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  • Etc,  Série

    Mary Pat Gleason (1950 – 2020)

    3 de junho de 2020 /

    A veterana atriz e roteirista Mary Pat Gleason, que integrou a série “Mom”, morreu na terça (2/9), aos 70 anos, vítima de câncer. A atriz começou sua carreira em 1982, com uma aparição num episódio da novela diurna “Texas”. Quatro anos depois, ela ganhou um Emmy por outra novela, mas como parte da equipe de roteiristas de “Guiding Light”, que durou impressionantes 72 temporadas no rádio e na TV, antes de ser cancelada em 2009. Gleason também interpretou uma personagem na atração. Mas os espectadores lembrarão mais da atriz por seu papel recorrente em “Mom”, como Mary, uma integrante do AA (Alcoólatras Anônimos) frequentemente interrompida por Bonnie (Allison Janney) ao tentar compartilhar seus problemas com o grupo. As anedotas da personagem tendiam a ser bizarras, muitas vezes assustadoras, e ela acabou morrendo de um aneurisma cerebral durante uma reunião na 7ª e mais recente temporada do programa. Gleason ainda apareceu em episódios recentes de outras séries, como “Will & Grace”, “The Blacklist”, “Life in Pieces”, “American Housewife”, “WTF 101” e do revival de “Gilmore Girls” na Netflix. Mas suas participações especiais cobrem desde a época da “Murphy Brown” original e de “Três É Demais” (Full House), nos anos 1980, e ainda incluem “Friends” e “Plantão Médico” (E.R.) na década seguinte – entre muitas outras atrações. Sua filmografia cinematográfica também lista vários clássicos dos anos 1990, como “Instinto Selvagem” (1991) e “As Bruxas de Salém” (1996), mas ela geralmente teve papéis secundários. Nos últimos anos, especializou-se em comédias românticas, como os sucessos “O Amor Custa Caro” (2003), “De Repente 30” e “A Nova Cinderela” (ambos de 2004). Seu último filme foi produzido há dois anos. Em “Sierra Burgess Is a Loser”, da Netflix, ela interpretou a orientadora escolar da protagonista (Shannon Purser).

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  • Etc,  Filme,  TV

    Maria Alice Vergueiro (1935 – 2020)

    3 de junho de 2020 /

    A atriz, professora e diretora Maria Alice Vergueiro morreu nesta quarta (3/6) em São Paulo, aos 85 anos, após ser internada no Hospital das Clínicas, há uma semana, com forte insuficiência respiratória, um quadro de pneumonia e suspeita de covid-19. Considerada uma das grandes damas do teatro moderno e da contracultura brasileira, Vergueiro estrelou mais de 60 peças, filmes e produções televisivas. Além de seu trabalho em clássicos do palco brasileiro, do Teatro de Arena, sob a direção de Augusto Boal, passando pelo Oficina, de José Celso Martinez Corrêa, e até o Teatro do Ornitorrinco, do qual foi uma das fundadoras, ela ficou conhecida por viralizar num dos primeiros vídeos disseminados pela internet no Brasil, o célebre “Tapa na Pantera”, de 2006, no qual interpretava uma senhora maconheira. Feito por três estudantes de cinema — um deles, Esmir Filho, lançou-se cineasta com “Os Famosos e Os Duendes da Morte”, vencedor do Festival do Rio de 2009 – “Tapa na Pantera” foi parar no YouTube sem querer, sem a permissão dos autores, e se tornou o primeiro fenômeno brasileiro viral. Ela também participou de filmes emblemáticos do cinema nacional, dentre eles três longas de Sergio Bianchi, “Maldita Coincidência” (1979), “Romance” (1988) e “Cronicamente Inviável” (2000). Estrelou ainda a adaptação de “O Rei da Vela” (1983), clássico teatral dirigido por José Celso, além de “O Corpo” (1991) de José Antonio Garcia, “Perfume de Gardênia” (1992), de Guilherme de Almeida Prado, “A Grande Noitada” (1997) de Denoy de Oliveira, “Quanto Dura o Amor?” (2009) de Roberto Moreira, e “Topografia de Um Desnudo” (2009) de Teresa Aguiar. Maria Alice fez até novelas. Em 1987, ela interpretou Lucrécia, em “Sassaricando”. Em 2003, a atriz descobriu que sofria de Parkinson, uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Mas não parou de atuar. Seu último trabalho na televisão foi em 2016, quando interpretou uma síndica maconheira em “Condomínio Jaqueline”, e seu último filme foi o o recente “Vergel” (2017) de Kris Niklison. Em 2018, ela ainda se tornou tema de documentário – “Górgona”, que fez um apanhado de sua vida e obra.

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  • Etc,  Filme

    Peggy Pope (1929 – 2020)

    2 de junho de 2020 /

    Peggy Pope, atriz veterana que participou da série “Soup” e do grande sucesso de cinema “Como Eliminar seu Chefe”, morreu na quarta passada (27/5), em Fort Collins, Colorado (EUA), aos 91 anos. A causa da morte não foi revelada. Nascida em Nova Jersey, Florence Pope (seu nome real) fez sua estréia na Broadway em 1959, aos 30 anos, e teve longa carreira nos palcos de Nova York, trabalhando ao lado de astros como James Stewart e Sam Waterston. A atriz começou a fazer séries em 1966. Entre participações em atrações como “A Feiticeira”, “Rhoda”, “Barnaby Jones” e “Fama”, acabou entrando para o elenco de duas produções de curta duração da rede CBS, vivendo uma colega de trabalho de James Coco em “Calucci’s Department” (1973) e a mãe frustrada de Steve Guttenberg em “Billy” (1979). Mas ela é mais lembrada por um papel bem menor: a sra. David, que apareceu em seis episódios de “Soup” (1977–1981), onde, depois de conhecer o personagem gay de Billy Crystal, admitiu à filha que ele tinha sido seu “primeiro homo”. Seu destaque cinematográfico também foi como uma personagem secundária, a engraçada secretária Margaret, que incentivava suas colegas de trabalho (interpretadas por Dolly Parton, Lily Tomlin e Jane Fonda) a levar adiante os planos que batizaram a comédia “Como Eliminar seu Chefe” (1980). Ela até participou da série derivada do filme, em 1982. Seu currículo ainda incluiu filmes como “Tudo em Família” (1981), “O Último Guerreiro das Estrelas” (1984), “Procura-se Rapaz Virgem” (1985), “O Substituto” (1996) e “Choke – No Sufoco” (2008). Em 2011, Pope publicou sua autobiografia, “Atta Girl”, e dois anos depois se aposentou das telas, com a comédia “Amigas Inseparáveis” (2013).

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  • Etc,  Filme

    Lennie Niehaus (1929 – 2020)

    1 de junho de 2020 /

    O saxofonista Lennie Niehaus, responsável pelas músicas de mais de uma dúzia de filmes de Clint Eastwood, morreu na quinta-feira (28/5) de causas naturais aos 90 anos. O músico começou a carreira em Hollywood como orquestrador da série “Guerra, Sombra e Água Fresca” (1965-66), antes de passar a trabalhar no cinema, onde orquestrou filmes clássicos, como “Johnny Vai à Guerra” (1971), de Dalton Trumbo, “O Jogador” (1974), de Karel Reisz, e “Garotos em Ponto de Bala (1976), de Michael Ritchie. Foi cedo nessa jornada que fechou suas primeiras parcerias: com o diretor Michael Winner – para quem orquestrou “Os que Chegam com a Noite” (1971), “Renegado Vingador” (1972), “Assassino a Preço Fixo” (1972) e “Scorpio” (1973) – , e o mestre Sam Peckinpah – “Sob o Domínio do Medo” (1971), “Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia” (1974) e “Elite de Assassinos” (1975). Com o nome já estabelecido no cinema, ele foi convidado a orquestrar “Josey Wales, o Fora da Lei” (1976), estrelado e dirigido por Eastwood, iniciando uma colaboração que mudaria sua vida. Niehaus conheceu Eastwood ainda nos anos 1950. O futuro ator e cineasta foi o seu instrutor de natação enquanto os dois serviram no Exército dos EUA. A paixão compartilhada por ambos pelo jazz selou a amizade. Eastwood passou a pedir que o músico fizesse a orquestração dos filmes que estrelava, como “Sem Medo da Morte” (1976), “Rota Suicida” (1977) e “Alcatraz: Fuga Impossível” (1979). Até que o promoveu a compositor dos longas que dirigia. A estreia de Niehaus como compositor aconteceu em “Um Agente na Corda Bamba” (1984) e teve continuidade nos filmes seguintes assinados por Eastwood, como “O Cavaleiro Solitário” (1985), “O Destemido Senhor da Guerra” (1986) e “Bird” (1988), biografia do saxofonista de jazz Charlie “Bird” Parker. Niehaus também compôs para o amigo as trilhas do faroeste “Os Imperdoáveis” (1992), do romance “As Pontes de Madison” (1995), do filme de ação “Poder Absoluto” (1997), do mistério “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal” (1997) e do épico espacial “Cowboys do Espaço” (2000). Mas após o thriller policial “Dívida de Sangue” (2002) decidiu se afastar do trabalho pesado de composição. Mesmo assim, seguiu trabalhando com Eastwood como condutor e orquestrador de trilhas, até se aposentar definitivamente com “Gran Torino” (2008). Embora a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nunca tenha reconhecido o trabalho de Niehaus com uma indicação ao Oscar, ele chegou a ser nomeado ao BAFTA (o Oscar britânico) pela trilha de “Bird”. Já a Academia da Televisão o premiou com um Emmy pelo trabalho no telefilme “Vida Boêmia” (1993), que trazia Jeff Goldblum e Forest Whitaker como músicos de jazz.

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    Anthony James (1942 – 2020)

    31 de maio de 2020 /

    O ator Anthony James, que viveu vilões memoráveis do cinema, incluindo em filmes vencedores do Oscar, morreu na terça passada (26/5) de câncer. Ele tinha 77 anos. James tinha feito apenas uma breve aparição numa série de TV quando o diretor Norman Jewison o escalou como o frio assassino de “No Calor da Noite” (1967), estrelado por Sidney Poitier e Rod Steiger. O longa venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Filme. Apesar desse destaque inicial, sua carreira cinematográfica demorou a decolar. Mas isso não o impediu de ficar conhecido, graças a inúmeras participações em séries clássicas. Ele chegou a ter um papel recorrente em “Gunsmoke”, entre 1968 e 1969, mas também apareceu em “Bonanza”, “Havaí 5-0”, “Mod Squad”, “Têmpera da Aço” (Ironside), “Justiça em Dobro” (Starsky and Hutch), “As Panteras” (Charlie’s Angels), “Esquadrão Classe A” (The A Team), etc. E sem esquecer que estrelou um clipe da banda Poison, “Fallen Angel”, em 1988. Seus personagens geralmente causavam confusão, precisando ser despachados pelo mocinho das histórias. Até quando fazia filmes infantis e comédias, James interpretava vilões, como em “Perigo na Montanha Enfeitiçada” (1978) e “Corra que a Polícia vem Aí! 2 1/2” (1991). Seu principal rival no cinema acabou sendo Clint Eastwood, que o enfrentou – e dirigiu – duas vezes, nos faroestes clássicos “O Estranho sem Nome” (1973) e “Os Imperdoáveis” (1992). Este último também venceu o Oscar e marcou a despedida de James da profissão de ator. Ele trocou as telas de cinema e TV por telas de pintura. A partir dos anos 1990, James iniciou uma bem-sucedida carreira como artista plástico, tendo vendido mais de 100 obras para galerias em Boston, Nova York, São Francisco, Santa Fe, Novo México e Japão. Também escreveu livros sobre arte, poesia e até uma biografia, publicada em 2014.

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    Marge Redmond (1925 – 2020)

    29 de maio de 2020 /

    A atriz Marge Redmond, que interpretou a irônica irmã Jacqueline na série clássica “A Noviça Voadora”, morreu em 10 de fevereiro, mas só agora teve o falecimento comunicado. Ela tinha 95 anos. Filha mais velha de um bombeiro, Redmond nasceu em Cleveland em 14 de dezembro de 1924 e foi casada com o também falecido ator Jack Weston (“Dirty Dancing”), de 1950 até o divórcio na década de 1980. Ela conheceu Weston em 1948, quando ambos ainda eram iniciantes e participaram de uma mesma montagem teatral em sua cidade. Eles se mudaram para Nova York e se casaram logo em seguida. Os dois conseguiram papéis em peças da Broadway, mas não o sucesso que buscavam. Então optaram por uma mudança para Los Angeles, onde começaram a fazer séries, como “Johnny Staccato”, “Ben Casey”, “Além da Imaginação” (The Twilight Zone), “Os Intocáveis” (The Untouchables) e “O Fugitivo” (The Fugitive). A atriz estreou no cinema em 1961, no drama “Santuário”, de Tony Richardson, e também teve papéis em “O Bagunceiro Arrumadinho” (1964), estrelado por Jerry Lewis, “Anjos Rebeldes (1966), de Ida Lupino, foi a esposa de Walter Matthau em “Uma Loura por um Milhão” (1966), de Billy Wilder, a enfermeira do clássico anti-bélico “Johnny Vai à Guerra” (1971), de Dalton Trumbo, uma das suspeitas de “Trama Macabra” (1976), último filme de Alfred Hitchcock, e uma amante vingativa em “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (1993), de Woody Allen. Mas foi mesmo o papel da irmã Jacqueline em “A Noviça Voadora” que marcou sua carreira. A série passada num Convento de Porto Rico e centrada nas aventuras da irmã Bertrille (vivida pela jovem Sally Field), uma noviça capaz de voar, durou três temporadas, de 1967 a 1970, e cansou de ser reprisada em TVs de todo o mundo. Além de coestrelar os 82 episódios produzidos, Redmond narrou cada um deles, já que eram suas lembranças que conduziam as histórias, e chegou a receber uma indicação ao Emmy como Melhor Atriz Coadjuvante na 2ª temporada. Curiosamente, antes de viver a irmã Jacqueline, ela interpretou outra freira, irmã Liguori, ao lado de Rosalind Russell em “Anjos Rebeldes” (1966), e disse acreditar que isso a ajudou a conseguir o papel na série. Após o final de “A Noviça Voadora”, Redmond apareceu em várias outras atrações como convidada especial, mas só foi repetir uma personagem em mais de um capítulo nos anos 1990, como a Sra. McArdle, empregada doméstica de Ben (Andy Griffith) na série “Matlock”. Ela apareceu em cinco episódios na produção da NBC. Nos últimos anos, a atriz começou a fazer comerciais e dublar videogames, e acabou ganhando mais dinheiro com esse tipo de emprego. “Ela trabalha cinco dias por ano e faz seis dígitos”, disse Weston uma vez. Entre seus últimos trabalhos, incluem-se dublagens das franquias de videogames “Max Payne” e “Grand Theft Auto”.

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    Richard Herd (1932 – 2020)

    26 de maio de 2020 /

    O ator Richard Herd, conhecido por seus papéis na série “Seinfeld” e em filmes clássicos como “Todos os Homens do Presidente” (1976) e “Síndrome da China” (1979), morreu nesta terça (26/5) aos 87 anos, por complicações de um câncer. Herd fez sua estreia no cinema em “Hercules em Nova York” (1970), que lançou a carreira de ator de Arnold Schwarzenegger. Mas só foi se destacar seis anos depois, como o agente da CIA James W. McCord Jr. em “Todos os Homens do Presidente” (1976). O papel que lhe deu proeminência quase não ficou com ele. Herd só foi escalado após a morte de Richard Long, primeira escolha do diretor Alan J. Pakula. A projeção de “Todos os Homens do Presidente”, vencedor de quatro Oscars, lhe rendeu convite para viver outro personagem de comportamento suspeito, o diretor de uma usina nuclear que tenta esconder um meltdown em “Síndrome da China”. Mas logo trocou os dramas de impacto social pelas comédias de sucesso, vivendo militares em “A Recruta Benjamin” (1980), estrelada por Goldie Hawn, e “O Sargento Trapalhão” (1996), com Steve Martin. Ele teve uma boa parceria com Steve Martin e também John Candy, participando ainda de “Antes Só do que Mal Acompanhado” (1987), ao lado da dupla, e de “Aluga-se para o Verão” (1985), protagonizado por Candy. Paralelamente, teve participações recorrentes em séries famosas, especializando-se em sci-fis televisivas. Viveu um alienígena invasor nos três capítulos da minissérie “V: A Batalha Final” (V: The Final Battle), um klingon em dois episódios de “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração” (Star Trek: The Next Generation), um almirante da Frota Estelar em cinco aparições em “Jornada nas Estrelas: Voyager” (Star Trek: Voyager) e o Almirante Noyce em duas temporadas de “Seaquest 2032” (Seaquest SDV). Ele também integrou o elenco fixo de “Carro Comando” (TJ Hooker), dando vida ao Capitão Sheridan, chefe de William Shatner entre 1982 a 1984. Seu trabalho mais lembrado, contudo, foi como ator convidado de “Seinfeld”, interpretando o Sr. Wilhelm, o supervisor de George Costanza (Jason Alexander) em seu emprego no time dos New York Yankees. Ele apareceu em 11 episódios, ao longo de três temporadas da sitcom, incluindo o capítulo final, exibido em 1998. Em entrevista de 2016, Herd disse que o personagem foi divertido de interpretar. “Ele era muito vulnerável e tinha um senso de humor curioso… Ele era meio delirante às vezes. Eu já tive muitos delírios na vida, então foi fácil para mim”, brincou. Ao longo da carreira, Herd filmou como vários diretores famosos, desde suas papéis iniciais até o final de sua filmografia. Entre os muitos parceiros, destacam-se Clint Eastwood, que o comandou em “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal” (1997) e num de seus últimos desempenhos, “A Mula” (2018). Ele também trabalhou com Jordan Peele no fenômeno “Corra!” (2017).

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    Jon Whiteley (1945 – 2020)

    20 de maio de 2020 /

    O ator e curador de museu Jon Whiteley, que recebeu um raro Oscar honorário juvenil em 1953, morreu aos 75 anos. A causa do falecimento não foi revelada. Whiteley tinha 8 anos quando ele e Vincent Winter estrelaram o drama britânico “Os Raptores”, de Philip Leacock, como meninos que encontram um bebê abandonado e decidem criá-lo. Pela desempenho, ambos receberam o Oscar honorário, uma estátua menor que o troféu original, entregue pela primeira vez em 1934 para Shirley Temple e pela última vez em 1960, para Hayley Mills. Deanna Durbin, Mickey Rooney e Judy Garland também receberam o troféu como atores mirins. Apesar da cerimônia do Oscar ser uma noite de consagração, o menino escocês não pôde ir ao evento em Los Angeles. Seus pais não deixaram. Na verdade, a carreira de ator foi um acidente na vida de Whiteley. Filho do diretor de uma escola, ele aprendeu a ler muito cedo e acabou incentivado a fazer a leitura de uma obra infantil no rádio. A desenvoltura chamou atenção de um produtor de cinema de Londres, que em 1952 o contratou para atuar no thriller criminal “Devoção de Assassino”, em que contracenou com Dirk Bogarde. Depois do Oscar mirim, ele foi trabalhar com um mestre do cinema, Fritz Lang, na aventura “O Tesouro de Barba Rubra” (1955). Também participou do thriller “O Seu Primeiro Crime” (1956), de Val Guest, e “O Jardineiro Espanhol” (1956), novamente com Dirk Bogarde. Mas a carreira foi extremamente curta, encerrando-se após mais dois papéis em episódios de séries de TV. Ao encerrar precocemente sua vida de ator, Whiteley se dedicou a seus estudos, formando-se na faculdade Pembroke e se tornando curador de museus. Ele se aposentou há alguns anos, no Ashmolean Museum, dedicado à arte e arquitetura, na cidade de Oxford. “Ao longo dos séculos, muitos indivíduos ajudaram a forjar o Ashmolean. Entre eles, há aqueles cujos espíritos ainda pulsam nas veias dessa instituição. Jon é um deles”, disse Xa Sturgis, diretor do museu, em comunicado sobre a morte do antigo funcionário.

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    John Mahon (1938 – 2020)

    19 de maio de 2020 /

    O ator John Mahon, que viveu policiais e militares em vários blockbusters dos anos 1990, morreu em 3 de maio, de causas naturais em sua casa em Los Angeles. Ele tinha 82 anos e sua morte foi anunciada apenas na terça (19/5) por seu filho Joseph. Nascido em 3 de fevereiro de 1938, em Scranton, Pensilvânia, Mahon contraiu poliomielite na infância e passou quase nove meses totalmente paralisado. Ele nunca recuperou o uso total do braço esquerdo, mas tornou-se um mentor de atores com deficiência e escreveu sobre sua vida e carreira em um livro de memórias de 2014 (“A Life of Make Believe: From Paralysis to Hollywood”). Ele estudou línguas clássicas e literatura inglesa na Universidade de Scranton, onde conheceu o dramaturgo e ator Jason Miller, vencedor do Prêmio Pulitzer, com quem veio a trabalhar frequentemente. Em 1971, ele foi indicado ao prêmio de Melhor Ator pelos críticos de teatro de Nova York pela peça “Nobody Hears a Broken Drum”, escrita por Miller. Em seguida, fez sua estreia no cinema num pequeno papel em “O Exorcista” (1973), de William Friedkin, filme em que seu amigo Miller encarnou seu papel famoso, como o padre Karras. A amizade da dupla continuou com a peça “That Championship Season” do dramaturgo, que marcou a estreia de Mahon como diretor de teatro. A carreira de diretor progrediu em inúmeros produções da Broadway e do circuito off-Broadway em Nova York, incluindo montagens de “Hair”, “Camelot”, “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?” e “Um Estranho no Ninho”. Apesar disso, Mahon teve tempo para atuar em diversas séries e filmes. No cinema, a maioria de seus papéis foram registrados nos anos 1990, quando fez “Sob a Sombra do Mal” (1990), de Curtis Hanson, o clássico de terror “As Criaturas Atrás das Paredes” (1991), de Wes Craven, o thriller “Um Passo em Falso” (1992), de Carl Franklin, a comédia “Meu Querido Presidente” (1995), de Rob Reiner, o clássico neo-noir “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), novamente sob direção de Hanson, a sci-fi apocalíptica “Armageddon” (1998), de Michael Bay, e a sátira de espionagem “Austin Powers” (1999), de Jay Roach. É uma lista impressionante, com sucessos de bilheterias e queridinhos da crítica. Na TV, também colecionou participações em atrações icônicas, como “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files), “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “MacGyver – Profissão: Perigo” (MacGyver), “A Supermáquina” (Knight Rider), “Arquivo X” (The X-Files), “Angel”, “Frasier”, “Crossing Jordan”, “Arquivo Morto” (Cold Case) e “Star Trek: Enterprise”. Seus últimos trabalhos incluíram o filme “Zodiaco” (2007), de David Fincher, e seu único papel recorrente numa série, como o porteiro George de “Studio 60 on the Sunset Strip” (2006–2007). Ele também atuou em vários comerciais.

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  • Etc,  Filme

    Gregory Tyree Boyce (1989 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    Gregory Tyree Boyce, que atuou no fenômeno “Crepúsculo” (2008), morreu aos 30 anos. Boyce e sua namorada Natalie Adepoju, de 27, foram encontrados mortos na quarta-feira (13/5) em seu condomínio em Las Vegas. A causa da morte ainda não foi divulgada. O falecimento foi comunicado pela mãe do ator, Lisa Wayne, que lhe prestou homenagem em sua conta do Facebook no domingo (17/5). No texto, em que chama o filho de seu grande apoio e “chef favorito”, ela revelou que Boyce pretendia lançar um restaurante de fast food com pratos batizados “em homenagem aos rappers da costa oeste”, incluindo Snoop Dog, Kendrick Lamar, Roddy Ricch e The Game. Ele se transformou em ator aos 18 anos, ao passar nos testes de elenco de “Crepúsculo”. No filme, viveu Crowley, o estudante da Forks High School que dirigia o carro que só não atropelou Bella Swan (Kristen Stewart) porque ela foi salva no último segundo pela superforça vampírica de Edward Cullen (Robert Pattinson). O acidente acabou aproximando o casal, o que rendeu todo o resto do enredo da franquia. Mas enquanto até atores de pouco destaque na produção, como Anna Kendrick, Christian Serratos e Justin Chon, aproveitaram a popularidade do fenômeno pop para iniciar carreiras duradouras, Boyce não teve o mesmo destino. Ele só voltou a filmar 10 anos depois, como figurante num clipe, e nunca mais apareceu diante das câmeras. Ao completar 30 anos em dezembro, Boyce escreveu no Instagram: “Ao longo dos anos, como todo mundo, cometi erros pelo caminho, mas hoje é um daqueles dias em que apenas reflito sobre os grandes. Que momento para estar vivo… Vamos fazer o resto desses anos da melhor maneira possível”.

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    Geno Silva (1948 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    O ator Geno Silva, que interpretou o gângster Caveira em “Scarface” (1983), morreu no último dia 9 em sua casa, na cidade de Los Angeles, aos 72 anos, em decorrência de demência frontotemporal. O falecimento só foi informado pela família no domingo (17/5). Nascido em 20 de janeiro de 1948 em Albuquerque, Novo México, Silva teve uma carreira de quatro décadas, mas de pouca projeção, apesar de ter trabalhado três vezes com Steven Spielberg – em “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), “Amistad” e “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (ambos de 1997). Seu papel mais lembrado é mesmo o de Caveira (Skull, em inglês), que ironicamente é um personagem sem diálogos, apesar da participação importante em “Scarface” – é o agourento que mata Tony Montana (Al Pacino) no fim do longa de Brian De Palma. Silva também participou de “Wanda Nevada” (1979), dirigido pelo ator Peter Fonda, “Bailes Mexicanos” (1981), de Luis Valdez, “Conspiração Tequila” (1988), com Mel Gibson, “Cidade dos Sonhos” (2001), de David Lynch, e “O Vingador” (2003), estrelado por Vin Diesel. Na televisão, ele participou regularmente da série dramática “Key West”, de 1993, e apareceu em episódios de “Chumbo Gosso” (Hill Street Blues) “Miami Vice”, “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger) e “Star Trek: Enterprise”, entre outras. Sua carreira foi mais bem-sucedida nos palcos. Ele chegou a realizar uma turnê internacional com “O Mercador de Veneza”, ao lado de Philip Seymour Hoffman e John Ortiz nos anos 1990, além de ter se destacado em “Sueño”, escrita por Jose Rivera (“Diários de Motocicleta”). Casado, ele tinha uma filha e dois netos.

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  • Etc,  Série

    Ken Osmond (1943 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    Ken Osmond, que ficou famoso como astro infantil na série “Leave It to Beaver” (1957-1963), morreu nesta segunda-feira (18/5) aos 76 anos. A causa da morte não foi revelada. Ela já era um ator mirim “veterano”, com participações em filmes como “O Veleiro da Aventura” (1952) e “O Ocaso de uma Alma” (1955) quando foi contratado, aos 14 anos, para dar vida a Eddie Haskell, o travesso melhor amigo do irmão mais velho de Beaver, na série em preto e branco. Apesar de atuar desde que tinha 9 anos, nada que fez antes teve a projeção do programa sobre Theodore “The Beaver” Cleaver (interpretado por Jerry Mathers) e suas aventuras com a família e colegas da escola num bairro suburbano. A atração foi um sucesso enorme na TV americana, e até hoje influencia narrativas televisivas que seguem o ponto de vista infantil para refletir sobre situações vividas em família – como “The Goldbergs”, Young Sheldon”, etc. O detalhe é que “Leave It to Beaver” não acabou com o fim oficial da série em 1963. A atração foi retomada num telefilme de 1984, que estourou a audiência e rendeu um revival, “The New Leave It to Beaver” (1984–1989), além de um filme em 1997. Osmond apareceu em todas essas produções, repetindo seu papel de Eddie Haskell na TV e virando o pai do personagem no filme, lançado no Brasil como o título de “Sem Querer”. Além disso, ainda manteve Eddie ativo em participações especiais em outras produções, como as séries “Hi Honey, I’m Home” e “Parker Lewis”, nos anos 1990. Foram poucos, mas Osmond também interpretou outros papéis, aparecendo em séries clássicas como “Lassie”, “Caravana”, “Os Monstros” e “Happy Days”. Como esses trabalhos esporádicos, ele precisou buscar outra ocupação profissional a partir dos anos 1970. Para pagar as contas, passou em testes e virou um oficial da Polícia de Los Angeles, mas a mudança de carreira não durou muito. Em 1980, ele foi baleado enquanto perseguia um suspeito de roubar carros. O ferimento foi grave, a ponto dele ser colocado em licença médica e lhe render aposentadoria precoce em 1988. Depois da figuração em “Sem Querer”, seu nome só voltou à imprensa em 2007, quando ele e Jack Klugman (“The Odd Couple”) processaram o Sindicado dos Atores dos EUA (SAG, na sigla em inglês) por supostamente coletar royalties internacionais das séries que ambos estrelaram sem notificá-los. O processo terminou num acordo de compensação financeira em 2010.

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  • Filme

    Monique Mercure (1930 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    A atriz canadense Monique Mercure morreu no domingo (17/5), aos 89 anos, após batalha contra o câncer. Com uma carreira de seis décadas, ela trabalhou com diretores consagrados, como o francês Claude Chabrol (“Domínio Cruel”, de 1994), o canadense David Cronenberg (“Mistérios e Paixões”, de 1991) e até o americano Robert Altman (“Quinteto”, de 1979). Nascida em 14 de novembro de 1930 como Marie Lise Monique Emond, em Montreal, ela estudou música e casou-se com o compositor Pierre Mercure com apenas 19 anos, em 1949. O casal teve três filhos antes de se separar em 1958. A carreira como atriz só começou depois da separação. Ela estudou no Actor’s Studio, em Nova York, e passou a atuar no cinema canadense a partir de “Quem Ama, Perdoa” (1963), de Claude Jutra, com quem firmou uma duradoura parceria – incluindo papéis em “Meu Tio Antoine” (1971) e “Pour le Meilleur et pour le Pire” (1975). A consagração veio em “J.A. Martin Fotógrafo” (1977), de Jean Beaudin, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, e o Genie da categoria na premiação da Academia Canadense de Cinema. No filme, ela interpreta Rose-Aimée, esposa do famoso fotógrafo J.A. Martin, que decide acompanhá-lo em sua turnê pelo duro interior canadense na virada do século passado, esperando reviver o casamento deles. A projeção lhe rendeu seu primeiro papel hollywoodiano, na sci-fi pós-apocalíptica “Quinteto” (1979), de Altman, em que contracenou com um elenco internacional formado pelos lendários Paul Newman, Vittorio Gassman, Fernando Rey e Bibi Andersson. Ela também participou de “Domínio Cruel”, que Chabrol rodou no Canadá em 1984, ao lado de Jodie Foster e Sam Neill, e se destacou em “Mistérios e Paixões” (1991), do compatriota David Cronenberg, que lhe rendeu seu segundo Genie (O Oscar canadense), desta vez como Atriz Coadjuvante. Mercure ainda venceu um terceiro Genie como coadjuvante por “Conquest” (1998), de Piers Haggard, sobre uma comunidade rural repleta de idosos. Mas, depois disso, foram poucos destaques, incluindo “O Violino Vermelho”, de François Girard, lançado no mesmo ano, e seu último filme, “C’est le Coeur qui Meurt en Dernier” (2017), de Alexis Durand-Brault, indicado a seis prêmios da Academia Canadense. Foram mais de 30 filmes em francês e inglês, o que lhe rendeu uma homenagem final do primeiro-ministro Justin Trudeau no Twitter. “Perdemos uma grande atriz canadense. Monique Mercure teve um impacto profundo em muitas gerações. Ela ajudou a promover o cinema do Quebec além das nossas fronteiras, e seu legado segue vivo através do seu trabalho”, escreveu o líder político do Canadá.

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