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  • Filme

    “Tropa de Elite 2” entra em lista das 100 melhores continuações do cinema

    10 de agosto de 2026 /

    Filme de José Padilha com Wagner Moura aparece em 66º lugar no ranking liderado por “Magic Mike XXL”

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  • Filme

    Eduardo Sterblitch será PC Farias em novo filme sobre a era Collor

    23 de maio de 2026 /

    A produção volta a reunir a equipe criativa de "Tropa de Elite" para filmar os bastidores da ascensão e queda do ex-presidente da República

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  • Filme

    Wagner Moura celebra prêmio em Cannes por telefone: “Não poderia estar mais feliz”

    24 de maio de 2025 /

    Ator não compareceu à cerimônia por conflitos de agenda, mas se manifestou à distância sobre a vitória por “O Agente Secreto”

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  • Filme

    Festival de Berlim começa com 13 filmes brasileiros

    13 de fevereiro de 2025 /

    A 75ª edição do evento tem início nesta quinta (13/2) com homenagem à Tilda Swinton

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  • Série

    José Padilha faz acordo e encerra processo por lucros de “Narcos”

    23 de novembro de 2022 /

    O diretor brasileiro José Padilha entrou em acordo e encerrou o processo que movia contra o produtor Eric Newman, sob a alegação de ter sido passado para trás na divisão dos lucros da série “Narcos”, da Netflix. Segundo informações do The Hollywood Reporter, o caso foi resolvido fora dos tribunais e não irá mais à julgamento em dezembro, como estava sendo previsto. No entanto, os detalhes do acordo são confidenciais e não deverão vir à publico. No processo aberto em agosto na Corte Superior de Los Angeles, Padilha alegava que o produtor estava ocultando milhões de dólares gerados pela série que ele desenvolveu para a Netflix. O acordo de Padilha lhe daria direito a metade de toda a receita gerada pela atração, incluindo bônus oferecidos pela empresa Gaumont Television. “Apesar de ter voluntariamente aceitado a confiança depositada nele pelos Autores, e em violação desta relação de confiança, Newman (tanto individualmente quanto em nome da sua produtora Spahn Ranch) fez com que os lucros de ‘Narcos’ fossem pagos única e diretamente aos Réus, sem fazer com que os Autores soubessem que essas receitas de ‘Narcos’ foram recebidas pelos réus”, afirma a queixa apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Em outras palavras, o produtor recebeu sozinho toda a renda de “Narcos” e não avisou para Padilha que havia recebido dinheiro a mais (sendo que metade desse dinheiro seria do brasileiro), apesar do contrato entre eles prever que “cada parte recebesse uma quantidade igual de Receitas Brutas em todos os momentos”. Padilha não foi a única pessoa que entrou com processo pelos lucros de “Narcos”. A executiva Katie O’Connell Marsh processou a Gaumont em 2018 por quebra de contrato, afirmando que também não recebeu a sua parte das receitas brutas geradas por “Narcos”, e ainda das séries “Hannibal”, “Hemlock Grove” e “F Is for Family”. “Narcos” foi exibida por três temporadas no streaming da Netflix, centrada no traficante colombiano Pablo Escobar, interpretado pelo ator Wagner Moura. Após este período, a série ganhou um derivado, “Narcos: México”, que durou mais três temporadas.

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  • Filme

    José Padilha critica uso ilegal de “Tropa de Elite 2” e diz que filme denuncia Bolsonaro

    23 de outubro de 2022 /

    O cineasta José Padilha se revoltou contra o uso de “Tropa de Elite 2” pela campanha de Jair Bolsonaro. Em um vídeo publicado no Instagram, o diretor ressalta que o filme condena os crimes das milícias e políticos como Bolsonaro. “A campanha de Bolsonaro tem usado o filme ‘Tropa de Elite 2’ sistematicamente. Eles retiram do filme uma narração sobre o sistema e sobrepõem com imagens do Lula em sua campanha”, começou ele. Além do uso ser ilegal, já que ele e nem o produtor Marcos Prado autorizaram a campanha de Bolsonaro a utilizar qualquer parte do longa-metragem, invertem o sentido das frases, que são contra o que Bolsonaro representa. “Fazem isso de forma ilegal, posto que eu não autorizei e nem o Marcos Prado autorizou tal uso. Quero lembrar ao público que o ‘Tropa de Elite 2’ é um filme sobre milícias. Sobre político eleitos com o apoio de policiais corruptos e violentos que controlam comunidades no Rio de Janeiro de forma fascista”, disse. Em seguida, Padilha destacou que a trama do filme faz referência à trajetória política de Bolsonaro e não de Lula. “Se o filme ‘Tropa de Elite 2’ e o sistema ao qual me refiro no filme se aplicam a algum político nessa eleição presidencial, evidentemente esse político é o Bolsonaro, e não o Lula”. No vídeo, divulgado pela campanha de Bolsonaro no fim do mês passado, a fala de Wagner Moura, que interpreta o capitão Nascimento, serve como narração para cenas do encontro de Lula com Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Cristovam Buarque (Cidadania), Guilherme Boulos (PSOL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marcelo Freixo (@marcelofreixo)

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  • Etc

    José Padilha processa produtor de “Narcos” por desviar milhões de dólares

    30 de agosto de 2022 /

    O cineasta brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”) está processando o produtor e showrunner da série “Narcos”, Eric Newman. No processo aberto na sexta (26/8) na Corte Superior de Los Angeles, Padilha alega que o produtor está ocultando milhões de dólares gerados pela série que ele desenvolveu para a Netflix. O acordo de Padilha lhe dá direito a metade de toda a receita gerada pela atração, incluindo o dinheiro de auditorias e bônus dado pela empresa Gaumont Television. “Apesar de ter voluntariamente aceitado a confiança depositada nele pelos Autores, e em violação desta relação de confiança, Newman (tanto individualmente quanto em nome da sua produtora Spahn Ranch) fez com que os lucros de ‘Narcos’ fossem pagos única e diretamente aos Réus, sem fazer com que os Autores soubessem que essas receitas de ‘Narcos’ foram recebidas pelos réus”, afirma a queixa apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Em outras palavras, o produtor recebeu sozinho toda a renda de “Narcos” e não avisou para Padilha que havia recebido mais dinheiro (sendo que metade desse dinheiro seria de Padilha). Entretanto, o contrato dos dois prevê que “cada parte receba uma quantidade igual de Receitas Brutas em todos os momentos”. O argumento apresentado por Padilha é de que o contrato foi escrito de tal maneira que o valor pago a Newman pela Gaumont não é totalmente transparente. Segundo ele, Newman recebeu vários milhões em receitas que não foram relatadas. “Dado que eles eram sócios, os Autores confiaram que os Réus eram leais, e não negociavam em favor de si próprios, não tomavam qualquer ação que interferisse no direito dos Autores de receber sua parte de toda e qualquer receita, renda e produto da exploração da série, e prestariam as contas oportunas, precisas e completas de todas as receitas geradas e despesas incorridas na exploração da série”, afirma o processo. Padilha não é a única pessoa que entrou com processo pelos lucros de “Narcos”. A executiva Katie O’Connell Marsh processou a Gaumont em 2018 por quebra de contrato, afirmando que não recebeu a sua parte das receitas brutas geradas pelas séries “Narcos”, “Hannibal”, “Hemlock Grove” e “F Is for Family”. Um julgamento deve começar em dezembro. Lançada em 2015, “Narcos” teve um total de três temporadas e também rendeu um derivado, “Narcos: Mexico”.

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  • Série

    José Padilha se arrepende de retratar Sergio Moro como herói em “O Mecanismo”

    27 de maio de 2022 /

    O cineasta José Padilha, que acertou o tom nos dois filmes de “Tropa de Elite”, assume ter errado feio na narrativa da série “O Mecanismo”, que retratou o ex-juiz Sergio Moro como herói. Na série, o juiz da Lava-Jato foi representado pelo personagem juiz Paulo Rigo, interpretado por Otto Jr. O desabafo veio à tona durante uma entrevista à revista Veja. “Ele não iria trabalhar para um presidente sem pesquisar um pouco sobre a vida dele. Em suma, eu fui naïve. Fui ingênuo. Mas não só eu, um monte de gente caiu na mesma ilusão”, disse Padilha sobre Moro e Jair Bolsonaro. “O cara se associou aos milicianos, aos mafiosos, é inacreditável essa trajetória. Realmente, eu fui um idiota de ter acreditado em Sergio Moro”, acrescentou Padilha. O diretor confirmou ter até se afastado de Wagner Moura por causa de discordâncias políticas, e mandou um recado para o ator: “Os dois estavam errados, na minha opinião. Mas é uma burrice você criar picuinha e estresse com um amigo por divergências em torno de política. Eu dou meu braço a torcer, e digo aqui: Wagner, você tinha toda a razão sobre a Lava-Jato. Sem problema nenhum”. Hoje, ele diz que faria a série “O Mecanismo” sem heróis. “Ia ter só bandido dos dois lados. Um roubando os cofres públicos, o outro deturpando as leis processuais para atingir objetivos – que depois viraram objetivos políticos, sim. Ficou bem claro que teve uma perseguição”, destacou. “Não estou dizendo que Lula não sabia da corrupção. Evidente que sabia. Mas ficou óbvio que houve uma exacerbação dos casos contra Lula para tirá-lo da eleição. Se refizesse O Mecanismo, não é que o PT seria melhor, é que seria tudo ruim. O PT, o Ministério Público, o Sérgio Moro. Estava tudo errado ali”, aponta o cineasta. E embora afirme não ter mudado de opinião sobre o Partido dos Trabalhadores, se o segundo turno da eleição presidencial for entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), votará no petista com a consciência tranquila. “Voto nele sem pestanejar. Pois não adianta viver no mundo ideal, abstrato, descolado do que ocorre. A escolha está dada para o brasileiro”, acrescentou, antes de comentar a alternativa. “Bolsonaro é um sujeito que traz em si todas as características do miliciano do ‘Tropa de Elite 2’. O final do ‘Tropa 2’, que mostra os milicianos chegando à política, foi profético de uma maneira que eu gostaria que não tivesse sido”, completou.

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  • Série

    José Padilha vai dirigir série sobre os bastidores de “Último Tango em Paris”

    29 de novembro de 2021 /

    José Padilha vai se envolver em nova polêmica. Ele vai dirigir uma série sobre os bastidores de “Último Tango em Paris”, clássico de 1972 do diretor Bernardo Bertolucci. A atração vai cobrir 18 meses entre 1971 e 1972, desde que Bertolucci viajou a Los Angeles (EUA) para convencer o então falido e decadente Marlon Brando a estrelar seu filme erótico, até as cenas controversas filmadas na capital da França, incluindo a iniciativa do ator, com a benção do diretor, de usar manteiga e surpreender sua parceira no filme, Maria Schneider, com uma cena convincente de estupro anal que não estava no roteiro. A cena acabou se tornando a mais comentada do filme, mas também foi um dos momentos mais famosos de abuso físico, mental e moral cometidos contra uma atriz na história do cinema. Schneider não tinha concordado previamente com a encenação e tanto sua surpresa quanto sua reação ao ato de Brando, eternizados no filme, foram extremamente reais. O sucesso inesperado do longa, que continua a ser terceiro filme estrangeiro de maior bilheteria nos EUA (US$ 186 milhões), rendeu indicações ao Oscar e lucros fabulosos a Bertolucci e Brando, mas Schneider recebeu apenas US$ 4 mil pelo filme e acabou estigmatizada pelo papel, passando as décadas seguintes lutando contra o vício em narcóticos e problemas de saúde mental. Em comunicado, Padilha frisou que o objetivo é dar voz a Schneider, que não pôde protestar na época. “’Último Tango em Paris’ conta a história de dois homens abusando de uma jovem inexperiente, não por sexo, mas por uma questão de arte. Eles fizeram isso diante das câmeras, e a cena resultante transformou-se em um grande filme, aclamado pela crítica e pelo público. O diretor e os atores se deleitaram com o sucesso, enquanto a dor de Maria foi negligenciada. Estou emocionado por explorar uma história sobre a ética da arte, um assunto importante, mas muitas vezes negligenciado, em parceria com a diretora Lisa Brühlmann”, explicou, citando a diretora da série “Killing Eve” que trabalhará a seu lado no comando dos episódios. Escrito por Jeremy Miller e Daniel Cohn (roteiristas-produtores da série “Boston Public”), a produção está sendo produzida pelo CBS Studios e ainda não tem previsão de estreia. Vale observar que o CBS Studios já está desenvolvendo uma produção semelhante com “The Offer”, que conta os bastidores de outro filme de Brando de 1972, “O Poderoso Chefão”, para a plataforma Paramount+.

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  • Série

    José Padilha vai dirigir nova série criminal da Netflix

    16 de setembro de 2021 /

    A Netflix encomendou uma nova série criminal de José Padilha. Produtor de “Narcos e “O Mecanismo”, ele vai dirigir os primeiros episódios de “Jigsaw”, série sobre um grande assalto. Criada pela estreante Erica Garcia e com produção do veterano cineasta Ridley Scott (“Perdido em Marte”), a produção vai girar em torno do maior assalto já tentado, mostrando os planos, as tramoias, traições e vinganças que cercam o feito, ao longo de 25 anos. A trama é inspirada pela história real do desaparecimento de US$ 70 milhões desapareceram no centro de Manhattan durante o furacão Sandy em 2012. O elenco internacional é encabeçado por Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”), Paz Vega (“Rambo: Até o Fim”), Rufus Sewell (“O Homem do Castelo Alto”), Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Peter Mark Kendall (“The Americans”), Rosaline Elbay (“Ramy”), Jai Courtney (“O Esquadrão Suicida”) e Niousha Noor (“Here and Now”). Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Filme

    José Padilha vai dirigir thriller de ação na Netflix

    30 de abril de 2021 /

    O diretor José Padilha está volta a Netflix, onde lançou as séries “Narcos” e “O Mecanismo”, para comandar um novo thriller, passado no mundo das lutas de faca. Intitulado “Sharp” (Afiado, em inglês), o filme acompanha um grupo de seis assassinos especializados em armas brancas que, depois de um trabalho dar errado, é forçado a unir forças para descobrir quem os traiu. Padilha concebeu o projeto com a atriz Nicolette Noble, criadora da série “Pretty Gritty”. Ele também assina a produção e vai dirigir o longa. Em comunicado, Padilha e Noble disseram que “leram pelo menos 20 livros sobre lâminas, de diferentes épocas e culturas, antes de escrever ‘Sharp’. Tudo se resume a isso: os tiroteios costumam ser anônimos; você pode atirar em alguém de longe. Mas as lutas de faca são sempre íntimas, próximas e pessoais. Estamos felizes que a Netflix tenha entrado fundo, sem trocadilhos”. A ideia do diretor e do coprodutor Greg Silverman é criar uma franquia, com o lançamento de sequências futuras. Vale lembrar que a “cultura das facas” já rendeu um thriller celebrado com diretor brasileiro: “A Grande Arte”, adaptação do romance homônimo de Rubem Fonseca comandada por Walter Salles em 1991.

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  • Filme

    Série sobre Marielle Franco tem novas roteiristas

    29 de outubro de 2020 /

    A série de ficção sobre Marielle Franco tem novas escritoras. Duas semanas após quatro roteiristas demitirem-se do projeto, por divergências com orientações da narrativa, a produção da Globoplay definiu Mariana Jaspe e Maria Camargo como responsáveis por desenvolver a história. Como o roteiro de nenhum capítulo tinha sido finalizado, elas vão começar do zero, seguindo as orientações da roteirista Antônia Pellegrino e do diretor José Padilha, idealizadores do projeto. Mariana Jaspe e Maria Camargo já desenvolveram trabalhos anteriores na Globo. Juntas, acabam de escrever um épico escravagista baseado no livro “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, que vai virar série em 2021 na emissora. Mais experiente, Maria Camargo criou as séries “Assédio” (2018) e “Dois Irmãos” (2017), colaborou nas novelas “Lado a Lado” (2012) e “Babilônia” (2015) e ainda assinou o roteiro do filme “Nise: O Coração da Loucura” (2015) e do documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” (2019). Em comunicado, a Globo afirmou que “a chegada das duas à equipe é resultado da recomposição da sala de roteiro e de um processo de escuta que garantiu a representatividade da mulher negra também no grupo de liderança criativa do projeto”. “Marielle foi protagonista de sua própria história e será também a protagonista desta série. É por isso que me junto a este projeto: para contar a história de Marielle – pessoa e personagem – com a dignidade e a força que ela exige e merece”, diz Mariana. “Vamos somar forças e mergulhar juntas em busca da melhor forma de contar a história de Marielle, com o cuidado, a responsabilidade e a delicadeza que sua trajetória merece”, complementa Maria. Além dos produtores executivos Antonia Pellegrino e José Padilha, a série também terá Jeferson De (“Bróder”) entre os diretores. Desde que foi anunciada, a produção enfrenta questionamentos de representatividade. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social e contra as ações de extermínio da política em comunidades negras. O que a fez ser assassinada por milicianos. Além de ser concebida por dois brancos, a produção enfrentou muitas críticas pelo envolvimento de José Padilha, responsável pelo filme “Tropa de Elite” (2007), visto como apologia à truculência policial, e a série “O Mecanismo” (2018), que glorificou a operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. Por outro lado, Antonia Pellegrino é mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle, além de amigo pessoal da ex-vereadora. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011).

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  • Série

    Roteiristas se demitem da série de José Padilha sobre Marielle Franco

    24 de outubro de 2020 /

    Quatro roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco (1979-2018) pediram demissão por divergências sobre a condução do projeto, idealizado por Antônia Pellegrino (“Bruna Surfistinha”) e dirigido por José Padilha (“Tropa de Elite”). A notícia foi publicada na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo. A equipe de apoio do projeto é formada por duas pesquisadoras, quatro roteiristas e um diretor, todos negros. Dos sete, deixaram o trabalho os quatro roteiristas. A composição desta equipe teria sido resultado de questionamentos nas redes sociais, porque os três principais envolvidos na série, a criadora do projeto, Antonia Pellegrino, o diretor Padilha e o autor indicado pela Globo para supervisionar os trabalhos, George Moura, são brancos. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social. As divergências dos roteiristas seriam sobre os caminhos narrativos escolhidos para a produção, que ainda está em fase inicial e não tem nenhum capítulo completamente escrito. Mas a crise também acrescenta mais questionamento à produção, incluindo a prática do “tokenismo”, ou seja, uma ação apenas simbólica (no caso, a contratação de roteiristas negros) destinada a responder à crítica de falta de diversidade racial e inclusão na produção. Além da questão racial, houve muitas críticas ao envolvimento de Padilha no projeto, especialmente após a realização da série “O Mecanismo” (2018), que glorificou a operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. Por outro lado, Antonia Pellegrino é mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle, além de amigo pessoal da ex-vereadora. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011). A série será lançada na plataforma Globoplay, que teria atravessado a Amazon na negociação do projeto.

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