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    Vídeo promove música de Mary J. Blige cotada para o Oscar

    27 de janeiro de 2021 /

    A cantora Mary J. Blige lançou o lyric video de “See What You Done” para promover a gravação, que está sendo cotada como candidata ao Oscar de Melhor Canção. A música foi composta e gravada por Blige para o documentário “Belly of the Beast”, que retrata o abuso de mulheres encarceradas pelo Departamento Prisional da Califórnia. O vídeo foi realizado pela equipe do filme, produzido pelo canal público PBS, e abre com narração da ex-presidiária Kelli Dillon, que conta sua história enquanto imagens da prisão, instalações médicas, escritórios de advocacia e sua própria casa passam na tela. “Eu tinha cerca de 24 anos. Comecei a sentir, tipo, uma dor abdominal. Fui acorrentada para ir para a cirurgia. Quando saí, senti que algo estava errado.” Dillon faz uma pausa, antes de verbalizar a percepção comum a muitas mulheres encarceradas nos EUA: “Fui esterilizada intencionalmente e mentiram para mim.” Dirigido por Erika Cohn, “Belly of the Beast” narra uma luta de quase uma década para expor a prática de esterilização forçada de presidiárias femininas na Califórnia. O filme destaca essa injustiça reprodutiva com relatos pessoais de ex-presidiárias. Esta é segunda incursão recente de Blige pelo mercado de trilhas sonoras. O esforço anterior, “Mighty River”, do filme “Mudbound” de 2017, lhe rendeu nove prêmios Grammy e indicação ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original. Ela também concorreu ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante, por integrar o elenco da produção.

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    Acusadoras de Marcius Melhem são oito funcionárias da Globo

    25 de janeiro de 2021 /

    Foram oito as funcionárias da rede Globo que acusaram o ex-diretor da empresa, Marcius Melhem, de assédio sexual e/ou moral. Este foi o total de depoimentos feitos na Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, visando abertura de inquérito. A informação veio à tona no momento em que a promotora Gabriela Manssur se prepara para encaminhar os depoimentos aos promotores do Rio de Janeiro, o que deve acontecer ao longo desta semana. A promotora deve recomendar ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro a abertura de um inquérito criminal e a adoção de medidas cautelares, como proibir Melhem de se aproximar das mulheres que o acusam. Gabriela Manssur também pode recomendar que Melhem seja proibido de divulgar mensagens que trocou com elas, como já fez com Dani Calabresa, e que a investigação corra sob sigilo. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, o advogado do ex-diretor, José Luis Oliveira Lima, emitiu nota comemorando a formalização das denúncias. Segundo ele, Melhem “vê com alívio o fato de que ele finalmente vai saber quem o acusa e do que. É um desejo do próprio Marcius — manifestado inúmeras vezes — que algo tão sério se desenvolva na Justiça, onde deveria estar desde o primeiro minuto, e não através de linchamento público. Marcius manifesta mais uma vez seu desejo por justiça e esclarecimento, sem distorções ou inverdades”.

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    Nego do Borel vira alvo de segunda investigação por tentativa de feminicídio

    19 de janeiro de 2021 /

    O cantor Nego do Borel se complicou ainda mais. A Polícia Civil do Rio abriu um novo inquérito para investigar o artista após sua ex-namorada, Swellen Sauer, declarar nas redes sociais ter sido agredida por ele com um soco na costela e ter sofrido uma tentativa de enforcamento com um cabo de celular durante o relacionamento, em 2013. As declarações foram compartilhadas no Facebook, após a ex-noiva do funkeiro, a atriz Duda Reis, registrar boletim de ocorrência contra ele por agressão, estupro e relacionamento abusivo. O novo inquérito foi aberto na última sexta-feira (15/1) na Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá por injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio pela delegada Sandra Maria Pinheiro Ornellas, com base nas declarações feitas na internet. A DEAM já entrou com jovem para que deponha oficialmente. Ironicamente, o cantor negou as acusações e questionou a inexistência de boletins de ocorrência feitos na época em que Swellen afirma que as agressões ocorreram. Eles serão feitos agora. Além disso, a Polícia Civil do Rio está em contato com a Polícia Civil de São Paulo para que o depoimento de Duda Reis também seja encaminhado para a capital Fluminense. Em meio a tudo isso, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ainda aumentou de R$ 20 mil para R$ 30 mil a indenização por danos morais que cantor Nego do Borel foi condenado a pagar num processo civil do motorista de Uber Wellington de Oliveira Gomes. O funkeiro foi condenado por, durante uma corrida, em janeiro de 2018, zombar do motorista e divulgar o vídeo em suas redes sociais fazendo piadas pejorativas. Ainda cabe recurso, que o advogado de Borel já apresentou ao Superior Tribunal de Justiça, afirmando que o episódio não passou de uma brincadeira banal em um grupo informal de amigos no WhatsApp. “Foi compartilhada por um período tão ínfimo que em nada ataca a honra do motorista.”

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    Duda Reis diz que teve áudios vazados em tentativa de ataque

    18 de janeiro de 2021 /

    Duda Reis teve áudios vazados nesta segunda (18/1) e reagiu publicando uma sequência de vídeos em seu Instagram. De acordo com ela, foi uma tentativa de ataque de Nego do Borel e ela ameaçou procurar a polícia pedindo a prisão do cantor. Nos vídeos publicados no início da tarde, Duda não cita o nome de Nego do Borel, mas diz que os áudios foram vazados por ele. “Um sujeito aí vazou um áudio meu, que ele ameaçava vazar há muito tempo, me xingava. Toda a conversa está com a polícia. Tenho todos os prints. Essa pessoa… Tenho um medida protetiva contra ela, e essa pessoa não pode ficar fazendo o que ela está fazendo comigo”, alegou a atriz de 19 anos. Os áudios foram antecipados pelo colunista Leo Dias, do Metrópoles. Trata-se de uma conversa com uma amiga, em tom de brincadeira. O assunto gira em torno do interesse de Duda no irmão da colega, avisando que ia atrás dele depois que terminasse de vez com Nego do Borel. “Amiga, você não leva para o coração os meus áudios. É de coração, mas não fica triste. É que não dá para forçar, seu irmão é um gostoso. É que ele também tem amigos gostosos. Se o seu irmão não quiser, também não tem problema. Vou em outros. Preciso só que você faça esse embasamento, entendeu? Para ver se rola sem falar com ninguém mesmo. Aí, eu termino essa porra logo, quando sentir firmeza. Entendeu?”, disse ela no áudio. Duda confirmou o áudio é real e que já havia recebido ameaças de que ele seria vazado. “Eu expliquei para vocês que esse áudio existia, até porque quando eu estava saindo do meu relacionamento, já estava abrindo os meus olhos e vendo que eu merecia pessoas legais, que era o que eu não tinha dentro de casa”, justificou. “E essa pessoa que vazou, me chantageou diversos momentos com esse áudio. Vai sempre tentar me tachar como maluca porque nunca vai ter a hombridade de assumir os erros e assumir que precisa de tratamento”, continuou. “Eu não traí ninguém. Deixo claro, no áudio, que eu faria algo quando terminasse. Qual é a questão? Se ele continuar fazendo isso e continuar quebrando todas as medidas protetivas, é cadeia. Ele está tentando me difamar a todo custo. Isso só mostra que ele é um agressor, um abusador”, conclui. Duda ainda lembrou a medida protetiva que conseguiu na semana passada, proibindo Nego do Borel de mencioná-la nas redes sociais e de se aproximar fisicamente dela. A atriz disse que o cantor está se escondendo para não receber a intimação e assinar a proibição. Assista ao vídeo abaixo.

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    Justiça do Rio rejeita liminar de Nego do Borel contra Duda Reis

    18 de janeiro de 2021 /

    A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou nesta segunda-feira (18/1) um pedido de liminar feito por Nego do Borel contra Duda Reis. A defesa do cantor queria que os posts da atriz sobre o ex-casal fossem excluídos das redes sociais, além de exigir que ela fosse proibida de fazer novos vídeos, fotos ou textos sobre a relação. O juiz não só negou a liminar como tratou a ação como uma tentativa de desqualificar a denúncia. Em sua decisão, o juiz Marco Antonio Cavalcanti de Souza, da 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro, escreveu: “Sem adentrar no mérito, entendo que, atualmente, diante de crescentes quantidades de casos de feminicídio, não se pode admitir qualquer utilização de meios jurídicos para que o suposto ofensor possa desqualificar os relatos de sua ex-companheira”. “Isto é, tentar obstar a divulgação de informações relatadas pela pretensa vítima, que se mostram, à primeira vista, como atitudes abusivas e, consequentemente, evitar que tais fatos passem pelo crivo da opinião pública, ainda mais quando praticados por personagem artística, celebridade”, acrescentou o magistrado. De acordo com a atriz de 19 anos, revelada em “Malhação”, ela foi estuprada enquanto estava dopada por remédios, chegou a ser ameaçada com uma faca, era xingada, agredida e foi afastada da família. Ela registrou as acusações na Delegacia da Mulher de São Paulo, que lhe concedeu medidas protetivas contra o cantor na quinta passada (14/1). A acusação também foi detalhada em entrevista sobre o caso ao “Fantástico” no último domingo (18/1). Por sinal, na decisão liminar, o juiz citou o programa da Globo. “De se acrescer que os fatos, que o autor afirma ‘manchar’ sua boa imagem, foram objeto de programa dominical de grande emissora de televisão, no dia de ontem, não se vislumbrando, nos vídeos, um malferimento do direito à imagem do autor”, destacou o magistrado. Para o juiz, a atriz tem o direito garantido de liberdade de expressão, o que o pedido da defesa do cantor “estaria afrontando”. E quaisquer fatos narrados por Duda Reis “serão minuciosamente investigados pelo Juízo Criminal, em detrimento ao direito de imagem de personagem público”. “Assim, indefiro, por ora, o pedido de tutela provisória de urgência, sendo matéria meritória a verificação da veracidade das afirmações perpetras pela parte ré [Duda]”, finaliza ele na decisão. Apesar da recusa da liminar com tutela de urgência, o caso ainda continuará sob análise judicial e policial. Os advogados de Nego do Borel alegam que as acusações de Duda Reis são “irresponsável e levianas”. “Em meio ao ódio, ao ressentimento e à dor, vem a tendência a difamar e rebaixar o ex-parceiro para convencer-se de que não perdeu grande coisa”, menciona o documento encaminhado à Justiça. O cantor pede uma indenização de R$ 45 mil por danos morais, enquanto o processo criminal começa a correr contra ele.

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    Nego do Borel entra com ação de indenização contra Duda Reis

    16 de janeiro de 2021 /

    Os advogados de Nego do Borel entraram com ação de indenização contra a ex-namorada do cantor, a atriz Duda Reis, no TJ do Rio. Na quinta (14/1), a atriz registrou boletim de ocorrência contra o cantor, acusando-o de estupro, ameaça, agressão, transmissão de doença sexual e violência doméstica, para citar alguns dos crimes relatados. Após a queixa criminal, a Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva a favor de Duda, impedindo Nego do Borel de se aproximar dela. Em seu relato à polícia, Duda contou que foi agredida pela primeira vez por Nego em 2018, durante o carnaval, quando o funkeiro teria apertado seus braços, resultando em lesões. Outro fato teria acontecido em agosto de 2018, em uma viagem a Portugal, onde ela permaneceu dopada pelo uso de medicamentos contra ansiedade, ingeridos por pressão do cantor. Na sua ação, porém, a defesa do músico, cujo nome verdadeiro é Leno Maycon Viana Gomes, afirma que o cantor estaria sendo perseguido pela ex-namorada. Os motivos seriam a infidelidade do funkeiro e o fim do relacionamento. “Em meio ao ódio, ao ressentimento e à dor, vem a tendência a denegrir, difamar e rebaixar o ex-parceiro para convencer-se de que não perdeu grande coisa”, cita a petição. Os advogados ainda atestam que as acusações de Duda são “irresponsáveis e levianas”. Pedem, por fim, que a Justiça conceda liminar para que as postagens de Duda falando sobre o caso sejam excluídas das redes sociais, além de ela ter de se abster de publicar vídeos, fotos ou textos sobre o tema. Para completar, a ação pede uma indenização de R$ 45 mil por supostos danos morais à carreira do artista.

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    Johnny Depp acusa Amber Heard de mentir sobre doação de dinheiro do divórcio

    9 de janeiro de 2021 /

    O ator Johnny Depp resolveu acusar a ex-mulher Amber Heard de ter embolsado os US$ 7 milhões de seu acordo de separação, apesar de ter alardeado que doaria esse dinheiro destinado ao Hospital Infantil de Los Angeles e a uma ONG de Liberdades Civis. Heard declarou que não queria o dinheiro de Depp após sua separação explosiva em 2016 e, em vez disso, prometeu dividir o pagamento entre duas instituições de caridade. Mas os advogados do ator acreditam que o gesto altruísta foi uma “farsa” e passaram o ano passado tentando levantar com o Children’s Hospital de Los Angeles e a American Civil Liberties Union para descobrir quanto eles realmente receberam da atriz. Corroborando a versão de Depp, o jornal Daily Mail do Reino Unido publicou que Heard doou apenas US$ 541 mil dos US$ 7 milhões prometidos. A publicação ainda diz, sem fontes, que supostos diretores da instituição infantil ficaram tão preocupados que escreveram para Heard em junho de 2019 para perguntar se a promessa seria cumprida. A notícia veio à tona no momento em que Depp tenta conseguir um novo julgamento nos tribunais de Londres, após ser derrotado no processo que moveu por difamação contra o jornal The Sun por ser chamado de “espancador de esposa”. Na derrota judicial de Depp, o juiz Andrew Nichol chegou a citar a doação de Amber Heard como um gesto nobre: “A doação de US$ 7 milhões para a caridade dificilmente é o ato que se esperaria de uma aproveitadora”, disse ele. A advogado da atriz, Elaine Bredehoft, disse em comunicado que “Amber já foi responsável por doações para causas beneficentes e pretende continuar a contribuir e, eventualmente, cumprir sua promessa”. Ele acrescentou: “No entanto, Amber atrasou-se nessa meta porque o Sr. Depp entrou com um processo contra ela e, consequentemente, ela foi forçada a gastar milhões de dólares defendendo as falsas acusações do Sr. Depp contra ela.” Bredehoft também alega que os representantes legais de Depp estão propositalmente especulando sobre o status da doação de Heard para desviar o foco dos problemas legais em andamento do ator. Ela afirma: “O esforço do Sr. Depp para espalhar histórias na mídia criticando Amber por ainda não ter cumprido todas as doações que ela prometeu à caridade é mais uma tentativa desesperada de desviar a atenção das conclusões do Tribunal do Reino Unido relativas às alegações de Sr. Depp cometer abuso doméstico e violência.”

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    Johnny Depp sofre nova derrota e pode ter que pagar US$ 100 milhões a Amber Heard

    5 de janeiro de 2021 /

    Johnny Depp sofreu nova derrota jurídica, na tentativa de virar a maré e convencer o mundo de que é vítima de falsas denúncias de violência doméstica. Como resultado, isto pode lhe custar até US$ 100 milhões. Um juiz do estado de Virgínia, nos EUA, recusou o pedido do ator de arquivar um processo movido por sua ex-esposa, Amber Heard, por difamação. A atriz contra-atacou Depp com um processo após ele ter dado entrada em sua própria ação contra ela, pedindo US$ 50 milhões também por difamação. Ela pediu o dobro, alegando que Depp tem feito esforços contínuos para sabotar sua carreira, abrindo processos e dando declarações que visam prejudicá-la. Depp buscou impedir que esse processo tivesse andamento dizendo que as supostas alegações de violência que ela teria sofrido não passam de “farsas”. Entretanto, não foi isso que um tribunal inglês concluiu, ao julgar que o ator pode ser chamado de “espancador de esposa” pela imprensa, sem que isso seja considerado uma calúnia. De fato, seria um relato verdadeiro. O juiz do condado de Fairfax, Bruce White, considerou que, assim como aconteceu no julgamento inglês, as alegações devem ser levadas à corte para serem comprovadas ou desmentidas por ambos os lados. “Essas declarações devem sobreviver a questionamentos porque se o Sr. Depp abusou da Sra. Heard é um fato que pode ser comprovado como verdadeiro ou falso”, ele escreveu em sua decisão, publicada na segunda (4/1). Assim sendo, Depp terá duas batalhas jurídicas contra Heard em 2021. A primeira, resultante de seu próprio processo, está marcada para 3 de maio, mas a segunda ainda não teve seu cronograma definido. Além disso, Depp tenta conseguir uma novo julgamento do caso britânico, em que foi derrotado em seu processo contra o jornal The Sun, que o descreveu como “espancador de esposa”. O Tribunal de Apelação do Reino Unido ainda não respondeu ao apelo do ator.

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    Atriz de Fuller House é libertada após dois meses de prisão

    28 de dezembro de 2020 /

    A atriz Lori Loughlin, estrela de “Full House”, foi libertada da prisão federal de São Francisco após cumprir sua pena de dois meses por fraude universitária, envolvendo o pagamento de US$ 500 mil para colocar suas duas filhas na USC (Universidade do Sul da Califórnia) sob falsos pretextos. Seu marido, Mossimo Giannulli, continua encarcerado, após ter sido condenado a cinco meses de prisão. Loughlin também foi multada e condenada a serviços comunitários pelo escândalo de 2019. Apesar de ter cumprido sua pena na prisão, Loughlin não tem novo trabalho agendado. A outra atriz famosa implicada no escândalo, a vencedora do Emmy Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), já começou a retomar sua carreira após um período muito breve de detenção – apenas 12 dias, por ter se declarada culpada desde o início e cooperado com as autoridades. Huffman entrou no piloto de uma sitcom da rede ABC inspirada na vida real da dona de um time de beisebol. Após inicialmente declarar-se inocente, Loughlin acabou afastada de todas as produções de que participava, ausentando-se da 5ª e última temporada de “Full House”, perdendo seu papel em “Quando Chama o Coração: A Série” e recebendo a notícia do cancelamento de “Garage Sale Mysteries”. Mas ao ver como Huffman lidou com a situação, ela fechou um acordo para se declarar culpada e cumprir dois meses de prisão, sendo liberada nesta segunda-feira (28/12), a tempo de passar o Ano Novo com as filhas.

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    Ancine culpa burocracia por falta de dinheiro

    22 de dezembro de 2020 /

    A Justiça Federal negou o pedido do Ministério Publico Federal (MPF) para que a Ancine fosse obrigada a concluir todos os processos administrativos referentes aos editais dos anos de 2016, 2017 e 2018 em até 90 dias. Segundo uma ação movida contra a agência pelo procurador Sérgio Suiama, 782 projetos que foram lançados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) estão parados. O inquérito do MPF foi aberto em julho de 2020, após a exoneração do coordenador de gestão de negócios da Ancine, supostamente por ele ter se negado a cumprir ordem de paralisação de processos financiados com recursos do FSA. O servidor e outras seis testemunhos foram ouvidas e confirmaram a ordem. Na ocasião, o MPF apurou que existia uma orientação para que apenas projetos com liminares judiciais pudessem tramitar. Mas o juiz Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, aceitou explicação da Ancine de a culpa é da burocracia e não da má vontade. Segundo a Ancine, há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sendo elaborado e que há trâmites ainda a serem cumpridos. Apesar dessa decisão, já há, na Justiça Federal do Rio, ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Ao todo, apenas 24 projetos foram encaminhados em 2020. Mas vale ressaltar que são projetos que tiveram edital aprovado até 2018. Nenhum edital foi lançado relativo aos anos de 2019 e 2020, quando a arrecadação das taxas que financiam o FSA – Condecine e Fistel – continuaram a ser cobradas normalmente. O juiz da 11ª Vara Federal do Rio pediu que o procurador que abriu processo contra os dirigentes da Ancine por improbidade administrativa forneça mais informações sobre o caso no prazo de 15 dias. Não faltam informações. Usando a burocracia como desculpa, a Ancine represou toda a arrecadação do FSA, sem cumprir várias determinações, e ainda se aproveitou do inevitável colapso da produção cinematográfica brasileira que isso tende a causar para encaminhar uma proposta visando eliminar a exigência de cotas para a exibição de filmes e séries nacionais em 2021. Não haveria produção nacional suficiente, porque não houve liberação de verbas para que isso acontecesse, de modo que, na avaliação dos responsáveis pelo represamento, as cotas não poderiam ser cumpridas. Trata-se de um exemplo perfeito de como politizar a burocracia em nome de um projeto ideológico de destruição cultural. Vale lembrar que o então ministro Osmar Terra assumiu explicitamente os planos do governo Bolsonaro para acabar com as cotas num discurso de agosto de 2019. Como a Ancine tem represado a liberação de verbas sem sofrer pressão judicial, o mesmo problema começou também a ser constatado em relação à aprovação de projetos pela Lei de Incentivo Fiscal, a antiga Lei Rouanet. Segundo informou o jornal folha de S. Paulo na quinta (17/12), há mais de 200 projetos incentivados parados no gabinete do secretário André Porciúncula, só à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados. Mas o prazo está se esgotando – vai até 30 de dezembro.

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    MPF processa diretores da Ancine por improbidade administrativa

    18 de dezembro de 2020 /

    O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação de improbidade administrativa nesta sexta (18/12) contra os diretores e o procurador-chefe da Agência Nacional de Cinema (Ancine) pela paralisação de 782 projetos audiovisuais, referentes a editais dos anos de 2016, 2017 e 2018, lançados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Na ação, o MPF pede a concessão de tutela de urgência para determinar que a Ancine conclua a análise de todos os processos no prazo de 90 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A ação acusa os diretores Alex Braga Muniz, Vinícius Clay Araújo Gomes e Edilásio Santana Barra Júnior, e o procurador-chefe da Ancine, Fabrício Duarte Tanure, de ordenarem a interrupção do andamento de projetos audiovisuais, omitirem dados que comprovam a paralisia dos processos e recusarem-se a formalizar um acordo com o MPF para regularizar o passivo da agência. O inquérito do MPF foi aberto em julho de 2020, após a exoneração do coordenador de gestão de negócios da Ancine, supostamente por ele ter se negado a cumprir ordem de paralisação de processos financiados com recursos do FSA. O servidor e outras seis testemunhos foram ouvidas e confirmaram a ordem. Na ocasião, o MPF apurou que existia uma orientação para que apenas projetos com liminares judiciais pudessem tramitar. De acordo com o jornal O Globo, já há, na Justiça Federal do Rio, ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Ao todo, apenas 24 projetos foram encaminhados em 2020. Outros 782 aguardam conclusão. Mas isso são projetos até 2018. Nenhum edital foi lançado relativo aos anos de 2019 e 2020, quando a arrecadação das taxas que financiam o FSA – Condecine e Fistel – continuaram a ser cobradas normalmente. Em dezembro de 2019, praticamente um ano após o período habitual das gestões anteriores, a Ancine correu para realizar a primeira reunião do comitê gestor do FSA do governo Bolsonaro. Na ocasião, foi revelado que havia R$ 703,7 milhões disponíveis no fundo para investir em novas produções e ficou acertado que uma próxima reunião definiria o Plano Anual de Investimentos (PAI), com as diretrizes para o destino deste montante. Mas 2020 começou e o comitê gestor esqueceu o que prometeu. Voltou a se reunir poucas vezes ao longo do ano, sem mencionar encaminhando algum para editais de financiamento. A última ata de reunião disponível no site da Ancine é de agosto passado. Faltando menos de duas semanas para o fim do ano, o dinheiro de 2019 continua parado, e nem sequer foi feita reunião sobre os valores do FSA de 2020. Como estes valores foram arrecadados em 2019, especula-se que existam mais R$ 1,5 bilhão não encaminhados no fundo, além dos R$ 703,7 revelados e não usados desde o ano passado. Apesar disso, num relatório de junho passado, a Ancine afirmou que o valor do FSA estava negativo. Não foram revelados maiores detalhes, nem o Tribunal de Contas da União (TCU) se interessou em se aprofundar na questão. De acordo com a legislação, o financiamento de projetos audiovisuais no Brasil, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual ou de incentivos fiscais, depende da prévia análise dos projetos por parte da Ancine. “Sem a aprovação da Agência, os recursos não são liberados, e todo o setor audiovisual no Brasil, por maior ou menor que seja a produção, fica prejudicado”, afirma o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, responsável pela atual ação. Em vez de liberar o FSA, que é verba incentivada, muitas vezes à fundo perdido, a Ancine decidiu inovar e propor neste ano empréstimos aos produtores interessados em fazer filmes, a juros “camaradas”. Esta função bancária, que não consta das atividades originais da agência, foi oferecida como alternativa à falta de investimento público que a própria Ancine tem represado. Por conta do protelamento da Ancine, existe um risco real de que as cotas de programação nacionais não possam ser cumpridas pelos programadores de cinema e TV em 2021. Infelizmente, isto integra outra linha de ataque à produção cultural brasileira da parte do governo, que, desde um discurso do então ministro Osmar Terra, em agosto de 2019, assume planos para acabar com as cotas que ajudam a impulsionar o conteúdo nacional. Vale reparar que o mesmo problema constatado na Ancine também está sendo observado em relação à liberação de projetos pela Lei de Incentivo Fiscal, a antiga Lei Rouanet. Segundo informou o jornal folha de S. Paulo na quinta (17/12), há mais de 200 projetos incentivados parados no gabinete do secretário André Porciúncula, só à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados. Mas o prazo está se esgotando – vai até 30 de dezembro. A protelação é, de fato, a marca de um desgoverno como nunca se viu no Brasil, que destrói o país, gera desemprego e quebra setores econômicos com o auxílio de um burocracia que, de uma hora para outra, resolveu deixar de funcionar. Nada disso é surpresa. O próprio Jair Bolsonaro já deixou claro que não quer ver dinheiro gasto com o Cultura, muito menos com o cinema brasileiro, porque, segundo ele, a indústria cinematográfica nacional “não faz um bom filme” há tempos. Curiosamente outro presidente, Barack Obama, dos EUA, escolheu nesta sexta (18/12) o filme brasileiro “Bacurau” como um de seus favoritos de 2020.

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    Responsável pelo incêndio do estúdio Kyoto Animation será julgado por homicídio

    16 de dezembro de 2020 /

    O homem responsável pelo incêndio criminoso no Kyoto Animation, um dos principais estúdios japoneses de animação, será julgado por homicídio, decidiram os promotores do caso. Shinji Aoba, de 42 anos, foi preso logo após o incêndio, mas, por ter sofrido queimaduras graves, foi hospitalizado e passou várias semanas em coma. As autoridades locais tiveram que esperar meses para que ele se recuperasse antes de colocá-lo formalmente sob prisão. O Ministério Público de Kyoto também procedeu uma avaliação mental do criminoso. De acordo com várias testemunhas, Aoba invadiu o prédio do estúdio em julho de 2019, derramou gasolina e lançou fogo, gritando “Você vai morrer”. Trinta e seis pessoas morreram no ataque e 33 ficaram feridas, muitas delas com queimaduras graves. O incidente é considerado o maior assassinato em massa do Japão desde a 2ª Guerra Mundial. Os promotores anunciaram nesta quarta-feira (16/12) que Aoba foi acusado de cinco crimes, incluindo homicídio, tentativa de homicídio e incêndio criminoso. A emissora nacional do Japão, NHK, relatou que especialistas médicos consideraram Aoba mentalmente apto para ser considerado criminalmente responsável por suas ações, devido ao elaborado planejamento do ataque. Na véspera do incidente, Aoba explorou a área ao redor do prédio da Kyoto Animation, comprando um carrinho em uma loja de ferragens local e cerca de 10 galões de gasolina em um posto de gasolina próximo. Ele então levou o combustível para um parque onde passou a noite em um banco. Na manhã seguinte, ele empurrou seu carrinho cheio de gás pelas portas do estúdio da Kyoto Animation e o acendeu. Um funcionário sobrevivente da Kyoto Animation descreveu ter pulado de uma janela do segundo andar enquanto o calor escaldante e a fumaça negra subiam pelo prédio. Muitas das vítimas tentaram escapar por uma escada central, mas morreram de envenenamento por monóxido de carbono antes de chegar ao telhado, de acordo com um relatório de incêndio. A mídia japonesa, citando fontes policiais não identificadas, relatou que o motivo de Aoba foi a crença de que a Kyoto Animation havia roubado um romance que ele escreveu. O incidente chocou o Japão profundamente. O país tem taxas extremamente baixas de crimes violentos e as vítimas eram especialmente apreciadas no mundo do anime. A Kyoto Animation, conhecida como KyoAni pelos fãs, há muito tempo era celebrada por sua cultura de trabalho positiva e por obras de temática otimista. Fundada pelo casal Yoko e Hideaki Hatta em 1981, a empresa também tinha a reputação de empregar mulheres artistas e nutrir a carreira de seus funcionários, algo raro na notoriamente acirrada indústria de animes do Japão. A base de fãs do estúdio é particularmente apaixonada, em parte por causa dos muitos eventos de engajamento que a KyoAni realizou ao longo dos anos. Uma dessas atividades era um concurso anual em que esboços de romances eram solicitados a escritores aspirantes, com o prêmio de serem transformados em anime. Depois que a alegação de Aoba veio à tona, a Kyoto Animation empreendeu uma investigação interna e descobriu que realmente havia recebido um manuscrito com o nome de Shinji Aoba. A obra foi entregue à polícia e seu conteúdo nunca foi divulgado publicamente. A Kyoto Animation disse que o trabalho não tem semelhanças com nenhum de seus filmes ou séries lançados. Em sua única entrevista individual desde o incidente, Hideaki Hatta, o CEO do estúdio, disse à revista The Hollywood Reporter no ano passado que seus pensamentos e energia seriam direcionados apenas para fornecer conforto às vítimas e reconstruir a KyoAni para seus fãs. Sobre Aoba, ele apenas disse: “Ele não existe em minha mente. Este não foi um ato humano. Isso não é algo de que um ser humano seria capaz. Estou além do ódio.”

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    Ancine suspende andamento de projetos do produtor de A Vida Invisível

    10 de dezembro de 2020 /

    A Ancine (Agência Nacional do Cinema) suspendeu, cautelarmente, o andamento de todos os projetos do produtor Rodrigo Teixeira e de sua empresa RT Features na agência. A medida foi tomada após o órgão ser intimado pela Justiça de SP em ação movida por Carlos Mansur Filho, um dos investidores que trava batalha judicial com o produtor. Responsável por filmes como o americano “Me Chame ​pelo Seu Nome” e o brasileiro “A Vida Invisível”, Teixeira está sendo processado em São Paulo e Los Angeles. “Estamos seguros de que essa suspensão será oportunamente revista”, disse a produtora RT Features, em nota à coluna de Monica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo. Leia a íntegra da nota abaixo. “A RT Features sempre teve um bom relacionamento com a Ancine. Essa suspensão, cautelar, cumpre uma determinação da Justiça de São Paulo, conforme a própria coluna apurou. Importante esclarecer que essa decisão judicial está relacionada a um processo que envolve apenas um investidor da RT, e não ‘investidores’. Suspensões como essa são comuns e podem ocorrer pelos mais diversos motivos, como uma disputa trabalhista, por exemplo. Estamos seguros de que essa suspensão será oportunamente revista. A RT tem atualmente apenas seis projetos em desenvolvimento que contariam com recursos da Ancine, além de outros 23 que contam com outras fontes de financiamento.” A confusão judicial vem à tona uma semana após uma reportagem veiculada pelo site The Hollywood Reporter, que revelou detalhes da crise da RT Features com seus investidores, entre eles Luiz Mussnich, um proeminente financista de São Paulo e patrono das artes, e seu cunhado, Carlos Gros, filho do ex-presidente do Banco Central do Brasil Francisco Gros. Mas há outros. A disputa não é trabalhista. Teixeira é acusado por fraude, falta de transparência e de realizar um esquema de pirâmide. A denúncia apurada pelo THR cita um investimento total no valor de US$ 16 milhões. Os filmes da RT Features teriam recebido apoio de 10 investidores-chave, segundo contou Mussnich ao THR. Ele próprio colocou US$ 350 mil de seu próprio dinheiro na produtora, mas seu cunhado estaria muito mais envolvido, emitindo US$ 2,8 milhões em cheques para Teixeira. Gros chegou a protocola uma denúncia em São Paulo, apontando um investimento de US$ 200 mil no filme “24 Frames”, de 2017, do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Mais tarde, ele teria descoberto que esse dinheiro nunca foi recebido pelo produtor francês do filme, Charles Gillibert, da CG Cinema, nem Teixeira se envolveu de forma alguma na produção do longa. Apesar da queixa, Gros foi reembolsado por esse empréstimo. Já em outro acordo extrajudicial com investidor diferente, Carlos Mansur Filho, que o nome indica é filho do executivo bancário Carlos Mansur, o cheque de Teixeira foi devolvido, levando à ação atual contra Teixeira, que paralisou seus projetos na Ancine. A RT Features, que começou sua escalada hollywoodiana com o filme indie em preto e branco e de baixíssimo orçamento “Frances Ha”, em 2012, recentemente produziu a sci-fi “Ad Astra”, repleta de efeitos e estrelada por Brad Pitt. Num crescimento rápido e vertiginoso, a empresa está, como diz o comunicado, cheia de projetos em desenvolvimento. Teixeira também é produtor da série americana “Betty”, renovada para 2ª temporada na HBO, e está atualmente ligado a pelo menos três filmes em pré-produção, um que se encontra em filmagens e mais três em fase de pós-produção. Isto, porém, não é nem perto do total de 29 projetos citados pela nota da RT Features.

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