PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Etc

    Advogado de Harvey Weinstein chama estupros de “negócios” e vítimas de “vagabundas”

    25 de outubro de 2022 /

    O julgamento do poderoso produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”) está em andamento em Los Angeles. E o advogado de Weinstein, Mark Werksman, inovou ao chamar as vítimas de “vagabundas”. Tentando justificar os atos do seu cliente, ele quer que o júri aceite que abusos sexuais fazem parte da cultura de Hollywood. Segundo Werksman, o que Weinstein cometeu não foi estupro, mas “sexo transacional”, algo que ele afirma ser comum na indústria do cinema dos EUA. “Olhe para o meu cliente”, disse Werksman, durante o julgamento. “Ele não é nenhum Brad Pitt ou George Clooney. Você acha que essas lindas mulheres transaram com ele porque ele é gostoso? Não, foi porque ele é poderoso”. Segundo o advogado, não há absolutamente nenhuma evidência contra seu cliente e toda mulher que testemunhar no julgamento será uma atriz desempenhando um papel. Werksman disse que hoje em dia Hollywood está diferente, mas antigamente o “sexo transacional”, como forma de negócio comercial, era uma prática comum. “O sexo era uma mercadoria para homens ricos e poderosos, como meu cliente”, disse Werksman. “Sexo transacional… pode ter sido desagradável… e agora embaraçoso. Mas todo mundo fez isso. Ele fez isso. Elas fizeram isso”, contou ele, que disse que a prática se chama “teste de sofá”, numa referência à expressão “teste de elenco”. Para o advogado, o movimento #MeToo é como um filme que transformou Weinstein no “Chernobyl de Hollywood”, colocando-o no papel de vilão radioativo, enquanto as mulheres desempenham o papel de vítimas. “A sequência do teste de sofá é o julgamento #MeToo”, disse ele. “Elas farão o papel da donzela em perigo contra esta fera. Elas têm que mentir para si mesmas, para vocês, e para este tribunal. A hipocrisia delas estará em plena exibição.” Anteriormente, a promotoria pintou uma imagem diferente de Weinstein, dizendo ao júri que o ex-produtor de Hollywood usava reuniões de negócios como disfarce para agredir sexualmente mulheres ao longo de décadas. Segundo a acusação, o poder de Weinstein permitiu que ele se aproveitasse de mulheres que aspiravam entrar na indústria do entretenimento, agredindo-as e assediando-as, além de fazer com que elas ficassem com medo de retaliação. A promotoria também trouxe citações de mulheres que vão testemunhar durante o julgamento, descrevendo como elas foram forçadas a realizar sexo oral, e como foram apalpadas, acariciadas e estupradas. Já a defesa do acusado pediu para o júri usar seu “bom senso” e perceber que não há nenhum tipo de prova contra Weinstein, que não foi feito nenhum boletim de ocorrência, não foi utilizado nenhum kit de estupro, ou retirado amostra de DNA ou sêmen, e não há nenhum vídeo comprovando as alegações. “Isso tudo vai se resumir a ‘acreditem em mim'”, disse o advogado a respeito das vítimas. “Se uma acusadora espera anos, a alegação se resume à palavra dela”. Porém, a promotoria planeja trazer um psiquiatra forense para servir como testemunha especializada e educar o júri a respeito dos “mitos do estupro”, o que explicaria alguns desses comportamentos descritos pela defesa de Weinstein. Werksman tentou pintar uma imagem diferente de Weinstein, contando a sua origem humilde e dizendo que ele trabalhou duro. O advogado também pediu aos jurados que não se distraíssem com as histórias de jatos particulares e festas com celebridades. “Com tremenda fama e fortuna veio a fama dos caçadores de fortunas”, disse ele. Para a defesa, as mulheres que agora o acusam de estupro fizeram “sexo consensual com Weinstein” porque queriam explorar as conexões e o poder do produtor. Segundo ele, essas mulheres estavam fazendo “sexo em troca de algo de valor.” Seriam, portanto, basicamente prostitutas. O advogado de Weinstein direcionou sua atenção para as declarações da atriz e documentarista Jennifer Siebel Newsom (“Fair Play”), esposa do governador da Califórnia, Gavin Newsom, que acusou Weinstein de estuprá-la em um quarto de hotel em 2005. Siebel Newsom se tornou uma das principais vozes contra o assédio e agressão sexual nos últimos anos. “Ela se tornou uma figura proeminente do movimento #MeToo”, disse Werksman, afirmando que, na época do ocorrido, ela não era ninguém em Hollywood. Werksman disse ao júri que durante o suposto estupro em 2005, Siebel Newsom alega que fingiu um orgasmo para acabar com a agressão mais rapidamente. Porém, para o advogado, não há “sinal de consentimento mais entusiasmado” do que “sim, sim, sim”. E é por isso que, segundo ele, “o Sr. Weinstein acreditava que ela consentiu”. O advogado também argumentou que Weinstein era um grande doador do Partido Democrata e que ele fez contribuições para Gavin Newsom ao longo dos anos. Além disso, Werksman também contou que, em 2007, Weinstein recebeu o casal como convidados em uma das suas festas, quando Newsom era prefeito de São Francisco. “Ela trouxe o marido para conhecer e festejar com o seu estuprador. Quem faz isso?” questionou Werksman. “Ele pegou dinheiro do estuprador de sua esposa para financiar suas campanhas políticas.” Werksman disse também que se Siebel Newsom não fosse esposa do governador, “ela seria apenas mais uma vagabunda que dormiu com Harvey Weinstein para se dar bem”.

    Leia mais
  • Etc

    Kevin Spacey é inocentado em processo de violência sexual

    20 de outubro de 2022 /

    O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) foi inocentado da acusação de agressão sexual feita pelo ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”). O caso estava sendo julgado em Nova York e chegou a uma conclusão nessa quinta (20/10). O júri responsável pelo caso concluiu que a defesa de Rapp não foi capaz de comprovar as alegações de que Spacey agiu para gratificar seu desejo sexual durante um encontro em uma festa em Manhattan, em 1986, quando Rapp tinha apenas 14 anos e Spacey estava com 26 ou 27 anos. O caso veio à tona em 2017, quando o site BuzzFeed publicou uma entrevista com Rapp, em que ele relatou o ocorrido. Segundo o ator, Spacey estava bêbado e o agarrou no final de uma festa com o elenco de uma peça, colocou-o em cima de uma cama, subiu em cima dele e fez avanços sexuais (tocando as suas nádegas). Rapp processou Spacey por agressão e inflição intencional de sofrimento emocional em novembro de 2020. Durante o julgamento, o juiz Lewis A. Kaplan rejeitou a alegação de sofrimento emocional, mas permitiu que o restante do processo prosseguisse. Anthony Rapp relembrou o ocorrido no tribunal, mas Spacey negou as acusações, dizendo que ele nunca chegou a ficar sozinho com o ator de “Star Trek”. Durante as suas argumentações finais, o advogado de Rapp pediu aos jurados que não levassem em conta a lembrança de Spacey dos eventos. “É inconsistente. Não é digno de sua crença”, disse o advogado, Richard Steigman, citando supostas lacunas na memória de Spacey a respeito do ocorrido. Já a advogada de Spacey, Jennifer Keller, argumentou que a história de Rapp era uma invenção. Ela apresentou várias teorias sobre o motivo de o ator ter mentido, incluindo um desejo de atenção e ciúme em relação ao sucesso de Spacey. “Estamos aqui porque o Sr. Rapp alegou falsamente um abuso que nunca ocorreu em uma festa que nunca foi realizada em um quarto que não existia”, disse ela. “O Sr. Rapp está recebendo mais atenção neste julgamento do que em toda a sua vida de ator”, completou. Keller também pediu aos jurados que ignorassem a política sexual do caso. “Este não é um esporte de equipe em que você está do lado do #MeToo ou do outro lado”, disse Keller. “Vocês estão aqui para julgar os fatos. Aconteceu? Não, não aconteceu.” Após a sentença, a advogada de Spacey disse à imprensa, ao lado do ator, que estava “muito grata ao júri por ter visto essas falsas alegações”. Já Rapp publicou um comunicado no Twitter, afirmando estar “profundamente grato pela oportunidade de ter meu caso ouvido perante um júri”. Ele ainda agradeceu “aos membros do júri por seu serviço”. “Trazer este processo sempre foi uma questão de iluminar, como parte de um movimento maior, o enfrentamento de todas as formas de violência sexual”, acrescentou, prometendo continuar defendendo “um mundo livre de violência sexual de qualquer tipo. ” Richard Steigman, o advogado de Rapp, também emitiu um comunicado, em que pondera: “Anthony disse sua verdade no tribunal. Embora respeitemos o veredicto do júri, nada muda isso”. Embora tenha conquistado uma vitória, Spacey foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que acabou com sua carreira, apesar de ter conquistado dois Oscars, por “Os Suspeitos” (1995) e “Beleza Americana” (1999). Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o filme não perder sua data de estreia. O ator já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, com o juiz do caso considerando que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. Mas neste ano voltou a sofrer denúncias de abuso sexual na justiça britânica. Ele se declarou inocente em julho, na audiência preliminar do julgamento, que vai acontecer só em 2024. Além de Spacey, o diretor Paul Haggis (“Crash – No Limite”), o produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”) e o ator Danny Masterson (“That ’70s Show”) também estão enfrentando julgamentos criminais por assédio, abuso e violência sexual neste mês de outubro.

    Leia mais
  • Etc

    Ezra Miller se declara inocente de acusação de furto

    17 de outubro de 2022 /

    O ator Ezra Miller (“Liga da Justiça”) se declarou inocente das acusações de furto perante o tribunal de Vermont, nos EUA, nessa segunda (17/10). Acusado ter invadido uma casa e furtado várias garrafas de bebida, o ator pode pegar até 26 anos de prisão se for condenado. O ator é acusado de invadir uma residência em Stamford, Vermont, em 1º de maio. Na ocasião, imagens das câmeras de segurança levaram a polícia até Miller. Segundo a acusação de furto, as garrafas custavam cerca de US$ 900. A pena pena máxima para este crime é de um ano de prisão e multa de US$ 1 mil. O maior problema para o ator é o crime de invasão de propriedade, que tem outra multa penal de até de US$ 1 mil, mas um tempo máximo de 25 anos de prisão. “Ezra Miller se declarou nesta manhã inocente de uma acusação de invasão e uma acusação de pequeno furto no Tribunal Superior de Vermont e aceitou as condições impostas pelo tribunal de não entrar em contato ou entrar na casa dos habitantes”, declarou Lisa B. Shelkrot, advogada de Miller. “Ezra gostaria de agradecer o amor e o apoio que recebeu de sua família e amigos, que continuam sendo uma presença vital em sua saúde mental.” O ator está colecionando denúncias e problemas com a polícia desde fevereiro, quando foi acusado de tentar enforcar uma mulher num bar na Islândia. Depois disso, foi preso em março no Havaí por criar tumulto em outro bar e autuado em abril por suspeita de agressão de segundo grau numa festa em uma residência particular, também no Havaí. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts, após Miller supostamente entrar em um confronto agressivo com sua família, exibir uma arma e constranger a criança com abraços e comentários sobre gênero, ao descobrir que ela se definia como não binária. Para completar, em junho veio à tona a denúncia de que Miller estava abrigando uma mãe e seus filhos pequenos em sua fazenda em Vermont, em meio a condições inseguras, com armas e munição espalhadas pela propriedade. A mãe disse à publicação que o ator a ajudou a escapar de um casamento abusivo. Em agosto, Miller pediu desculpas por seu comportamento e começou um tratamento de saúde mental. “Tendo passado recentemente por um período de crise intensa, agora entendo que estou sofrendo problemas complexos de saúde mental e comecei um tratamento contínuo”, disse Miller em comunicado. “Quero pedir desculpas a todos que alarmei e aborreci com meu comportamento passado. Estou comprometido em fazer o trabalho necessário para voltar a um estágio saudável, seguro e produtivo em minha vida.” O tratamento seria uma exigência da Warner Bros., que enfrenta um dilema em relação ao filme “The Flash” já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção. Mas há planos para tirá-lo do papel em próximas produções. Miller teria regravado cenas do filme após as confusões. “The Flash” tem estreia marcada para 23 de junho de 2023.

    Leia mais
  • Etc

    Mel Gibson é testemunha no julgamento de Harvey Weinstein por crimes sexuais

    15 de outubro de 2022 /

    O ator Mel Gibson é uma das testemunhas listadas pela acusação contra o produtor Harvey Weinstein em seu novo julgamento por crimes sexuais em Los Angeles, nos Estados Unidos. Gibson será chamado para corroborar as acusações de uma mulher que não teve o nome revelado, identificada como Jane Doe 3, que afirmou ter sido abusada sexualmente por Weinstein em 2010 após uma sessão de massagem em um hotel. Dias depois, ela foi fazer uma massagem em Gibson, que ao mencionar Weinstein viu a mulher desabar em choro e ouviu seu desabafo. Em contrapartida, a defesa do produtor questionou à Justiça se eles poderiam perguntar ao ator sobre declarações racistas e antissemitas que ele fez ao longo dos anos, mas a solicitação não foi permitida pela magistrada responsável pelo caso. No entanto, os representantes de Weinstein poderão perguntar se Gibson guarda rancor contra o produtor por problemas de trabalho. O fato de Gibson ser listado como testemunha não garante sua participação no julgamento. Geralmente, mais testemunhas são listadas que chamadas para o tribunal. Tudo depende do andamento das sessões. Weinstein está atualmente cumprindo uma sentença de 23 anos de prisão após ter sido condenado por estupro e abuso sexual em um julgamento em Nova York em 2020, e agora enfrenta mais 11 acusações de abusos sexuais de cinco mulheres, que ele teria atacado entre 2004 e 2013.

    Leia mais
  • Etc

    Cuba Gooding Jr. não será preso após se declarar culpado de assédio sexual

    13 de outubro de 2022 /

    O ator Cuba Gooding Jr. (o O.J. Simpson de “American Crime Story”) não será preso após ter se declarado culpado no julgamento de assédio sexual que ele enfrenta na justiça de Nova York. O caso foi resolvido nesta quinta (13/10), depois de o ator ter cumprido os termos de um acordo de confissão condicional. A promotora Coleen Balbert disse que Gooding apresentou bom comportamento e completou os seis meses de aconselhamento a respeito do vício em álcool e do seu comportamento, permitindo que ele retirasse sua alegação de contravenção e se declarasse culpado de uma violação de assédio. Balbert disse ainda que recebeu “relatos positivos nos últimos seis meses” do terapeuta de Gooding e que o ator optou por continuar com o tratamento além do tempo exigido. Portanto, Gooding não vai enfrentar nenhuma penalidade adicional. Além disso, ao ter substituído a sua alegação de contravenção por uma alegação de violação não criminal, ele não terá antecedentes criminais. Se Gooding não cumprisse os termos do acordo, ele poderia pegar até um ano de prisão. Gooding se declarou culpado em abril de uma acusação de contravenção por ter beijado à força uma funcionária de uma boate de Nova York em 2018. Essa foi apenas uma das dezenas de alegações de comportamento inadequado contra o ator que vieram à tona nos últimos anos. Algumas das acusadoras de Gooding criticaram a decisão, por considerá-la leve demais e vão abrir um processo civil contra ele. Durante o julgamento, a funcionária da boate disse que as ações de Gooding tiveram uma repercussão mínima para ele, enquanto suas vítimas precisaram lidar com as consequências dos seus atos. Vencedor do Oscar por “Jerry Maguire: A Grande Virada” (1996), o ator chegou a ser preso em 2019 após uma mulher acusá-lo de apalpar seus seios sem permissão em um bar na cidade. O caso teve grande repercussão e, depois de pagar fiança para responder o processo em liberdade, outras mulheres acusaram o ator publicamente de atos semelhantes. Gooding acabou acusado em mais dois casos adicionais, por beliscar as nádegas de uma garçonete e tocar de forma inapropriada outra mulher, ambas em 2018 em Nova York. Até se declarar culpado, ele negava as acusações. Seus advogados argumentavam que os promotores tinham se tornado zelosos demais, apanhados no fervor do movimento #MeToo, ao transformar “gestos comuns” ou mal-entendidos em crimes. A linha da defesa mudou após o juiz decidir que, caso Gooding fosse a julgamento, os promotores poderiam chamar mais mulheres que o denunciaram para testemunhar sobre alegações de que Gooding também as tocou sem permissão. Ao todo, 19 acusadoras vieram à público denunciar o comportamento do ator. Ele também é acusado, em outro processo, de estuprar uma mulher na cidade de Nova York em 2013. Depois que um juiz emitiu uma sentença de condenação à revelia em julho passado, porque Gooding não respondeu ao processo, o ator contratou um advogado e está lutando contra as alegações. O caso de Gooding é apenas mais um em uma série de processos de abuso sexual em andamento. Outros julgamentos que estão acontecendo atualmente são os de Kevin Spacey (“House of Cards”), Harvey Weinstein (produtor de “Os Oito Odiados”) e Danny Masterson (“That 70’s Show”).

    Leia mais
  • Etc

    Primeira Dama da Califórnia vai depor como vítima no julgamento de Weinstein

    10 de outubro de 2022 /

    A documentarista Jennifer Siebel Newsom (“Fair Play”), esposa do atual governador da Califórnia, Gavin Newsom, vai depor como vítima no julgamento do produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”), que começou nessa segunda (10/10), em Los Angeles. A data do depoimento de Newsom ainda não foi divulgada. “Como muitas outras mulheres, minha cliente foi agredida sexualmente por Harvey Weinstein em uma suposta reunião de negócios que acabou sendo uma armadilha”, disse a advogada Elizabeth Fegan, ao site Deadline. “Ela pretende testemunhar em seu julgamento a fim de buscar alguma medida de justiça para as sobreviventes e como parte do trabalho de sua vida para melhorar a vida das mulheres”. A advogada ainda afirmou que Newsom não pretende discutir este assunto fora do tribunal e pediu respeito pela decisão da Primeira Dama. Até esta segunda identificada apenas como “Jane Doe” (Joana Ninguém) no processo, Newsom teria sido estuprada por Weinstein entre setembro de 2004 e setembro de 2005, em Los Angeles, de acordo com documentos judiciais. Apesar de ter sido revelada agora como acusadora, Jennifer Siebel Newsom (que além de ser documentarista também tem uma extensa carreira como atriz) já tinha assumido que era uma das vítimas do produtor. Ela detalhou o ataque de Weinstein em um artigo publicado em 2017, no Huffington Post. “Eu era ingênua, nova na indústria e não sabia como lidar com seus avanços agressivos – convites de trabalho de um amigo tarde da noite no Festival de Cinema de Toronto e, mais tarde, um convite para encontrá-lo e conversar sobre um papel no Hotel The Peninsula, onde a equipe estava presente e, de repente, desapareceram, deixando-me sozinha com essa lenda de Hollywood extremamente poderosa e intimidadora”, escreveu ela na ocasião. O relato original de Siebel Newsom veio logo após o jornal New York Times expor as décadas de estupros, agressões e ameaças de assédio de Weinstein contra atrizes e outras mulheres na indústria do entretenimento. Weinstein está enfrentando quatro acusações de estupro, quatro acusações de cópula oral forçada, uma acusação de penetração sexual forçada, uma acusação de agressão sexual por contenção e agressão sexual, em diferentes incidentes envolvendo cinco mulheres no condado de Los Angeles, entre 2004 a 2013. Ele já foi condenado a 23 anos de prisão por um júri de Manhattan em março de 2020 por conta de outros crimes sexuais, e pode aumentar sua sentença para 140 anos de prisão se for considerado culpado em Los Angeles. O julgamento iniciou com a seleção do júri, processo que pode durar até duas semanas. Portanto, as acusadoras e suas testemunhas só devem começar a ser ouvidas depois do dia 22 de outubro. A expectativa é que o processa tenha duração de até dois meses no tribunal. Atualmente, Weinstein apela da decisão do tribunal de Nova York para tentar reverter ou diminuir sua sentença. O documentário mais recente de Jennifer Siebel Newsom, “Fair Play” (2022), venceu o Bergen International Film Festival. Seus trabalhados anteriores incluem “The Mask You Live In” (2015), vencedor de um prêmio no Festival Internacional de Las Vegas, e “Miss Representation” (2011), indicado ao Grande Prêmio do Juri no Festival de Sundance.

    Leia mais
  • Etc

    Kevin Spacey enfrenta julgamento por assédio de ator de “Star Trek: Discovery”

    5 de outubro de 2022 /

    O primeiro julgamento do ator Kevin Spacey (“House of Cards”) por abuso vai começar nesta quinta (6/10) em Nova York. O caso se concentra nas acusações feitas pelo ator Anthony Rapp (estrela de “Star Trek: Discovery”), que há cinco anos acusou publicamente Spacey de tê-lo assediado quando ele era menor de idade. O julgamento vai se concentrar nas acusações de violência e inflição intencional de sofrimento emocional, mas não nas alegações mais fortes de assédio sexual, que foram descartadas em junho, por prescrição. Rapp está pedindo US$ 40 milhões em danos punitivos e compensatórios. Segundo a alegação de Rapp, Spacey agiu para gratificar seu desejo sexual durante um encontro em uma festa em Manhattan, em 1986, quando ele tinha apenas 14 anos e Spacey estava com 26 ou 27 anos. O caso veio à tona em 2017, quando o site BuzzFeed publicou uma entrevista com Rapp, em que ele relatou o ocorrido. Segundo o ator, Spacey estava bêbado e o agarrou no final de uma festa com o elenco de uma peça, colocou-o em cima de uma cama, subiu em cima dele e fez avanços sexuais (tocando as suas nádegas). Logo após a publicação da história, Spacey fez um post no seu Twitter dizendo não se lembrar de nada do que foi relatado. “Se eu me comportei como ele descreve, devo a ele as mais sinceras desculpas pelo que teria sido um comportamento bêbado profundamente inapropriado, e lamento os sentimentos que ele descreve ter carregado por todos esses anos”, escreveu ele, que aproveitou para se assumir gay. Inicialmente, Rapp havia desistido de processar Spacey porque se recusava a dizer o nome do seu agressor na ação. E após o encorajamento do movimento #MeToo, já era tarde demais e o processo inicial foi descartado. Além disso, a defesa de Spacey argumentou que o ocorrido não se caracterizava como abuso sexual. “O senhor Rapp afirma que o senhor Fowler [sobrenome real de Spacey] o levantou, que a mão do senhor Fowler ‘raspou’ as nádegas vestidas do senhor Rapp por segundos enquanto o fazia, que o senhor Fowler colocou o senhor Rapp de costas em uma cama, e o senhor Fowler então brevemente colocou seu próprio corpo vestido parcialmente ao lado e parcialmente sobre o do Sr. Rapp”, afirma um documento do processo. O próprio Rapp afirmou em depoimento que “não houve beijos, ninguém se despiu, não houve toques por cima das roupas e nem declarações ou insinuações sexualizadas”. Com base nisso, os advogados de Spacey argumentaram que o processo de Rapp deveria ser arquivado, uma vez que a lei “exige” que um acusador precisa “apertar, agarrar ou beliscar uma parte sexual ou outra parte íntima” para que a acusação de abuso sexual possa se qualificar sob a lei de Nova York. “As alegações do demandante equivalem a uma alegação de que Fowler o surpreendeu ao pegá-lo, colocá-lo em uma cama e colocar um pouco de seu peso corporal contra ele, antes que o demandante ‘se contorcesse’ sem resistência”, disse o documento. Entretanto, os advogados de Rapp citaram dois casos do estado de Nova York em que homens foram condenados por abuso sexual de terceiro grau depois de “roçarem” as nádegas de mulheres nos vagões de metrô. Na ocasião, eles estavam com as mãos estendidas para fins de gratificação sexual. O julgamento de Spacey pode produzir algumas testemunhas inesperadas, uma vez que documentos do tribunal deram a entender que testemunhas envolvidas na produção de “House of Cards” podem ser chamadas para depor. Spacey foi retirado da série depois do surgimento das acusações, que levaram integrantes da equipe a fazerem suas próprias denúncias. Ele também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o filme não perder sua data de estreia. O ator já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, com o juiz do caso considerando que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas ainda não tinha sido julgado por uma denúncia de assédio. Até então, ele vinha tendo muita sorte. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, ele teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. Mas neste ano voltou a sofrer denúncias de abuso sexual na justiça britânica. Ele se declarou inocente em julho, na audiência preliminar do julgamento, que vai acontecer só em 2024. Além de Spacey, o diretor Paul Haggis (“Crash – No Limite”) está enfrentando uma acusação de estupro apresentada pela publicitária Haleigh Breest. O caso de Haggis também será julgado em Nova York. Já em Los Angeles, o produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”) e o ator Danny Masterson (“That ’70s Show”) também estão enfrentando acusações criminais.

    Leia mais
  • Filme

    Telefilme do julgamento de Johnny Depp e Amber Heard ganha trailer

    29 de setembro de 2022 /

    A plataforma americana Tubi divulgou o trailer de “Hot Take: The Depp/Heard Trial”, um telefilme baseado no processo travado entre o ex-casal Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) e Amber Heard (“Aquaman”). A prévia mostra a reconstituição do julgamento e algumas invenções de bastidores, interpretadas por atores nada parecidos com os personagens reais. O detalhe mais bizarro da adaptação é que o intérprete de Depp é 20 anos mais novo que o ator, enquanto a intérprete de Heard é 9 anos mais velha que a atriz verdadeira. A distorção faz com que Depp pareça mais jovem que Heard, embora na vida real seja o contrário: ela é 23 anos mais nova que ele. Mark Hapka (“Paixão Perigosa”) vive Depp, Megan Davis (“Famous”) é Heard, Melissa Marty (“Station 19”) interpreta Camille Vasquez (a advogada de Depp) e Mary Carrig (“Worst Birthday Ever”) dá vida à Elaine Bredehoft (advogada de Heard). Escrito por Guy Nicolucci (“Late Night with Conan O’Brien”), “Hot Take: The Depp/Heard Trial” vai mostrar o relacionamento tumultuado do casal, dentro e fora do tribunal, e contará com direção de Sara Lohman (“Off the Grid”). O julgamento real foi concluído em 1º de junho, com o júri considerando Heard culpada por difamar Depp em um editorial do Washington Post em 2018, enquanto o ator foi condenado por difamá-la por meio de seu ex-advogado. Entre o que os dois foram condenados a pagar, Heard ficou devendo cerca de US$ 10 milhões a Depp, mas recorreu da decisão. A estreia vai acontecer na sexta (30/9) de forma gratuita na Tubi, plataforma da rede americana Fox.

    Leia mais
  • Etc

    Ator de “Riverdale” é condenado à prisão perpétua por matar a própria mãe

    22 de setembro de 2022 /

    O ator Ryan Grantham, de 24 anos, conhecido por ter participado da série “Riverdale”, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da própria mãe. A pena foi anunciada nesta quinta (22/9|) no Supremo Tribunal da Columbia Britânica, em Vancouver, no Canadá. Segundo o jornal New York Post, Ryan não terá a possibilidade de requisitar redução de pena e liberdade condicional nos primeiros 14 anos de condenação. No Canadá, o assassinato em segundo grau tem como sentença a prisão perpétua automática, mas a audiência aconteceu para definir o tempo de espera para a solicitação de liberdade condicional. O caso foi definido como trágico e comovente pela juíza Kathleen Ker. Durante a acusação, os promotores apresentaram relatórios psiquiátricos que diziam que ele matou a mãe para poupá-la de ver a violência que ele pretendia cometer contra Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá. Grantham atirou na nuca de sua mãe, Barbara Waite, de 64 anos, enquanto ela tocava piano em 31 de março de 2020. O tribunal ouviu como Grantham havia ensaiado o assassinato e até gravou vídeos que foram exibidos no julgamento, incluindo um registro de quatro minutos capturado nas horas após a tragédia, em que ele confessa o assassinato e mostra o cadáver de sua mãe. No dia seguinte ao crime, o ator carregou seu carro com três armas, munição, 12 coquetéis Molotov, suprimentos de acampamento e um mapa com instruções para chegar em Rideau Cottage, em Ottawa, onde pretendia cometer seu planejado atentado contra a vida de Justin Trudeau. Porém, na mesma noite ele se entregou à polícia e confessou o que havia feito. Em “Riverdale”, o ator também foi responsável pela morte de um parente importante. Ele viveu o adolescente que mata o pai do protagonista, Archie Andrews, em um acidente de carro. Na trama, o pai do menino tenta levar a culpa para assumir as consequências do crime – que foi inserido na trama devido à morte do intérprete de Fred Andrews, o ator Luke Perry, vítima de um AVC fatal em 2019.

    Leia mais
  • Filme

    Julgamento de Johnny Depp e Amber Heard vai virar telefilme

    15 de setembro de 2022 /

    O infame julgamento de difamação entre o ex-casal Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) e Amber Heard (“Aquaman”) vai virar um telefilme. Intitulada “Hot Take: The Depp/Heard Trial”, a produção está sendo desenvolvida para a plataforma americana Tubi, o streaming da rede Fox. O telefilme terá Mark Hapka (“Paixão Perigosa”) no papel de Depp, Megan Davis (“Famous”) como Heard, Melissa Marty (“Station 19”) interpretando Camille Vasquez (a advogada de Depp), e Mary Carrig (“Worst Birthday Ever”) como Elaine Bredehoft (advogada de Heard). Escrito por Guy Nicolucci (“Late Night with Conan O’Brien”), “Hot Take: The Depp/Heard Trial” vai mostrar o relacionamento tumultuado do casal, dentro e fora do tribunal, e contará com direção de Sara Lohman (“Off the Grid”). O julgamento foi concluído em 1º de junho, com o júri decidindo que Heard havia mesmo difamado Depp em um editorial do Washington Post em 2018, enquanto o ator foi condenado por difamá-la por meio de seu ex-advogado. Entre o que os dois foram condenados a pagar, Heard ficou devendo cerca de US$ 10 milhões a Depp, mas recorreu da decisão. “’Hot Take: The Depp/Heard Trial’ tem ‘Hot Take’ no título por um motivo”, disse Adam Lewinson, diretor de conteúdo da Tubi. “Com nossos parceiros da produtora MarVista, esta produção original foi acelerada para capturar uma visão oportuna de uma história que se tornou parte do zeitgeist cultural, pintando uma imagem única do que milhões assistiram nas manchetes durante o verão.” A produção foi acelerada mesmo, porque “Hot Take: The Depp/Heard Trial” já estreia em 30 de setembro na Tubi.

    Leia mais
  • Etc

    Denúncias de Ellen Barkin contra Johnny Depp chegam à imprensa

    3 de agosto de 2022 /

    Novos detalhes do processo travado entre Johnny Depp e Amber Heard têm vindo à tona diariamente, desde que as 6 mil páginas de documentos compilados para o julgamento foram parar na imprensa dos EUA no começo da semana. A maior novidade desta quarta (3/8) foram transcrições do depoimento da atriz Ellen Barkin (“Animal Kingdom”), que testemunhou contra Depp, falando de seu relacionamento conturbado. Barkin deu um testemunho em vídeo no julgamento, que foi ignorado por grande parte da imprensa na época. Suas declarações sobre o período em que namorou Depp corroboravam as afirmações feitas por Heard. Agora que o julgamento acabou e que Heard foi condenada por difamar Depp ao sugerir ter sobrevivido à violência doméstica – num editorial escrito para o jornal The Washington Post em 2018 – , as declarações de Barkin finalmente ganharam atenção. A atriz participou do filme “Medo e Delírio” (1998) junto com Johnny Depp, na época que mantinham um relacionamento. Ela contou que, na primeira relação sexual que tiveram, o ator lhe deu a droga metaqualona, um sedativo de capacidade hipnótica, da marca Quaalude. De acordo com Barkin, Johnny Depp era “incrivelmente charmoso”, mas cercado por um mundo de violência “como a maior parte dos agressores”. Durante os vários meses em que estiveram juntos, ele “estava bêbado na maior parte do tempo”, ela afirmou. Além disso, disse que o ex-namorado menosprezava as pessoas que achava que eram inferiores a ele e se manifestava sempre de forma agressiva. “Ele é escandaloso, ele é verbalmente abusivo, e essas coisas que você pode ver”, disparou a atriz. Em seu depoimento, Barkin ainda descreveu o ator como “um homem ciumento, controlador, que sempre me questionava ‘Aonde vai? Com quem vai? O que fez ontem à noite?'”. “Uma vez, ele ficou muito irritado porque eu tinha um arranhão nas costas e insistiu em que era porque tive relações sexuais com outra pessoa que não era ele”, disse a atriz. Para concluir, Barkin contou sobre um incidente durante as filmagens de “Medo e Delírio” em Las Vegas, no qual Depp arremessou uma garrafa de vinho em sua direção, do outro lado do quarto do hotel onde estavam hospedados. “Não sei por que jogou a garrafa, embora Depp tenha tido uma discussão com amigos ou com seu assistente”, comentou. A garrafa quase a acertou e foi a gota d’água para que ela terminasse o relacionamento. Vale observar que nenhuma dessas declarações são novidade. Ellen Barkin contou tudo isso durante o processo, e seu depoimento foi transmitido ao vivo pelo canal pago americano Court TV. Entretanto, os detalhes só foram publicados como notícia nesta quarta e apresentados pela imprensa como grandes revelações. O que só demonstra como o julgamento mais midiático do século teve uma péssima cobertura jornalística. Veja abaixo o vídeo com o depoimento da atriz exibido no tribunal.

    Leia mais
  • Etc

    Kevin Spacey se declara inocente de acusações de abuso sexual na Inglaterra

    14 de julho de 2022 /

    O ator americano Kevin Spacey se declarou inocente nesta quinta-feira (14/7) na audiência preliminar do julgamento de abuso sexual que corre contra ele na justiça britânica. Ele é acusado de abusar sexualmente três homens entre 2005 e 2013 em Londres e Gloucestershire, um deles duas vezes, além de se envolver em “atividade sexual com penetração sem consentimento”, segundo denúncia apresentada pela Divisão de Crimes Especiais da Procuradoria da Coroa britânica (CPS, na sigla em inglês). Um homem na faixa dos 40 anos afirmou ter sido agredido sexualmente por Spacey duas vezes em março de 2005. Outro homem, com cerca de 30 anos, disse que o crime contra ele ocorreu em agosto de 2008. Ambas situações teriam ocorrido em Londres. Já a vítima de Gloucestershire, também na casa dos 30 anos, contou que o abuso sexual contra ele foi cometido em abril de 2013. Ele responde ao processo em liberdade, por ter se apresentado voluntariamente na Inglaterra e se prontificado a colaborar com a Justiça. Já o julgamento propriamente dito só vai começar em junho do ano que vem, com duração estimada entre três e quatro semanas. Apesar de sua declaração de inocência, com as queixas atuais passam de 20 as denúncias de homens que acusam Spacey de assédio, abuso e agressão sexual no período entre 1995 e 2013. Durante este tempo, muitos dos acusadores eram menores de idade, como o primeiro denunciante, o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”), que, ao acusar publicamente Spacey, deu início a uma mudança vertiginosa na carreira do vencedor de dois Oscars (por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”). Após as primeiras denúncias, o ator de 62 anos foi sumariamente demitido da série “House of Cards”, com integrantes da produção se juntando às acusações de assédio, e teve um filme pronto como protagonista arquivado pela Netflix. A plataforma preferiu perder o dinheiro a lançar outra obra estrelada por ele. Além disso, o diretor Ridley Scott fez questão de refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo” para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Mas Spacey também teve muita sorte. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, ele teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. As novas denúncias devem manter estes filmes inéditos, ou ao menos guardados por um bom tempo.

    Leia mais
  • Etc

    Moção de Amber Heard para anular julgamento favorável a Johnny Depp é recusada

    13 de julho de 2022 /

    A juíza Penney Azcarate negou nesta quarta-feira (13/7) a moção de Amber Heard para anular o julgamento do processo de difamação de seu ex-marido, não encontrando motivos para anular o veredicto do júri em favor de Johnny Depp. Heard pediu ao tribunal para anular o veredicto e ordenar um novo julgamento após descobrir que um dos sete jurados não recebeu uma intimação. A equipe de Heard afirmou que a intimação do júri foi enviada a uma pessoa da mesma família que é 25 anos mais velha que o jurado que compareceu ao tribunal. Mas em sua decisão na quarta-feira, Azcarate rejeitou esse argumento, alegando que a equipe de Heard deveria ter levantado a objeção mais cedo e que não há evidências de fraude e nenhuma evidência de que o erro tenha influenciado o julgamento. “O réu não alega que a inclusão do jurado Quinze no júri a prejudicou de forma alguma”, escreveu o juiz. “O jurado foi examinado, participou de todo o processo, deliberou e chegou a um veredicto. A única evidência perante este Tribunal é que este jurado e todos os jurados seguiram seus juramentos, as instruções e ordens do Tribunal. Este tribunal está vinculado à decisão competente do júri.” O júri considerou que Heard difamou Depp ao aludir a alegações de violência doméstica contra ele em um editorial de dezembro de 2018. Eles condenaram a atriz a pagar US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 5 milhões em danos punitivos em favor Depp, mas o segundo montante foi reduzido para US$ 350 mil sob o limite legal permitido no estado da Virgínia. O júri também considerou Depp responsável por uma declaração difamatória sobre Heard, por meio de seu advogado, e concedeu a ela US$ 2 milhões. Assim, a atriz deve US$ 8,35 milhões para o ex-marido. Após ter a moção recusada, Heard deve apresentar um recurso formal, assim que o julgamento se tornar definitivo. O detalhe é que a juíza condicionou o recurso ao pagamento total dos US$ 8,35 milhões devidos como fiança, e a atriz afirma não ter esse dinheiro.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie