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  • Etc

    Edward Norton está sendo processado por casal após incêndio

    28 de março de 2018 /

    A produtora do ator Edward Norton está sendo processada por um casal, devido ao incêndio que destruiu o prédio onde mora. Erica e George Cruz disseram que o incêndio do último sábado (24/3) no Harlem, em Nova York, teve início durante as filmagens de um longa dirigido pelo ator, intitulado “Motherless Brooklyn”, e que a equipe da produção os tranquilizou dizendo que tudo estava controlado. Acontece que este não foi o caso. Segundo informou o site TMZ, mais de 200 bombeiros responderam ao alarme de incêndio, sendo que um deles morreu tentando apagar as chamas. As vítimas afirmam que “tiveram que correr por sua vida descendo várias escadas escuras” e que ainda perderam diversos objetos pessoais. Edward Norton divulgou uma declaração no final de semana lamentando a tragédia, mas salientando que o incêndio não começou nas filmagens e nem por culpa de sua equipe. “Se a nossa equipe de filmagem não tivesse noticiado a situação e alertado o departamento de bombeiros com a velocidade com que fizeram, acredito que os residentes dos edifícios teriam morrido”, ele afirmou. A construção dos anos 1920 chegou a ser um local de festas noturnas, mas não era considerada adequadamente protegida para enfrentar incêndios, o que permitiu o fogo se espalhar rapidamente. “Motherless Brooklyn” é o segundo filme dirigido por Norton, que estreou na função na comédia “Tenha Fé” (2000). O elenco inclui Bruce Willis (“Desejo de Matar”), Willem Dafoe (“Projeto Flórida”), Gugu Mbatha-Raw (“Uma Dobra no Tempo”), Leslie Mann (“Como Ser Solteira”), Bobby Cannavale (série “Mr. Robot”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”), e a estreia estava prevista para 2019.

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  • Etc,  Filme

    Stéphane Audran (1932 – 2018)

    27 de março de 2018 /

    Morreu a atriz francesa Stéphane Audran, uma das musas da nouvelle vague. Ela faleceu nesta terça-feira (27/3) aos 85 anos. “Minha mãe estava doente há algum tempo. Ela foi hospitalizada há dez dias e voltou para casa. Ela partiu pacificamente esta noite por volta das duas da manhã”, anunciou seu filho Thomas Chabrol à AFP. Nascida Colette Suzanne Dacheville, em 8 de novembro de 1932 na cidade de Versalhes, ela foi casada com o ator Jean-Louis Trintignant entre 1954 e 1956, antes dele se tornar famoso. Mas só virou atriz depois da separação. Em 1959, o cineasta Claude Chabrol a escalou na comédia “Os Primos” e foi amor à primeira vista. Os dois se casaram na vida e no cinema, criando 20 filmes juntos. Entre eles, estão alguns clássicos da nouvelle vogue, como “Entre Amigas” (1960), “A Mulher Infiel” (1969), “Amantes Inseparáveis” (1973) e especialmente “As Corças” (1968), sobre um relacionamento à três, em que ela encarnou uma bela bissexual. Pelo papel, a atriz venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim. Stéphane também venceu o César por “Violette” (1978), e o BAFTA por “Ao Anoitecer” (1971), ambos dirigidos por Chabrol. Ela também estrelou inúmeros clássicos de outros cineastas, como “O Signo do Leão” (1962), de Éric Rohmer, “A Garota no Automóvel com Óculos e um Rifle” (1970), de Anatole Litvak, o vencedor do Oscar “O Discreto Charme da Burguesia” (1972), de Luis Buñuel, “Agonia e Glória” (1980), de Samuel Fuller, e o popular “A Festa de Babette” (1987), de Gabriel Axel, que também venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O casamento com Chabrol acabou em 1980, mas não a parceria, que perdurou até os anos 1990. Após encerrar a carreira em 2008, num pequeno papel em “A Garota de Mônaco”, de Anne Fontaine, ela retornou recentemente para completar filmagens de um longa inacabado de Orson Welles, “The Other Side of the Wind”, que permanece inédito. “Stéphane era uma atriz muito boa. Era ótima para interpretar mulheres livres e independentes, como era na vida”, reagiu o diretor Jean-Pierre Mocky, que havia dirigido a atriz em “Les Saisons du Plaisir” em 1988.

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  • Etc,  Série

    DuShon Monique Brown (1968 – 2018)

    23 de março de 2018 /

    Morreu a atriz DuShon Monique Brown, que fazia parte do elenco da série “Chicago Fire”, também exibida no Brasil como “Heróis Contra o Fogo”. Ela faleceu por volta do meio-dia desta sexta (23/3), num hospital de Chicago. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas o site TMZ afirma que a atriz de 49 anos reclamou de dores no peito antes de ser internada. “A família de ‘Chicago Fire’ está devastada por perder uma das suas integrantes”, disse o produtor executivo e criador da série Dick Wolf em comunicado. “Nossos pensamentos e orações estão com a família de DuShon e todos sentiremos falta dela.” O papel de Connie em “Chicago Fire” foi o maior destaque da carreira da atriz, que fez muitas figurações no cinema e na TV, incluindo um longo arco como enfermeira na 1ª temporada de “Prison Break”. Ela também apareceu em “Empire” e “Shameless”, entre outras atrações. Quando a atriz entrou na série de Dick Wolf, o papel era similar a muitos outros que passaram em sua vida. Não tinha sequer um nome. “Era um substantivo”, como ela contou, em entrevista do ano passado ao site Hidden Remote. “Ela era Secretária e dizia uma única frase. Como a produção era gravada na minha cidade, Chicago, achei que podia ser um trabalho conveniente, e sempre havia a possibilidade de que ela talvez pudesse evoluir para algo maior”. E, de fato, a Secretária virou Connie e se tornou uma das personagens centrais da série, memorável mesmo quando tinha poucas palavras para se expressar. Bastava um olhar de Brown para dizer muito. E os roteiristas aproveitaram ao máximo essa qualidade da atriz para desenvolver a personalidade de Connie, como alguém que ama o que faz, mas que pode ser assustadora se não for levada à sério. O olhar de quem não aceita desaforos também rendia “cenas ótimas e engraçadas”, segundo a própria atriz. “Eu adoro descobrir o que os roteiristas têm reservado para ela”, comentou. Os roteiristas, os produtores e o elenco devem prestar nos próximos episódios uma homenagem à DuShon Monique Brown, que terminou a gravação de todos os capítulos da 6ª temporada.

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  • Etc

    Incêndio em set de filme de Edward Norton resulta na morte de um bombeiro

    23 de março de 2018 /

    Um incêndio de grandes proporções no set de “Motherless Brooklyn”, no Harlem, em Nova York, resultou na morte de um bombeiro na noite de quinta-feira (22/3). O fogo começou cerca de 23h no porão de um prédio, que estava sendo ocupado apenas para as filmagens, com direção do ator Edward Norton (“O Incrível Hulk”). A construção dos anos 1920 chegou a ser um local de festas noturnas, mas não era considerada adequadamente protegida para enfrentar incêndios, o que permitiu o fogo se espalhar rapidamente. Os bombeiros foram chamados e Michael R. Davidson acabou morrendo ao tentar conter as chamas. Os produtores do filme escreveram uma mensagem em sua homenagem. “Nossas profundas condolências vão para a família de Michael R. Davidson. Um incêndio começou na última noite onde estávamos realizando o filme. Nossa produção estava no fim de um dia de trabalho e havia dezenas de pessoas trabalhando quando notamos fumaça saindo do set e no local onde estávamos. Assim que notamos a fumaça, nossa equipe alertou os bombeiros e começamos a alertar as pessoas para evacuarem o local”, descreve a nota. “Para nossa enorme tristeza, soubemos que um bombeiro perdeu sua vida lutando contra o fogo. Os bombeiros de Nova York são os mais corajosos do mundo, assistimos a eles entrando nas chamas para garantir a segurança de todos e impedir o fogo de se alastrar. Os bombeiros de Nova York são super heróis, temos admiração e gratidão por eles. Nossos corações e solidariedade vão para a família dele”, completou o post. “Motherless Brooklyn” é o segundo filme dirigido por Norton, que estreou na função na comédia “Tenha Fé” (2000). O elenco inclui Bruce Willis (“Desejo de Matar”), Willem Dafoe (“Projeto Flórida”), Gugu Mbatha-Raw (“Uma Dobra no Tempo”), Leslie Mann (“Como Ser Solteira”), Bobby Cannavale (série “Mr. Robot”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”), e a estreia estava prevista para 2019. Veja abaixo um vídeo do incêndio. At least 1 firefighter removed with serious injuries after mayday call in basement fire in 5-story residential building on St. Nicholas Ave & 149th. @fdny has gone to 4th alarm. #WestHarlem pic.twitter.com/wcn0mWU6KR — Mark D. Levine (@MarkLevineNYC) 23 de março de 2018

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  • Etc

    Família de Anton Yelchin fecha acordo com a Fiat Chrysler em processo pela morte do ator

    23 de março de 2018 /

    A Fiat Chrysler anunciou na quinta-feira (22/3) ter entrado num acordo judicial com a família de Anton Yelchin, conhecido por seu papel em “Star Trek”, que morreu devido a um acidente causado pelo defeito de fabricação de um Jeep Grand Cherokee em 2016. Os termos do acordo, firmado no Tribunal Superior de Los Angeles entre a empresa automobilística e os pais de Yelchin, os patinadores artísticos Victor e Irina Yelchin, não foram divulgados. O casal tinha processado a empresa por morte por negligência, deficiência de produto e violação da garantia, em busca de uma indenização punitiva. Yelchin tinha 27 anos quando morreu em junho de 2016, após seu Grand Cherokee rolar para trás na entrada íngreme de sua casa em Los Angeles, esmagando o ator contra uma parede de tijolos e uma cerca. Dois meses antes, a empresa tinha feito um recall de mais de 1,1 milhão de veículos por conta de risco do rolagem, mas o problema ainda foi ligado a ao menos 68 ferimentos, 266 acidentes e 308 relatos de danos a propriedades. Em comunicado, a Fiat Chrysler informou ter ficado “satisfeita por termos alcançado uma resolução amigável nesta questão… Nós continuamos a estender nossos mais profundos sentimentos à família Yelchin por sua perda trágica”. O último trabalho de Yelchin foi o thriller independente “Thoroughbreds”, lançado neste mês nos Estados Unidos.

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  • Série

    Audiência de The Walking Dead cai ainda mais nos Estados Unidos

    13 de março de 2018 /

    A audiência de “The Walking Dead” segue em queda livre. Segundo a consultoria Nielsen, o episódio do último domingo (11/3) foi visto por 6,6 milhões de pessoas ao vivo nos Estados Unidos, a menor audiência da 8ª e atual temporada. Assim, cristaliza-se a tendência de encolhimento, abaixo da média de público da 2ª temporada, assistida por 6,9 milhões entre 2011 e 2012. Para dar noção da rapidez do vazamento, a temporada anterior, que já tinha preocupado o canal pago pela queda de público, manteve média de 11,3 milhão de telespectadores por episódio. Em um ano, o público caiu praticamente pela metade. Agora, o público só supera a média da 1ª temporada, vista por 5,2 milhões em 2010. Entretanto, em relação ao público-alvo, a medição de 2,8 pontos é a pior desde o quarto episódio da 1ª temporada, que registrou 2,4 pontos na demo, quando a série não era tão conhecida. Ou seja, isto significa que o último episódio supera apenas quatro episódios de todo a série em termos de audiência qualificada. Quando essa tendência começou a ficar clara, acompanhada por comentários negativos, petições e protestos nas redes sociais contra o ritmo e opções narrativas da série, a AMC decidiu “promover” o showrunner Scott M. Gimple, na prática afastando-o do dia-a-dia da produção. Mas isso pode ter acontecido tarde demais. Gimple sai da produção após matar um dos personagens mais queridos do público, o jovem Carl, que ainda está vivo nos quadrinhos em que a série se baseia. Mais importante que isso, enquanto seu antecessor, Glen Mazzara, tratou da adaptação do arco do Governador de forma rápida, por uma temporada e meia (21 episódios), Gimple esticou o confronto contra Negan além do necessário, com três dezenas de capítulos que pausam mais do que avançam a história, dispersando o foco por diversos personagens irrelevantes. Mais de 10 milhões de pessoas desistiram de seguir a série desde a 6ª temporada e não retornaram. A aposta de que uma morte traumatizante, como a de Carl, interpretado por Chandler Riggs, ajudasse a trazer o público de volta se provou equivocada. Mais pessoas abandonaram o programa. Paralelamente, o canal segue se recusando a negociar o aumento salarial pedido pela intérprete de outra personagem querida. A atriz Lauren Cohan já começar a gravar sua participação no piloto de uma nova série, supostamente recebendo o dobro. Diante do impasse, a intérprete de Maggie já deixou claro que prefere escapar do apocalipse que se abate sobre a série. A dúvida é se “The Walking Dead” sobreviverá a mais uma perda significativa em seu elenco, por decisões suicidas de sua própria equipe. No Brasil, “The Walking Dead” é exibida pelo canal pago Fox e, sem intervalos comerciais, no Fox Premium 2.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Paul De Meo (1953 – 2018)

    9 de março de 2018 /

    Morreu Paul De Meo, produtor-roteirista ligado ao universo dos quadrinhos, que adaptou “Rocketeer” e criou a primeira série do herói Flash. Ele tinha 64 anos e faleceu inesperadamente em 26 de fevereiro, mas apenas há poucos dias seu amigo e parceiro de longa data Danny Bilson divulgou a notícia nas redes sociais. Paul De Meo e Danny Bilson compartilharam praticamente toda a carreira juntos. Seu primeiro trabalho foi o roteiro da cultuada sci-fi de baixo orçamento “Trancers: O Policial do Futuro”, de 1984. O filme foi dirigido pelo lendário produtor Charles Band e ganhou diversas sequências, abrindo as portas para a dupla na produtora do cineasta, a Empire Pictures. Na Empire, os dois assinaram um punhado de ficções científicas B, como “Patrulheiros do Espaço” (1985), que Bilson dirigiu, “Mandroid, O Exterminador” (1986) e “Arena” (1989). Apesar de derivativas, as produções tinham algumas ideias originais. E o fato de disporem de efeitos visuais razoáveis, diante dos baixos orçamentos da Empire, convenceram a Warner a contratá-los para desenvolver uma série de TV. Em 1990, Bilson e De Meo criaram “The Flash”. Muito antes da rede CW apresentar Grant Gustin como Barry Allen, a dupla escalou John Wesley Shipp no papel do técnico forense que, após sofrer um bizarro acidente elétrico, transformava-se no homem mais rápido do mundo. A série durou apenas uma temporada, mas é lembrada com saudosismo, a ponto de ser referenciada pela encarnação moderna do herói. Os produtores atuais convidaram Amanda Pays e Mark Hamill a reviver seus personagens dos anos 1990 na nova “The Flash”, mas principalmente Shipp, homenageado em papel duplo, como pai de Barry Allen e como Jay Garrick, o Flash de um universo paralelo. A experiência da dupla com personagens quadrinhos teve seu auge na adaptação de “Rocketeer” (1991), a versão da Disney para a criação de Dave Stevens, por sua vez inspirada nos antigos seriados de aventura dos anos 1930 – época de sua trama. Mesmo sem as referências às pin-ups da obra original, o filme dirigido por Joe Johnston (que depois fez “Capitão América: O Primeiro Vingador”) tornou-se cultuadíssimo. Os dois ainda criaram outra série derivada da DC Comics em 1992, “Human Target”, baseada no mestre dos disfarces Alvo Humano. Além disso, emplacaram mais duas criações originais: a sci-fi “Viper” e a série de ação “The Sentinel”, exibidas até 1999. A partir dos anos 2000, De Meo e Bilson se voltaram à produção de videogames, desenvolvendo vários jogos, incluindo quatro lançamentos derivados da franquia cinematográfica 007. Em 2006, a dupla voltou ao Flash, mas em forma de quadrinhos, escrevendo a revista “The Flash: Fastest Man Alive” para DC Comics. Seu último trabalho em conjunto foi um retorno ao filme que começou a parceria. Em 2013, eles assinaram “Trancers: City of Lost Angels”, um curta que conclui a trama do personagem Jack Deth, vivido por Tim Thomerson, e com direção de Charles Band – após a franquia atingir seis continuações. Além de roteirista e produtor, De Meo foi professor na USC School of Cinematic Arts.

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  • Filme

    Atriz de The Americans sofre grave acidente de carro e perde a filha de 4 anos

    7 de março de 2018 /

    A atriz Ruthie Ann Miles, que interpretou a coreana Young Hee Seong na série “The Americans”, perdeu a filha de quatro anos e foi parar no hospital devido a um grave acidente de carro na segunda-feira (5/3), em Nova York. A filha morreu na batida, assim como outra criança, de 1 ano, filho de uma amiga que estava no carro. O carro da atriz foi abalroado em um cruzamento por outro veículo que passou pelo sinal vermelho. Segundo o jornal The Daily News, o motorista de 46 anos que provocou a batida afirma ter sofrido uma convulsão e não se lembra de nada do acidente. Ruthie, que está gravida, está internada e estável, assim como sua amiga. O motorista responsável pela batida também se encontra hospitalizado. A atriz conquistou em 2015 o Tony Award, o Oscar do teatro, pela peça “O Rei e Eu”, na Broadway. Além de aparecer em metade dos episódios da 4ª temporada de “The Americans”, ela também participou da série “Elementary” no ano passado.

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  • Etc,  Filme,  TV

    Tônia Carrero (1922 – 2018)

    4 de março de 2018 /

    Morreu Tônia Carrero, uma das maiores estrelas do cinema, do teatro e da TV brasileira. A atriz havia sido internada na sexta-feira, na Clínica São Vicente, na Gávea, para a realização de um procedimento cirúrgico simples, mas não resistiu, aos 95 anos de idade. Nascida Maria Antonietta de Farias Portocarrero, no Rio de Janeiro, ela já era esposa do artista plástico Carlos Arthur Thiré quando começou sua carreira com um pequeno papel no filme “Querida Susana” (1947), de Alberto Pieralisi. Entusiasmada com a experiência, resolveu se matricular num curso de atuação em Paris, com Jean Louis Barrault, e mudou os rumos de sua vida. Foi fazer teatro, onde conheceu o diretor italiano Adolfo Celi, seu segundo marido. E logo na estreia, em 1949, recebeu o prêmio de atriz revelação pela Associação de Críticos Cariocas. Em 1951, Tônia se mudou para São Paulo e se tornou estrela da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, por onde atuou em clássicos do cinema nacional como “Apassionata” (1952), de Fernando de Barros, “Tico-Tico no Fubá” (1952), do marido Adolfo Celi, e “É Proibido Beijar” (1954), de Ugo Lombardi. Dois anos depois, passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), marcando época em montagens teatrais dirigidas por Zbigniew Ziembinski. De volta ao Rio, em 1956, a atriz formou sua própria companhia teatral com o marido e o amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), que nos anos 1950 e 1960 revolucionou o teatro brasileiro com espetáculos como “Entre Quatro Paredes” (1956), de Jean-Paul Sartre, e “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1960), de Luigi Pirandello, pelo qual recebeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz. Após se separar de Celi, ela montou sua empresa individual em 1965, a Companhia Tônia Carrero, pela qual montou “A Dama do Maxim’s, de Georges Feydeau, ao lado do parceiro Paulo Autran, e “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, cuja protagonista, a miserável prostituta Neusa Suely, se torna um dos marcos mais importantes de sua carreira. O papel lhe rendeu dois prêmios: o Molière e o da Associação de Críticos Cariocas. Tônia ainda estrelou duas coproduções internacionais de cinema, “Sócio de Alcova” (1962) e “Copacabana Palace” (1962), que tinham em comum a violência crescente do Rio de Janeiro, tema que ainda a conduziu a “Tempo de Violência” (1969), antes de virar estrela da Globo. Ela estrelou na rede de televisão em “Pigmalião 70”, que adaptava a trama da peça “Pigmalião”, de George Bernard Shaw, para o ano de 1970. Na peça, um professor tentava transformar uma modesta vendedora de flores numa dama da sociedade. Já na novela, os papéis foram invertidos: era uma mulher rica (papel de Tônia) que se propunha a transformar a vida de um vendedor de frutas (Sérgio Cardoso). O sucesso da novela a estabeleceu como estrela da Globo, acumulando uma longa sequência de papéis, geralmente como mulher sofisticada, numa atração atrás da outra. Para se ter ideia, em apenas dois anos na emissora, ela estrelou cinco novelas, algumas quase simultaneamente. Após se afastar para respirar e desenvolver outros trabalhos, ela retornou em 1980 num dos seus personagens mais marcantes, a sofisticada Stella Fraga Simpson em “Água Viva” (1980), de Gilberto Braga. A parceria com Braga voltou a se repetir com outro papel chique de grande sucesso em “Louco Amor” (1983). No auge de sua popularidade, ela resolveu sacudir a imagem televisiva e interpretar um texto moderno no teatro. Virou estrela de “Quartett” (1986), de Heiner Müller, dirigida por Gerald Thomas, demonstrando a mesma vitalidade e ousadia de sua juventude aos 64 anos de idade. Aplaudida pela crítica, conquistou outro prêmio Molière de melhor atriz. Tônia seguiu alternando teatro, TV e cinema por mais duas décadas, mas sem a mesma quantidade exasperante de trabalhos, até a saúde a abandonar. Seus últimos papéis na Globo foram participações na novela “Senhora do Destino” (2004) e na série de comédia “Sob Nova Direção” (em 2005), e ela se despediu do cinema com “Chega de Saudade” (2007), de Laís Bodanzky. Diagnosticada com uma doença chamada de hidrocefalia oculta, ela não se comunicava mais e nem conseguia andar normalmente. Tônia vivia em seu apartamento no Leblon, cercada de familiares e sempre recebia visitas de amigos próximos. Além de mãe do ator Cecil Thiré, ela também era avó de outra geração de atores, Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos Thiré.

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  • Série

    The Walking Dead retorna com piores números de recomeço de temporada da série

    27 de fevereiro de 2018 /

    A morte de Carl em “The Walking Dead” pode ter sido muito comentada, mas não ajudou a impedir a tendência de queda de audiência da série. Depois do pior midseason finale de sua trajetória, visto por 7,9 milhões de telespectadores em dezembro, a série voltou com o segundo pior recomeço de temporada já registrado, com 8,3 milhões de telespectadores no domingo (25/2) nos Estados Unidos. O número só é melhor que a primeira midseason da série, que aconteceu na metade da 2ª temporada, vista por 8,1 milhões em 2012. Entretanto, em termos do público da demo, o número atual foi bem pior. Em 2012, o início da midseason rendeu 4,2 pontos, enquanto agora marcou 3,6 entre os adultos de 18 a 49 anos, a faixa mais valorizada pelo mercado publicitário nos Estados Unidos. A partir do terceiro ano e até o final da 7ª temporada, todos os episódios tiveram sintonia de mais de 10 milhões nos Estados Unidos. A queda vista na atual 8ª temporada foi precedida por reclamações do público contra o ritmo lento da série, especialmente à tática de dispersar a trama com episódios consecutivos focados em personagens secundários. A alardada morte de Carl, interpretado pelo jovem Chandler Riggs, também foi motivo de protestos, que levaram à criação de uma petição pedindo a demissão do showrunner Scott M. Gimple. A pressão foi tanta que ele foi afastado da função, embora pareça ter “caído para cima”, promovido para um cargo recém-criado: Diretor de Conteúdo da franquia, com a função de supervisionar o universo compartilhado das séries de zumbis e expandir o mundo de “The Walking Dead” em novos derivados e produtos – ninguém sabe quais. O episódio que marcou a volta da série foi vítima do tipo de narrativa privilegiado por Gimple, com cortes constantes entre cenas importantes e situações secundárias, uma tática que vem matando o suspense e a dramaticidade da série. As audiências do começo e recomeço da temporada costumam ser as mais altas de uma série. Assim, as atenções se voltam para os números do próximo episódio, que definirão exatamente o tamanho do buraco cavado pelo showrunner antes de passar a responsabilidade de comandar a série para seu substituto. Para o lugar de Gimple, a AMC promoveu a roteirista Angela Kang, que escreve para a série desde 2011 e exerce funções de produção desde 2013. Mas ela só assumirá na 9ª temporada, que pode não contar mais com Maggie, a personagem de Lauren Cohan, devido a picuinhas financeiras. A 8ª temporada será exibida até o dia 25 de abril – com transmissão simultânea no Brasil pelos canais Fox e Fox Premium.

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  • Série

    The Walking Dead ganha fotos e cinco vídeos do próximo episódio

    26 de fevereiro de 2018 /

    O canal pago americano AMC divulgou três fotos, um trailer e quatro cenas do próximo episódio de “The Walking Dead”. Negan (Jeffrey Dean Morgan) é destaque em três vídeos – como alvo da fúria de Rick (Andrew Lincoln), recebendo o “recado” de Maggie (Lauren Cohan) e enquadrando Simon (Steven Ogg). Os demais trazem Rosita (Christian Serratos) e Michonne (Danai Gurira) contra zumbis, enquanto as fotos insinuam um confronto entre Rick e Simon no lixão. Intitulado “The Lost and the Plunderers” (os perdidos e os pilhadores), o próximo episódio da 8ª temporada de “The Walking Dead” será exibido em 4 de março. No Brasil, a série vai ao ar pelos canais pagos Fox e Fox Premium.

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  • Filme

    Sridevi Kapoor (1963 – 2018)

    25 de fevereiro de 2018 /

    A estrela Sridevi Kapoor, que protagonizou dezenas de filmes na indústria do cinema indiano e se transformou em um mito de Bollywood nas décadas de 1980 e q990, morreu em decorrência de uma parada cardíaca no sábado (24/2) em Dubai, aos 54 anos. Ela estava na cidade para assistir a um casamento de um parente. Conhecida apenas como Sridevi (feito Madonna), ela estreou em 1978 com o filme “Solva Sawan” e liderou o elenco de diversos blockbusters indianos da década seguinte – “Mawaali” (1983), “Tohfa” (1984), “Mr India” (1987) e “Chandni” (1989), entre outros -, tornando-se a primeira estrela feminina numa indústria dominada por homens. Até decidir se aposentar em 1997, após duas décadas de grandes sucessos, por conta de seu casamento com o produtor Boney Kapoor e a gravidez – o casal teve duas filhas. Apesar disso, em 2012, ela voltou ao cinema com o sucesso de bilheteria “English Vinglish”, sobre uma mulher de meia idade que resolve aprender inglês. Além de filmes em hindi, Sridevi protagonizou um grande número de produções em várias línguas regionais, o que lhe deu grande projeção no continente asiático. A morte da atriz inspirou incontáveis expressões de pêsames de companheiros de profissão e líderes políticos nas redes sociais. “Triste pela prematura morte da notória atriz Sridevi. Era uma veterana da indústria cinematográfica, cuja carreira incluiu diversos papéis e atuações memoráveis”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. O líder da oposição, Rahul Gandhi, do Partido do Congresso e herdeiro da dinastia Nehru-Gandhi, também lamentou a morte da “atriz favorita da Índia”, a quem descreveu como “incrivelmente talentosa e versátil”.

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    Emma Chambers (1964 – 2018)

    24 de fevereiro de 2018 /

    A atriz inglesa Emma Chambers, conhecida por seu papel na comédia “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999), morreu aos 53 anos de idade na quarta (21/2), mas a notícia só foi divulgada neste sábado por seu agente. As causas da morte foram descritas como “naturais”. “Emma criou uma grande quantidade de personagens e um imenso currículo de trabalho. Levou sorrisos e alegria a muitas pessoas”, disse John Grant, representante da atriz, que estava afastada das telas há 11 anos. Ela só fez duas aparições no cinema. E no mesmo ano, coadjuvando como Honey, a irmã mais nova do personagem de Hugh Grant em “Um Lugar Chamado Notting Hill”, e na comédia de época “The Clandestine Marriage”. Mas se tornou muito popular no Reino Unido por dar vida a Alice Tinker na série “The Vicar of Dibley”, exibida pela BBC de 1994 a 2007. Chambers fez diversas outras séries desde 1988, mas nenhuma foi tão popular quanto “The Vicar of Dibley”, que acabou marcando seu último papel, ao lado da estrela Dawn French (série “French and Saunders”), e lhe rendeu o British Comedy Award. A atriz era casada com o ator britânico Ian Dunn (série “Girls in Love”) desde 1991.

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