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  • TV

    José Dumont diz que pornografia infantil era “trabalho”

    16 de setembro de 2022 /

    A polícia encontrou cerca de 240 arquivos de pornografia infantil, entre fotos e vídeos, em um computador e no celular de José Dumont, ao cumprir um mandato de busca e apreensão na casa do ator de 72 anos na quinta-feira (15/9). Alguns dos arquivos mostram cenas de sexo entre crianças de 8 a 11 anos, e há fotos também de bebês. Confrontado com as imagens, Dumont confirmou, em depoimento prestado à polícia e revelado pelo jornal O Globo, que elas eram de sua propriedade, mas faziam parte de um “estudo para a futura realização de um trabalho acerca do tema, sem tabus ou filtros”. O ator disse ainda que conseguiu as imagens na internet e negou ter fotografado, filmado, produzido ou editado imagens de crianças e adolescentes em contexto pornográfico. José Dumont afirmou aos policiais que não participa de grupos virtuais para trocas dessas imagens. O ator disse ainda que jamais comprou ou vendeu material com pornografia infantil e reafirmou, ao fim do depoimento, que apenas armazenava as imagens para “consultas e estudos”. Na tarde desta sexta-feira (16/9), o juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese decidiu mantê-lo preso preventivamente após o flagrante, sem possibilidade de fiança. Sua prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), motivada por uma denúncia. Dumont era investigado por ter supostamente abusado de um fã de 12 anos. De acordo com a polícia, ele teria se aproveitado do prestígio e reconhecimento como ator para atrair a atenção do adolescente. A denúncia partiu de vizinhos. Segundo a investigação, câmeras de segurança do condomínio onde ele mora flagraram o ator cometendo abusos contra o adolescente, como beijos e carícias. As imagens serviram de base para a abertura da investigação policial e, ao cumprir um mandado de busca e apreensão, a polícia encontrou imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças na residência e no celular do ator, motivando a prisão em flagrante. Detido, o artista foi levado para a sede da DCAV, no Centro do Rio, e em seguida transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. A investigação corre sob sigilo. Com mais de 40 de carreira, José Dumont estava escalado para a novela “Todas as Flores”, no Globoplay, plataforma de streaming da TV Globo, que tem estreia prevista para outubro. Em nota, a Globo afirmou que o ator foi retirado da trama criada e escrita por João Emanuel Carneiro. Mas não informou se ele chegou a gravar participação – a produção começou em julho – , nem como sua saída afetará a produção ou mesmo quem o substituirá. “O ator José Dumont estava contratado como obra certa especificamente para a novela “Todas as Flores”, a ser exibida no Globoplay. Diante dos fatos noticiados, a Globo tomou a decisão de retirá-lo da novela. A suspeição de pedofilia é grave. Nenhum comportamento abusivo e criminoso é tolerado pela empresa, ainda que ocorra na vida pessoal dos contratados e de terceiros que com ela tenham qualquer relação”, diz o comunicado oficial. Ele também teve uma homenagem e uma mostra de seus filmes cancelada pelo festival Cinefantasy, dedicado ao cinema fantástico, em São Paulo. O último trabalho do ator na TV tinha sido o Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021). Ele é visto em produções da Globo desde que teve o papel principal no telefilme “Morte e Vida Severina”, de 1981, e também participou da versão original de “Pantanal” na TV Manchete. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont também colecionou 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha).

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  • Etc

    Festival cancela homenagem e mostra de filmes de José Dumont

    15 de setembro de 2022 /

    O festival Cinefantasy, dedicado ao cinema fantástico, anunciou nesta quinta (15/9) o cancelamento da homenagem e da mostra de filmes dedicada ao ator José Dumont, que faria parte de sua 14ª edição em São Paulo. A programação foi aberta na terça (13/9), mas a chamada “Mostra Homenageado” só começaria na segunda-feira (19/9), com exibição de quatro filmes de Dumont no Cineclube Oswald de Andrade. Em nota, a organização do evento justificou que o cancelamento aconteceu “devido a acontecimentos recentes envolvendo o ator”, que foi preso em flagrante nesta quinta após a polícia encontrar pornografia infantil em sua casa, ao cumprir mandato de busca e apreensão numa investigação de pedofilia. “Lamentamos e registramos que a organização do festival não tem controle sobre a vida pessoal dos homenageados”, segue a nota, explicando que Dumont seria homenageado “pela sua bela carreira profissional”. O cancelamento não prejudica a programação do festival, que exibindo 115 filmes – 14 longas metragens e 92 curtas-metragens nas mostras competitivas, com sessões inéditas sendo exibidas no Reserva Cultural e Cine Satyros Bijou até o próximo domingo (18/9). Além de perder a homenagem, José Dumont também foi demitido da novela “Todas as Flores”, que ele gravava para a plataforma Globoplay. A prisão do ator fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, motivada por uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante.

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  • TV

    Globo demite José Dumont após prisão em flagrante

    15 de setembro de 2022 /

    A Globo demitiu o ator José Dumont, que foi preso em flagrante nesta quinta (15/9) por armazenar pornografia infantil. Em comunicado enviado à imprensa, o Departamento de Comunicação da Globo afirmou que “Dumont estava contratado como obra certa especificamente para a novela ‘Todas as Flores’, a ser exibida no Globoplay. Diante dos fatos noticiados, a Globo tomou a decisão de retirá-lo da novela”. O texto ainda ressaltou que “a suspeição de pedofilia é grave” e “nenhum comportamento abusivo e criminoso é tolerado pela empresa, ainda que ocorra na vida pessoal dos contratados e de terceiros que com ela tenham qualquer relação.” O comunicado não informa como a empresa vai lidar com a presença de Dumont nos episódios já gravados da novela, que começou a ser produzida em julho e tem estreia prevista para 17 de outubro na plataforma Globoplay. De acordo com a sinopse da trama de João Emanuel Carneiro, o personagem do ator, chamado de Galo, era um dos vilões da trama. Ele explorava crianças que pedem esmola nas ruas em troca de uma vaga para dormir em um ônibus abandonado onde ele mora. Galo também atua como receptador do esquema de Zoé (Regina Casé), aliciando miseráveis na rua para enviar para uma fazenda de reprodução humana. O último trabalho do ator na TV tinha sido o Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021). Ele é visto em produções da Globo desde que teve o papel principal no telefilme “Morte e Vida Severina”, de 1981, e também participou da versão original de “Pantanal” na TV Manchete. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont também colecionou 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha). Sua prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, motivada por uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante.

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  • TV

    Preso por pedofilia, José Dumont seria explorador de menores em nova novela

    15 de setembro de 2022 /

    Preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quinta (15/9) com conteúdos de pornografia infanto-juvenil, o ator José Dumont viveria um explorador de menores em “Todas as Flores”, novela original da Globoplay, que começou a ser gravada em julho e tem estreia prevista para 17 de outubro. De acordo com a sinopse da trama, seu personagem, chamado de Galo, explora crianças que pedem esmola nas ruas em troca de uma vaga para dormir em um ônibus abandonado onde ele mora. Galo também atua como receptador do esquema de Zoé (Regina Casé), aliciando miseráveis na rua para enviar para uma fazenda de reprodução humana. Procurada pela imprensa, a Globoplay ainda não respondeu o que acontecerá com o futuro do personagem na trama de João Emanuel Carneiro. O último trabalho do ator na TV tinha sido o Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021). Ele é visto em produções da Globo desde que teve o papel principal no telefilme “Morte e Vida Severina”, de 1981, e também participou da versão original de “Pantanal” na TV Manchete. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont também colecionou 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha). Sua prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, motivada por uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante.

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  • Etc

    José Dumont é preso em flagrante durante investigação de pedofilia

    15 de setembro de 2022 /

    O veterano ator José Dumont foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quinta (15/9) com vídeos de pornografia infanto-juvenil. Com vasta participação em novelas da Globo, o intérprete do Coronel Eudoro em “Nos Tempos do Imperador” (2021) é investigado por estupro de vulnerável e pedofilia. A prisão fez parte de uma ação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, após uma denúncia. O artista de 72 anos é investigado por ter supostamente mantido um relacionamento com um fã de 12 anos, ao qual teria oferecido ajuda financeira. A partir desse envolvimento, ele teria iniciado uma troca de beijos e carícias íntimas com o adolescente. Essa aproximação teria sido registrada por câmeras de segurança, que serviram de base para a abertura da investigação policial. Por conta disso, os oficiais realizaram um mandado de busca e apreensão na casa de Dumont, cumprido nesta quinta, onde foram encontrados imagens e vídeos de sexo envolvendo crianças, motivando a prisão em flagrante. Com uma longa carreira nas telas que vem desde o filme “Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia”, de 1977, Dumont tem 21 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três Candangos de Melhor Ator em Longa-Metragem no Festival de Brasília, dois Kikitos de Melhor Ator e um de Coadjuvante no Festival de Gramado, além de prêmios equivalentes nos festivais do Rio, Recife (Cine-PE), Miami (EUA), Havana (Cuba) e Huelva (Espanha).

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  • Série

    Segunda Chamada: Moacyr Franco troca Programa Raul Gil pela série da Globo

    18 de dezembro de 2019 /

    O ator e cantor Moacyr Franco deixou o júri do quadro musical Shadow Brasil, do “Programa Raul Gil”, no SBT, para integrar o elenco da 2ª temporada de “Segunda Chamada” na Globo. “O Raul eu parei, daqui até junho é só o seriado”, confirmou Moacyr ao site Na Telinha. Ele já vinha deixando o cabelo crescer nos últimos meses para o personagem da série da Globo. Apesar de ter passado a maior parte da carreira comandando programas de variedades e humor, Moacyr se reencontrou como ator nos últimos anos, inclusive vencendo um prêmio no Festival de Paulínia por seu desempenho no filme “O Palhaço” (2011), de Selton Mello. Antes de ir para o “Programa Raul Gil”, ele já tinha feito a série “Ilha de Ferro”, na Globoplay. Como não assinou contrato fixo no SBT, pôde trocar rapidamente de trabalho. Ele estava desde o início do ano no Shadow Brasil ao lado de Luana Monalisa, Evandro Santo, Flavia Pavanelli e Caio Mesquita. O quadro é uma competição musical onde os candidatos se apresentam tendo o tempo de um minuto para impressionar os jurados, escondidos, mostrando apenas a silhueta no palco. Mas a produção de Raul Gil ainda não definiu se será mantido em 2020. “Segunda Chamada”, por sua vez, é a série mais elogiada da Globo em 2019, o que lhe garantiu continuidade por mais um ano. A série é uma criação de Carla Faour e Julia Spadaccini (roteiristas de “Chacrinha: O Velho Guerreiro”), com direção artística de Joana Jabace (“Filhos da Pátria”), e gira em torno de professores e estudantes de uma escola noturna de Ensino Médio em São Paulo. A trama aborda diversos problemas sociais atuais, de aborto clandestino aos imigrantes venezuelanos, ilustrados por uma coleção de alunos que não se vê na Escolinha do Professor Raimundo, incluindo mãe adolescente que leva bebê pra escola, prostituta que enfrenta bullying, crentes que condenam tudo, aluno traficante que leva arma pra aula e até travesti vítima de homofobia. O elenco inclui Paulo Gorgulho (“O Matador”) como diretor da escola, Debora Bloch (“Justiça”), Hermila Guedes (“Paraíso Perdido”), Silvio Guindane (“1 Contra Todos”) e Thalita Carauta (“S.O.S.: Mulheres ao Mar”), como professores, além de uma grande diversidade de intérpretes de alunos, familiares, amantes e professores substitutos, incluindo Nanda Costa (“Entre Irmãs”), Carol Duarte (“A Vida Invisível”), Caio Blat (“Califórnia”), Marcos Winter (“Magnífica 70”), Otávio Müller (“Benzinho”), José Dumont (“Tungstênio”), Felipe Simas (“Os Dias Eram Assim”), Mariana Nunes (“Divino Amor”), Teca Pereira (“Trash”) e Linn da Quebrada (“Corpo Elétrico”), que rouba as cenas como a travesti da trama.

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  • Série

    Segunda Chamada: Trailer da nova série da Globo é uma tragédia atrás da outra

    1 de outubro de 2019 /

    Preparem os lencinhos descartáveis. A Globo divulgou quase 40 fotos e um trailer de 11 minutos de duração da nova série “Segunda Chamada”. A prévia tem tom tão dramático que pode ser considerada uma coleção de tragédias. Apesar disso, suas histórias são claramente extraídas do noticiário real. Em contraste com a boa vida dos protagonistas ricos das novelas da emissora, “Segunda Chamada” acompanha apenas personagens da classe trabalhadora. A trama gira em torno de professores e estudantes de uma escola noturna de Ensino Médio em São Paulo. A trama aborda diversos problemas sociais atuais, de aborto clandestino aos imigrantes venezuelanos, ilustrados por uma coleção de alunos que não se vê na Escolinha do Professor Raimundo, incluindo mãe adolescente que leva bebê pra escola, prostituta que enfrenta bullying, crentes que condenam tudo, aluno traficante que leva arma pra aula e até travesti vítima de homofobia. O elenco inclui Paulo Gorgulho (“O Matador”) como diretor da escola, Debora Bloch (“Justiça”), Hermila Guedes (“Paraíso Perdido”), Silvio Guindane (“1 Contra Todos”), Thalita Carauta (“S.O.S.: Mulheres ao Mar”), como professores, além de uma grande diversidade de intérpretes de alunos, familiares, amantes e professores substitutos, incluindo Nanda Costa (“Entre Irmãs”), Carol Duarte (“A Vida Invisível”), Caio Blat (“Califórnia”),Marcos Winter (“Magnífica 70”), Otávio Müller (“Benzinho”), José Dumont (“Tungstênio”), Felipe Simas (“Os Dias Eram Assim”), Mariana Nunes (“Divino Amor”), Teca Pereira (“Trash”) e Linn da Quebrada (“Corpo Elétrico”), que deve roubar as cenas como a travesti da trama. A série é uma criação de Carla Faour e Julia Spadaccini (roteiristas de “Chacrinha: O Velho Guerreiro”), com direção artística de Joana Jabace (“Filhos da Pátria”), e estreia na próxima terça-feira (8/10) por volta das 22h.

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  • Filme

    Era o Hotel Cambridge é ficção, mas parece documentário

    24 de março de 2017 /

    “Era o Hotel Cambridge” é um filme de ficção, porém, tão colado à realidade dos fatos e situações que representa, que, muitas vezes, é difícil distinguir a encenação do documentário. A história que o filme conta é a da ocupação de um prédio abandonado no centro de São Paulo, na avenida 9 de julho, que foi, era, o hotel Cambridge, pelo Movimento dos Sem-Teto do Centro. O filme foi feito lá mesmo, com os ocupantes representando seus papéis, sua história e a de outros, ao lado de atores profissionais. A diretora Eliane Caffé (“Narradores de Javé”), com sua equipe de filmagem, frequentou a ocupação por dois anos, conviveu e se envolveu com a vida dos moradores até criar sua ficção, que é uma interação entre personagens e situações daquele espaço e de relatos que vieram deles. Eliane descobriu, ao lado dos chamados sem-teto, refugiados estrangeiros vindos do Congo, da Síria e da Palestina, recém chegados ao Brasil. Buscou também registrar o convívio desses refugiados com os “refugiados” do próprio país, ou seja, os “refugiados da falta de direitos”. Aqui, o cinema não observou a realidade, se envolveu com ela (e ainda se envolve, diga-se de passagem). Mergulhou na situação vivida pelas pessoas que ocupam aquele prédio, mostrou fatos relativos a outras ocupações, à repressão policial, e se envolveu também com os aspectos psicológicos, humanos, daquelas pessoas sofridas, mas ativas e lutadoras. Mostrou o comando e a força do gênero feminino nessa batalha diária e constante que é a ocupação. Carmen Sílvia desponta como liderança popular, forte e decidida, e acaba se revelando como atriz. José Dumont (novela “Velho Chico”) e Suely Franco (“Minha Mãe é uma Peça 2”) estão muito integrados à situação, vivendo tudo aquilo junto com os ocupantes sem-teto, como se fossem eles próprios moradores e integrantes do movimento de moradia. “Era o Hotel Cambridge” reflete o amálgama de fatos, situações, encenações, personagens, que se confundem no real e no imaginário, oriundos do mundo interno ou da dimensão sociológica, sem delimitações claras. Toma o partido da FLM – Frente de Luta Pela Moradia – e dos demais movimentos a ela associados. Realiza uma imersão comprometida com a questão social que retrata. É um filme emocionante e envolvente. Um filme de luta, eu diria. A produção recebeu muitos prêmios pelo Brasil. O público da 40ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o do Festival do Rio 2016 o elegeu como melhor longa brasileiro. Venceu também o Festival Aruanda, de João Pessoa, e foi premiado no Festival Cinema de Fronteira em Bagé, além de se destacar em festivais internacionais, como os de San Sebastian e Roterdã.

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