Lorde vira loira em clipe que satiriza pseudo-espiritualidade
A cantora Lorde divulgou o segundo clipe de seu retorno. Em “Mood Ring”, ela aparece tão loira quanto Billie Eilish em 2021, enquanto mergulha na exploração exotérica vislumbrada no vídeo anterior, “Solar Power” – do mesmo diretor, Joel Kefali. Desta vez, porém, o resultado é mais new age que “Midsommar”, refletindo uma crítica à indústria holística do bem-estar e da pseudo-espiritualidade. “Eu meio que passei por uma transformação para este vídeo porque a música é satírica”, a cantora explicou a mais de 25 mil fãs sintonizados na transmissão ao vivo do lançamento no YouTube nesta terça (17/8). “Eu estava escrevendo da perspectiva de uma personagem que não sou eu, embora às vezes eu tenha compartilhado alguns de seus traços”. A estrela neozelandesa também explicou que “Mood Ring” é em parte uma “metáfora para o pensamento mágico que empregamos às vezes para nos sentirmos bem”. Ela disse que às vezes se pega fazendo coisas como “ajustar” seu horóscopo para refletir o que passa no momento, um exemplo de como ela se relaciona com a tentação de comprar a espiritualidade. “Ao fazer este álbum, mergulhei profundamente na cultura Flower Child [hippie] dos anos 1960”, explicou ela em um comunicado à imprensa. “Uma coisa que me ocorreu como um grande paralelo entre aquela época e a nossa é a cultura de bem-estar e de espiritualidade, pseudo-espiritualidade, pseudo-bem-estar. Coisas como comer uma dieta vegana macrobiótica ou queimar salva, guardar cristais, ler cartas de tarô ou seu horóscopo. Essas eram coisas que eles estavam discutindo naquela época, e que eu e minhas amigas brincamos de fazer hoje. ” A música também aprofunda o estilo de “Solar Power”, com levada acústica a batida dançante que mesclam folk psicodélico e R&B para conjurar um hit instantâneo. Ausente desde o álbum “Melodrama”, de 2017, Lorde lança seu terceiro álbum, também chamado de “Solar Power”, na sexta-feira (20/8).
Lorde lança primeiro clipe em quatro anos
Lorde soltou seu “Solar Power”, seu primeiro clipe original em quase quatro anos. O vídeo traz a estrela pop neozelandesa passeando por uma praia semideserta, frequentada apenas por jovens bonitos de uma mesma faixa etária, todos trajados em tons pasteis – onde ninguém veste biquíni ou calção de banho e apenas um preto conseguiu ser liberado para entrar. Antítese completa de “Girl from Rio”, “Solar Power” parece retratar uma seita de brancos nórdicos à lá “Midsommar”. Vestida de amarelo vivo, a artista chega até a ser carregada num trono. Mas a celebração final é cortada antes de evoluir para qualquer expectativa mais sinistra. A direção é de Joel Kefali, que assinou o clipe do megassucesso da cantora, “Royals”, em parceria com Ella Yelich-O’Connor. A música, que começa acústica e termina com uma batida dançante evocativa do Primal Scream dos anos 1990, antecipa o lançamento do terceiro álbum de Lorde, que também vai se chamar “Solar Power”. A cantora estava ausente das paradas desde o álbum “Melodrama”, de 2017 – que rendeu hits como “Green Light” e “Perfect Places”.
Clipe de Yann reúne Britney Spears, Demi Lovato e Lana Wachowski contra homofobia no Brasil
O cantor brasileiro Yann lançou um clipe-manifesto contra a homofobia que transforma o Brasil no país que mais mata homossexuais. “Igual” inclui participações de diversas celebridades, inclusive artistas internacionais, como as cantoras Britney Spears, Céline Dion, Lorde e Demi Lovato, e os cineastas John Waters (“Hairspray”) e Lana Wachowski (“Matrix”, série “Sense8”), que aparecem rapidamente em cena para reforçar a mensagem do protesto. “Este vídeo é dedicado às 343 pessoas LGBTI+ mortas por crimes de ódio no Brasil em 2016”, diz um texto no começo do clipe. Além dos citados, o clipe inclui ainda Alfonso Herrera, Boy George, Bruno Gagliasso, Chelsea Handler, Claudia Alencar, Diplo, Dita Von Teese, Fernanda Lima, Jason Mraz, Jesuíta Barbosa, John Waters, Laerte, Luba, Melanie C, MØ, Nico Tortorella, Sonia Braga, Tegan Quinn (da dupla Tegan & Sara) e a banda Chainsmokers. A direção do clipe ficou a cargo do próprio Yann. Toda a renda obtida com a venda digital e streaming de “Igual” será revertida para entidades de apoio à comunidade LGBT+.


