R. Lee Ermey (1944 – 2018)
Morreu o ator R. Lee Ermey, que ficou conhecido ao interpretar o sargento durão de “Nascido para Matar”. Ele faleceu aos 74 anos, em Santa Monica, na Califórnia, em consequência de complicações com uma pneumonia. Sargento reformado do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e veterano da Guerra do Vietnã, Emery estreou em Hollywood como consultor militar em clássicos sobre o conflito asiático como “Os Rapazes da Companhia C” (1978), de Sidney J. Furie, e “Apocalypse Now” (1979), de Francis Ford Coppola. Em ambos, também fez pequenos papéis como militar. Sua transformação definitiva em ator, porém, foi ideia do cineasta Stanley Kubrick. Durante a filmagem de “Nascido para Matar” (1987), Kubrick resolveu promovê-lo de consultor a protagonista, por considerá-lo mais qualificado para viver o sargento Hartman no filme do que qualquer ator. O personagem é responsável pela tensão de toda a primeira parte da trama, ao comandar, de forma sádica, o treinamento dos soldados que iam para a Guerra do Vietnã. Kubrick acertou em cheio. Emery ficou tão convincente que recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante na época. A experiência positiva lhe estimulou a seguir carreira, lançando-o em diversos papéis de homem autoritário. Ele foi o prefeito Tilman em “Mississippi em Chamas” (1988), o capitão de polícia em “Seven – Sete Pecados Capitais” (1995), o dublador do Sargento em “Toy Story” (1999) e suas sequências, o xerife Hoyt na refilmagem de “O Massacre da Serra Elétrica” (2003) e na continuação de 2006, entre muitos outros.
Vittorio Taviani (1929 – 2018)
Morreu o cineasta italiano Vittorio Taviani, que foi responsável por inúmeros clássicos, codirigidos com seu irmão Paolo. O cineasta, que estava doente há bastante tempo, morreu em Roma aos 88 anos. “A morte de Vittorio Taviani é uma terrível perda para o cinema e a cultura italianos”, lamentou o presidente Sergio Mattarella na sua mensagem de condolências, louvando as “inesquecíveis obras-primas” que ele assinou com o irmão. Nascido em 20 de setembro de 1929 em San Miniato, na Toscana, Vittorio era dois anos mais velho que Paolo, com quem formou uma das mais famosas parcerias entre irmãos do cinema. Juntos, fizeram mais de 20 longas-metragens, colecionando vitórias em festivais internacionais de prestígio, de Cannes a Berlim. Filhos de um advogado antifascista, os irmãos interessaram-se, desde o início de suas carreiras, por tratar de questões sociais. Inspirados pelo mestre do neo-realismo Roberto Rosselini, de quem foram assistentes no documentário “Rivalità” (1953), mas também pelo humanismo de Vittorio De Sica, seus filmes se caracterizaram por um lirismo singelo, capaz de combinar realidades duras e poesia. Por conta disso, os Taviani tinham predileção por filmar clássicos literários, incluindo obras do autor italiano Luigi Pirandello (“Kaos” e “Tu Ridi”), do russo Leon Tolstói (“Ressurreição” e “Noites com Sol”) e Johann Wolfgang von Goethe (“As Afinidades Eletivas”). Ambos estudaram Direito na Universidade de Pisa, mas o amor pelo cinema levou-os a abandonar os estudos para assinar uma série de documentários com temas sociais para a televisão. A estreia na ficção se deu com “Un Uomo da Bruciare”, em 1962, sobre a vida de Salvatore Carnevale (vivido na tela por Gian Maria Volontè), jornalista e ativista político, que foi assassinado na Sicília em 1955. A obra venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Veneza, abrindo uma filmografia impressionante. Os primeiros filmes tiveram sempre por base os problemas sociais, como no caso de “San Michele Aveva un Gallo” (1972), que ganhou o Interfilm no Festival de Berlim, ou “Allosanfàn” (1974), interpretado por Marcello Mastroianni e Lea Massari. Não demoraram a estourar, o que aconteceu com “Pai Patrão” (1977), baseado no romance biográfico de Gavino Ledda, que descreve a vida difícil de um menino criado por um pai tirano no interior da Sardenha. A obra venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes, dando visibilidade internacional ao trabalho dos irmãos. Mas este foi apenas o começo de sua jornada. Em 1982, eles lançaram outra obra impressionante, “A Noite de São Lourenço”, passado numa cidadezinha dinamitada pelos nazistas no final da 2ª Guerra Mundial, e iluminado apenas por velas, fogueiras ou pelo luar. Venceu o Grande Prêmio do Júri de Cannes. O filme seguinte, “Kaos” (1984), foi uma antologia de histórias de Pirandello, realizada com uma beleza de tirar o fôlego. A fase de criatividade febril dos anos 1980 ainda inclui “Bom dia Babilônia” (1987), uma obra pela qual sempre serão lembrados, já que celebra a fraternidade em torno do cinema. O longa conta a saga dos irmãos italianos Nicola e Andrea Bonnano, que migram para a América no início do Século 20 e se tornam requisitadíssimos como cenógrafos de filmes da então nascente indústria de cinema de Hollywood. Após “Noites com Sol” (1990) e “Aconteceu na Primavera” (1993) veio um período em que seus trabalhos perderam a repercussão de outrora e deixaram de ganhar lançamento estrangeiro, ainda que alimentassem as premiações nacionais – continuaram a ser indicados ao David di Donatello, o Oscar italiano. Foi apenas um longo hiato, pois em 2012 voltaram a impactar com “César Deve Morrer”, um docudrama estrelado por assassinos e mafiosos em uma prisão italiana de alta segurança, que interpretam a tragédia “Júlio César”, de William Shakespeare, para as câmeras. A obra recebeu o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Três anos depois, fizeram seu último filme juntos, “Maravilhoso Boccaccio” (2015), uma adaptação de “Decameron” do escritor renascentista Giovanni Boccaccio. Vittorio se adoentou em seguida, desfazendo a longa parceria com o irmão Paolo, que no ano passado dirigiu seu primeiro filme solo, “Una Questione Privata” (2017). Mesmo assim, o roteiro foi dividido entre os dois. O impacto da morte de Vittorio Taviani traz tristeza aos cinéfilos de todo o mundo. “Ontem Milos Forman, hoje Vittorio Taviani”, lamentou o presidente do Festival de Veneza, Alberto Barbara. “Nós lhe devemos muito por nossa formação cinematográfica… e sempre os lembraremos com gratidão.”
Milos Forman (1932 – 2018)
O cineasta Milos Forman, vencedor de dois Oscars de Melhor Direção, morreu nesta sexta em Hartford, no estado americano de Connecticut, aos 86 anos. “Morreu em paz, rodeado por sua família e seus amigos íntimos”, disse a viúva do diretor às agências de notícia. A causa da morte, definida como uma “breve doença”, não foi divulgada. Famoso por clássicos do cinema americano, Forman era tcheco. Nasceu em 18 de fevereiro de 1932, na cidade de Caslav, perto de Praga, e perdeu seus pais nos campos de concentração nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, vítimas do Holocausto. Sua carreira como cineasta começou nos anos 1960, em meio à nova onda cinematográfica que desafiava o regime comunista da então Tchecoslováquia. Nesse período, rodou longas como “Os Amores de uma Loira” (1965), drama feminista estrelado por sua bela ex-cunhada Hana Brejchová, e “O Baile dos Bombeiros” (1967), no qual denunciou a burocracia da sociedade comunista. Esta fase de inovação no cinema da Tchecoslováquia durou até 1968, quando a repressão soviética esmagou com tanques a Primavera de Praga. Forman se exilou nos Estados Unidos, onde deu continuidade a sua carreira com “Procura Insaciável” (1971), uma comédia sobre pais que procuram a filha que fugiu de casa, premiada no Festival de Cannes. Em 1975, veio o reconhecimento da Academia com “Um Estranho no Ninho”, filme em que Jack Nicholson se vê preso num hospício. A denúncia dos abusos do tratamento psiquiátrico conquistou cinco prêmios no Oscar: Melhor Filme, Ator (Nicholson), Atriz (Louise Fletcher), Roteiro Adaptado e, claro, Diretor. Seus filmes seguintes foram o musical “Hair” (1979), adaptação do espetáculo homônimo da Broadway e marco da contracultura hippie, e o drama “Na Época do Ragtime” (1981), que lidava com racismo na era do jazz. Mas foi por outro tipo de música que Forman voltou a conquistar um Oscar. A Academia ficou novamente a seus pés com “Amadeus” (1984), sobre a rivalidade intensa entre o jovem prodígio da música erudita Wolfgang Amadeus Mozart e o compositor italiano Antonio Salieri. As filmagens aconteceram em Praga, marcando seu primeiro retorno a seu país natal desde 1968. Além do Oscar de Direção, o longa venceu mais sete categorias, incluindo Melhor Filme. Ele deu muito azar em seu projeto seguinte, “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), por ter sido precedido por “Ligações Perigosas” (1988), adaptação da mesma obra de Choderlos de Laclos. Mas sacudiu a poeira com “O Povo contra Larry Flint”, cinebiografia do editor da revista masculina Hustler, que defendia o direito à liberdade de expressão – o tema mais importante de sua filmografia. O longa lhe rendeu sua última indicação ao Oscar, em 1997, além de um Globo de Ouro. Forman completou sua filmografia americana com mais duas cinebiografias: “O Mundo de Andy” (1999), com Jim Carrey como o comediante Andy Kauffman, que lhe rendeu o Leão de Prata no Festival de Berlim, e “Sombras de Goya” (2006), com Stellan Skarsgård no papel do pintor Francisco de Goya, retratado em meio aos horrores da inquisição espanhola. Após estes trabalhos, ele voltou a Praga, finalmente livre do comunismo, e retomou contato com as referências culturais de sua juventude. Forman retomou literalmente suas raízes, decidindo filmar uma comédia musical tcheca de 1965, que ele próprio já havia adaptado para a TV do país em 1966, agora na companhia dos filhos, como a compartilhar sua história de vida. O resultado, “Dobre Placená Procházka” (2009), foi seu último filme.
Cenas inéditas do final de The Walking Dead mostram plano de Negan e raiva de Morgan
O canal pago americano AMC divulgou duas novas cenas do último episódio da 8ª temporada de “The Walking Dead”. Elas mostram Negan (Jeffrey Dean Morgan) contando seu plano para acabar com Rick (Andrew Lincoln) e o modo como Morgan (Lennie James) projeta sua raiva, disposto a ir até o fim na luta contra os Salvadores, sem mostrar piedade. O produtor Scott M. Gimple, que está deixando o cargo de showrunner de “The Walking Dead”, revelou que este episódio vai encerrar todas as tramas pendentes e servir como uma espécie de desfecho para a série. Intitulado “Wrath”, o último capítulo da 8ª temporada vai ao ar em 15 de abril. No Brasil, a série é exibida pelos canais Fox e Fox Premium (sem intervalos).
Final de temporada de The Walking Dead será desfecho da série
O produtor Scott M. Gimple, que deixa o cargo de showrunner de “The Walking Dead” no final da 8ª temporada, revelou em entrevista à revista Entertainment Weekly que o final da 8ª temporada vai encerrar todas as tramas pendentes e servir como uma espécie de desfecho da série, permitindo à sua substituta recomeçar totalmente a atração no próximo ano. “Esse episódio não vai servir apenas uma conclusão para os últimos 15 episódios. Eu, a Angela e os roteiristas, sempre falamos sobre ser, de diversas formas, uma conclusão para as oito primeiras temporadas. O programa vai virar uma nova série ano que vem, com uma narrativa nova e maior. Era algo que nós estávamos muito animados para fazer. E tinha um certo peso no ar para o tipo de conclusão que nós estávamos nos aproximando.” Gimple foi promovido para um cargo recém-criado: Diretor de Conteúdo da franquia, com a função de supervisionar o universo compartilhado das séries de zumbis e expandir o mundo de “The Walking Dead” em novos derivados e produtos. Ele “caiu para cima”, após ter sua demissão pedida numa petição online de fãs inconformados com os rumos da série, especialmente pela decisão de Gimple de matar o personagem Carl, interpretado por Chandler Riggs – ainda vivo nos quadrinhos em que a série se baseia. Para o lugar de Gimple, a AMC promoveu a roteirista Angela Kang, que escreve para a série desde 2011 e exerce funções de produção desde 2013. O final da 8ª temporada de “The Walking Dead” será exibida no domingo, dia 15 de abril. No Brasil, a série vai ao ar pelos canais pagos Fox e Fox Premium.
Susan Anspach (1942 – 2018)
A atriz Susan Anspach morreu em sua casa, em Los Angeles, na segunda-feira (2/4), aos 75 anos de idade por complicações de uma doença arterial coronariana. A notícia foi compartilhada na quinta por seu filho, Caleb Goddard. Estrela efervescente dos anos 1970, Susan Anspach iniciou a carreira no teatro nova-iorquino, participando da montagem original de “Hair”, como a hippie Sheila. Ela estreou no cinema junto com a Nova Hollywood, despontando em dois clássicos contraculturais: “Amor Sem Barreiras” (1970), de Hal Ashby, e principalmente “Cada um Vive como Quer” (1970), de Bob Rafelson, no papel de uma pianista que se envolve com o personagem de Jack Nicholson, embora estivesse noiva do irmão dele. Ela também estrelou “Sonhos de um Sedutor” (1972), de Herbert Ross, como a ex-mulher excêntrica de Woody Allen, e “Amantes em Veneza” (1973), de Paul Mazursky, trocando o marido mulherengo (George Segal) por um músico desempregado (Kris Kristofferson). Após uma passagem por produções televisivas, ela voltou a chamar atenção como uma dona de casa entediada que fuge para acompanhar um bando de ciganos iugoslavos no clássico “Montenegro” (1981), de Dusan Makavayev. Seu currículo também incluiu “O Grande Engano” (1978), com Richard Dreyfuss, “Michael X Michael (1979), com Michael Douglas, “O Diabo e Max Devlin” (1981), com Elliott Gould, e “Back to Back” (1989), com Bill Paxton. Ela ainda fez algumas participações em filmes até 2010, mas sem a mesma projeção. Anspach foi casado com o ator Mark Goddard (o Major Don West, de “Perdidos no Espaço”) e com o músico Sherwood Ball.
Isao Takahata (1935 – 2018)
Morreu o diretor de animação japonês Isao Takahata, que ficou conhecido pelo filme “Túmulo dos Vaga-lumes”, uma anime clássica. Ele faleceu aos 82 anos, anunciou seu estúdio nesta sexta-feira (6/4), sem revelar as causas. Segundo a rede NHK, Takahta morreu em um hospital de Tóquio. Com longa-carreira, ele lançou seu primeiro longa em 1968, “Horus: O Príncipe do Sol”, além de ter feito vários trabalhos com a personagem “Heidi” nos anos 1970. Takahata também foi cofundador em 1985 do mítico estúdio japonês de animação Ghibli com seu discípulo, parceiro e em algumas ocasiões rival, Hayao Miyazaki. Ele conquistou fama mundial com uma das primeiras produções do Ghibli, “Túmulo dos Vaga-lumes”, de 1988, uma comovente história de dois órfãos durante a guerra, que muitos consideram seu melhor trabalho. Mais recentemente, fez a animação de “O Conto da Princesa Kaguya”, releitura de um clássico do repertório japonês que lhe valeu uma indicação à categoria de Melhor Filme de Animação no Oscar de 2015. E, em 2016, produziu “A Tartaruga Vermelha”, uma coprodução francesa, que também concorreu ao Oscar de Animação.
Steven Bochco (1943 – 2018)
Um dos roteiristas de séries mais importantes dos Estados Unidos, Steven Bochco morreu neste final de semana aos 74 anos, após perder uma longa batalha contra a leucemia. Ele foi o criador das séries “Nova York Contra o Crime” (NYPD Blue), “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “Tal Pai, Tal Filho” (Doogie Howser, M.D.) e “Nos Bastidores da Lei” (L.A. Law), conquistando 10 Emmys na carreira. “Chumbo Grosso” é considerada a série que iniciou a segunda era de ouro das séries de TV. Lançada em 1981, narrava a vida de funcionários de uma delegacia de polícia em uma cidade americana sem nome, e inovou ao continuar suas tramas paralelas em vários episódios. Até então, as séries podiam ser vistas fora de ordem, já que cada episódio abordava um caso diferente com começo, meio e fim. Mas a partir da criação de Bochco, a vida particular dos personagens ganhou mais importância que a trama procedimental, evoluindo capítulo a capítulo. Foi uma revolução que influenciou o gênero por completo. Isto também originou o costume de incluir uma recapitulação antes de cada novo episódio. A série também trouxe mais dinâmica ao mudar a estética tradicional, abandonando as câmeras fixas que reinavam na televisão em favor de câmeras na mão, num registro tenso inspirado em documentários. E recebeu 8 Emmys em sua 1ª temporada, um recorde absoluto na época. Algumas de suas inovações foram aprofundadas em “Nos Bastidores da Lei”, lançada em 1986, como a ideia de contar toda a história do episódio como se fosse um único dia na vida dos personagens. Esta série também incorporou a luta de classes em sua trama, refletindo o antagonismo entre advogados ricos e seus funcionários subalternos, menos bem-pagos. O último passo da evolução televisiva realizada por Boschco foi “Nova York Contra o Crime”, que ele criou com David Mitch (de “Deadwood”) em 1993. A série explorava os conflitos internos e externos do fictício 15º distrito policial de Manhattan, enquanto entrelaçava diversas tramas em torno de seus personagens. A diferença para “Chumbo Grosso” era a violência, a linguagem mais crua, a inclusão de cenas de nudez e maior realismo. Tratava-se de um protótipo para as futuras séries da TV paga, numa época em que a TV paga ainda engatinhava, e feita para a TV aberta. Além de sua trilogia criminal, o roteirista ainda se destacou com a bem-sucedida sitcom “Tal Pai, Tal Filho”, criada em parceria com David E. Kelley (hoje em “Little Big Lies”) em 1989 e conhecida por ter lançado a carreira do então ator-mirim Neil Patrick Harris. As quatro séries clássicas de Boschco duraram muitos anos, ao contrário de seus trabalhos posteriores, como “Public Morals”, “Brooklyn South”, “Blind Justice” e “Over There”, de uma temporada, “City of Angels”, “Murder One” e “Raising the Bar”, de duas temporadas, e o mais recente, “Murder in the First”, que o levou de volta às delegacias de polícia por três temporadas. Sua última criação, “Murder in the First” foi cancelada em 2016. Seu filho, Jesse Bochco, seguiu o pai na carreira, e é um dos produtores de “Agents of SHIELD”. Em sua despedida, a atriz Sharon Lawrence, que trabalhou em “Nova York Contra o Crime”, lembrou que “sua visão, estilo, gosto e tenacidade me fizeram amar ver televisão”. O cineasta e produtor Reginald Hudlin considerava Bochco praticamente um pai. “Mentor não é uma palavra forte o suficiente [para defini-lo]. Nem um amigo. Ele me ensinou tanto sobre a indústria e a vida, e sempre me protegeu. Estou muito triste”. Nell Scovell, roteirista de “NCIS” e “Charmed”, resumiu a importância de seu ídolo. “O primeiro drama televisivo que lembro de assistir foi ‘Chumbo Grosso’. Eu amava tanto, que só depois fui perceber que definiu um padrão. Obrigada, Steven Bochco”.
Fãs de Star Wars criam petição para Meryl Streep viver a Princesa Leia no Episódio IX
Fãs da franquia “Star Wars” não querem que a General/Princesa Leia desapareça da franquia sem maiores explicações, após a morte de sua intérprete, Carrie Fisher, e iniciaram uma petição online para que a atriz seja substituída por Meryl Streep no último filme da atual trilogia, previsto para 2019. A escolha de Meryl Streep não é aleatória. Ela interpretou uma versão de Carrie Fisher em “Lembranças de Hollywood” (1990), filme baseado nas memórias da atriz de “Star Wars” sobre sua relação com a mãe famosa, Debbie Reynolds. “Após a morte de Carrie Fisher, tem havido muitas incertezas sobre como o ‘Episódio IX’ de ‘Star Wars’ vai lidar com Leia. Como a Lucasfilm alegou que eles não têm planos para recriá-la digitalmente com CGI, as soluções mais possíveis são reformular Leia ou deixá-la de fora do filme. Como fãs, nós realmente queremos que Leia brilhe no ‘Episódio IX’ e nós certamente não queremos que ela seja cortada do filme abruptamente sem um enredo razoável. Portanto, a opção ideal para nós é considerar Meryl Streep uma candidata ideal para interpretá-la”, diz o texto da petição. Carrie Fisher morreu em dezembro de 2016, aos 60 anos, mas ainda foi vista em “Star Wars: Os Últimos Jedi”, lançado no final do ano passado.
Edward Norton está sendo processado por casal após incêndio
A produtora do ator Edward Norton está sendo processada por um casal, devido ao incêndio que destruiu o prédio onde mora. Erica e George Cruz disseram que o incêndio do último sábado (24/3) no Harlem, em Nova York, teve início durante as filmagens de um longa dirigido pelo ator, intitulado “Motherless Brooklyn”, e que a equipe da produção os tranquilizou dizendo que tudo estava controlado. Acontece que este não foi o caso. Segundo informou o site TMZ, mais de 200 bombeiros responderam ao alarme de incêndio, sendo que um deles morreu tentando apagar as chamas. As vítimas afirmam que “tiveram que correr por sua vida descendo várias escadas escuras” e que ainda perderam diversos objetos pessoais. Edward Norton divulgou uma declaração no final de semana lamentando a tragédia, mas salientando que o incêndio não começou nas filmagens e nem por culpa de sua equipe. “Se a nossa equipe de filmagem não tivesse noticiado a situação e alertado o departamento de bombeiros com a velocidade com que fizeram, acredito que os residentes dos edifícios teriam morrido”, ele afirmou. A construção dos anos 1920 chegou a ser um local de festas noturnas, mas não era considerada adequadamente protegida para enfrentar incêndios, o que permitiu o fogo se espalhar rapidamente. “Motherless Brooklyn” é o segundo filme dirigido por Norton, que estreou na função na comédia “Tenha Fé” (2000). O elenco inclui Bruce Willis (“Desejo de Matar”), Willem Dafoe (“Projeto Flórida”), Gugu Mbatha-Raw (“Uma Dobra no Tempo”), Leslie Mann (“Como Ser Solteira”), Bobby Cannavale (série “Mr. Robot”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”), e a estreia estava prevista para 2019.
Stéphane Audran (1932 – 2018)
Morreu a atriz francesa Stéphane Audran, uma das musas da nouvelle vague. Ela faleceu nesta terça-feira (27/3) aos 85 anos. “Minha mãe estava doente há algum tempo. Ela foi hospitalizada há dez dias e voltou para casa. Ela partiu pacificamente esta noite por volta das duas da manhã”, anunciou seu filho Thomas Chabrol à AFP. Nascida Colette Suzanne Dacheville, em 8 de novembro de 1932 na cidade de Versalhes, ela foi casada com o ator Jean-Louis Trintignant entre 1954 e 1956, antes dele se tornar famoso. Mas só virou atriz depois da separação. Em 1959, o cineasta Claude Chabrol a escalou na comédia “Os Primos” e foi amor à primeira vista. Os dois se casaram na vida e no cinema, criando 20 filmes juntos. Entre eles, estão alguns clássicos da nouvelle vogue, como “Entre Amigas” (1960), “A Mulher Infiel” (1969), “Amantes Inseparáveis” (1973) e especialmente “As Corças” (1968), sobre um relacionamento à três, em que ela encarnou uma bela bissexual. Pelo papel, a atriz venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim. Stéphane também venceu o César por “Violette” (1978), e o BAFTA por “Ao Anoitecer” (1971), ambos dirigidos por Chabrol. Ela também estrelou inúmeros clássicos de outros cineastas, como “O Signo do Leão” (1962), de Éric Rohmer, “A Garota no Automóvel com Óculos e um Rifle” (1970), de Anatole Litvak, o vencedor do Oscar “O Discreto Charme da Burguesia” (1972), de Luis Buñuel, “Agonia e Glória” (1980), de Samuel Fuller, e o popular “A Festa de Babette” (1987), de Gabriel Axel, que também venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O casamento com Chabrol acabou em 1980, mas não a parceria, que perdurou até os anos 1990. Após encerrar a carreira em 2008, num pequeno papel em “A Garota de Mônaco”, de Anne Fontaine, ela retornou recentemente para completar filmagens de um longa inacabado de Orson Welles, “The Other Side of the Wind”, que permanece inédito. “Stéphane era uma atriz muito boa. Era ótima para interpretar mulheres livres e independentes, como era na vida”, reagiu o diretor Jean-Pierre Mocky, que havia dirigido a atriz em “Les Saisons du Plaisir” em 1988.
DuShon Monique Brown (1968 – 2018)
Morreu a atriz DuShon Monique Brown, que fazia parte do elenco da série “Chicago Fire”, também exibida no Brasil como “Heróis Contra o Fogo”. Ela faleceu por volta do meio-dia desta sexta (23/3), num hospital de Chicago. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas o site TMZ afirma que a atriz de 49 anos reclamou de dores no peito antes de ser internada. “A família de ‘Chicago Fire’ está devastada por perder uma das suas integrantes”, disse o produtor executivo e criador da série Dick Wolf em comunicado. “Nossos pensamentos e orações estão com a família de DuShon e todos sentiremos falta dela.” O papel de Connie em “Chicago Fire” foi o maior destaque da carreira da atriz, que fez muitas figurações no cinema e na TV, incluindo um longo arco como enfermeira na 1ª temporada de “Prison Break”. Ela também apareceu em “Empire” e “Shameless”, entre outras atrações. Quando a atriz entrou na série de Dick Wolf, o papel era similar a muitos outros que passaram em sua vida. Não tinha sequer um nome. “Era um substantivo”, como ela contou, em entrevista do ano passado ao site Hidden Remote. “Ela era Secretária e dizia uma única frase. Como a produção era gravada na minha cidade, Chicago, achei que podia ser um trabalho conveniente, e sempre havia a possibilidade de que ela talvez pudesse evoluir para algo maior”. E, de fato, a Secretária virou Connie e se tornou uma das personagens centrais da série, memorável mesmo quando tinha poucas palavras para se expressar. Bastava um olhar de Brown para dizer muito. E os roteiristas aproveitaram ao máximo essa qualidade da atriz para desenvolver a personalidade de Connie, como alguém que ama o que faz, mas que pode ser assustadora se não for levada à sério. O olhar de quem não aceita desaforos também rendia “cenas ótimas e engraçadas”, segundo a própria atriz. “Eu adoro descobrir o que os roteiristas têm reservado para ela”, comentou. Os roteiristas, os produtores e o elenco devem prestar nos próximos episódios uma homenagem à DuShon Monique Brown, que terminou a gravação de todos os capítulos da 6ª temporada.
Incêndio em set de filme de Edward Norton resulta na morte de um bombeiro
Um incêndio de grandes proporções no set de “Motherless Brooklyn”, no Harlem, em Nova York, resultou na morte de um bombeiro na noite de quinta-feira (22/3). O fogo começou cerca de 23h no porão de um prédio, que estava sendo ocupado apenas para as filmagens, com direção do ator Edward Norton (“O Incrível Hulk”). A construção dos anos 1920 chegou a ser um local de festas noturnas, mas não era considerada adequadamente protegida para enfrentar incêndios, o que permitiu o fogo se espalhar rapidamente. Os bombeiros foram chamados e Michael R. Davidson acabou morrendo ao tentar conter as chamas. Os produtores do filme escreveram uma mensagem em sua homenagem. “Nossas profundas condolências vão para a família de Michael R. Davidson. Um incêndio começou na última noite onde estávamos realizando o filme. Nossa produção estava no fim de um dia de trabalho e havia dezenas de pessoas trabalhando quando notamos fumaça saindo do set e no local onde estávamos. Assim que notamos a fumaça, nossa equipe alertou os bombeiros e começamos a alertar as pessoas para evacuarem o local”, descreve a nota. “Para nossa enorme tristeza, soubemos que um bombeiro perdeu sua vida lutando contra o fogo. Os bombeiros de Nova York são os mais corajosos do mundo, assistimos a eles entrando nas chamas para garantir a segurança de todos e impedir o fogo de se alastrar. Os bombeiros de Nova York são super heróis, temos admiração e gratidão por eles. Nossos corações e solidariedade vão para a família dele”, completou o post. “Motherless Brooklyn” é o segundo filme dirigido por Norton, que estreou na função na comédia “Tenha Fé” (2000). O elenco inclui Bruce Willis (“Desejo de Matar”), Willem Dafoe (“Projeto Flórida”), Gugu Mbatha-Raw (“Uma Dobra no Tempo”), Leslie Mann (“Como Ser Solteira”), Bobby Cannavale (série “Mr. Robot”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”), e a estreia estava prevista para 2019. Veja abaixo um vídeo do incêndio. At least 1 firefighter removed with serious injuries after mayday call in basement fire in 5-story residential building on St. Nicholas Ave & 149th. @fdny has gone to 4th alarm. #WestHarlem pic.twitter.com/wcn0mWU6KR — Mark D. Levine (@MarkLevineNYC) 23 de março de 2018











