Crepúsculo: Kristen Stewart diz que namoro com Robert Pattinson lhe dava nojo
O namoro entre Robert Pattison e Kristen Stewart envolveu e emocionou os fãs da “Saga Crepúsculo”, antes de terminar com um flagra da traição da atriz com o diretor Rupert Sanders, durante a produção de “Branca de Neve e o Caçador” (2012). Isso rendeu pedidos desesperados de desculpas e juras de amor públicas, levando a um reatamento que sempre soou forçado, na véspera da promoção do último filme da franquia vampiresca. Tanto que agora, quando recorda do romance de bastidores da fantasia adolescente, Kristen torce o nariz de nojo. “As pessoas queriam tanto que eu e Rob ficássemos juntos que nosso relacionamento se transformou em um produto. Não era mais vida real, e isso me dava nojo”, ela disse, em uma entrevista para a próxima edição da revista T, suplemento do jornal The New York Times. O casal “Robsten”, como foi apelidado pela mídia, durou praticamente por todo o período em que a saga esteve no cinema, funcionando como uma das mais poderosas armas de marketing da produção. Por isso, a forma como o namoro acabou, junto com o fim da franquia, resultou numa experiência traumática, deixando os fãs revoltados. Hoje, Kristen está numa vibe completamente diferente, fazendo só filmes indies ou franceses, e namorando uma mulher, sua ex-assistente Alice Cargile. “Eu não quero esconder o que eu sou ou o que estou fazendo da minha vida”, acrescentou ela. “Eu só não quero ser parte de uma história para o entretenimento.” A atriz diz que só tem sido mais aberta em relação a seus relacionamentos pelo fato de namorar uma mulher. “Eu nunca falaria sobre os meus relacionamentos antes, mas como passei a namorar garotas, isso virou a oportunidade de representar algo realmente positivo”, disse ela. “Eu ainda quero proteger minha vida pessoal, mas não quero ser vista como se estivesse escondendo o romance”, completou, afirmando ainda que não rotula sua orientação sexual. Desde o final de seu relacionamento com Kristen Stewart, Robert Pattinson se envolveu mais seriamente com a cantora FKA Twigs, de quem chegou a ficar noivo. No entanto, eles se separaram no ano passado.
Documentário sobre a farsa literária de JT Leroy ganha pôsteres e trailer
A Magnolia Pictures divulgou os pôsteres e o trailer do documentário “Author: The JT LeRoy Story”. Exibido no Festival de Sundance, o filme conta a história verídica por trás da maior farsa literária contemporânea. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. “Author: The JT LeRoy Story” estreia em 9 de setembro nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. Além disso, o escândalo também deve virar filme de ficção, atualmente em desenvolvimento, que pode ser estrelado por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”). Roteiro e direção estão a cargo de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico.
Kristen Stewart assume namoro com outra mulher
A atriz Kristen Stewart (“Crepúsculo”) resolveu assumir que está namorando uma mulher. Ela falou abertamente sobre o romance pela primeira vez à revista Elle do Reino Unido. “Neste momento, estou realmente apaixonada pela minha namorada”, disse a atriz de 26 anos, em referência a Alicia Cargile. As duas têm sido fotografado juntas há mais de um ano e, em junho de 2015, Jules Stewart, mãe da atriz, entregou o relacionamento em entrevista ao tabloide britânico Mirror, dizendo ter dado a sua “bênção” ao casal. Entretanto, o namoro não foi contínuo e, desde então, Kristen foi vista com outras garotas em momentos variados. “Nós voltamos e terminamos algumas vezes no passado e agora, finalmente, posso acreditar nesse sentimento de novo”, ela confirmou. As duas ficaram íntimas depois que Alicia começou a trabalhar como assistente pessoal de Kristen. Por coincidência, a atriz fez, recentemente, dois filmes do diretor Olivier Assayas em que interpreta uma assistente pessoal de celebridade: “Acima das Nuvens”, pelo qual venceu o prêmio César de Melhor Atriz Coadjuvante, e “Personal Shopper”, premiado no Festival de Cannes deste ano. Desde que passou a namorar mulheres, Kristen também mudou sua relação com a mídia. Ela assumiu que agora está mais relaxada em relação aos paparazzi que costumam segui-la. “Quando eu estava saindo com rapazes, eu tentava esconder, pois não gostava que assuntos pessoais se tornassem tão triviais”, assumiu a atriz para a Elle. “Nos tornávamos personagens de uma história ridícula e eu pensava: ‘Isso é meu. Vocês estão transformando meu relacionamento em algo que não é’. Mas aí mudei, e comecei a sair com garotas. Então, esconder isso ganhava novas implicações, como se eu estivesse com vergonha. Por isso, alterei a maneira de lidar com isso em público. Foi libertador e estou muito mais feliz.” Kristen completou dizendo que, apesar de não ser fã dos paparazzi, não tem feito questão de esconder seu relacionamento com Alicia. As duas já foram fotografadas diversas vezes de mãos dadas e trocando beijos em público, sem que ela desse piti. “Por mais que eu queira me proteger, não quer dizer que preciso esconder”, ela avalia. “Encontrei um lugar onde me sinto confortável.”
Café Society: Nova comédia de Woody Allen terá lançamento antecipado no Brasil
A nova comédia dramática de Woody Allen, “Café Society”, teve sua estreia antecipada em dois meses no Brasil. O filme iria estrear no dia 27 de outubro deste ano, mas o lançamento foi adiantado para 25 de agosto. Ainda assim, chegará mais de um mês depois de passar pelos cinemas americanos, em 15 de julho. Filme de abertura do Festival de Cannes 2016, “Café Society” se passa entre os estúdios da era de ouro de Hollywood e a atmosfera boêmia dos cafés nova-iorquinos dos anos 1930. Na trama, Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) vai visitar os parentes em Los Angeles, entre eles um tio produtor de cinema (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), que vive num mundo de festas frequentadas por celebridades. O elenco também destaca Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) como a assistente do tio produtor, encarregada de ciceronear o jovem turista, e Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) como uma bela fã de jazz que ele encontra ao retornar a Nova York.
Equals: Sci-fi romântica com Kristen Stewart e Nicholas Hoult ganha trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou o trailer legendado da sci-fi “Equals”, estrelada por Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”). A prévia destaca o casal, numa troca constante de olhares contidos e desfocados, que evoluem para uma relacionamento proibido, num futuro distópico em que sentimentos são punidos. Fãs do gênero também poderão identificar o padrão visual ascético da obra, visto anteriormente em “A Ilha” (2000) e principalmente “THX 1138” (1971), o filme de estreia de George Lucas. “Equals” se passa num futuro sem pobreza, violência e emoções. Mas a tranquilidade é abalada quando uma doença se espalha entre a população, provocando depressão, medo, amor e outros sentimentos. Entre os infectados está Silas (Hoult), que por causa da doença se torna um pária. Quando tudo parecia perdido, ele conhece Nia (Stewart), uma mulher capaz de esconder suas emoções e que entende a situação pela qual ele está passando. O elenco ainda conta com Guy Pearce (“Homem de Ferro 3”) e Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”). O roteiro é de Nathan Parker (“Lunar”), a direção de Drake Doremus (“Loucamente Apaixonados”) e a produção de Ridley Scott (“Perdido em Marte”). Exibido nos festivais de Veneza, Toronto e Tribeca, o filme tem estreia marcada para 15 de julho nos EUA e ainda tem data prevista para seu lançamento no Brasil.
Kristen Stewart e Chloë Sevigny estrelarão filme sobre a famosa assassina Lizzie Borden
As atrizes Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e Chloë Sevigny (série “Bloodline”) vão estrelar um filme de época sobre uma das mais famosas assassinas americanas, que jamais foi condenada. Trata-se do suspense “Lizzie Borden”, que, segundo o site da revista Variety, será dirigido por Craig William Macneill (do terror “O Garoto Sombrio”). “Lizzie Borden” vai contar a história da personagem-título, supostamente responsável pelo brutal assassinato de sua família à machadadas em 1892. Sevigny viverá a personagem-título, descrita na sinopse como uma mulher pacata que busca a liberdade longe do pai dominador. Ela encontra uma simpática parceira em Bridget Sullivan (Kristen Stewart), empregada que trabalha para a família. A partir daí tudo transcorre para o desfecho trágico que marcou a história dos EUA. O caso virou lenda urbana e entrou na cultura pop americana, tendo rendido várias músicas, filmes e séries. Entre as diversas atrizes que já interpretaram Lizzie Borden estão Elizabeth Montgomery (estrela da série clássica “A Feiticeira”) e Christina Ricci (“O Cavaleiro sem Cabeça”), que estrelou um telefilme e uma série recentes no canal pago americano Lifetime – respectivamente, “Lizzie Borden Took an Ax” (2014) e “The Lizzie Borden Chronicles” (2015).
Cannes: Após vaias da crítica, filme de Kristen Stewart é aplaudíssimo pelo público
Até em Cannes, a crítica e o público não entram em acordo. O festival francês é conhecido pelo comportamento infantil da crítica, que vaia os filmes de que não gosta como se estivesse num estádio de futebol. Mas todo ano há dissonâncias. Filmes vaiados acabam premiados ou consagrados pelo público. Foi o que aconteceu, nesta semana, com “Personal Shopper”. O drama sobrenatural, que volta a reunir a estrela Kristen Stewart e o diretor francês Olivier Assayas, após o premiado “Acima das Núvens”, recebeu vaias sonoras da crítica, mas foi recebido pelo público com uma ovação ainda mais barulhenta. A première rendeu 4 minutos e meio de aplausos e elogios, com a plateia ficando de pé, ao final da projeção, para homenagear o diretor e o elenco. Pura consagração. Mais cedo, Kristen notou que a imprensa exagerou ao noticiar as vaias ao filme. “Não foi todo mundo que vaiou. Foi uma reação bem dividida”, disse a estrela. No filme, ela vive Maureen, uma assistente-escrava de um celebridade, que aceita os abusos da patroa irritante porque o trabalho lhe permite ficar em Paris “esperando”. Ela passa o tempo escolhendo roupas para a chefe enquanto aguarda o fantasma de seu irmão gêmeo lhe procurar. Os dois compartilhavam a mesma condição congênita, um coração fraco, e tinham um acordo mediúnico sobre esta situação. Aquele que morresse primeiro contataria o outro diretamente do além. E é o que ela espera que aconteça, após o irmão morrer na capital parisiense. O filme deixa claro que fantasmas existem. Mas também há outros perigos, no mundo dos bem vivos, na trama. Por enquanto, “Personal Shopper” só tem estreia comercial marcada para a Europa, em outubro.
Cannes: Crítica recebe novo filme de Kristen Stewart com vaias
Após um início de reinado sob os auspícios da popularidade de “Café Society”, Kristen Stewart, coroada rainha de Cannes pelo presidente do festival em sua apresentação da programação oficial, sucumbiu às vaias em seu segundo filme no evento. Bastou um fantasma aparecer, cinco minutos após o início da projeção de “Personal Shopper”, para a crítica se manifestar com o vento de suas entranhas. Kristen, claro, não tem culpa do vexame, que, de resto, é dos próprios críticos, que parecem orgulhosos por agir como moleques em Cannes, mas depois ficam indignados com as turmas barulhentas que não sabem se comportar no cinema. A atriz está majestosa em todos os fotogramas do longa, que marca seu reencontro com o diretor francês Olivier Assayas, após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). De fato, ela é hipnótica, dissolvendo o cenário com sua presença ubíqua, diante de uma câmera que a idolatra ao ponto de nunca abandoná-la, mantendo-a o tempo inteiro em cena. Como na parceria anterior, ela volta a viver uma assistente-escrava de um celebridade. Maureen, a personagem de Kristen, aceita os abusos da patroa irritante porque o trabalho lhe permite ficar em Paris “esperando”. Seu Godot vem de outro mundo. Trata-se do fantasma de seu irmão gêmeo. Os dois compartilhavam a mesma condição congênita, um coração fraco, e tinham um acordo mediúnico sobre esta situação. Aquele que morresse primeiro romperia a quarta parede definitiva para falar com o outro diretamente do além. E é o que ela espera que aconteça, após o irmão morrer na capital parisiense. E não demora, após ela contar seus planos, para começar a receber mensagens de celular que podem vir do além, mas que funcionam como Sexting místicos, motivando-a a abandonar os pudores. Em “Personal Shopper”, a rainha não só fica nua como se masturba. “Eu faço qualquer coisa. E gosto de tudo o que fizer. Maureen sofre uma enorme crise de identidade. Por isso senti que eu precisava ser o mais irracional, presente e nua que pudesse”, ela explicou, na entrevista coletiva. O filme, sem dúvida, é sexy. Mas o desdobramento como plano criminoso (whudunit fácil de decifrar) e o excesso de sustinhos forçados do roteiro parecem feitos sob medida para provocar vaias, especialmente em seu final desapontador. Seria esta a intenção? “Quando você vem para Cannes, você tem que estar preparado para tudo”, declarou Olivier Assayas sobre a reação da crítica. “Um filme tem vida própria. Quando nasce, é como uma explosão, e os elementos do filme se chocam com os elementos da realidade. Isso é ainda muito maior num festival como Cannes. É um pouco como num parto, como dar à luz”, completou. “Sim, mas depois desse parto pode haver vaias”, emendou, com sarcasmo, o ator alemão Lars Edinger, que está no elenco do filme. Sem jeito, Kristen bem que gostaria de fazer o oposto de sua personagem diante da situação, correr para longe. “A natureza da vida é muito assustadora. Como agora. Eu não posso sair daqui! Não posso sair!”, ela desabafou, aos risos. Pode ter perdido a majestade, mas não a graça.
Personal Shopper: Veja duas cenas, fotos e o pôster do novo filme de Kristen Stewart
A distribuidora francesa Les Films du Losange divulgou o pôster, fotos e duas cenas de “Personal Shopper”, aproveitando a participação no Festival de Cannes. A produção marca o reencontro da atriz Kristen Stewart com o diretor francês Olivier Assayas, após a bem-sucedida parceria em “Acima das Nuvens”, que rendeu à americana o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz Coadjuvante do cinema francês em 2015. As duas cenas foram reunidas num único vídeo. Numa delas, a atriz aparece exercendo a profissão do título, escolhendo e provando roupas para uma cliente. Já a outra revela o lado místico da trama, ao trazer Kristen explicando para Lars Eidinger (também de “Acima das Nuvens”) que pretende ficar em Paris até ser contatada por seu irmão gêmeo recém-falecido, respeitando um acordo mediúnico que ambos fizeram a respeito de quem morresse primeiro. O elenco internacional também inclui a austríaca Nora von Waldstätten (mais uma integrante de “Acima das Nuvens”), a francesa Sigrid Bouaziz (série “The Tunnel”) e o norueguês Anders Danielsen Lie (“Oslo, 31 de Agosto”). A première mundial vai acontecer na terça (17/5) dentro da competição oficial do Festival de Cannes e a estreia está marcada para outubro na Europa. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=dCW6Y9Sx_A0
Veja o primeiro trailer do novo filme de Ang Lee, com Kristen Stewart e Vin Diesel
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Billy Lynn’s Long Halftime Walk”, novo filme do premiado diretor Ang Lee (“As Aventuras de Pi”). Além de belas imagens, que contrastam os horrores da guerra com uma celebração repleta de fogos de artifício, ao som de “Heroes”, a prévia destaca o elenco incomum da produção, que reúne Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”), Garrett Hedlund (“Invencível”), Chris Tucker (“A Hora do Rush”) e Steve Martin (“Simplesmente Complicado”), além de lançar o novato Joe Alwyn no papel-título. O filme é uma adaptação do livro homônimo, escrito por Ben Fountain, sobre heróis da guerra do Iraque. Aclamado pela crítica, o romance é uma sátira à guerra, que utiliza de humor negro para contar a história do jovem Billy Lynn e de seu Esquadrão Bravo. Lynn, de apenas 19 anos, é enviado para o Iraque em 2005 e sai com vida de um conflito que durou pouco mais de três minutos, mas foi capturado inteiramente pelas câmeras dos noticiários. Graças a isso, ele e seu esquadrão são chamados de volta para aos EUA para serem homenageados como heróis nacionais, sendo aclamados durante o intervalo de um jogo no estádio do Dallas Cowboys, antes de retornarem para as agruras do Oriente Médio. A trama se passa ao longo de 24 horas, em torno da homenagem, com flashbacks que contam como Billy Lynn virou herói. Ang Lee usou tecnologia 3D de ponta para capturar as imagens, o que o trailer não deixa claro. Uma prévia estendida foi exibida durante a CinemaCon e deixou os distribuidores de queixo caído. A expectativa é de uma revolução visual. O roteiro foi escrito por Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário”) e a estreia está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Kristen Stewart revela surpresa por ter ficado de fora de O Caçador e a Rainha do Gelo
A ausência de Kristen Stewart em “O Caçador e a Rainha do Gelo” causou estranheza entre os fãs e gerou muitas especulações. Durante sua participação no Festival de Cannes, a própria atriz revelou sua surpresa com a decisão da Universal Pictures. Estrela de “Branca de Neve e o Caçador” (2012), ela contou, em entrevista para a revista Variety, que nem sequer sabia que o estúdio estava fazendo a continuação. Vale lembrar, claro, que a atriz se envolveu com Rupert Sanders, diretor do primeiro filme, num caso polêmico de bastidores, que alimentou o machismo de Hollywood. Tanto que, a princípio, a Universal dispensou a atriz e confirmou o diretor na continuação, só voltando atrás após a reação negativa da opinião pública. Ao final, nenhum dos dois participou de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Kristen contou que, a princípio, discutiu a sequência e chegou a receber alguns roteiros, que contariam a continuação da história de Branca de Neve. “Eu li alguns roteiros. Nenhum deles era bom. E eu tive uma reunião com a Universal sobre os rumos que a história poderia tomar”, explicou a atriz. “Não fui expulsa do filme porque tive problemas. Conversamos por meses e tentamos fazer as coisas funcionarem, mas nunca deu certo.” Aparentemente, porém, a Universal não se empenhou muito para motivá-la. Afinal, deu sinal verde para uma produção sem a presença da sua personagem. E que Kristen só soube que estava sendo feita pela imprensa. Ela assume que não gostou de saber da produção dessa forma. “Eu pensei: ‘OK, tudo bem. Nós não nos falávamos há um bom tempo, mas eu não sabia que tínhamos rompido”, criticou a atriz, que ainda considerou, após o episódio, fazer uma participação especial no filme. Mas nem isso aconteceu. “Agora eu penso: ‘Obrigada, meu Deus'”, ela ironizou, referindo-se ao fracasso da produção, que acumulou críticas negativas e péssimas bilheterias no mundo inteiro. Kristen está no Festival de Cannes participando da première de dois filmes: “Café Society”, de Woody Allen, que abriu o festival na noite desta quarta-feira, e “Personal Shopper”, longa de Olivier Assayas que disputa a competição pela Palma de Ouro.
Cannes: Woody Allen traz glamour à abertura do festival
O Festival de Cannes não poderia ter escolhido um filme mais glamouroso para abrir sua 69ª edição. “Café Society” tem a leveza de “Meia-Noite em Paris”, que abriu o evento em 2011. E exibe algumas das imagens mais belas da carreira do diretor Woody Allen, cortesia do veterano cinematógrafo Vittorio Storaro (“O Último Imperador”) e da fotogenia da estrela Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), dois ícones cinematográficos completamente distintos e com quem ele nunca tinha trabalhado antes. Comédia romântica de época, na linha do recente “Magia ao Luar” (2014), “Café Society” traz Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) como alterego de Allen. O cineasta já tinha dirigido o ator em “Para Roma, com Amor” (2012) e aproveita o reencontro para projetar no jovem a nostalgia por sua própria juventude, evocando paixões numa Hollywood glamourosa e numa Nova York igualmente retratada sob as luzes da estilização, durante a década de 1930. “Sempre me achei um cara romântico, embora essa opinião não seja necessariamente compartilhada pelas mulheres com quem convivi ao longo da minha vida”, brincou Allen, com seu célebre humor autodepreciativo, durante a entrevista coletiva com a imprensa internacional. “Cresci assistindo a filmes de Hollywood, que tiveram influência sobre mim, e é assim que me vejo. Tendo a ser romântico quando tento fazer filmes de amor. ‘Match Point’, por exemplo, não foi um filme romântico. Quando faço um filme de amor, ele tende a ser como ‘Café Society’, porque é um reflexo da minha formação”, explicou. No filme, Jesse Eisenberg vive Bobby, um jovem judeu de Nova York que, entendiado com os rumos de sua vida, vai tentar um recomeço em Los Angeles, com a ajuda do tio Phil (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), poderoso agente de talentos de Hollywood. Mas, ao se apaixonar pela bela Vonnie (Kristen), secretária do tio, parte o coração e decide voltar para a Costa Leste. A experiência com as celebridades continua com seu envolvimento num nightclub frequentado por ricos e famosos, referência ao Café Society do título, que é administrado por seu irmão mafioso (Corey Stoll, de “Homem-Formiga”). Neste novo cenário, ele também conhece a paixão, ao encontrar Veronica (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”). Entretanto, o romantismo de Woody Allen não é exatamente edulcorado. Ao final, há uma reviravolta melancólica. “Em filmes, tendemos a ver a vida como algo divertido. Mesmo quando vemos marido traindo a mulher, ou cônjuges mantendo relacionamentos misteriosos. Mas, analisando seriamente, tudo isso é muito triste, porque vemos pessoas sendo traídas, tendo casos, destruindo famílias e relacionamentos. Filmes adotam uma perspectiva cômica da crueldade da vida”, ele comentou, a respeito da trama de “Café Society”. “Dá vertigem, porque é como acontece na vida: você sempre pergunta se tomou as decisões corretas”, comentou Kristen Stewart, presente – e platinada! – à entrevista, a respeito da história escrita por Allen. Apesar do tom nostálgico nas lembranças da velha Hollywood e da romantização boêmia de Nova York, a recriação de época de “Café Society” contou com a incorporação de tecnologia de ponta. Pela primeira vez, e com excelentes resultados, Woody Allen trabalhou com câmeras digitais. “Para mim não mudou nada. Tenho ali a câmera e o elenco que precisa ser iluminado. O processo, para mim, é o mesmo que tenho feito com película. O digital oferece mais opções quando o filme está pronto. Mas não comprometi o meu modo de filmar por causa desse detalhe”, ele ponderou. A facilidade que a tecnologia propicia ao trabalho de pós-produção, entretanto, é vital para um cineasta que mantém um ritmo intenso, lançando um filme por ano desde 1982, apesar da idade avançada. “Eu mesmo não acredito que cheguei aos 80 anos!”, comentou Allen, divertindo a imprensa, antes de retomar seu humor mórbido, que continua desconcertante. “Minha mãe morreu com quase 100 anos, meu pai passou disso. Mas um dia, tenho certeza, acordarei pela manhã e terei um derrame, e vou parar em uma cadeira de rodas. Aí as pessoas vão apontar para mim na rua e dizer: ‘Lembra dele? Costumava fazer filmes. Agora ela faz isso (treme a mão, simulando um descontrole motor)’”. Woody Allen já lançou 14 filmes em Cannes, sempre fora de competição, porque não concorda que filmes possam ser comparados e que o trabalho de um cineasta deva ser considerado melhor que o de outro. “Café Society” será distribuído nos EUA com exclusividade pelo Amazon Studios, que pretende realizar um lançamento limitado nos cinemas em julho, antes de disponibilizá-lo na internet. No Brasil, a estreia está marcada apenas para 27 de outubro.
Festival de Cannes tem edição mais competitiva dos últimos anos
A edição 2016 do Festival de Cannes, que começa nesta quarta (11/5) com a exibição de “Café Society”, novo filme de Woody Allen, será a mais competitiva dos últimos anos. A organização do evento fez uma seleção de cineastas prestigiadíssimos, verdadeiros mestres do cinema, para a disputa da Palma de Ouro, aumentando a responsabilidade do juri presidido por George Miller (foto acima), o diretor de “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015). Para dar uma ideia inicial do que representam os 20 cineastas selecionados, o menos experiente é o brasileiro Kleber Mendonça Filho, que mesmo assim conquistou prêmios internacionais com sua obra de estreia, “O Som ao Redor” (2014). A grande maioria dos selecionados já foi reconhecida por troféus no próprio Festival de Cannes. Quatro deles, por sinal, levaram a Palma de Ouro. Os maiores campeões são os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, duas vezes vencedores com “Rosetta” (1999) e “A Crianca” (2005). Eles retornam com o drama “La Fille Inconnue” (ou, no título internacional, “The Unknown Girl”), estrelado por Adèle Haenel, a jovem estrela francesa de “Lírios d’Água” (2007) e “Amor à Primeira Briga” (2014). Dois outros cineastas que já conquistaram a Palma de Ouro também estão de volta à competição. Vencedor pelo impactante “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), o romeno Cristian Mungiu apresenta “Bacalaureat”, enquanto o britânico Ken Loach, laureado por “Ventos da Liberdade” (2006), exibe “I, Daniel Blake”. A lista prestigiosa também tem diversas Palmas de Prata. O dinamarquês Nicolas Winding Refn, premiado no festival pela direção de “Drive” (2011), traz seu terror artístico “Neon Demon”, passado no mundo da moda e estrelado por Elle Fanning (“Malévola”), Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). O espanhol Pedro Almodóvar, que recebeu de Cannes o troféu de Melhor Roteiro por “Volver” (2006), comparece com “Julieta”, drama sobre perda e abandono que acompanha uma mulher (interpretada em diferentes fases por Emma Suarez e Adriana Ugarte) ao longo de três décadas. O canadense Xavier Dolan, que venceu o Prêmio do Juri por “Mommy” (2014), revela “Juste la Fin du Monde” (título internacional: “It’s Only the End of the World”), seu primeiro longa estrelado por astros franceses. E que astros! O elenco inclui Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”). O festival, claro, continua a destacar o cinema francês, e este ano selecionou quatro obras da “casa”. Olivier Assayas vai disputar a Palma de Ouro pela quinta vez com “Personal Shopper”, por coincidência outra história sobrenatural passada no mundo da moda (como “Neon Demon”), que volta a reunir o diretor com a atriz Kristen Stewart após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”), por sua vez, concorre pela terceira vez com “Mal de Pierres” (“From the Land of the Moon”), que junta Marion Cotillard com Louis Garrel (“Dois Amigos”) num romance de época que atravessa gerações. Bruno Dumont, que já levou duas vezes o Grande Prêmio do Júri (por “A Humanidade”, em 1999, e “Flandres”, em 2006), compete com “Ma Loute” (“Slack Bay”), uma combinação de mistério gótico e romance gay juvenil passado no litoral francês em 1910, no qual Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) interpreta a matriarca de uma antiga família decadente. E Alain Guiraudie, vencedor da Mostra um Certo Olhar com “Um Estranho no Lago” (2013), traz “Rester Vertical” (“Staying Vertical”), cuja história está sendo mantida em sigilo. Além da já citada obra de Nicole Garcia, a competição terá mais dois filmes dirigidos por mulheres: o road movie “American Honey”, da inglesa Andrea Arnold, que venceu o Prêmio do Juri com “Aquário” (2009), e “Toni Erdmann”, um drama sobre relacionamento familiar da alemã Maren Ade, anteriormente premiada no Festival de Berlim por “Todos os Outros” (2009). O cinema americano, como sempre, também se destaca na seleção, comparecendo com três representantes. Sean Penn, que já foi premiado em Cannes como ator por “Loucos de Amor” (1997), dirige “The Last Face”, drama humanitário passado na África e estrelado por sua ex-mulher Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Jim Jarmusch, vencedor do Prêmio do Júri por “Flores Partidas” (2005), lança “Paterson”, em que Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um motorista de ônibus poeta. E Jeff Nichols, que disputou a Palma de Ouro com “Amor Bandido” (2012), retorna com “Loving”, no qual Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) vivem um casal inter-racial nos anos 1950. Outro cineasta bastante conhecido em Hollywood, o holandês Paul Verhoeven, que disputou a Palma de Ouro por “Instinto Selvagem” (1992), traz seu primeiro filme falado em francês, “Elle”, estrelado pela atriz Isabelle Huppert (“Amor”). Refletindo sua filmografia, o longa deve se tornar um dos mais comentados do festival pelo tema polêmico. Na trama, a personagem de Huppert é estuprada e fica fascinada pelo homem que a atacou, passando a persegui-lo. A seleção também inclui três cineastas asiáticos. O iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar por “A Separação” (2011) e premiado em Cannes por “O Passado” (2013), volta a lidar com seus temas favoritos, relacionamentos e separações, em “The Salesman”. O filipino Brillante Mendoza, também já premiado em Cannes pela direção de “Kinatay” (2009), traz o drama “Ma’ Rosa”, sobre uma família que possui uma loja de conveniência numa região pobre de Manilla. Por fim, o sul-coreano Park Chan-wook, que ganhou o Grande Prêmio do Juri por “Oldboy” (2003), conta, em “The Handmaiden”, um romance lésbico ambientado na Inglaterra vitoriana. É esta turma premiadíssima que o brasileiro Kleber Mendonça Filho irá enfrentar, com a exibição de “Aquarius” na mostra competitiva. Rodado em Recife, o filme também marca a volta de Sonia Braga ao cinema nacional, no papel de uma viúva rica em guerra contra uma construtora que quer desaloja-la do apartamento onde vive. O Brasil levou a Palma de Ouro apenas uma vez na história, com “O Pagador de Promessas”, em 1962. E o cinema nacional estava meio esquecido no festival. “Aquarius” interrompe um hiato de oito anos desde que uma produção brasileira competiu pela Palma de Ouro pela última vez – com “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas, em 2008. Por sinal, o país também está representado na disputa da Palma de Ouro de curta-metragem, com “A Moça que Dançou com o Diabo”, do diretor João Paulo Miranda Maria, incluído na competição oficial. Além da disputa da Palma de Ouro, o festival terá diversas mostras paralelas, que incluem a exibição do documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha (“Campo de Jogo”), programado na mostra Cannes Classics, dedicada a filmes clássicos e à preservação da memória e do patrimônio cinematográfico mundial. O filme vai concorrer ao prêmio L’Oeil d’Or (Olho de Ouro), entregue ao melhor documentário do festival, em disputa que se estende a todas as mostras. O júri deste ano conta com a participação do crítico brasileiro Amir Labaki, diretor do Festival É Tudo Verdade. A programação do festival ainda exibirá, fora de competição, a já citada nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, a volta de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) ao cinema infantil, com “O Bom Gigante Amigo”, adaptado de uma história de Road Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), o thriller financeiro “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster (“Um Novo Despertar”), a comédia “Dois Caras Legais”, de Shane Black (“Homem de Ferro 3”), e o thriller “Herança de Sangue”, do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”), que marca a volta de Mel Gibson (“Os Mercenários 3”) como protagonista de filmes de ação. Sem mencionar dezenas de outras premières mundiais em seções prestigiadas como Um Certo Olhar, Quinzena dos Diretores, Semana da Crítica e Cine-Fundação.












