“Free Guy” assume o controle das bilheterias nos EUA
“Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame, liderou as bilheterias em sua estreia nos EUA e Canadá, com uma arrecadação de US$ 26 milhões em 4.165 cinemas entre sexta e este domingo (15/8). Como o orçamento da produção está na casa dos US$ 100 milhões, o valor passa longe de ser ideal, mas se alinha às bilheterias recentes da pandemia. É basicamente o mesmo que fez “O Esquadrão Suicida” e um pouco mais do que faturou “Cruella” em seus três primeiros dias. O detalhe é que, ao contrário destes dois, a comédia de Reynolds foi um lançamento exclusivo dos cinemas, sem concorrência do streaming. No mercado internacional, “Free Guy” trouxe mais US$ 22,5 milhões de 41 países. O Brasil não foi um deles, já que o lançamento nacional ficou para a próxima quinta (19/8). Somando tudo, a produção que a Disney herdou da antiga 20th Century Fox faturou US$ 51 milhões mundiais em seus primeiros dias de exibição. O resultado agradou ao estúdio, que já decidiu encomendar uma sequência da produção. Público e crítica também aplaudiram. O filme teve 82% de aprovação no Rotten Tomatoes e tirou nota “A” no CinemaScore, pesquisa feita com plateias na saída dos cinemas. Outra estreia da semana, o suspense “O Homem das Trevas 2”, ficou num distante 2º lugar nas bilheterias norte-americanas, com US$ 10,6 milhões arrecadados de 3.005 salas. Não é um desastre, porque seu orçamento foi de US$ 15 milhões, mas representa uma grande queda em relação ao filme antecessor, que abriu com US$ 26,4 milhões em 2016. A expectativa não é das melhores para a próximo fim de semana, porque a Sony escondeu o filme da crítica e muitas pessoas foram aos cinemas antes que as avaliações negativas se tornassem conhecidas. Considerado medíocre, ficou com 52% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em seu terceiro fim de semana, “Jungle Cruise” assegurou o 3º lugar com US$ 8,9 milhões, elevando seu total a US$ 88 milhões no mercado doméstico. O 4º lugar ficou com a estreia de “Respect – A História de Aretha Franklin”, com US$ 8,8 milhões. A cinebiografia estrelada por Jennifer Hudson como a Rainha do Soul não galvanizou a crítica, atingindo 64% de aprovação no Rotten Tomatoes, e pode ter dificuldades para se pagar devido ao custo de US$ 55 milhões. O lançamento no Brasil está marcado para 9 de setembro. “O Esquadrão Suicida” fechou o Top 5 com US$ 7,7 milhões, representando uma queda brutal de 72% em relação à sua estreia no fim de semana passado. Com isso, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics soma US$ 42,3 milhões no mercado doméstico. Em compensação, manteve-se entre os mais vistos ao redor do mundo – no Brasil, a queda teria sido de apenas 28% – fazendo US$ 17 milhões no exterior para trazer seus rendimentos ao total de US$ 117 milhões mundiais.
Disney divulga preços de lançamento da plataforma Star+ no Brasil
Com a resolução da pendência jurídica que impedia seu lançamento no Brasil, a Disney retomou a campanha de divulgação da plataforma Star+, que vai chegar em 31 de agosto no país. O novo streaming da Disney vai abrigar produções da antiga Fox, conteúdo de esportes da ESPN e atrações exclusivas destinadas a um público mais adulto que o visado pela plataforma já existente no Brasil, a Disney+. Na prática, a Star+ funcionará como um complemento de programação da Disney+, representando uma opção equivalente aos serviços da Hulu e ESPN+ nos EUA. Nesta sexta (13/8), a Disney informou pela primeira vez os valores da assinatura do novo serviço. A assinatura será oferecida de três formas: num pacote mensal, num pacote anual e num combo junto ao Disney+. Os planos poderão ser adquiridos a partir de 31 de agosto. Para assinar somente o Star+, o plano mensal sai por R$ 32,90. É mais caro que a assinatura da Disney+, atualmente em R$ 27,90. Mas pode sair bem mais em conta. Quem fizer o plano anual por R$ 329,90, por exemplo, pode economizar bastante, pagando o equivalente a R$ 27,50 por mês. Mas o valor cai forte mesmo é na assinatura dupla com a Disney+. Quem optar pelo Combo+, com os dois serviços, vai desembolsar R$ 45,90 por mês. Na ponta do lápis, isto representa um desconto de R$ 14,90, que faz o Star+ sair por R$ 18,00. Detalhe: quem já tiver uma assinatura anual da Disney+ pode incluir a Star+ no pacote pelo preço promocional, apesar da Disney não ter anunciado um plano de combo+ anual. Veja os preços, mais uma vez, no gráfico abaixo.
Disney+ já tem 116 milhões de assinantes
A Disney+ continua crescendo mais que a concorrência. Durante a teleconferência para acionistas sobre os resultados financeiros positivos da Walt Disney Co. no terceiro trimestre, o CEO da companhia, Bob Chapek, revelou que o serviço de streaming adicionou mais 13 milhões de assinantes nos últimos três meses. Com isso, a plataforma atingiu um total de 116 milhões, superando as previsões de Wall Street. Para completar, Chapek revelou planos da expansão do serviço na Ásia, com o lançamento da Disney+ na Coréia do Sul, Hong Kong e Taiwan já em novembro, e anunciou a chegada no Leste Europeu, no Oriente Médio e na África do Sul para o começo de 2022. Além da Disney+, as plataformas americanas Hulu e ESPN+ também registraram crescimento nos EUA, transformando o negócio direto ao consumidor no principal impulsionador de receitas da empresa. Só o streaming rendeu US$ 4,25 bilhões no trimestre, um aumento de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a grande surpresa no relatório para o mercado foram os rendimentos dos parques temáticos, que ao reabrirem após cerca de um ano fechados durante a pandemia, faturaram US$ 4,3 bilhões, graças principalmente ao público da Disneylândia e do Walt Disney World. Até as unidade de televisão da Disney, que incluem o canal esportivo ESPN e a rede ABC, cresceram 33% em relação ao ano anterior, para US$ 2,19 bilhões. Com tantas notícias positivas, a empresa relatou uma receita invejável de US$ 17 bilhões no trimestre, fazendo seu lucro por ação atingir US$ 0,80, muito acima da estimativa de US$ 0,55 do mercado. O anúncio fez as ações da Disney subirem mais de 10% nas negociações pós-mercado.
Chefão da Disney se pronuncia sobre streaming após processo de Scarlett Johansson
O CEO da Disney Bob Chapek se pronunciou na quinta (12/8) sobre o modelo de compensação por lançamento híbrido, simultaneamente nos cinemas e na Disney+, que levou a atriz Scarlett Johansson a processar a companhia. Ele abordou o assunto durante uma teleconferência para acionistas sobre os resultados financeiros positivos da Walt Disney Co. no terceiro trimestre. “Bob Iger e eu, junto com a equipe de distribuição, determinamos que essa era a estratégia certa para nos permitir alcançar o maior público possível”, disse Chapek, invocando seu antecessor para justificar a decisão de lançar “Viúva Negra” e outros filmes no Premier Access da Disney+. “E, só para reiterar, as decisões de distribuição são feitas filme por filme, e continuaremos a utilizar todas as opções daqui para frente”, acrescentou. O chefão da Disney ainda fez questão de caracterizar a briga jurídica de Johansson como uma anomalia, mesmo sem mencionar a atriz diretamente. Ele fez isso ao sugerir que, quando a companhia passou a alterar os planos de lançamento de filmes, todos os acordos com as estrelas cujos bônus estavam atrelados ao desempenho de bilheteria foram remanejados sem criar problemas. “Esses filmes foram concebidos em uma época em que… certamente não sabíamos sobre covid”, disse Chapek aos analistas de Wall Street. “Assim como o que fizemos muitas vezes antes, encontramos maneiras de compensar de forma justa nosso talento para que, não importa o que acontecesse, todos se sentissem satisfeitos.” Ele ainda acrescentou que “desde que a covid começou, firmamos centenas de acordos com os nossos talentos e, em geral, eles têm corrido muito bem”. A diferença de compensação financeira do streaming em relação às bilheterias de cinema foi o ponto crítico que levou Johansson a processar a companhia por quebra de contrato. Anteriormente, a Disney afirmou que o processo movido por Johansson “não tem qualquer mérito” e que era “triste e inquietante em seu completo desprezo aos efeitos globais terríveis e prolongados da pandemia de covid-19”. “A Disney cumpriu totalmente seu contrato com a Sra. Johansson e, além disso, o lançamento de ‘Viúva Negra’ no Premier Access do Disney+ aumentou significativamente sua capacidade de gerar ganhos adicionais além dos US$ 20 milhões que ela já recebeu até agora”, acrescentou a empresa. A reação da Disney foi repudiada pelo Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) e várias entidades de direitos femininos, que acusaram a empresa de realizar um ataque de gênero em sua defesa, além de tornar público o cachê da artista, numa atitude nunca vista antes. “Embora não tomemos posição sobre as questões de negócios no litígio entre Scarlett Johansson e a The Walt Disney Company, nos posicionamos firmemente contra a declaração recente da Disney que tenta caracterizar Johansson como insensível ou egoísta por defender os direitos de seu contrato de negócios”, afirmou a SAG-Aftra em comunicado oficial. “Esse ataque de gênero não tem lugar em uma disputa de negócios e contribui para um ambiente no qual mulheres são percebidas como menos capazes do que os homens de proteger seus próprios interesses sem enfrentar críticas ad hominem”. Em sua apresentação para o mercado, Chapek ainda disse que “Free Guy” e “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis” serão lançados exclusivamente nos cinemas – respectivamente em 19 de agosto e 2 de setembro no Brasil. O primeiro devido ao contrato original firmado pela antiga 20th Century Fox e o segundo porque “será um teste e uma fonte de dados interessante”.
Panasonic anuncia fim da produção de TVs no Brasil
Depois da Sony, a marca japonesa Panasonic também anunciou que vai encerrar a produção e a venda de TVs no Brasil. Com isso, até dezembro 130 funcionários serão demitidos. Já a fábrica de Manaus (AM), onde as TVs da marca são montadas, vão se concentrar em micro-ondas e outros produtos de linha branca. A empresa ainda tem uma unidade em Extrema (MG), onde são produzidas geladeiras e máquinas de lavar, outra em São José dos Campos (SP), onde são produzidas pilhas, e um escritório administrativo em São Paulo (SP). Trata-se, segundo a empresa, de uma decisão de estratégia global. “Essa decisão criará uma oportunidade para as outras frentes de negócio nas quais a Panasonic continua a crescer”, diz a empresa em comunicado, citando negócios como máquinas de lavar, geladeiras, cuidados pessoais, baterias e soluções corporativas. “A Panasonic acredita no potencial e no mercado brasileiro, e continuará investindo e fomentando novas linhas e novos produtos”, completa a informação. O anúncio vem quase um ano após a divisão de equipamentos audiovisuais da Sony oficializar sua saída do mercado brasileiro, passando a oferecer apenas videogames da marca PlayStation. As duas empresas fabricavam TVs no país há mais de 40 anos.
Sony completa aquisição da plataforma Crunchyroll
A Sony Pictures Entertainment completou a aquisição da plataforma Crunchyroll da AT&T por US$ 1,175 bilhão, aumentando a lista de ativos de entretenimento queimados pela empresa de telefonia após comprar a Time-Warner por US$ 85 bilhões em 2016. A Crunchyroll agora será combinada com a Funimation da Sony na maior plataforma de anime do mundo. O acordo foi anunciado em dezembro de 2020, mas precisou vencer entraves burocráticos contra a percepção de que a junção das duas plataformas criaria um monopólio do mercado de animes. Com a superação das barreiras (graças à existência da Netflix), o futuro da Crunchyroll agora está nas mãos da Sony, que pode simplesmente absorver os títulos da antiga rival na Funimation. Sem detalhar seus planos, a Sony anunciou apenas que vai combinar as operações e “ampliar a distribuição para seus parceiros de conteúdo e expandir as ofertas para os consumidores”. “Estamos muito entusiasmados em dar as boas-vindas à Crunchyroll no Grupo Sony”, disse o CEO da Sony Corp. Kenichiro Yoshida. “Anime é um meio de crescimento rápido que cativa e inspira emoção entre o público em todo o mundo. O alinhamento entre Crunchyroll e Funimation nos permitirá estar ainda mais próximos dos criadores e fãs que são o coração da comunidade de anime. Estamos ansiosos para oferecer entretenimento ainda mais incrível que encha o mundo de emoção por meio do anime. ” Tony Vinciquerra, presidente e CEO da Sony Pictures Entertainment, disse que a Crunchyroll acrescenta “um valor tremendo” aos esforços de anime da empresa. Ele afirmou que a empresa planeja criar “uma experiência unificada de assinatura de anime o mais rápido possível”. Ao combinar as duas operações, disse ele, “estamos empenhados em criar a experiência definitiva em anime para os fãs e apresentar uma oportunidade única para os nossos principais parceiros, editores e criadores imensamente talentosos de continuarem a entregar o seu conteúdo magistral a públicos em todo o mundo”. A venda da Crunchyroll foi o último estrago causado pela curta passagem da AT&T sobre os ativos da Warner. Assim que recebeu aprovação para assumir o controle dos ativos da Time-Warner em 2018, a AT&T rebatizou a companhia de WarnerMedia e começou a se desfazer de várias marcas e iniciativas visionárias, como as plataformas DC Universe, que lançou séries exclusivas da DC Comics, Machinima, que produzia séries exclusivas derivadas de games, e DramaFever, dedicada a produções sul-coreanas. Mas o pior descaso foi mesmo com a Crunchyroll. Visto como investimento estratégico pela Netflix, o negócio de animes foi considerado supérfluo pela empresa que lançou a HBO Max para concorrer no mercado de streaming. A AT&T também vendeu a empresa de TV paga americana DirecTV, o serviço latino de TV paga Sky, seus 10% da Hulu e, finalmente, até a própria WarnerMedia, numa fusão de US$ 43 bilhões com a Discovery Communications, que ainda espera aprovação regulatória. Queima total.
Disney e Starz entram em acordo e lançamento da Star+ é liberado
As empresas Disney e Lionsgate fecharam um acordo e o nome Star+ vai poder ser usado para batizar a nova plataforma de streaming com lançamento marcado para 31 de agosto no Brasil. O canal pago americano Starz, do conglomerado Lionsgate, tinha paralisado o projeto da Disney ao obter uma liminar na justiça contra o lançamento da plataforma, com a alegação de que a marca Starzplay já atua no mercado brasileiro e o nome Starplus é muito similar para concorrer no mesmo segmento, podendo confundir o público. O site do Tribunal de Justiça de São Paulo atualizou o status do processo nesta segunda (9/8), informando que a Starz desistiu da ação. As empresas chegaram a um acordo após a Disney oferecer publicamente R$ 50 milhões para compensar a Starz por possíveis danos causados por ela no mercado brasileiro. Embora nenhuma das companhias tenha feito um comunicado oficial, houve conversas após essa oferta e, com isso, a marca Star+ ficou sem impedimentos legais para ser usada no Brasil. Apesar da quantia elevada envolvida na negociação, a Disney pode ter evitado um prejuízo muito maior, uma vez que a audiência do processo estava marcada para 24 de agosto, uma semana antes da data prevista para a inauguração do serviço de streaming. Com pouco tempo de campanha e a possibilidade de ter que alterar a marca, a negociação foi a melhor solução para o caso. Agora, o estúdio deve retomar a divulgação da plataforma, que foi suspensa em 24 de julho pela medida judicial da Starz. Star foi o nome escolhido pela Disney para rebatizar os canais Fox, e não houve nenhuma objeção para a estreia dessas emissoras em fevereiro passado – chamadas de Star Channel, Star Life e Star Hits. A ideia visa aproveitar o grande alcance da Star India, empresa asiática que existe há décadas, antes mesmo da Starz nos EUA, e foi adquirida pela Walt Disney Co. na compra dos ativos da 21st Century Fox. A denominação Star+, por sua vez, segue uma tendência do mercado, que já tem plataformas de streaming chamadas de Paramount+ e Disney+, relacionadas aos canais pagos Paramount e Disney Channel. A nova plataforma é a versão internacional da americana Hulu, que chega reforçada por conteúdos do antigo grupo Fox, especialmente do canal pago FX, além do acervo esportivo do canal pago ESPN. A Disney ainda não revelou o preço da assinatura da Star+, mas o serviço também será oferecido num combo com a Disney+.
“O Esquadrão Suicida” faturou 52% das bilheterias de cinema do Brasil
“O Esquadrão Suicida” ajudou a aumentar o público de cinemas no Brasil no último fim de semana. Ao todo, 728,5 mil espectadores pagaram R$ 13,7 milhões para assistir aos títulos em cartaz, segundo dados da consultoria Comscore. E “O Esquadrão Suicida”, lançado na quinta-feira (5/8), foi o filme mais visto do período, respondendo por 52% de todos os ingressos vendidos. Com 378,2 mil espectadores, arrecadou R$ 7 milhões para assumir uma liderança folgada nas bilheterias, contra R$ 1,78 milhão do até então imbatível “Velozes e Furiosos 9”, que levou 95,2 mil pessoas aos cinemas – 13% do total. O pódio se completou com “Um Lugar Silencioso – Parte II”, que manteve o 3º lugar da semana passada com uma arrecadação de cerca de R$ 990 mil, não muito à frente de “Space Jam 2 – Um Novo Legado” ( R$ 988 mil) e “Jungle Cruise” (R$ 918 mil). Veja abaixo a lista dos 10 filmes vai vistos no Brasil durante o primeiro fim de semana de agosto. Top10 BRASIL #filmes #bilheteria #cinema FINDE 5-8/8:1. Esquadrão Suicida2. Velozes e Furiosos 93. Um Lugar Silencioso 24. Space Jam5. Jungle Cruise6. Tempo7. Viúva Negra8. Blackpink: The Movie9. Croods 210. Dupla Explosiva 2 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) August 9, 2021
“O Esquadrão Suicida” lidera mas não anima bilheterias dos EUA
“O Esquadrão Suicida” estreou em 1ª lugar nas bilheterias da América do Norte no fim de semana, marcando a primeira liderança de um filme “R-Rated” (para maiores nos EUA) desde o começo da pandemia, em março de 2020. Mas a arrecadação de US$ 26,5 milhões foi menor do que a esperada para um lançamento em 4.002 cinemas e com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho reflete o temor pela variante delta do coronavírus, que tem causado aumento de internações nos EUA, e o lançamento simultâneo na HBO Max. Ao contrário de “Viúva Negra”, que cobrava ingresso digital, “O Esquadrão Suicida” chegou ao streaming de graça para os assinantes americanos da plataforma da WarnerMedia. No mercado internacional, “O Esquadrão Suicida” arrecadou mais US$ 35 milhões de 70 países. Como já tinha sido lançado em alguns territórios na semana passada, seu total global está em US$ 72,2 milhões. Mesmo muito longe de recuperar o investimento de US$ 185 milhões em sua produção – sem contar os elevados custos de P&A (divulgação e marketing) – , o longa dirigido por James Gunn saiu-se melhor que o lançamento anterior da DC Comics, “Mulher-Maravilha 1984”. Disponibilizado no auge da pandemia, “Mulher-Maravilha 1984” fez só US$ 16,7 milhões no fim de semana de Natal, nos EUA e Canadá. E também foi lançado simultaneamente na HBO Max. “A performance deste fim de semana de ‘O Esquadrão Suicida’ mostra mais uma vez a imprevisibilidade de um mercado cinematográfico cujo sucesso aumenta e diminui com base em um conjunto de fatores díspares em constante evolução, incluindo não apenas as métricas usuais, mas também o impacto de uma pandemia preocupante sobre o comportamento do consumidor”, disse Paul Dergarabedian da Comscore. “É claro que o lançamento simultâneo em streaming de qualquer filme tem implicações, mas no ambiente de hoje é muito simplista analisar o desempenho de um filme com base apenas nessa variável, já que há muitas outras.” As notícias sobre a variante delta passaram a ocupar os noticiários dos EUA depois da estreia de “Viúva Negra”, que bateu o recorde de bilheteria da pandemia, com US$ 80 milhões. Mas o que parecia assinalar o reaquecimento do mercado foi rapidamente afetado pelas manchetes de agosto, levando ao fraco desempenho de “Jungle Cruise” na semana passada e à baixa venda de ingressos para a adaptação dos quadrinhos da DC Comics neste fim de semana. Líder no levantamento anterior, “Jungle Cruise” ficou com o 2º lugar neste domingo (8/8), com US$ 15,7 milhões de arrecadação. Ao todo, o filme já faturou US$ 65,3 milhões nos EUA e Canadá e atingiu um total de US$ 121,8 milhões globalmente – sem contar os US$ 30 milhões revelados pela Disney em streaming no fim de semana passado. O terror “Tempo” ficou num distante 3º lugar em seu terceiro fim de semana na América do Norte, com US$ 4,1 milhões, para chegar a US$ 38,5 milhões domésticos e US$ 65,2 milhões mundiais. Em 4º lugar, “Viúva Negra” somou mais US$ 4 milhões. O filme que levou Scarlett Johansson a processar a Disney já faturou US$ 174,4 milhões no mercado norte-americano e US$ 359,8 milhões em todo o mundo – sem contar as sessões pagas da Disney+. O Top 5 se fecha com “Stillwater”, filme estrelado por Matt Damon e ainda inédito no Brasil, com US$ 2,9 milhões e um total de US$ 10 milhões em 10 dias. “Stillwater” tem estreia prevista no Brasil para 2 de setembro.
Sindicato dos Atores defende Scarlett Johnsson: “Disney deveria se envergonhar”
A Disney voltou a sofrer críticas pela forma como lidou com Scarlett Johansson em “Viúva Negra”. A atriz abriu um processo por quebra de contrato contra o estúdio pelo lançamento simultâneo do filme nos cinemas e em streaming. A situação, que poderia ter sido contornada com um acordo amigável, tem rendido comunicados irritados da Disney, que chegou a acusar a atriz de ser insensível e desprezar as vítimas de covid-19 com sua iniciativa. A situação chegou a ponto de organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres na indústria do entretenimento denunciarem a comunicação do estúdio como um “ataque de gênero” (machista), que “não tem lugar em uma disputa de negócios”. Na sexta (6/8), o advogado de longa data da Walt Disney Pictures, Daniel Petrocelli, deu outra declaração polêmica, ao afirmar que a ação da atriz não passa de “uma jogada de marketing altamente orquestrada”. ”É óbvio que se trata de uma jogada de marketing altamente orquestrada, para alcançar um resultado que não seria obtido no processo judicial”, disse o advogado para a revista Variety. “Tratamos a receita do Disney Premier Access [do lançamento em streaming] como bilheteria para fins dos requisitos de bônus no contrato. Isso só melhorou as finanças da Sra. Johansson”, acrescentou. A declaração gerou outra reação, desta vez do SAG-AFTRA, o Sindicato dos Atores dos EUA. “A Disney deveria se envergonhar de si mesma por recorrer a táticas batidas de sexismo e intimidação”, disse a presidente do sindicato, Gabrielle Carteris, em um comunicado oficial. “Os atores devem ser remunerados por seu trabalho de acordo com seus contratos. Scarlett Johansson está dando destaque às mudanças impróprias na remuneração que as empresas estão tentando emplacar à medida que os modelos de distribuição mudam. Ninguém, em qualquer área de trabalho, deve ser vítima de reduções inesperadas na compensação acertada. É irracional e injusto. A Disney e outras empresas de conteúdo estão indo muito bem e certamente podem cumprir suas obrigações de compensar os artistas cuja arte e talento são responsáveis por seus lucros.” Ela ainda acrescentou: “Além disso, estamos profundamente preocupados com o tom de gênero usado nas críticas da Disney à Sra. Johansson. As mulheres não são ‘insensíveis’ quando se levantam e lutam por um pagamento justo – elas são líderes e defensoras da justiça econômica. As mulheres foram vitimadas pela desigualdade salarial durante décadas e foram ainda mais vitimadas por comentários como os das declarações de imprensa da Disney. Esse tipo de ataque não tem lugar em nossa sociedade e o SAG-AFTRA continuará a defender nossos membros de todas as formas de preconceito.”
Destino da Star+ será definido na véspera do lançamento
Com campanha de lançamento suspensa, o destino da marca Star+ (Starplus) pode ser definido num julgamento marcado para o próximo dia 24 de agosto. Detalhe: o lançamento da plataforma está marcado para a semana seguinte, em 31 de agosto. O canal pago americano Starz foi quem paralisou o projeto da Disney. A empresa entrou na justiça no Brasil com a alegação de que as marcas Starzplay e Starplus são semelhantes e concorrem no mesmo segmento de streaming, podendo confundir o público. O processo dever resultar num prejuízo imenso para a Disney, que interrompeu a divulgação da nova plataforma. Mas o juiz responsável por definir o caso minimizou esse problema. De acordo com o desembargador Jorge Tosta, relator do processo na 2ª Câmara Reservada do Direito Empresarial de São Paulo, como o lançamento ainda não aconteceu, existiria tempo suficiente para a Disney provar que pode usar o nome. Tentando apressar a conclusão do caso, a Disney chegou a oferecer R$ 50 milhões como possível compensação financeira por prejuízos causados à Starz. Mas Tosta indeferiu a oferta da Disney até que o caso passe por julgamento. Isto é, a Disney precisa vencer o processo para pagar à Starz, de forma a “assegurar possíveis danos à agravada”, na linguagem do documento. Caso a Disney perca a disputa, a Starz fica sem os milhões, mas com a exclusividade ao nome Star no streaming. A Starz suspendeu a campanha da Star+ no último dia 26 de julho, quando obteve uma liminar que proibiu a Disney de usar a marca. A decisão não está levando em conta que Star é uma denominação de canais de TV do grupo Disney. A Star India existe há décadas, antes mesmo da Starz nos EUA, e foi adquirida pela Walt Disney Co. na compra dos ativos da 21st Century Fox. A denominação da rede indiana foi o nome escolhido pelo conglomerado para rebatizar os canais Fox, e não houve nenhuma objeção contra a identificação dessas emissoras quando passaram a se chamar Star Channel, Star Life e Star Hits em fevereiro passado. Star+ seguiria uma tendência do mercado, que já tem plataformas de streaming chamadas de Paramount+ e Disney+, relacionadas aos canais pagos Paramount e Disney Channel. O canal pago Starz não tem presença na TV brasileira, chegando aqui apenas pelo streaming da Starzplay. O caso, porém, não se restringe ao Brasil. A Starz quer impedir que a Disney batize sua versão internacional da Hulu como Star+ em toda a América Latina, por isso abriu também processos similares em outros países do continente.
Reese Witherspoon vende sua produtora
A atriz Reese Witherspoon negociou sua produtora Hello Sunshine com o grupo de investimento Blackstone por um valor não revelado. A companhia, avaliada em cerca de US$ 900 milhões pelo mercado, integrará um novo grupo de mídia, que terá Witherspoon entre suas sócias. Ainda sem nome, a nova empresa será liderada pelos ex-executivos da Walt Disney Co. Kevin Mayer e Tom Staggs, e pretende fazer novas aquisições. Apesar da venda, Witherspoon e sua sócia, Sarah Harden, continuarão a comandar a Hello Sunshine, que desde sua fundação em 2016 produziu as séries “Big Little Lies”, da HBO, “The Morning Show” e “Truth Be Told”, da Apple TV+ e “Pequenos Incêndios em Toda Parte”, da Amazon, além de ter vários projetos em desenvolvimento, inclusive seus primeiros filmes. A aquisição foi uma oportunidade comercial para aproveitar a guerra entre os serviços de streaming, que força as plataformas a gastar bilhões de dólares em conteúdo, ao mesmo tempo em que limita a oferta ao mercado de produções de empresas que têm seus próprios streamings. Sem estúdio próprio, a Amazon se viu impelida a comprar a MGM neste ano, enquanto Apple TV+ e Netflix continuam dependentes de produções externas. “A rápida procura por conteúdo de alta qualidade é um dos temas de investimento de maior convicção de nossa firma”, disse Joe Baratta, chefe global de private equity (aquisição de empresas promissoras) da Blackstone, em um comunicado. Witherspoon também se manifestou, comemorando a negociação nas redes sociais. “Que dia tremendo!”, ela escreveu em seu Instagram. “Eu comecei a Hello Sunshine para mudar a forma como todas as mulheres são vistas na mídia. Nos últimos anos, vimos nossa missão prosperar por meio de livros, TV, filmes e plataformas sociais. Hoje, estamos dando um grande passo a frente ao firmar parceria com a Blackstone, que nos permitirá contar histórias ainda mais divertidas, impactantes e esclarecedoras sobre a vida das mulheres em todo o mundo. Eu não poderia estar mais animado com o que isso significa para o nosso futuro. Estou empenhado em continuar a criar oportunidades para que cineastas, autores e criadores de todas as origens e experiências possam contar suas histórias de sua própria maneira e alcançar ainda mais público, que verão que suas histórias são importantes. Estou profundamente orgulhosa da equipe que nos trouxe a este momento incrível e estou muito feliz por estar trabalhando com Blackstone, Kevin Mayer e Tom Staggs para desenvolver uma empresa de mídia de próxima geração. Eles estão empenhados em ajudar nossa missão de empoderar as mulheres e as pessoas que as celebram. Uma história de cada vez”, a estrela completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Reese Witherspoon (@reesewitherspoon)
“Velozes e Furiosos 9” segue como filme mais visto no Brasil
“Velozes e Furiosos 9” manteve a liderança das bilheterias do Brasil em mais um fim de semana, visto por 153,2 mil pessoas. A produção da Universal Pictures somou mais R$ 2,89 milhões e chegou aos R$ 63 milhões de faturamento desde sua estreia em 24 de junho. A segunda semana da retomada da liderança de “Velozes e Furiosos 9”, após perder a dianteira para “Viúva Negra” por duas semanas no início de julho, também foi a terceira seguida de queda de público nos cinemas brasileiros. Ao todo, 721,3 mil pessoas compraram ingressos e geraram uma arrecadação de R$ 13,6 milhões entre quinta e domingo (1/8), segundo dados da consultoria Comscore. O segundo filme mais visto foi o estreante “Jungle Cruise”, que atraiu 117,8 mil espectadores e fez R$ 2,26 milhões nas bilheterias. Vale lembrar que a aventura estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson e Emily Blunt não foi exclusiva dos cinemas. “Jungle Cruise” teve lançamento simultâneo na plataforma de streaming Disney+ por um valor adicional de R$ 70, que não foi contabilizado pela Comscore. “Um Lugar Silencioso – Parte II”, “Space Jam: Um Novo Legado” e “Viúva Negra” completaram o Top 5 nacional. Confira abaixo os demais filmes do ranking. Top10 BRASIL #filmes #bilheteria #cinema 29/7 -2/8:1. Velozes e Furiosos 92. Jungle Cruise3. Um Lugar Silencioso 24. Space Jam5. Viúva Negra6. Tempo7. Os Croods 28. Dupla Explosiva 29. Invocação do Mal 310. Cruella — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) August 2, 2021











