Taylor Swift vence Martin Scorsese nas bilheterias de cinema dos EUA
O fenômeno “Taylor Swift: The Eras Tour” manteve sua liderança das bilheteiras norte-americanas em seu segundo fim de semana, com uma estimativa de US$ 31 milhões arrecadados. O valor eleva seu total doméstico para US$ 131 milhões e quebra mais um recorde, como o primeiro documentário musical a ultrapassar a marca de US$ 100 milhões nos EUA. Os valores poderiam ser até maiores, não fosse uma estratégia diferenciada de exibição, com sessões apenas às quintas, sextas, sábados e domingos nos cinemas norte-americanos. Essa abordagem visa garantir que o documentário seja assistido por plateias lotadas, embora isso reduza o número de sessões. Em compensação, os ingressos custam mais do que o preço médio de cinema nos EUA. Coleção de recordes Outros recordes já quebrados pela produção incluem a maior estreia de um documentário musical em todos os tempos na América do Norte, superando com larga folga as bilheterias de “Hannah Montana e Miley Cyrus – Show: O Melhor dos Dois Mundos”, que teve uma abertura de US$ 31 milhões e um faturamento final de US$ 65,2 milhões em 2008, e “This Is It”, de Michael Jackson, que estreou com US$ 23,2 milhões e fez US$ 72 milhões ao todo em 2009. Com a arrecadação mundial em US$ 160 milhões, o filme da “The Eras Tour” também já tem a maior bilheteria total de um documentário musical em todos os tempos, ofuscando os US$ 73 milhões arrecadados por “Justin Bieber: Never Say Never” em 2011. Mais que isso: é a maior bilheteria de um documentário de qualquer tipo, superando o antigo campeão, “Fahrenheit 9/11”, que faturou US$ 119,1 milhões em 2004. Um detalhe interessante é que a produção é independente e foi totalmente autofinanciada por Taylor Swift, a um custo de US$ 15 milhões. Sem participações de estúdios ou intermediários, a cantora fechou um acordo direto com as distribuidoras e ficará com cerca de 57% do valor da venda dos ingressos, aumentando ainda mais sua fortuna em algumas dezenas de milhões. O filme de Scorsese A principal estreia da semana, “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, rendeu US$ 23 milhões nos cinemas. Pode parecer pouco para a era dos blockbusters, mas se trata da melhor abertura de Scorsese desde “Ilha do Medo” de 2010 (com estreia de US$ 41 milhões) e a terceira melhor de sua carreira, depois ainda de “Os Infiltrados” de 2006 (US$ 26,9 milhões). No cenário internacional, o filme teve uma abertura de US$ 21 milhões em 63 mercados, totalizando US$ 44 milhões globalmente. Quem investe em filmes do diretor já sabe que terá prejuízo, fazendo isso apenas pelo prestígio e possibilidades de premiação. Vale lembrar que “Assassinos da Lua das Flores” custou cerca de US$ 200 milhões à Apple e tem quase três horas e meia de duração, o que dificulta enormemente suas chances de se pagar. Entretanto, a Apple fez sua aposta visando o Oscar 2024 e de olho no atrativo representado pelo nome de Scorsese para o lançamento posterior da obra em sua plataforma de streaming. Vale apontar que a trama estrelada por Leonardo DiCaprio, Lily Gladstone e Robert De Niro atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. O resto do Top 5 Os demais títulos ficaram muito distantes da arrecadação dos líderes. Em 3º lugar, “O Exorcista: O Devoto” acumulou US$ 6,7 milhões em seu terceiro fim de semana, elevando seu total doméstico para US$ 54,2 milhões. Globalmente, o terror ultrapassou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” ficou em 4º, com cerca de US$ 4,5 milhões – totalizando US$ 56 milhões domésticos e US$ 148,4 milhões mundiais após seu quarto fim de semana. Para completar, o relançamento comemorativo de 30 anos de “O Estranho Mundo de Jack”, de Tim Burton, fechou o Top 5 com US$ 4,1 milhões. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR 2 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES 3 | O EXORCISTA: O DEVOTO 4 | PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO 5 | O ESTRANHO MUNDO DE JACK
Pesquisa revela que filmes estão cada vez mais longos
A chegada de “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (19/10) reacende a discussão sobre a duração cada vez maior dos filmes. O lançamento dirigido por Martin Scorsese tem nada menos que 3h26 de duração. O fenômeno não é isolado: “Oppenheimer” também se destacou recentemente com 3h de duração, sendo aclamado pelo público e crítica. Um levantamento realizado pela revista britânica The Economist aponta para a consolidação dessa tendência. A pesquisa, que analisou cerca de 100 mil filmes lançados entre 1930 e 2022, revela um aumento considerável na duração dos longas. Nos anos 1930, a média era de 1h21, enquanto em 2022, alcançou 1h47. A variação é ainda mais notável nos blockbusters, que apresentaram uma média de 2h30 em 2022, marcando um aumento de até 50% em relação aos filmes mais assistidos da década de 1930. | Do Oscar aos blockbusters As reverberações dessa expansão temporal foram sentidas até na corrida ao Oscar 2023, onde os 10 indicados à estatueta de melhor longa tiveram uma duração média de 145 minutos, a maior registrada neste século na principal categoria da premiação. O cenário é bem diferente de 2011, quando a média de duração dos filmes indicados era de 116 minutos. A tendência também é observada fora do circuito de premiações, com longas de sucesso e alta bilheteria adotando durações estendidas. Entre os 10 filmes mais assistidos no último ano, apenas dois tinham menos de 2 horas de duração. | Culpa de James Cameron? O sucesso dos blockbusters do cineasta James Cameron, “Titanic” (3h14) e “Avatar” (2h42), é apontado como impulsionador da tendência. O próprio diretor defende a ideia de que a extensão de um filme não interfere em seu sucesso comercial. Segundo Cameron, um filme com mais de 3 horas, como “Titanic” e “Avatar: O Caminho da Água”, pode atrair o público aos cinemas várias vezes, desmitificando a ideia de que filmes longos podem resultar em menos sessões diárias e, consequentemente, menor rentabilidade. A indústria cinematográfica parece estar em um momento de reavaliação sobre como o tempo de duração influencia a projeção e a recepção do público, tornando a experiência cinematográfica uma jornada mais longa, tanto para os cineastas quanto para a audiência.
Filme de Taylor Swift quebra recorde com maior bilheteria de documentário da História
O documentário musical “Taylor Swift: The Eras Tour” teve uma estreia impressionante nas bilheteiras dos EUA e Canadá, arrecadando uma estimativa de US$ 95 milhões a US$ 97 milhões em 3.850 salas de cinema. Embora não tenha alcançado a marca esperada de US$ 100 milhões, o sucesso do filme é notável, especialmente considerando que foi anunciado apenas seis semanas antes de seu lançamento e teve uma promoção mínima, basicamente via postagens da cantora nas redes sociais. O desempenho representa a maior estreia de um documentário musical em todos os tempos na América do Norte, superando com larga folga as bilheterias de “Hannah Montana e Miley Cyrus – Show: O Melhor dos Dois Mundos”, que teve uma abertura de US$ 31 milhões e um faturamento final de US$ 65,2 milhões em 2008, e “This Is It”, de Michael Jackson, que estreou com US$ 23,2 milhões e fez US$ 72 milhões ao todo em 2009. No mercado internacional, o filme da “The Eras Tour” adicionou mais US$ 33 milhões, elevando sua arrecadação global inicial para impressionantes US$ 130 milhões. Esse começo global também estabelece novos recordes. Trata-se da maior bilheteria de uma documentário musical em todos os tempos, ofuscando os US$ 73 milhões arrecadados por “Justin Bieber: Never Say Never” em 2011. Mais que isso: é a maior bilheteria de um documentário de qualquer tipo, superando o antigo campeão, “Fahrenheit 9/11”, que faturou US$ 119,1 milhões em 2004. A estreia no Brasil está marcada para 3 de novembro. Estratégia de lançamento O lançamento do filme está seguindo uma estratégia não convencional, com exibições apenas às quintas, sextas, sábados e domingos nos cinemas norte-americanos. Essa abordagem visa garantir que o documentário seja assistido por plateias lotadas, embora isso reduza o número de sessões. Em compensação, os ingressos custam mais do que o preço médio de cinema nos EUA. Como o filme foi feito de forma independente, sem envolvimento de um grande estúdio, a cantora fechou parceria direto com a AMC Theatres, a maior rede de cinemas do mundo, o que permite que ela leve para casa cerca de 57% do valor da venda de ingressos, aumentando ainda mais sua fortuna com alguns milhões. O resto do Top 5 No 2º lugar das bilheteiras norte-americanas, “O Exorcista: O Devoto” arrecadou US$ 11 milhões em seu segundo fim de semana, elevando seu total doméstico para US$ 44,9 milhões. Em 3º lugar, “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” conquistou US$ 7 milhões em seu terceiro fim de semana, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões em todo o mundo. “Jogos Mortais X” ficou em 4º lugar, com US$ 5,7 milhões em seu terceiro fim de semana, somando um total doméstico de US$ 41,1 milhões e mais de US$ 85 milhões mundiais. A sci-fi “Resistência” completa o Top 5 com US$ 4,3 milhões em seu terceiro fim de semana, com um total doméstico de US$ 32,4 milhões e US$ 89,1 milhões globais. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR 2 | O EXORCISTA: O DEVOTO 3 | PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO 4 | JOGOS MORTAIS X 5 | RESISTÊNCIA
Microsoft finaliza fusão com Activision Blizzard e cria empresa gigante de games
Após enfrentar diversos obstáculos regulatórios, a Microsoft concretizou nesta sexta (13/10) sua aquisição de US$ 69 bilhões da Activision Blizzard, marcando a criação de uma empresa gigante no mundo dos videogames. Expressando gratidão pela “revisão meticulosa e decisão”, a Microsoft sustenta que a combinação das empresas “beneficiará os jogadores e a indústria de jogos mundialmente”, nas palavras do presidente Brad Smith. Aquisição histórica A Microsoft, com seu histórico de aquisições, protagoniza com o negócio com a Activision Blizzard sua maior compra até o momento, sendo também o maior negócio de fusões e aquisições de empresas desde que a AOL adquiriu a Time Warner há mais de duas décadas. A aquisição desencadeou análises antitruste em várias partes do mundo, justamente no momento em que a Activision Blizzard tomava medidas para enfrentar alegações de má conduta sexual e assédio dentro da empresa. Embora a Microsoft já fosse um player de sucesso no mercado de consoles de videogame, a união com a Activision Blizzard, uma das principais criadoras de conteúdo do setor, conhecida por franquias de sucesso como “Call of Duty”, “World of Warcraft” e “Overwatch”, representa um salto significativo para a empresa, que passa a combinar as operações do Xbox com as ofertas diversificadas e a base de jogadores estabelecida da Activision Blizzard. Os obstáculos superados A aquisição encontrou muita resistência internacional e só foi confirmada poucas horas depois de o principal órgão de vigilância da concorrência do Reino Unido dar seu aval. A principal preocupação era que a fusão pudesse resultar em práticas anticompetitivas no mercado de jogos, particularmente no emergente mercado de jogos em nuvem. As autoridades temiam que a união das duas gigantes pudesse limitar a concorrência, uma vez que a Microsoft já tem uma presença significativa com seu console Xbox e o serviço de jogos em nuvem, o Xbox Cloud Gaming. O receio era que a Microsoft pudesse restringir o acesso dos jogadores a certos títulos ou serviços, ou ainda que poderia haver um aumento nos preços dos jogos e serviços relacionados, prejudicando os consumidores. Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio (FTC) chegou a apreciar uma ação judicial para bloquear o negócio, com a alegação de que poderia haver um efeito adverso sobre a concorrência. No entanto, um juiz acabou decidindo a favor da Microsoft e da Activision Blizzard, permitindo que as empresas prosseguissem com a fusão. A aprovação final da aquisição, apesar dos obstáculos, pode ser vista como um sinal de que, embora as autoridades estejam cada vez mais atentas aos possíveis efeitos anticompetitivos de grandes fusões, ainda há espaço para negócios de grande escala no setor de tecnologia e jogos. Entretanto, a FTC anunciou vai apelar da decisão judicial sobre a transação. Um porta-voz da FTC disse: “Continuamos focados no processo de apelação federal, apesar de Microsoft e Activision concluírem seu negócio antes de uma audiência de apelação agendada para dezembro”.
Sequência de “O Exorcista” lidera bilheteria nos EUA, mas não cumpre expectativas
“O Exorcista: O Devoto” conquistou o 1º lugar na bilheteria norte-americana neste fim de semana, arrecadando US$ 27,2 milhões em 3.663 salas de cinema. A continuação dirigida por David Gordon Green (do revival de “Halloween”) estreou 50 anos após o lançamento de “O Exorcista” original, que fez história no cinema. No entanto, o novo filme não cumpriu as expectativas, especialmente considerando que a Universal pagou US$ 400 milhões pelos direitos da franquia. Além do mercado doméstico, o filme também arrecadou US$ 17,9 milhões em seus primeiros 40 mercados internacionais, totalizando uma estreia global de US$ 45,1 milhões. O filme teve um orçamento relativamente modesto de US$ 30 milhões e já tem mais duas sequências planejadas, com a próxima prevista para 2025. O desempenho de “O Exorcista: O Devoto” na bilheteria ficou abaixo da estreia de “A Freira 2” (US$ 32,6 milhões). Além disso, o filme recebeu críticas extremamente negativas, com uma apenas 23% de aprovação no Rotten Tomatoes, que contabiliza a média das críticas em inglês, e uma nota C no CinemaScore, resultado de pesquisa com o público após as sessões de cinema. Originalmente, o terror estava programado para estrear na próxima sexta-feira 13, mas teve sua data antecipada em uma semana para evitar a concorrência com o novo filme de concerto de Taylor Swift, “The Eras Tour”, que tem seu 1º lugar nas bilheterias garantido apenas com a pré-venda de ingressos. No Brasil, a estreia do novo “O Exorcista” segue marcada para quinta-feira (12/10). O resto do Top 5 Líder da semana passada, “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” caiu para o 2º lugar, arrecadando US$ 11,7 milhões em 4.027 cinemas. Em dois fins de semana, a animação acumulou US$ 38,8 milhões na América do Norte e US$ 48,2 milhões internacionalmente, totalizando US$ 87,1 milhões em receitas globais. Outro filme de terror, “Jogos Mortais X”, ocupou o 3º lugar com US$ 8,15 milhões, uma queda de 55% em relação à sua estreia. Também com dois fins de semana em cartaz, o décimo filme da franquia “Jogos Mortais” soma US$ 32,5 milhões domésticos e US$ 43,8 milhões mundiais. O filme teve um orçamento de apenas US$ 13 milhões, posicionando-se para dar muito lucro em sua exibição nos cinemas. A sci-fi “Resistência”, dirigida por Gareth Edwards (“Rogue One”) e estrelada por John David Washington (“Tenet”), caiu para o 4º lugar com US$ 6,1 milhões. Igualmente em seu segundo fim de semana, a produção da 20th Century/Disney acumulou até agora US$ 24,9 milhões nos Estados Unidos e US$ 61,8 milhões globalmente, um desempenho nada espetacular, considerando o investimento de US$ 80 milhões em seu orçamento. Completando o Top 5, “The Blind”, um filme religioso sobre a estrela de “Duck Dynasty” Phil Robertson, arrecadou US$ 3,5 milhões em 1.312 cinemas e acumula US$ 10,9 milhões até o momento. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | O EXORCISTA: O DEVOTO 2 | PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO 3 | JOGOS MORTAIS X 4 | RESISTÊNCIA 5 | THE BLIND
“Som da Liberdade” lidera bilheterias com farra de ingressos gratuitos
“Som da Liberdade” liderou as bilheterias do Brasil pela segunda semana consecutiva com R$ 7,2 milhões arrecadados entre quinta e domingo (1/10), superando as estreias de “Jogos Mortais X” (R$ 4,6 milhões) e “Resistência” (R$ 2 milhões), graças a uma verdadeira farra de ingressos “gratuitos”. Entidades ligadas a igrejas evangélicas e policiais, a produtora Brasil Paralelo e a produtora americana responsável pelo filme, Angel Studios, têm dado entradas para assistir ao longa. Só a Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal teria distribuído milhares de ingressos. Algumas entidades alegam que os ingressos doados são resultado de uma “colaboração” da própria Angel e da distribuidora Paris Filmes, o que gera considerações. Seria “Som da Liberdade” o primeiro filme lançado no Brasil com o propósito explícito de dar prejuízo milionário aos que deveriam lucrar com ele? Ou a “colaboração” indica que as entidades compraram os ingressos a preço promocional com fundos não explicados? A hipótese de se tratar de “lavagem de dinheiro” não deve ser levantada levianamente, mas o financiamento de terceiros na bondade alheia é um detalhe que merece ser melhor aprofundado. Afinal, embora sejam gratuitos para o público, esses ingressos foram cobrados pelas salas de cinema. Isto significa que alguém pagou. Anteriormente, filmes ligados à Igreja Universal, como “Os Dez Mandamentos” e “Nada a Perder”, também distribuídos pela Paris, foram acusados de seguir a mesma tática, após denúncias de distribuição de entradas por pastores e sessões vazias, em que todos os ingressos tinham sido vendidos. A diferença é que, agora, tudo é feito de forma explícita e às claras, com organizações dando ingressos publicamente pela internet. Sucesso polêmico Assim como nos EUA, o sucesso de “Som da Liberdade”, que retrata a vida de Tim Ballard, é impulsionado por grupos da direita no país. Originalmente, o filme foi bancado por investidores individuais simpáticos à direita, e ganhou impulso quando recebeu apoio de figuras como o ex-presidente Donald Trump. Mesmo sem o suporte de grandes estúdios, a produção conseguiu fazer sucesso por apelar a esse segmento, em parte devido ao seu alinhamento com visões de mundo propagadas por teorias da conspiração como QAnon – o principal delírio da extrema direita dos EUA. A trama se concentra na busca implacável de Ballard para reunir uma família separada pelo tráfico de pessoas. Inicialmente, ele resgata um menino chamado Miguel na fronteira entre os EUA e o México e, posteriormente, descobre que a irmã de Miguel ainda está desaparecida. Isso o leva a Cartagena, onde ele planeja uma operação ousada para resgatar a menina. O filme inclui uma cena de epílogo com imagens em preto e branco da operação real de Ballard, embora ele seja seguida por uma controversa cena de créditos intermediários que tem sido criticada por seu caráter manipulativo, com o objetivo de alimentar questões de guerra cultural. Como cinema, trata-se de um thriller convencional de ação ao estilo dos longas dos anos 1990, quando americanos heroicos invadiam repúblicas de bananas da América do Sul para fazer Justiça com as próprias mãos. É basicamente a premissa do primeiro filme da franquia “Os Mercenários” e do último filme de Rambo. O que há de diferente é a questão do tráfico de crianças, mostrada de forma apelativa e relacionada às teorias da direita extrema, que acusam a esquerda de liderar um cartel internacional de pedófilos. Trata-se de uma fantasia derivada do clichê de que “comunistas comem criancinhas”. Denúncias contra o filme Há algumas ironias na tese defendida pelo filme, já que um de seus financiadores, Fabian Marta, provou-se um pedófilo de direita, preso por, justamente, participar do tráfico de crianças. Defensores do filme alegam que foi só um entre vários financiadores coletivos, argumentando isso no mesmo fôlego com que generalizam toda a esquerda como pedófila. Mas tem mais. Logo após o lançamento da produção, sete mulheres denunciaram o verdadeiro Tim Ballard por abuso sexual. Elas afirmaram que Ballard usava a desculpa de combate ao tráfico infantil para convencê-las a se passar por suas esposas em missões de infiltração, obrigando-as a ter relações sexuais. Sob essa ótica, “Som da Liberdade” poderia ser encarado como um filme financiado por pedófilo para glorificar um predador sexual.
Luva de Pedreiro vai ganhar documentário da HBO Max
A HBO Max deu início à produção de uma série documental sobre Iran Ferreira, mais conhecido como Luva de Pedreiro, influenciador que ganhou notoriedade com vídeos de futebol na internet. A série, que terá gravações em diversas cidades, incluindo Bahia, Recife, São Paulo e Paris, promete oferecer um olhar aprofundado sobre a indústria dos influenciadores digitais. Bastidores da indústria O documentário não apenas abordará a trajetória de vida de Iran Ferreira, mas também explorará o motivo pelo qual grandes empresas globais optam por investir em um jovem oriundo do interior da Bahia. A série contará com três episódios e incluirá entrevistas, imagens de arquivo e materiais exclusivos. A produção também se propõe a analisar a indústria que sustenta os influenciadores digitais, oferecendo um olhar detalhado sobre os mecanismos e estratégias que tornam possível a monetização e o alcance dessas personalidades na internet. A carreira de Luva de Pedreiro Com uma carreira meteórica, o jovem natural de Quijingue, cidade a 322 quilômetros de Salvador, começou a viralizar na internet em meados de março de 2021 quando publicou seu primeiro vídeo. Logo, seus vídeos virailizaram, sempre gravados num campinho de terra batida, em que ele chuta uma bola no ângulo do gol, sem dar chances ao goleiro. Sua comemoração “Receba”, ao marcar os gols, acabou virando meme. Sua curta trajetória também foi marcada por uma disputa judicial com seu ex-empresário, Allan Jesus, alegando não receber o devido por seu conteúdo. O rompimento litigioso rendeu processo, em que o empresário exige uma fortuna do jovem baiano.
Bilheteria | “Patrulha Canina” vence “Resistência” e “Jogos Mortais X” nos EUA
A animação “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” foi o vencedor de uma fim de semana cheio de estreias nos cinemas dos EUA e Canadá, arrecadando US$ 23 milhões. O montante foi suficiente para superar outros três lançamentos de peso: o terror “Jogos Mortais X”, a sci-fi “Resistência” e a comédia “Dinheiro Fácil”. Com críticas favoráveis e forte aceitação do público, a sequência de “Patrulha Canina” quase dobrou a estreia de seu antecessor de 2021, que abriu com US$ 13 milhões. “É fantástico”, disse Chris Aronson, presidente de distribuição doméstica da Paramount. “É um testemunho da popularidade duradoura e crescente desta propriedade”. O novo filme também fez sua estreia internacional, arrecadando US$ 23,1 milhões no exterior e elevando seu total global para US$ 46,1 milhões. Adaptação de uma série animada, os filmes da “Patrulha Canina” não aspiram a profundidade das produções da Disney, Pixar, DreamWorks e Illumination, mas custam uma fração dos lançamentos desses estúdios. A produção da Paramount teve um orçamento de apenas US$ 30 milhões e é parte de uma franquia que já rendeu US$ 14 bilhões em vendas globais no varejo desde 2014. “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” estreia na quinta (5/10) no Brasil, com dublagem da família da vice-campeã do “BBB 23”, Aline Wirley. Outros Concorrentes “Jogos Mortais X” ficou em 2º lugar com US$ 18 milhões, um início impressionante para a 10ª entrada de uma franquia de terror. O lançamento mais hypado da semana, “Resistência”, ficou em 3º lugar com US$ 14 milhões, muito abaixo das expectativas para o filme orçado em US$ 80 milhões. Mas desastre mesmo foi o desempenho de “Dinheiro Fácil”, que ficou em 7º lugar, com uma arrecadação decepcionante de US$ 3,5 milhões. A bilheteria ainda destacou “A Freira II” em 4º lugar. O terror da Warner Bros. adicionou mais US$ 4,6 milhões em seu quarto fim de semana de exibição, acumulando até agora US$ 76,7 milhões na bilheteria doméstica e US$ 231 milhões em todo o mundo. O Top 5 se completou com outra estreia: “The Blind”, uma cinebiografia religiosa, que arrecadou US$ 4,1 milhões em 1.715 telas pelo interior dos EUA. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO 2 | JOGOS MORTAIS X 3 | RESISTÊNCIA 4 | A FREIRA 2 5 | THE BLIND
“Mercenários 4” tem pior estreia da franquia e perde para “A Freira 2” nos EUA
“Mercenários 4” teve uma estreia decepcionante na América do Norte. A produção da Lionsgate arrecadou US$ 8,3 milhões entre sexta e domingo (24/9), marcando o pior desempenho de abertura da franquia liderada por Sylvester Stallone e Jason Statham. Com isso, foi superado por “A Freira 2”, que continua dominando as bilheterias de setembro. O filme de ação foi exibido em 3,4 mil cinemas e tinha uma estimativa de arrecadação na faixa de US$ 15 milhões para o fim de semana. O lançamento custou US$ 100 milhões para ser produzido e é o primeiro filme da franquia após quase uma década, seguindo “Mercenários 3” de 2014, que arrecadou US$ 15,8 milhões em seu fim de semana de estreia e acumulou um total de US$ 214 milhões mundiais. À frente de “Mercenários 4”, “A Freira 2” adicionou US$ 8,4 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz, elevando seu total doméstico para quase US$ 70 milhões e mais de US$ 200 milhões mundiais. O resto do Top 5 A bilheteria foi marcada por outros desempenhos fracos, como “A Noite das Bruxas” (US$ 6,3 milhões) e “O Protetor – Capítulo Final” (US$ 4,7 milhões). Em todo o mundo, os dois filmes estão com US$ 71,5 milhões e US$ 148,6 milhões, respectivamente. O Top 5 se completa com o fenômeno “Barbie”, que faturou mais US$ 3,2 milhões. A produção da Warner Bros. já soma US$ 630,4 milhões na América do Norte e US$ 1,4 bilhão mundial. O fim de semana registrou uma das piores vendas de ingressos do ano, com um total de US$ 51,7 milhões, o mais baixo até agora em 2023. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | A FREIRA 2 2 | OS MERCENÁRIOS 4 3 | A NOITE DAS BRUXAS 4 | O PROTETOR: CAPÍTULO FINAL 5 | BARBIE
Prime Video terá comerciais em 2024 e cobrará mais para quem não quiser vê-los
A Amazon anunciou que a partir de 2024 inserirá anúncios comerciais entre o conteúdo de seu serviço de streaming Prime Video. A mudança será inicialmente implementada nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e Canadá, com expansão posterior para França, Itália, Espanha, México e Austrália. Para os que desejam continuar com uma experiência sem anúncios, a empresa oferecerá um plano adicional que custará US$ 2,99 além do valor padrão de US$ 14,99 (nos EUA). Por enquanto, a nova política não tem previsão para ser implementada no Brasil. No país, a assinatura do Amazon Prime permanece com o valor de R$ 14,99, sem alterações previstas. Impacto no mercado de streaming A decisão da Amazon segue uma tendência crescente no mercado de streaming, que já viu gigantes como Netflix e Disney+ introduzirem planos com anúncios. A Amazon justifica a mudança como uma forma de “continuar investindo em conteúdo e aumentar esse investimento ao longo do tempo”. A empresa já havia dado os primeiros passos nesse sentido ao adquirir direitos exclusivos para a transmissão do campeonato de futebol americano da NFL e ao lançar plataformas gratuitas com suporte de anúncios, como Freevee e Twitch. O modelo que combina receitas de assinaturas e anúncios deve se tornar o novo padrão na indústria do streaming. A mudança é vista como uma resposta às pressões de rentabilidade, especialmente quando se considera o alto custo de produção de conteúdo original.
“A Freira 2” mantém liderança nos cinemas brasileiros
Assim como aconteceu nos Estados Unidos, a estreia de “A Noite das Bruxas” não superou “A Freira 2” no Brasil. O terror manteve a liderança nos cinemas brasileiros pela segunda semana ao arrecadar R$ 8,87 milhões e ser visto por 431 mil pessoas entre quinta e domingo (17/9), de acordo com o Comscore. Enquanto isso, o novo mistério do Inspetor Poirot, vivido por Kenneth Branagh, teve renda de R$ 2,49 milhões e 108 mil espectadores. O desempenho de “A Noite das Bruxas” foi melhor que o filme anterior da franquia de mistério, “Morte no Nilo”, que levou 100 mil pessoas aos cinemas em fevereiro de 2022 e faturou R$ 2,28 milhões. Entretanto, a época ainda era de receio com a pandemia. Antes da pandemia, “Assassinato no Expresso do Oriente”, lançado em novembro de 2017, levou 270 mil pessoas aos cinemas e faturou R$ 4,8 milhões. O resto do Top 5 O super-herói “Besouro Azul”, que conta com atuação de Bruna Marquezine, ficou em 3º lugar com receita de R$ 2,15 milhões e 103 mil ingressos vendidos. Em 4º lugar, “As Tartarugas Ninja: Caos Mutante” levou mais 72,97 mil pessoas e faturou R$ 1,15 milhões. Para completar, “After – Para Sempre” estreou em 5º lugar, com R$ 882 mil em bilheteria e 44 mil espectadores. A longa duração dessa franquia romântica, com 0% de aprovação no Rotten Tomatoes, é um mistério que nem Hercule Poirot seria capaz de explicar. Ao todo, os cinemas contabilizaram R$ 18,81 milhões em bilheteria e público de 892 mil no fim de semana.
“Barbie” atinge US$ 1,4 bilhão de bilheteria mundial
O filme “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, alcançou US$ 1,4 bilhão nas bilheterias mundiais após nove fins de semana em cartaz. Com isso, a produção da Warner Bros. ultrapassou “Vingadores: A Era de Ultron” (2015) e posicionou-se como a 14ª maior bilheteria de todos os tempos. O desempenho é ainda melhor nos EUA e Canadá, onde faturou US$ 626 milhões e, após superar “Os Vingadores”, atingiu o 11º lugar entre as maiores bilheterias da América do Norte. Para entrar no Top 10, a comédia estrelada por Margot Robbie precisaria vencer os dinossauros de “Jurassic World” (US$ 653 milhões). Mas embora continue no Top 5 semanal dos EUA, esta missão foi dificultada pelo lançamento de “Barbie” em VOD nas locadoras digitais neste fim de semana. Os recordes de “Barbie” “Barbie” já tem a maior bilheteria doméstica e mundial de 2023, deixando para trás a animação “Super Mario Bros. – O Filme” (US$ 1,35 bilhão) como principal lançamento do ano. Além disso, a diretora Greta Gerwig, que também co-escreveu o roteiro com Noah Baumbach, estabeleceu o recorde de maior abertura e maior bilheteria doméstica para um filme dirigido por uma mulher. Ela ainda pode quebrar o recorde mundial se superar a 13ª bilheteria de todos os tempos, “Frozen II”, codirigido por Chris Buck e Jennifer Lee. A diferença entre os dois filmes é de US$ 36,9 milhões.
“Oppenheimer” vira cinebiografia de maior bilheteria em todos os tempos
O filme “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, quebrou um recorde neste fim de semana nos cinemas. Ele não apenas ultrapassou a marca de US$ 900 milhões em vendas de ingressos em todo o mundo. Ao atingir o total de US$ 912,7 milhões, tornou-se a cinebiografia de maior bilheteria de todos os tempos, superando “Bohemian Rhapsody”, o filme sobre Freddie Mercury e a banda Queen, que faturou US$ 910 milhões em 2018. “Oppenheimer” também é o terceiro título de maior bilheteria do ano e o terceiro mais rentável da carreira de Nolan. No Reino Unido, a produção superou “Dunkirk” como o maior sucesso do cineasta no país. Na China, teve uma retenção impressionante, com um aumento de bilheteria de 170% em seu terceiro fim de semana em cartaz. Os cinco principais mercados para “Oppenheimer” até o momento são o Reino Unido (US$ 73 milhões), China (US$ 54 milhões), Alemanha (US$ 48 milhões), França (US$ 41,6 milhões) e Itália (US$ 26,8 milhões). Em entrevista para a revista Variety, Paul Dergarabedian, analista sênior da Comscore, declarou: “Para ‘Oppenheimer’ ultrapassar a marca de US$ 900 milhões globalmente após apenas nove semanas nos cinemas é uma conquista notável. Mostra como um filme incrível com um diretor superstar e um elenco repleto de estrelas pode transformar um épico histórico de três horas em um sucesso de bilheteria mainstream”. A cinebiografia, que tem Cillian Murphy no papel de J. Robert Oppenheimer, conhecido como o “pai da bomba atômica”, já é altamente lucrativo para a Universal, onde registra a maior bilheteria de filme original (não pertencente à franquia) de todos os tempos. O uso de câmeras Imax por Nolan para filmar “Oppenheimer” também se mostrou uma decisão acertada. O filme tornou-se um dos cinco títulos de maior bilheteria da Imax na História, com US$ 180 milhões globalmente, ficando atrás apenas de “Avatar”, “Avatar: O Caminho da Água”, “Star Wars: O Despertar da Força” e “Vingadores: Ultimato”. A produção ainda segue em cartaz nos cinemas.










