Nia DaCosta é primeira diretora negra com filme em 1º lugar nas bilheterias dos EUA
O sucesso de “A Lenda de Candyman” acabou sendo histórico. A liderança das bilheterias americanas, com arrecadação de US$ 22,3 milhões no fim de semana, também fez do filme de Nia DaCosta o primeiro dirigido por uma mulher negra a estrear em 1º lugar nos EUA. Até então, as diretoras negras mais bem-sucedidas eram Ava DuVernay, que emplacou “Selma” (2014) e “Uma Dobra no Tempo” (2018) em 2º lugar, e Gina Prince-Blythewood, que fez o mesmo com “Além dos Limites” (2000). Nia DaCosta, porém, vai se acostumar com blockbusters, porque seu próximo trabalho é “The Marvels”, a continuação de “Capitã Marvel” para a Disney. “A Lenda de Candyman” tem produção de Jordan Peele, que é outro cineasta acostumado a impactar as bilheterias, após dirigir os influentes terrores “Corra!” (2017) e “Nós” (2019). O filme é uma espécie de sequência espiritual do terror homônimo de 1992, lançado no Brasil com um título ligeiramente diferente, “O Mistério de Candyman”, e recebeu críticas bastante elogiosas, atingindo 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. O terror também está em cartaz no Brasil.
“A Lenda de Candyman” lidera bilheterias dos EUA
O terror “A Lenda de Candyman” abriu em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá, com US$ 22,37 milhões em 3.569 cinemas, superando as expectativas do mercado, que não apostava num desempenho tão bom para um filme proibido para menores – com classificação “R” nos EUA, para maiores de 17 anos. Dirigido por Nia DaCosta, que atualmente filma a continuação de “Capitã Marvel”, a produção é uma espécie de sequência espiritual do terror homônimo de 1992, lançado no Brasil com um título ligeiramente diferente, “O Mistério de Candyman”, e recebeu críticas bastante elogiosas, atingindo 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o público internacional não teve a mesma reação. Apesar de ter sido lançado em 51 países diferentes, sua receita no exterior não passou de US$ 5,2 milhões para atingir um total mundial de US$ 27,6 milhões. Com um orçamento de US$ 25 milhões, o longa precisa triplicar sua arrecadação para ser considerado um lançamento cinematográfico lucrativo. O sucesso do terror derrubou “Fee Guy – Assumindo o Controle” para o 2º lugar em seu terceiro fim de semana em cartaz. A comédia fantasiosa estrelada por Ryan Reynolds arrecadou US$ 12,7 milhões nos últimos três dias, caindo apenas 31% em relação à semana passada. Ao todo, a produção da Disney/20th Century Studios já vendeu US$ 78 milhões em ingressos na América do Norte e, com seu lançamento na China, chegou a mais de US$ 100 milhões no exterior, revelando-se um dos raros blockbusters da pandemia. Somando todas as receitas, o longa faturou US$ 180 milhões. Em 3º lugar ficou a animação infantil “Patrulha Canina – O Filme” em seu segundo fim de semana, com US$ 6,6 milhões. Contando seus 10 dias de exibição, a adaptação da série animada do Nickelodeon fez US$ 24 milhões, apesar de também estar disponível para os assinantes da Paramount+. A estreia no Brasil está marcada para 9 de setembro. “Jungle Cruise” atingiu uma marca importante no 4º lugar, ao render mais US$ 5 milhões e ultrapassar os US$ 100 milhões nas bilheterias domésticas. Em todo o mundo, o valor está em US$ 187 milhões após um mês em cartaz. O Top 5 da América do Norte fecha com “O Homem nas Trevas 2”, que fez US$ 2,8 milhões e atingiu uma bilheteria doméstica de US$ 24,5 milhões. O faturamento mundial está em US$ 35,3 milhões em três semanas.
Disney tira final de “This Is Us” da TV, que será exclusivo da Star+
Depois de “The Walking Dead”, “This Is Us” também vai ficar sem final na TV paga brasileira. As temporadas que concluem as duas séries não serão mais exibidas pelos canais pagos da rede Star (antiga Fox), que também incluem Star Life (antiga Fox Life) e Star Hits (Fox Premium). Elas serão lançados diretamente em streaming como chamariz da plataforma Star+ (Star Plus), que será inaugurada na terça-feira (31/8) no Brasil. Maior audiência da antiga Fox, “The Walking Dead” não estreou seu 11º ano no domingo passado (22/8) na TV paga, simultaneamente com os Estados Unidos, como sempre aconteceu, em consequência do novo plano. Já a 6ª temporada de “This Is Us” ainda não tem previsão de lançamento. Mas ambas só mostrarão episódios inéditos na nova plataforma da Disney. A decisão desvaloriza os canais pagos do grupo, ao mesmo tempo em que reflete uma mudança de hábitos de consumo. Cada vez mais pessoas tem optado por acompanhar conteúdos por aplicativos, o que inevitavelmente acarreta uma queda crescente de assinantes da TV paga e, por consequência, da audiência televisiva. Ao abrir mão de dois dos principais atrativos de seus canais, cujas exibições chegavam a liderar a audiência do setor, a Disney apenas confirma a irreversibilidade da obsolescência da TV paga no Brasil.
“Viúva Negra” é liberado para todos os assinantes da Disney+
“Viúva Negra” saiu do Premier Access e foi liberado para todos os assinantes da Disney+ nesta quarta (25/8). Um dos maiores sucessos mundiais do período da pandemia, o filme ficou disponível “de graça” para quem tem a assinatura do serviço após motivar um processo judicial de Scarlett Johansson contra a Disney por quebra contratual. A atriz alega que, ao lançar o filme simultaneamente nos cinemas e no seu streaming, o estúdio prejudicou a arrecadação do filme e, por consequência, a percentagem a que ela tinha direito nas bilheterias. Graças à troca de acusações dos dois lados, a situação praticamente garantiu que o longa é a última aparição da atriz no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) como Natasha Romanoff, o que torna o aspecto emocional de sua história ainda mais tocante para os fãs. Dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), “Viúva Negra” é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América. Na trama, a heroína busca refúgio no Leste Europeu com sua “família” russa, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). O lançamento em Premier Access, o PVOD da Disney+ (basicamente, uma locação digital mais cara – ou “premium”), tinha garantido uma receita de US$ 125 milhões até a véspera do fim de semana passado. Nos cinemas, o filme do Marvel Studios somou US$ 369 milhões mundiais. Com o acréscimo do streaming, os valores chegam a US$ 494 milhões. Mas como os números da Disney+ foram apresentados antes do fim de semana, a totalização já deve ter ultrapassado os US$ 500 milhões.
Netflix revela detalhes da 3ª edição do Tudum, que virou evento internacional
A Netflix divulgou detalhes da terceira edição do evento Tudum, que divulga e celebra sua programação e acontecerá como parte da celebração dos 10 anos do serviço de streaming no Brasil. O Tudum, que já foi chamado de festival, vai acontecer de forma virtual no dia 25 de setembro, com muitas novidades sobre os títulos da plataforma. Segundo adiantou a Netflix, a programação irá abordar mais de 70 séries e filmes, incluindo as novas temporadas de “Stranger Things”, “Bridgerton”, “La Casa de Papel” e muitos outras produções. Como se trata de um evento online, seu alcance não será limitado ao público brasileiro. E aproveitando-se dessa vantagem, a produção realmente internacionalizou a nova edição com a inclusão maciça de vários artistas estrangeiros de seu casting, e não apenas de um punhado de convidados como nas versões passadas do Tudum. A transmissão está prevista para começar às 13h (horário de Brasília) no canal oficial da Netflix no Youtube para o mundo todo, e também poderá ser acompanhada pelo Twitter e Twitch. Apesar do volume de informações prometidas, o Tudum será curto, com tempo de duração de três horas. Mas os fãs de anime poderão aproveitar um pouco mais, com um “pré-show” com conteúdos inéditos no canal Netflix Anime, a partir das 10h (horário de Brasília). Vale lembrar que a primeira edição do evento foi presencial. Ela ocorreu em janeiro de 2020 no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, com participação de Lana Condor e Noah Centineo, e atraiu 50 mil visitantes. Já o segundo ano aconteceu de forma virtual devido à pandemia, contando com apresentação de Maisa Silva. A atriz vai voltar para comandar pelo menos um bloco do novo evento – que está mais para programa que festival – chamado “Mais Brasil na Tela”, apresentando os primeiros minutos das séries “Maldivas” e “De Volta aos 15”, esta última estrelada pela própria Maisa. Veja abaixo o vídeo com o anúncio oficial do evento, que dá a medida do redimensionamento de sua produção.
“Free Guy” lidera bilheterias em meio à queda de público nos cinemas do Brasil
“Free Guy – Assumindo o Controle” foi o filme mais visto do fim de semana no país, mas público dos cinemas brasileiros caiu 26% em relação à semana passada. O novo filme de Ryan Reynolds levou 141 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 2,7 milhões, tirando a liderança de “O Esquadrão Suicida”. Mas a diferença foi pequena. A adaptação de quadrinhos teve 137,9 mil espectadores e rendeu R$ 2,5 milhões em ingresso vendidos. Ao todo, o circuito cinematográfico recebeu 517,7 mil pessoas e faturou R$ 9,7 milhões em bilheteria entre quinta e domingo, segundo dados da consultoria Comscore. No mesmo período da semana passada, 702 mil pessoas foram aos cinemas. Com isso, o mercado reverte aos números de junho. Entre os dias 10 e 13 daquele mês, foram registrados 558,7 mil espectadores nos cinemas e R$ 10,2 milhões em bilheteria. Veja abaixo a lista da Comscore com as 10 maiores bilheterias do país no último fim de semana. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 19 -22/81. Free Guy – Assumindo o Controle2. Esquadrão Suicida3. Poderoso Chefinho 24. Homem das Trevas 25. Velozes e Furiosos 96. Caminhos da Memória7. Space Jam8. Um Lugar Silencioso 29. Jungle Cruise10. Tempo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) August 23, 2021
Netflix vai realizar evento para celebrar 10 anos no Brasil
A Netflix vai realizar a terceira edição do Festival Tudum, evento em que celebra sua própria programação. Novamente virtual como no ano passado, o festival também vai comemorar os 10 anos da plataforma no Brasil. Ainda não há muitas informações sobre a programação do evento, mas o site do Almanaque Tudum está com contagem regressiva para liberar à 00h01 de terça-feira (24/8) uma nova versão de sua publicação (impressa e digital), trazendo material inédito dos filmes e séries da Netflix, com diversos conteúdos interativos. Estarão presentes na nova edição “La Casa de Papel”, “O Gambito da Rainha”, “Sex Education”, “Sintonia”, e muito mais. Para ter acesso à edição impressa, o público deve pedir o seu exemplar, de maneira gratuita, pelo site do evento (https://www.almanaquetudum.com.br/), mas apenas ao fim da contagem. Serão 200 mil exemplares ao todo. Quem não conseguir garantir seu Almanaque, poderá acessar a versão digital a partir do dia 30 de agosto no mesmo endereço.
Disney revela que “Viúva Negra” arrecadou US$ 125 milhões em streaming
A nova petição da Disney no processo de Scarlett Johansson por quebra contratual, devido ao lançamento híbrido de “Viúva Negra”, revelou quanto o filme faturou com sua disponibilização em Premier Access na Disney+. Os advogados do estúdio argumentaram na última sexta-feira (20/8) que a produção arrecadou US$ 125 milhões em receitas online até o momento. A revelação faz parte dos argumentos de que a empresa cumpriu sua obrigação de dar ao filme um lançamento “amplo”, alegando que não há cláusula contratual obrigando o filme a ser exclusivo dos cinemas. Além disso, o estúdio afirmou que adicionou os números de streaming à bilheteria total para fins de cálculo da participação da atriz. Anteriormente, a Disney tinha anunciado que “Viúva Negra” tinha faturado US$ 60 milhões em seu fim de semana de estreia na Disney+, mas não havia outros registros da bilheteria virtual. Nos cinemas, o filme do Marvel Studios soma US$ 369 milhões mundiais. Com o acréscimo do streaming, os valores chegam a US$ 494 milhões. Mas como os números foram apresentados antes do fim de semana, a totalização já deve ter ultrapassado os US$ 500 milhões. Em sua ação, Johansson afirmou que a estratégia de lançamento simultâneo de “Viúva Negra” nos cinemas e na Disney+ havia reduzido sua remuneração. A Disney rebateu dizendo que “não havia mérito” no processo, acrescentando que o lançamento online “aumentou significativamente sua capacidade (de Johansson) de ganhar uma remuneração adicional”. E de quebra revelou que o cachê da atriz para o filme foi de US$ 20 milhões. Ao abrir a contabilidade, a Disney tenta buscar uma resolução fora dos tribunais. O estúdio quer que a disputa com Scarlett Johansson seja decidida por arbitragem – isto é, por uma terceira pessoa ou entidade privada. Muitos acreditam que o resultado do processo possa ter desdobramentos na indústria do entretenimento. Mas não é bem assim, como resumiu a colega de Johansson, Elizabeth Olsen, em entrevista para a Vanity Fair: “Quando se trata de atores e seus ganhos financeiros, isso é apenas questão contratual. Ou está no contrato ou não está”. Scarlett Johansson decidiu processar a Disney porque o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” em streaming não estava no contrato.
“Free Guy” mantém controle das bilheterias dos EUA
“Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame, manteve a liderança das bilheterias pelo segundo fim de semana consecutivo nos EUA e Canadá, com uma arrecadação de US$ 18,8 milhões. O filme sofreu uma queda de apenas 38% de arrecadação desde a estreia na semana passada no mercado norte-americano. Foi o menor declínio da era da pandemia, causado em parte por ser um lançamento exclusivo dos cinemas, mas também pelas críticas positivas (82% de aprovação no Rotten Tomatoes) e recomendações boca a boca do público (nota A no CinemaScore). O fenômeno, por sinal, é global. A bilheteria de “Free Guy” caiu ainda menos no resto do planeta, apenas 26%, para permanecer como o filme mais visto em vários países. Ao todo, a produção que a Disney herdou da antiga 20th Century Fox faturou US$ 58,8 milhões em 10 dias na América do Norte e quase o mesmo valor no exterior, chegando a US$ 112 milhões ao redor do mundo. A Disney se entusiasmou com o resultado e já encomendou uma sequência da produção. O 2º lugar das bilheterias dos EUA ficou com uma estreia, a animação “Patrulha Canina: O Filme”, baseada na série da Nickelodeon, que teve um desempenho melhor que o esperado com US$ 13 milhões, apesar do lançamento simultâneo na plataforma Paramount+. Boa parte da arrecadação vem do Canadá, país original da produção. O Top 5 teve ainda “Jungle Cruise” (US$ 6,2M), “O Homem nas Trevas 2” (US$ 5M) e “Respect: A História de Aretha Franklin (US$ 3,8M). Graças ao fraquíssimo desempenho em sua segunda semana nos EUA, a cinebiografia de Aretha Franklin, que deveria estrear em 9 de setembro por aqui, desapareceu do calendário de lançamentos nacionais e deve chegar diretamente em streaming no Brasil. O detalhe é que houve mais cinco estreias neste fim de semana nos cinemas norte-americanos. E todas tiveram desempenho pior que “Respect”. Na verdade, abaixo de “O Esquadrão Suicida”, que ficou em 6º lugar com US$ 3,4 milhões. Com lançamento amplo, o thriller de ação “The Protégé”, estrelado por Michael Keaton, Samuel L. Jackson e Maggie Q, fez US$ 2,93 milhões em 7º lugar, o terror “A Casa Sombria”, protagonizado por Rebecca Hall, ficou perto disso com US$ 2,8 milhões em 8º lugar, e a sci-fi “Caminhos da Memória”, com Hugh Jackman, naufragou com US$ 2 milhões em 9º lugar. Dos três, apenas “Caminhos da Memória” teve lançamento simultâneo em streaming – na HBO Max. O filme também chegou ao Brasil neste fim de semana. Destruída pela crítica (37% no Rotten Tomatoes), a estreia da roteirista Lisa Joy (cocriadora de “Westworld”) na direção teve pouquíssima divulgação da Warner, que preferiu economizar no marketing após gastar US$ 100 milhões em produção, já prevendo o prejuízo. “The Protégé” foi considerável passável pela crítica (62%), mas só tem previsão de estreia no Brasil em novembro. Já “A Casa Sombria” agradou a crítica (85%) e chega em 30 de setembro nos cinemas brasileiros. A produção que fecha o Top 10 é “Viúva Negra”, que ao somar mais US$ 1,1 milhão nos últimos três dias atingiu o total de US$ 180 milhões nas bilheterias dos EUA e Canadá, superando “Velozes e Furiosos 9” (US$ 172M) como o maior sucesso cinematográfico da pandemia na América do Norte. Em todo o mundo, porém, o filme de Vin Diesel ainda está muito na frente, devendo chegar a US$ 700 milhões nos próximos dias, contra US$ 369 milhões da produção da Disney/Marvel. Para completar, também chegaram às telas norte-americanas o drama “Flag Day”, dirigido e estrelado por Sean Penn, e o terror “Demonic”, Neill Blomkamp. Ambos tiveram lançamentos limitados e fizeram apenas US$ 40 mil e US$ 38 mil, em 22º e 24º lugares, respectivamente.
Elizabeth Olsen apoia Scarlett Johansson contra a Disney
A Disney aparentemente mexeu num vespeiro ao brigar com Scarlett Johansson. Depois de rumores de que o próprio chefão da Marvel, Kevin Feige, estaria decepcionado com o estúdio, agora a primeira estrela da Marvel na Disney+ se pronunciou abertamente a favor da colega. Em entrevista à revista Vanity Fair, Elizabeth Olsen, protagonista de “WandaVision” e parceira de Johansson nos filmes dos Vingadores, foi clara em seu apoio. Comentando o processo aberto por quebra contratual, devido ao lançamento simultâneo de “Viúva Negra” no streaming, a intérprete de Wanda, a Feiticeira Escarlate, afirmou: “Eu acho que ela é muito valente e, literalmente, quando eu li [sobre o processo] fiquei tipo: ‘Bom para você, Scarlett.'” Olsen comentou que a briga da colega com a Disney não a preocupa, mas a situação do cinema em geral após a covid-19 tem tirado seu sono. “Estou preocupada com um monte de coisas. Não estou preocupada com Scarlett”, disse ela. “Mas estou preocupada com os filmes independentes, que tenham a oportunidade de serem vistos nos cinemas. Isso já era um problema antes da covid. Gosto de ir ao cinema e não quero necessariamente ver apenas candidatos do Oscar ou blockbusters. Eu gosto de ver filmes artísticos no circuito de arte. E eu me preocupo com isso e com as pessoas que tentam manter esses cinemas vivos”. “Mas quando se trata de atores e seus ganhos financeiros, quero dizer, isso é apenas questão contratual. Ou está no contrato ou não está”, concluiu. Scarlett Johansson decidiu processar a Disney porque o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” em streaming não estava no contrato. Em vez de entrar num acordo antes da situação ir tão longe, a Disney resolveu dobrar a aposta judicial e, desde a primeira reação do estúdio, o caso se tornou um pesadelo de relações públicas, que pode custar muito mais para a empresa, em termos de reputação, que a compensação pedida por Johansson pelo lançamento híbrido.
Disney quer brigar com Scarlett Johansson fora dos tribunais
A Disney voltou à carga contra a ação de Scarlett Johansson na Justiça, peticionando uma moção para decidir seu conflito com a atriz numa arbitragem privada. O estúdio quer que uma terceira pessoa ou entidade privada decida sobre o processo aberto pela atriz por quebra contratual devido ao lançamento híbrido de “Viúva Negra”, sem passar pelo poder judiciário convencional. Na moção, o advogado da Disney também argumenta que a empresa cumpriu sua obrigação de dar ao filme um lançamento “amplo”, alegando que não há cláusula contratual obrigando o lançamento a ser exclusivo dos cinemas. Johansson entrou com uma ação em 29 de julho apontando ter sofrido prejuízo pela decisão unilateral da Disney de lançar “Viúva Negra” simultaneamente nos cinemas e na Disney+. Esta iniciativa teria prejudicado a receita de bilheteria do filme e lhe custado dezenas de milhões de dólares, já que seu pagamento estava atrelado à venda de ingressos. A Disney respondeu que “Viúva Negra” teve um bom desempenho mesmo com a pandemia em curso. O filme estreou em 9 de julho e arrecadou US$ 80 milhões em seu fim de semana de estreia. Apesar do valor ser inferior aos padrões pré-pandêmicos da Marvel, ficou US$ 10 milhões acima de “Velozes e Furiosos 9” da Universal – que foi um lançamento exclusivo dos cinemas. Além disso, o estúdio afirmou que adicionou os números de streaming à bilheteria total para fins de cálculo da participação da atriz. O detalhe é que o contrato de Johansson é de 2017, quando a Disney nem sonhava em lançar sua plataforma de streaming, portanto também não contempla um lançamento em streaming. Em sua ação, os advogados da estrela ainda reforçam que a Marvel afirmou em 2019 que o estúdio lançaria o filme “como todos os demais”. A causa de Johansson recebeu apoio de várias associações, entre elas o Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) e, indiretamente, até da Associação Nacional de Donos de Cinemas dos EUA (NATO), que divulgou uma nota condenando o lançamento de “Viúva Negra” em streaming. Segundo o circuito exibidor, a produção teve uma performance abaixo do esperado nos cinemas justamente por causa da estreia simultânea na Disney+. Segundo projeções feitas pelo Wall Street Jornal, o lançamento híbrido pode ter custado US$ 50 milhões à atriz.
Daniel Craig é o astro mais bem-pago de Hollywood graças à Netflix
A revista Variety revelou que Daniel Craig é o ator mais bem pago de Hollywood na atualidade. E curiosamente o motivo não é seu papel no novo filme de James Bond, “007 Sem Tempo para Morrer”, que estreia em 30 de setembro. A reportagem visava demonstrar como os astros de cinema estão ganhando muito mais com as plataformas de streaming que propriamente com lançamentos cinematográficos. Graças a um acordo fechado com a Netflix para estrelar e produzir duas continuações de “Entre Facas e Segredos”, Craig vai receber US$ 100 milhões. A Variety seguiu o fio e descobriu que os maiores salários vêm todos de negociações para o streaming. Dwayne “The Rock” Johnson, por exemplo, tem garantidos US$ 30 milhões pelo filme natalino “Red One” na Amazon Prime Video, mesma quantia que Leonardo DiCaprio vai receber em uma produção ainda sem título da Netflix, em que contracenará com Jennifer Lawrence, por sua vez contratada por US$ 25 milhões. Julia Roberts também vai receber US$ 25 milhões por “Leave the World Behind” na Netflix, que ainda desembolsará US$ 20 milhões para Ryan Gosling estrelar “The Gray Man”. Por fim, o filme de ação “Sem Remorso”, já lançado pela plataforma da Amazon, rendeu US$ 15 milhões a Michael B. Jordan. A comparação com os rendimentos dos principais atores de Hollywood no cinema revela uma diferença abissal. Embora Scarlett Johansson tenha recebido US$ 20 milhões por “Viúva Negra”, Keanu Reeves deve ficar com algo entre US$ 12 milhões e US$ 14 milhões par voltar a estrelar um filme da saga “Matrix”, enquanto Tom Cruise aprendeu a pilotar um avião caça para receber US$ 13 milhões por “Top Gun: Maverick” e Robert Pattinson será o novo Batman por US$ 3 milhões. Mas há um detalhe que ajuda a explicar essa distância entre cachês de streaming e cinema. Enquanto o valor pago pelas plataformas é total (upfront, na linguagem dos estúdios americanos), os lançamentos cinematográficos incluem bônus de desempenho (back-end), que aumentam conforme a arrecadação dos filmes nas bilheterias. Este diferencial transformou Robert Downey Jr. em bilionário pelos filmes da Marvel e fez Scarlett Johansson entrar com um processo contra a Disney por diminuir suas chances de receber uma fortuna com o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” na Disney+ – e sem pagar upfront pelo streaming.
“O Esquadrão Suicida” lidera bilheterias do Brasil pela segunda semana
“O Esquadrão Suicida” foi o filme mais assistido no Brasil pelo segundo fim de semana seguido. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics levou 269,5 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 5,1 milhões em bilheteria, segundo dados da consultoria Comscore. Com a soma dos rendimentos, o filme da Warner já faturou R$ 14,98 milhões nas bilheterias nacionais. O desempenho é impressionante, com uma queda de apenas 28% no faturamento em relação ao lançamento na semana passada. O mais curioso é que se trata de um fenômeno exatamente oposto ao registrado nos EUA, onde o filme desabou 72% em relação à sua estreia. A principal diferença entre os dois mercados é que “O Esquadrão Suicida” não foi disponibilizado simultaneamente na HBO Max no Brasil. Por outro lado, o país pôde conferir o impacto do streaming nas bilheterias com “Velozes e Furiosos 9”, que foi o filme mais visto por semanas a fio, até ser superado por “O Esquadrão Suicida”. O filme de ação desabou para o 4º lugar no fim de semana em que ficou disponível em locação digital. Na totalização de seus rendimentos, entretanto, o filme segue imbatível, com R$ 68,5 milhões faturados por aqui. Ao todo, os cinemas brasileiros venderam 702 mil ingressos e arrecadaram R$ 13 milhões em bilheteria. “Poderoso Chefinho 2” foi o segundo filme com maior público: 179,5 mil espectadores e R$ 3,1 milhões em ingressos vendidos. O lançamento do terror “O Homem nas Trevas 2” completou o pódio com R$ 1,51 milhão. Veja abaixo a lista dos 10 filmes mais visto do fim de semana no Brasil. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 12-15/81. Esquadrão Suicida2. Poderoso Chefinho 23. Homem das Trevas 24. Velozes e Furiosos 95. Um Lugar Silencioso 26. Space Jam7. Jungle Cruise8. Tempo9. Viúva Negra10. Dois + Dois — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) August 16, 2021










