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    Morgan Freeman se diz devastado e que nunca praticou assédio sexual na vida

    26 de maio de 2018 /

    Diante da perda de projetos devido à repercussão negativa de acusações de assédio sexual, trazidas à tona por uma reportagem da CNN na quinta (24/5), o ator Morgan Freeman soltou um segundo comunicado em que rechaça as denúncias, afirmando que nunca praticou assédio em sua vida. O ator se diz “devastado” por receber tais acusações, afirmando que sua carreira está em risco por causa das denúncias. “Estou devastado que, aos 80 anos, minha vida corre o risco de ser minada em um piscar de olhos. Todas as vítimas de assédio sexual merecem ser ouvidas e nós devemos ouvi-las. Mas não é justo que casos horríveis de abuso sexual e momentos de elogios fora de lugar e brincadeiras humorísticas sejam coisas equivalentes”, afirmou Freeman. “Eu admito que sou uma pessoa que sente uma necessidade de fazer mulheres e homens se sentirem apreciados e tranquilos ao meu redor. Por isso, eu muitas vezes brinco e elogio mulheres, de uma forma que sempre pensei ser leve e engraçada. Claramente, eu não fui compreendido da maneira que achei. E é por isso que me desculpei anteriormente, e vou continuar a me desculpar com qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida. Mas também gostaria de ser firme: eu nunca criei ambientes hostis de trabalho. Nunca fui um assediador e nunca sugeri dar trabalho a alguém por sexo. Qualquer acusação a este respeito é falsa”, completou o ator. A denúncia da CNN trouxe acusações de oito mulheres que atestaram conduta inapropriada e assédio sexual do ator. Outras oito pessoas confirmaram as acusações. O caso mais sério teria ocorrido com uma assistente de produção de “Despedida em Grande Estilo”, que afirmou que Freeman a tocou sem consentimento nas costas e fez comentários sobre o seu corpo e suas roupas durante toda a produção, que durou meses. “Ele ficava tentando levantar a minha camisa e perguntava se eu estava de lingerie”, contou a mulher, que não teve o nome revelado. Segundo ela, o assédio foi tão grande que o ator Alan Arkin, que também estava no elenco do filme, mandou Freeman parar. Alan Arkin não atendeu pedidos da CNN para corroborar a história. Outro caso teria ocorrido nas filmagens de “Truque de Mestre”, de 2013. A CNN ouviu uma mulher envolvida na produção do filme, que revelou ter sido assediada pelo ator em várias oportunidades, também com comentários sobre o seu corpo. Outras mulheres da equipe passaram pelo mesmo problema, segundo a fonte não identificada. Houve, porém, uma pessoa que se identificou. Para justificar a reportagem, uma das jornalistas responsáveis revelou que tinha sido motivada por interesse próprio em denunciar o ator. Ela afirma ter ficado chocada ao fazer uma entrevista e receber um elogio fora de lugar, que considerou assédio sexual. Estava grávida e Freeman teria dito que queria estar lá, supostamente dentro dela. A afirmação forte foi acompanhada pelas imagens da entrevista, que parecem mostrar outra coisa, um comentário de Freeman sobre uma declaração de Michael Caine, sentado a seu lado, sobre um equívoco que cometeu ao elogiar uma grávida que era apenas gorda. A impressão que a reprodução da entrevista dá é que Freeman gostaria de estar lá para ver isso. Outra cena de bastidores de uma entrevista com o ator, trazida pelas duas repórteres que assinam a denúncia, também mostraram exagero na busca de imagens para corroborar um suposto escândalo. A cena apresentada registra uma troca de elogios sorridentes entre o ator e uma entrevistadora, cujo assunto de sua aparência e o fato de estar solteira foram trazidos à tona pela própria jornalista. Vale a pena considerar se a acusação contra Morgan Freeman não é uma caça às bruxas iniciada por conta de um equívoco e levada à extremos por situações corriqueiras. Um homem de 80 anos é obviamente mais machista que uma jovem de 20. Mas será que isso o torna automaticamente um Harvey Weinstein? Veja abaixo o vídeo da CNN e as “provas” apresentadas para justificar a reportagem, que já custou projetos ao astro veterano e levou o próprio Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG) a considerar rever uma homenagem feita a ele no começo do ano por sua carreira premiada.

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    Harvey Weinstein se entrega à polícia e pode pegar 25 anos de prisão

    25 de maio de 2018 /

    O produtor Harvey Weinstein se entregou à polícia de Nova York na manhã desta sexta-feira (25/5). Se dependesse apenas da polícia, a prisão de Weinstein teria acontecido antes, já que os investigadores alegavam possuir há meses provas suficientes para acusá-lo formalmente pelo assédio sexual das atrizes Paz de la Huerta e Lucia Evans. A Promotoria de Manhattan, no entanto, quis mais tempo para apresentar uma acusação mais consistente, que não levantasse nenhuma dúvida sobre os crimes de Weinstein, acusado por ao menos 75 mulheres de crimes sexuais. Weinstein, que já foi um dos produtores mais poderosos de Hollywood, chegou numa delegacia de Tribeca, em Manhattan, por volta das 7h25 (8h25 em Brasília) sorrindo ironicamente e levando três livros. Ao se apresentar, foi algemado e escoltado por policiais até um tribunal de plantão – sem os livros e sem o mesmo sorriso. Três helicópteros acompanharam a movimentação. Segundo a agência de notícia Reuters, o juiz encarregado do caso, Kevin McGrath, propôs um acordo de fiança de US$ 1 milhão em espécie. Weinstein entregou seu passaporte e concordou em usar um dispositivo de monitoramento que rastreia sua localização até o julgamento. Ele responde por duas acusações de estupro e uma acusação de ato sexual criminoso contra duas mulheres, disseram os promotores, que ainda investigam novos casos para acrescentar à acusação. Se condenado, Weinstein pode pegar até 25 anos de prisão. O advogado do produtor, Benjamin Brafman, disse que ele pretende se declarar inocente. Os abusos sexuais de Weinstein aconteceram ao longo de três décadas, mas a maior parte dos crimes prescreveu. Ele atacava principalmente atrizes jovens em começo de carreira e mantinha suas vítimas em silêncio com ameaças, dizendo-se capaz de impedi-las de trabalhar novamente. As que ousaram recusar seus avanços passaram a ver os papéis minguarem, levando-as a projetos inferiores a seus status. A impunidade acabou apenas em outubro do ano passado, quando o jornal New York Times publicou uma reportagem denunciando os assédios do produtor com depoimento da atriz Ashley Judd, a primeira a ter coragem de assumir o risco de se expor. A matéria mencionava outros casos, mas foi uma segunda reportagem, da revista New Yorker, que abriu as comportas, trazendo declarações de diversas vítimas, inclusive acusações de estupro. A soma das denúncias inspirou outras atrizes a quebrarem o silêncio. Não apenas contra Harvey Weinstein, mas contra todos os predadores da indústria do entretenimento, criando um efeito dominó, alimentado pelo movimento #MeToo, uma hashtag criada de forma espontânea no Twitter para unir vítimas e denunciar assédios. O fenômeno varreu as produções de cinema e TV, gerando novos escândalos e culminando em demissões de produtores, roteiristas e astros poderosos. Pivô de tudo isso, Weinstein sumiu da mídia, buscando refúgio em um centro de reabilitação para viciados em sexo. Isto, porém, não o protegeu das repercussões. Ele foi demitido de seu estúdio cinematográfico, Weinstein Company, e expulso da Academia de Cinema, que organiza o Oscar, da Academia de TV, que organiza o Emmy, do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos e de muitas outras organizações. Paralelamente, sua empresa encontrou dificuldades para manter projetos, passou a ser alvo de inúmeros processos de vítimas e credores, e se viu forçada a pedir falência, sendo vendida num leilão de liquidação. Agora, as denúncias começam a ter implicações criminais. Além da polícia de Nova York, autoridades de Los Angeles e Londres abriram investigações contra Weinstein. Há também uma investigação federal em estágio inicial nos Estados Unidos.

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    Morgan Freeman pede desculpas em meio à repercussão negativa das acusações de assédio

    25 de maio de 2018 /

    O ator Morgan Freeman entrou numa lista negra de Hollywood, após uma reportagem da rede CNN trazer à tona acusações de assédio sexual de oito mulheres contra ele, juntando-o a outras celebridades envolvidas nesta tipo de escândalo nos últimos meses. E isso já está lhe rendendo prejuízos, com o cancelamento de campanhas que o envolviam. Poucas horas após a exibição da reportagem da rede CNN com a denúncia, a empresa de crédito VISA e o serviço de trens TransLink anunciaram a suspensão de anúncios com participação de Freeman. Até o sindicato americano de atores, SAG, informou que analisa retirar um prêmio honorário que entregou a Freeman em janeiro como homenagem à sua carreira. “São afirmações contundentes, devastadoras e absolutamente contrárias a todos os passos que estamos tomando para garantir um ambiente de trabalho seguro para os profissionais desta indústria”, disse um porta-voz do sindicato. Diante da perda de seu maior ativo, a imagem de homem íntegro, o ator decidiu se manifestar. Em comunicado enviado à imprensa, ele pediu desculpas por qualquer “incômodo” causado, sem assumir o assédio. “Qualquer pessoa que me conhece ou trabalhou comigo sabe que não sou alguém que intencionalmente ofenderia ou geraria algum incômodo. Me desculpo com quem quer que tenha se sentido incomodado ou desrespeitado, nunca foi a minha intenção”, declarou Freeman no texto curto. O ator, que está prestes a completar 81 anos, possuía tanta autoestima nos Estados Unidos que seu personagem mais popular era ninguém menos que Deus, papel que viveu em “Todo Poderoso” (2003) e “A Volta do Todo Poderoso” (2007) e que ele ainda explorou na série documental “The Story of God with Morgan Freeman”. Tudo isso acabou após a reportagem exibida na quinta-feira (24/5), em que a CNN trouxe 16 depoimentos anônimos – oito deles de supostas vítimas – que descreveram o comportamento de abuso sistemático do ator nos bastidores de filmagens e viagens promocionais. São casos recentes, não de décadas atrás como os evocados pela maioria das denúncias surgidas no âmbito do movimento #MeToo. Um dos incidentes aconteceu nas filmagens de uma comédia lançada no ano passado, “Despedida em Grande Estilo” (2017). Uma assistente de produção afirmou à CNN que Freeman a tocou sem consentimento durante meses, fazendo comentários sobre o seu corpo e suas roupas. “Ele ficava tentando levantar a minha camisa e perguntava se eu estava de lingerie”, contou a assistente de produção, que não teve o nome revelado. Segundo ela, o assédio foi tão grande que o ator Alan Arkin, que também estava no elenco do filme, mandou Freeman parar. Outro caso aconteceu nas filmagens de “Truque de Mestre”, de 2013. A CNN ouviu uma mulher envolvida na produção do filme, que revelou ter sido assediada pelo ator em várias oportunidades, também com comentários sobre o seu corpo. Outras mulheres da equipe passaram pelo mesmo problema, segundo a fonte da reportagem. Quatro pessoas ouvidas pela CNN afirmaram que nos últimos dez anos viram Freeman deixar as mulheres desconfortáveis no ambiente de trabalho. Duas alegaram terem sido tocadas inapropriadamente pelo ator, entre elas a assistente de produção que contou sobre a tentativa de Freeman tirar a sua camisa. Mas nenhuma dessas pessoas relatou o problema a produtores ou autoridades, com medo de perder o emprego.

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    Filho diz que Woody Allen é vítima do verdadeiro monstro da família, sua mãe Mia Farrow

    24 de maio de 2018 /

    Nem todos os filhos de Woody Allen pintam o pai como um monstro pedófilo. Para Moses Farrow, por exemplo, Woody Allen é uma vítima do verdadeiro monstro da família, sua mãe Mia Farrow. Não é a primeira vez que ele diz isso, em frontal desacordo com o relato da irmã Dylan, que acusa o pai de abuso sexual, e do irmão Ronan, um dos repórteres mais importantes na denúncia que derrubou o magnata Harvey Weinstein e deu início a uma grande limpeza em Hollywood, marcando o fim da tolerância com predadores. Mas esta é a primeira vez que ele defende o pai adotivo sem ninguém lhe perguntar. Moses, que foi adotado ainda bebê na Coréia do Sul por Mia Farrow e depois co-adotado por Allen em 1991, virou terapeuta especializado no atendimento de famílias. E lida com relatos muito parecidos com o que diz ter experimentado em sua vida pessoal. Isto o inspirou a desabafar na quarta-feira (23/5) em seu blogue. No longo texto, intitulado “Um Filho Fala”, Moses afirma ter visto Mia Farrow maltratar fisicamente seus irmãos até deixá-los “fisicamente incapacitados, arrastando-os por um lance de escadas para serem jogados em um quarto ou em um armário, então tendo a porta trancada do lado de fora”. Ele alega que sua irmã adotiva, Soon-Yi Previn, “era bode expiatório mais frequente”. Em 1992, Allen teve um caso com Soon-Yi, com quem se casou mais tarde, terminando seu relacionamento com Mia Farrow e iniciando a batalha pela custódia de seus filhos, tanto biológicos quanto adotivos, que culminou na denúncia de Dylan, então com sete anos de idade. “Quando Soon-Yi era jovem, Mia certa vez jogou uma grande peça de porcelana na cabeça dela. Felizmente ela errou, mas as peças quebradas atingiram suas pernas”, afirma Moses. “Anos depois, Mia bateu nela com um telefone.” Estas lembranças já tinham sido trazidos à público anteriormente, durante conversas com o escritor Eric Lax para uma biografia de Woody Allen. Na ocasião, Moses também comentou sobre as alegações de sua irmã Dylan, de que Allen a molestou quando criança, alegando que o cineasta nunca fez nada parecido. Em seu post no blog, Moses reforçou sua posição de que Allen — que nunca foi condenado e que negou as alegações de Dylan por décadas — é inocente. Para ele, sua irmã mais nova jamais foi molestada por Woody Allen, mas isso não a impede de ter sido uma vítima de assédio. Vítima de uma campanha de manipulação da mãe, Mia Farrow. Na época em que Dylan Farrow disse ter sido alvo de abusos por parte de Allen, Mia já travava uma luta diária contra o diretor. Fazia sete meses desde que atriz descobrira a relação entre a sua filha adotiva Soon-Yi e o então parceiro Woody Allen – o casal está junto até hoje. Segundo Moses, tudo o que se ouvia em sua casa naquele período era que Woody era “maldoso, um monstro, o diabo”, e que Soon-Yi “estava morta” para eles. “A minha mãe era a nossa única fonte de informação sobre Woody – e ela era extremamente convincente”, ele descreve. “Também tínhamos aprendido repetidamente que ir contra a sua vontade trazia repercussões horríveis.” Moses vai direto ao ponto, ao descrever o dia em que o suposto abuso teria acontecido. Quando Woody Allen foi passar o dia com as crianças na casa de Connecticut – enquanto Mia foi às compras – , todos estavam em estado de alerta, graças à campanha de sua mãe, de que o diretor era o mal encarnado. Ele afirma que havia cinco crianças e três adultos na casa na ocasião – duas babás e uma professora de francês, e “que todos tinham sido instruídos durante meses que Woody era um monstro. Portanto, nenhum de nós teria permitido que Dylan se afastasse com Woody, mesmo que ele tentasse”, garante, afirmando que seu pai nunca ficou sozinho com a irmã no dia em que supostamente a teria abusado. O rapaz afirma que as pessoas se basearam na relação entre Woody e Soon-Yi (que nunca foi sua filha adoptiva) para se convencerem de que as alegações de Dylan eram verdadeiras. “Sim, [a relação] era pouco ortodoxa, desconfortável, perturbadora para a nossa família e magoou terrivelmente a minha mãe. Mas a relação, por si só, não foi tão arrasadora para a nossa família como a insistência da minha mãe em fazer da sua traição o centro das nossas vidas desde então”. O terapeuta aponta ainda algumas incongruências na versão dos acontecimentos descrita por sua irmã mais nova, como o trenzinho de brinquedo que Dylan associa ao momento do abuso. Segundo sua acusação, Woody a teria distraído com o brinquedo enquanto a tocava. Mas o trenzinho não estava no lugar em que a jovem afirma ter sido abusada. Para Moses, na idade de Dylan seria normal que o reforço da acusação e da repetição da história substituísse a realidade. E ele lembra que a mãe ensaiou o que ele devia dizer no julgamento de custódia. Na sua opinião, tanto de testemunha dos fatos e como expert em terapia familiar, a falta de nexo da acusação deveria ser suficientes para que as pessoas tivessem menos vontade de jogar pedras num homem que, para ele, sempre foi inocente. Ao final, Moses dirige-se às pessoas que vieram à público, após a pressão do movimento #MeToo, se dizer arrependidas por terem trabalhado com o seu pai no passado: “Precipitaram-se ao se juntar a um coro de condenação com base numa acusação desacreditada [por múltiplas investigações], por medo de não estarem no lado ‘certo’ deste grande movimento social”. Ele deixou ainda uma mensagem para a irmã: “Desejo paz e sabedoria para que você possa compreender que dedicar sua vida a ajudar a nossa mãe a destruir a reputação do nosso pai não lhe trará, provavelmente, nenhum consolo.”

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    Jeffrey Tambor é acusado de assédio verbal e intimidação no set de Arrested Development

    24 de maio de 2018 /

    Após ser demitido por assédio sexual em “Transparent”, Jeffrey Tambor está às voltas com nova polêmica, desta vez em “Arrested Development”. A atriz Jessica Walker, que interpreta sua esposa na série da Netflix, acusou-o de assédio verbal e intimidação psicológica durante as gravações da nova temporada da atração. A situação criou uma saia justa e dividiu o elenco, e após tentar minimizar o clima dos bastidores, os atores Jason Bateman e Tony Hale foram às redes sociais pedir desculpas para a atriz e lamentar seus próprios comportamentos diante das acusações. A acusação veio à tona durante uma entrevista do elenco de “Arrested Development” para o jornal The New York Times, realizada como contraponto a uma reportagem da revista The Hollywood Reporter que retratava o ator como injustiçado em “Transparent”. Questionados sobre o comportamento do ator em sua série, Jessica Walter admitiu ter tido um problema sério, após ter sido assediada “verbalmente” durante as gravações numa série de “explosões” do ator. “Em quase 60 anos de trabalho, nunca tive ninguém que gritasse comigo daquele jeito em um set. E é difícil lidar com isso”, disse Walter. Bateman defendeu Tambor durante a discussão, dizendo que o comportamento explosivo era “parte de seu processo”, mas Walter discordou. Tony Hale também tentou jogar panos quentes na roupa suja lavada diante da imprensa, ao observar que “todos nós temos nossos momentos”. Mas Walter não aceitou a explicação masculina (“mansplaning”, como brilhantemente taxaram as feministas): “Não é assim. Aquilo foi ruim demais”. Foi então que Bateman insistiu em sua versão de “mansplaning”. Sutilmente qualificando sua colega como chorona, disse que era comum trabalhar com pessoas “difíceis” e que ele tinha queixas “zero”. “Mais uma vez, não quero menosprezar ou desculpar ou qualquer outra coisa, mas na indústria do entretenimento é incrivelmente comum ter pessoas que, entre aspas, são ‘difíceis’. E quando você está em uma posição privilegiada para contratar pessoas, ou tem uma influência em quem é contratado, você faz ligações telefônicas. E você diz: ‘Ei, então eu ouvi X sobre a pessoa Y; me fale sobre isso’. E o que você aprende é o contexto, e você aprende sobre o caráter e aprende sobre hábitos de trabalho, ética no trabalho e começa a entender, porque é um processo muito amorfo, esse tipo de trabalho ferrado que fazemos, você sabe, vida falsa. É uma coisa estranha, e é um terreno fértil para o comportamento atípico, e certas pessoas têm certos processos”. A atriz mais jovem do elenco, Alia Shawkat, que também co-estrelou “Transparent” com Tambor e que já havia apoiado publicamente “as vozes das vítimas”, contrapôs suas colegas masculinos. “Mas isso não significa que seja aceitável. E o ponto é que as coisas estão mudando e as pessoas precisam se respeitar de forma diferente”. Depois da entrevista, as redes sociais lotaram de críticas à defesa de Bateman do comportamento condenável de Tambor. Isto levou o ator a refletir e mudar de tom, assumindo-se “incrivelmente envergonhado” e afirmando lamentar profundamente ter subestimado os sentimentos de sua colega Jessica Walter. “Eu pareço que acho aceitável alguém gritar no ambiente de trabalho. Mas não acho. Parece que estou desculpando Jeffrey. Eu não estou. Parece que eu sou insensível a Jessica, mas eu não sou”, ele escreveu no Twitter. “Eu percebi horrorizado que não tinha noção de como aquele incidente a afetou. Eu estava tão determinado a deixar Jeffrey saber que ele contava com nosso apoio, que subestimei os sentimentos da vítima, outra pessoa que amo muito, e ela estava sentada ao meu lado”. Ele continou: “Este é um grande momento de aprendizado para mim. Eu não deveria ter tentado dar uma explicação masculina ou consertar uma briga, ou fazer tudo ficar bem. Eu deveria ter me focado no que é mais importante. Nunca há qualquer desculpa para abuso, de qualquer forma, de qualquer gênero. E a voz da vítima precisa ser ouvida e respeitada. Ponto.” Tony Hale também foi ao Twitter pedir desculpas por seus comentários e dizer que procurou pessoalmente Walter após a entrevista. “‘Arrested Development’ é uma das minhas famílias”, escreveu Hale. “Independentemente das minhas intenções, está claro que minhas palavras, tanto ditas quanto não ditas, serviram para minimizar a dor de Jessica e por isso lamento muito.” Tambor foi demitido de “Transparent”, série mais premiada da Amazon, no início deste ano depois que sua ex-assistente Van Barnes e sua colega Trace Lysette, ambas transexuais, o acusaram de assédio sexual e agressão. A 5ª temporada de “Arrested Development” estreia na próxima terça (29/5) na Netflix.

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    Morgan Freeman é acusado de assédio sexual por oito mulheres

    24 de maio de 2018 /

    Morgan Freeman, um dos atores veteranos mais respeitados de Hollywood, foi acusado por oito mulheres de conduta inapropriada e assédio sexual. Outras oito pessoas confirmaram as acusações, numa reportagem exibida nesta quinta-feira (24/5) pela rede CNN. O ator e sua equipe foram procurados pelo canal de notícias, mas não se pronunciaram. Um dos casos aconteceu recentemente, durante as filmagens de “Despedida em Grande Estilo” (2017). Uma assistente de produção afirmou à CNN que Freeman a tocou sem consentimento nas costas durante meses e fez comentários sobre o seu corpo e suas roupas. “Ele ficava tentando levantar a minha camisa e perguntava se eu estava de lingerie”, contou a assistente de produção, que não teve o nome revelado. Segundo ela, o assédio foi tão grande que o ator Alan Arkin, que também estava no elenco do filme, mandou Freeman parar. Outro caso aconteceu nas filmagens de “Truque de Mestre”, de 2013. A CNN ouviu uma mulher envolvida na produção do filme, que revelou ter sido assediada pelo ator em várias oportunidades, também com comentários sobre o seu corpo. Outras mulheres da equipe passaram pelo mesmo problema, segundo a fonte da reportagem. Quatro pessoas ouvidas pela CNN afirmaram que nos últimos dez anos viram Freeman deixar as mulheres desconfortáveis no ambiente de trabalho. Duas alegaram terem sido tocadas inapropriadamente pelo ator, entre elas a assistente de produção que contou sobre a tentativa de Freeman tirar a sua camisa. Mas nenhuma dessas pessoas relatou o problema a produtores ou autoridades, com medo de perder o emprego. O ator de 80 anos é tão venerado que seu personagem mais marcante é ninguém menos que Deus, papel que viveu em “Todo Poderoso” (2003) e “A Volta do Todo Poderoso” (2007) e que ele ainda explorou na série documental “The Story of God with Morgan Freeman”. Ele também ficou ficou marcado por filmes como “Conduzindo Miss Daisy” (1989),”Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995), “Um Sonho de Liberdade” (1994), “Red: Aposentados e Perigosos” (2010), “Invictus” (2009), no qual viveu Nelson Mandela, e “Menina de Ouro” (2004), que lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

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    Roman Polanski chama movimento #MeToo de “histeria coletiva” e “hipocrisia”

    8 de maio de 2018 /

    O cineasta Roman Polanski chamou o movimento #MeToo de “histeria coletiva” e “hipocrisia”, em uma entrevista para a edição polonesa desta semana da revista Newsweek. “Parece-me que é uma histeria coletiva, do tipo que acontece nas sociedades de tempos em tempos”, disse o diretor de 84 anos, em entrevista realizada poucos dias antes de ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, devido ao código de ética implementado justamente após demandas do #MeToo. Polanski comparou o movimento à histeria criada em outros momentos históricos da civilização. Para ele, tais fenômenos “às vezes tomam um rumo mais dramático, como a Revolução Francesa ou a noite de São Bartolomeu na França (massacre de protestantes em 1572), e às vezes menos sangrenta, como em 1968 na Polônia (revolta estudantil e campanha antissemita) ou o macarthismo nos Estados Unidos”, disse Polanski. “Todos, impulsionados principalmente pelo medo, se esforçam para se juntar a esse movimento. Quando observo isso, me faz lembra da morte de um amado líder norte-coreano, que fez todo mundo chorar terrivelmente, e alguns choravam tão forte que não pudemos deixar de rir”. “Então, é puramente hipocrisia?”, pergunta-lhe o jornalista da publicação. “Na minha opinião, é tudo hipocrisia”, confirma o diretor. Além do caso em que assumiu o estupro de Samantha Geimer, de 13 anos, em 1977, outras quatro mulheres, algumas delas atrizes, sentiram-se encorajadas pelo movimento #MeToo a acusar Polanski de outros abusos cometidos no mesmo período. Ele nega as novas acusações, que não foram à julgamento por terem prescrito. Após a entrevista, mas antes que Newsweek polonesa chegasse às bancas, Polanski foi expulso da Academia. “O Conselho continua a encorajar padrões éticos que exigem que membros mantenham os valores da Academia de respeito pela dignidade humana”, afirmou a instituição em nota.

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    Advogado e vítima de Polanski chamam expulsão do diretor pela Academia de abuso

    5 de maio de 2018 /

    O advogado do cineasta Roman Polanski considerou um “abuso” a decisão de sua expulsão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, anunciada na quinta-feira (3/5), junto do banimento do ator Bill Cosby, condenado na semana passada por estupro. E foi ecoado pela vítima do diretor, que chamou o ato de “cruel”. Polanski, atualmente com 84 anos, também tinha sido condenado por agressão sexual em 1977, envolvendo uma menina de 13 anos. Ele fez um acordo com promotoria pelo qual confessaria a culpa e passaria alguns dias na cadeia. Mas após cumprir esse período, percebeu nas audiências que o juiz do caso pretendia ignorar o acordo e fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado devido à sua nacionalidade, e lá continuou sua carreira como diretor de cinema. Mesmo no exílio, a Academia reconheceu seu trabalho, dando-lhe o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista” (2002). “O que aconteceu tem a característica de abuso psicológico a nosso cliente, uma pessoa idosa. Colocar Bill Cosby e Roman Polanski no mesmo nível é um mal-entendido, uma perseguição”, manifestou-se o advogado do diretor, Jan Olszewski, em registro da agência France Presse. “Polanski teve apenas um incidente em sua vida, pelo qual foi considerado culpado, assumiu a responsabilidade, e pelo qual sua vítima o perdoou”, afirmou Olszewski, comparando o caso do diretor com o de Cosby, que não assumiu erro, foi acusado por mais de 40 mulheres e jamais perdoado. Segundo o advogado, o cineasta é um homem psicologicamente forte, mas está “chocado” com a decisão da Academia. “Ele já viveu coisas (ruins) em sua vida, e não está feliz. Está chocado”, ressaltou o defensor. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 55 anos, também reclamou da hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, ela escreveu em seu blog. A decisão de expulsar Polanski (e Cosby) aconteceu seis meses após a expulsão de Harvey Weinstein, cujo escândalo sexual precipitou um movimento de cunho feminista, que vem varrendo os predadores da indústria do entretenimento nos Estados Unidos, e pouco mais de um mês após o próprio presidente da Academia, John Bailey, ser inocentado de acusação de assédio sexual. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta, motivado pelo caso de Weinstein, apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Polanski e Cosby foram os primeiros a ser enquadrados neste código. Assim como Polanski, Woody Allen também foi julgado por abuso de menor, a própria filha Dylan Farrow, mas o caso não resultou em condenação.

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    Bill Cosby e Roman Polanski são expulsos da Academia de Cinema dos EUA, responsável pelo Oscar

    3 de maio de 2018 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, instituição responsável pelo Oscar, anunciou nesta quinta-feira (3/5) a expulsão de Bill Cosby e Roman Polanski de seu quadro de membros. O ator e o cineasta foram julgados culpados em casos de estupros distintos. Polanski nos anos 1970, situação que não o impediu de receber um Oscar em 2003 como Melhor Diretor por “O Pianista”, e Cosby na semana passada. “O Conselho continua a encorajar padrões éticos que exigem que membros mantenham os valores da Academia de respeito pela dignidade humana”, afirmou a instituição em nota. A decisão aconteceu seis meses após a expulsão de Harvey Weinstein, cujo escândalo sexual precipitou um movimento de cunho feminista, que vem varrendo os predadores da indústria do entretenimento nos Estados Unidos, e pouco mais de um mês após o próprio presidente da Academia, John Bailey, ser inocentado de acusação de assédio sexual. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta, motivado pelo caso de Weinstein, apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Polanski e Cosby foram os primeiros a ser enquadrados neste código.

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    Ashley Judd processa Harvey Weinstein por prejudicar sua carreira

    30 de abril de 2018 /

    A atriz Ashley Judd entrou com uma ação na justiça da Califórnia nesta segunda-feira (30/4) por difamação e assédio sexual, entre outras acusações, contra o produtor Harvey Weinstein, alegando que ele prejudicou sua carreira depois que ela recusou o seus avanços sexuais. O processo civil, apresentado no Tribunal Superior de Los Angeles, em Santa Monica, alega que Weinstein fez com que Judd perdesse uma papel importante no filme “O Senhor dos Anéis”, ao propagar “mentiras infundadas” contra ela. Na ação, o advogado da atriz alega que Weinstein “retaliou a sra. Judd por ela rejeitar seus abusos sexuais, quando ele a encurralou em um quarto de hotel sob o pretexto de discutir negócios”. “Weinstein usou seu poder na indústria do entretenimento para prejudicar a reputação de Judd e limitar sua capacidade de encontrar trabalho”, acrescenta o processo. O texto recorda que Judd sentia que algo “invisível” estava atrasando sua carreira, mas ela não percebeu o que era até dezembro, quando ficou claro que a culpa era de Weinstein. A atriz chegou a negociar com o diretor Peter Jackson e sua equipe em 1998 para interpretar um dos dois papéis principais na trilogia de fantasia, mas Weinstein “torpedeou” a oportunidade dizendo que ela “era um ‘pesadelo’ para se trabalhar e deveria ser evitada… a todo custo”. Assim, Weinstein teria usado seu poder na indústria do entretenimento para prejudicar a reputação de Ashley Judd e limitar sua capacidade de encontrar emprego em boas produções. Segundo a atriz, ela nunca soube porque não tinha sido escalada para o filme. A verdade só surgiu após ler uma entrevista de Jackson, publicada em dezembro, na qual ele contou o que houve, afirmando que, na época, não tinha razão para questionar o que lhe foi dito, mas que agora suspeitava ter sido alimentado com informações falsas para benefício da agenda de Weinstein. Na ocasião, Jackson pediu desculpas às atrizes por ter acreditado nas mentiras de quem agora se sabe ser um predador sexual, e lamentou ter sido cúmplice na lista negra que prejudicou suas carreiras. O processo contra Weinstein também detalha as alegações feitas por outras atrizes, incluindo Salma Hayek e Uma Thurman, que dizem que o magnata ameaçou suas carreiras depois que elas o rejeitaram sexualmente. Também alega que Mira Sorvino foi igualmente preterida para um papel de “O Senhor dos Anéis” pela mesma razão que Judd. Ashley Judd foi a primeira atriz famosa a denunciar o comportamento sexualmente abusivo de Harvey Weinstein, na reportagem do jornal The New York Times publicada em outubro de 2017, inspirando uma avalanche de acusações, que deram origem ao movimento de mídia social #MeToo contra assédio e agressão sexual. Por sua coragem ao interromper o silêncio das vítimas de Weinstein, ela foi considerada uma das personalidades do ano pela revista Time. Desde sua denúncia, mais de 70 mulheres vieram à público acusar Weinstein de assédio, abuso e até mesmo estupro.

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    Bertolucci condena Ridley Scott por substituir Kevin Spacey em Todo o Dinheiro do Mundo

    30 de abril de 2018 /

    O veterano diretor italiano Bernardo Bertolucci resolveu polemizar com o colega inglês Ridley Scott, ao criticar sua decisão de substituir o ator Kevin Spacey no filme “Todo o Dinheiro do Mundo”, após ele ter sido denunciado por assédio sexual. As declarações foram dadas durante a estreia mundial da versão restaurada de “Último tango em Paris” (1972), no Festival Internacional de Cinema de Bari. Bertolucci disse que, quando soube que Scott havia concordado em apagar todas as cenas de Spacey no filme, sua primeira reação foi mandar uma mensagem para o editor dos filmes de Scott, Pietro Scalia, “para dizer que ele deveria se envergonhar” por aquilo. “E então eu imediatamente quis fazer um filme com Spacey”, continuou o diretor. Vale observar que Pietro Scalia trabalhou com Scott em vários filmes, entre “Gladiador” e “Perdido em Marte”, mas não em “Todo o Dinheiro do Mundo”. Paradoxalmente, Bertolucci também afirmou que apoia completamente o movimento #MeToo e o elogiou por conscientizar a violência contra as mulheres em todo o mundo. Ele próprio se envolveu numa polêmica recente, quando veio à tona que planejou com Marlon Brando realizar a cena da estupro com manteiga de “Último tango em Paris” sem o conhecimento ou o consentimento da atriz Maria Schneider, cujos protestos registrados no filme foram autênticos – apesar de ser uma encenação. Kevin Spacey foi acusado de assédio pelo ator Anthony Rapp (de “Star Trek: Discovery”), por integrantes de um teatro inglês e pela produção da série “House of Cards”, pelo filho do ator Richard Dreyfuss, além da mãe de uma vítima, que classificou eu comportamento como de “predador sexual”. No filme de Scott, o ator foi substituído por Christopher Plummer, que recebeu uma indicação ao Oscar 2018 na categoria de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel do magnata Jean Paul Getty.

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    Acusadora de Bill Cosby descreve estupro no julgamento do comediante

    14 de abril de 2018 /

    A acusadora que levou Bill Cosby a julgamento por abusos sexuais testemunhou no tribunal da Pensilvânia na sexta-feira (13/4). E repetiu diante do juiz que o comediante a drogou e a estuprou em 2004, e só não falou nada antes porque ficou com medo, já que ele era famoso e ninguém nunca tinha o denunciado por violência sexual. Foi a segunda vez que Andrea Constand, de 45 anos, confrontou o comediante de 80 anos no tribunal na Filadélfia. Na primeira vez, o júri não foi capaz de chegar a um veredicto, o que levou a um segundo julgamento. Ela é apenas uma das cerca de 50 mulheres que acusaram o comediante americano, que ficou famoso por desempenhar o papel de um patriarca sábio no sucesso televisivo “The Cosby Show”. Mas as demais denúncias de abusos sexuais datam de décadas. A acusação de Constand é a única que não prescreveu e que poderia instaurar processo criminal. Constand relatou que na época do suposto ataque trabalhava na Temple University, universidade que Cosby cursou. Ela disse ter ido à casa do ator para discutir uma possível mudança de carreira. Cosby teria aproveitado para lhe dar três pílulas azuis, que disse serem para relaxá-la. Ela testemunhou que as pílulas a fizeram se sentir tonta, e que Cosby a levou até um sofá e a deitou. “A próxima coisa que eu lembro, eu estava meio acordada”, disse Constand. “Minha vagina estava sendo penetrada com bastante força. Eu senti meus seios sendo tocados. Ele colocou minha mão em seu pênis e se masturbou com minha mão. Eu não era capaz de fazer nada.” Cosby tem repetidamente negado qualquer ato irregular e disse que qualquer encontro sexual que teve foi consensual. Seus advogados descreveram Constand como uma vigarista que busca dinheiro.

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    Sindicato dos Atores proíbe testes de Hollywood em hotéis e residências

    12 de abril de 2018 /

    O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos, conhecido pela sigla SAG-AFTRA, resolveu proibir testes de elenco em quartos de hotel e residências particulares após as inúmeras denúncias de assédio sexual em Hollywood. O fim do atalho para o teste do sofá consta de um Código de Conduta publicado pela entidade nesta quinta (12/4). “O SAG-AFTRA se opõe que audições, entrevistas e reuniões profissionais similares sejam realizadas em quartos de hotel ou residências privadas”, diz o texto, publicado no site do sindicato. “Exortamos que produtores e outros responsáveis na tomada de decisões, com influência e controle da carreira profissional de outros, PAREM de ter essas reuniões profissionais nesses locais de alto risco e busquem alternativas de locais mais apropriados.” O sindicato também pediu para os agentes de talentos que tampouco marquem esse tipo de reunião para seus clientes, e recomendou aos atores que, caso seja impossível mudar o local, compareçam às reuniões acompanhados de uma pessoa de confiança. A proibição é uma forma de evitar a repetição de casos como o de Harvey Weinstein, que usava hotéis para abordar sexualmente jovens atrizes. A maioria das denúncias contra o produtor revelou que ele convidava atrizees para seu quarto de hotel com a desculpa de falar de trabalho e tirava a roupa, oferecia massagens, ou pedia que elas o vissem se masturbar, tudo com promessas de fama, ou ameaças de arruinar suas carreiras. Há também acusações sobre testes em residências, como as denúncias contra Steven Seagal, entre outros. “Estamos comprometidos a enfrentar o cenário que permitiu que predadores explorassem a portas fechadas várias atrizes sob a aparência de uma reunião profissional”, declarou Gabrielle Carteris, presidente do SAG-AFTRA, que representa 160 mil atores e outros profissionais do entretenimento e da mídia.

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