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa.”
Lembre 20 dos maiores sucessos de Rita Lee com vídeos clássicos
Morta na noite de segunda (8/2), Rita Lee deixa um legado de músicas clássicas do pop/rock brasileiro, que vão desde a psicodelia dos Mutantes até o rock grunge mais recente, passando pelo rock’n’roll dos anos 1970 e o pop das FMs da década de 1980. Pioneira do rock brasileiro, batizada de rainha do rock nacional, Rita Lee Jones injetou feminismo na música popular e festejou o prazer em todos os seus pormenores, desde o simples contato com a natureza até a paixão sexual. E também protestou muito contra as convenções, com uma coleção de músicas inesquecíveis. Uma mostra desse catálogo pode ser vista e ouvida abaixo, em 20 clipes, trechos de shows, participações em programas televisivos e outros registros audiovisuais selecionados no YouTube. A lista vai de “Arrombou à Festa” a “Caso Sério”, sem ordem cronológica, mas num desfile sonoro de afinidades musicais, que juntam “Ando Meio Desligado” com “Superestafa” e muitas faixas d”Esse Tal de Rock Enrow”, além de baladas de sucesso como “Mania de Você” e “Ovelha Negra”. Agora só falta você apertar o play.
Rita Lee, a rainha do rock nacional, morre aos 75 anos
Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras brasileiras, morreu na noite de segunda-feira (8/5). Ela estava com 75 anos e lutava contra um câncer de pulmão, descoberto em 2021. Nas redes sociais, a família da artista divulgou a triste notícia. “Comunicamos o falecimento de Rita Lee em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”, escreveram. O velório de Rita Lee será aberto ao público na quarta-feira (10/5), das 10h às 17h, no Planetário do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A cantora deixa um legado revolucionário na história do rock nacional devido à explosão criativa de sua carreira, iniciada em pleno tropicalismo. Ao longo da carreira, ela apresentou uma variedade de tópicos políticos disfarçados de entretenimento, que ajudaram a apresentar ao público brasileiro ideias feministas como sexualidade feminina e prazer. Ela também foi uma ávida ativista dos direitos dos animais. Rita Lee Jones nasceu em São Paulo, em 31 de dezembro de 1947. Ela era uma das filhas do dentista Charles Jones, descendente de imigrantes americanos, e da pianista Romilda Padula, que incentivou a cantora a estudar o instrumento e a cantar com as irmãs. Com 16 anos, Rita integrou as Teenage Singers, um trio vocal feminino que se apresentava em festas escolares. Na época, o produtor Tony Campello descobriu o grupo e as convidou para participar de gravações como backing vocals. Em 1964, a cantora entrou no grupo de rock Six Sided Rockers, que teve mudanças de formações e de nomes. Dois anos depois, o grupo se tornou os famosos Mutantes, formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Os Mutantes foram fundamentais na era do tropicalismo por unir psicodelia e ritmos locais. Eles se tornaram o grupo nacional com maior reconhecimento entre as estrelas do rock mundial, como por Kurt Cobain, David Byrne, Jack White, e outros. Já em 1967, o trio acompanhou o cantor Gilberto Gil em “Domingo no Parque”, apresentado no 3º Festival de Música Popular Brasileira, da Record. No ano seguinte, eles seguiram Caetano Veloso em “É Proibido Proibir” no 3º Festival Internacional da Canção, promovido pela Globo. E foram vaiados por uma juventude de esquerda, que era contra guitarras elétricas. Rita Lee fez parte dos Mutantes entre 1966 e 1972, no período considerado como o mais marcante e criativo da banda. Nessa fase, o fim do relacionamento com Arnaldo Baptista coincidiu com a despedida da cantora no trio. Contudo, o primeiro álbum solo de Rita Lee, intitulado “Build up”, foi lançado ainda antes dela deixar o grupo, em 1970. A cantora também lançou “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”, ainda gravado com o trio, em 1972. Após deixar o grupo, a carreira de Rita Lee tomou forma com um novo grupo, nomeado de Tutti Frutti – com Luis Sérgio Carlini e Lee Marcucci, entre outros. Nesse período, a artista gravou cinco álbuns e ganhou destaque com o lançamento de “Fruto Proibido”, em 1975. O disco, que contém os sucessos “Agora Só Falta Você”, “Esse Tal de Roque Enrow” e “Ovelha Negra”, vendeu 200 mil cópias e deu à Rita Lee o apelido de “Rainha do Rock Brasileiro. No ano seguinte, ela conheceu e se apaixonou por seu futuro marido, o guitarrista Roberto de Carvalho. E durante sua primeira gravidez foi presa por porte e uso de maconha – para “servir de exemplo à juventude da época”. Condenada, ficou um ano em prisão domiciliar, precisando de permissões especiais do juiz para sair de casa e fazer shows. É desta época a música “Arrombou a Festa”, que criticava o cenário da MPB da época — e que vendeu mais de 250 mil cópias. Mas o sucesso estava apenas começando. Sua estreia musical em novelas aconteceu em 1978, com o folhetim “O Pulo do Gato”, no qual cantou o tema “Eu e Meu Gato”. A partir de 1979, a cantora firmou parceria com Roberto de Carvalho e se aventurou de vez na carreira solo com canções de pop-rock. O álbum “Rita Lee”, com os sucessos “Mania de Você”, “Chega Mais” e “Doce Vampiro”, marcou uma virada comercial em sua carreira, levando a cantora às trilhas de novela da Globo com as duas últimas faixas. Ela chegou a virar personagem da novela “Vamp” e cantar “Doce Vampiro” num dos capítulos da produção. O estouro foi ainda maior no disco seguinte, de 1980, com “Lança Perfume”, “Baila Comigo”, “Nem Luxo, Nem Lixo” e outras faixas. A parceria com o marido fez que o disco de 1982 fosse chamado de “Rita Lee e Roberto de Carvalho”, com hits como “Flagra” e “Cor de Rosa Choque” – duas trilhas da Globo, que marcaram as aberturas da novela “Final Feliz” e do programa “TV Mulher”. Ela se apresentou na primeira edição do Rock in Rio e seguiu gravando e tocando até 1991, quando o casal tirou um hiato de quatro anos para retornar com o álbum “A Marca da Zorra” e abrir os shows nacionais dos Rollings Stones. Numa vida digna de estrela do rock, Rita Lee caiu da varanda de seu sítio sob efeito de remédios em 1996. Na ocasião, ela quebrou o recôndito maxilar. Segundo o “Fantástico”, a cantora só conseguiu largar o álcool e as drogas em janeiro de 2006. Em 2001, Rita Lee ganhou um Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa com o disco “3001”. Nos anos seguintes, ela recebeu mais cinco indicações e, em 2022, venceu o prêmio de Excelência Musical pelo conjunto da obra. A cantora anunciou que deixaria de fazer shows por causa da fragilidade física em 2012. Na mesma época, Rita se tornou usuária do Twitter e informou que não estava se aposentando da música. Para provar, lançou um álbum no mesmo ano, “Reza”, saiu em abril de 2012. A faixa-título foi descrita pela cantora como uma “reza de proteção de invejas, raivas e pragas”. Mas este acabou sendo seu último álbum de estúdio. Ao todo, Rita Lee gravou 40 álbuns, sendo apenas 6 com os Mutantes – dois deles, como artista “solo”. Em 2016, a artista lançou sua primeira autobiografia com revelações intensas, como caso de abuso sexual infantil, luta contra o alcoolismo e até expulsão dos Mutantes. O livro se tornou um sucesso de vendas. No mês passado, Rita Lee anunciou mais uma autobiografia, escrita pelo jornalista Guilherme Samora, com detalhes sobre o câncer de pulmão que ela enfrentava há dois anos. A cantora passou por tratamentos de imunoterapia e radioterapia, e chegou a ser considerada curada da doença em abril de 2022. “Achei que nada mais tão digno de nota pudesse acontecer em minha vidinha besta. Mas é aquela velha história: enquanto a gente faz planos e acha que sabe de alguma coisa, Deus dá uma risadinha sarcástica”, disse a artista. Rita Lee deixa três filhos, Roberto, João e Antônio.
Morre Palmirinha, a vovó mais querida do Brasil, aos 91 anos
Faleceu neste domingo (7/8), aos 91 anos, Palmira Nery da Silva Onofre, conhecida como Vovó Palmirinha. De acordo com um comunicado da família, ela estava internada desde 11 de abril no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, por causa de problemas renais crônicos que se agravaram. Palmirinha ganhou fama nacional como apresentadora de programas de culinária na TV aberta e fechada, sendo considerada a vovó mais querida do Brasil. Sua maneira simples e carismática de apresentar suas receitas conquistou uma legião de fãs. Nascida em 1929 em Paraíso, no interior de São Paulo, Palmirinha teve uma infância difícil e trabalhou como empregada doméstica durante grande parte de sua vida. Foi somente na Terceira Idade que ela teve a oportunidade de mostrar seu talento na cozinha para todo o país. Ela estreou na televisão em 1994, aos 63 anos, participando de uma matéria no programa de Silvia Popovic na Band, o que possibilitou que Ana Maria Braga a descobrisse e a convidasse para apresentar um café da manhã no programa “Note e Anote” na TV Record. Palmirinha conquistou o público com sua simpatia, sua voz rouca e sua habilidade na cozinha. Ela ensinou receitas simples e gostosas, que qualquer pessoa poderia fazer em casa. O sucesso foi tão grande que Ana Maria convidou a vovó para trabalhar com ela em tempo integral. Palmirinha permaneceu no programa por cinco anos e depois foi contratada pela TV Gazeta para apresentar o “TV Culinária”, onde ficou por mais de 11 anos. Mais tarde, ela ainda apresentou seu próprio “Programa da Palmirinha” no canal pago Bem Simples, da Fox, até 2015. Ana Maria Braga, amiga de longa data de Palmirinha, lamentou a morte e a homenageou em um post emocionado, chamando-a de mãe, amiga e irmã que a vida lhe deu. O perfil de Palmirinha também publicou uma nota em sua homenagem. A família informou que ela deixa três filhas, seis netos e seis bisnetos.
Jean-Luc Godard será homenageado em Cannes com trailer de filme inédito
O Festival de Cannes prestará homenagem ao diretor francês Jean-Luc Godard, que faleceu aos 91 anos em setembro de 2022, com a exibição de três filmes do artista – incluindo na lista o trailer de um projeto inédito. Intitulado “Drôles de Guerres”, a produção de 20 minutos seria a prévia de um filme que Godard morreu sem realizar. Pela duração, virou um curta-metragem. “Jean-Luc Godard frequentemente transformava suas sinopses em filmes estéticos. ‘Drôles de Guerres’ segue essa tradição e permanecerá como sua ação final no cinema”, disse o festival. O festival de cinema de Cannes divulgou o texto que acompanha o curta-metragem, que indica qual era a intenção do diretor com o projeto. “Não confiar mais nos bilhões de ditados do alfabeto para devolver a liberdade às metamorfoses incessantes e às metáforas de uma verdadeira linguagem, voltando aos lugares de filmagens passadas e levando em consideração as histórias presentes”, diz o texto. O filme será exibido na presença do colaborador de longa data de Godard, o cineasta Fabrice Aragno, que trabalhou com o diretor em “Nossa Música” (2004), “Film Socialisme” (2010), “Os Três Desastres” (2013) e “Adeus à Linguagem” (2014). Godard recorreu ao suicídio assistido na Suíça, onde vivia desde os anos 1970, no dia 13 de setembro. Fontes próximas ao diretor falaram que “ele não estava doente, estava simplesmente exausto” e, por conta disso, decidiu dar fim à sua vida. O diretor deixou um legado imensurável para a história do cinema, tendo dirigido filmes importantíssimos que ajudaram a revolucionar o cinema francês, como “Acossado” (1960), “Viver a Vida” (1962) e “O Demônio das Onze Horas” (1965). A homenagem de Cannes também contará com a exibição de uma restauração em 4K de uma de suas obras mais icônicas, “O Desprezo”, em comemoração aos 60 anos do clássico estrelado por Brigitte Bardot em 1963, além do documentário “Godard par Godard”. As homenagens farão parte da seção de Cannes Clássicos, dedicada à preservação e apresentação de filmes clássicos, restaurados ou redescobertos, com o objetivo de destacar a importância da preservação da história do cinema. A categoria sempre exibe uma seleção de filmes notáveis, muitas vezes com cópias restauradas, além de documentários sobre o cinema e homenagens a diretores e personalidades importantes da indústria cinematográfica.
Filha de Carrie Fisher barra tios de homenagem: “Tentarem faturar com sua morte”
Nesta quinta-feira, 4 de maio, a eterna princesa Leia, Carrie Fisher, será homenageada com uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood, em comemoração ao “Star Wars Day”. A atriz faleceu em 2016 após sofrer uma parada cardíaca durante um voo internacional. A cerimônia terá a presença da filha da atriz, Billie Lourd (“Scream Queens”), que também é atriz, mas os irmãos da eterna Princesa Leia de “Star Wars” não foram convidados pela sobrinha. Em declaração para a Variety, Lourd criticou os tios Todd, Joely e Tricia Leigh Fisher por tentarem lucrar com a morte de Carrie, através de entrevistas e acordos editoriais para publicação de livros, e justificou a ausência deles na lista de convidados. “Eles sabem por quê”, escreveu a atriz em comunicado oficial. O pronunciamento da atriz veio depois dos tios terem usado as redes sociais e a imprensa para expressaram o descontentamento. Eles destacaram que Carrie ficaria chateada por eles não terem sido convidados para sua homenagem. Em um post conjunto no Instagram, os irmãos da atriz falecida reclamaram da ausência no evento e afirmaram que a homenagem será um momento épico da carreira de sua irmã. “Por algum motivo bizarro e equivocado, nossa sobrinha decidiu não nos incluir neste momento épico da carreira de nossa irmã. Isso é algo que Carrie definitivamente gostaria que seus irmãos estivessem presentes”, escreveram. Ao ver as declarações, Lourd explica que sentiu a necessidade de se defender dos familiares. “Dias após a morte de minha mãe, seus irmãos decidiram processar sua dor publicamente e faturar com a morte de minha mãe, dando várias entrevistas e vendendo livros individuais por muito dinheiro, tendo como assunto a morte de minha mãe e de minha avó”, declarou. Apenas um dia após a morte de Fisher, sua mãe e também atriz, Debbie Reynolds (“Cantando na Chuva”), faleceu após sofrer um Acidente Vascular Cerebral. “A verdade sobre o relacionamento muito complicado de minha mãe com sua família só é conhecido por mim e por aqueles que eram realmente próximos a ela”, continuou Lourd. “Embora eu reconheça que eles têm todo o direito de fazer o que quiserem, suas ações foram muito dolorosas para mim no momento mais difícil da minha vida. Eu escolhi e ainda escolho lidar com a perda dela de uma maneira muito diferente.” Carrie Fisher ficou conhecida por seu papel como a Princesa Leia na trilogia original de “Star Wars”, que estreou em 1977. A atriz voltou a interpretar a personagem na trilogia mais recente da franquia, “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (2017) e, via imagens de arquivo e computação gráfica, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (2019). A estrela da atriz na Calçada da Fama é uma homenagem a sua carreira de sucesso e ao impacto duradouro que ela teve na cultura pop.











