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Divulgação/GNT/Victor Pollak

Filme|23 de maio de 2026

Eduardo Sterblitch será PC Farias em novo filme sobre a era Collor

A produção volta a reunir a equipe criativa de "Tropa de Elite" para filmar os bastidores da ascensão e queda do ex-presidente da República

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Política e crime real
2 Equipe trabalhou em “Tropa de Elite”
3 O operador do esquema Collor
4 Morte suspeita e queima de arquivo
5 Memórias póstumas

Política e crime real

O ator Eduardo Sterblitch foi escalado para interpretar o empresário PC Farias em um novo projeto cinematográfico sobre o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor. O longa-metragem vai reconstruir a trajetória de uma das figuras mais controversas do cenário nacional, que se tornou o personagem central nos bastidores da ascensão e da queda do ex-presidente da República no início dos anos 1990.

Equipe trabalhou em “Tropa de Elite”

A produção do projeto está sob a responsabilidade da equipe de “Tropa de Elite”, que inclui os diretores Felipe Prado e João Prado, além dos experientes produtores José Padilha e Marcos Prado. O roteiro foi desenvolvido por Braulio Mantovani e Fernando Garrido (“Emergência Radioativa”), que é o único sem ligação com o clássico dirigido por Padilha em 2007.

O argumento central do filme é baseado nas páginas de “Notícias do Planalto”, aclamado livro-reportagem escrito pelo jornalista Mario Sergio Conti, que destrincha as relações promíscuas entre a grande mídia e o poder político durante a era Collor. O cronograma oficial de desenvolvimento da equipe técnica projeta o início dos trabalhos de filmagem nos sets de gravação para o primeiro semestre de 2027.

O operador do esquema Collor

Paulo César Farias, popularmente conhecido como PC Farias, ganhou projeção nacional ao atuar como o principal articulador financeiro da campanha de Fernando Collor de Mello à presidência em 1989. Após a vitória eleitoral, mesmo sem ocupar nenhum cargo oficial na estrutura do Estado, o empresário alagoano transformou-se no arquiteto de um complexo esquema de corrupção, tráfico de influência e desvio de verbas públicas que operava nos bastidores da Esplanada dos Ministérios.

O esquema ruiu em 1992, após as denúncias feitas por Pedro Collor, irmão do então presidente, que detalhou a existência do chamado “esquema PC”. As investigações apontaram que Farias cobrava porcentagens milionárias de empresários em troca de contratos com o governo federal e facilidades em licitações. A revelação do esquema desencadeou uma onda de protestos populares, culminando na abertura do processo de impeachment e na consequente renúncia de Fernando Collor em dezembro daquele ano.

PC Farias chegou a fugir do país, foi capturado na Tailândia em 1993 e cumpriu pena em regime fechado antes de obter a liberdade condicional.

Morte suspeita e queima de arquivo

A estrutura narrativa do filme adota uma proposta estética ousada. O roteiro foi construído para narrar a trajetória do empresário em primeira pessoa, iniciando a projeção justamente a partir da emblemática cena de seu assassinato, ocorrido em 23 de junho de 1996. Na ocasião, o empresário e sua namorada, Suzana Marcolino, foram encontrados mortos a tiros em uma casa de praia em Guaxuma, Maceió.

A investigação do crime tornou-se um dos episódios mais controversos da história policial brasileira. Inicialmente, as autoridades locais defenderam a tese de crime passional, sugerindo que Suzana teria assassinado PC por ciúmes e, na sequência, cometido suicídio. No entanto, perícias independentes posteriores contestaram veementemente os laudos oficiais, apontando uma série de contradições técnicas e indícios de que o local do crime havia sido severamente adulterado.

A forte suspeita de que o casal foi executado como “queima de arquivo” — para evitar que o ex-tesoureiro revelasse novos segredos sobre a elite política nacional — transformou o desfecho em um mistério que perdura no imaginário do país.

Memórias póstumas

É a partir desse evento trágico que o personagem passa a revisitar os episódios mais marcantes de sua vida pública e privada com um tom carregado de ironia e sarcasmo, em uma clara inspiração estética no clássico literário “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, escrito por Machado de Assis.

“A primeira coisa que eu achei interessante lendo o roteiro foi essa referência de reviver a sua vida a partir da sua morte. É muito diferente. Normalmente, se eu fosse pensar num filme biográfico pós-morte, eu ia começar com a vida do biografado. E a gente não: a partir da morte, vamos contar a vida dele”, detalhou Eduardo Sterblitch em nota oficial encaminhada à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

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