A Luz entre os Oceanos: Melodrama com Michael Fassbender e Alicia Vikander ganha comercial estendido
A DreamWorks divulgou um novo pôster e o comercial estendido do melodrama “A Luz entre os Oceanos”, estrelado por Michael Fassbender (“Steve Jobs”) e Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”). A prévia é de partir o coração, mas também digna de telenovela. Resumindo o dilema central, mostra como o casal, que mora num farol isolado, encontra um bebê num barco à deriva. E depois de cuidar da menina por vários anos, descobrem a verdadeira mãe (Rachel Weisz, de “Oz, Mágico e Poderoso”), que acredita ter pedido a filha no mar. Segue-se então o embate entre Fassbender, que se sente moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. O filme é uma adaptação do livro homônimo escrito por M.L. Stedman e tem direção e roteiro de Derek Cianfrance (“O Lugar Onde Tudo Termina”). A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Karim Aïnouz vai filmar livro feminista rejeitado por todas as grandes editoras brasileiras
O cineasta Karim Aïnouz, responsável por sucessos como “O Céu de Suely” (2006) e “Praia do Futuro” (2014), prepara a adaptação literária de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha, livro que chamou atenção por ser rejeitado por todas as grandes editoras brasileiras, antes de ser disputado por diversos publishers estrangeiros e virar sensação, até se lançado pela arrependida Companhia das Letras no país. “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” acompanha duas irmãs durante três décadas, dos anos 1940 a 1970. Mais extrovertida, Guida abandona a casa dos pais, enquanto Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. A primeira precisa criar os filhos sozinha após ser deixada pelo marido e a segunda deseja escrever um livro de culinária, mas, é impedida pelo marido. A proposta da obra visa mostrar as dificuldades encontradas por ambas as mulheres na sociedade machista e patriarcal do Brasil. Em entrevista para a revista Variety, Karim Aïnouz afirmou que deseja fazer um melodrama clássico, ao estilo de Douglas Sirk. “O livro toca em uma ferida. Acho que seria muito importante adaptar algo do passado, mas relevante para nós, fazendo essa ligação com os dias contemporâneos”, declarou o cineasta sobre o debate feminista que tende a ser suscitado pelo filme. Com produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” deve começar a ser rodado em 2017, com roteiro escrito pelo próprio Aïnouz em parceria com o curta-metragista Murilo Hauser (“Meu Medo”).
A Luz entre os Oceanos: Melodrama estrelado por Michael Fassbender e Alicia Vikander ganha trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o trailer legendado do drama “A Luz entre os Oceanos”, estrelado por Michael Fassbender (“Steve Jobs”) e Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”). A prévia é de partir o coração. Em tom melodramático, amplificado pela trilha de Alexandre Desplat, o vídeo resume como o casal se apaixona, vai morar junto num farol isolado e perde seu bebê, para logo em seguida encontrar outro bebê chorando num barco à deriva. Mas depois de cuidar da menina por vários anos, os dois descobrem o sofrimento da verdadeira mãe (Rachel Weisz, de “Oz, Mágico e Poderoso”), que acredita ter pedido a filha no mar. O trailer ainda explora o embate entre Fassbender, que se sente moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. Adaptação do best-seller homônimo escrito por M.L. Stedman, “A Luz entre os Oceanos” tem direção e roteiro de Derek Cianfrance (“O Lugar Onde Tudo Termina”) e estreia em setembro no Brasil e nos EUA.
A Garota da Moto: Vídeos apresentam a primeira série de ação do SBT
A rede SBT divulgou três vídeos de sua nova série, “A Garota da Moto”. Apesar da baixa definição dos vídeos (oficiais!), as prévias transmitem uma ideia da trama, que combina ação e melodrama, ao acompanhar a rotina perigosa de uma motogirl nas ruas paulistanas. A trama gira em torno de Joana (Chris Ubach, de “Malhação”), mãe de Nico (Enzo Barone), de 8 anos, fruto de um relacionamento com um milionário casado, que acaba morrendo. Perseguida pela viúva do homem, Joana acaba se mudando do Rio para São Paulo. A vilã, que tem ares de psicopata, não admite dividir a herança. “A Garota da Moto” será a primeira série brasileira exibida em horário nobre pela emissora. Com 26 episódios diários, a atração foi gravada ao longo de sete meses nas ruas de São Paulo, com produção da Mixer e direção de João Daniel Tikhomiroff (série “O Negócio”). A estreia está marcada para quarta (13/7), às 21h30.
Como Eu Era Antes de Você transforma tema polêmico em romance
Um dos problemas de “Como Eu Era Antes de Você” é aceitar os protagonistas como eles são apresentados. Emilia Clarke (série “Game of Thrones”) aparece em cena excessivamente boba com suas roupas bregas e Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”) atua de forma exageradamente arrogante na figura do milionário tetraplégico amargurado. E há sim vários momentos-clichê que incomodam um bocado. Mas temos que dar um desconto inicialmente, por se tratar da adaptação de um best-seller popular e por esses personagens serem assim no livro de Jojo Moyes. Mas é possível se afeiçoar aos personagens e perceber o quanto a narrativa é bem amarradinha. Mal dá para sentir o tempo passar. A edição fluida, curiosamente, é de John Wilson, que já foi associado ao cinema de arte de Peter Greenaway, no auge da popularidade do autor. Claro que ver Emilia Clarke deixando de ser a poderosa Daenerys de “Game of Thrones” causa estranhamento, mas é interessante que a atriz busque personagens diferentes, por mais que não acerte em alguns – a sexy Sarah Connor no pouco amado “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, por exemplo. Por outro lado, outro integrante de “Game of Thrones” está muito bem no filme: Charles Dance, no papel do pai de Will, o personagem de Claflin. Com a evolução dos personagens, algumas más impressões se dissipam. A bobinha Louisa Clark (Emilia Clarke) vai ganhando maturidade ao aprender um pouco de arte e se afeiçoar a Will. E Will vai deixando de ser o chato de galocha e passa a dizer coisas românticas, como “Você é a única razão de eu querer acordar de manhã” ou “Vamos ficar aqui no carro por um tempo. Eu só quero me sentir como o cara que saiu com a garota de vermelho”. São coisas simples, mas que tocam os corações de muitos. Há algo no filme que a maioria dos espectadores já sabe ao entrar na sessão: o fato de que Will planeja sua própria morte. Assim, trata-se de um filme sobre despedida também, sobre os momentos finais da vida e a descoberta de momentos felizes desse rapaz que acredita que a vida não deve ser vivida se não for plenamente, de corpo inteiro, um corpo que ele não tem mais. É um tema polêmico, na verdade. Há muita gente que tem raiva de filmes como “Amor” (2012), de Michael Haneke, ou “Mar Adentro” (2004), de Alejandro Amenábar, justamente por pregar essa escolha do direito à morte. Mas é curioso como a diretora Thea Sharrock, vindo do teatro, transforma esse tema espinhoso em um filme relativamente leve, feito para plateias jovens. Assim, o que interessa mais não é a decisão de Will, mas a vida junto a Louisa e o quanto ambos são transformados a partir do momento em que se conhecem, mesmo sendo tão diferentes. Isso acaba valendo para qualquer encontro a dois que tenha uma natureza mais especial. Por isso, o filme tem apelo tão forte entre casais que, mesmo sabendo que um dia deixarão de se ver, lembrarão da relação como algo bonito, válido, rico e pra sempre.
The Space Between Us: Trailer disfarça romance juvenil de doença como sci-fi
E se “Perdido em Marte” fosse um melodrama romântico adolescente de doença? O primeiro trailer de “The Space Between Us”, divulgada pela STX Entertainment, junto com duas fotos e o pôster, responde a essa excruciante questão existencial, ao acompanhar como o primeiro bebê nascido no espaço se torna o único adolescente de Marte, que se apaixona por uma jovem da Terra, com quem se correspondia do espaço. Claro que isso cobra um preço alto em sua saúde – mas não devido à atmosfera repleta de bactérias e poluentes, que matou os alienígenas de “Guerra dos Mundos”, e sequer afeta o rapaz que nunca a respirou. A culpa, neste caso, não é das estrelas, mas de outro título de filme: Gravidade. E, claro, da tendência mórbida tão em voga dos romances juvenis de doença. Ainda sem título em português, o filme traz Asa Butterfield (“Ender’s Game”) como protagonista, Britt Robertson (“Tomorrowland”) como o interesse romântico, além de Carla Gugino (série “Wayward Pines”) e Gary Oldman (“Mentes Criminosas”) como os adultos benevolentes. O roteiro é assinado por Allan Loeb (“Esposa de Mentirinha”) e a direção é de Peter Chelsom (“Hannah Montana – O Filme”), mais acostumados a trabalhar com comédias e sem nenhuma experiência no gênero da ficção científica. A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
Guilt: Série que evoca o caso de Amanda Knox ganha primeiros comerciais
O canal pago americano FreeForm (ex-ABC Family) divulgou o primeiro pôster e três comerciais de “Guilt”, melodrama criminal que gira em torno de uma jovem e bela americana suspeita de matar brutalmente uma colega britânica em Londres. A premissa evoca o conhecido caso real de Amanda Knox, que na verdade aconteceu na Itália e já rendeu até filme (“The Face of an Angel”). A trama gira em torno de Grace Atwood (Daisy Head, da série “The Syndicate”), que retorna da balada noturna para encontrar sua colega de quarto assassinada. Quando ela se torna a principal suspeita, sua irmã mais velha (Emily Tremaine, série “Vinyl”) se muda para Londres para defendê-la, mas logo descobre que ela pode não ser tão inocente quanto parece. Criada pelas roteiristas Kathryn Price e Nichole Millard (ambas de “Treinando o Papai”), a série ainda inclui em seu elenco Billy Zane (“Titanic”), Cristian Solimeno (série “Hollyoaks”), Naomi Ryan (série “Mr. Selfridge”) e Kevin Ryan (série “Copper”). A estreia está marcada para 13 de junho nos EUA.
This Is Us: Trailer revela os personagens do novo melodrama televisivo
A rede americana NBC divulgou o primeiro trailer de “This Is Us”, série dramática aprovada para a próxima temporada, que reúne um elenco numeroso em várias tramas paralelas. A prévia mostra os personagens lutando para suportar seus melodramas. O único elemento de ligação entre eles é o fato de terem nascido no mesmo dia. O grande elenco inclui Mandy Moore (série “Red Band Society”), Milo Ventimiglia (“The Whispers”), Sterling K. Brown (“American Crime Story: The People v. O.J. Simpson”), Justin Hartley (“Smallville”), Chrissy Metz (“American Horror Story”), Susan Kelechi Watson (“Louie”), Chris Sullivan (“The Knick”) e Ron Cephas Jones (“Mr. Robot”). Com título de documentário de boy band, “This Is Us” é uma criação de Dan Fogelman (criador de “Galavant” e “The Neighbors”), que também emplacou o drama esportivo “Pitch” na próxima temporada. A estreia acontece na fall season, entre setembro e novembro, nos EUA.
Pitch: Série passada no mundo do beisebol ganha primeiro trailer
A rede americana Fox divulgou o trailer de “Pitch”, série aprovada para a próxima temporada, que acompanha a primeira mulher arremessadora a jogar nas ligas principais do beisebol americano. A prévia resume a trama, que se apresenta como um drama esportivo com mensagem de superação. Hollywood produz vários desses de forma corriqueira, mas até hoje a TV só consagrou uma única produção do gênero, a singela “Friday Night Lights”. Assim como aquela série (já clássica), “Pitch” terá grande dificuldade para emplacar no mercado internacional, por tratar de esporte com poucos fanáticos fora dos EUA. Mas o melodrama parece bem calibrado. “Pitch” foi criada por Dan Fogelman (diretor e roteirista de “Não Olhe para Trás”) e teve seu piloto dirigido por Paris Barclay (série “Sons of Anarchy”). O elenco destaca a jovem Kylie Bunbury (série “Under the Dome”) e coadjuvantes ilustres como Ali Larter (série “Heroes”), Mark-Paul Gosselaar (série “Franklin & Bash”), Michael Beach (série “The 100”), Ryan Dorsey (série “Justified”) e o veterano Dan Lauria (o pai de Kevin na clássica “Anos Incríveis”). A estreia vai acontecer na próxima temporada de outono, entre setembro e novembro, nos EUA.
Prova de Coragem queria ser grande num mercado que não cresce
“Prova de Coragem” é uma produção pequena, lançada em poucos cinemas e sem campanha de marketing. Mas não se trata de um filme indie, de proposta artística ousada, feito por um cineasta iniciante e com atores desconhecidos. É um filme que queria ser mainstream, estrelado por Mariana Ximenes (“Zoom”), dirigido pelo veterano Roberto Gervitz (“Feliz Ano Velho”) e fotografado pelo premiado Lauro Escorel (“Brincando nos Campos do Senhor”), que tem sua pretensão tolhida pelo mercado exaurido. Fosse americano, ganharia muitas salas para exibir seu romance, que vira melodrama, com direito até às cenas de flashback e de hospital que preenchem os similares adaptados dos livros de Nicholas Sparks. Seu único diferencial é se passar em uma região fronteiriça e adotar o sotaque gaúcho – em alguns momentos, inclusive, de difícil compreensão. A obra, na verdade, é baseada no romance “Mãos de Cavalo”, de Daniel Galera – também autor de “Até o Dia em que o Cão Morreu”, que deu origem a “Cão Sem Dono” (2007). O centro narrativo compreende o conflito gerado por uma gravidez inesperada, fruto do relacionamento entre o médico Hermano (Armando Babaioff, de “Sangue Azul”) e a artista plástica Adri (Mariana Ximenes). A vida estável do casal dá uma sacudida com a notícia da gravidez. Como o filho não foi planejado, as reações de ambos são inesperadas. Ela, por não respeitar uma gravidez de risco; ele, por manifestar um desejo de interromper a gestação. Como Hermano é o principal protagonista, o filme é narrado por seu ponto de vista, voltando no tempo para explorar sua adolescência e uma tragédia que o abalou. As cenas de flashback são as mais frágeis, talvez pela falta de melhor preparação dos atores, e isso compromete o impacto emocional que o filme poderia ter. A ambientação nos anos 1980, com canções dos Engenheiros do Hawaii, também se sai mal na comparação com outra obra mais bem-acabada sobre o período, “Califórnia” (2015), de Marina Person. Ainda que tenha a intenção – frustrada – de explorar e aprofundar não apenas os traumas de Hermano e sua vontade de vencer o medo, mas também a crise no relacionamento do casal, o filme de Roberto Gervitz não consegue ir além da superfície. As cenas em que o protagonista se prepara para escalar uma montanha com um amigo – a tal “prova de coragem” – são puro tédio. Foi exibido no Festival de Brasília, de onde saiu sem nenhum prêmio. Mas, pelo menos, o diretor procura uma solução relativamente satisfatória para sua conclusão. https://www.youtube.com/watch?v=mPw82sPnMTI
Como Eu Era Antes de Você: Romance com Emilia Clarke e Sam Claflin ganha novo trailer
A Warner Bros. do Reino Unido divulgou o novo trailer de “Como Eu Era Antes de Você”, filme romântico de doença. A definição mórbida é cortesia de um filão aberto pelo sucesso de “A Culpa É das Estrelas” (2014). Mas essa história tem mais a ver com a dramédia francesa “Intocáveis” (2011). Só que, em vez um velho rico e um negro imigrante, os personagens centrais são um casal jovem, bonito e muito branco: Emilia Clarke (sériee “Game of Thrones”) e Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”). Ela é contratada como cuidadora dele, que ficou restrito a uma cadeira de rodas, devido a um acidente que lhe custou os movimentos. Ou seja, é lógico, desde o primeiro momento, que vai acontecer uma atração. A dinâmica do relacionamento se mantém igual ao do filme francês – ela é ingênua, pobre e cheia de energia, ele é sofisticado, rico e depressivo – , mas a culpa não é das estrelas, é do livro em que a trama se baseia, escrito pela britânica Jojo Moyes, que também assina o roteiro. Por sinal, Moyes deve ser fã de Nicholas Sparks, pois, entre os clichês românticos, não falta sequer o indefectível melodrama hospitalar. Com direção de Thea Sharrock, que estreia no cinema após dirigir alguns episódios de séries britânicas, o filme chega em 16 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA (em 3/6).
A Luz Entre os Oceanos: Veja Michael Fassbender e Alicia Vikander em trailer de partir o coração
A Entertainment One divulgou três fotos e o primeiro trailer do drama “The Light Between Oceans”, estrelado por Michael Fassbender (“Steve Jobs”) e Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”). A prévia é de partir o coração. Resumindo o dilema central, mostra como o casal, que mora num farol isolado, encontra um bebê num barco à deriva. E depois de cuidar da menina por vários anos, descobrem a verdadeira mãe (Rachel Weisz, de “Oz, Mágico e Poderoso”), que acredita ter pedido a filha no mar. O vídeo explora o embate entre Fassbender, que se sente moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. O filme é uma adaptação do livro homônimo escrito por M.L. Stedman (lançado no Brasil como “A Luz Entre os Oceanos”) e tem direção e roteiro de Derek Cianfrance (“O Lugar Onde Tudo Termina”). A estreia está marcada para 2 de setembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
A Garota Dinamarquesa transforma tema atual em filme à moda antiga
“A Garota Dinamarquesa” traz um diretor e um protagonista que já venceram o Oscar, respectivamente Tom Hooper (por “O Discurso do Rei”) e Eddie Redmayne (por “A Teoria de Tudo”), ambos com produções de época bem conservadoras. Por sorte, ambos são eclipsados no filme pela atriz sueca Alicia Vikander (“O Amante da Rainha”), que se posiciona como um dos grandes nomes da temporada de premiações. Ela surpreende num papel que é maior do que faz supor sua indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante, e evita que o longa sucumba aos exageros cafonas do cineasta e do protagonista. Na trama, o casal de pintores Gerda (Alicia Vikander) e Einar (Eddie Redmayne) vive uma vida relativamente tranquila na Dinamarca dos anos 1920, ainda que não seja nada fácil viver de arte. Gerda, principalmente, só vai conseguir sucesso com seus retratos quando pede que o marido pose para ela com um vestido. A pintura vira um sucesso e novos quadros são encomendados para uma exposição em um museu de arte de Copenhague. Só que a experiência de posar como mulher mexe com a cabeça de Einar, que percebe de imediato, ao usar um vestido, o quanto sua feminilidade estava prestes a aflorar. Trata-se de um assunto interessante e curioso, que culmina na primeira intervenção cirúrgica para mudança de sexo no mundo. Mas, apesar de baseada numa história verídica, há muita ficção no roteiro escrito por Lucinda Coxon (“Matador em Perigo”), que simplifica a questão de gênero sexual, a ponto de aproximar o caso de Einar/Lili do surto de Norman Bates em “Psicose” (1960), um homem que também se vestia de mulher. O embate interior entre as personalidades de Einar e Lili, o nome que ele adota ao decidir virar mulher, não deixa de ser interessante. Redmayne incorpora essa transformação por meio de lembranças da imagem da mãe e pela observação do gestual feminino, até que termina rejeitando seu órgão sexual masculino. Mesmo assim, mantém seu amor por Gerda. Vikander, por sinal, tem uma personagem tão interessante quanto Einar/Lili, no apoio e na frustração que acompanha a transformação de seu marido. Neste sentido, o ponto alto de “A Garota Dinamarquesa” acaba sendo o diálogo final entre o casal, que pode levar muitos espectadores às lágrimas. No mais, o longa incomoda pela utilização melodramática de sua trilha sonora (composta por Alexandre Desplat) e no modo exagerado com que Redmayne interpreta seu personagem. Junto à fotografia requintada e a reconstrução apurada do período, são fatores que contribuem para que “A Garota Dinamarquesa” se pareça, apesar do tema tão atual, com um filme à moda antiga.












