Filho de Bolsonaro tem mensagem íntima para ex-assessor exposta por Leo Dias
Jair Renan, o filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro, abordou temas polêmicos em entrevista ao jornalista Leo Dias, publicada no YouTube na noite de domingo (8/10). Entre os assuntos, destacou-se a relação com o ex-assessor Diego Pupe, que alega ter sido seu namorado. Renan negou a suposta homossexualidade e atribuiu mensagens comprometedoras a uma ação do próprio Pupe. Relação com ex-assessor “É uma fake news. Ele era meu amigo, começou a andar comigo no final de novembro de 2021 para começo de dezembro de 2021. E acabou meio que a amizade, essa parceria que a gente fazia de mídia social, até final de junho de 2022. Era meu amigo, não tenho essa questão de preconceito nem nada, é ser humano. Se você for ou não for [gay], problema seu. Eu não tenho essa questão de me meter na sua vida pessoal”, afirmou Jair Renan. Uma rapidinha antes da mãe acordar Leo Dias então apresentou um print de uma conversa entre Renan e Diego, lavrado em cartório e com veracidade confirmada. Nas mensagens, Jair Renan escreveu: “Eu te amo, cara. Mas não termina comigo por conta disso. Já não quer transar comigo, agora vem querer terminar, porr*? A Vivian tá dormindo, vamos dar uma rapidinha antes de a minha mãe acordar. Vem aqui no meu quarto! Para de show, por favor”. Sobre o conteúdo das mensagens, Renan alegou que Diego teria usado seu celular para enviar as mensagens a si mesmo. “Nesse dia específico, eu estava bebendo, tomei um porre, me deram um banho. Me deram o banho e em seguida me jogaram na cama, e foi ali que eu dormi. Não sei. Provavelmente pegou o meu telefone, não tinha senha, fez o que fez, mandou a mensagem. No dia seguinte, meu telefone não tinha essas mensagens.” A culpa é do PT Jair Renan ainda levantou a possibilidade de envolvimento do PT na história. “Ele era meu amigo. Não sei por que ele está fazendo isso tudo, se é por conta de like, de ficar famoso ou algo do tipo. Porque tem um áudio que ele mandou para um conhecido meu em que ele fala que trabalha atualmente no governo Lula. Talvez esteja fazendo isso a mando do outro lado, direita e esquerda, o Brasil inteiro sabe o que está acontecendo.” O filho de Bolsonaro ainda reforçou: “Eu sou hétero, eu gosto de mulher. Eu sabia que ele era bi, vi ele ficando com mulher, não tenho problema nenhum”. À procura de mulher Ele concluiu o assunto: “Meu sonho é casar e formar família, estou à procura de uma noiva, de uma namorada, pra construir família.”
SBT estaria avaliando processar Rachel Sheherazade após declarações em “A Fazenda 15”
A jornalista Rachel Sheherazade, ex-âncora do “SBT Brasil”, desagradou seu antigo canal com declarações no reality show “A Fazenda 15”, da Record TV. Em conversa com outros participantes, Sheherazade afirmou ter recebido uma advertência do SBT por expressar opiniões favoráveis ao povo palestino durante sua atuação como âncora. “Eu fiz um comentário sobre a questão israelense-palestina, o conflito árabe-israelense. E eu levei um ‘chama’ [chamada de atenção] porque o dono da emissora era judeu”, disse a jornalista. Ela também contou que sofria pressão do governo de Jair Bolsonaro, diretamente pelo ex-presidente, por seu secretário das Comunicações Fabio Wajngarten e pelo genro de Silvio Santos, Fabio Faria, que era ministro das Comunicações. Segundo ela, eles viviam em contato direto com o SBT para orientar coberturas. “O Presidente da República liga reclamando[…] Secretário de comunicação do governo passado ligava para emissora para dizer o que iria ou não ao ar”, expôs a jornalista. Além disso, Rachel também mencionou que Luciano Hang, dono da Havan, foi um dos responsáveis por sua demissão. “Só tinha patrocínio dele. E ele pediu”, afirmou Sheherazade, ressaltando a influência dos patrocinadores na programação e no conteúdo editorial das emissoras de televisão. Ela contou ter sido escoltada pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal após seu desligamento, ao sair da emissora. “A gente vive com a corda no pescoço, né?” Reação do SBT Em resposta, a assessoria do SBT declarou estar “revoltada” e classificou para diversas fontes que a fala de Sheherazade é “totalmente mentira”. O canal está avaliando a possibilidade de processar a jornalista para que ela comprove suas alegações. Oficialmente, a emissora não se posicionou, mas há quem diga nos bastidores que Rachel estaria sendo ingrata com Silvio Santos, fundador e proprietário do SBT. Rachel Sheherazade foi contratada pelo SBT em 2011 e apresentou o “SBT Brasil” até 2020. Durante esse período, ela ganhou notoriedade e chegou a ser a jornalista mais bem paga da emissora. Processo de Rachel Sheherazade contra Sílvio Santos Após sair do SBT, ela processou Sílvio Santos e venceu na Justiça em duas instâncias. Ele ganhou uma indenização de R$ 500 mil por direitos trabalhistas e também danos morais por conta de “comportamento claramente misógino” de Sílvio Santos. O processo, por sinal, pode ser visto como reflexo das tais pressões citadas pela jornalista. O caso se baseia na cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal e foi humilhada por Silvio Santos. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. O caso ainda cabe recurso e o SBT informou que vai recorrer. E a Rachel Sheherazade soltando na Fazenda que o Governo Bolsonaro ligava pro SBT pra reclamar da abordagens das matérias? pic.twitter.com/Uxkb9UQqg9 — William De Lucca (@delucca) September 24, 2023 Rachel Sheherazade expõe bastidores do SBT Brasil e relação com Silvio Santos: "Levei chamada" #AFazenda #AFazenda15 Vídeo: Reprodução/PlayPlus pic.twitter.com/mKZoWncnk6 — Portal Alta Definição (@portaladplay) September 20, 2023
Antonia Fontenelle se demite da Jovem Pan após ser desmentida ao vivo
A apresentadora Antonia Fontenelle pediu demissão da Jovem Pan e informou em seu canal no YouTube que a decisão foi tomada após desentendimentos com os colegas de trabalho, Paulo Mathias e Felipeh Campos, no programa “Morning Show”. A saia justa aconteceu na segunda-feira (14/8), quando ela foi desmentida ao vivo ao comparar o caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com os presentes devolvidos por Luiz Inácio Lula da Silva após o final de seu segundo mandato. Desmentida ao vivo “Cadê os contêineres de presentes que o Lula ganhou de chefes de Estado mundo afora? Ele prestou contas? Disse onde estão os presentes e o que foi feito com eles?”, indagou Fontenelle, em defesa de Bolsonaro, que é investigado por vender joias e relógios caros presentados por autoridades estrangeiras. O jornalista Paulo Mathias interrompeu a apresentadora e corrigiu a informação, informando o destino dos presentes questionados e a prestação de contas. Ele lembrou que Lula havia devolvido 559 presentes incorporados ao seu acervo pessoal e pagou por oito itens baratos desaparecidos, que se extraviaram, avaliados no valor total de R$ 11.748,40. A correção foi feita com base em informações do Tribunal de Contas da União, que atualmente cobra Bolsonaro. Mathias ainda reforçou: “Estou fazendo esse registro aqui porque a gente sempre precisa se ater aos fatos”. Pedido de demissão Após o episódio, Fontenelle expressou sua insatisfação com o ocorrido e com a forma como seus colegas lidavam com o programa. “Desde o primeiro dia que entrei no Morning, eu já sabia que não ia dar certo trabalhar com Paulo Mathias e com o Felipeh Campos”, afirmou. A apresentadora criticou ser recorrentemente interrompida por eles. “Não gosto da forma com que o Felipeh trabalha, nunca apresentaria um programa de fofoca na minha vida. E o Paulo Mathias, que não tem simpatia nenhuma, ele corta as pessoas. Acabou, não quero mais. Se eu errasse com um colega meu e causasse um transtorno desses, eu no mínimo viria aqui pedir desculpas. Isso não é sobre ninguém, isso é sobre mim. Eu sou dona do meu nariz. Eu liguei e pedi: ‘Rescindi esse contrato pra mim, por favor, que eu não quero mais’. Não tá legal, não tá fazendo bem”, disse. A Jovem Pan, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “não vai comentar o assunto”. Vale lembrar que Fontenelle já foi várias vezes condenada na Justiça por não se ater a fatos, perdendo ações por injúria, calúnia e difamação, além de danos morais.
TSE utiliza rap em campanha de valorização da Democracia brasileira
A partir de segunda-feira (10/7), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançará uma campanha publicitária inovadora na televisão e no rádio. Batizada de “Valorização da Democracia”, a campanha, que ficará no ar por dois meses, tem como objetivo passar uma mensagem firme contra golpismo. A surpresa? A mensagem é veiculada através de um rap. O vídeo de 30 segundos apresenta uma batalha de rap, onde a democracia é representada por uma mulher. Ela compete contra um rival em uma festa animada com DJ e pessoas de todas as idades. Vestida com uma camisa branca onde se lê “Democracia”, ela canta com convicção: “Soberania e força popular: tem que respeitar! Liberdade de expressão não é licença para espalhar mentira, ódio, golpe e desavença. Democracia é conquistada, não é sorte. Pode recuar que a consciência aqui é forte!” O slogan da campanha, “Na hora da verdade, a democracia fala mais alto”, ressoa ao fim do vídeo, reforçando o propósito da iniciativa. O contexto da campanha A campanha vem à tona dez dias após o TSE condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a oito anos de inelegibilidade. Com um placar de 5 a 2, a Corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político ao atacar, sem provas, o sistema eleitoral em uma reunião no ano passado com embaixadores no Palácio da Alvorada, enquanto tentava se reeleger. O julgamento fez de Bolsonaro o primeiro ex-presidente na história a perder os direitos políticos em um processo no TSE. Além disso, a campanha marca seis meses da invasão aos prédios dos Três Poderes em Brasília, reforçando a necessidade de fortalecer a defesa da democracia. A mensagem do TSE Giselly Siqueira, secretária de Comunicação e Multimídia do TSE, enfatiza que a campanha visa ressaltar que o ambiente democrático não abre espaço para violações aos direitos, ataques e discursos odiosos. Segundo ela, “A mensagem da música é clara: ‘Liberdade de expressão não é licença para espalhar mentira, ódio, golpe ou desavença’. Devemos sempre rejeitar qualquer tipo de violência, respeitar as diferenças e sempre estar atentos para enfrentar qualquer tipo de desinformação”. A campanha do TSE, portanto, não ressalta somente a importância da Democracia, mas condena o uso de fake news para propagar golpismo no país.
Leonardo DiCaprio enaltece Lula e critica Bolsonaro sobre Amazônia
Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em… Hollywood”) usou as redes sociais para elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela queda do desmatamento na Floresta Amazônica em abril. Em contrapartida, o ator criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que deixou o cargo em janeiro deste ano com recordes de desmatamentos. Divulgada em seu perfil no Instagram, a publicação trouxe uma montagem gráfica de Lula ao lado de uma foto da região amazônica. “Sob Lula, o desmatamento na Amazônia em abril de 2023 foi 68% menor do que em 2022”, diz a imagem. Na legenda, o ator reproduziu um texto de uma organização ambiental que abordava os dados divulgados na última sexta-feira (30/6) pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O texto ressalta que a queda ocorreu após dois meses de aumento no desmatamento, registrado em fevereiro e março, porém, considerando a análise anual, o desmatamento ainda apresentou uma redução geral de 40%. Em seguida, a mensagem ainda apontava que Bolsonaro havia flexibilizado as medidas de fiscalização contra o desmatamento na Amazônia. “Muitos estão atribuindo algum mérito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois ele iniciou ações para restabelecer políticas de proteção à Amazônia e aos direitos indígenas após assumir o cargo”, diz a legenda. “O presidente anterior, Jair Bolsonaro, enfraqueceu tais medidas, resultando no nível mais alto de desmatamento em 15 anos durante sua administração”. Vale mencionar que essa não foi a primeira vez que DiCaprio enalteceu o governo Lula sobre Bolsonaro. Em maio, o ator celebrou as políticas voltadas para os povos indígenas propostas pelo atual governo e ainda comparou a gestão com a de Bolsonaro, criticando o ex-presidente por ter, segundo ele, violado os direitos dessas populações. DiCaprio e a Amazônia Leonardo DiCaprio é conhecido não apenas por sua atuação no cinema, mas também por seu engajamento em questões ambientais. Embora mantenha sua vida pessoal privada, o ator é bastante ativo nas redes sociais para utilizar as plataformas em favor das causas que defende. Nos últimos anos, a preservação da Amazônia tem sido um dos temas que mais tem recebido seu apoio. Em janeiro, o ator prometeu arrecadar US$ 100 milhões para o Fundo Amazônia, voltado ao financiamento de ações para preservação da floresta. Sua organização filantrópica foi uma das envolvidas na doação de US$ 200 milhões pelo POP (Protegendo Nosso Planeta) no mês de junho. O valor arrecadado foi direcionado para a proteção da Amazônia e dos povos indígenas da região. DiCaprio também anunciou que fará um documentário sobre a floresta intitulado “We Are Guardians” (em português, “Somos Guardiões”).
Delegado que barrou jóias de Bolsonaro é estrela de série da Discovery+
O delegado adjunto da Alfândega Mario de Marco Rodrigues de Sousa, que ficou conhecido por ter barrado as joias vindas da Arábia Saudita que estavam na posse de um dos integrantes da comitiva do governo Bolsonaro, é estrela do reality show “Aeroporto – Área Restrita”, da Discovery+. O programa acompanha o trabalho da Polícia e da Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos e ganhou recentemente repercussão na internet, após o streamer Casemiro começar a reagir aos episódios da produção. Com isso, os internautas reconheceram o nome do delegado que surgiu nas reportagens sobre o caso envolvendo suspeita de contrabando e tentativas do governo Bolsonaro de reaver as joias, avaliadas em R$ 16,5 milhões. Nos reacts, Cazé chama o delegado de Félix, da novela “Amor à Vida”, porque Rodrigues de Sousa supostamente se parece com o ator Mateus Solano. Durante o caso, o delegado não aceitou carteiraço do ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e não cedeu às pressões para liberar as joias milionárias, que entraram no Brasil escondidas e sem declaração na Alfândega, como um contrabando. Bento Albuquerque ainda tentou justificar que seria um presente do governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro. Mas isso não mudou o fato da necessidade de pagamento de taxa de importação e multa por tentar enganar a Alfândega. Segundo o delegado, as joias foram apreendidas com um cidadão brasileiro que não possuía nenhum tipo de documento que confirmasse que as peças foram um presente ao governo brasileiro. O governo Bolsonaro teria tentado recuperar as joias oito vezes, sem conseguir, duas delas envolvendo intervenção direta de Jair Bolsonaro. Diante do escândalo, Bolsonaro ainda cometeu ato falho, dizendo que o presente tinha sido acertado nos Emirados Árabes e não na Arábia Saudita. O que abriu uma nova linha de investigação, considerando a possibilidade de propina pela venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) para Mubadala Capital, fundo soberano de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A venda foi efetuada em novembro de 2021 por US$ 1,8 bilhão, cerca de metade da avaliação de seu valor pelo Instituto de Estudos Estratégico de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) – entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. O reality show “Aeroporto – Área Restrita” possui quatro temporadas, todas disponíveis no streaming da Discovery+. Veja abaixo uma cena da série com participação de Rodrigues de Sousa.
Ancine acaba com censura de Bolsonaro a conteúdos LGBTQIAP+
A Ancine acabou com a censura ideológica do governo Bolsonaro. Na semana passada, numa reunião em que participaram o presidente da Ancine, Alex Braga, a secretária de Audiovisual, Joelma Gonçalves, e a diretora de conteúdo da EBC, Antonia Pellegrino, foram destravadas amarras que impediam a agência de emitir certificados de conclusão de 76 projetos audiovisuais, uma parte de temática LGBTQIAP+, no valor de R$ 67,4 milhões. São documentários, obras de ficção e animações produzidos em todas as regiões do Brasil. Bolsonaro tentou impedir a produção dos projetos numa das lives mais problemáticas de todo seu governo. Ele anunciou antecipadamente sua interferência no concurso público, afirmando que “abortaria” aquelas produções. “Fomos garimpar na Ancine filmes que estavam prontos para captar recurso no mercado”, disse Bolsonaro no primeiro ano de seu governo, passando a citar títulos e temas que considerava absurdos. “Um aqui se chama ‘Transversais”, disse, demonstrando horror ao citar que seu tema era transexualidade. “Conseguimos abortar essa missão aqui”, acrescentou. “Outro filme aqui, ‘Sexo Reverso'”, seguiu, dizendo que o filme abordava sexo grupal e oral com índios, concluindo é “um dinheiro jogado fora”. “Não tem cabimento fazer um filme com esse enredo, né?” Outro nome que ele achou ofensivo foi o de “Afronte”, de Marcus Azevedo e Bruno Victor, um docudrama sobre a realidade vivida por negros e homossexuais do Distrito Federal. “Mais um filme aí que foi para o saco”, decretou. Ele também atacou o projeto de “Religare Queer”, sobre uma “ex-freira lésbica”, que descreveu como um filme com “dez episódios”. “Confesso que não entendi por que gastar dinheiro público com um filme desses”, insistiu, sobre a série. “O que vai agregar?”, afirmou, considerando produções com temática LGBTQIAP+ “impróprias”. “Não estou perseguindo ninguém, cada um faça o que bem entender do seu corpo para ser feliz, agora, gastar dinheiro público para fazer esse tipo de filme [na verdade, série]…” E arrematou: “Se a Ancine não tivesse, na sua cabeça toda, mandato, já tinha degolado todo mundo”. A ameaça foi completada por um gesto que representa o assassinato por meio de degola. Só que a tentativa de censura por “filtros” na liberação de incentivos é que acabou “abortada”. Com a aprovação da Lei Aldir Blanc pelo Congresso, passando por cima da “missão” de Bolsonaro, “Transversais” conseguiu verba para virar um filme — o primeiro longa-metragem do diretor Émerson Maranhão — e pôde ser rodado no início de 2021. A obra foi lançado em grandes festivais de cinema, como a Mostra de São Paulo, Mix Brasil e Cine Ceará. A live deu início a uma crise política. O então ministro da Cidadania, Osmar Terra, publicou uma portaria suspendendo os editais, o que resultou no pedido de demissão do primeiro secretário de Cultura do antigo governo, Henrique Pires, declarando que não compactuaria com censura. Os projetos estavam entre os finalistas da linha de “diversidade de gênero” da EBC, que visava selecionar séries para a programação da TV pública em canais como a TV Brasil. Os vencedores seriam financiados diretamente por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e não por autorização para captar incentivos. O FSA é formado pela taxa conhecida como Condecine, que incide sobre empresas de cinema, vídeo e telefonia. O edital foi lançado durante o governo Temer com regras claras, que foram cumpridas pelas produções inscritas. Com a suspensão do edital por motivação ideológica, os projetos citados pelo presidente na live não foram os únicos prejudicados. Isso porque o edital ainda previa o financiamento de cerca de outras 70 iniciativas divididas em 12 categorias. Além do tema da “diversidade de gênero”, o edital também contemplou séries nas categorias de “sociedade e meio ambiente”, “profissão”, “animação infantil” e “qualidade de vida”, entre outras. A partir de agora, a EBC poderá exibir esses conteúdos.
Ex de Jojo Todynho revela caso de cantora com Gabriel Monteiro e pode ser preso
A briga entre Lucas Souza e Jojo Todynho segue firme nesta sexta (10/2). Depois de soltar o verbo em seus stories, para revelar que a cantora do hit “Que Tiro Foi Esse?” lhe teria traído com o polêmico Gabriel Monteiro, ex-vereador da cidade do Rio de Janeiro preso em meio a acusações de assédio sexual e estupro, ele foi espalhar fofocas no “Fofocalizando”, do canal SBT. Ao ser questionado se tinha provas da traição de Jojô, o militar disse que não, mas que tinha a sua verdade. “Nosso casamento acabou decorrente de outras coisas. Foram erros, imaturidade, muitas vezes não soube conduzir a situação da melhor maneira. Eu não sou uma pessoa calma, quando estou em momento de nervosismo falo algo que pode machucar a pessoa. Tenho meus defeito assim como ela.” “Eu quero dar a minha versão da minha história e virar essa página, poder seguir a minha vida. Eu não vou contra o que eu sou”, explicou ele. “Tratava ela como rainha e em determinados momentos ela foi abusiva comigo sim”. A própria Jojo assistiu a entrevista, transmitindo tudo numa live, que atingiu o pico de 170 mil pessoas,. Enquanto acompanha o programa, ela repetiu várias vezes que o que Lucas falava era mentira. “Estou me sentindo num filme de Hollywood, a própria Queen Latifah”. Jojo Todynho lembrou que existe uma medida protetiva, lavrada no dia 15 de dezembro e válida por 90 dias, que impede o ex-militar de proferir mentiras com seu nome. Sandro Figueredo, advogado de Gabriel Monteiro, também divulgou um posicionamento sobre as recentes declarações de Lucas Souza, afirmando que a cantora não traiu o marido com o ex-vereador. “As declarações são injuriosas e difamatórias, segundo Sandro. “Sua respeitosa postura de mulher casada jamais permitiu atitudes que a desrespeitassem, não tendo nunca ocorrido um relacionamento íntimo entre Jojo e Gabriel, menos ainda com algum de seus assessores”, diz o comunicado. Lucas ainda deu entrevista à rádio Metropolitana FM, em que disse saber que pode ser processado pela cantora por fazer acusações sem provas e ser preso por estar descumprindo a medida protetiva em vigor que o proíbe de falar da ex-esposa. “Não tenho medo [de ser processado e preso], porque foi tudo o que eu vivi. Eu estou comprando uma guerra que eu tenho certeza que vou sair perdendo”, afirmou.
Filho de Bolsonaro treta com Gabriel da Casa de Vidro
O filho sem mandato de Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, resolveu aparecer nas discussões sobre a Casa de Vidro do “BBB 23”. Também conhecido como 04, ele acusou Gabriel Tavares de seguir seu perfil no Instagram antes de entrar no programa, mas que “se vendeu” para a Globo e fez uma limpa das redes sociais. Naquele nível conhecido da família, inisinuou ainda que o modelo fez “teste do sofá” com Boninho pra ser selecionado. “Você me seguia, mas se vendeu! A pergunta é: sofá do Boninho… Quanto custou para você ou o que custou?”, escreveu Jair Renan em comentário feito em uma publicação da página Gossip do Dia, no Instagram. Segundo os detetives da internet, Gabriel tinha Jair Renan como seu seguidor. A coluna de Leo Dias foi até a Casa de Vidro e perguntou ao brother porque Jair Renan o seguia. Na resposta que desagradou o 04, o modelo afirmou que nunca seguiu Jair Renan nem era amigo dele, mas que talvez o empresário gostasse de seu conteúdo para se tornar seu seguidor. “Você acha que eu sou amigo dele? Se eu fosse amigo dele, eu seguiria ele de volta. Eu não sei, tenho bastante seguidores lá. Quem não deve, não teme. Às vezes, ele gosta do meu conteúdo e tal; o pai dele ficaria puto se soubesse que ele me segue”, disse Gabriel. Ao ser questionado se votou em Bolsonaro, o administrador fez o número 13 com os dedos afirmando ter votado no atual presidente da República, Lula. Ele já tinha feito um L antes. O administrador do perfil de Gabriel, Abyner Ferreira, amigo do brother e responsável por gerenciar suas contas enquanto ele está confinado, também rebateu Jair Renan. Ele acusou o filho de Bolsonaro de mentir apenas para se promover na carona do reality. “Geralmente, o administrador tem que limpar as redes, mas não tivemos que limpar nada. Ele não tinha Twitter. Ele nunca seguiu Renan Bolsonaro de volta, nem o conhece. Renan disse isso do sofá para surfar na onda. Eles nem se conhecem”, explicou Ferreira.
Apresentador americano faz piada com Bolsonaro e golpistas após ataque em Brasília
O apresentador Stephen Colbert, do talk show “The Late Show”, comentou os recentes ataques terroristas em Brasília durante o monólogo de abertura do seu programa na segunda-feira (9/1). Na ocasião, Colbert também fez piada com a aparência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante sua fala, Colbert explicou que o país passou por uma eleição e “o perdedor é o político da extrema direita e tartaruga que acabou de ver você deixar cair uma cenourinha, Jair Bolsonaro”, brincou o apresentador, que costuma fazer piadas com a aparência das pessoas. “Bolsonaro argumenta que ele perdeu as eleições no país devido a uma fraude”, continuou o apresentador. “Se isso nos soa familiar, escute só essa: ontem, vândalos apoiadores de Bolsonaro invadiram o Congresso brasileiro e o edifício onde está o gabinete presidencial”. Colbert continuou, dizendo: “Não! Não! Eu não posso assistir a esse filme novamente. Sei como termina! Com todos gostando da versão brasileira de Liz Cheney”, brincou ele, referindo-se à deputada americana que se posicionou contra Trump, apesar de tê-lo apoiado firmemente enquanto ele estava na Casa Branca. “Não posso gostar dela novamente. Sou muito emocional”. “Os vândalos foram retirados pela polícia, e esse foi um dia sombrio para a democracia brasileira, levando os especialistas a dizerem: ‘8 de janeiro é o 6 de janeiro do Brasil'”, afirmou o comediante, referindo-se ao dia em que o Capitólio americano foi invadido por apoiadores de Trump. “Assim como o nosso 6 de janeiro, a insurreição brasileira teve vândalos invadindo os prédios do governo, atacando policiais com os mastros da bandeira do país e quebrando as janelas”, contou ele. “Espere um pouco! Eles já estão dentro do prédio. Por que eles estão quebrando as janelas? É para serem acusados de invasão e fuga?”, brincou ele. Brazil's January 8th is looking a lot like America’s January 6th…🫢 #Colbert pic.twitter.com/RWX41UA23V — The Late Show (@colbertlateshow) January 10, 2023
Danilo Gentili diz que Bolsonaro queria acabar com sua carreira
O apresentador Danilo Gentili acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de ter “tentado desgastar” sua imagem e acabar com sua carreira. A acusação foi feita numa postagem nas suas redes sociais, em que ele fez um apanhado do ano de 2022. Na postagem, Gentili disse que sofreu “pressão” do governo Bolsonaro, que tentou censurar seu filme, “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” (2017), proibindo sua disponibilização em streaming sob a acusação de que a obra fazia apologia à pedofilia. “Foi mais um ano sofrendo pressão de mais um governo tentando desgastar a minha imagem e tentando fazer eu perder a minha carreira. Porém, hoje, mais uma vez, eu assisti muitas das pessoas que pediram a minha cabeça perdendo as delas. E continuo aqui, firme e forte”, publicou ele. O caso em questão aconteceu em março de 2022, quando apoiadores do presidente acusaram Gentili de pedofilia porque seu filme, “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, tinha um personagem pedófilo interpretado por Fábio Porchat. O ator também se tornou alvo das acusações, que confundiam filme com realidade. A acusação ganhou fôlego quando o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a suspensão da exibição do filme em plataformas digitais como Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple e Amazon. Eventualmente, essa determinação foi derrubada pelo STF, que esclareceu não existir censura artística no Brasil. Como até então o filme era liberado para menores de 14 anos, o Ministério resolveu mudar sua classificação indicativa para maiores de 18 anos, por conter conteúdos de “coação sexual, estupro, ato de pedofilia e situação sexual complexa”. Danilo Gentili rebateu os ataques, classificando-os como “chiliques, falso moralismo e patrulhamento”. Nos últimos meses, ele passou a fazer duras críticas e ataques a Jair Bolsonaro, a quem ele chamou de “covarde e sem honra”, acusações que também explorou diante do abandono do mandato pelo ex-presidente, que foi aos Estados Unidos antes de encerrar seu dever cívico. O apresentador também puxou algumas discussões com um dos filhos de Jair, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nas redes sociais. 8/11 Foi mais um ano sofrendo pressão de mais um governo tentando desgastar a minha imagem e tentando fazer eu perder a minha carreira, porém hoje, mais uma vez, eu assisti muitas das pessoas que pediram a minha cabeça perdendo as delas. Eu continuo aqui, firme e forte 😉 pic.twitter.com/4FdiOj01gE — Danilo Gentili (@DaniloGentili) January 2, 2023
Bolsonaro vai morar com Minions nos EUA
Primeiro presidente brasileiro a largar o mandato por conta própria antes do tempo, Jair Bolsonaro já está acomodado em sua residência pelas próximas semanas/meses. Ele se hospedou na casa do ex-lutador de MMA José Aldo, em Orlando, nos Estados Unidos, que tem um detalhe curioso. Um dos quartos da casa viralizou nas redes sociais por ser todo decorado com o tema os Minions, do filme “Meu Malvado Favorito”. Durante o governo Bolsonaro, os personagens foram associados aos seguidores do presidente, intitulados ironicamente de “bolsominions”. O interior da casa se tornou conhecido graças a um vídeo da corretora de imóveis Juliana Fernandes, publicado no YouTube em 16 de junho de 2021, que mostra uma “tour” pela residência, oferecida para locação de temporada. Ela foi responsável pela reforma na casa em que Bolsonaro está hospedado para um “período sabático”. Ele viajou na última sexta-feira (30/12), antes de encerrar o mandato, para evitar a cerimônia de entrega da faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que toma posse neste domingo (1/1). A saída à francesa também foi considerada fuga por alguns articulistas da imprensa, por medo do que possa lhe acontecer no país com a perda de seu foro privilegiado. Sem cargo político após a derrota nas eleições, Bolsonaro perdeu a blindagem do Procurador Geral da República, Augusto Aras, e pode ser processado pela Justiça comum por vários crimes a partir de segunda (2/1). Conheça abaixo a casa onde está Bolsonaro.
Bolsonaro planejava acabar com cinema nacional em 2023
Caso fosse eleito, Jair Bolsonaro planejava destruir o cinema nacional em 2023. A ação era baseada em iniciativas paralelas, que se fossem levadas adiante causariam a quebradeira do setor e o fim da produção de filmes brasileiros. O golpe se materializaria com a exclusão da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) do plano orçamentário de 2023. Bolsonaro tirou a previsão da taxa (cobrada da própria indústria audiovisual) de seu plano orçamentário para o ano que vem. Avaliada em R$ 1 bilhão por ano, a Condecine financia a maior parte da atividade cinematográfica no Brasil ao alimentar o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), dinheiro usado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) no fomento de filmes e séries realizados no país. Sem o Condecine, não haveria investimento na produção de filmes que ganham festivais e representam a cultura brasileira no mercado internacional. Em tese, restariam os filmes mais comerciais, geralmente comédias com atores da TV, bancados pelos maiores estúdios/distribuidoras. Só que o fim do Condecine é parte de um projeto maior de destruição, que inclui também o fim das cotas de tela (garantia de uma percentagem mínima de filmes nacionais que devem ser exibidos por cinema). Bolsonaro abandonou a cota de tela e acabou com a proteção do cinema nacional diante da distribuição predatória dos filmes de Hollywood. Como resultado, três filmes americanos da Disney ocupam atualmente 90% de todos os cinemas do Brasil, fazendo com que o único lançamento brasileiro desta quinta (22/12) tivesse que disputar espaço com estreias francesas e um relançamento de blockbuster, além dos filmes já em cartaz, nos 10% das telas restantes. Na semana passada, o cineasta, gestor cultural e professor universitário Alfredo Manevy anunciou no Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro que o market share (taxa de ocupação do mercado exibidor) do cinema nacional foi de 1,9% em 2022, o mais baixo de todos os tempos – desde que Getúlio Vargas criou a cota de tela para a produção nacional. Ou seja, fenômenos como “Minha Mãe É uma Peça 3” e “Tropa de Elite 2”, duas das maiores bilheterias da História do país, jamais voltariam a acontecer sob o “liberalismo econômico” de Bolsonaro. “Ninguém sabia quem era o Paulo Gustavo. Ninguém acreditava em um filme com um homem vestido de mulher. ‘Minha Mãe é uma Peça’ Só aconteceu por causa dos incentivos”, disse Iafa Britz, produtora da comédia com o ator Paulo Gustavo. Além disso, havia cota de tela em 2020, quando “Minha Mãe É uma Peça 3” estourou – o market share nacional daquele ano foi de 23,3%. Sem o apoio proporcionado pelo FSA (via Condecine) e pela cota de tela, sucessos como este jamais se repetiriam. Juntos, falta de incentivo e distribuição precária seriam a receita garantida para quebra-quebra, onda de desemprego e fim do setor. Mas Bolsonaro perdeu a eleição. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva mudou tudo. Atendendo ao grupo técnico de Cultura da transição, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) já aprovou a inclusão de uma emenda parlamentar de reinclusão do Condecine no orçamento de 2023. Além disso, a Ancine deliberou nessa semana sobre um projeto de lei que busca trazer de volta a cota de tela. A expectativa é que a medida seja reimplementada já no início da gestão de Lula.












