The Night Of: HBO disponibiliza na íntegra o primeiro episódio legendado de sua nova série
O canal pago HBO Brasil disponibilizou no YouTube o primeiro episódio legendado de “The Night Of”, que pode ser assistido na íntegra aqui mesmo nesta página, logo abaixo. Com aclamação da crítica e recorde de público nos EUA, a estreia de “The Night Of” está sendo considerado um dos maiores acertos do HBO nos últimos tempos, e a estratégia do canal visa tornar a série ainda mais conhecida e falada. A atração estreou na TV paga no domingo (10/7) e foi vista, nos EUA, por 2,8 milhões telespectadores ao vivo, audiência que superou o lançamento recente mais prestigiado do canal, “True Detective”, que juntou 2,4 milhões de pessoas em seu episódio inaugural em 2014, graças à curiosidade gerada por seu elenco famoso, encabeçado por Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Em comparação, a estreia dramática anterior do canal, “Vinyl”, de Martin Scorsese, abriu com 760 mil telespectadores em fevereiro e acabou cancelada. Escrita e dirigida por Steven Zaillian (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “A Lista de Schindler”, além de responsável pelas adaptações de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e “O Homem Que Mudou o Jogo”), “The Night Of” acompanha uma investigação policial e a prisão de um homem, que após passar uma noite com uma mulher desconhecida, acorda com ela a seu lado, assassinada à facadas. Além do tema criminal, a série busca abordar temas como choque cultural e preconceito, tendo como suspeito um homem muçulmano, interpretado por Riz Ahmed (“O Abutre”). O ótimo elenco também inclui John Turturro (“Transformers”), Michael Kenneth Williams (“12 Anos de Escravidão”), Glenne Headly (“Como Não Perder Essa Mulher”), Max Casella (“Oldboy”), Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”), Mohammad Bakri (“As Flores de Kirkuk”) e Peyman Moaadi (“A Separação”). A atração é inspirada na série britânica “Criminal Justice”, produção da BBC vencedora de vários Bafta e um Emmy Internacional, e seria originalmente estrelada pelo falecido James Gandolfini (série “The Sopranos”), que chegou a gravar o piloto no papel do advogado vivido por Turturro. A trama original tem oito episódios, mas o sucesso deve garantir uma 2ª temporada centrada numa nova trama.
The Night Of: Estreia da nova série supera True Detective na HBO
A série “The Night Of” surpreendeu com uma das melhores estreias recentes do canal pago HBO. Empurrada pela recepção positiva à sua pré-estreia nas plataformas de streaming do canal, a atração estreou na TV americana no domingo (10/7) diante de 2,8 milhões telespectadores ao vivo. A audiência superou o lançamento recente mais prestigiado da HBO, “True Detective”, que juntou 2,4 milhões de pessoas em seu episódio inaugural em 2014, graças à curiosidade gerada por seu elenco famoso, encabeçado por Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Em comparação, a estreia dramática anterior do canal, “Vinyl”, de Martin Scorsese, abriu com 760 mil telespectadores em fevereiro, e acabou cancelada. Escrita e dirigida por Steven Zaillian (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “A Lista de Schindler”, além de responsável pelas adaptações de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e “O Homem Que Mudou o Jogo”), “The Night Of” acompanha uma investigação policial e a prisão de um homem, que após passar uma noite com uma mulher desconhecida, acorda com ela a seu lado, assassinada à facadas. Além do tema criminal, a série busca abordar temas como choque cultural e preconceito, tendo como suspeito um homem muçulmano, interpretado por Riz Ahmed (“O Abutre”). O ótimo elenco também inclui John Turturro (“Transformers”), Michael Kenneth Williams (“12 Anos de Escravidão”), Glenne Headly (“Como Não Perder Essa Mulher”), Max Casella (“Oldboy”), Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”), Mohammad Bakri (“As Flores de Kirkuk”) e Peyman Moaadi (“A Separação”). A atração é inspirada na série britânica “Criminal Justice”, produção da BBC vencedora de vários Bafta e um Emmy Internacional, e seria originalmente estrelada pelo falecido James Gandolfini (série “The Sopranos”), que chegou a gravar o piloto no papel do advogado vivido por Turturro. A trama original tem oito episódios, mas o sucesso deve garantir uma 2ª temporada centrada numa nova trama.
The Night Of: Veja trailer e cinco teasers da série criminal do roteirista de Millennium
O canal pago americano HBO divulgou o trailer completo e cinco teasers da série limitada “The Night Of”, que, sem revelar muito da trama, demonstram um clima bastante sombrio. Escrita e dirigida por Steven Zaillian (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “A Lista de Schindler”, além de responsável pelas adaptações de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e “O Homem Que Mudou o Jogo”), a trama acompanha uma investigação policial e a prisão de um homem, que após passar uma noite com uma mulher desconhecida, acorda com ela a seu lado, assassinada à facadas. Além do tema criminal, a série irá abordar choque cultural e preconceito, tendo como suspeito um homem muçulmano, interpretado por Riz Ahmed (“O Abutre”). O ótimo elenco também inclui John Turturro (“Transformers”), Michael Kenneth Williams (“12 Anos de Escravidão”), Glenne Headly (“Como Não Perder Essa Mulher”), Max Casella (“Oldboy”), Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”), Mohammad Bakri (“As Flores de Kirkuk”) e Peyman Moaadi (“A Separação”). A atração é inspirada na série britânica “Criminal Justice”, produção da BBC vencedora de vários Bafta e um Emmy Internacional, e seria originalmente estrelada pelo falecido James Gandolfini (série “The Sopranos”), que chegou a gravar o piloto no papel do advogado vivido por Turturro. Com oito episódios, a estreia está agendada para o dia 10 de julho.
Irmãos Coen revelam planos para uma continuação de Barton Fink
Os irmãos Joel e Ethan Coen podem filmar a primeira continuação de suas carreiras. Ao desmentir rumores de uma sequência de “O Grande Lebowski” (1998), eles revelara que pensam em retomar os personagens de “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991). Mas não é para já. “Nós faremos uma sequência de Barton Fink em algum momento”, disse Ethan Coen, em entrevista à revista Variety. “Esse é o único filme que achamos que merece uma continuação, intitulada ‘Old Fink'”, completou Joel Coen. Ele ainda acrescentou que a continuação só depende de um aspecto para sair do papel: John Turturro ficar “bem velho”. “Ele está chegando lá”, disse Joel. “Barton Fink” foi o primeiro filme de repercussão internacional dos Coen. Venceu a Palma de Ouro de Ouro no Festival de Cannes e ainda rendeu os prêmios de Melhor Direção para os Coen e de Melhor Ator a John Turturro. Na trama, Turturro interpreta o personagem-título, um renomado dramaturgo de Nova York que é convencido a escrever filmes na Califórnia em 1941, apenas para viver um pesadelo em Hollywood, com direito a bloqueio criativo, vizinho serial killer e produtor de cinema sádico. A sequência se passaria nos anos 1960, por isso os planos incluem o envelhecimento do intérprete. O próximo filme dos irmãos Coen, “Ave, César!”, também vai abordar a chamada “era de ouro” de Hollywood. A produção abrirá o Festival de Berlim 2016 e tem estreia marcada para o dia 7 de abril no Brasil.
Mia Madre exibe o talento de Nanni Moretti para retratar a vida e a morte
Nanni Moretti é um realizador italiano de grande talento e sensibilidade, capaz de mostrar o cotidiano da vida ao lado das questões políticas e filosóficas que o envolvem, no drama ou na comédia. Seu humor é inteligente, muito crítico, seu jeito de lidar com as emoções, muito verdadeiro. Não há perfumaria nos seus filmes, tudo é importante. Até o que não parece ser, o que é mais banal. A obra cinematográfica do cineasta relaciona o pessoal e o político em personagens como o próprio Papa, no seu filme anterior, “Habemus Papam” (2011). Ou o cinema e Berlusconi, em “O Crocodilo” (2006), a vida pessoal e a cidade de Roma, em “Caro Diário” (1993), entre outros. “Mia Madre”, seu mais recente trabalho, dialoga com um de seus melhores filmes anteriores, “O Quarto do Filho” (2001). Nos dois casos, é de perda e de luto que se trata. Tema difícil, doloroso, que exige cuidado no trato. Moretti transita muito bem nesse terreno e sem perder o humor. Margherita (Margherita Buy) é a protagonista da história. Diretora de cinema, está realizando um longa-metragem que discute questões políticas atuais, como a luta pela manutenção do emprego, o enfrentamento da repressão da polícia, os interesses econômicos do capital. Rigorosa e exigente, encontra problemas na atuação e no relacionamento com um astro internacional que incluiu em seu filme, Barry Huggins (John Turturro). Em meio à lida com seu ofício, Margherita tem de tratar de questões pessoais importantes: a mãe está muito doente, hospitalizada, exigindo cuidados. Ela compartilha essa tarefa, as decisões e os sentimentos que a envolvem, com seu irmão Giovanni (o próprio Moretti). Enquanto isso, sua filha vive a adolescência e tem um forte vínculo com a avó, que sempre a ajudou no estudo do latim. A proximidade da morte faz com que todos tenham de lidar com a perda de uma pessoa querida, que sempre foi forte, decidida, uma educadora e intelectual de mão cheia, sempre lembrada e procurada por ex-alunos. O filme explora a dimensão da realidade da cineasta, ao mesmo tempo em que traz à tona suas memórias e reflexões, suas inseguranças, medos e sonhos. Tudo tão amalgamado que chega a se confundir. A memória muitas vezes nos trai, a realidade dela é parcial, fragmentada. Nossos desejos se misturam com nossas percepções, os fatos, com a imaginação, tudo pode mesclar-se. E, no entanto, a vida exige de nós objetividade, quase o tempo todo. Essa dimensão fluída do real é muito bem captada pelo cinema de Nanni Moretti e é um dos pontos altos do filme. A atriz Margherita Buy (retomando a parceria de “O Crocodilo”) tem excelente atuação ao protagonizar essa trama. John Torturro (“Amante a Domicílio”) dá um ótimo toque de estranheza e humor ao personagem do ator-problema estrangeiro, que é também uma figura adorável, apesar de tudo. Moretti como ator tem agora um papel um pouco menor, mas igualmente importante na narrativa. A atriz veterana Giulia Lazzarini (“Grazie di Tutto”), no papel de Ada, a mãe doente, atua com uma placidez muito apropriada à figura retratada e aos seus momentos finais de vida. “Mia Madre” não tem a mesma força mobilizadora de grandes emoções de “O Quarto do Filho”, mas isso também tem a ver com a questão retratada. A perda de um filho jovem é mais importante e demolidora do que a perda de uma mãe já idosa. Aqui, algo da ordem natural das coisas segura o desespero da perda. Tudo acaba se dando de um modo mais sereno, ou um pouco menos perturbado. Mas são momentos decisivos na vida das pessoas. Sofridos e complexos. É o fluxo da vida. Que o cinema de Moretti retrata com dignidade e ajudar a compreender.
Nanni Moretti busca expiação com o tocante Mia Madre
O cinema de Nanni Moretti resiste à fraqueza da produção italiana atual, usando de sensibilidade para tratar de assuntos tão pessoais e ao mesmo tempo tão universais, como questões políticas e familiares. A política passa apenas de leve em “Mia Madre”, seu filme mais recente, mas as questões afetivas estão presentes com muita força na história. O filme segue uma cineasta que precisa lidar com a rotina difícil de sua profissão em um momento particularmente complicado de sua vida, em meio a uma separação e à doença de sua mãe, que se esvai aos poucos, internada em um hospital. Moretti já havia tratado a questão da perda de maneira até mais devastadora em “O Quarto do Filho” (2001). Por isso, é interessante que ele evite se repetir, abordando a perda de outro ente querido de forma mais distanciada – aqui, a protagonista é Margherita Buy e não o próprio cineasta, que interpreta um coadjuvante, o irmão da cineasta. “Mia Madre” é autobiográfico. O cineasta escreveu o roteiro enquanto sua mãe estava doente e ele filmava “Habemus Papam” (2011). E foi um acerto ele oferecer o papel principal para uma atriz com quem já havia trabalhado (em “Habemus Papam” e “O Crocodilo”), mantendo uma relativa distância. O seu personagem, o irmão companheiro Giovanni, talvez represente aquilo que ele gostaria de ter sido durante os últimos dias de vida da mãe: alguém que largou o emprego para ficar com ela. Por isso, o filme é também implacável, ainda que de maneira muito gentil, consigo mesmo, ou seja, com a protagonista, que é alguém que não dá a devida atenção às pessoas próximas a ela. Entretanto, é muita coisa para essa personagem processar e o ar sereno de Margherita passa sempre a impressão de que se trata de uma pessoa quase isenta de culpas. O estado de confusão mental da protagonista também é muito bem explorado por Moretti, que mistura sonho e realidade na tela, como na cena em que o apartamento de Margherita fica cheio de água, como se simbolizasse um transbordar de emoções que ela não consegue mais segurar. Mas tudo é muito bem conduzido e o filme flui como um belo e tranquilo rio. A presença de uma canção do Leonard Cohen (“Famous Blue Raincoat”) em uma dessas cenas oníricas é especialmente bela. E o final é tão delicadamente lindo, prestando tributo à personagem do título, que condensa uma obra de muito bom gosto. De fato, toda a história é bem conduzida, desde a relação conturbada de Margherita (a personagem tem o mesmo nome da atriz) com um ator americano (John Turturro, de “Amante a Domicílio”), passando pelas visitas ao hospital, até o relacionamento distante com a filha adolescente. O filme de Moretti é tão carregado de amor e suavidade, que parece ter sido feito para permitir ao diretor perdoar a si mesmo. E isso faz muito bem ao coração do espectador, também.



