Joaquin Phoenix define seu primeiro projeto após Coringa
Joaquin Phoenix definiu seu próximo projeto após sua aclamada atuação em “Coringa”, que chega aos cinemas em 3 de outubro. Ele vai estrelar o novo filme do cineasta indie Mike Mills, indicado ao Oscar pelo roteiro de “Mulheres do Século 20”. O projeto ainda não tem título ou sinopse revelada, mas deve começar a ser filmado nos próximos meses com produção do estúdio A24 – que já venceu o Oscar por “Moonlight”. Phoenix já foi indicado três vezes ao Oscar, e tem boas chances de conseguir sua quarta indicação por “Coringa”, após o longa de Todd Phillips conquistar o Leão de Ouro no Festival de Veneza e sua performance ser muito elogiada.
Joaquin Phoenix se emociona ao lembrar de seu irmão River Phoenix
Celebrado pela crítica internacional por sua interpretação como o vilão Coringa nos cinemas, o ator Joaquin Phoenix afirmou na noite de segunda (9/9), durante o Festival de Toronto, que interpretar o personagem dos quadrinhos foi uma das melhores experiências de sua carreira. Mas que jamais teria carreira se não fosse por seu irmão. “Honestamente, não foi uma decisão fácil [aceitar o papel] no começo. Mas algo estava me puxando para essa direção. (…) Isso começou a se tornar algo maior do que eu havia antecipado. Foi uma das melhores experiências da minha carreira”, disse Phoenix para a imprensa internacional. Durante sua fala, o ator parou para lembrar o que o levou até aquele ponto, agradecendo especialmente seu falecido irmão River Phoenix, a quem ele atribui seu sucesso. O astro contou que quando tinha 15 ou 16 anos seu irmão trouxe um vídeo do filme “Touro Indomável” (1980), estrelado por Robert De Niro, com quem contracenou pela primeira vez em “Coringa”, e o fez assistir duas vezes. Depois disso, River mandou que ele fosse atuar. “Ele não me pediu, ele me mandou. Eu sou grato a ele por isso, porque atuar tem me proporcionado uma vida incrível”, declarou emocionado. Considerado um dos melhores atores de sua geração, River Phoenix morreu de overdose em 1993 com apenas 23 anos de idade. Precoce, ele estrelou um punhado de clássicos, como “Conta Comigo” (1986), “O Preço de um Passado” (1988) e “Garotos de Programa” (1991).
Coringa faz História e vence o Festival de Veneza 2019
“Coringa”, de Todd Phillips, venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza 2019. E fez História na tarde deste sábado (7/9). Pela primeira vez, uma adaptação de quadrinhos de super-herói (ou supervilão) foi considerada melhor que produções do chamado cinema de arte num festival internacional de cinema. A vitória eleva o status do gênero e ajuda a eliminar o estigma que ainda impede produções baseadas em quadrinhos de ganhar maior reconhecimento da crítica e nas premiações de Hollywood. O filme de Todd Phillips, inclusive, sai de Veneza com indicação praticamente assegurada no Oscar 2020. Nos últimos anos, os vencedores de Veneza acabaram consagrados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. Ao receber o prêmio, Phillips agradeceu à “Warner Bros. e DC por sair de sua zona de conforto e fazer uma aposta tão ousada em mim e neste filme”. Ele também agradeceu ao intérprete do Coringa por sua performance. “Não haveria este filme sem Joaquin Phoenix. Joaquin é o leão mais feroz, mais brilhante e mais aberto que eu conheço. Obrigado por confiar em mim com seu talento insano.” Outra vitória que chamou atenção foi o reconhecimento a “An Officer and a Spy” (J’accuse). O filme do polêmico cineasta francês Roman Polanski venceu o Prêmio de Júri, equivalente ao segundo melhor filme do festival. A inclusão do longa no evento havia gerado protestos, devido à condenação de Polanski, nos anos 1970, por abuso sexual de menor. O sueco Roy Andersson recebeu o Leão de Prata pela direção de “About Endlessness”. Ele já tinha vencido o Leão de Ouro em 2014, por “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência”. Já a Copa Volpi ficou com a francesa Ariane Ascaride (por “Gloria Mundi”) e o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), respectivamente Melhor Atriz e Melhor Ator do festival. Confira abaixo a lista completa dos prêmios oficiais do Festival de Veneza 2019, que ainda destaca dois brasileiros. Saiba mais sobre a premiação do documentário “Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” aqui e sobre o curta animado “A Linha” aqui. MOSTRA COMPETITIVA Leão de Ouro – Melhor Filme Coringa (Todd Phillips) Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri An Officer and a Spy – J’Accuse (Roman Polanski) Leão de Prata – Melhor Diretor Roy Andersson (About Endlessness) Melhor Atriz Ariane Ascaride (Gloria Mundi) Melhor Ator Luca Marinelli (Martin Eden) Melhor Roteiro Yonfan (No.7 Cherry Lane) Prêmio Especial do Júri La Mafia non è Piú Quella Di Una Volta (Franco Maresco) Prêmio Marcello Mastroianni de Revelação Toby Wallace (Babyteeth) MOSTRA HORIZONTES Melhor Filme Atlantis (Valentyn Vasyanovych) Melhor Diretor Théo Court (Blanco en Blanco) Melhor Ator Sami Bouajila (A Son) Melhor Atriz Marta Nieto (Madre) Melhor Roteiro Revenir (Jessica Palud, Philippe Lioret, Diastème) Melhor Curta-Metragem Darling (Saim Sadiq) Prêmio Especial do Júri Verdict (Raymund Ribay Gutierrez) REALIDADE VIRTUAL Melhor História em Realidade Virtual Daughters of Chibok (Joel Kachi Benson) Melhor Experiência em Realidade Virtual A Linha (Ricardo Laganaro) Melhor Realidade Virtual The Key (Céline Tricart) OPERA PRIMA Melhor Primeiro Filme You Will Die at 20 (Amjad Abu Alala) CLÁSSICOS DE VENEZA Melhor Documentário Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (Bárbara Paz) Melhor Filme Restaurado Extase (Gustav Machatý)
Festival de Veneza 2019 acumula coleção de polêmicas
O Festival de Veneza 2019, que começa nesta quarta (28/8), aposta nas estrelas de Hollywood, com vários lançamentos americanos, inclusive uma sci-fi estrelada por Brad Pitt (“Ad Astra) e seu primeiro filme de super-herói (no caso, supervilão: “Coringa”, de Todd Phillips) na disputa do Leão de Ouro. E embora chame muita atenção da mídia, o tapete vermelho cheio de estrelas de Hollywood é apenas parte da narrativa projetada pela seleção de filmes. A parte que reafirma Veneza como um palco estratégico para o lançamento de campanhas vencedoras do Oscar. Nos últimos anos, os vencedores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos iniciaram suas trajetórias com premières no festival italiano, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. O sucesso dessa proposta coincide com o período em que Alberto Barbera se tornou responsável por dirigir o evento, transformando o mais antigo festival de cinema do mundo, tradicionalmente voltado aos filmes europeus de arte, num desfile midiático de blockbusters americanos. Curiosamente, essa metamorfose é entendida como sinal de prestígio de Veneza. E embora “Coringa” deixe ainda mais evidente a crescente comicconização do festival, o problema é mais embaixo. A justaposição de Veneza com o Oscar vinha tirando o foco de uma narrativa constante de insensibilidade às demandas progressistas. Até este ano, quando a falta de tato ultrapassou todos os limites, tornando-se inaceitável. Para começar, apenas duas das 21 obras selecionadas para a competição principal são dirigidas por mulheres: “Babyteeth”, de Shannon Murphy, e “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al-Mansour. Em entrevista coletiva, Barbera bateu na tecla de que isso tem a ver com a qualidade das obras selecionadas e não com o sexo das cineastas. Mas as mulheres estão vencendo prêmios em vários festivais, com obras de qualidade explícita. Não bastasse esse problema, a programação de Veneza resolveu acolher filmes de estupradores conhecidos e até a obra com a cena de estupro mais longa já filmada, que serão exibidos em sessões de gala. A lista destaca o novo filme de Roman Polanski, “An Officer and a Spy” (J’Accuse), que deve concentrar manifestações feministas pela ficha corrida do cineasta, estuprador confesso. Há ainda “American Skin”, novo projeto de Nate Parker, julgado por estupro de uma universitária. E uma exibição especial da versão “integral” de “Irreversível” (2002), de Gaspar Noé, conhecido por incluir a cena mais indigesta de estupro do cinema. Veneza também vai continuar exibindo produções de streaming, após premiar “Roma”, da Netflix, como Melhor Filme do ano passado. “The Laundromat”, de Steven Soderbergh, “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “O Rei”, de David Michôd, são os representantes da plataforma neste ano, na contramão dos esforços de Cannes para banir o streaming das premiações de prestígio internacional. Por sinal, a programação, que começa com a projeção de “The Truth”, novo drama do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”), se encerra com “Burnt Orange Heresy”, do italiano Giuseppe Capotondi, um diretor mais conhecido por comandar séries da Netflix. Em meio a tanta polêmica, as obras menos midiáticas arriscam-se a só chamar atenção se forem premiadas. Entre elas, há dois filmes de representantes da nova geração do cinema sul-americano, “Ema”, do chileno Pablo Larrain, e “Waiting for the Barbarians”, do colombiano Ciro Guerra – que na verdade é uma produção americana estrelada por Johnny Depp e Robert Pattinson. Quanto aos brasileiros, apenas dois longas foram selecionados em mostras paralelas – o documentário “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Venice Classics, e “A Linha”, curta animado de Ricardo Laganaro, na seleção de produções de realidade virtual. Mas há uma produção de Rodrigo Teixeira estrelada por Wagner Moura entre os longas da competição principal: “Wasp Network”, dirigida pelo francês Olivier Assayas. E “Ad Astra”, a sci-fi de James Gray, estrelada por Brad Pitt, também tem produção da RT Features, de Teixeira. Além da programação de filmes, o festival vai homenagear a atriz americana Julie Andrews e o cineasta espanhol Pedro Almodovar com Leões de Ouro pelas respetivas carreiras no cinema. O anúncio dos premiados vai acontecer em 7 de setembro, com a entrega do Leão de Ouro pelo juri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”). Até lá, Veneza vai dar muito o que falar, para o bem e para o mal.
Festival de Toronto homenageará Joaquin Phoenix com prêmio especial pela carreira
O Festival de Toronto anunciou que dará um prêmio especial para o ator Joaquin Phoenix pelo conjunto de sua obra. O prêmio será entregue na abertura do evento, que acontece entre 5 e 15 de setembro no Canadá. Em comunicado, Cameron Bailey, codiretor do festival, elogiou a carreira do ator e disse que o evento está honrado em “celebrar um artista deste calibre em nossa festa inaugural”. Além da homenagem, o Festival de Toronto exibirá a première norte-americana do novo filme de Phoenix, em que ele interpreta o papel título de “Coringa”. O filme fará sua estreia mundial poucos dias antes, no Festival de Veneza, que acontece entre 28 de agosto e 7 de setembro. A estreia de “Coringa” no Brasil está marcada para o dia 3 de outubro.
Festival de Veneza anuncia competição polêmica com quadrinhos, streaming e Polanski
A organização do Festival de Veneza 2019 anunciou sua seleção oficial nesta quinta (25/7). Sem exemplares do cinema nacional, mas com muitas estrelas de Hollywood, a lista da competição chama atenção por incluir pela primeira vez um filme de super-herói – no caso, supervilão – na disputa do Leão de Ouro. Trata-se de “Coringa”, de Todd Phillips, com Joaquin Phoenix no papel do personagem da DC Comics. Há até uma sci-fi, “Ad Astra”, de James Gray, estrelada por Brad Pitt e produzida pelo brasileiro Rodrigo Teixeira – que também produz “Wasp Network”, do francês Olivier Assayas, estrelado por Wagner Moura. A lista segue inesperada com o novo filme de Roman Polanski, “An Officer and a Spy” (J’Accuse), que deve concentrar manifestações feministas pela ficha corrida do cineasta. Ainda mais que apenas dois filmes dirigidos por mulheres foram selecionados na competição principal: “Babyteeth”, de Shannon Murphy, e “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al-Mansour. Estimulando ainda mais o confronto, a programação até incluiu uma exibição especial, fora da competição, da versão “integral” de “Irreversível” (2002), de Gaspar Noé, filme conhecido por incluir a mais longa e indigesta cena de estupro do cinema. Outros destaques da relação incluem “Ema”, do chileno Pablo Larrain, e “Waiting for the Barbarians”, do colombiano Ciro Guerra, que na verdade é uma produção americana estrelada por Johnny Depp e Robert Pattinson. Para completar, Veneza vai seguir exibindo produções de streaming, após premiar “Roma”, da Netflix, como Melhor Filme do ano passado. “The Laundromat”, de Steven Soderbergh, e “Marriage Story”, de Noah Baumbach, são alguns dos representantes deste ano. Quanto aos brasileiros, apenas dois longas foram selecionados em mostras paralelas – o documentário “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Venice Classics, e “A Linha”, curta animado de Ricardo Laganaro, na seleção de produções de realidade virtual. O Festival de Veneza 2019 começa em 28 de agosto com a projeção de “The Truth”, novo drama do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”), e se encerra 7 de setembro, com o anúncio dos premiados pelo juri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”). Confira abaixo a lista completa dos filmes anunciados. Competição principal – Leão de Ouro The Truth, de Hirokazu Kore-eda The Perfect Candidate, de Haifaa Al Mansour About Endlessness, de Roy Andersson Wasp Network, de Olivier Assayas Marriage Story, de Noah Baumbach Guest Of Honor, de Atom Egoyan Ad Astra, de James Gray A Herdade, de Tiago Guedes Gloria Mundi, de Robert Guediguian Waiting For The Barbarians, de Ciro Guerra Ema, de Pablo Larrain Saturday Fiction, de Lou Ye Martin Eden, de Pietro Marcello La Mafia Non E Piu Quella Di Una Volta, de Franco Maresco The Painted Bird, de Vaclav Marhoul The Mayor Of Rione Sanita, de Mario Martone Babyteeth, de Shannon Murphy Coringa, de Todd Phillips J’Accuse, de Roman Polanski The Laundromat, de Steven Soderbergh No. 7 Cherry Lane, de Yonfan Fora de competição – ficção Seberg, de Benedict Andrews Vivere, de Francesco Archibugi The Burnt Orange Heresy, de Giuseppe Capotondi The King, de David Michod Adults In The Room, de Costa Gavras Mosul, de Matthew Michael Carnahan Tutto Il Mio Folle Amore, de Gabriele Salvatores Fora de competição – exibições especiais No One Left Behind, de Guillermo Arriaga Electric Swan, de Konstantina Kotzamani Irreversível – Integral Verson, de Gaspar Noe ZeroZeroZero, de Stefano Sollima The New Pope, de Paolo Sorrentino Never Just A Dream: Stanley Kubrick And Eyes Wide Shut, de Matt Wells De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick Fora de competição – documentário Woman, de Yann Arthus-Bertrand, Anastasia Mikova Roger Waters Us + Them, de Sean Evans, Roger Waters I Diari Di Angela – Noi Due Cineaste. Capitolo Secondo, de Yervant Gianikian, Angela Ricci Lucchi Citizen K, de Alex Gibney Citizen Rosi, de Didi Gnocchi, Carolina Rosi The Kingmaker, de Lauren Greenfield State Funeral, dir: Sergei Loznitsa Collective, de Alexander Nanau 45 Seconds Of Laughter, de Tim Robbins Il Pianeta In Mare, de Andrea Segre Horizontes Zumiriki, de Osker Alegria Blanco En Blanco, de Theo Court Mes Jours De Gloire, de Antoine De Bary Pelican Blood, de Katrin Gebbe Un Fils, de Mehdi M Barsaoui Nevia, de Nunzia De Stefano Moffie, de Oliver Hermanus Hava, Maryam, Ayesha, de Sahraa Karimi Rialto, de Peter Mackie Burns The Criminal Man, de Dmitry Mamuliya Revenir, de Jessica Palud Giants Being Lonely, de Grear Patterson Verdict, de Raymund Ribay Gutierrez Balloon, de Pema Tseden Just 6.5, de Saeed Roustaee Shadow Of Water, de Sanal Kumar Sole, de Carlo Sironi Atlantis, de Valentyn Vasyanovych Madre, de Rodrigo Sorogoyen Evento especial Goodbye Dragon Inn, de Tsai Ming-Liang Mostra Scoffini Effeto Domino, de Alessandro Rossetto Once More Unto The Breach, de Federico Ferrone, Michele Manzolini The Scarecrows, de Nouri Bouzid Chiara Ferragni – Unposted, de Elisa Amoruso Clássicos Veneza The Incredible Shrinking Man, de Jack Arnold The Grim Reaper, de Bernardo Bertolucci The Spider’s Strategem, de Bernardo Bertolucci The Criminal Life Of Archibaldo De La Cruz, de Luis Bunuel The Crossing Of The Rhine, de André Cayette Maria Zef, de Vittorio Cottafavi Crash, de David Cronenberg Francisca, de Manoel De Oliveira The House Is Black, de Forough Farrokhzad The White Sheik, de Federico Fellini Current, de Istvan Gaal The Hills Of Marlik, de Ebrahim Golestan Death Of A Bureaucrat, de Tomas Gutierrez Alea Out Of The Blue, de Dennis Hopper Ecstasy, de Gustav Machaty Mauri, de Merata Mita Pigeon Shoot, de Giuliano Montaldo Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Bárbara Paz New York, New York, de Martin Scorsese The Red Snowball Tree, se Vasiliy Shukshin Way Of A Gaucho, de Jacques Tourneur Realidade virtual – interativo These Sleepless Nights, de Gabo Arora Loveseat, de Kiira Benzing, Kevin Laibson Glimpse (Preview), de Benjamin Cleary, Michael O’Connor Porton Down, de Callum Cooper Bodyless, de Hsin-Chien Huang Pagan Peak VR, de Ioulia Isserlis, Max Sacker A Life In Flowers, de Armando Kirwin A Linha, de Ricardo Laganaro Inori, de Miwa Komatsu Cosmos Within Us, de Tupac Martir Doctor Who The Edge Of Time, de Marcus Moresby Britannia VR: Out Of Your Mind, de Kim-Leigh Pontin Downloaded, de Ollie Rankin The Key, de Celine Tricart Realidade virtual – linear Battle Hymn, de Yair Agmon Battlescar – Punk Was Invented By Girls, de Martin Allais, Nico Casavecchia Daughters Of Chibok, de Joel Benson Only the Mountain Remains (5×1 Project), de Chiang Wei Liang Ghost In The Shell: Ghost Chaser, de Hirokai Higashi Passenger, se Isobel Knowles, Van Sowerwine The Waiting Room VR, de Victoria Mappleback Black Bag, se Qing Shao VR Free, de Milad Tangshir Gloomy Eyes, se Tereso Jorge, Fernando Maldonado O [5×1 Project], de Qiu Yang Ex Anima Experience, de Pierre Zandrowicz, Bartabas Cinema universitário The End Of Love, de Keren Ben Rafael Lessons Of Love, de Chiara Campara This Is Not A Burial, It’s A Resurrection, de Jeremiah Lemonhang Mosese
A Pé Ele Não Vai Longe destaca novo desempenho marcante de Joaquin Phoenix
“A Pé Ele Não Vai Longe”, o mais recente trabalho de Gus Van Sant (de filmes como “Milk”, “Elefante”, “Gênio Indomável” e “Drugstore Cowboy”) é uma cinebiografia do cartunista John Callahan (1951-2010). O cartunista de Portland obteve bastante sucesso com seu humor perverso, demolidor, para quem nada é tabu. Mas que alcançava com traços simples, sorrisos irônicos e boas risadas. Era tetraplégico e fazia piada até da própria deficiência, assim como de qualquer outra vulnerabilidade. Um humor corrosivo, que também incomodava muito, o que pode ser visto como mérito. Talento não lhe faltava. O filme, porém, ao tratar da figura do cartunista, vai muito além do seu trabalho. A condição de tetraplégico derivou de um acidente automobilístico terrível, provocado por ele próprio e um amigo, totalmente embriagados e agindo da forma mais irresponsável possível. Só que não foi um fato isolado. Callahan era um alcoólatra contumaz. E nunca buscou ajuda para tentar, ainda que fosse em pequena escala, ter a situação sob controle. Só foi atrás dela depois que sobreviveu ao acidente. Foi por meio dos Alcoólicos Anônimos, e seus famosos Doze Passos, que ele se reencontrou consigo mesmo e com a vida. O filme mostra essa atuação como algo positivo, muito sério, consistente e profundo. Sabe-se que nem sempre é assim e que o moralismo embutido aí, assim como o caráter mecânico e repetitivo dos rituais dos AA, também são objeto de crítica. Ao que tudo indica, porém, funciona, na maioria dos casos. O ponto alto do filme de Gus Van Sant é o desempenho, sempre marcante, de Joaquin Phoenix como protagonista, num daqueles papéis que exigem tudo e mais um pouco do ator.
Ridley Scott desenvolve continuação do filme Gladiador
O diretor Ridley Scott e sua produtora Scott Free estão desenvolvendo uma sequência de “Gladiador” (2000), vencedor de cinco Oscars, inclusive o de Melhor Filme. O projeto ainda está em estágio inicial, mas já atraiu a Paramount para a mesa de negociações, segundo o site da revista The Hollywood Reporter. A continuação não vai ressuscitar o personagem-título, vivido por Russell Crowe, que venceu o Oscar de Melhor Ator por sua performance. Nem mostrar sua juventude, num prólogo. Em vez disso, a trama acompanharia Lucius, fiho de Lucilla (Connie Nielsen) e sobrinho de Commodus (Joaquin Phoenix), que é salvo por Maximus (Crowe) no filme original. Peter Craig, que escreveu as duas partes de “Jogos Vorazes: A Esperança”, está desenvolvendo o roteiro. E Ridley Scott pretende voltar à cadeira de diretor para comandar as filmagens.
The Sisters Brothers: Western premiado com Joaquin Phoenix ganha pôsteres de personagens e trailer final
A Annapurna Pictures divulgou quatro pôsteres de personagens e o trailer final de “The Sisters Brothers”, western que rendeu o prêmio de Melhor Diretor ao francês Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”) no Festival de Veneza 2018. A prévia destaca a conquista e vários elogios da crítica internacional ao longa, que traz Joaquin Phoenix (“Ela”) e John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) como irmãos pistoleiros. Baseado no livro homônimo de Patrick Dewitt (roteirista de “Terri”), “The Sisters Brothers” é o primeiro filme de Audiard desde sua conquista da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015 com o drama de imigrantes “Dheepan – O Refúgio”. Na trama com tom de humor negro, os irmãos chamados Sisters (irmãs, em inglês) são contratados para matar um prospector de ouro (papel de Riz Ahmed, de “Rogue One”), que desenvolveu uma fórmula química revolucionária para o garimpo. Por conta disso, ele é protegido por outro pistoleiro (vivido por Jake Gyllenhaal, de “Animais Noturnos”). O filme estreou em circuito bem limitado (quatro salas) no fim de semana nos Estados Unidos, conquistando 82% de aprovação no Rotten Tomatoes, e deverá ampliar sua presença nos cinemas americanos nos próximos dias. Por enquanto, porém, segue sem previsão de lançamento no Brasil.
Joaquin Phoenix e John C. Reilly são irmãos pistoleiros em trailers de comédia
A UGC divulgou o pôster francês, duas fotos e dois trailers de “The Sisters Brothers”, comédia passada no Velho Oeste, em que Joaquin Phoenix (“Ela”) e John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) são irmãos pistoleiros. O filme é dirigido pelo cineasta francês Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”) e um dos trailers também é para o mercado francês. Na trama, os irmãos chamados Sisters (irmãs, em inglês) são contratados para matar um prospector de ouro (papel de Riz Ahmed, de “Rogue One”), que desenvolveu uma fórmula química revolucionária para o garimpo. Por conta disso, ele é protegido por outro pistoleiro (vivido por Jake Gyllenhaal, de “Animais Noturnos”). Com tom de humor negro, “The Sisters Brothers” será o primeiro filme de Audiard desde sua conquista da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015 com o drama de imigrantes “Dheepan – O Refúgio”. Baseado no livro homônimo de Patrick Dewitt (roteirista de “Terri”), o filme ainda não tem previsão de estreia, o que sugere um plano de lançamento nos festivais do final do ano.
Joaquin Phoenix é cartunista quadriplégico no trailer de novo longa de Gus Van Sant
A Amazon divulgou um novo trailer de “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot”, comédia dramática do cineasta Gus Van Sant (“Milk”), que traz Joaquin Phoenix (“Ela”) como um cartunista quadriplégico. O filme é uma cinebiografia do cartunista John Callahan e narra como ele superou abusos sexuais, vícios e um acidente de carro que o deixou confinado numa cadeira de rodas para virar cartunista nos anos 1970. De estilo inconfundível, seus quadrinhos cheios de humor negro – e por vezes controversos – o tornaram famoso. Com o projeto, Joaquin Phoenix volta a ser dirigido por Van Sant, após os dois trabalharam juntos em “Um Sonho sem Limites” (1995), segundo filme do ator, então com 21 anos. Marcante para o jovem, a produção foi o primeiro trabalho em que ele foi creditado como Joaquin Phoenix, já que até então era chamado de Leaf Phoenix. O elenco também inclui Jonah Hill (“Anjos da Lei”), Jack Black (“Jumanji”) e Rooney Mara (“Lion”) com figurinos e penteados de 40 anos atrás. Exibido no Festival de Sundance 2018 e no Festival de Berlim 2018, o filme estreia em 13 de julho nos Estados Unidos e não tem previsão para o Brasil.
Maria Madalena traz um olhar feminino para a vida de Jesus
Há tantos filmes sobre Jesus que os realizadores ainda interessados no tema buscam mudar um pouco o foco, o ponto de partida, o recorte ou mesmo o ponto de vista. Temos o caso recente de “Últimos Dias no Deserto”, de Rodrigo García, que fazia um recorte do período de sete dias em que Cristo jejuou e combateu tentações. “Maria Madalena”, de Garth Davis, é um pouco mais ousado em sua proposta: quer contar a história pelo ponto de vista de Madalena. É interessante como, até os dias de hoje, a imagem de Maria Madalena ainda é associada a uma prostituta. Ou, no mínimo, a uma mulher com uma sexualidade muito forte. O próprio filme de Martin Scorsese, “A Última Tentação de Cristo”, em sua adaptação do romance homônimo de Nikos Kazantzákis, misturava a personagem de Madalena com a prostituta que seria apedrejada e é salva pelo nazareno. Por isso, pode causar estranheza ver uma Madalena mais dedicada ao mestre do que os apóstolos Pedro (Chiwetel Ejiofor) e Judas (Tahar Rahim), para citar os que mais aparecem na narrativa. Rooney Mara está ótima como uma Madalena que acredita ser possuída por demônios – seus familiares acham que são os demônios que a impedem de querer se casar com um forte pretendente. Como ela não nutre amor pelo homem, quer mesmo é seguir aquele estranho e intrigante profeta que tem arrebanhado cada vez mais pessoas por onde passa. Mas demora um pouco para aceitarmos Joaquin Phoenix como Jesus, embora, aos poucos, sua abordagem desperte maior envolvimento. Inclusive nas escolhas do filme em mostrá-lo sorrindo, junto com Madalena, em cenas que compartilham juntos. Passa uma leveza que normalmente não se vê em obras que tratam da vida de Jesus. Até as cenas da crucificação são rápidas, o que não quer dizer que não sejam dolorosas. O que também parece novidade é o diferencial no que se refere à ressurreição de Jesus, trazendo dúvidas sobre seu ressurgimento real e material do sepulcro. Afinal, ele aparece apenas para Madalena e é ela a portadora da boa nova, de que Jesus vive – ao contrário dos evangelhos canônicos, onde ela é apenas a primeira a ver Jesus ressuscitado. Algo que fica no ar é um certo clima de amor romântico não consumado que parece haver entre Madalena e Jesus. Porém, este tipo de impressão pode dizer mais do espectador do que filme em si, já que não é de maneira nenhuma explicitado. Talvez a impressão seja consequência da beleza esplendorosa de Rooney Mara, de seu olhar e de seu sorriso, ao olhar para o mestre. Longe de sugerir volúpia, mas sim uma figura cheia de energia e amor, o que pode confundir. De todo modo, esse tipo de confusão está de acordo com certo diálogo entre Pedro e outro apóstolo: os dois acreditam que a entrada de Madalena no corpo de apóstolos não seria bom para o grupo. Quanto à narrativa, é bom termos um filme narrado sem pressa, sem um particular interesse em conquistar um grande público. É um trabalho quase sensorial, no modo como brinca com a luz e com os olhares e os diálogos lentos dos personagens. “Maria Madalena” pode até não ser um grande filme, mas certamente está bem longe de ser uma obra ordinária ou esquecível, e ainda tem como vantagem o fato de dialogar com o atual momento de empoderamento feminino.
Weinstein Company suspende todos lançamentos, incluindo Maria Madalena
A empresa dos irmãos Weinstein, The Weinstein Company, desistiu de manter seu cronograma de lançamentos, após o escândalo que envolveu seu proprietário Harvey Weinstein. Enquanto negocia com possíveis compradores, o estúdio decidiu suspender suas estreias futuras, inclusive de títulos que já tinha começado a divulgar, como “Maria Madalena”. O filme religioso, que traz Rooney Mara no papel-título e Joaquin Phoenix como Jesus, tinha estreia prevista para 30 de março, no fim de semana da Páscoa. Também foram suspensas a comédia “War with Grandpa”, com Robert De Niro, e “The Upside”, remake do sucesso francês “Intocáveis” (2011) com Bryan Cranston e Kevin Hart, agendados para fevereiro e março, respectivamente. Eles se juntam ao adiamento anterior de “A Batalha das Correntes” (The Current War), em que Benedict Cumberbatch vive Thomas Edison. Previsto para 24 de novembro nos Estados Unidos, o filme não tem mais expectativa de estreia. Não está claro como ou se a decisão da TWC afetará a distribuição internacional desses filmes. Dos quatro citados, apenas “Maria Madalena” tem estreia marcada no Brasil, para o dia 15 de março.







