Astro de “Breaking Bad” critica CEO da Disney em discurso grevista: “Não tirará nossa dignidade”
O ator Bryan Cranston, conhecido por seu papel na série “Breaking Bad”, fez um discurso apaixonado durante a greve do Sindicato de Atores de Cinema e Televisão dos EUA (SAG-AFTRA), nesta terça-feira (25/7) em Nova York. Dirigindo-se diretamente ao CEO da Disney, Bob Iger, ele afirmou: “Temos uma mensagem para o Sr. Iger: sabemos, senhor, que você vê as coisas por uma lente diferente. Não esperamos que você entenda quem somos. Mas pedimos que nos ouça, e além disso, nos escute quando dizemos que não permitiremos que nossos empregos sejam tirados e entregues a robôs. Não permitiremos que você tire nosso direito de trabalhar e ganhar a vida decentemente. E, por último, e mais importante, não permitiremos que você tire nossa dignidade!” Cranston foi um dos vários atores conhecidos que subiram ao palco durante o protesto, onde o sindicato está pressionando os estúdios a conceder aos intérpretes uma parte da receita de assinatura de streaming e estabelecer limites para o uso de inteligência artificial, entre outras demandas. Fala de Bob Iger Iger tornou-se alvo de atores e roteiristas em sua primeira greve conjunta em décadas, após seus recentes comentários chamando os grevistas de “não realistas”. “Existe um nível de expectativa que eles possuem que não é realista. E eles estão adicionando ainda mais desafios em cima daqueles que esse tipo de negócio já enfrenta”, afirmou o CEO da Disney, em entrevista ao canal pago de notícias CNBC na semana passada, lamentando a decisão dos sindicatos de paralisar os trabalhos. Apoio dos atores Outros atores também se manifestaram durante o protesto. A estrela de “The Good Fight”, Christine Baranski, declarou: “Se esta indústria pode gerar milhões, centenas de milhões em compensação para aqueles no topo, pode se dar ao luxo de compartilhar a riqueza. Não viveremos sob o feudalismo corporativo. É hora de acertar as coisas. Nossa contribuição não será subvalorizada e não seremos substituídos.” O vilão de “Avatar”, Stephen Lang, declarou-se comovido pelos discursos da presidente do SAG-AFTRA, Fran Drescher, e pela razão da greve. “Duas qualidades se destacaram bastante: Primeiro, um sentido moral e totalmente merecido de indignação justa diante da atitude propositalmente obtusa, desrespeitosa, indiferente e irresponsável daqueles sentados do outro lado da mesa de negociação”, disse ele. “‘Vergonha sobre eles’, ela disse. Vergonha, de fato. A outra qualidade era seu profundo sentimento de tristeza por ter chegado a isso. Tantas vidas serão danificadas, tantas carreiras paralisadas ou destruídas; famílias já trabalhando duro para sobreviver sofrendo mais danos e degradação… todos eles pegos neste turbilhão de desigualdade causado pela ganância corporativa organizada… neste momento, somos a voz racional da civilização.” Continuação da greve A greve dos atores está entrando em sua segunda semana, com milhares interrompendo o trabalho. Com isso, a maioria das produções de cinema e televisão foram paralisadas. O movimento também afeta a divulgação de filmes e participações de astros em eventos promocionais, como festivais de cinema.
“Rainha Charlotte” vira 10ª série mais vista da Netflix em todos os tempos
A série “Rainha Charlotte” entrou na lista das 10 séries em inglês mais assistidas da Netflix em todos os tempos, com 80,3 milhões de visualizações até o momento. O prólogo de “Bridgerton” estreou em 4 de maio e acumulou 520 milhões de horas assistidas no Top 10 histórico da Netflix, substituindo “Bem-Vindos à Vizinhança” em 10º lugar. A ascensão de “Rainha Charlotte” só foi possível porque a Netflix ajustou suas métricas de audiência em junho, estendendo sua janela de medição de 28 dias para 91 dias. Isto deu à série tempo suficiente para entrar na lista das mais populares. Apesar disso, a quantidade de visualizações que a produção recebeu durante a semana de 17 a 23 de julho, que a impulsionou para essa posição, não é conhecida, já que a Netflix só divulga os números de audiência para os 10 programas mais assistidos a cada semana. A série não aparecia no Top 10 semanal desde junho. Outros destaques da semana Na relação semanal, a estreia da 3ª temporada do drama novelesco “Doces Magnólias” assumiu o 1º lugar, superando a 2ª temporada de “O Poder e a Lei”, líder da semana passada. A diferença, porém, é muito pequena, já que ambas estão com 4,6 milhões de visualizações no ranking. Muito próximo das duas, a parte 1 da 3ª temporada de “The Witcher” completa o pódio com 4,2 milhões de views. Entre os filmes, “Bird Box Barcelona” foi o título não inglês mais assistido da Netflix pela segunda semana consecutiva, com 19 milhões de visualizações, superando a audiência de todos os demais na plataforma entre os dias 17 e 23 de julho. Com menos impacto, a estreia de “Clonaram Tyrone!” entrou na lista dos filmes em inglês em 3º lugar, com 6,3 milhões de visualizações. A comédia sci-fi estrelada por John Boyega, Teyonah Parris e Jamie Foxx ficou atrás do documentário “Explorando o Desconhecido: Caverna de Ossos” (6,5 milhões) e a comédia “Meus Sogros Tão pro Crime” (12,1 milhões).
Spotify anuncia aumento nos preços das assinaturas
O Spotify, serviço de streaming de música, anunciou nesta segunda-feira (24) um reajuste nos preços das assinaturas premium em mais de 50 países, incluindo o Brasil. O aumento afeta os planos Individual, Duo e Universitário, enquanto o plano Família permanece com o mesmo valor. No Brasil, o plano Individual passará de R$ 19,90 para R$ 21,90 ao mês, o Duo (para dois usuários) de R$ 24,90 para R$ 27,90 ao mês, e o plano Universitário de R$ 9,90 para R$ 11,90 ao mês. O plano Família, que permite até 6 usuários do mesmo endereço, continua custando R$ 34,90 mensais. Justificativa para o aumento O Spotify informou que a medida foi adotada para “continuar inovando”. “Para que possamos continuar inovando, estamos alterando nossos preços Premium em vários mercados ao redor do mundo. Essas atualizações nos ajudarão a continuar agregando valor aos fãs e artistas em nossa plataforma”, diz o comunicado da plataforma. O CEO do Spotify, Daniel Ek, já havia sugerido o aumento durante uma teleconferência de resultados em abril, quando disse que a empresa estava “pronta para aumentar os preços”. Este foi o primeiro reajuste do plano Premium nos EUA em 12 anos. Impacto nos usuários Os assinantes premium serão notificados por e-mail a respeito do reajuste e terão 1 mês de carência até o novo preço entrar em vigor, a menos que cancelem antes do fim desse período. No caso dos usuários brasileiros, quem já é assinante continuará pagando o preço atual até a cobrança em setembro.
Twitter agora é X: Elon Musk muda nome e logo da rede social
A rede social Twitter, conhecida mundialmente pelo seu logo do passarinho azul, passou por uma mudança significativa. Elon Musk, atual proprietário da plataforma, mudou nesta segunda (24/7) o nome da rede social para “X” e substituiu o tradicional passarinho azul pela letra X. A nova identidade da plataforma, que ainda não alterou o endereço do site (mas que também pode ser acessada via x.com), incluirá novas funcionalidades, como pagamentos online, seguindo o modelo do WeChat chinês. Em comunicado, Linda Yaccarino, CEO da empresa, declarou que “X é o estado futuro de interatividade ilimitada – centrado em áudio, vídeo, mensagens, pagamentos/banco – criando um mercado global para ideias, bens, serviços e oportunidades. Alimentado por IA, o X conectará todos nós de maneiras que estamos apenas começando a imaginar”. Mudança repentina A mudança, que pegou muitos usuários de surpresa, ocorre semanas após o lançamento do Threads, a rede social integrada ao Instagram, da Meta, que foi do sucesso instantâneo a uma aparente falta de interesse do público em tempo recorde. Musk anunciou a troca no domingo (23/7) em sua conta na rede social. “E em breve nos despediremos da marca do Twitter e, gradualmente, de todos os pássaros”, postou ele em seu perfil. Poucas horas depois do anúncio, a substituição do passarinho azul pelo X foi consumada. Futuro e críticas Desde que comprou o Twitter em outubro, Musk mudou a denominação social da empresa para X Corp, refletindo a visão do bilionário de criar um “super app”. No dia 12 de julho, a X.ai foi anunciada como a inteligência artificial de Musk, que está em desenvolvimento. O empresário também trocou a foto do seu perfil para X. Apesar dessas novidades, o Twitter (X?) tem sido amplamente criticado por todas as mudanças implementadas na gestão de Musk. No início deste mês, usuários foram contrários à decisão que limitou a quantidade de tweets diários que os usuários poderiam ler. Os limites diários ajudaram no crescimento do Threads, serviço concorrente da Meta, que ultrapassou 100 milhões de inscrições em cinco dias. A mais recente complicação do Twitter foi uma ação judicial apresentada na terça-feira passada (18/7), alegando que a empresa deve pelo menos US$ 500 milhões em indenizações a ex-funcionários. Desde que Musk adquiriu a empresa, mais da metade da equipe foi demitida para reduzir custos.
Fenômeno “Barbie” impulsiona recorde de bilheteria nos cinemas brasileiros
A estreia do filme “Barbie” marcou um momento histórico para os cinemas brasileiros, impulsionando o melhor fim de semana do setor desde o início da pandemia. Segundo dados da Comscore, as bilheterias nacionais somaram R$ 113,5 milhões de renda ao receberem 5,38 milhões de pessoas entre quinta-feira e domingo (23/7). O fenômeno “Barbie” O filme “Barbie” sozinho arrecadou cerca de R$ 85 milhões e foi assistido por 4,15 milhões de espectadores, tornando-se a segunda maior estreia da história dos cinemas brasileiros. O público foi quase o dobro do registrado na estreia de “Velozes e Furiosos 10” (R$ 49 milhões), até então o filme com melhores resultados de abertura no ano. O Top 5 Além de “Barbie”, outros filmes tiveram destaque nas bilheterias. O também estreante “Oppenheimer”, cinebiografia do chamado “pai da bomba atômica”, ficou em 2º lugar, com R$ 12,92 milhões de arrecadação e 526,8 mil espectadores. Já “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte Um” completou o pódio com receita de R$ 6,72 milhões e 288 mil espectadores. O 4º lugar na bilheteria brasileira foi ocupado pela animação “Elementos”, que arrecadou R$ 5,81 milhões e foi assistido por 284,9 mil pessoas. E o Top 5 se completa com “Sobrenatural: A Porta Vermelha”, que obteve R$ 1,09 milhão e atraiu um público de 50,8 mil. Trailers Confira a seguir os trailers dos cinco filmes mais assistidos no Brasil. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1 4 | ELEMENTOS 5 | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA
Greta Gerwig entra para a História com bilheteria de “Barbie”
A diretora Greta Gerwig alcançou um marco histórico na indústria cinematográfica com o lançamento de “Barbie”. O filme arrecadou uma impressionante quantia de US$ 155 milhões em seu fim de semana de estreia, estabelecendo o recorde para a maior abertura de todos os tempos para um filme dirigido por uma mulher. Este feito supera o recorde anterior de “Capitã Marvel” (dirigido por um casal), que arrecadou US$ 153 milhões em 2019, e “Mulher-Maravilha”, que detinha o recorde para um filme dirigido exclusivamente por uma mulher com sua estreia de US$ 103 milhões em 2017. A ascensão de Greta Gerwig A cineasta, que já foi indicada ao Oscar por seus trabalhos em “Lady Bird” e “Adoráveis Mulheres”, co-escreveu o roteiro de “Barbie” com seu parceiro Noah Baumbach. O filme foi bem recebido tanto pela crítica, com uma aprovação de 90% no Rotten Tomatoes, quanto pelo público, que atribuiu ao filme uma nota “A” no CinemaScore. Notavelmente, as primeiras plateias foram compostas por 65% de mulheres, um dado significativo considerando que a maioria dos filmes que geram mais de US$ 100 milhões em sua estreia tendem a ter uma audiência majoritariamente masculina. O impacto de “Barbie” já transformou a carreira de Gerwig, que teve um passado como atriz fortemente ligado ao cinema independente dos EUA, antes de virar uma diretora de prestígio. Seu próximo filme será uma superprodução com criaturas mágicas e efeitos visuais: a adaptação da franquia de fantasia “As Crônicas de Nárnia” para a Netflix. “Barbie” e o fenômeno “Barbenheimer” Além de estabelecer um novo recorde para filmes dirigidos por mulheres, “Barbie” também conquistou o título do maior fim de semana de estreia do ano, superando “Super Mario Bros. – O Filme”, que arrecadou US$ 146 milhões. O sucesso de “Barbie” foi amplificado pelo fenômeno “Barbenheimer”, onde os espectadores optaram por assistir a sessões duplas de “Barbie” e “Oppenheimer”, o drama histórico de Christopher Nolan. Este fenômeno contribuiu para um dos maiores fins de semana de bilheteria nos EUA desde o início da pandemia. Estrelado por Margot Robbie e Ryan Gosling como as versões estereotipadas de Barbie e Ken, “Barbie” foi produzido com um orçamento de US$ 145 milhões e também ajudou a fabricante da boneca, Mattel, a disparar na bolsa de valores, com ações supervalorizadas.
“Barbie” e “Oppenheimer” quebram recordes de bilheteria
O fim de semana foi marcado por uma verdadeira explosão nas bilheterias mundiais com a estreia de dois grandes filmes: “Barbie”, de Greta Gerwig, e “Oppenheimer”, de Christopher Nolan. Juntos, os filmes arrecadaram quase US$ 550 milhões em todo o mundo, sendo US$ 255,4 milhões apenas nos Estados Unidos. “Berbenheimer” se provou o melhor programa duplo da história de Hollywood. “Barbie” arrebentou expectativas com US$ 162 milhões nos EUA e US$ 356,2 milhões mundiais, enquanto “Oppenheimer” superou os cálculos mais otimistas com US$ 82,4 milhões domésticos e US$ 189,4 milhões globais. O ótimo desempenho dos dois confirma que centenas de milhares de espectadores reservaram a sessão dupla, assistindo a “Barbie” e “Oppenheimer” no mesmo dia, apesar de serem completamente diferentes entre si. A comédia da boneca da Mattel quebrou o recorde de maior estreia do ano nos EUA e Canadá, superando “Super Mario Bros. – O Filme” (US$ 146 milhões). Fora da América do Norte, os principais mercados foram o Reino Unido com estimativa de US$ 22,9 milhões, México com US$ 22,3 milhões e Brasil com US$ 15,9 milhões. O impacto cultural de “Barbie” Com um orçamento de US$ 145 milhões, “Barbie” praticamente se pagou na estreia, transformando-se num fenômeno cultural com impacto amplo, que repercutiu desde a moda e a música até discussões cinéfilas. Diante da expectativa, o filme, que a diretora Greta Gerwig co-escreveu com seu parceiro Noah Baumbach, conseguiu corresponder ao hype. Público e críticos adoraram a produção, que atingiu 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O resultado também foi a melhor bilheteria de estreia de um filme dirigido por uma cineasta feminina em todos os tempos. O recorde anterior era de “Capitã Marvel”, co-dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, que arrecadou US$ 153 milhões em 2019. Entre os filmes dirigidos exclusivamente por uma mulher, o recorde pertencia a “Mulher-Maravilha”, de Patty Jenkins, com sua estreia de US$ 103 milhões em 2017. Os feitos de “Oppenheimer” Por sua vez, “Oppenheimer”, que custou pouco mais de US$ 100 milhões, conseguiu um resultado notável para um drama de época de três horas com pouca ação e muita conversa. Seu sucesso é inédito para uma lançamento dramático que não faz parte de uma franquia estabelecida, o que diz muito sobre o status de Christopher Nolan como um raro diretor que pode atrair o público com seu nome sozinho. “Oppenheimer” também teve a 3ª maior estreia de um filme “biográfico” na América do Norte, com poucos dólares atrás de “Sniper Americano” (US$ 89,3 milhões) e “A Paixão de Cristo” (US$ 83,8 milhões). E teve 93% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. O resto do Top 5 “Barbenheimer” foi um golpe duro em “Missão: Impossível: Ajusto de Contas Parte Um”, que perdeu parte de suas telas IMAX para o filme de Nolan e viu sua arrecadação cair 64% em sua segunda semana em cartaz. Em 3º lugar no ranking, o thriller estrelado por Tom Cruise faturou U$S 19,5 milhões entre sexta e domingo (23/7) na América do Norte, atingindo um total doméstico de US$ 118,8 milhões e US$ 370,8 milhões mundiais. Como teve um orçamento colossal de US$ 291 milhões, ainda precisará dobrar sua arrecadação, mantendo-se entre os mais vistos do mundo por várias semanas. O thriller independente “Sound of Freedom” ficou em 4º lugar, adicionando US$ 18,8 milhões em seu quarto fim de semana. A trama sobre tráfico de crianças, que a Disney dispensou ao adquirir as produções da 20th Century Fox por seu tom ultradireitista, acumulou até agora US$ 123,4 milhões, tornando-se o 14º filme de maior bilheteria do ano nos EUA. O Top 5 se completa com “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, que fez mais US$ 6,7 milhões após quatro semanas em cartaz. Ao todo, a última aventura de Harrison Ford como Indiana Jones acumulou US$ 159 milhões domésticos e US$ 335 milhões mundiais. No entanto, com um orçamento de US$ 300 milhões, sua conta não vai se pagar apenas com a venda de ingressos. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1 4 | SOUND OF FREEDOM 5 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO |
Netflix aumenta lucros com fim de senhas compartilhadas, anúncios e greves de Hollywood
A Netflix declarou ter aumentado lucros e elevado o número de assinantes da plataforma no 2º trimestre de 2023. O streaming relatou na quarta-feira (19/7) um lucro líquido de US$ 1,8 bilhão no trimestre, um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O número superou as expectativas da empresa, que previa no máximo um lucro de US$ 1,5 bilhão. O aumento foi obtido graças à aquisição de 5,9 milhões de assinantes novos, resultando num total de 238,4 milhões membros ao redor do mundo. Senhas compartilhadas O crescimento foi consequência de algumas mudanças recém-implementadas. Uma delas é a cobrança por senhas compartilhadas. Segundo a Netflix, a mudança não diminuiu o número de assinantes da plataforma, como muitos apontavam nas redes sociais. Pelo contrário. Aplicada no Brasil desde maio, a estratégia torna uma conta da Netflix limitada a apenas os moradores de um único domicílio, impondo um pagamento adicional para usuários fora de casa. Isso força quem quiser compartilhar a senha a pagar mais – ou então fazer o agregado a abrir sua própria conta individual. Muitos dos novos assinantes podem ter surgido a partir desse impasse. Propaganda Além da nova tática, a empresa também notou os efeitos dos seus planos de assinatura com propagandas, implementados desde o final de 2022. Como uma opção mais barata, os novos planos trazem anúncios publicitários antes e durante a reprodução de conteúdos, e geram lucro duplo, com assinantes e anunciantes. Com o resultado positivo, a Netflix decidiu encerrar os planos básicos de assinatura sem propagandas nos Estados Unidos e no Reino Unido no início desta semana. Dessa forma, a plataforma obriga os usuários que preferem assistir séries e filmes sem comerciais a assinarem um plano mais caro. “Construir um negócio de anúncios do zero não é fácil e temos muito trabalho pela frente, mas temos confiança de que, ao longo do tempo, podemos desenvolver a publicidade em uma fonte de receita incremental de bilhões de dólares”, declara o relatório da empresa. Concorrência O triunfo da Netflix acontece no momento em que seus principais concorrentes, como Disney, Paramount e Warner Bros. Discovery, registraram prejuízos e buscam alternativas para rentabilizar seus próprios serviços de streaming. Enquanto a Netflix buscou soluções na cobrança das senhas e nos planos com propagandas, a Disney+ optou por retirar títulos do seu catálogo e cortar o investimento em produções. Já a Max começou a vender seu conteúdo para outras plataformas – como a própria Netflix. “Embora o streaming seja extremamente competitivo, mostramos que, com uma execução forte e foco, ele pode ser um ótimo negócio”, declarou Greg Peters, co-CEO da Netflix. “Acho que você está absolutamente certo de que o mercado em geral está fraco, mas agora nos beneficiamos por sermos relativamente pequenos”. Divulgação da audiência Outro aspecto apontado pelo relatório foi como a forma de divulgação de dados de visualização dos títulos, com o Top 10 na própria plataforma, aumenta o engajamento do streaming com o publico – e com o mercado. Em paralelo, o fluxo contínuo de novos filmes e séries também colabora com essa dinâmica. “Acreditamos que compartilhar esses dados de engajamento regularmente ajuda os talentos e a indústria em geral a entenderem o que é o sucesso na Netflix – e esperamos que outros serviços de streaming se tornem mais transparentes sobre o engajamento em seus serviços ao longo do tempo”, acrescentou o executivo. Greves Com o relatório, a Netflix foi o primeiro estúdio de Hollywood a divulgar ganhos em meio às greves dos atores e roteiristas. Os dois movimentos foram resultados de faltas de acordos dos sindicatos (SAG para os atores e WGA para os roteiristas) com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), que reúne grandes estúdios como Amazon, Apple, Disney, Warner, NBC Universal, Paramount, Sony e também a Netflix. Com a paralisação nas produções, o streaming ainda aumentou sua estimativa de fluxo de caixa livre – métrica usada para avaliar quanto dinheiro resta para uma empresa após cumprir todas as obrigações financeiras. Com a diminuição dos gastos com o conteúdo, a empresa acrescentou US$ 1,5 bilhão economizados, resultando em US$ 5 bilhões para o ano inteiro. Durante um pronunciamento nesta quarta-feira (19/7), o co-CEO do streaming, Ted Sarandos, comentou o posicionamento da empresa sobre a situação. “Deixe-me começar deixando algo absolutamente claro: esta greve não é um resultado que desejávamos”, defendeu. “Fazemos acordos o tempo todo, estamos constantemente negociando com roteiristas, diretores, atores, produtores e todos os envolvidos na indústria. E realmente esperávamos chegar a um acordo agora”. “Ninguém aqui, ninguém dentro da AMPTP e tenho certeza que ninguém no SAG ou no WGA levou isso de forma leviana”, acrescentou. “Temos muito trabalho a fazer. Existem algumas questões complicadas. Estamos totalmente comprometidos em chegar a um acordo o mais rápido possível, um acordo que seja equitativo e que permita à indústria e a todos nela avançarem para o futuro”.
“Missão Impossível 7” tem maior estreia mundial da franquia
O novo blockbuster de Tom Cruise, “Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte Um”, liderou as bilheterias da América do Norte em seu fim de semana de estreia, mas não conseguiu atingir as expectativas iniciais. O filme arrecadou US$ 56,2 milhões entre sexta-feira e domingo, um começo morno para um dos filmes mais caros do ano. A ação-aventura da Paramount e Skydance esperava estabelecer um novo recorde na franquia com US$ 60 milhões ou mais. Em vez disso, as vendas de ingressos ficaram atrás de “”Missão: Impossível – Efeito Fallout” (US$ 61 milhões) de 2018 e “Missão: Impossível II” (US$ 57,8 milhões) de 2000, que permanecem como as maiores aberturas na franquia. Em compensação, o sétimo filme teve um lançamento antecipado na quarta-feira (12/7) e gerou ao todo US$ 80 milhões em seus primeiros cinco dias, mais do que “Fallout” (US$ 77,5 milhões) e “”Missão: Impossível II” (US$ 78,8 milhões) no mesmo período. Com 96% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e um brilhante “A” do público no CinemaScore, “Acerto de Contas” provavelmente permanecerá rendendo milhões nas bilheterias durante todo o verão norte-americano. Importante ressaltar que, em contraste ao início morno nos EUA e Canadá, a missão está sendo cumprida na bilheteria internacional, que rendeu US$ 155 milhões, mesmo com uma estreia fraca na China (US$ 25,4 milhões). Isso eleva seu total mundial para o valor respeitável de US$ 235 milhões, o que é a maior estreia global da franquia. O problema é que “Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte Um” precisa ter uma duração na bilheteria tão longa quanto seu título. O filme, que traz Cruise desafiando a morte enquanto desaba de uma montanha em sua motocicleta, escala um trem desgovernado e faz manobras arriscadas de carro pelas ruas de Roma, foi incrivelmente caro devido a inícios e paradas relacionadas à Covid e outras medidas de segurança da era da pandemia. Seu orçamento estimado é de quase US$ 300 milhões, sem as despesas de P&A (cópias e publicidade). No próximo fim de semana, o thriller de ação da Paramount competirá pela atenção do público com o drama histórico sombrio “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, e a extravagância cor-de-rosa “Barbie”, de Greta Gerwig. A improvável disputa entre os dois títulos muito diferentes tornou-se uma loucura online, que se materializou no mundo real com dezenas de milhares de cinéfilos reservando sessões duplas de “Oppenheimer” e “Barbie”. Outros destaques na bilheteria No resto da bilheteria norte-americana, chama atenção o inesperado sucesso de “Sound of Freedom”, que subiu para o 2º lugar em sua segunda semana de exibição, com US$ 25 milhões – um aumento de 25% em relação ao fim de semana passado. O filme de ação conservador, que foi financiado coletivamente, acompanha um justiceiro americano (o “Jesus” Jim Caviezel) que resolve enfrentar traficantes de crianças na América do Sul em meio a citações ultradireitistas de QAnon. Estreou no feriado patriótico de 4 de julho e já soma um total doméstico de US$ 85,4 milhões. Mas não tem previsão de lançamento no Brasil. A sequência de terror “Sobrenatural: A Porta Vermelha”, que liderou a bilheteria no último fim de semana, caiu para o 3º lugar com US$ 13 milhões, chegando a US$ 58 milhões na América do Norte e US$ 122 milhões mundiais. “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” ficou em 4º em seu terceiro fim de semana, adicionando US$ 12 milhões para atingir US$ 136 milhões domesticamente e US$ 302 milhões em todo o mundo. O Top 5 se encerra com a animação “Elementos”, que gerou US$ 8,7 milhões em seu quinto fim de semana em cartaz, somando US$ 125 milhões nos EUA e US$ 311 milhões no total global. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1 2 | SOUND OF FREEDOM 3 | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | 4 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 5 | ELEMENTOS
Protagonista dos filmes do caso Richthofen revela estar desempregado desde setembro
O ator Leonardo Bittencourt, conhecido por interpretar Daniel Cravinhos nos filmes inspirados no caso Richthofen, expressou em uma publicação no Twitter a sua insatisfação com a falta de oportunidades no mercado audiovisual. Numa sequência de posts, o ator de 29 anos confessou a sua dificuldade em conseguir novos projetos desde setembro do ano passado. “Não aguento mais ficar desempregado. Todo teste que chega tento o meu melhor, e mesmo com a galera elogiando, nunca rola. Desde setembro nessa, fica difícil não se questionar o que estou fazendo de errado”, escreveu. Além disso, Bittencourt trouxe à tona a desigualdade existente no mercado artístico, onde muitos já estão inseridos desde a infância ou contam com o apoio da família. “A comparação é desleal porque geral da minha idade já está nessa profissão desde moleque ou há mais de 10 anos. Muitos com família para ajudar por perto”, argumentou. Em seguida, ele apagou os posts. Forasteiro no mercado Apesar de reconhecer seus privilégios enquanto homem branco e cisgênero, Bittencourt também apontou os desafios que enfrenta por não ser natural do Rio de Janeiro. Nascido em Manaus, ele se mudou para a capital fluminense aos 19 anos, em 2013, e tem se dedicado à carreira de ator desde então. “Mais eu vim de Manaus, estou sozinho por aqui há 10 anos. Eu fiz da minha vida o meu trabalho e queria poder esquecer, sair por aí viajando e tal. Mas minha responsabilidade em pagar as contas me faz não tirar a cabeça da próxima oportunidade”, lamentou Leonardo. Seguidores Bittencourt também mencionou a pressão para tornar a sua vida pessoal uma extensão do seu trabalho, revelando que assessores de imprensa já sugeriram que ele expusesse detalhes íntimos de sua vida para atrair mais atenção. No entanto, ele se recusou a se beneficiar dessa exposição. “Já rolou papo em outros tempos de assessoria de imprensa sugerindo eu explorar minha vida pessoal, falando de quem estava beijando… E isso é uma parada que nunca me viram fazendo por aí”, acrescentou. “Tamo mais do que nunca vivendo essa era dos números de seguidores definindo personagens melhores”, apontou. “Aí tu é obrigado a fazer da tua rede social uma extensão do teu trabalho. Expor até a último detalhe de vida pessoal pra engajar… e a parte de ator deixa quieto”. Após o relato, ele recebeu mensagens de apoio dos seus seguidores. Um deles comentou: “A gente que vê de longe tem a ilusão de achar que, com um trabalho, vocês já ficam riquíssimos”, ao que Bittencourt respondeu: “O meio é cheio de vaidades e aparências. Quem demonstra fraqueza não está no topo”. Leonardo Bittencourt estreou na televisão em 2018, interpretando Hugo em “Malhação: Vidas Brasileiras”. Em 2021, ganhou destaque por sua interpretação de Daniel Cravinhos nos filmes “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou meus Pais”. Seu último papel foi em 2022, na série “No Mundo da Luna”, da HBO Max.
“Sobrenatural 5” supera “Indiana Jones” nas bilheterias dos EUA
O terror “Sobrenatural: A Porta Vermelha” superou expectativas ao estrear em 1º lugar nas bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. Com US$ 32,7 milhões, a produção superou “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, que caiu para o 2º lugar em sua segunda semana de exibição. Com isso, “Sobrenatural: A Porta Vermelha” tornou-se o 16º filme da produtora Blumhouse a abrir em 1º lugar nas bilheterias norte-americanas, além de representar a segunda melhor abertura de terror da Sony em todos os tempos, superada somente por “O Grito”, com US$ 39,1 milhões em 2004. A produção ainda conquistou a segunda melhor abertura doméstica da franquia, atrás apenas de “Sobrenatural: Capítulo 2” de 2013 (US$ 40,3 milhões), na época distribuído pela Universal. O lançamento também foi muito bem no exterior, arrecadando US$ 31,4 milhões para uma estreia global de US$ 64,1 milhões. Isto significa lucro em tempo recorde, já que seu orçamento foi de apenas US$ 16 milhões. As pegadinhas do marketing O mais impressionante é que o quinto “Sobrenatural” conseguiu esse sucesso apesar de críticas muito negativas (apenas 36% de aprovação no Rotten Tomatoes). Os méritos de seu desempenho são do departamento de marketing da Sony, que criou uma estratégia impactante, com várias pegadinhas para assustar pessoas nas ruas e também nas redes sociais – influenciadores americanos compartilharam vídeos de pegadinhas personalizadas em seus perfis no TikTok e Instagram, atingindo um total combinado de 90 milhões de seguidores. Indiana Jones e a última cruzada da direita Em 2º lugar, “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” despencou mais de 55% em sua segunda semana em cartaz, com uma bilheteria de US$ 26,5 milhões. Apesar disso, terminou o domingo (9/7) com um total de US$ 121,2 milhões domésticos e US$ 247,9 milhões mundiais. Embora pareçam valores elevados, são na verdade baixos para uma produção orçada em quase US$ 300 milhões – e que não conseguiu passar mais que um fim de semana no topo do ranking. O pódio da semana fechou com o sucesso-surpresa “Sound of Freedom”, que rendeu US$ 18,2 milhões em seu fim de semana de estreia. O filme de ação conservador, que foi financiado coletivamente, acompanha um justiceiro americano (o “Jesus” Jim Caviezel) que resolve enfrentar traficantes de crianças na América do Sul em meio a citações ultradireitistas de QAnon. Estreou no feriado patriótico de 4 de julho e já soma um total doméstico de US$ 40,2 milhões. Mas não tem previsão de lançamento no Brasil. A parte animada das bilheterias A animação “Elementos” manteve a 4ª posição com US$ 9,6 milhões. Mostrando recuperação, a produção da Disney/Pixar ultrapassou “The Flash” da Warner/DC em vendas de ingressos nos Estados Unidos, com uma arrecadação doméstica superior a US$ 109 milhões. Melhor ainda, o longa mostrou uma melhora significativa no exterior. Nesta semana, arrecadou US$ 30 milhões em 48 mercados, elevando seu total mundial para US$ 251,9 milhões. Embora sua estreia não tenha sido espetacular, o desempenho sólido ao longo das semanas é um bom sinal. No entanto, como seu custo de produção foi de US$ 200 milhões, ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar o ponto de equilíbrio financeiro. O filme que fecha o Top 5 já passou há muito. “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” arrecadou mais US$ 8 milhões em sua sexta semana em cartaz nos EUA e Canadá. Até o momento, a animação da Sony/Marvel já acumula incríveis US$ 357,6 milhões nas bilheterias domésticas e US$ 641 milhões em todo o mundo. Fracasso da semana O grande tombo da semana ficou com “Loucas em Apuros” (Joy Ride), da Lionsgate, que estreou na sexta (7/7) e não passou do 6º lugar, com uma arrecadação decepcionante de US$ 5,9 milhões. “Loucas em Apuros” é a segunda comédia sexual a estrear nos cinemas neste verão nos EUA, num aparente esforço de Hollywood para reviver o gênero que foi sucesso nos anos 1980. Produzido pelos mesmos responsáveis por “Vizinhos” e com roteiro de Adele Lim, co-roteirista de “Podres de Ricos”, o filme conta a história de quatro amigas que embarcam em uma aventura internacional única na vida. A estreia no Brasil vai acontecer em 3 de agosto. O lançamento anterior do gênero saiu-se melhor nas bilheterias. “Que Horas te Pego?”, protagonizado por Jennifer Lawrence, ainda está no Top 10 (em 7º lugar) após três semanas em cartaz, acumulando US$ 40,4 milhões na América do Norte e US$ 67 milhões em todo o mundo. Mas como a Sony gastou cerca de US$ 45 milhões em sua produção, a comédia precisará continuar rendendo para justificar esse investimento. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | 2 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 3 | SOUND OF FREEDOM 4 | ELEMENTOS 5 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO
Filme “A Cratera” é removido da Disney+ após apenas 50 dias
“A Cratera”, filme de ficção científica dos mesmos produtores de “Stranger Things”, foi retirado abruptamente do catálogo do Disney+ cerca de 50 dias após o seu lançamento. A decisão causou revolta entre os espectadores e reacendeu debates sobre a preservação de mídia em uma era dominada por plataformas de streaming. Produzido pela Disney com um custo estimado de US$ 53,4 milhões, o filme desapareceu sem aviso prévio da plataforma, anulando a chance de conquistar novos públicos e colocando em dúvida o modelo de produção direto para streaming. O acontecimento levantou questões sobre o destino de outros títulos da companhia que também estão sendo retirados do catálogo sem qualquer explicação. Política controversa de corte de conteúdo A remoção de “A Cratera” faz parte de uma política da Disney que já levou à exclusão de mais de duas dúzias de programas da Disney+ e da Hulu/Star+. Entre os títulos notáveis, está “Willow”, que encerrou sua temporada menos de seis meses antes de ser retirado do ar. Esta política de corte foi posta em prática após a decisão do CEO da Disney, Bob Iger, de reduzir o conteúdo de seus serviços de streaming para lidar com perdas superiores a US$ 1 bilhão. Iger planeja economizar US$ 3 bilhões até 2023 e espera que a redução do conteúdo resulte em uma economia de US$ 1,5 bilhão a US$ 1,8 bilhão. Em uma declaração recente, Iger afirmou: “Quando você faz muito conteúdo, tudo precisa ser divulgado. Você acaba gastando muito dinheiro em divulgação que não vão ter um impacto no fim das contas, exceto negativamente devido aos custos”. Preocupações com a Preservação de Mídia A nova estratégia da Disney para a curadoria de conteúdo, aliada à remoção em massa de programas de plataformas como a Max, gerou várias questões sobre a preservação de mídia. Com o declínio do lançamento físico de filmes e séries, muitos títulos podem estar condenados a desaparecer completamente. Por exemplo, “A Cratera” agora só pode ser assistido de forma ilegal. Lançado em 12 de maio, “A Cratera” contava a história de um menino que cresceu em uma colônia de mineração lunar e se aventura com seus amigos para explorar uma cratera lendária antes de ser transferido para outro planeta. Inspirado por aventuras do cinema dos anos 1980, o primeiro filme dirigido por Kyle Patrick Alvarez (das séries “13 Reasons Why” e “Homecoming”) transforma a jornada dos adolescentes pela superfície inóspita do satélite natural da Terra numa história sobre crescimento e amadurecimento. Os considerados críticos top do Rotten Tomatoes (grande imprensa) deram 100% de aprovação ao filme, fazendo comparação a clássicos juvenis produzidos por Steven Spielberg. Mas os blogueiros se dividiram e a nota média ficou com 64%, praticamente empatada com a aprovação de 63% do público. o primeiro filme dirigido por Kyle Patrick Alvarez (das séries “13 Reasons Why” e “Homecoming”) transforma a jornada dos adolescentes pela superfície inóspita do satélite natural da Terra numa história sobre crescimento e amadurecimento. Entretanto, seu lançamento aconteceu praticamente sem divulgação e boa parte dos assinantes da Disney+ sequer souberam que o filme existia, apesar do elenco incluir a popular atriz jovem Mckenna Grace (“Ghostbusters: Mais Além”). “A Cratera” agora se junta a uma lista crescente de produções desaparecidas da existência digital. Veja abaixo o trailer da produção.
Threads: Meta lança nova rede social para competir com Twitter
A empresa Meta, proprietária de redes sociais populares como o Facebook e Instagram, anunciou a introdução de uma nova plataforma chamada Threads. Com lançamento previsto para quinta-feira (6/7), a nova rede social vai chegar ao mercado como uma forte concorrente do Twitter. Threads se apresenta como um “aplicativo baseado em conversas no formato de texto”, similar ao Twitter. Além disso, as imagens disponibilizadas da interface do aplicativo revelam um painel que lembra bastante o da rede social rival. Rivalidade entre os donos do Twitter e do Facebook O lançamento acontece em meio à crescente rivalidade entre Mark Zuckerberg, dono da Meta, e Elon Musk, proprietário do Twitter. No mês passado, os dois bilionários propuseram um confronto físico num ringue, embora a seriedade da proposta permaneça incerta. Em resposta ao anúncio de Threads, Musk postou um tweet sarcástico: “Graças a Deus eles são administrados com tanta sanidade”. Threads surge em momento de crise do Twitter O lançamento da Threads acontece num momento de crise do Twitter, que passou a cobrar por contas verificadas e no fim de semana impôs uma limitação na quantidade de postagens que os usuários podem ler, alegando a necessidade de controlar os “níveis extremos” de extração de dados. Com isso, os usuários começaram a reclamar que não estão conseguindo acessar quase nada da plataforma. Em contraste, o Threads, vinculado ao Instagram e já disponível para “pré-encomenda” na App Store, promete ser um serviço gratuito e sem restrições à quantidade de postagens que cada usuário pode ler. “Threads é onde as comunidades se reúnem para discutir tudo, desde os tópicos de interesse de hoje até o que será tendência amanhã”, diz a descrição do aplicativo na App Store. Integração com Instagram Um ponto forte do Threads é a sua integração com o Instagram, o que significa que o aplicativo poderá começar a funcionar conectado a centenas de milhões de contas já existentes, sem precisar começar do zero como outras alternativas ao Twitter, que não conseguiram se destacar tanto no mercado. Diversos aplicativos semelhantes ao Twitter, como o Bluesky e o Mastodon, foram lançados nos últimos anos, mas é possível que o Threads, por fazer parte da plataforma do Instagram, represente a maior ameaça ao Twitter até o momento.












