Dono de rede de cinemas diz que Netflix deu prejuízo para quem exibiu O Irlandês
O presidente-executivo da Cineworld, a segunda maior rede de cinemas do mundo, acusou a Netflix de dar prejuízo aos cinemas que exibiram “O Irlandês”, de Martin Scorsese. Em entrevista ao jornal Financial Times, Mooky Greidinger disse que o filme arrecadou bilheterias “insignificantes”, por ter seu lançamento em streaming programado para poucos dias depois da exibição cinematográfica. A produção da Netflix foi lançada nas salas de cinema dos EUA no dia 1º de novembro e chegou na plataforma em 27 de novembro. “’O Irlandês’ perdeu muita bilheteria. Um trabalho de Scorsese teria gerado boa renda nas salas de cinema”, declarou Greidinger, expondo o impasse entre os proprietários de cinemas e a Netflix. A acusação, porém, não se sustenta. Antes de “O Irlandês”, Scorsese lançou “Silêncio”, sem programação para streaming, que ficou em cartaz por dois meses nos EUA e Canadá, arrecadando apenas US$ 7,1 milhão no mercado doméstico. Foi um dos maiores fracassos de 2016. “Silêncio” tinha 2h41 e foi considerado muito longo pelos exibidores, que abreviaram sua temporada em cartaz. Já “O Irlandês” tem quase uma hora a mais – 3h29, ao todo. Considerando o resultado anterior, é difícil imaginar que “O Irlandês” estourasse as bilheterias. Além disso, ao custo de estimados US$ 159 milhões, devido aos efeitos de rejuvenescimento de seu elenco, dificilmente seria produzido por algum estúdio interessado em fazer dinheiro com a venda de seus ingressos. O motivo é simples. O maior sucesso comercial de Scorsese, o remake “Os Infiltrados” (2006), rendeu US$ 132,2 milhões na América do Norte – menos que o orçamento de seu novo filme. A maior bilheteria mundial do diretor também é incompatível com os gastos no longa de 2019. “O Lobo de Wall Street” (2013) fez US$ 389,8 milhões em todo o mundo, mas “O Irlandês” precisaria de pelo menos US$ 100 milhões a mais para bancar sua produção. Como se vê, há muita falácia nessa briga entre donos de cinema e Netflix, o que apenas dificulta a construção de uma alternativa de convivência – inevitável – entre os dois meios de exibição.
Ativistas de Hong Kong realizam boicote bem-sucedido ao filme chinês Ip Man 4
Ativistas pró-democracia em Hong Kong organizaram um boicote ao filme de artes marciais “Ip Man 4: The Finale”, que encerra a franquia “O Grande Mestre” (Ip Man), para protestar contra postura pró-Pequim do produtor Raymond Wong e das estrelas Donnie Yen e Danny Chan. A quarta parte da bem-sucedida franquia quebrou recordes de bilheteria na China, Taiwan e Cingapura. Mas, em Hong Kong, faturou apenas US$ 660 mil em sua estreia no fim de semana passado, atrás de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (que fracassou na China). Para desencorajar o público a assistir ao filme, os ativista encontraram uma forma criativa de manifestação, que troca piquetes por publicações de spoilers do filme nas redes sociais e cartazes em pontos estratégicos com a hashtag #BoycottIpMan4. O boicote foi organizado por usuários do fórum LIHKG, o similar local do Reddit, que tem sido um dos centros estratégicos do movimento pró-democracia de Hong Kong, iniciado em junho e enfrentado de forma dura pelas forças policiais. A ação faz parte da iniciativa popular “círculo econômico amarelo”, que começou a ganhar força nos últimos meses, com o objetivo de valorizar restaurantes, lojas e marcas que apoiam o movimento e prejudicar estabelecimentos “azuis” ou pró-China. Mapas e guias de “restaurantes/lojas amarelos” foram elaborados para incentivar o apoio de cidadãos de Hong Kong aos empreendedores democráticos. Raymond Wong tem notória posição pró-China, tendo organizado um fundo para uma organização contrária a movimentos por democracia em 2014 e criticado publicamente a vitória do drama politizado “Ten Years” no Hong Kong Film Awards em 2015, chamando a consagração do filme na cerimônia de “um grande erro” e “uma piada”. Donnie Yen, que interpreta o personagem-título da franquia, mostrou sua posição política ao subir ao palco e cantar com o líder chinês Xi Jinping em uma festa de gala comemorativa do 20º aniversário da reincorporação de Hong Kong à China continental, em 2017, além de ter feito uma declaração no início deste ano reafirmando a importância da “determinação da pátria”. E Danny Chan, que interpreta Bruce Lee no final da saga (Ip Man foi o mestre de Bruce Lee na vida real), tem apoiado abertamente a polícia de Hong Kong, postando nas mídias sociais que a polícia não deve “pegar leve com nenhum [manifestante]” nem “deixar ninguém escapar”. O produtor veterano Wong inaugurou a franquia “Ip Man” em 2008, fazendo de Yen uma estrela e abrindo caminho para seu envolvimento em superproduções de Hollywood, incluindo o spin-off de “Star Wars”, “Rogue One”, e o vindouro remake live-action de “Mulan”. “Mulan”, por sinal, deve se tornar o próximo alvo de boicote na região. Além de contar com Yen em papel importante, a intérprete da personagem-título, Liu Yifei, expressou apoio à repressão do movimento democrático. A atriz, que também é conhecida como Crystal Liu, usou a plataforma Weibo para dizer que “apoia os policiais” que estão reprimindo brutalmente as manifestações e que as críticas à repressão são “uma vergonha para Hong Kong”. Entretanto, a questão não é assim tão simples. A China é um país totalitário. Muitos confundem a liberdade econômica que tornou o gigante asiático numa potência comercial com a chegada de uma suposta democracia à região, mas a ditadura comunista continua no poder. E sua capacidade de retaliação lembra pesadelos stalinistas, com artistas sendo presos na calada da noite apenas por criticarem o governo ou por agirem de forma a contrariar os princípios do partido. Vale lembrar do sumiço forçado da atriz Fan Bingbing, que foi levada a lugar desconhecido e “pressionada” por cerca de quatro meses para confessar supostos crimes de sonegação de impostos, sendo liberada apenas após “pedir perdão” ao povo chinês pela mesma Weibo e assumir a culpa pelo que o governo a acusava. Neste ano, também veio à tona a notícia de que a China estava obrigando todos seus estúdios e artistas a boicotar a mais tradicional premiação do cinema da região, porque ela é realizada em Taiwan, que, como Hong Kong, rebela-se contra o poder central. Se algum artista chinês participasse ou simplesmente fosse premiado no Golden Horse Awards 2019, que aconteceu em novembro, ficaria proibido de trabalhar no país. Ninguém se rebelou e apenas participantes de Taiwan, Malásia e Singapura concorreram ao chamado “Oscar chinês” deste ano.
Star Wars: A Ascensão Skywalker estreia com pior bilheteria da nova trilogia
“Star Wars: A Ascensão Skywalker” cumpriu a expectativa de uma bilheteria arrasadora em sua estreia no fim de semana. Entretanto, as críticas negativas que o longa recebeu ajudaram a diminuir o impacto vislumbrado pelo mercado. Na famosa metáfora do copo, ele está definitivamente mais cheio que vazio, mas poderia ter transbordado. A arrecadação de US$ 175,5 milhões passa longe de ser considerada irrisória. Afinal, é a terceira maior bilheteria de estreia já registrada no mês de dezembro na América do Norte. O detalhe é que as duas maiores foram “O Despertar da Força” (US$ 248 milhões em 2015) e “Os Últimos Jedi” (US$ 220 milhões em 2017). E isto torna “A Ascensão Skywalker” a pior bilheteria de estreia da nova trilogia – e a única a não largar com mais de US$ 200 milhões. Antes das críticas serem publicadas, a expectativa era que “A Ascensão Skywalker” faturasse US$ 215 milhões… O filme chegou a decepcionar em alguns mercados, como a China, onde a franquia nunca teve força – devido à falta de lançamento da trilogia original. Foram apenas US$ 12,6 milhões nos cinemas chineses. Com isso, o lançamento simultâneo em 52 países rendeu US$ 198 milhões, diante de uma projeção de até US$ 250 milhões. Também foi a menor abertura internacional da trilogia. Somando tudo, “A Ascensão Skywalker” atingiu US$ 373,5 milhões mundiais. Outras comparações negativas dentro da saga ficaram por conta das avaliações da crítica (57% – pior aprovação da trilogia e a segunda mais baixa de toda a franquia) e do público (B+ no CinemaScore, primeiro “Star Wars” a receber menos que a nota A). O Top 3 norte-americano se completou com “Jumanji: Próxima Fase”, que foi líder na semana passada, e “Frozen 2”, que está atualmente com US$ 1,1 bilhão mundiais, ainda atrás do primeiro filme e do recorde de “O Rei Leão” em arrecadação de animação. Já o outro grande lançamento da semana, “Cats”, foi um fracasso completo. Pode-se dizer que também cumpriu expectativas, diante das críticas mais viscerais do ano. “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros” fez apenas US$ 6,6 milhões em seu estreia na América do Norte, abrindo em 4º lugar e gerando grande crise contábil, como fonte de prejuízo financeiro milionário para o estúdio Universal. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: A Ascensão Skywalker Fim de semana: US$ 175,5M Total EUA e Canadá: US$ 175,5M Total Mundo: US$ 373,5M 2. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 26,1M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 311,9M 3. Frozen 2 Fim de semana: US$ 12,3M Total EUA e Canadá: US$ 386,5M Total Mundo: US$ 1,1B 4. Cats Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 10,9M 5. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 89,5M Total Mundo: US$ 185,5M 6. Escândalo Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 5,4M Total Mundo: US$ 5,4M 7. O Caso Richard Jewell Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 9,5M Total Mundo: US$ 9,5M 8. Queen & Slim Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 36,5M Total Mundo: US$ 36,5M 9. Natal Sangrento Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 7,2M Total Mundo: US$ 13,3M 10. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 192,9M
Netflix revela ter 29 milhões de assinantes na América Latina
A Netflix revelou pela primeira vez dados bem detalhados de seu alcance fora do território dos Estados Unidos. Com o objetivo de convencer seus investidores sobre o potencial de crescimento que possui em diversos mercados internacionais, a plataforma confirmou que, atualmente, possui 90 milhões de assinantes fora dos EUA (no território americano, o número de clientes é 60 milhões). De acordo com os dados da companhia, a Netflix possui, atualmente 29 milhões de assinantes em território latino-americano. Não parece muito, diante dos números da audiência televisiva na região. Mas é crescente. O registro é praticamente o dobro do divulgado pela empresa em 2017. Outro dado importante é que, embora não especifique isoladamente a quantidade de assinantes por país, o desempenho da Netflix na América Latina é impulsionado, sobretudo, pelos serviços sediados no Brasil e no México. Entretanto, esse crescimento não é acompanhado por grande aumento de arrecadação. A América Latina é a região que gera a menor receita para a Netflix, devido à desvalorização da moeda de seus países frente ao dólar. Com isso, as assinaturas latinas giram em torno de US$ 8,21 por mês, em média, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá o preço está em US$ 12,36. Esta desvalorização fez com que o faturamento anual ficasse em US$ 2 bilhões em 2019, superior em apenas US$ 300 mil ao valor de 2017, apurado com quase metade da quantidade dos assinantes atuais. No resto do mundo, a região que abrange Europa, Oriente Médio e África concentra a maior quantidade de assinantes, o que é inevitável quando se juntam três continentes. São 47 milhões de assinantes nesses territórios. Já a região que registra o crescimento mais rápido e em maior número de assinaturas é a Ásia-Pacífico, cujo número de clientes triplicou desde 2017. Paradoxalmente, ela também representa o menor mercado da Netflix no mundo, com 14 milhões de asiáticos atendidos – cerca de 9% do total de assinantes da plataforma. A reação do mercado para a liberação dessas informações não foi de muito entusiasmo. A avaliação é que a Netflix decidiu abrir dados sigilosos para mostrar que, apesar do cenário mais competitivo que encontra nos EUA, ainda possui potencial de crescimento no exterior. Além de ser o país com crescimento mais lento da Netflix, os Estados Unidos também registram, pela primeira vez, um recuo na base de assinantes do serviço: 126 mil pessoas cancelaram o serviço no segundo trimestre do ano. Isto acontece em meio ao aumento na quantidade de oferta em serviços rivais – Disney+ (Disney Plus) e Apple TV+ foram lançados neste período – , uma tendência que só irá aumentar em 2020. A Netflix ainda aponta que o sucesso de sua expansão internacional pode ser creditada à boa aceitação de séries e projetos de conteúdo de língua não-inglesa. O maior exemplo é a série “La Casa de Papel”, que se tornou muito popular em todo mundo, não apenas na Espanha, seu país original. Para a empresa, este ainda é seu grande diferencial para continuar crescendo, diante da concorrência com serviços que só oferecem atrações americanas.
Frozen 2 ultrapassa US$ 1 bilhão em bilheteria antes da estreia no Brasil
Ainda inédito no Brasil, o filme “Frozen 2” superou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial neste domingo (15/12). Ao todo, são US$ 366,5 milhões arrecadados nos Estados Unidos e Canadá e US$ 666 milhões no resto do mundo, somando US$ 1,033 bilhão de faturamento global. No mercado internacional, a China lidera a venda de ingressos, com US$ 111,5 milhões de arrecadação, seguida pela Coréia do Sul (US$ 85,4 milhões), Japão (US$ 67,3 milhões), Reino Unido (US$ 49,6 milhões), Alemanha (US$ 39,9 milhões) e França (US$ 37 milhões). O montante total ainda é inferior à bilheteria do primeiro longa, que fez US$ 1,2 bilhão em 2013. A diferença é que “Frozen” levou 15 semanas para atingir US$ 1 bilhão, enquanto a continuação precisou de apenas quatro semanas e ainda não chegou a vários países. No Brasil, por exemplo, a estreia só vai acontecer no primeiro fim de semana de janeiro. A expectativa é que “Frozen 2” supere a arrecadação do anterior, considerando que já quebrou diversos recordes financeiros, inclusive de maior estreia animada mundial de todos os tempos. O desempenho de “Frozen 2” também ajudou a Disney a quebrar um recorde histórico de faturamento, fazendo com que o estúdio se tornasse o primeiro a atingir US$ 10 bilhões de bilheteria anual no mundo, em todos os tempos. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck, “Frozen 2” foi o sexto filme da Disney a atingir a marca bilionária neste ano – após “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões), “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Trata-se, por sinal, de outro recorde. Até então, a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015.
Jumanji: Próxima Fase estreia com recordes na América do Norte
A estreia de “Jumanji: Próxima Fase” acabou com três semanas de liderança e muitos recordes de “Frozen 2” nas bilheterias da América do Norte. A comédia de aventura com Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan fez US$ 60,1 milhões entre sexta e domingo (15/1) nos Estados Unidos e Canadá, muito mais do que a Sony esperava, com uma abertura 40% maior que o filme anterior, “Jumanji: Bem-Vindo A Selva” – que rendeu US$ 36,1 milhões em 2017. O resultado transformou “Jumanji: Próxima Fase” na maior estreia de uma comédia lançada no mês de dezembro na América do Norte, em todos os tempos. A bilheteria também é a maior já faturada pela Sony Pictures numa estreia de dezembro. E tem um detalhe: o filme fez o mesmo sucesso no exterior. Como foi lançado na semana passada em vários países, seu total mundial já está em US$ 212,6 milhões. Mas não há valores em reais neste montante. O lançamento no Brasil está marcado apenas para 16 de janeiro. De todo modo, a crítica achou pior que o primeiro, com registro de 66% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% do anterior. A Disney, porém, nem ligou para os recordes do rival, porque ainda está comemorando o sucesso de “Frozen 2”. A animação perdeu uma posição no ranking, mas já soma US$ 366,5 milhões no mercado doméstico e atingiu a marca encantada de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. Mais detalhes sobre essa realização podem ser conferidos aqui. “Entre Facas e Segredos”, um dos poucos títulos do ranking que podem ser vistos no Brasil, fecha o Top 3. Apesar do elenco estelar, a produção tem orçamento modesto para os padrões dos grandes estúdios de Hollywood (US$ 40 milhões) e se pagou com três semanas em cartaz (com US$ 162,2 milhões mundiais). Duas estreias completam o Top 5: “O Caso Richard Jewell”, de Clint Eastwood, baseado num fato real que voltou a render polêmica com a exibição, e o terror “Natal Sangrento” (Black Christmas), ambos com rendimentos medíocres. Mas enquanto o drama de Eastwood ainda pode prosperar devido às críticas positivas (77% de aprovação) e possíveis indicações a prêmios na temporada, “Natal Sangrento” enfrenta má vontade generalizada – crítica (44%) e público (nota D+ no CinemaScore) odiaram. “O Caso Richard Jewell” estreia em 2 de janeiro no Brasil, enquanto o segundo remake do clássico canadense “Noite do Terror” (Black Christmas, 1974) deve chegar por aqui direto em VOD. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 60,1M Total EUA e Canadá: US$ 60,1M Total Mundo: US$ 212,6M 2. Frozen 2 Fim de semana: US$ 19,1M Total EUA e Canadá: US$ 366,5M Total Mundo: US$ 1B 3. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 9,2M Total EUA e Canadá: US$ 78,9M Total Mundo: US$ 162,2M 4. O Caso Richard Jewell Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 5M Total Mundo: US$ 5M 5. Natal Sangrento Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 4,4M Total Mundo: US$ 7,5M 6. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 98,2M Total Mundo: US$ 184,6M 7. Queen & Slim Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 33,1M Total Mundo: US$ 33,1M 8. Um Lindo Dia na Vizinhança Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA e Canadá: US$ 49,3M Total Mundo: US$ 49,3M 9. Dark Waters – O Preço da Verdade Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 8,8M Total Mundo: US$ 9,2M 10. Crime sem Saída Fim de semana: US$ 1,1M Total EUA e Canadá: US$ 26,3M Total Mundo: US$ 37,8M
Globoplay alfineta comercial de Bruno Gagliasso na Netflix
A Globoplay devolveu uma alfinetada na Netflix, depois que Bruno Gagliasso gravou um comercial fazendo teste para entrar numa série da plataforma. No vídeo, ele se dizia disposto a fazer qualquer papel, “não sendo novela” – numa referência a seus últimos personagens televisivos, que não o agradaram, nem à crítica. A gravação foi realizada para promover a assinatura de contrato do ator para estrelar duas produções em streaming. Mas a Globoplay não deixou passar batido, respondendo, de forma bem-humorada que “Tá liberado fazer séries e novelas por aqui”. O texto ainda acrescenta: “A boa notícia é que eu tenho os dois”, e inclui fotos de Gagliasso em vários papéis desempenhados na rede Globo. O ator começou a carreira profissional aos 17 anos e atuou em 15 novelas, 4 peças e 4 filmes. Destaque para o esquizofrênico Tarso Cadore em “Caminho das Índias” (Globo, 2009), o assassino em série Eduardo Borges da minissérie “Dupla Identidade” (Globo, 2014) e o vilão Timóteo Cabral de “Cordel Encantado” (Globo, 2011). Sua premiada carreira – são mais de 20 nomeações – incluem duas estatuetas do Emmy por “Caminho das Índias” e “Joia Rara”. Veja abaixo a resposta da Globoplay e clique aqui para lembrar como a provação começou. Ufa! Tá liberado fazer séries e novelas por aqui. A boa notícia é que eu tenho os dois. pic.twitter.com/v2eRmexqQZ — globoplay (@globoplay) December 12, 2019
Ingresso.com passa a incluir nota do Rotten Tomatoes nas vendas online
O site Ingresso.com começou nesta semana a incorporar a nota do Rotten Tomatoes na descrição dos filmes em cartaz nos cinemas brasileiros. Portal americano que agrega resenhas de cinema, o Rotten Tomatoes ficou conhecido por criar um ranking de aprovação de filmes com base na média de opiniões da crítica. Estes indicadores agora ficarão visíveis no site e aplicativo do Ingresso.com, ajudando o público a decidir que filme escolher. Vale lembrar que o Ingresso.com faz parte do grupo Fandango, maior rede de ingressos online dos Estados Unidos, que há tempos já inclui as notas do Rotten Tomatoes junto das sinopses dos filmes. Além de valores percentuais de aprovação, que vão de 0 a 100%, o Rotten Tomatoes também três avaliações principais: “podre”, para longas que com menos de 60% de avaliações positivas, “fresco”, para filmes com mais de 60% de críticas positivas, e “fresco certificado” para os que conseguem mais de 75% de aprovação. Além da classificação de críticos, o site também oferece avaliações do público, que já foram motivos de controvérsia devido a campanhas de fãs e manipulações de robôs. Entretanto, são duas coisas diferentes e a avaliação da crítica permanece bastante confiável.
Netflix revela que 26 milhões de assinantes já viram O Irlandês
A Netflix anunciou nesta terça-feira (10/12) que “O Irlandês”, longa de Martin Scorsese produzido pela plataforma, foi visto por 26 milhões de assinantes em todo o mundo, durante sua primeira semana em streaming. O resultado foi celebrado como sucesso nas redes sociais, como se pode ver pelo tuíte abaixo. A audiência foi anunciada pelo chefe de conteúdo da empresa, Ted Sarandos, em uma conferência para investidores. Sarandos ainda disse que espera que o número chegue a 40 milhões em 28 dias. A empresa não costuma divulgar muitos dados e, quando decide revelar números, eles são sempre positivos. Mas já é possível comparar desempenhos entre os resultados alardeados. Por exemplo, anteriormente a plataforma afirmou que “Bird Box” teve recorde de exibições semanais, visto por 45 milhões de assinantes em sete dias. Os números de “O Irlandês” equivalem a 16% de todos os assinantes mundiais do serviço. E respaldam um levantamento independente da empresa Nielsen, que calculou em 17 milhões o número de assinantes americanos que assistiram a “O Irlandês” em sua primeira semana. Considerando esse número factual, 9 milhões de espectadores assistiram ao filme no mercado internacional. Orçado em cerca de US$ 160 milhões, de acordo com apurações da imprensa americana, o filme de 3h30 foi muito mais um investimento em prestígio do que num produto que atraísse muito público para a Netflix. Mas prestígio gera curiosidade, que vira audiência. “O Irlandês” tem se destacado como Melhor Filme do ano em várias listas estaduais da crítica americana e foi indicado a cinco categorias no Globo de Ouro 2020, incluindo a principal. O longa de Martin Scorsese também deve aparecer como um dos indicados ao Oscar 2020. *pours glass of wine* *dips bread* My friends, I’ve got some news from the big guy at the top: THE IRISHMAN was watched by 26,404,081 accounts globally — within its first 7 days on Netflix. pic.twitter.com/abVV993CWS — Netflix Film (@NetflixFilm) December 10, 2019
Disney se torna primeiro estúdio de Hollywood a faturar US$ 10 bilhões de bilheteria mundial
O forte desempenho de “Frozen 2”, que superou os US$ 900 milhões de faturamento neste fim de semana, ajudaram a Disney a bater seu próprio recorde de arrecadação mundial. Oficialmente, o estúdio vai se tornar na segunda-feira (8/12) o primeiro a somar US$ 10 bilhões de bilheteria mundial num único ano. A projeção se baseia no fato de o estúdio ter chegado a US$ 3,28 bilhões no mercado interno e US$ 6,717 bilhões nas bilheterias internacionais. Isso dá US$ 9,997 bilhões até este domingo. Mas a conta é baseada em estimativas, que normalmente resultam inferiores ao fechamento oficial – nem todos os países informam os valores a tempo de fechar a conta. Ou seja, os US$ 10 bilhões já podem ter sido ultrapassados. De qualquer jeito, já se trata de um novo recorde de bilheteria mundial para qualquer estúdio, deixando muito para trás a melhor marca anterior, que era de US$ 7,6 bilhões e foi atingida pela própria Disney em 2016. E tem um detalhe. Estes números não levam em consideração os títulos da Fox, que começou o ano como um estúdio independente. Quando eles são adicionados, a bilheteria global combinada da Disney sobe para US$ 11,94 bilhões (US$ 3,8 bilhões no mercado interno e US$ 8,14 bilhões no exterior)… até o momento. O estúdio comandado pelo CEO Bob Iger também bateu o recorde de faturamento anual do mercado norte-americano, ao atingir US$ 3,2 bilhões de ingressos vendidos nos Estados Unidos e Canadá na semana passada – superando com folga os US$ 3,09 bilhões da própria Disney em 2018. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck, “Frozen 2” deve atingir US$ 1 bilhão em bilheteria mundial até o próximo fim de semana, transformando-se no sexto filme da Disney a atingir a marca neste ano – após “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões), “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Trata-se, por sinal, de outro recorde. Até então, a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015. E vale lembrar que o estúdio ainda tem “Star Wars: A Ascensão Skywalker” para lançar neste mês!
Playmobil – O Filme tem a pior estreia de cinema de 2019 nos EUA
A animação “Playmobil – O Filme”, baseada na linha de brinquedos alemães de mesmo nome, foi lançada neste final de semana na América do Norte com um desempenho histórico. O longa, que traz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) e Daniel Radcliffe (o Harry Potter) entre seus dubladores, ocupou 2,3 mil salas de cinema, mas arrecadou apenas US$ 660 mil entre sexta e domingo (8/12) nos Estados Unidos e Canadá. O resultado representou o 14º lugar no ranking de arrecadações do fim de semana, abaixo de lançamentos limitados, como o drama sul-coreano “Parasita”, que é falado em idioma estrangeiro e está em cartaz em apenas 330 salas. Mas ficar fora do Top 10 foi o detalhe menos impressionante de seu desastre. O que chamou atenção do mercado foi o fato de que o montante arrecado representa a pior estreia ampla de cinema de 2019. E não só isso. Trata-se realmente de uma das piores aberturas de todos os tempos. “Playmobil – O Filme” teve desempenho tão negativo que ocupa o 4º lugar num ranking das piores aberturas de cinema já realizadas dos Estados Unidos e Canadá, compilado pelo site Box Office Mojo – a pior é outra animação: “Os Oogieloves e a Aventura no Grande Balão”, que rendeu US$ 440 mil em 2,1 mil salas em 2012. Coprodução entre França e EUA, o desenho dos bonequinhos de plástico se saiu um pouco melhor no mercado internacional, onde faturou US$ 12,4 milhões. Mas isto nem começa a pagar a conta do elenco de dubladores, num orçamento de US$ 75 milhões gastos para produzir o filme. O desempenho frustrante vai representar um grande prejuízo para os co-financiadores Wild Bunch, Pathe, Dimitri Rassam e On Animation. Para a sorte da STX, a empresa americana pagou apenas para distribuir o filme e não investiu em sua produção. Além do fiasco financeiro, “Playmobil – O Filme” também foi explodido pela crítica, que o considerou, em resumo, uma “versão pobre do filme da LEGO”, com somente 19% de aprovação no site agregador Rotten Tomatoes. Pressentindo essa reação, seus dubladores famosos não promoveram o filme. Não fizeram entrevistas de divulgação, nem avisaram sobre a estreia em suas redes sociais, O filme do “Playmobil” marcou a estreia na direção de Lino DiSalvo, que, ironicamente, foi chefe de animação de “Frozen: Uma Aventura Congelante”, uma das maiores bilheterias da animação em todos os tempos. E para completar o roteiro foi escrito por Jason Oremland e Greg Erb, que também trabalharam na Disney, em “A Princesa e o Sapo”. A trama acompanha dois irmãos, que são transformados em bonecos Playmobil e precisam achar uma forma de voltar ao mundo real. Em sua jornada, eles visitam vários cenários diferentes no mundo de brinquedo, como uma cidade no Velho Oeste americano, uma arena de gladiadores na Roma Antiga e um reino de conto de fadas. E fazem novos amigos e inimigos. O maior fiasco de 2019 chega ao Brasil na próxima semana (19/12). Veja abaixo o trailer dublado em português do lançamento.
Frozen 2 já soma mais de US$ 900 milhões em bilheteria mundial
A animação “Frozen 2” se manteve na liderança das bilheterias da América do Norte pelo terceiro fim de semana consecutivo, somando mais US$ 34,3 milhões nos últimos três dias para atingir um total de US$ 337,5 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Mas muito mais impressionante é seu desempenho internacional, onde o faturamento é duas vezes maior. Por conta disso, a produção já ultrapassou a marca dos US$ 900 milhões nas bilheterias mundiais. Ao todo, são US$ 919.6 milhões arrecadados mundialmente. O sucesso da continuação do filme de 2013 já quebrou vários recordes financeiros, inclusive maior estreia animada mundial de todos os tempos. Mas o público brasileiro está fora dessa conta. O lançamento nacional foi marcado apenas para 2 de janeiro, última data de estreia do filme no mundo. O desempenho de “Frozen 2” também está empurrando a Disney em direção a um recorde histórico de faturamento, transformando o estúdio no primeiro a atingir US$ 10 bilhões de bilheteria anual no mundo, em todos os tempos. Em contraste com esse fenômeno, a única grande estreia da semana na América do Norte representou um fracasso igualmente histórico para outra animação. “Playmobil – O Filme” abriu em mais de 2 mil telas, mas rendeu apenas US$ 660 mil. O resultado representou o 14º lugar no ranking de arrecadações, abaixo de lançamentos limitados, como o drama sul-coreano “Parasita”, que é falado em idioma estrangeiro e está em cartaz em apenas 330 salas. Trata-se do maior fiasco de 2019, que chega ao Brasil na próxima semana (19/12). Clique aqui para saber mais detalhes – e recordes negativos – da produção. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Frozen 2 Fim de semana: US$ 34,3M Total EUA e Canadá: US$ 337,5M Total Mundo: US$ 919,6M 2. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 14,1M Total EUA e Canadá: US$ 63,4M Total Mundo: US$ 124M 3. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 91,1M Total Mundo: US$ 167,6M 4. Queen & Slim Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 26,8M Total Mundo: US$ 26,8M 5. Um Lindo Dia na Vizinhança Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 43,1M Total Mundo: US$ 43,1M 6. Dark Waters – O Preço da Verdade Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 5,2M Total Mundo: US$ 5,3M 7. Crime sem Saída Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA e Canadá: US$ 23,9M Total Mundo: US$ 26,6M 8. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 41,9M Total Mundo: US$ 49M 9. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 53,4M Total Mundo: US$ 108,1M 10. Coringa Fim de semana: US$ 1M Total EUA e Canadá: US$ 332,1M Total Mundo: US$ 1B
Spcine pretende reembolsar filmes e séries estrangeiras filmadas em São Paulo em até 30%
A Spcine, empresa municipal de audiovisual, anunciou na terça (3/12) a criação de um programa de incentivo a filmagens internacionais na cidade de São Paulo. A iniciativa foi apresentada no Festival Ventana Sur, em Buenos Aires, pela presidente do órgão, a cineasta Laís Bodanzky (“Como Nossos Pais”). Ela propõe restituir de 20% a 30% do valor investido por produções estrangeiras na cidade, desde que tenham gasto ao menos US$ 500 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) por meio de uma produtora local. Longas, animações, séries e obras publicitárias rodadas parcial ou integralmente na capital paulista poderão solicitar o reembolso. O mesmo também valerá para as produções nacionais que tenham grande potencial internacional. Além disso, o programa ainda oferece financiamento parcial para produções internacionais cujos roteiros incluam São Paulo na narrativa de alguma forma, mesmo que a cidade não sirva de locação ou de base de produção. Outra iniciativa voltada para o mercado internacional inclui um edital de pós-produção no valor de US$ 120 mil (cerca de R$ 500 mil). Longas e animações podem concorrer ao prêmio, que dará US$ 40 mil (R$ 168 mil) a uma produção brasileira e R$ 80 mil (R$ 336 mil) a duas produções latino-americanas — metade da quantia para cada uma. A publicação do edital está prevista para o primeiro semestre do ano que vem. Cidades dos Estados Unidos e Canadá travam uma guerra de incentivos similares para atrair projetos de cinema e séries para suas regiões, porque, além de fomentar o turismo, as produções geram emprego e aquecem as economias locais. Uma reportagem da Folha de S. Paulo publicada em junho revelou que o número de produções estrangeiras rodadas em São Paulo mais que dobrou entre 2016 — ano de lançamento da São Paulo Film Commission, responsável por esse tipo de incentivo — e o ano passado. Subiram de 6 há três anos para 18 em 2018. Entre as produções, estão as séries “Sense8” e “Black Mirror”, da Netfix. Em agosto, foi a vez da série “Conquest”, produzida por Keanu Reeves, que provocou um apagão que assustou moradores do entorno do Vale do Anhangabaú, no centro paulistano.












