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    Artistas que participaram do filme de Flordelis se dizem enganados

    26 de agosto de 2020 /

    Os famosos que participaram do filme “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar” (2009) se arrependeram de ter se envolvido com a produção. O filme era para ser um documentário sobre o trabalho social da cantora gospel que cresceu na favela e na época tinha adotado 44 crianças, mas acabou contando com um elenco estrelado, digno de novela das 21h da Globo. Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Marcello Antony, Sergio Marone, Deborah Secco, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Reynaldo Gianecchini, Isabel Fillardis e Letícia Sabatella foram filmados recitando um roteiro de louvação à Flordelis, nesta semana indiciada pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, junto com alguns dos filhos adotivos. Todos os atores trabalharam de graça, acreditando que estavam ajudando uma causa social, quando na verdade se tratava de uma peça de propaganda, que ajudou mesmo foi a aspiração política de Flordelis. Ela só não foi presa nos últimos dias porque tem imunidade parlamentar como deputada federal. Leticia Sabatella contou para o UOL que foi levada a participar do filme por seu empresário. “Todos fomos participar de uma ação beneficente. Foi muito rápido o contato com ela. A conheci no mesmo dia. Havia muitas crianças. Enfim, um engodo gigante…” Ela diz ter tirado uma lição da experiência. “Um crime como este… Horrível. Aprendi com o tempo a ter mais cautela com quem ostenta tanto a sua autopromoção, beirando a divindade. Lamento demais pelas vítimas destes lobos em pele de cordeiro”. Outro ator do elenco, Thiago Martins, também desabafou sobre sua participação no projeto. “Fiquei muito triste e decepcionado. Espero que a justiça seja feita e que ela pague pelo seu erro, uma pena apagar toda admiração e respeito que tinha por ela”. Anteriormente, um dos responsáveis pela produção, o editor de moda Marco Antônio Ferraz, já tinha se “arrependido” de ter co-dirigido o filme. “Me arrependo. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora”, disse Ferraz ao jornal Extra. “Estou dilacerado, me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém”. Não é a primeira vez que obras de santificação de personalidades brasileiras se provam problemáticas, basta lembrar o documentário “João de Deus: O Silêncio é uma Prece”, lançado um ano antes das denúncias de abuso de cerca de 100 mulheres contra o suposto médium. Flordelis foi indiciada sob acusação de crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. O assassinato do pastor Anderson do Carmo aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. Veja abaixo o trailer do filme.

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    Diretor do filme de Flordelis se diz enganado por ter filmado “uma mentira”

    25 de agosto de 2020 /

    O diretor Marco Antônio Ferraz se disse arrependido de ter feito o filme “Flordelis: Basta Uma Palavra Para Mudar” (2009) sobre a mulher que adotou 44 filhos, e que agora é implicada no assassinato de seu marido pastor, com a ajuda de alguns dos filhos adotivos. “Me arrependo. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora”, disse Ferraz ao jornal Extra. “Estou dilacerado, me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém”. Único filme dirigido por Ferraz, um editor de moda que se sentiu inspirado pela história de Flordelis dos Santos de Souza, a cinebiografia foi codirigida por Anderson Corrêa (“Eu Odeio Meu Chefe!”) e tinha o pastor Anderson do Carmo, que teria sido assassinado por Flordelis, como produtor executivo. “Ele era louco por ela. Fazia qualquer coisa que ela quisesse ou mandasse”, contou Ferraz. “Ele me perguntou o que eu queria que ela vestisse para a pré-estreia e eu disse para contratar um personal stylist. Ele não quis. Pediu que eu comprasse um vestido chique, que dinheiro não seria um problema. Fomos a uma loja de grife e pagamos R$ 2 mil num vestido. Foi um sonho realizado ver aquela mulher, que saiu do morro, ali, chiquérrima e linda. E, no fim das contas, tudo isso não passava de uma mentira.” A produção era para ser um documentário sobre o trabalho social da cantora gospel que cresceu na favela, mas contou com um elenco estrelado, com Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Marcello Antony, Sergio Marone, Deborah Secco, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Reynaldo Gianecchini, Isabel Fillardis e Letícia Sabatella, recitando um roteiro ao lado da verdadeira Flordelis. Na época da estreia, a produção divulgou que nenhum dos atores recebeu cachê para trabalhar no longa e que o lucro da bilheteria seria investido na compra de uma casa para Flordelis e os filhos. Flordelis ficou famosa, entrou na política, virou parlamentar e na segunda (24/8) foi denunciada pelo assassinato de seu marido. O crime aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. Por ter imunidade parlamentar, a deputada não pode ser presa, a não ser em flagrante delito. Mas outras dez pessoas foram denunciadas pelo crime e presas. Entre elas estão uma neta e sete filhos da deputada.

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    TV Brasil é proibida de fazer homenagem à atriz Letícia Sabatella

    29 de abril de 2020 /

    Uma homenagem à atriz Letícia Sabatella, que aconteceria na TV Brasil no sábado passado, foi cancelada na véspera pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela programação do canal. Letícia Sabatella seria tema de uma edição do programa “Recordar é Viver”, que trataria da sua carreira, mas, um dia antes do programa ir ao ar, segundo a apuração do colunista Anselmo Goes, do jornal O Globo, houve uma ordem para que fosse tirado da grade. Em vez do programa sobre a atriz, acabou indo ao ar uma edição sobre o humorista Agildo Ribeiro (1932-2018). Procurada, a EBC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai comentar o caso. Já Sabatella falou ao Globo na tarde desta quarta-feira (29/4), contando que não sabia da homenagem nem da proibição de sua exibição. Questionada sobre a ordem da EBC, ela disse acreditar “fortemente” que foi censura. “A vida de artistas e ativistas tem se tornado cada dia mais difícil e exigido bastante resistência de nossa parte”, comentou. A atriz tem um posicionamento político abertamente contrário ao governo Bolsonaro. Em 25 de março, ela publicou um post nas redes sociais com a frase “Não há álcool gel que limpe as mãos de quem digitou 17”, em referência ao número de Bolsonaro na eleição. “Esse revanchismo demonstra muito medo ou covardia e, por fim, a fragilidade de quem o exerce”, acrescentou. A notícia gerou revolta entre os artistas que lamentam o aparelhamento das instituições pelos bolsonaristas – um processo, ironicamente, igual ao que Bolsonaro condenava nos governos petistas. Um post no Instagram do coletivo 342Artes, liderado pela produtora Paula Lavigne, condenou a ação da EBC. “A democracia segue sendo desrespeitada por Bolsonaro. Vamos nos calar? Toda nossa solidariedade à Letícia”, diz a mensagem do grupo. A publicação foi compartilhada por artistas como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Paula Burlamaqui, Dira Paes, Alinne Moraes, Letícia Colin, Bianca Bin, Nathalia Dill, Juliana Alves e Laila Garin. Ver essa foto no Instagram Absurdo! Programa em homenagem à @leticia_sabatella foi censurado da programação da TV Brasil e removido da grade na véspera da exibição. A Democracia segue sendo desrespeitada por Bolsonaro. Vamos nos calar ? Toda nossa solidariedade à Letícia. #342Artes #LeticiaSabatella #censuranuncamais Uma publicação compartilhada por 342 Artes (@342artes) em 28 de Abr, 2020 às 7:50 PDT

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    Ex-deputado que chamou artistas de “vagabundos da Lei Rouanet” vira réu em processo por difamação

    10 de março de 2020 /

    A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) tornou réu o ex-deputado Wladimir Costa (SD-PA), que agora irá responder à processo por ter chamado de “vagabundos da Lei Rouanet” os atores Glória Pires, Letícia Sabatella, Wagner Moura e Sônia Braga. Celebrizado por ter tatuado “Temer” no braço direito, ele enfrentará uma ação penal na primeira instância do Judiciário, já que não se reelegeu e perdeu o direito ao foro privilegiado. “O parlamentar lançou injúrias, difamação, imputou crime também a integrantes do setor artístico sem que tenha qualquer relação com o exercício do mandato. Foram proferidas palavras para atingir efetivamente a honra dessas pessoas”, disse o ministro Luiz Fux em seu voto. Além de Fux, votaram pelo recebimento da queixa-crime os ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. Divergiu, para rejeitar a acusação, Alexandre de Moraes. A decisão cria jurisprudência e serve como punição educativa. Como disse o relator, ministro Luís Roberto Barroso, o “parlamento não é para o livre mercado de ofensas”.

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    Letícia Sabatella revela também ter sido assediada por José Mayer

    8 de abril de 2017 /

    A atriz Letícia Sabatella foi uma das primeiras atrizes da Globo a se manifestar em defesa da figurinista Su Tonani após sua denúncia contra o assédio de José Mayer. Agora, em entrevista à revista Veja Rio, ela explicou porque escreveu nas redes sociais: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tonani, sinta-se apoiada em sua denúncia”. Ela revelou ter passado por algo parecido, há alguns anos, com o próprio ator, que só agora foi afastado das produções da Globo por conta de seu comportamento. “Quando li o relato da Su, que não conheço, eu me compadeci imediatamente. Senti o que ela sentiu, e sabia que ela não estava mentindo. Também já tinha passado por uma experiência parecida com o Zé Mayer, que foi alertado de maneira amigável”, ela afirmou. Ao mesmo tempo, ela disse ter se comovido com o pedido de desculpas do ator. “Eu, sinceramente, me comovi com o pedido de desculpas dele. Sei o grande artista que ele é, sensível, capaz de uma transformação”, ela acrescentou. Mas as desculpas de José Mayer foram redigidas por uma assessoria contratada para lidar com o escândalo. Relevando este detalhe, ela acredita que José Mayer possa servir de exemplo positivo. “Não estou querendo endeusar nem demonizar ninguém, mas podemos fazer do limão uma limonada”, avaliou a atriz, que contracenou com o ator em “Agosto” (1993) e “Páginas da Vida” (2006).

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