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  • Etc

    Léo Lins é condenado por fazer piada com transexual

    15 de fevereiro de 2021 /

    A Justiça de São Paulo condenou o humorista Léo Lins (“Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”) a pagar uma indenização de R$ 15 mil para uma transexual por ter feito piadas sobre sua mudança de gênero. Cabe recurso à decisão, que considerou ofensivo um vídeo feito pelo comediante em setembro de 2018 para divulgar um show na cidade de Jacareí, no interior de São Paulo. No início da gravação, ele compara a história da cidade com a da cabeleireira Whitney Martins de Oliveira. “O povoamento da região só começou em 1652 com a chegada de Antônio Afonso, fundador de Nossa Senhora da Conceição da Parayba, que cresceu e virou Jacareí”, disse. “Assim como Jurandir, que cresceu e virou Babalu”, referindo-se ao nome de batismo e ao apelido de Whitney. No final do vídeo, Léo volta a citar Whitney, sugerindo que sua imagem fosse incluída no brasão da cidade. A foto dela foi exibida nas duas ocasiões. Whitney foi à Justiça, afirmando que o vídeo reforça o preconceito que sempre sofreu. Ao abrir processo contra Lins, reforçou que a gravação lhe causa vergonha e que tem medo do comportamento das pessoas, “pois sabe o tipo de reação” que piadas assim podem desencadear. Em sua defesa, Léo Lins disse que não fez “juízo depreciativo”. “Ela alega que foram feitas menções homofóbicas no vídeo, mas isso não é verdade”, afirmou. “Dizer que uma pessoa mudou de nome não pode ser considerado uma menção homofóbica, tampouco é homofobia sugerir que uma pessoa figure no brasão da cidade.” Mas a juíza Mariana Sperb considerou em seu julgamento que, mesmo não tendo havido uma discriminação homofóbica textual, o humorista valeu-se da condição de transgênero para fazer chacota. “O conteúdo do vídeo a tratou com zombaria e deboche”, afirmou. Além disso, a juíza considerou que Lins não poderia ter utilizado a imagem de Whitney sem a sua prévia autorização em um vídeo que divulgava um evento com finalidades comerciais.

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  • Filme

    Amor Estranho Amor: Exibição na TV foi presente para cinéfilos

    14 de fevereiro de 2021 /

    Na época que se dispôs a fazer “Amor Estranho Amor”, Xuxa não sabia que se tornaria apresentadora de programa infantil. Ela era namorada do Pelé, que por sua vez era amigo do produtor Aníbal Massaini Neto, e, como Walter Hugo Khouri era um cineasta que valorizava muito as atrizes que eram elevadas a um posto de sucesso sempre que apareciam em seus filmes, a chance de trabalhar com o cineasta parecia uma oportunidade de ouro. Mesmo sendo um filme que deu uma dor de cabeça para a futura apresentadora, que pagou US$ 60 mil anuais à Cinearte Produções, durante os anos de 1991 a 2018, para sua interdição, não dá para negar que trata-se da obra cinematográfica mais importante e bonita que ela já fez. Mas na filmografia de Khouri, o filme era considerado uma obra menor. Equipará-lo a outras obras do diretor é uma tarefa ingrata, pois estamos falando de alguém que fez grandes filmes através de cinco décadas. Entretanto, “Amor Estranho Amor” cresce na revisão permitida pelo resgate histórico no Canal Brasil, como uma obra-solo, por mais que seja difícil não fazer referência a outros tantos títulos do realizador, especialmente os que apresentam o alter-ego Marcelo. Aqui o nome do protagonista não é Marcelo; é Hugo, representado pelo menino Marcelo Ribeiro e pelo idoso Walter Forster, que comparece como uma espécie de fantasma vindo do futuro para relembrar o seu breve período numa mansão que funcionava como um prostíbulo de luxo, onde sua mãe trabalhava e morava. A mãe, vivida por Vera Fischer, chama-se Ana, nome frequentemente usado por Khouri em seus filmes estrelados pelo mulherengo Marcelo. Vera Fischer aparece com uma beleza tão extraordinária neste filme que parece saída de alguma pintura clássica. Não à toa, a cena em que ela se relaciona intimamente com o filho é explicitamente inspirada na Pietà de Michelangelo. O modo como Khouri vê os corpos femininos tem essa relação da apreciação artística. Embora o desejo esteja também presente, o sentido de busca da beleza clássica comparece de maneira forte. E há os close-ups dos olhares, todos poderosos. Principalmente quando vemos Ana, mas também o personagem de Tarcísio Meira, que interpreta um rico político paulista que exige exclusividade de Ana naquele bordel, e tem a intenção de ajudar a liderar a oposição a Getúlio Vargas momentos antes de o presidente instituir o Estado Novo. Uma das coisas que mais chama atenção no filme é seu início, quando o menino Hugo chega no prostíbulo sem saber que ambiente era aquele. Sua intenção é encontrar a mãe, que fica numa situação complicada. Afinal, como explicar a presença de uma criança em um lugar destinado a adultos? E enquanto o garoto espera e é também olhado e assediado pelas outras jovens mulheres do bordel, ouvimos canções clássicas do cancioneiro brasileiro na voz de cantores como Francisco Alves e Orlando Silva. Inclusive, no final do filme, ainda ouvimos mais uma linda do Francisco Alves, chamada “Misterioso Amor”, que brinca com o título do filme e sua temática edipiana. Ainda que vejamos em outros filmes do realizador personagens que atravessam a infância e a adolescência tendo que lidar com o desejo, como em “Eros – O Deus do Amor” (1981) e “As Feras” (1995), em nenhum outro filme de Khouri o complexo de Édipo é tão bem explorado quanto em “Amor Estranho Amor”. Quando o garoto vai para seu quarto e sabe que a mãe está transado com um homem, ele chora copiosamente. O filme ganha uma dimensão onírica quando o desejo inconsciente (ou talvez nem tão inconsciente assim naquele momento) se materializa na cena entre mãe e filho. Eis um filme que oferece pano para manga para uma série de estudos e discussões, que vão muito além da polêmica pobre que se instalou em torno dele nesses anos todos. Além do mais, junto à direção cheia de classe do realizador, há ainda a música sempre brilhante de Rogério Duprat, a Traditional Jazz Band (a banda tem cenas numa festa), a direção de fotografia do mestre Antonio Meliande, um elenco de apoio de primeira linha – Mauro Mendonça e Otávio Augusto, as jovens Vanessa Alves, Sandra Graffi e principalmente Matilde Mastrangi, rainha do cinema erótico brasileiro, que comparece em uma cena pra lá de inspirada. Por tudo isso, a exibição do filme no Canal Brasil com um upgrade na imagem e no som na última quinta-feira (11/2) foi um presente para os cinéfilos e para os apreciadores da obra do diretor.

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  • Filme

    Filme proibido de Xuxa vai passar pela primeira vez na TV

    7 de fevereiro de 2021 /

    O filme “proibido” de Xuxa vai passar pela primeira vez na televisão. O Canal Brasil programou para a próxima quinta-feira (11/2), à 0h30, a exibição de “Amor, Estranho Amor”, de 1982, em que Xuxa Meneghel, então com 18 anos, aparece nua. Na trama com toques de erotismo – como praticamente toda a produção do cinema nacional da época – , a futura apresentadora do “Xou da Xuxa” – então modelo, aspirante a atriz e namorada do jogador Pelé – interpreta uma garota de programa menor de idade, que seria dada de presente para um político poderoso da região de Santa Catarina, 30 anos mais velho que ela. O detalhe é que, além de aparecer em cenas de nudez, a história também mostrava Xuxa simulando sexo com um garoto de 12 anos. Ela acabou se arrependendo de ter participado da produção após passar a apresentar programas infantis, dando início a uma disputa legal com os produtores para impedir que o filme voltasse a circular. Por muito tempo, ela conseguiu barrar a exibição do longa. Sua última vitória para impedir o relançamento foi em 2013, mas, segundo sua assessoria, ela desistiu do bloqueio em 2018. Desde então, Xuxa tem falado abertamente sobre o filme em entrevistas. Ao aparecer no “Fantástico”, em novembro passado, até incentivou seus fãs a assistirem. “Quem não viu, por favor, veja. Fala de uma coisa atual, exploração infantil, realidade de muita gente. Essa é uma ficção, mas a realidade existe com o nome de exploração infantil”. Xuxa não é a única famosa do filme. O elenco conta com nomes de peso, como Tarcísio Meira, Vera Fischer e Mauro Mendonça. Vera Fischer, inclusive, era produtora de “Amor, Estranho Amor” e disse ter tomado prejuízo por Xuxa embarreirar projetos de relançamento, distribuição em vídeo e até mesmo exibição na TV, o que só está acontecendo agora, 39 anos após a estreia original da obra de Walter Hugo Khouri (1929-2003). O fato de ser “proibido” acabou transformando a obra numa sombra eterna para Xuxa. Vira e mexe, fotos da produção surgem na internet como forma de atacar a apresentadora, repercutindo insinuações de que ela filmou uma produção pornográfica, o que não é verdade. Quem se empolgar com a perspectiva da exibição, deve considerar que o diretor Walter Hugo Khouri era adepto do “cinema de arte”, inspirando-se nos filmes mais lentos de Bergman e Antonioni, apesar das doses generosas de nudez tropical para atrair o público. Muitos podem considerar a experiência mais entediante que excitante. De todo modo, não deixa de ser muito curioso que a produção estreie na TV paga num canal que pertence ao grupo Globo, onde Xuxa foi coroada Rainha dos Baixinhos.

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  • Música

    Vídeo promove música de Mary J. Blige cotada para o Oscar

    27 de janeiro de 2021 /

    A cantora Mary J. Blige lançou o lyric video de “See What You Done” para promover a gravação, que está sendo cotada como candidata ao Oscar de Melhor Canção. A música foi composta e gravada por Blige para o documentário “Belly of the Beast”, que retrata o abuso de mulheres encarceradas pelo Departamento Prisional da Califórnia. O vídeo foi realizado pela equipe do filme, produzido pelo canal público PBS, e abre com narração da ex-presidiária Kelli Dillon, que conta sua história enquanto imagens da prisão, instalações médicas, escritórios de advocacia e sua própria casa passam na tela. “Eu tinha cerca de 24 anos. Comecei a sentir, tipo, uma dor abdominal. Fui acorrentada para ir para a cirurgia. Quando saí, senti que algo estava errado.” Dillon faz uma pausa, antes de verbalizar a percepção comum a muitas mulheres encarceradas nos EUA: “Fui esterilizada intencionalmente e mentiram para mim.” Dirigido por Erika Cohn, “Belly of the Beast” narra uma luta de quase uma década para expor a prática de esterilização forçada de presidiárias femininas na Califórnia. O filme destaca essa injustiça reprodutiva com relatos pessoais de ex-presidiárias. Esta é segunda incursão recente de Blige pelo mercado de trilhas sonoras. O esforço anterior, “Mighty River”, do filme “Mudbound” de 2017, lhe rendeu nove prêmios Grammy e indicação ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original. Ela também concorreu ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante, por integrar o elenco da produção.

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  • TV

    Acusadoras de Marcius Melhem são oito funcionárias da Globo

    25 de janeiro de 2021 /

    Foram oito as funcionárias da rede Globo que acusaram o ex-diretor da empresa, Marcius Melhem, de assédio sexual e/ou moral. Este foi o total de depoimentos feitos na Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, visando abertura de inquérito. A informação veio à tona no momento em que a promotora Gabriela Manssur se prepara para encaminhar os depoimentos aos promotores do Rio de Janeiro, o que deve acontecer ao longo desta semana. A promotora deve recomendar ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro a abertura de um inquérito criminal e a adoção de medidas cautelares, como proibir Melhem de se aproximar das mulheres que o acusam. Gabriela Manssur também pode recomendar que Melhem seja proibido de divulgar mensagens que trocou com elas, como já fez com Dani Calabresa, e que a investigação corra sob sigilo. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, o advogado do ex-diretor, José Luis Oliveira Lima, emitiu nota comemorando a formalização das denúncias. Segundo ele, Melhem “vê com alívio o fato de que ele finalmente vai saber quem o acusa e do que. É um desejo do próprio Marcius — manifestado inúmeras vezes — que algo tão sério se desenvolva na Justiça, onde deveria estar desde o primeiro minuto, e não através de linchamento público. Marcius manifesta mais uma vez seu desejo por justiça e esclarecimento, sem distorções ou inverdades”.

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  • Etc

    Nego do Borel vira alvo de segunda investigação por tentativa de feminicídio

    19 de janeiro de 2021 /

    O cantor Nego do Borel se complicou ainda mais. A Polícia Civil do Rio abriu um novo inquérito para investigar o artista após sua ex-namorada, Swellen Sauer, declarar nas redes sociais ter sido agredida por ele com um soco na costela e ter sofrido uma tentativa de enforcamento com um cabo de celular durante o relacionamento, em 2013. As declarações foram compartilhadas no Facebook, após a ex-noiva do funkeiro, a atriz Duda Reis, registrar boletim de ocorrência contra ele por agressão, estupro e relacionamento abusivo. O novo inquérito foi aberto na última sexta-feira (15/1) na Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá por injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio pela delegada Sandra Maria Pinheiro Ornellas, com base nas declarações feitas na internet. A DEAM já entrou com jovem para que deponha oficialmente. Ironicamente, o cantor negou as acusações e questionou a inexistência de boletins de ocorrência feitos na época em que Swellen afirma que as agressões ocorreram. Eles serão feitos agora. Além disso, a Polícia Civil do Rio está em contato com a Polícia Civil de São Paulo para que o depoimento de Duda Reis também seja encaminhado para a capital Fluminense. Em meio a tudo isso, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ainda aumentou de R$ 20 mil para R$ 30 mil a indenização por danos morais que cantor Nego do Borel foi condenado a pagar num processo civil do motorista de Uber Wellington de Oliveira Gomes. O funkeiro foi condenado por, durante uma corrida, em janeiro de 2018, zombar do motorista e divulgar o vídeo em suas redes sociais fazendo piadas pejorativas. Ainda cabe recurso, que o advogado de Borel já apresentou ao Superior Tribunal de Justiça, afirmando que o episódio não passou de uma brincadeira banal em um grupo informal de amigos no WhatsApp. “Foi compartilhada por um período tão ínfimo que em nada ataca a honra do motorista.”

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  • Etc

    Duda Reis diz que teve áudios vazados em tentativa de ataque

    18 de janeiro de 2021 /

    Duda Reis teve áudios vazados nesta segunda (18/1) e reagiu publicando uma sequência de vídeos em seu Instagram. De acordo com ela, foi uma tentativa de ataque de Nego do Borel e ela ameaçou procurar a polícia pedindo a prisão do cantor. Nos vídeos publicados no início da tarde, Duda não cita o nome de Nego do Borel, mas diz que os áudios foram vazados por ele. “Um sujeito aí vazou um áudio meu, que ele ameaçava vazar há muito tempo, me xingava. Toda a conversa está com a polícia. Tenho todos os prints. Essa pessoa… Tenho um medida protetiva contra ela, e essa pessoa não pode ficar fazendo o que ela está fazendo comigo”, alegou a atriz de 19 anos. Os áudios foram antecipados pelo colunista Leo Dias, do Metrópoles. Trata-se de uma conversa com uma amiga, em tom de brincadeira. O assunto gira em torno do interesse de Duda no irmão da colega, avisando que ia atrás dele depois que terminasse de vez com Nego do Borel. “Amiga, você não leva para o coração os meus áudios. É de coração, mas não fica triste. É que não dá para forçar, seu irmão é um gostoso. É que ele também tem amigos gostosos. Se o seu irmão não quiser, também não tem problema. Vou em outros. Preciso só que você faça esse embasamento, entendeu? Para ver se rola sem falar com ninguém mesmo. Aí, eu termino essa porra logo, quando sentir firmeza. Entendeu?”, disse ela no áudio. Duda confirmou o áudio é real e que já havia recebido ameaças de que ele seria vazado. “Eu expliquei para vocês que esse áudio existia, até porque quando eu estava saindo do meu relacionamento, já estava abrindo os meus olhos e vendo que eu merecia pessoas legais, que era o que eu não tinha dentro de casa”, justificou. “E essa pessoa que vazou, me chantageou diversos momentos com esse áudio. Vai sempre tentar me tachar como maluca porque nunca vai ter a hombridade de assumir os erros e assumir que precisa de tratamento”, continuou. “Eu não traí ninguém. Deixo claro, no áudio, que eu faria algo quando terminasse. Qual é a questão? Se ele continuar fazendo isso e continuar quebrando todas as medidas protetivas, é cadeia. Ele está tentando me difamar a todo custo. Isso só mostra que ele é um agressor, um abusador”, conclui. Duda ainda lembrou a medida protetiva que conseguiu na semana passada, proibindo Nego do Borel de mencioná-la nas redes sociais e de se aproximar fisicamente dela. A atriz disse que o cantor está se escondendo para não receber a intimação e assinar a proibição. Assista ao vídeo abaixo.

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  • Etc

    Justiça do Rio rejeita liminar de Nego do Borel contra Duda Reis

    18 de janeiro de 2021 /

    A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou nesta segunda-feira (18/1) um pedido de liminar feito por Nego do Borel contra Duda Reis. A defesa do cantor queria que os posts da atriz sobre o ex-casal fossem excluídos das redes sociais, além de exigir que ela fosse proibida de fazer novos vídeos, fotos ou textos sobre a relação. O juiz não só negou a liminar como tratou a ação como uma tentativa de desqualificar a denúncia. Em sua decisão, o juiz Marco Antonio Cavalcanti de Souza, da 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro, escreveu: “Sem adentrar no mérito, entendo que, atualmente, diante de crescentes quantidades de casos de feminicídio, não se pode admitir qualquer utilização de meios jurídicos para que o suposto ofensor possa desqualificar os relatos de sua ex-companheira”. “Isto é, tentar obstar a divulgação de informações relatadas pela pretensa vítima, que se mostram, à primeira vista, como atitudes abusivas e, consequentemente, evitar que tais fatos passem pelo crivo da opinião pública, ainda mais quando praticados por personagem artística, celebridade”, acrescentou o magistrado. De acordo com a atriz de 19 anos, revelada em “Malhação”, ela foi estuprada enquanto estava dopada por remédios, chegou a ser ameaçada com uma faca, era xingada, agredida e foi afastada da família. Ela registrou as acusações na Delegacia da Mulher de São Paulo, que lhe concedeu medidas protetivas contra o cantor na quinta passada (14/1). A acusação também foi detalhada em entrevista sobre o caso ao “Fantástico” no último domingo (18/1). Por sinal, na decisão liminar, o juiz citou o programa da Globo. “De se acrescer que os fatos, que o autor afirma ‘manchar’ sua boa imagem, foram objeto de programa dominical de grande emissora de televisão, no dia de ontem, não se vislumbrando, nos vídeos, um malferimento do direito à imagem do autor”, destacou o magistrado. Para o juiz, a atriz tem o direito garantido de liberdade de expressão, o que o pedido da defesa do cantor “estaria afrontando”. E quaisquer fatos narrados por Duda Reis “serão minuciosamente investigados pelo Juízo Criminal, em detrimento ao direito de imagem de personagem público”. “Assim, indefiro, por ora, o pedido de tutela provisória de urgência, sendo matéria meritória a verificação da veracidade das afirmações perpetras pela parte ré [Duda]”, finaliza ele na decisão. Apesar da recusa da liminar com tutela de urgência, o caso ainda continuará sob análise judicial e policial. Os advogados de Nego do Borel alegam que as acusações de Duda Reis são “irresponsável e levianas”. “Em meio ao ódio, ao ressentimento e à dor, vem a tendência a difamar e rebaixar o ex-parceiro para convencer-se de que não perdeu grande coisa”, menciona o documento encaminhado à Justiça. O cantor pede uma indenização de R$ 45 mil por danos morais, enquanto o processo criminal começa a correr contra ele.

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  • Etc

    Nego do Borel entra com ação de indenização contra Duda Reis

    16 de janeiro de 2021 /

    Os advogados de Nego do Borel entraram com ação de indenização contra a ex-namorada do cantor, a atriz Duda Reis, no TJ do Rio. Na quinta (14/1), a atriz registrou boletim de ocorrência contra o cantor, acusando-o de estupro, ameaça, agressão, transmissão de doença sexual e violência doméstica, para citar alguns dos crimes relatados. Após a queixa criminal, a Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva a favor de Duda, impedindo Nego do Borel de se aproximar dela. Em seu relato à polícia, Duda contou que foi agredida pela primeira vez por Nego em 2018, durante o carnaval, quando o funkeiro teria apertado seus braços, resultando em lesões. Outro fato teria acontecido em agosto de 2018, em uma viagem a Portugal, onde ela permaneceu dopada pelo uso de medicamentos contra ansiedade, ingeridos por pressão do cantor. Na sua ação, porém, a defesa do músico, cujo nome verdadeiro é Leno Maycon Viana Gomes, afirma que o cantor estaria sendo perseguido pela ex-namorada. Os motivos seriam a infidelidade do funkeiro e o fim do relacionamento. “Em meio ao ódio, ao ressentimento e à dor, vem a tendência a denegrir, difamar e rebaixar o ex-parceiro para convencer-se de que não perdeu grande coisa”, cita a petição. Os advogados ainda atestam que as acusações de Duda são “irresponsáveis e levianas”. Pedem, por fim, que a Justiça conceda liminar para que as postagens de Duda falando sobre o caso sejam excluídas das redes sociais, além de ela ter de se abster de publicar vídeos, fotos ou textos sobre o tema. Para completar, a ação pede uma indenização de R$ 45 mil por supostos danos morais à carreira do artista.

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  • Etc

    Johnny Depp acusa Amber Heard de mentir sobre doação de dinheiro do divórcio

    9 de janeiro de 2021 /

    O ator Johnny Depp resolveu acusar a ex-mulher Amber Heard de ter embolsado os US$ 7 milhões de seu acordo de separação, apesar de ter alardeado que doaria esse dinheiro destinado ao Hospital Infantil de Los Angeles e a uma ONG de Liberdades Civis. Heard declarou que não queria o dinheiro de Depp após sua separação explosiva em 2016 e, em vez disso, prometeu dividir o pagamento entre duas instituições de caridade. Mas os advogados do ator acreditam que o gesto altruísta foi uma “farsa” e passaram o ano passado tentando levantar com o Children’s Hospital de Los Angeles e a American Civil Liberties Union para descobrir quanto eles realmente receberam da atriz. Corroborando a versão de Depp, o jornal Daily Mail do Reino Unido publicou que Heard doou apenas US$ 541 mil dos US$ 7 milhões prometidos. A publicação ainda diz, sem fontes, que supostos diretores da instituição infantil ficaram tão preocupados que escreveram para Heard em junho de 2019 para perguntar se a promessa seria cumprida. A notícia veio à tona no momento em que Depp tenta conseguir um novo julgamento nos tribunais de Londres, após ser derrotado no processo que moveu por difamação contra o jornal The Sun por ser chamado de “espancador de esposa”. Na derrota judicial de Depp, o juiz Andrew Nichol chegou a citar a doação de Amber Heard como um gesto nobre: “A doação de US$ 7 milhões para a caridade dificilmente é o ato que se esperaria de uma aproveitadora”, disse ele. A advogado da atriz, Elaine Bredehoft, disse em comunicado que “Amber já foi responsável por doações para causas beneficentes e pretende continuar a contribuir e, eventualmente, cumprir sua promessa”. Ele acrescentou: “No entanto, Amber atrasou-se nessa meta porque o Sr. Depp entrou com um processo contra ela e, consequentemente, ela foi forçada a gastar milhões de dólares defendendo as falsas acusações do Sr. Depp contra ela.” Bredehoft também alega que os representantes legais de Depp estão propositalmente especulando sobre o status da doação de Heard para desviar o foco dos problemas legais em andamento do ator. Ela afirma: “O esforço do Sr. Depp para espalhar histórias na mídia criticando Amber por ainda não ter cumprido todas as doações que ela prometeu à caridade é mais uma tentativa desesperada de desviar a atenção das conclusões do Tribunal do Reino Unido relativas às alegações de Sr. Depp cometer abuso doméstico e violência.”

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  • Etc

    Johnny Depp sofre nova derrota e pode ter que pagar US$ 100 milhões a Amber Heard

    5 de janeiro de 2021 /

    Johnny Depp sofreu nova derrota jurídica, na tentativa de virar a maré e convencer o mundo de que é vítima de falsas denúncias de violência doméstica. Como resultado, isto pode lhe custar até US$ 100 milhões. Um juiz do estado de Virgínia, nos EUA, recusou o pedido do ator de arquivar um processo movido por sua ex-esposa, Amber Heard, por difamação. A atriz contra-atacou Depp com um processo após ele ter dado entrada em sua própria ação contra ela, pedindo US$ 50 milhões também por difamação. Ela pediu o dobro, alegando que Depp tem feito esforços contínuos para sabotar sua carreira, abrindo processos e dando declarações que visam prejudicá-la. Depp buscou impedir que esse processo tivesse andamento dizendo que as supostas alegações de violência que ela teria sofrido não passam de “farsas”. Entretanto, não foi isso que um tribunal inglês concluiu, ao julgar que o ator pode ser chamado de “espancador de esposa” pela imprensa, sem que isso seja considerado uma calúnia. De fato, seria um relato verdadeiro. O juiz do condado de Fairfax, Bruce White, considerou que, assim como aconteceu no julgamento inglês, as alegações devem ser levadas à corte para serem comprovadas ou desmentidas por ambos os lados. “Essas declarações devem sobreviver a questionamentos porque se o Sr. Depp abusou da Sra. Heard é um fato que pode ser comprovado como verdadeiro ou falso”, ele escreveu em sua decisão, publicada na segunda (4/1). Assim sendo, Depp terá duas batalhas jurídicas contra Heard em 2021. A primeira, resultante de seu próprio processo, está marcada para 3 de maio, mas a segunda ainda não teve seu cronograma definido. Além disso, Depp tenta conseguir uma novo julgamento do caso britânico, em que foi derrotado em seu processo contra o jornal The Sun, que o descreveu como “espancador de esposa”. O Tribunal de Apelação do Reino Unido ainda não respondeu ao apelo do ator.

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  • Etc

    Atriz de Fuller House é libertada após dois meses de prisão

    28 de dezembro de 2020 /

    A atriz Lori Loughlin, estrela de “Full House”, foi libertada da prisão federal de São Francisco após cumprir sua pena de dois meses por fraude universitária, envolvendo o pagamento de US$ 500 mil para colocar suas duas filhas na USC (Universidade do Sul da Califórnia) sob falsos pretextos. Seu marido, Mossimo Giannulli, continua encarcerado, após ter sido condenado a cinco meses de prisão. Loughlin também foi multada e condenada a serviços comunitários pelo escândalo de 2019. Apesar de ter cumprido sua pena na prisão, Loughlin não tem novo trabalho agendado. A outra atriz famosa implicada no escândalo, a vencedora do Emmy Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), já começou a retomar sua carreira após um período muito breve de detenção – apenas 12 dias, por ter se declarada culpada desde o início e cooperado com as autoridades. Huffman entrou no piloto de uma sitcom da rede ABC inspirada na vida real da dona de um time de beisebol. Após inicialmente declarar-se inocente, Loughlin acabou afastada de todas as produções de que participava, ausentando-se da 5ª e última temporada de “Full House”, perdendo seu papel em “Quando Chama o Coração: A Série” e recebendo a notícia do cancelamento de “Garage Sale Mysteries”. Mas ao ver como Huffman lidou com a situação, ela fechou um acordo para se declarar culpada e cumprir dois meses de prisão, sendo liberada nesta segunda-feira (28/12), a tempo de passar o Ano Novo com as filhas.

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    Ancine culpa burocracia por falta de dinheiro

    22 de dezembro de 2020 /

    A Justiça Federal negou o pedido do Ministério Publico Federal (MPF) para que a Ancine fosse obrigada a concluir todos os processos administrativos referentes aos editais dos anos de 2016, 2017 e 2018 em até 90 dias. Segundo uma ação movida contra a agência pelo procurador Sérgio Suiama, 782 projetos que foram lançados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) estão parados. O inquérito do MPF foi aberto em julho de 2020, após a exoneração do coordenador de gestão de negócios da Ancine, supostamente por ele ter se negado a cumprir ordem de paralisação de processos financiados com recursos do FSA. O servidor e outras seis testemunhos foram ouvidas e confirmaram a ordem. Na ocasião, o MPF apurou que existia uma orientação para que apenas projetos com liminares judiciais pudessem tramitar. Mas o juiz Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, aceitou explicação da Ancine de a culpa é da burocracia e não da má vontade. Segundo a Ancine, há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sendo elaborado e que há trâmites ainda a serem cumpridos. Apesar dessa decisão, já há, na Justiça Federal do Rio, ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Ao todo, apenas 24 projetos foram encaminhados em 2020. Mas vale ressaltar que são projetos que tiveram edital aprovado até 2018. Nenhum edital foi lançado relativo aos anos de 2019 e 2020, quando a arrecadação das taxas que financiam o FSA – Condecine e Fistel – continuaram a ser cobradas normalmente. O juiz da 11ª Vara Federal do Rio pediu que o procurador que abriu processo contra os dirigentes da Ancine por improbidade administrativa forneça mais informações sobre o caso no prazo de 15 dias. Não faltam informações. Usando a burocracia como desculpa, a Ancine represou toda a arrecadação do FSA, sem cumprir várias determinações, e ainda se aproveitou do inevitável colapso da produção cinematográfica brasileira que isso tende a causar para encaminhar uma proposta visando eliminar a exigência de cotas para a exibição de filmes e séries nacionais em 2021. Não haveria produção nacional suficiente, porque não houve liberação de verbas para que isso acontecesse, de modo que, na avaliação dos responsáveis pelo represamento, as cotas não poderiam ser cumpridas. Trata-se de um exemplo perfeito de como politizar a burocracia em nome de um projeto ideológico de destruição cultural. Vale lembrar que o então ministro Osmar Terra assumiu explicitamente os planos do governo Bolsonaro para acabar com as cotas num discurso de agosto de 2019. Como a Ancine tem represado a liberação de verbas sem sofrer pressão judicial, o mesmo problema começou também a ser constatado em relação à aprovação de projetos pela Lei de Incentivo Fiscal, a antiga Lei Rouanet. Segundo informou o jornal folha de S. Paulo na quinta (17/12), há mais de 200 projetos incentivados parados no gabinete do secretário André Porciúncula, só à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados. Mas o prazo está se esgotando – vai até 30 de dezembro.

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