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    Chris Rock vai estrelar a 4ª temporada de Fargo, que abordar a máfia nos anos 1950

    3 de agosto de 2018 /

    O canal pago americano FX anunciou a produção da 4ª temporada da série “Fargo”, que será estrelada pelo humorista Chris Rock. A novidade foi anunciada pelo presidente do canal, John Landgraf, durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Além de um protagonista negro, a série de antologia criminal criada por Noah Hawley também vai mudar sua locação, saindo da zona rural do centro-oeste americano para a metrópole de Kansas City, e irá retroceder ainda mais no tempo. Até então, apenas a 2ª temporada tinha sido um flashback, passado nos anos 1970. Desta vez, porém, a história irá acontecer durante os anos 1950. A trama vai explorar o encontro de dois grupos migratórios na cidade grande: os europeus, que vieram da Itália, e os afro-americanos, que deixaram os estados mais racistas do Sul, com suas leis discriminatórias. Diante do conflito dos dois grupos pelo controle do tráfico de drogas na cidade, uma tênue paz é organizada por meio de um pacto inusitado. Chris Rock vai interpretar um pai que entregou seu filho para ser criado pelo chefe do grupo inimigo e, em contrapartida, pegará o filho do inimigo para criar. É então que o chefe da máfia resolve fazer uma cirurgia de rotina e morre no hospital, fazendo com que tudo mude. “Sou fã de ‘Fargo’ e mal posso esperar para trabalhar com o showrunner Noah Hawley”, disse Chris Rock, num comunicado. O restante do elenco e a data de estreia da 4ª temporada ainda não foram confirmados.

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    Gotti: Novo filme de John Travolta consegue 0% de aprovação no Rotten Tomatoes

    15 de junho de 2018 /

    A cinebiografia do mafioso John Gotti, estrelada por John Travolta, virou um fenômeno de rejeição coletiva. “Gotti” atingiu a unanimidade da crítica, com 0% de aprovação no site Rotten Tomatoes. E isto porque foi escondido da imprensa, que só pôde assistir ao lançamento quando o longa chegou aos cinemas nesta sexta (15/06). A crítica do jornal The New York Times definiu a produção como “uma bagunça decepcionante”, a do Newsday chamou de “desastre” e a da revista The Hollywood Reporter resumiu: “O filme é muito terrível, mal escrito, desprovido de tensão, ridículo em alguns pontos e simplesmente aborrecido em outros”. Apesar da avaliação de 0% ser bastante rara, “Gotti” é o quarto longa na filmografia de John Travolta a conquistar esta marca, após “Os Embalos de Sábado Continuam” (1983), “Olha Quem Está Falando Agora!” (1993) e “A Vida Por Um Fio” (2015). Vale citar ainda que “A Reconquista” (2000), considerado por muitos a pior ficção científica de todos os tempos, também se destaca entre os filmes do ator com 3%. Mas Gotti é um desastre à parte, por envolver Travolta, mulher e filha. O filme mostra a vida tumultuada dos Gotti, enquanto o mafioso (Travolta) e sua mulher (Kelly Preston, esposa de Travolta) tentam manter a família unida durante vários crimes, tragédias e prisões. A filha de Travolta, Ella Bleu Travolta, também está no elenco como, claro, filha do protagonista na trama. Terceiro filme dirigido pelo ator Kevin Connolly (da série “Entourage”), “Gotti” foi escrito por Lem Dobbs (“Sem Proteção”) e outro ator, Leo Rossi (“As Três Faces do Crime”), e é contado pelo ponto de vista do filho do mafioso, John Gotti Jr (Spencer Lofranco, de “Invencível”). A Lionsgate viu que o resultado era radioativo e desistiu de lançar na véspera da previsão original de estreia, em dezembro do ano passado, mas o infame Keya Morgan, preso no começo da semana por preencher um boletim falso na polícia e proibido pela Justiça de se aproximar de seu “sócio” Stan Lee, descreveu o longa como “obra prima” e se juntou aos produtores para comprar o filme, visando lançá-lo por conta própria. O prejuízo tende a ser enorme, já que a expectativa é que a produção fature algo entre US$ 1 e 2 milhões no fim de semana.

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    Jogos Sagrados: Trailer legendado repleto de ação apresenta primeira série indiana da Netflix

    6 de junho de 2018 /

    A Netflix divulgou um novo pôster, 11 fotos e o trailer completo legendado de “Jogos Sagrados” (Sacred Games), sua primeira série indiana. Repleta de ação e tiroteios, a prévia revela que se trata de uma trama policial, onde um “tira” honesto precisa enfrentar sozinho a corrupção e o crime. Baseada no best-seller homônimo de Vikram Chandra, a trama parte de um suicídio para mergulhar numa intrincada rede de crime organizado, corrupção, política e espionagem que movimentam os bastidores da economia indiana. Ambientada em Mumbai, entrelaça diferentes mundos, de Bollywood às favelas, que se embaralham ao longo de uma investigação policial. A ação acompanha Sartaj Singh (Saif Ali Khan, de “Detonando na Índia”), um experiente e cínico policial de Bombaim, que recebe uma dica anônima, que lhe promete a oportunidade de capturar o poderoso Ganesh Gaitonde (Nawazuddin Siddiqui, de “Lion”), chefão da G-Company, a máfia indiana. Mas conforme Sartaj cerca sua presa, fica claro que os dois estão envolvidos num cenário muito maior, que se expande para além de sua cidade. Falada em hindi e inglês, a série foi produzida em parceria com a Phantom Films, uma das mais importantes produtoras indianas, e desenvolvida por seus fundadores, os cineastas Anurag Kashyap (“Gangues de Wasseypur”) e Vikramaditya Motwane (“Udaan”). “Jogos Sagrados” será disponibilizada para os assinantes Netflix do mundo todo em 6 de julho de 2018.

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  • Série

    Jogos Sagrados: Primeira série indiana da Netflix ganha teaser legendado

    4 de maio de 2018 /

    A Netflix divulgou o primeiro teaser legendado de “Jogos Sagrados” (Sacred Games), sua primeira série indiana. Baseada no best-seller homônimo de Vikram Chandra, a trama parte de um suicídio para mergulhar numa intrincada rede de crime organizado, corrupção, política e espionagem que movimentam os bastidores da economia indiana. Ambientada em Mumbai, entrelaça diferentes mundos, de Bollywood às favelas, que se embaralham ao longo de uma investigação policial. A ação acompanha Sartaj Singh (Saif Ali Khan, de “Detonando na Índia”), um experiente e cínico policial de Bombaim, que recebe uma dica anônima, que lhe promete a oportunidade de capturar o poderoso Ganesh Gaitonde (Nawazuddin Siddiqui, de “Lion”), chefão da G-Company, a máfia indiana. Mas conforme Sartaj cerca sua presa, fica claro que os dois estão envolvidos num cenário muito maior, que se expande para além de sua cidade. Falada em hindi e inglês, a série foi produzida em parceria com a Phantom Films, uma das mais importantes produtoras locais, e desenvolvida por seus fundadores, os cineastas Anurag Kashyap (“Gangues de Wasseypur”) e Vikramaditya Motwane (“Udaan”). “Jogos Sagrados” será disponibilizada para os assinantes Netflix do mundo todo, a partir de 6 de julho de 2018.

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    Elisabeth Moss entra na adaptação de quadrinhos mafiosos da Vertigo

    19 de março de 2018 /

    A atriz Elisabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”) entrou no elenco de “The Kitchen”, adaptação de quadrinhos da Vertigo, a linha adulta da DC Comics. Ela vai se juntar às comediantes Melissa McCarthy (“A Chefa”) e Tiffany Haddish (“Girls Trip”), completando o trio de protagonistas da história que, apesar desse elenco, originalmente é dramática. A minissérie de oito exemplares de Ollie Masters e Ming Doyle aborda a ação da mafia irlandesa na Hell’s Kitchen (daí o título) de Nova York, durante os anos 1970. Na trama, após o FBI prender os líderes da máfia, três esposas assumem o controle dos negócios e acabam se mostrando mais violentas e perigosas do que os maridos. A adaptação foi escrita por Andrea Berloff, indicada ao Oscar por “Straight Outta Compton” (2015), que também fará sua estreia na direção à frente da produção – da DC Entertainment em parceria com a New Line. A estreia está prevista para setembro de 2019.

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    Scorsese anuncia final das filmagens de The Irishman, seu retorno aos dramas mafiosos

    10 de março de 2018 /

    Martin Scorsese anunciou o fim de filmagens de “The Irishman”, no Instagram. Junto de uma foto dos bastidores de seu retorno às tramas mafiosas, o diretor agradeceu “a todos que ajudaram a tornar isto possível”. Entretanto, o longa ainda está longe de ser finalizado. A pós-produção vai consumir bastante tempo, devido aos efeitos de computação gráfica. Como a trama vai atravessar décadas, Scorsese optou por rejuvenescer digitalmente o elenco central para interpretar suas versões jovens, em diferentes fases da história. Não será a primeira vez que esse tipo de processo será tentado no cinema. Filmes como “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008) e “Tron: O Legado” (2010) foram alguns dos pioneiros. Mas Scorsese busca ainda maior realismo. E isto tem um custo. Por conta disso, nenhum estúdio de cinema quis se envolver no projeto, especialmente após o filme anterior do cineasta, “Silêncio”, ter fracassado nas bilheterias. Superprodução que não teve o orçamento divulgado, “Silêncio” fez apenas US$ 7 milhões nos EUA. Quando a Netflix apareceu disposta a bancar a empreitada, o filme tinha um orçamento especulado em US$ 100 milhões. Mas o site Deadline revelou que o valor aumentou bastante desde então. Os custos estariam em US$ 140 milhões e longe de estacionar. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian, criado a partir do livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”, que detalha a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. Robert De Niro fará o papel principal. Ele e Scorsese não filmavam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995). Por sinal, Joe Pesci que já estava aposentado e também trabalhou em “Cassino”, voltará a atuar no filme. O elenco central se completa com outro veterano, Al Pacino. Ainda não há previsão para a estreia. That’s a wrap! Thank you to the many people who made this possible. #iheardyoupainthouses #theirishman Uma publicação compartilhada por Martin Scorsese (@martinscorsese_) em 5 de Mar, 2018 às 1:03 PST

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    Melissa McCarthy vai estrelar filme baseado em quadrinhos violentos da Vertigo

    13 de fevereiro de 2018 /

    A comediante Melissa McCarthy está negociações finais para estrelar “The Kitchen”, filme baseado nos quadrinhos homônimos da Vertigo, a linha adulta da DC Comics. A minissérie de oito exemplares de Ollie Masters e Ming Doyle contam uma história da mafia irlandesa, ambientada na Hell’s Kitchen (daí o título), de Nova York nos anos 1970. Após o FBI prender os líderes da máfia, três esposas assumem o controle dos negócios e acabam se mostrando mais violentas e perigosas do que os maridos. A trama foi adaptada por Andrea Berloff, indicada ao Oscar pelo roteiro de “Straight Outta Compton” (2015), que fará sua estreia na direção à frente da produção – da DC Entertainment em parceria com a New Line. Embora a obra original seja dramática, o resultado deve ser bem diferente dos quadrinhos, já que, além de McCarthy, inclui outra comediante no elenco: Tiffany Haddish (“Girls Trip”). Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Filme

    Filme de Scorsese para a Netflix já custou US$ 140 milhões e orçamento não para de crescer

    12 de fevereiro de 2018 /

    Quando Martin Scorsese e a Netflix entraram em acordo para produzir “The Irishman”, o filme tinha um orçamento especulado em US$ 100 milhões. Mas o site Deadline revelou que o valor aumentou bastante desde então. Os custos estariam em US$ 140 milhões e longe de estacionar. Curiosamente, as filmagens está quase acabando. As despesas se devem ao processo de pós-produção. A trama vai atravessar décadas e o elenco central será rejuvenescido digitalmente para interpretar suas versões jovens, em diferentes fases da história. Não será a primeira vez que esse tipo de processo será tentado no cinema. Filmes como “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008) e “Tron: O Legado” (2010) foram alguns dos pioneiros. Mas Scorsese busca ainda maior realismo. E isto tem um custo. Por conta disso, nenhum estúdio de cinema quis se envolver no projeto, especialmente após o filme anterior do cineasta, “Silêncio”, ter fracassado nas bilheterias. Superprodução que não teve o orçamento divulgado, “Silêncio” fez apenas US$ 7 milhões nos EUA. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian criado a partir do livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”, que detalha a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. Robert De Niro fará o papel principal. Ele e Scorsese não filmam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995). Por sinal, Joe Pesci que já estava aposentado e também trabalhou em “Cassino”, voltará a atuar no filme. O elenco central se completa com outro veterano, Al Pacino. Ainda não há previsão para a estreia.

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    Suburra: Série italiana mafiosa da Netflix é renovada para a 2ª temporada

    30 de janeiro de 2018 /

    A Netflix anunciou a renovação de “Suburra”, sua primeira série original italiana. Descrita como “a resposta italiana a ‘Narcos'”, a atração foi lançada em outubro do ano passado com sucesso em mais de 190 países. E voltará para sua 2ª temporada “com mais ação, drama e jogos de poder”, segundo o comunicado da plataforma de streaming. A série é baseada no livro de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini que já rendeu um filme de mesmo nome, produzido pela própria Netflix e dirigido por Stefano Sollima em 2015. Sollima também comandou a série “Gomorrah” e está à frente de “Soldado”, a continuação de “Sicario” (2015), que marcará sua estreia em Hollywood. A trama se passa vários anos antes dos eventos vistos no filme, funcionando como um prólogo, ao revelar a formação de uma aliança no submundo mafioso entre três jovens de diferentes grupos, que resolvem se juntar contra os demais, visando realizar seus sonhos de enriquecimento e poder num território disputado por empresas imobiliárias, a máfia, a Igreja e políticos corruptos. Os episódios de “Suburra” foram dirigidos por Michele Placido (“Atirador de Elite”), Andrea Molaioli (“La Ragazza del Lago”) e Giuseppe Capotondi (“A Hora Dupla”), e o elenco conta com Filippo Nigro (“A Janela da Frente”), Francesco Acquaroli (“Pasolini”), Adamo Dionisi (do filme “Suburra”), Jean-Hugues Anglade (também de “Suburra”), Emmanuele Aita (“Le Redoutable”) e Claudia Gerini (“John Wick: Um Novo Dia para Matar”), além do trio central, formado por Giacomo Ferrara e Alessandro Borghi, que reprisam seus personagens de “Suburra”, e Eduardo Valdarnini (“Algo de Novo”). Ainda não há previsão de estreia para a 2ª temporada.

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    Robert De Niro estampa primeiro pôster do novo filme de Martin Scorsese

    22 de janeiro de 2018 /

    A Netflix divulgou o primeiro pôster de “The Irishman”, o novo filme de Martin Scorsese. A imagem registra Robert De Niro empunhando revólveres. Ator e diretor não filmavam juntos desde “Cassino” (1995). Além de De Niro, o filme também contará com Joe Pesci e Al Pacino. A trama vai atravessar décadas e os três atores vão interpretar versões mais jovens de si mesmos, em diferentes fases da história, com o auxílio da tecnologia de rejuvenescimento digital. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian (criador da série “The Night Of”), que adaptou o livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses” sobre a vida de Frank “The Irishman” Sheeran (papel de De Niro), o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. Ainda não há previsão para a estreia, que acontecerá pela plataforma de streaming da Netflix.

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    Woody Allen cansa o público com sua Roda Gigante

    1 de janeiro de 2018 /

    Cinema é uma Arte produzida em conjunto por um imenso grupo de pessoas, e a chance de algo se perder no meio do processo (por descuido, má sorte ou incompetência) é enorme. Woody Allen sempre fala isso quando relembra filmes antigos validando que a obra que está produzindo é, na maioria das vezes, boa no papel, mas toda sorte de infortúnios acontece entre a ideia e a produção resultando em um produto final muitas vezes insatisfatório. “Tive muita sorte com ‘Match Point’”, ele disse certa vez. “Tudo o que costumava dar errado num filme, deu certo nesse. Todas as decisões tomadas, não só por mim, mas por todo mundo, funcionaram. Não sei se um dia consigo repetir isso ou fazer um filme tão bom”, comentou sobre sua obra prima no século 21, um comentário que, ao contrário, serve para explicar o equivoco de “Roda Gigante”. Desde que lançou “Um Assaltante Bem Trapalhão”, seu filme de estreia, em 1969, que Woody Allen marca presença nos cinemas ao menos uma vez por ano. Com exceção de 1970, 1974 e 1981, todos os outros anos entre 1969 e 2017 tiveram Woody Allen nos cinemas (e o projeto de 2018, inclusive, já foi filmado e se chama “A Rainy Day in New York”), resultando em uma filmografia vastíssima que traz tanto momentos de genialidade (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Manhattan”, “Tiros na Broadway”, “Hannah e Suas Irmãs” e “Crimes e Pecados” formam um Top 5 involuntário) com desleixos tolos (“Igual a Tudo na Vida”, “O Escorpião de Jade”, “Scoop”, “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” e “Neblina e Sombras”) insinuando a ideia de que, muitas vezes, Woody não se dedica tanto ao processo no set (e ele é o primeiro a assumir isso) deixando a mercê da sorte o resultado final da produção. Às vezes dá certo. Outras… 40 anos depois, “Roda Gigante” se conecta com “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” numa citação deliciosa que rememora Alvin Singer, o personagem que se apaixona por Annie Hall (que dá título em inglês ao filme de 1977) e cresceu em uma casa no meio do parque de diversões de Coney Island, nos anos 1950. De forma semelhante, é numa casa sobre o estande de tiro ao alvo com a roda gigante tampando a visão do oceano que vive Richie (o ruivinho Jack Gore), um garoto filho da garçonete (e ex-atriz) Ginny (a esplendorosa Kate Winslet), uma mulher que se apaixonou por outro homem e viu seu casamento ruir, mas encontrou e se juntou a Humpty (Jim Belushi, excelente), o operador do carrossel do parque que é pai de Carolina (Juno Temple), uma moça sonhadora que se casou com um gangster, o entregou em um acordo de delação e agora está jurada de morte. A este quarteto se junta Mickey (um tedioso Justin Timberlake), o romântico escritor que trabalha como salva-vidas na praia e narra a história. Um dos equívocos de “Roda Gigante” é utilizar Justin Timberlake como narrador – nada contra o cantor, aliás, ele esteve ótimo em “A Rede Social” (2010), mas aqui somente tirou vida da trama. Woody já havia aplicado “peça” semelhante em seu público: em “Vicky Cristina Barcelona” (2008), por exemplo, Scarlett Johansson e Penélope Cruz distraem a atenção da audiência enquanto a alma do filme estava em Rebeca Hall. Funcionou. Em “Roda Gigante”, porém, Mickey narra o drama de verão (sim, eis mais um drama na carreira de Woody) de maneira vazia e escapista, e mesmo com a história não sendo sobre ele e sim sobre Ginny Rannell, o fato da química entre Justin Timberlake e Kate Winslet ser algo próximo ao Polo Norte esvazia a atuação de ambos, ainda que Kate consiga entregar uma atuação digna das estatuetas de Oscar, Grammy e Emmy que mantém na estante de sua casa. Outro ponto divergente em “Roda Gigante” é a fotografia do italiano Vittorio Storaro, que já havia iluminado de dourado “Café Society” (2016) e assina também o vindouro “A Rainy Day in New York” (2018). Fotógrafo magistral detentor de três Oscars (por nada menos do que “Apocalypse Now”, “Reds” e “O Ultimo Imperador”), Storaro trouxe para “Roda Gigante” o excesso de cores que marcou um dos maiores fracassos da carreira de Francis Ford Coppola: o cult kitsch “O Fundo do Coração” (1982). E este excesso de cores, que simboliza a constante mudança de luzes do parque de diversões, briga por atenção com as longas falas do roteiro, boa parte delas estranhamente sem nenhum aconchego sonoro, o que resulta em diálogos teatralizados e caricaturais que, infelizmente, cansam. E talvez não exista pecado maior na sétima arte do que cansar o espectador. Há uma boa história em “Roda Gigante”, mas ela não foi transportada para a tela. Falta densidade e tensão ao drama de Ginny, algo que Kate Winslet se esforça sozinha para entregar e em muitos momentos do filme até consegue, mesmo com o embaraço de um ator escada fraco (Timberlake) e das luzes exageradas de Storaro, mas é pouco para salvar o drama de integrar o escalão mais baixo da cinebiografia de Woody Allen – ou mesmo levar a atriz ao Oscar. Retomando a análise certeira de Woody Allen citada no primeiro paragrafo, “certas coisas sempre dão um trabalhão num filme – encontrar os atores certos, fazer concessões em certos papeis, o clima colaborar – e tudo isso simplesmente funcionou (em ‘Match Point’)”. Em “Roda Gigante”, pelo contrário, deu tudo errado. Que venha o próximo.

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    Fala Sério, Mãe! é o último lançamento amplo do ano nos cinemas

    28 de dezembro de 2017 /

    Após faturar R$ 1,5 milhão em pré-estreia, a comédia brasileira “Fala Sério, Mãe!” chega aos cinemas como principal lançamento do fim do ano. Mas, curiosamente, não é o único filme brasileiro com adolescentes a entrar em cartaz nesta quinta (28/12). A programação, mais enxuta que o habitual, também inclui o novo longa de Woody Allen, a primeira luta de Bruce Lee e a juventude de Karl Max, que não empolgaram a maioria dos críticos, além de um documentário premiado. Clique nos títulos das estreias para conferir os trailers de cada filme em cartaz. “Fala Sério, Mãe!” traz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e Larissa Manoela (“Meus Quinze Anos”) como mãe e filha, e surpreende positivamente por não abusar (muito) do tom histérico que marca as outras comédias do roteirista Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”). Desta vez, o humor de esquetes e temas repetitivos busca simpatia, ao ser utilizado para realçar os problemas de relacionamento, mas também o amor típico de uma família, que é o mote da produção. O filme é inspirado no livro de mesmo nome da escritora Thalita Rebouças (autora também de “É Fada!”), que colabora no roteiro assinado por Cursino, Ingrid Guimarães e Dostoiewski Champangnatte. A direção é de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”) e ainda peca por incluir as típicas participações especiais de todo besteirol brasileiro – desta vez, do cantor Fábio Jr. e do comediante Paulo Gustavo, interpretando eles mesmos. “Bye Bye Jaqueline” também é uma comédia centrada numa adolescente, mas o foco são as amizades e os romances dessa fase da vida. O problema é a falta de espontaneidade geral, do roteiro à interpretação, que faz com que tudo soe forçado, além de previsível – a velha história de sempre. Nota-se que é o primeiro longa-metragem de Anderson Simão e da maioria do elenco. O lançamento internacional mais amplo pertence a “Roda Gigante”, o novo longa de Woody Allen, cujo enredo, como diz a protagonista Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”), é “um pouco melodramático”. A produção não deixa de ser uma homenagem de Allen ao rei do melodrama clássico, Douglas Sirk (“Imitação da Vida”), já que se passa no período de seus filmes mais conhecidos, a década de 1950. A história gira em torno de Ginny (Winslet), mulher do operador de carrossel do parque de Conney Island (James Belushi, da série “Twin Peaks”), que um belo dia recebe a visita de sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”), casada com um gângster e fugindo da máfia. Ela sabe segredos perigosos e procura abrigo, com mafiosos em seu encalço. No meio disso tudo, as duas ainda se encantam pelo galã da praia, o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake, de “Aposta Máxima”), que narra a história – um artifício que reforça se tratar de um filme “à moda antiga”. A crítica norte-americana não embarcou na trip nostálgica e a “Roda Gigante” travou com 29% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “A Origem do Dragão” foi uma decepção maior ainda: 23% de aprovação. Vendida como uma história da juventude do ator e campeão de kung fu Bruce Lee, a obra não passa de um filme B convencional, que menospreza o personagem e o impacto de sua luta contra Wong Jack Man, o mestre de kung fu mais famoso da China, enviado pelo templo shaolin para verificar se Lee estava ensinando artes marciais para brancos nos Estados Unidos. A direção é do cineasta George Nolfi (“Os Agentes do Destino”) e os roteiristas Christopher Wilkinson e Stephen J. Rivele são os mesmos do vindouro “Bohemian Rhapsody” sobre a banda Queen. “O Jovem Karl Marx” é outro desperdício de personagem, numa produção que segue a fórmula básica das cinebiografias mais superficiais, capaz de transformar o homem que considerava religião o ópio do povo numa figura praticamente santa. Ao menos, não deixa de ser cômico ver o jovem de cartola querendo se conectar com as massas proletárias. Passou no Festival de Berlim, Toronto e inúmeros outros. Não venceu nada. E tem média de 40% no Rotten Tomatoes. Completa a programação o documentário francês “A Ópera de Paris”, premiado no Festival de Moscou. Curiosamente, é o segundo filme sobre os bastidores da famosa casa de espetáculos francesa lançado este ano nos cinemas brasileiros, após “Reset – O Novo Balé da Ópera de Paris”. Ambos compartilham alguns personagens, entre eles Benjamin Millepied, o criador da coreografia de “Cisne Negro” (2010) e marido da atriz Natalie Portman. E é isto. Só seis lançamentos nesta semana, ainda sob efeito do predomínio de “Star Wars: Os Últimos Jedi” no circuito cinematográfico.

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    3ª temporada de Gomorrah supera Game of Thrones com recorde de audiência na Itália

    20 de novembro de 2017 /

    A estreia da 3ª temporada de “Gomorrah” quebrou o recorde de audiência da TV paga italiana, atraindo mais espectadores que “Game of thrones”. O retorno da série sobre a máfia, exibido na sexta (17/11), foi assistido por pouco mais de 1 milhão de pessoas na Itália, enquanto o episódio mais visto da fantasia da HBO mobilizou 572 mil italianos neste ano. Inspirada no livro homônimo de Roberto Saviano, “Gomorrah” não tem participação do diretor Matteo Garrone, responsável pelo filme de 2008 que levou a história do escritor para o cinema. Mas há quem considere a série melhor que o longa-metragem premiado no Festival de Cannes. Diante do interesse do público por novos capítulos, após a 2ª temporada acabar num momento de grande tensão, a Sky Italia, emissora da produção, realizou uma estratégia inédita, disponibilizando os dois primeiros episódios da 3ª temporada nos cinemas antes da estreia na TV. Assim, a série chegou até a liderar as bilheterias do país, antes de quebrar o recorde da TV paga. Um fenômeno. O sucesso é tanto que a produção é exibida em mais de 130 países, inclusive no Brasil, onde é disponibilizada pela própria HBO – os episódios antigos podem ser assistidos atualmente na plataforma HBO Go.

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