Regina Duarte é classificada como difusora de fake news pelo Instagram
A atriz Regina Duarte teve seu perfil no Instagram restrito por publicação de notícias falsas. Durante esta sexta-feira (28/10), quem tentou seguir a página da ex-secretária especial da Cultura do governo Bolsonaro se deparou com um alerta: “Tem certeza de que deseja seguir Regina Duarte? Esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes da Comunidade.” O aviso foi retirado no final do dia, mas vários posts de sua página foram borrados e marcados como fake news. Além disso, o Instagram tirou o perfil oficial da atriz de sua ferramenta de busca, dificultando o acesso a sua página. Apenas quem já conhece o endereço ou o pesquisa pelo Google consegue chegar à sua página. As restrições também impedem Regina Duarte de ser marcada ou mencionada por outras contas. “Usamos tecnologia e feedback da nossa comunidade para identificar publicações e contas que possam conter informação falsa. Também trabalhamos com verificadores de fatos independentes no mundo todo que analisam conteúdo em mais de 60 idiomas”, diz o Instagram sobre suas políticas em relação a informações falsas. A plataforma também lista medidas que são adotadas “quando os verificadores de fatos independentes identificam informação falsa, conteúdo alterado ou conteúdo sem contexto”, que incluem várias penalizações, incluindo a desativação completa das contas que persistirem em difundir mentiras ou descumpram as Diretrizes da Comunidade. Regina Duarte não se pronunciou sobre as restrições impostas pelo Instagram. Poucas horas depois de ter seu perfil restrito, ela postou um vídeo na cozinha com uma amiga portuguesa vestida com uma camisa amarela, ensinando a tradicional receita de Punheta de Bacalhau.
New York Times faz documentário sobre importância mundial das eleições no Brasil
O jornal The New York Times produziu um minidocumentário, especialmente para sua versão online e redes sociais, sobre a importância da eleição presidencial de domingo (30/10) no Brasil para o futuro dos EUA e do mundo, tomando partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora seja conhecido por seus fortes posicionamentos em defesa da democracia, o tema escolhido pelo jornal para definir seu apoio e o tom de alerta da produção foi o meio-ambiente e a preservação da floresta Amazônica. Para o New York Times, Bolsonaro representa uma ameaça à natureza, aos povos indígenas brasileiros e, por extensão, ao mundo inteiro, considerando a devastação que seu governo causou na Amazônia e a importância da floresta para equilibrar o clima mundial. “Todos nós precisamos desesperadamente de um novo presidente brasileiro que não queime tudo”, diz a narração do vídeo. Além da narração em inglês, o curta de pouco mais de 6 minutos dá voz à jovem líder indígena Txai Suruí, coordenadora do Movimento da Juventude Indígena e única brasileira que discursou na COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia. O New York Times já tem uma sólida tradição em documentários. Dois deles foram fundamentais para chamar atenção sobre os abusos cometidos contra Britney Spears, ajudando, no ano passado, a encerrar a tutela judicial a que a artista estava submetida desde 2008. On Sunday, Brazilians go to the polls to elect their next president. But at stake is something far more important than the leadership of the largest economy in South America. pic.twitter.com/WKbaX9sdF0 — New York Times Opinion (@nytopinion) October 27, 2022
Post de Casimiro desmentindo Flávio Bolsonaro vira o mais curtido do Twitter no Brasil
Uma publicação do streamer e comentarista esportivo Casimiro Miguel, rebatendo montagem falsa do senador Flávio Bolsonaro para forjar seu suposto apoio a Jair Bolsonaro, tornou-se a mais curtida do Twitter no Brasil em menos de 24 horas. A postagem, que nem foto tem, recebeu mais de 1,1 milhão de coraçõezinhos. O filho de Jair Bolsonaro publicou no Instagram uma imagem que mostrava Casimiro segurando balões com o número 22, num suposto apoio ao seu pai nas eleições. A foto, porém, era manipulada. Na verdadeira imagem, Casimiro segurava balões com o número 29, sua idade, que ele completou na última quinta-feira (20/10). “Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo”, ele escreveu no post curtido. Diante da manipulação maliciosa para enganar o público sobre sua preferência, o comentarista da Amazon Prime Video ainda decidiu revelar em que vai realmente votar no próximo domingo (30/10). “Como sabem, dia 30 meu voto é 13”, completou. Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo. Como sabem, dia 30 meu voto é 13. — caze (@Casimiro) October 23, 2022
Flavio Bolsonaro publica fake news de Casimiro que reage com voto em Lula
O streamer e comentarista esportivo Casimiro Miguel reagiu à publicação de uma fake news do senador Flavio Bolsonaro, declarando seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva. O filho de Jair Bolsonaro publicou no Instagram uma montagem falsa que mostrava Casimiro segurando balões com o número 22, num suposto apoio ao pai do parlamentar. A foto é manipulada, pois Casimiro segurava balões com o número 29, sua idade, que ele completou na última quinta-feira (20/10). “Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo”, disse. Diante da manipulação maliciosa para enganar o público sobre sua preferência, o comentarista da Amazon Prime Video decidiu revelar em que vai realmente votar no próximo domingo (30/10): “Como sabem, dia 30 meu voto é 13”. Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo. Como sabem, dia 30 meu voto é 13. — caze (@Casimiro) October 23, 2022
José Padilha critica uso ilegal de “Tropa de Elite 2” e diz que filme denuncia Bolsonaro
O cineasta José Padilha se revoltou contra o uso de “Tropa de Elite 2” pela campanha de Jair Bolsonaro. Em um vídeo publicado no Instagram, o diretor ressalta que o filme condena os crimes das milícias e políticos como Bolsonaro. “A campanha de Bolsonaro tem usado o filme ‘Tropa de Elite 2’ sistematicamente. Eles retiram do filme uma narração sobre o sistema e sobrepõem com imagens do Lula em sua campanha”, começou ele. Além do uso ser ilegal, já que ele e nem o produtor Marcos Prado autorizaram a campanha de Bolsonaro a utilizar qualquer parte do longa-metragem, invertem o sentido das frases, que são contra o que Bolsonaro representa. “Fazem isso de forma ilegal, posto que eu não autorizei e nem o Marcos Prado autorizou tal uso. Quero lembrar ao público que o ‘Tropa de Elite 2’ é um filme sobre milícias. Sobre político eleitos com o apoio de policiais corruptos e violentos que controlam comunidades no Rio de Janeiro de forma fascista”, disse. Em seguida, Padilha destacou que a trama do filme faz referência à trajetória política de Bolsonaro e não de Lula. “Se o filme ‘Tropa de Elite 2’ e o sistema ao qual me refiro no filme se aplicam a algum político nessa eleição presidencial, evidentemente esse político é o Bolsonaro, e não o Lula”. No vídeo, divulgado pela campanha de Bolsonaro no fim do mês passado, a fala de Wagner Moura, que interpreta o capitão Nascimento, serve como narração para cenas do encontro de Lula com Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Cristovam Buarque (Cidadania), Guilherme Boulos (PSOL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marcelo Freixo (@marcelofreixo)
Xuxa se manifesta contra “pintou um clima” de Bolsonaro: “Muito mexida”
A apresentadora Xuxa Meneghel postou um vídeo no Instagram em que comenta o gatilho que sofreu com comentários de Jair Bolsonaro sobre o dia em que “pintou um clima” ao ver meninas bonitas venezuelanas de 13 e 14 anos na rua. No depoimento, ela relatou experiências de abuso sexual que sofreu na infância. Dizendo-se “muito mexida” com o comentário de Bolsonaro, que posteriormente tentou consertar a frase, mas não o contexto de suposta prostituição – repetido em outros vídeos – , Xuxa começou lembrando a polêmica do filme “Amor, Estranho Amor”, que costuma ser usado para acusá-la de pedofilia. “Antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer para vocês que quem está aqui falando não é aquela menina que tinha 18 anos e fez o papel de uma menina de 15 anos, que foi vendida para um prostíbulo para ser dada de presente para um político. Esse filme foi baseado em algumas histórias e acontecia no ano de 1939, 1940. E, até hoje, a gente ouve e vê situações como essas”, explicou Xuxa. “Eu vou falar para vocês de uma verdade: por volta dos meus 3, 4 anos de idade, eu sofri o meu primeiro abuso e, consequentemente, muitos outros aconteceram”, contou. “Por último, foi aos 13 anos de idade, com um velho que me encurralou numa parede. Eu estava apenas de camiseta e com a parte de baixo do biquíni. Ele passou a mão dele no meu corpo todo, e eu não falei nada, e não fiz nada, mas quando ele tentou me beijar, eu empurrei ele e saí chorando”, afirmou a apresentadora. Ela então citou a fala polêmica de Bolsonaro para se manifestar contra as colocações do candidato. “Ele usou a expressão que elas estavam ‘ganhando a vida’, que estavam ‘fazendo programa’, ou seja, se prostituindo. Eu queria deixar claro para vocês que nenhuma criança com 13, 14 anos se prostitui. Isso aí é exploração sexual de crianças e de adolescentes”, afirmou. “Eu não gritei naquele momento, mas hoje eu quero gritar”, completou, em protesto. Sasha Meneghel, filha de Xuxa, comentou na página: “Te amo mama. Tô contigo sempre, você é um exemplo de força”. “Nossa Xuxa é gigante. Depoimento forte e necessário”, acrescentou Angélica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)
Junior sobre apoio de Chitãozinho a Bolsonaro: “Toda família tem um tiozão do Zap”
Não é só João Guilherme. Outro filho de sertanejo também lamentou o apoio de parente ilustre a Jair Bolsonaro. O cantor Junior postou nesta terça (18/10) um comentário sobre Chitãozinho, após seu tio e outros sertanejos declararam voto em Bolsonaro, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais com Luiz Inácio Lula da Silva. “Novos estudos apontam: Toda família tem um tiozão do Zap”, escreveu Junior nas redes sociais. “Votar é um ato de muita responsabilidade, porque não se vota pensando em si mesmo somente, mas coletivamente. E para isso é preciso mais consciência, mais aprofundamento na realidade de todos”, continuou. “Por ter, pessoalmente, feito cada vez mais essa busca, sou contra o governo atual e escolho um caminho diferente do que vi nos últimos 4 anos. E faço isso, mesmo em um cenário de escolha muito distante do que enxergo como ideal, mas consciente de que é preciso mudar”, acrescentou. A ausência do pai de Sandy e Junior, o sertanejo Xororó, foi notada na reunião dos sertanejos em torno de Bolsonaro. Quem também faltou foi Luciano, da dupla com Zezé di Camargo. Os dois são contra o apoio público de artistas a candidatos. Já Leonardo teve a participação no evento dos sertanejos de direita criticada de forma dura pelo filho João Guilherme, que o chamou de cego. “Diante de todos os últimos escândalos envolvendo o atual mandatário, ver alguém tão importante pra mim declarar apoio dessa forma me enoja. É tanta ignorância que nem sei”, comentou o ator de “De Volta aos 15”, da Netflix.
João Guilherme chama seu pai, o cantor Leonardo, de cego por apoiar Bolsonaro
O ator João Guilherme (“De Volta aos 15”), filho caçula do cantor Leonardo, chamou o pai de cego e disse que ele o enoja, ao descobrir sua visita a Brasília para apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro. Na tarde desta segunda-feira (17/10), João Guilherme escreveu nas redes sociais: “Hoje to triste. Sei bem e a influência do meu pai, ele é gigante, querido por tantos… Mas joga no time errado e está cego”, começou o ator. Em seguida, ele aproveitou para relembrar alguns escândalos envolvendo o político. “Diante de todos os últimos escândalos envolvendo o atual mandatário, ver alguém tão importante pra mim declarar apoio dessa forma me enoja. É tanta ignorância que nem sei. É como se eu não tivesse minhas duas irmãs mais velhas que já tiveram 14, 15 anos… ou minhas sobrinhas”, detonou João Guilherme. Por fim, João Guilherme ainda pediu desculpas aos seguidores por causa do posicionamento tomado pelo sertanejo. “Peço desculpas pela falta de educação e de sensibilidade do meu Pai. Eu amo ele, por isso peço perdão”, escreveu. Bolsonaro recebeu apoios de outros cantores sertanejos nesta segunda, como Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Chitãozinho, Fernando (da dupla com Sorocaba) e Sula Miranda. Hoje to triste. sei bem e a influência do meu pai, ele é gigante, querido por tantos… Mas joga no time errado e está cego. — J҉O҉T҉I҉N҉H҉A҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022 Como se todas as mortes ligadas ao pouco caso do Governo perante a ciência e a vacinação fossem um só um delírio. — J҉O҉T҉I҉N҉H҉A҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022 Peço desculpas pela falta de educação e de sensibilidade do meu Pai. Eu amo ele, por isso peço perdão. — J҉O҉T҉I҉N҉H҉A҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022
HBO não exibe no Brasil “Last Week Tonight” sobre Bolsonaro
A HBO decidiu censurar no Brasil o episódio do programa “Last Week Tonight” com comentários críticos sobre Jair Bolsonaro. O capítulo em que o apresentador John Oliver comenta as eleições presidenciais brasileiras foi ao ar no dia 25 de setembro nos EUA e até agora continua inédito no país. Em comunicado à imprensa, a empresa Warner Bros. Discovery, proprietária da HBO e da HBO Max, confirmou a decisão de atrasar propositalmente a chegada do capítulo ao Brasil. “A Warner Bros. Discovery informa que optou por atrasar a inclusão na plataforma do 23º episódio de ‘Last Week Tonight with John Oliver’, em que Jair Bolsonaro é mencionado, e que foi exibido nos Estados Unidos no domingo (25/9), uma vez que não há episódios atuais e similares sobre os demais candidatos. Desta forma, mantemos isonomia e evitamos parcialidade até o final do período eleitoral”. Na verdade, esta apenas é uma forma de interpretar a opção pela censura. A outra tem entendimento oposto: teria havido parcialidade na intenção de esconder conteúdo com informações relevantes para o público eleitor. Ao contrário de apresentadores brasileiros com receio de processos, John Oliver não faz uma descrição moderada de Bolsonaro, apresentando-o como um “homofóbico misógino” que transformou “o 200º aniversário da Independência do Brasil essencialmente num comício de campanha para ele mesmo”. Mesmo com a censura local, a crítica humorística de John Oliver pode ser assistida na íntegra pelo canal oficial do programa no YouTube. Nas configurações do vídeo, é possível até incluir legendas em português. Veja abaixo.
Bruna Marquezine responde Michelle Bolsonaro: “Me ofendeu publicamente”
Bruna Marquezine se pronunciou nos Stories de seu Instagram sobre o ataque gratuito que recebeu de Michelle Bolsonaro. A Primeira Dama resolveu se manifestar sobre a roupa que a atriz usou no desfile da coleção de verão 2023 da Burberry, em Londres, na Inglaterra. “A pessoa gosta de ser feia e vulgar”, disparou a esposa de Jair Bolsonaro. Nos Stories, Bruna postou um print do comentário de Michelle e escreveu: “A mulher de Deus, que tenta de todos os jeitos fazer outras mulheres acreditarem que ela, seu marido e o governo dele não são extremamente machistas, fez uma crítica à minha aparência e me ofendeu publicamente sem motivo algum nos comentários de uma página aqui no Instagram”. Na sequência, a atriz voltou a publicar notícias sobre a investigação da Polícia Federal (PF) de transações no gabinete de Jair Bolsonaro. “O que foi noticiado poucas horas antes”, escreveu Bruna. Ela ainda compartilhou um comentário de um bolsonarista, que dizia duvidar que a primeira-dama teria feito o comentário ofensivo por ser “uma mulher classuda”. “E essa é a tal narrativa que os eleitores do Bolsonaro sempre escolhem acreditar. Sempre a negação. Tudo é fake news. Tudo que fortalece e reafirma o discurso absurdo dele, é claro”, escreveu a artista. “Meu sonho de princesa é ter um presidente e uma primeira-dama que não desrespeitem os cidadãos. É pedir muito?”, finalizou Bruna Marquezine, acrescentando a hashtag “Faz o L”, em uma referência ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A atriz chegou ao Brasil na noite de sábado (1/10) para exercer seu direito ao voto. Ainda no aeroporto, “fez o L” com os dedos. A preferência política de Marquezine, inclusive, fez seu nome entrar nos tópicos mais comentados desta semana quando seu ex-namorado, o jogador de futebol Neymar Jr., declarou voto em Bolsonaro. A maioria comemorou o fim do casal Brumar. “Livramento”, disse um usuário.
Xuxa declara apoio à Lula e Gloria Perez curte pedido de voto em Bolsonaro
A proximidade da eleição presidencial tem gerado cada vez mais declarações de apoios políticos entre os artistas brasileiros. Além de um vídeo em que vários artistas pedem votos em Lula, Xuxa publicou sua própria declaração fazendo o L de Lula, até para evitar que se repita a fake news de 2018, quando circulou uma falsa declaração de simpatia da loira por Bolsonaro. “Primeiro turno. Amor, respeito e democracia”, escreveu Xuxa junto do compartilhamento do vídeo. Mas nem todos os artistas são lulistas. Além de Regina Duarte, Malvino Salvador e outros assumidos, há também bolsonaristas envergonhados, que não declaram voto. A escritora Gloria Perez encontrou uma forma de manifestar apoio curtindo um post que pedia voto no candidato do centrão e da extrema direita. Cobrada na imprensa, ela desconversou sem assumir sua preferência, querendo dizer que apoio não é apoio. Primeiro, veja o texto que ela curtiu: “Em 2018, votei nele porque era o mal menor. Desta vez, votarei nele não apenas como um antídoto ao PT, mas porque ele teve a coragem de defender nossa liberdade nestes 4 anos. Não apenas a liberdade de expressão, mas também de ir e vir, de trabalhar, de escolher meus remédios e vacinas”. Trata-se de uma clara, evidente e assumida declaração de voto em Bolsonaro. Mas Glória diz que leu um manifesto de defesa da liberdade de expressão e endossou. “Isso é declaração de voto??? Ah gente! É cada uma!”, disse. “Curti e vou curtir qualquer post que defenda a liberdade de expressão. Ponto”, completou. Gloria também diz que nunca declarou e vai continuar sem declarar qual é seu candidato. Jair e Michelle Bolsonaro recentemente prestigiaram o templo que tem Guilherme Pádua, assassino de Daniella, filha de Gloria Perez, como pastor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)
Bruna Marquezine reage ao ser chamada de “feia e vulgar” por Michelle Bolsonaro
A atriz Bruna Marquezine foi xingada por Michelle Bolsonaro. Num reflexo do costume do marido de atacar brasileiros que se destacam no exterior, a Primeira Dama escreveu no Instagram que a primeira brasileira a estrelar um filme de super-heróis de Hollywood era “feia e vulgar” por usar um vestido transparente em uma premiação. Marquezine respondeu com o compartilhamento de uma notícia desta terça (27/9), que aponta Bolsonaro como alvo de uma investigação criminal. “Polícia Federal vê transações suspeitas em gabinete de Bolsonaro, e Moraes quebra sigilo com seu assessor”, informa a publicação que ela compartilhou em suas Stories. Michelle Bolsonaro atacou Marquezine em comentários de uma página de fashion police brasileira, que comentou negativamente a roupa que a atriz escolheu para um desfile em Londres, na Inglaterra – um vestido preto transparente de grife com fendas nos braços e nas pernas, que deixava aparente um biquíni preto, usado por baixo da roupa. “A pessoa gosta de ser feia e vulgar”, disparou sem elegância a Primeira Dama. Já no perfil oficial de Marquezine, a roupa foi elogiada pelo rapper americano Kanye West, o ator americano Xolo Maridueña, par romântico da brasileira no filme da DC, além de Giulia Be, Maísa Silva e outros famosos. Bruna Marquezine já trocou alfinetadas com Jair Bolsonaro nas redes sociais e revelou que irá votar em Luiz Inácio Lula da Silva para presidente.
Globo pede renovação da concessão. Bolsonaro vai acatar?
A rede Globo pediu oficialmente na terça-feira (20/9) a renovação de sua concessão para continuar operando na TV aberta. A empresa fez a solicitação no Ministério das Comunicações para cinco emissoras espalhadas pelo Brasil, localizadas em Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife. Em outras cidades, o canal é retransmitido através de empresas parceiras – afiliadas do canal. De acordo com a Lei Federal, emissoras de TV têm concessões válidas por 15 anos, podendo ser renovadas após esse período. A última vez que a Globo teve sua concessão aprovada foi por meio de um decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O detalhe é que, pela primeira vez na História, um presidente ameaça publicamente não renovar a concessão de um canal em funcionamento. Jair Bolsonaro apontou repetidas vezes que a Globo sofrerá dificuldades com a renovação. Bolsonaro começou a ameaçar pela primeira vez tirar a Globo do ar em outubro de 2019, numa live exibida logo após uma reportagem do “Jornal Nacional” vincular seu nome às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco. Em meio a várias ofensas, dirigiu-se à emissora em seu melhor estilo truncado: “Temos uma conversa em 2022. Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição. Nem pra vocês nem pra TV nem rádio nenhuma. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem pra ninguém”. Em seguida, reforçou em entrevista para a rádio Tupi: “Da minha parte, para todo mundo, você tem que estar em dia (com a documentação exigida para obter a concessão). Não vamos perseguir ninguém, nós apenas faremos cumprir a legislação para essas renovações de concessões. Temos informações de que eles vão ter dificuldades”. Em maio de 2020, irritado com a cobertura que a Globo vinha fazendo da pandemia do coronavírus, voltou à carga. “Não vou dar dinheiro para vocês. Globo, não tem dinheiro para vocês. Em 2022… Não é ameaça não. Assim como faço para todo mundo, vai ter que estar direitinho a contabilidade, para que você [Globo] possa ter sua concessão renovada. Se não tiver tudo certo, não renovo a de vocês nem a de ninguém”. Ele repetiu a fala em 2021, usando tom de ameaça: “A Globo tem encontro comigo ano que vem. Encontro com a verdade”. E voltou a dizer, no seu jeito de fazer uma afirmação para afirmar o oposto em seguida: “Não vou perseguir ninguém. Tem que estar com as certidões negativas em dia, um montão de coisas aí”. Apesar de insistir naquilo que “não é ameaça não”, Bolsonaro precisa do Congresso para tirar a concessão de funcionamento da Globo. Caso o Ministério da Comunicação, que é genro de Silvo Santos, rival direto da Globo, decida-se pela não-renovação, o fim da concessão ainda precisará de ser autorizado por dois quintos do Congresso em votação nominal. E o contestado ainda pode recorrer na Justiça. De todo modo, a insinuação serve de alerta para quem gosta de novela da Globo e ainda não decidiu em quem votar.












