Intérpretes de Aquaman e Thanos vão se encontrar no remake de Duna
A refilmagem de “Duna” deixou seu elenco superpoderosos com a escalação de Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”) e Jason Momoa (o “Aquaman”). Eles se juntam a uma constelação de estrelas de Hollywood, que já inclui e Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”). Brolin vai viver Gurney Halleck, treinador e mentor de Paul Artreides (papel de Chalamet). O personagem foi interpretado por Patrick Stewart no filme de 1984. E Momoa será Duncan Idaho, um especialista em espadas que é o braço direito do Duque Leto Atreides (papel de Oscar Isaac), pai do jovem protagonista. Adaptação do clássico literário de Frank Herbert, a trama se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local sofra um atentado. Apenas seu filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Considerado um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, a obra de 1965 já foi transformado em filme em 1984 pelo cineasta David Lynch e também originou uma minissérie do canal Syfy em 2000. A nova versão tem roteiro de Eric Roth (“Forrest Gump”) e Jon Spaiths (“Doutor Estranho”), e será dirigida por Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). As filmagens devem começar nas próximas semanas, mas ainda não há previsão de estreia.
Javier Bardem entra no elenco do remake de Duna
A elenco do remake de “Duna” segue crescendo. A novidade do dia é o ator espanhol Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), que abriu negociações para participar do filme. O contrato é para o papel de Stilgar, o líder rebelde de uma tribo que ajuda Paul Artreides, o personagem de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”). O elenco grandioso da produção também inclui Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) e Stellan Skarsgard (“Thor”). Adaptação do clássico literário de Frank Herbert, a trama se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local sofra um atentado. Apenas seu filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Considerado um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, a obra de 1965 já foi transformado em filme em 1984 pelo cineasta David Lynch e também originou uma minissérie do canal Syfy em 2000. A nova versão tem roteiro de Eric Roth (“Forrest Gump”) e Jon Spaiths (“Doutor Estranho”), e será dirigida por Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). As filmagens devem começar nas próximas semanas, mas ainda não há previsão de estreia.
Goya 2019: Penélope Cruz e Javier Bardem concorrem ao “Oscar espanhol”
A principal premiação do cinema espanhol, o Goya Awards, anunciou os indicados de sua edição 2019 nesta quarta-feira (12/12). E a lista destaca dois dos maiores astros do país, Penélope Cruz e Javier Bardem. Os dois atores, que são casados desde 2010, concorrem por seus desempenhos no filme “Todos Já Sabem”, dirigido pelo iraniano Asghar Farhadi (“A Separação”), que abriu o Festival de Cannes deste ano. Cruz já tem três Goyas na prateleira, por “A Garota dos Seus Sonhos” (1998), “Volver” (2006) e “Vicky Cristina Barcelona” (2008), e outras sete indicações. Já Bardem venceu cinco estatuetas, por “Días Contados” (1994), “Boca a Boca” (1995), “Segunda-Feira ao Sol” (2002), “Mar Adentro” (2004) e “Biutiful” (2010), e foi indicado outras quatro vezes. “Todos Já Sabem” levou um total de oito indicações ao Goya, incluindo Melhor Filme e Direção, mas não foi o longa de maior projeção da lista, ficando atrás de “El Reino” (13 indicações), de Rodrigo Sorogoyen, e “Campeones” (10 indicações), de Javier Fesser. Este último, por sinal, é o candidato da Espanha na disputa de uma vaga ao Oscar de Melhor Filme em Língua Etrangeira. O Goya também premia o Melhor Filme Iberoamericano, e novamente o Brasil ficou fora da categoria. O país indicou “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, mas ele não foi selecionado. Todos os filmes indicados foram de língua espanhola: “O Anjo” (Argentina), “Uma Noite de 12 Anos” (Uruguai), “Cachorros” (Chile) e o incensado “Roma” (México). Os vencedores da premiação serão anunciados durante uma cerimônia em Sevilha, na Espanha, em 2 de fevereiro. Confira abaixo a lista dos nomeados. Melhor Filme “Campeones” “Carmen & Lola” “El Reino” “Entre dos Aguas” “Todos Já Sabem” Melhor Direção Javier Fesser (“Campenones”) Rodrigo Sorogoyen (“El Reino”) Isaki Lacuesta (“Entre dos Aguas”) Asghar Farhadi (“Todos Já Sabem”) Melhor Atriz Susi Sanchéz (“O Vazio do Domingo”) Najwa Nimri (“Quién te Cantará”) Penélope Cruz (“Todos Já Sabem”) Lola Dueñas (“Viaje al Cuarto de Una Madre”) Melhor Ator Javier Gutiérrez (“Campeones”) Antonio de la Torre (“El Reino”) Javier Bardem (“Todos Já Sabem”) Jose Coronado (“Tu Hijo”) Melhor Ator Coadjuvante Juan Margallo (“Campeones”) Luiz Zahera (“El Reino”) Antonio de la Torre (“Uma Noite de 12 Anos”) Eduard Fernández (“Todos Já Sabem”) Melhor Atriz Coadjuvante Carolina Yuste (“Carmen & Lola”) Ana Wagener (“El Reino”) Natalia de Molina (“Quien te Cantará”) Anna Castillo (“Viaje al Cuarto de una Madre”) Melhor Filme Iberoamericano “O Anjo” (Argentina) “Uma Noite de 12 Anos” (Uruguai) “Cachorros” (Chile) “Roma” (México) Melhor Filme Europeu “Guerra Fria” (Polônia) “Trama Fantasma” (Reino Unido) “Girl” (Bélgica) “A Festa” (Reino Unido)
Trailers tensos marcam suspense com Penélope Cruz que abriu o Festival de Cannes
A Focus divulgou o pôster americano e dois novos trailers de “Todos Já Sabem” (Todos lo Saben). E o clima é de suspense intenso, envolvendo segredos do passado dos personagens, como é característica da filmografia do diretor Asghar Farhadi. A principal novidade da obra em relação aos trabalhos anteriores do cineasta iraniano, vencedor de dois Oscars por “A Separação” (2011) e “O Apartamento” (2016), é a escolha de uma cultura e uma língua estrangeiras para contar a história, que ele próprio escreveu. Mesmo quando visitou a França em “O Passado” (2013), Farhadi manteve-se nos limites da cultura islâmica, mas, desta vez, abandona totalmente a conexão com suas raízes, filmando personagens latinos. A trama é estrelada pelo casal espanhol Penélope Cruz (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e Javier Bardem (“Mãe!”), além do argentino Ricardo Darín (“Truman”), e gira em torno da personagem de Cruz, que retorna a sua cidadezinha natal durante um período festivo, apenas para testemunhar como uma série de eventos inesperados trazem vários segredos à tona. Filme de abertura do Festival de Cannes deste anos, “Todos Já Sabem” estreia no Brasil em 14 de fevereiro.
Salários milionários explicam por que cada vez mais estrelas de cinema decidem fazer séries
Não é à toa que cada vez mais astros do cinema estão migrando para as séries. A revista Variety revelou nesta terça (30/10) que eles estão recebendo fortunas para fazer a transição. Atores como Javier Bardem, Julia Roberts e Reese Witherspoon fecharam recentemente contratos milionários para estrelar novas séries. O ator espanhol vai encabeçar a sua primeira série americana, “Cortés”, megaprodução da Amazon sobre o explorador Hernán Cortés no século 16. E receberá US$ 1,2 milhão por episódio da série, sua primeira empreitada no gênero desde 1986, quatro anos antes de estrear no cinema espanhol. Já Reese Witherspoon recebeu milhões não declarados para voltar à 2ª temporada de “Big Little Lies”, na HBO, e vai ganhar US$ 1,1 milhão por capítulo de uma nova produção da Apple, ainda sem título, sobre os bastidores de um programa de TV matinal, na qual contracenará com Jennifer Aniston. A ex-“Friends” também decidiu voltar às séries, após mais de uma década dedicada ao cinema, pelo salário – os mesmos US$ 1,1 milhão por episódio da colega. A atriz Julia Roberts foi outra atraída pelo dinheiro em série. Ela receberá US$ 600 mil por episódio como protagonista de “Homecoming”, que estreia na sexta-feira (2/10) na Amazon. O detalhe é que este não é o único pagamento que os astros de cinema recebem ao fechar contrato para estrelar uma série. Eles também ganham créditos de produtores, obtendo percentagens dos lucros quando as atrações são vendidas para o exterior, lançadas em outras mídias ou reprisadas. O trabalho é maior, mas os valores superam salários de muitas estrelas atuais de Hollywood. Por conta disso, a expectativa é que as séries tenham cada vez mais astros famosos.
Javier Bardem e Penélope Cruz são justificativa de mais um filme sobre Pablo Escobar
Um filme espanhol que tem como protagonistas o ator Javier Bardem e a atriz Penélope Cruz não pode passar em branco. Só pelo desempenho deles, costumeiramente brilhante, vale a atenção. O diretor Fernando León de Aranoa já tem uma filmografia relevante, com destaques para “Segredos em Família” (1996) e “Um Dia Perfeito” (2015). Mas nesta nova produção, falada em inglês, o tema já parece um tanto gasto. O personagem Pablo Escobar (Javier Bardem), o famoso chefão do cartel de Medellín, Colômbia, já foi bastante abordado pelo jornalismo, pela literatura, pelo cinema (“Escobar: Paraíso Perdido”, “Conexão Escobar”), pela televisão (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”) e pelo streaming (“Narcos”). Um bandido que fascina pelo seu poder, pela ousadia, pela violência e por suas excentricidades. Em “Escobar: A Traição”, a ótica é a de sua amante Virgínia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que o amou e se interessou pela forma como Escobar usava o dinheiro que tinha. Ela não se preocupava com a origem do dinheiro, mas com sua destinação. E com isso tinha acesso a bens luxuosos, mas também admirava as benesses que o grande traficante oferecia à população local. O jeito arrojado de Pablo Escobar enfrentar os poderosos, entrar na própria política colombiana, pela via eleitoral, para encarar a caçada norte-americana, promovida pelo governo de Ronald Reagan, tinha um charme todo especial. Mas quando o perigo ronda forte e a vida está mesmo em risco iminente, a traição pode ser um caminho de sobrevivência. Virgínia Vallejo escreveu “Amando Pablo, Odiando Escobar” sobre o que viveu ao lado dele, sua perspectiva, suas lembranças, o que entendeu e avaliou daquela aventura extraordinária. É a sua história com ele que o filme mostra. É uma trama cheia de lances surpreendentes, perigosos, inusitados. Dá margem a um filme que mescla ação, suspense, violência, política e um drama amoroso. Não acrescenta muita coisa ao que já se conhece daquele que foi um dos maiores traficantes de cocaína da história. Mas dá para ver pelo ângulo da amante traidora e curtir a atuação, sempre segura, de Penélope Cruz e Javier Bardem.
A melhor estreia da semana é um drama brasileiro com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes
As melhores estreias desta quinta (23/8) são produções brasileiras, mas a maioria dos cinemas só oferecerá opção de filmes americanos, que tem a maior distribuição. Quem tiver oportunidade, porém, deve dar atenção a “Benzinho”. O filme de Gustavo Pizzi, co-escrito e estrelado por Karine Teles, repete a qualidade da parceria anterior do casal, o drama “Riscado” (2010). Levou oito anos para voltarem ao cinema. Mas a espera compensou, pois se trata de um dos melhores filmes de 2018. O fato de dramatizar o cotidiano familiar, com situações aparentemente banais, pode soar pouco atraente para o grande público. No entanto, nas mãos de Pizzi e Karine, “Benzinho” alcança profundidade poética e transforma a crise de uma mãe sufocada pela família em algo tocante. Exibido no Festival de Sundance 2018, nos Estados Unidos, o longa arrebatou a imprensa internacional, que empilhou elogios e lhe rendeu 93% de aprovação na média da avaliação do site Rotten Tomatoes. Vale tentar também encontrar os documentários, dois brasileiros e um estrangeiro filmado no Brasil, escondidos em circuito semi-invisível. Especialista em documentários sobre música brasileira, o francês Georges Gachot passa a carreira de João Gilberto à limpo em “Onde Está Você, João Gilberto?”, enquanto embarca numa missão impossível, achar o músico que não sai de casa há anos. Igualmente lúdico, “Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava”, de Fernanda Pessoa, propõe contar a história da ditadura por meio de cenas dos filmes da época, especialmente pornochanchadas. O resultado, um show de montagem, é hilário e bastante instrutivo. Por fim, “Missão 115”, de Silvio Da-Rin, traz às claras os planos das forças de repressão para impedir a redemocratização do Brasil, por meio do infame atentado ao Rio Centro em 1981, cuja bomba acabou explodindo antes, matando as pretensões sanguinárias da direita militar. Todos esses quatro são recomendadíssimos. E todos os demais não. Entretanto, os filmes ruins têm mais destaque no circuito. Justamente o pior lançamento chegará em mais cinemas, quase 500. Mesmo sendo um horror, literalmente. “Slender Man” evita a atual fase criativa do terror americano ao optar por sustos batidos. O chamariz é o monstro virtual do título, criado na internet, que virou lenda urbana ao inspirar surtos de violência entre adolescentes. A história real que envolveu a criatura dá um pau na ficção barata levada às telas, que, com 9% de aprovação, é um dos filmes mais mal-avaliados do ano no site Rotten Tomatoes. As comédias americanas que preenchem o circuito dos shoppings seguem a toada. “Meu Ex É um Espião” é uma correria de mulheres bobinhas que, sem querer, acabam se envolvendo num caso de espionagem internacional, porque uma delas (Mila Kunis) namorou um espião. E “Te Peguei!” é uma correria de homens bobões que, já quarentões, ainda brincam de pega-pega. As duas histórias medíocres são variações de muitas outras – e, por coincidência, existe até um filme que junta ambas: “Gotcha!: Uma Arma do Barulho” (1985). Os dois dramas europeus também não compensam o espaço recebido em circuito limitado. “Escobar – A Traição” é praticamente um déjà vu ao contar a versão espanhola da trama melhor abordada na série “Narcos” – com Javier Bardem no papel de Pablo Escobar e Penélope Cruz como sua amante, ambos indicados ao Goya (o Oscar espanhol). Por fim, em “Gauguin – Viagem ao Taiti”, quem desperdiça talento é Vincent Cassel, competindo pela atenção do diretor Edouard Deluc, no papel-título, com a paisagem tropical – também no título. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados, com risco de acreditar no marketing e tropeçar no escuro dos cinemas. Slender Man – Pesadelo Sem Rosto | EUA | Terror As amigas Wren, Hallie, Chloe e Katie levam uma vida entediante no colégio. Quando ouvem falar num monstro chamado Slender Man, decidem invocá-lo através de um vídeo na Internet. A brincadeira se transforma num perigo real quando todas começam a ter pesadelos e visões do homem se rosto, com vários braços, capaz de fazer as suas vítimas alucinarem. Um dia, Katie desaparece. Como a polícia não dispõe de nenhuma prova para a investigação, cabe às três amigas fazerem a sua própria busca, enfrentando a criatura. Meu Ex É Espião | EUA | Comédia Duas melhores amigas embarcam numa atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado de uma delas revela-se um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos. Te Peguei! | EUA | Comédia Um pequeno grupo de ex-colegas de classe organizam um elaborado jogo anual insano de pega-pega. Neste ano, no casamento do jogador mais invencível da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo. Benzinho | Brasil | Drama O filho mais velho de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada. Escobar – A Traição | Espanha | Drama 1981, Colômbia. Líder do Cartel de Medellín, Pablo Escobar (Javier Bardem) é um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, o que faz com que governo de Ronald Reagan insista na criação de um tratado entre os dois países que permita que ele seja julgado em solo americano. Decidido a combater tal ideia, Escobar se candidata e é eleito deputado federal. Paralelamente, ele se envolve com Virginia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que não se importa em como o amante consegue sua fortuna, apenas em como o dinheiro é empregado. Gauguin – Viagem ao Taiti | França | Drama No ano de 1891, o célebre pintor francês Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele espera reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Mas, no local, acaba se afundando na selva, enfrentando a solidão, pobreza e a doença. Mas também conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes. Onde Está Você, João Gilberto? | Alemanha, França, Suiça | Documentário Inspirado no livro “HO-BA-LA-LÁ – À Procura de João Gilberto”, do escritor alemão Marc Fischer, Georges Gachot resolve realizar o sonho do autor, e o seu também, e desembarca no Rio de Janeiro em busca de João Gilberto. Seguindo os passos de Fischer, ele não mede esforços e entra em contato com diversos amigos e parceiros do músico em sua jornada. Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava | Brasil | Documentário O longa realiza uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil, a partir apenas de imagens oriundas de 27 filmes produzidos no período e que foram considerados “pornochanchadas”, o gênero mais visto e mais produzido durante a década de 1970. Missão 115 | Brasil | Documentário Missão 115 foi o nome atribuído pelo DOI-CODI, órgão de repressão do exército durante a ditadura militar, a uma suposta operação de “vigilância” no Rio de Janeiro, durante um show no Riocentro. Na verdade, tratava-se de um atentado à bomba, organizado pelas forças no poder, que visava incriminar organizações de esquerda e sabotar a redemocratização do país. Mas a bomba explodiu antes da hora.
Festival de Cannes começa sob pressão do streaming e do empoderamento feminino
O Festival de Cannes 2018, que inicia nesta terça-feira (8/5), busca um equilíbrio impossível em meio a abalos tectônicos de velhos paradigmas, num período agitado de mudanças para o cinema mundial. Saudado por sua importância na revelação de grandes obras, que pautarão o olhar cinematográfico pelo resto do ano, o evento francês também enfrenta críticas por seu conservadorismo, ignorando demandas femininas e o avanço do streaming. Mas sua aposta para manter-se relevante é a mesma de sempre: a politização do evento. Os carros-chefes do festival desde ano não são obras de diretores hollywoodianos, mas de cineastas considerados prisioneiros políticos, o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov, que estão em prisão domiciliar em seus países. Ambos vão disputar a Palma de Ouro. O caso de Panahi é um fenômeno. Desde que foi preso e proibido de filmar, já rodou quatro longas, contando o atual “Three Faces”. Do mesmo modo, o evento se apresenta como aliado de um cineasta que enfrenta dificuldades legais para exibir seu filme, programando “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote, em tradução literal), de Terry Gilliam, apesar da disputa jurídica que impede sua projeção – um conflito entre o diretor e o produtor, Paulo Branco, que exige o cancelamento da exibição. O mérito da questão está atualmente em análise pelos tribunais franceses. Em comunicado, o presidente do festival Pierre Lescure e o delegado geral Thierry Frémaux afirmaram que Cannes “respeitará a decisão” que será tomada pela Justiça “seja ela qual for”. Mas ressaltaram no texto seu compromisso com o cinema. Após citar que os advogados de Branco prometeram uma “derrota desonrosa” ao festival, afirmaram que a única derrota “seria ceder à ameaça”, reiterando que “os artistas necessitam mais que nunca que sejam defendidos, não atacados”. Para completar esse quadro, digamos, quixotesco, Cannes também decidiu suspender o veto ao cineasta dinamarquês Lars von Trier, que tinha sido considerado “persona non grata” no evento em 2011, após uma entrevista coletiva desastrosa, em que afirmou sentir simpatias por Hitler – num caso de dificuldade de expressão numa língua estrangeira, o inglês. A mensagem do evento é bastante clara. Mas sua defesa da luta de homens contra a opressão e a censura segue ignorando a luta das mulheres. Como já é praxe e nem inúmeros protestos e manifestos parecem modificar, filmes dirigidos por mulheres continuam a ser minoria absoluta no evento francês. Apenas três diretoras estão na disputa pelo principal prêmio: a francesa Eva Husson, a libanesa Nadine Labaki e a italiana Alice Rohrwacher. Diante desse quadro, os organizadores buscaram uma solução curiosa, aumentando a presença feminina no juri do evento – com a inclusão da diretora americana Ava DuVernay (“Uma Dobra no Tempo”), a cantora e compositora Khadja Nin, do Burundi, e as atrizes Kristen Stewart (“Personal Shopper”) e a francesa Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), D sob a presidência da australiana Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). Assim, mulheres poderão votar nos melhores candidatos homens, mais ou menos como acontece na política eleitoral. Obviamente, não se trata de solução alguma. E para adicionar injúria à falta de igualdade, o “perdão” a Lars Von Trier representa um tapa na cara do movimento #MeToo. Seu retorno acontece em meio a escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, que contou detalhes das filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu justamente a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Bjork relatou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e as explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder, enquanto a reportagem da New Yorker descortinou o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Considerando que o próprio festival francês estabeleceu um “disque denúncia sexual” este ano, como reação tardia à denúncias de abusos cometidos durante eventos passados em Cannes, a decisão de “perdoar” Lars Von Trier sofre, no mínimo, de mau timing. Também há um componente de inadequação na disputa do festival com a Netflix. Afinal, não é a definição de “cinema” que está em jogo – filme é filme, independente de onde seja visto, a menos que se considere que a exibição do vencedor de uma Palma de Ouro na TV o transforme magicamente em algo diferente, como um telefilme. Trata-se, no fundo, na velha discussão da regulamentação/intervencionismo estatal. O parque exibidor francês conta com o apoio das leis mais protecionistas do mundo, que estabelecem que um filme só pode ser exibido em vídeo ou streaming na França três anos após passar nas salas de cinema do país – a chamada janela de exibição. Trata-se do modelo mais extremo da reserva de mercado – como comparação, a janela é de três meses nos Estados Unidos – , e ele entrou em choque com o outro extremo representado pela Netflix, que defende a janela zero, na qual um filme não precisa esperar nenhum dia de diferença entre a exibição no cinema e a disponibilização em streaming. No ano passado, Cannes ousou incluir dois filmes produzidos pela Netflix na disputa da Palma de Ouro, “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, de Noah Baumbach. E sofreu enorme pressão dos exibidores, a ponto de ceder aos protestos, de forma oposta à valentia que demonstra para defender cineastas com problemas em outros países. Em entrevista coletiva do evento deste ano, Thierry Fremaux afirmou que a participação dos filmes da Netflix “causou enorme controvérsia ao redor do mundo”. Um grande exagero, já que a polêmica foi toda local. “No ano passado, quando selecionamos dois de seus filmes, achei que poderia convencer a Netflix a lançá-los nos cinemas. Eu fui presunçoso: eles se recusaram”, disse Fremaux. “As pessoas da Netflix adoraram o tapete vermelho e gostariam de nos mostrar mais filmes. Mas eles entenderam que sua intransigência em relação ao modelo (de negócios) colide com a nossa”. A Netflix poderia, no entanto, exibir filmes em sessões especiais do festival, fora da competição oficial, disse Fremaux. Ao que Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, retrucou: “Há um risco se seguirmos por esse caminho, de nossos cineastas serem tratados desrespeitosamente no festival. Eles definiram o tom. Não acho que será bom para nós participarmos”. Em jogo de cena, os organizadores de Cannes lamentaram a decisão da plataforma de streaming. E, ao fazer isso, assumiram considerar que os filmes da Netflix não são apenas filmes, mas filmes que poderiam fazer falta na programação do próprio festival. Ao mesmo tempo, a Netflix pretende adquirir as obras que se destacarem no evento. Já fez isso no passado, quando comprou “Divines”, vencedor da Câmera de Ouro, como melhor filme de diretor estreante no Festival de Cannes de 2016. E estaria atualmente negociando os direitos, simplesmente, do longa programado para abrir o evento deste ano, “Todos lo Saben”, novo drama do iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que é estrelado pelo casal espanhol Penélope Cruz e Javier Bardem, além do argentino Ricardo Darín. O resultado dessa disputa deixa claro que um festival internacional está sujeito a descobrir que o mundo ao seu redor é vastamente maior que interesses nacionais possam fazer supor. Mas não é necessariamente um bom resultado. Afinal, a política de aquisições da Netflix já corrói de forma irreversível o Festival de Sundance, com repercussões no próprio Oscar. Considere que o filme vencedor de Sundance no ano passado simplesmente sumiu na programação da Netflix, sem maiores consequências. E a concorrência com a plataforma fez a HBO tirar do Oscar 2019 o filme mais falado de Sundance neste ano, programando-o para a televisão. Assim, a recusa “pro forma” de Cannes apenas demonstra seu descompasso com o mundo atual. Não é fechando a porta à Netflix que o streaming vai deixar de avançar. O cinema está numa encruzilhada. Enquanto se discute a defesa da arte e o pacto com o diabo, um trem avança contra os que estão parados. Fingir-se de morto não é mais tática aceitável. Olhar para trás é importante, como nos pôsteres do festival, que celebram a nostalgia, assim como olhar para os lados e, principalmente, para a frente. Este barulho ensurdecedor são os freios do trem. É bom que todos abram os olhos, se quiserem sobreviver.
Filme com Penélope Cruz que vai abrir o Festival de Cannes ganha primeiro trailer
Recém-anunciado como filme de abertura do Festival de Cannes 2018, “Todos lo Saben” ganhou seu primeiro trailer. E o clima é de suspense intenso, novamente envolvendo segredos do passado dos personagens, uma característica da filmografia de Asghar Farhadi. A principal novidade da obra em relação aos trabalhos anteriores do cineasta iraniano, vencedor de dois Oscars, é a escolha de uma cultura e uma língua estrangeiras para contar a história, que ele próprio escreveu. Mesmo quando visitou a França em “O Passado”, Farhadi manteve-se nos limites da cultura islâmica, mas, desta vez, abandona totalmente a conexão com suas raízes, filmando personagens latinos. A trama é estrelada pelo casal espanhol Penélope Cruz (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e Javier Bardem (“Mãe!”), além do argentino Ricardo Darín (“Truman”), e gira em torno da personagem de Cruz, que retorna a sua cidadezinha natal durante um período festivo, apenas para testemunhar uma série de eventos inesperados trazer vários segredos a público. “Todos lo Saben” abre o Festival de Cannes em 8 de maio e no dia seguinte chega aos cinemas franceses. Mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Novo filme do diretor de A Separação vai abrir o Festival de Cannes 2018
O novo filme do cineasta iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira, foi selecionado para abrir o Festival de Cannes 2018. Falado em espanhol, o filme é um thriller psicológico intitulado “Todos lo Saben” (“Todos sabem”, em tradução literal) e estrelado pelo casal espanhol Penélope Cruz e Javier Bardem, além do argentino Ricardo Darín. “Todos lo Saben” será apenas o segundo filme de língua espanhola a abrir o tradicional festival francês, após “Má Educação” de Pedro Almodóvar, em 2004. O longa também marca o desembarque do terceiro filme consecutivo de Farhadi em Cannes, após as premières de “O Passado” (2013) e “O Apartamento” (2016). Este último acabou vencendo o Oscar 2017. O diretor também conquistou o Leão de Ouro no Festival de Berlim com “A Separação”, seu filme mais conhecido, que também foi premiado no Oscar 2012. Escrito por Farhadi, “Todos lo Saben” conta a história de Laura (Penelope Cruz) em uma viagem com a família de Buenos Aires para sua cidade natal na Espanha. A reunião familiar, no entanto, é interrompida por eventos que mudam o curso das vidas dos personagens. O filme será lançado em 9 de maio na França — um dia depois da premiére em Cannes – , mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
Javier Bardem viverá o conquistador espanhol Hernán Cortez em minissérie de Steven Spielberg
O ator Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) vai viver o conquistador espanhol Hernán Cortez numa minissérie produzida por Steven Spielberg para a Amazon. O projeto estava originalmente sendo desenvolvido para o cinema e se baseia num roteiro do lendário Dalton Trumbo, cuja luta contra a Lista Negra de Hollywood foi retratada no recente filme “Trumbo” (2015). Escrito nos anos 1960 sob o título “Montezuma”, o filme deveria marcar o reencontro entre o roteirista e o ator Kirk Douglas, após “Spartacus” (1960), mas nunca saiu do papel. O antigo roteiro foi resgatado em 2014, visando um lançamento cinematográfico da DreamWorks, já com Barden no papel de Cortez e Steven Spielberg… como diretor. Não está claro se Spielberg vai agora dirigir a minissérie, produzida pela Amblin, de sua propriedade. Ele não assina um episódio de série há mais de 30 anos, desde a criação de “Amazing Stories” nos anos 1980. O roteiro passou por uma revisão completa de Steven Zaillian, que venceu o Oscar por uma parceria com Spielberg, “A Lista de Schindler” (1993). Zaillian também é o criador da premiada série de antologia “The Night Of”, da HBO. Prevista para quatro episódios, a minissérie vai dramatizar a saga da conquista do México no início do século 16, a partir da chegada da tropa comandada por Cortez no território então dominado pela civilização asteca. Com a dizimação da população indígena e a prisão e morte de Montezuma, o último rei asteca, o território passou a ser dominado pela Espanha. Além de interpretar o personagem principal, Bardem também atuará como produtor executivo da minissérie. “É um privilégio contar essa história épica — que é cheia de drama e conflito dentro desse enorme e histórico espetáculo onde duas civilizações distantes se chocam no auge de seu reinado”, disse Javier Bardem, em comunicado. “O melhor e o pior da natureza humana vem à tona em toda a sua luz e escuridão. Como ator, não há melhor desafio do que servir um projeto tão único que eu sou apaixonado há anos, e estou muito feliz de trabalhar com esse time dos sonhos”, completou. Ainda não há previsão para a estreia.
Trailer revela inesperado spin-off de Amor Pleno centrado em Javier Bardem
O filme mais curioso da programação do vindouro Festival SXSW, “Thy Kingdom Come”, ganhou um trailer que revela sua gênese. Trata-se de um inesperado spin-off de “Amor Pleno” (To the Wonder, 2012), de Terrence Malick, centrado no personagem coadjuvante de Javier Bardem, o padre Quintana. Corre a lenda em Hollywood que o material filmado e não usado nos longas de Malick é tão vasto que daria filmes completamente diferentes. Pois o diretor Eugene Richards comprovou. Fotojornalista, ele foi contratado por Malick para registrar cenas de “Amor Pleno”, em que Bardem conversava com moradores reais de Bartlesville, Oklahoma. O registro se mostrou surpreendente, porque os moradores agiram como se Bardem fosse um verdadeiro padre (mesmo sabendo que não era) e se abriram, revelando histórias verdadeiras dolorosas e emocionais. Mas essas filmagens não entraram em “Amor Pleno”, após Malick optar por uma abordagem mais poética e decidir usar apenas o material do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki. Richards obteve permissão de Malick para usar as imagens inéditas e após editar todo o material reuniu 43 minutos de cenas inéditas, o suficiente para um média-metragem, que fará sua première mundial no célebre festival indie SXSW (South by Southwest), entre 9 e 15 de março em Austin, no Texas.
Javier Bardem vai estrelar e produzir documentário sobre a vida marinha da Antártida
O ator espanhol Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) vai estrelar e produzir, com seu irmão Carlos Bardem (“Bestiario”), o documentário “Sanctuary”, sobre a vida marinha da Antártida. O filme pretende se integrar a uma campanha para criar uma zona de proteção no Oceano Antártico contra a pesca predatória. A direção do filme está a cargo do cineasta espanhol Álvaro Longoria (“The Propaganda Game”), que levou Javier Bardem a uma viagem submarina, num submersível do Greenpeace, pelo fundo do Oceano da Península Antártica, em busca de um mundo extraordinariamente variado e colorido. O filme terá narração de Bardem, que também deve interagir com cientistas e biólogos em discussões sobre a vida oceânica, além de documentar as ações do Greenpeace para impedir a pesca predatória de baleias e os esforços para salvar pinguins, que sofrem ameças pelas mudanças climáticas, bolsas de plástico jogadas no mar e práticas de pesca em massa. O objetivo do filme será conscientizar para transformar seu título em realidade, com a criação de um santuário para a vida marinha no mar da Antártida. Bardem e Langoria pretendem aproveitar o Festival de Berlim para entrevistar políticos europeus sobre o tema e exibir trechos já filmados do documentário para a comissão europeia que foi estabelecida para discutir o uso dos recursos da Antártida, visando influenciar na criação de uma legislação de proteção internacional do ecossistema antártico.










