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    Mais jornalistas da Jovem Pan são demitidos em “limpa”

    31 de outubro de 2022 /

    A Jovem Pan demitiu diversos jornalistas nesta segunda-feira (31/10), um dia após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Rumores vazados da redação sugerem uma mudança editorial no jornalismo do grupo. Após a Jovem Pan News tornar-se porta-voz da extrema direita no Brasil, o grupo responsável pela emissora estaria recalculando sua rota com a derrota de Jair Bolsonaro. Assim, os nomes do comentarista Guilherme Fiuza, da apresentadora Carla Cecato e do repórter Maicon Mendes, que participou da cobertura das eleições de 2022, juntaram-se aos ilustres dispensados do começo do dia, Augusto Nunes e Caio Coppola. Mas a lista também incluiu Guga Noblat, um dos mais ponderados – e “esquerdista” perdido no elenco da emissora. Noblat deu sua própria versão para sua demissão, sugerindo retaliação da emissora: “Acabo de ser comunicado que estou fora da Jovem Pan por não ter defendido a rádio na história da censura. Estava desde a semana passada afastado e agora é definitivo”, disse nas redes sociais. O jornalista não se juntou aos funcionários da Jovem Pan News que acusaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de realizar censura na programação da emissora por exigir que eles parassem de atacar o então candidato Lula com fake news e dessem o mesmo tratamento dispensado ao incumbente, sempre muito elogiado. A legislação eleitoral exige tratamento isonômico entre candidatos em veículos jornalísticos e Noblat deu razão à lei. Ele ainda retuitou um post de Bob Fernandes que disse: “Os que alardeavam terem sido ‘censurados’, censuram Guga, suspenso da Pan desde quarta-feira. E hoje, segunda-feira, ele foi demitido”. Carla Cecato estava afastada da Jovem Pan desde o início de outubro, quando decidiu se licenciar para participar da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, e não vai voltar ao grupo. Durante esse período, ela teve sua credibilidade jornalística questionada por virar uma disseminadora de notícias falsas em seu Instagram. Por conta disso, teve posts bloqueados e recebeu um aviso de que seu perfil não era confiável para informações jornalísticas devido a quantidade de vídeos manipulados. Ela apostava em outra carreira, tentando uma vaga como deputada federal, mas não se elegeu. Já Guilherme Fiuza era o mais extremista do grupo dispensado. Seu último tuite antes da demissão insinuava que as eleições foram fraudadas. “Os caminhoneiros não estão parados contra o resultado da eleição. Estão parados porque, como a totalidade da população que vive do seu trabalho, pediram eleições limpas e não foram atendidos. Eleição limpa tem que poder ser auditada e não precisa de censura”, ele escreveu pouco antes de ser sacado. Este post era frontalmente contrário a um editorial publicado pelo grupo na noite de domingo (30/10), para reforçar a lisura das eleições e a defesa da democracia, e indicar que a Jovem Pan “não irá se omitir” caso ocorresse algum golpe. “Com a proclamação do presidente que conduzirá o país pelos próximos quatro anos, renovamos nosso compromisso com o Brasil, com a democracia, com a nossa Constituição cidadã e com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República”, disse o trecho principal do editorial. “Os candidatos que disputaram as eleições deste ano devem ter esse compromisso claro e serem os primeiros — tenham vencido ou não — a manifestar a defesa e a confiança na decisão soberana do povo”. Fiuza e Augusto Nunes também já estavam afastados da emissora, por se recusarem a deixar de chamar Lula de “ex-presidiário”, “condenado” ou “descondenado”, entre outras denominações pejorativas, em descumprimento à orientação do TSE. Junto com eles, também foram afastados pelo mesmo motivo Ana Paula Henkel e Zoe Martínez. Ao voltar ao “Morning Show” nesta segunda (31/10), Zoe chorou com o resultado das eleições. De todos os afastados, Augusto Nunes foi o único que foi saudado com um comunicado padrão, incluindo a desculpa da saída “em comum acordo”, mas com alerta de “cláusula de confidencialidade”. “Em comum acordo, O Grupo Jovem Pan e o jornalista Augusto Nunes entenderam por bem pôr fim à parceria de trabalho que estava vigente há mais de cinco anos, através da empresa do Augusto, Lauda Comunicação Ltda, sem qualquer animosidade ou juízo de valor”, diz o texto. “Os termos e detalhes do deslinde não serão objetos de comentários por conta de o contrato de origem estar acobertado e protegido por cláusula de sigilo e confidencialidade. O Grupo Jovem Pan agradece o jornalista Augusto Nunes e deseja sucesso nas novas fronteiras que ele haverá de desbravar.” Nunes, que chegou a agredir fisicamente outro jornalista, convidado do programa “Pânico” da Jovem Pan, é alvo de alguns processos por calúnia e difamação na Justiça. Não está claro se as demissões acabaram ou se outros nomes da Jovem Pan ainda vão se juntar à lista de futuros YouTubers independentes. Por via das dúvidas, Zoe Martínez lançou seu próprio site nesta segunda para divulgar seus vídeos.

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    Jovem Pan reconhece vitória de Lula e começa “limpa” de radicais

    31 de outubro de 2022 /

    A Jovem Pan está em processo de mudança editorial. Em seu site oficial, a empresa de rádio, TV e internet publicou um texto reconhecendo a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e pedindo que Jair Bolsonaro faça o mesmo. Ao mesmo tempo, demitiu alguns de seus funcionários mais radicais, como Augusto Nunes e Caio Coppola, mas também Guga Noblat, um dos mais ponderados – e “esquerdista” perdido em seu elenco – , e há rumores de que outros nomes os seguirão, numa mudança de rumo, após seu canal jornalístico, Jovem Pan News, tornar-se porta-voz da extrema direita no Brasil. Publicado na noite de domingo (30/10), o texto editorial não cita nominalmente Lula e Bolsonaro, mas reforça uma defesa da democracia e indica que a emissora “não irá se omitir” caso ocorra algum golpe. “Com a proclamação do presidente que conduzirá o país pelos próximos quatro anos, renovamos nosso compromisso com o Brasil, com a democracia, com a nossa Constituição cidadã e com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República”, diz o trecho principal. “Os candidatos que disputaram as eleições deste ano devem ter esse compromisso claro e serem os primeiros — tenham vencido ou não — a manifestar a defesa e a confiança na decisão soberana do povo”, segue. O texto ainda lista uma série de “pedidos” a Lula sobre bandeiras liberais que, na visão da emissora, devem ser defendidas no futuro governo. Pede, por exemplo, por “desestatização”, que não foi feita por Bolsonaro, e que Lula combata as desigualdades sociais “sem assistencialismo barato”, embora Bolsonaro tivesse praticado eleitoralmente o chamado “assistencialismo barato” com o programa Auxílio Brasil. Nada disso faz sentido nem como bandeira bolsonarista nem está alinhado ao plano de governo de Lula. Por outro lado, a Jovem Pan sinalizou que não pretende ecoar eventuais ataques antidemocráticos de Bolsonaro. “Mais importante: a Jovem Pan não vai se omitir e jamais vai aceitar afrontas ao Estado Democrático de Direito e a destruição de nosso país”. Há boatos sobre motivos extras para a demissão de Coppola, que podem se tornar notícia mais adiante, mas ele não se manifestou. Já Guga Noblat deu sua própria versão para sua demissão, sugerindo retaliação da emissora: “Acabo de ser comunicado que estou fora da Jovem Pan por não ter defendido a rádio na história da censura. Estava desde a semana passada afastado e agora é definitivo”, disse nas redes sociais. Noblat não esteve entre os funcionários da Jovem Pan News que acusaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de realizar censura na programação da emissora por exigir que eles parassem de atacar o então candidato Lula com fake news e dessem o mesmo tratamento dispensado ao incumbente, sempre muito elogiado. A legislação eleitoral exige tratamento isonômico entre candidatos em veículos jornalísticos. De todo modo, a despedida dos dois não gerou a mesma deferência concedida a Augusto Nunes, que foi afastado com direito a comunicado padrão, com a desculpa da saída “em comum acordo”, mas com alerta de “cláusula de confidencialidade”. “Em comum acordo, O Grupo Jovem Pan e o jornalista Augusto Nunes entenderam por bem pôr fim à parceria de trabalho que estava vigente há mais de cinco anos, através da empresa do Augusto, Lauda Comunicação Ltda, sem qualquer animosidade ou juízo de valor”, diz o texto. “Os termos e detalhes do deslinde não serão objetos de comentários por conta de o contrato de origem estar acobertado e protegido por cláusula de sigilo e confidencialidade. O Grupo Jovem Pan agradece o jornalista Augusto Nunes e deseja sucesso nas novas fronteiras que ele haverá de desbravar.” Circulam comentários de bastidores que outros nomes da Jovem Pan devem se somar à lista de futuros YouTubers independentes.

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    Neil Gaiman sobre Bolsonaro: “Não votem nele”

    29 de outubro de 2022 /

    O escritor Neil Gaiman, criador de “Sandman”, “Coraline” e “Belas Maldições”, também aderiu à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele se manifestou no Twitter neste sábado (29/10), inicialmente atendendo ao apelo de um fã. “Por favor, ajude as eleições brasileiras tuitando: ‘Por favor saiam de casa para votar amanhã, Brasil! Viva a Democracia!’”, pediu o internauta. Gaiman respondeu: “Absolutamente. Povo brasileiro, por favor votem. Vocês sabem em quem votar e sabem em quem não votar”. Outro fã quis um posicionamento mais claro: “Neil, por favor, mostre seu apoio ao Lula”. “Considere dado”, ele atendeu. Em seguida, acrescentou: “Eu posso não entender, mas tendo sido agressivamente trollado por apoiadores racistas e homofóbicos de Bolsonaro aqui no Twitter nos últimos 18 meses, direi com prazer a qualquer eleitor que leia isso no Brasil, que vocês não querem ser uma dessas pessoas. Não votem nele.” As eleições presidenciais do Brasil acontecem neste domingo (30/10). Absolutely! Brazilian folk. Please vote. You know who to vote for and you know who to vote against. https://t.co/WEIKTTAbZA — Neil Gaiman (@neilhimself) October 29, 2022 Consider it given. https://t.co/E0froyGrbh — Neil Gaiman (@neilhimself) October 29, 2022 I may not understand it, but having been aggressively trolled by racist and homophobic Bolsonaro supporters here on Twitter over the last 18 months, I will happily tell anybody reading this in Brasil with a vote that you don't want to be one of those people. Don't vote for him. https://t.co/PLUXy0s76p — Neil Gaiman (@neilhimself) October 29, 2022

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    Alan Moore, criador de “Watchmen” e “V de Vingança”, escreve carta em apoio a Lula

    28 de outubro de 2022 /

    O lendário escritor inglês de quadrinhos Alan Moore, responsável por clássicos como “Watchmen” e “V de Vingança”, publicou uma carta sobre as eleições brasileiras, em que se manifesta a favor de Luiz Inácio Lula da Silva. Republicada pela página Alan Moore BR, de fãs brasileiros do escritor no Facebook, a carta foi confirmada como autêntica por Leah Moore, filha do artista. “Ele me disse na quinta-feira à noite que tinha ficado acordado até as 3 da manhã da noite anterior escrevendo e estava muito orgulhoso disso. É legítimo”, comentou Leah no Twitter. No texto, Alan Moore reforça a necessidade de proteger o meio ambiente e lamenta a cultura pró-armas de Jair Bolsonaro. “Estamos exaurindo rapidamente nossas chances derradeiras de salvar o planeta e seus povos”, ele diz. O autor critica ainda o que considera constantes ataques do presidente “aos povos indígenas do Brasil, aos homossexuais e aos direitos das mulheres”. “Na qualidade de anarquista, existem pouquíssimos líderes políticos que eu seria completamente capaz de tolerar, e menos ainda os que eu poderia endossar”, diz Alan. Na sequência, ele elogia o candidato petista. “Mas por tudo que soube e li a respeito, Luiz da Silva, o Lula, parece ser um indivíduo tão raro. Suas políticas parecem ser justas, humanas e concretizáveis e, da forma como entendo, ele se comprometeu a reverter muitas das decisões mais desastrosas de Bolsonaro.” He told me on thursday night he had stayed up till 3am writing it the night before, and he was really proud of it. Its legit. — Leah Moore (@leahmoore) October 28, 2022

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    Regina Duarte é classificada como difusora de fake news pelo Instagram

    28 de outubro de 2022 /

    A atriz Regina Duarte teve seu perfil no Instagram restrito por publicação de notícias falsas. Durante esta sexta-feira (28/10), quem tentou seguir a página da ex-secretária especial da Cultura do governo Bolsonaro se deparou com um alerta: “Tem certeza de que deseja seguir Regina Duarte? Esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes da Comunidade.” O aviso foi retirado no final do dia, mas vários posts de sua página foram borrados e marcados como fake news. Além disso, o Instagram tirou o perfil oficial da atriz de sua ferramenta de busca, dificultando o acesso a sua página. Apenas quem já conhece o endereço ou o pesquisa pelo Google consegue chegar à sua página. As restrições também impedem Regina Duarte de ser marcada ou mencionada por outras contas. “Usamos tecnologia e feedback da nossa comunidade para identificar publicações e contas que possam conter informação falsa. Também trabalhamos com verificadores de fatos independentes no mundo todo que analisam conteúdo em mais de 60 idiomas”, diz o Instagram sobre suas políticas em relação a informações falsas. A plataforma também lista medidas que são adotadas “quando os verificadores de fatos independentes identificam informação falsa, conteúdo alterado ou conteúdo sem contexto”, que incluem várias penalizações, incluindo a desativação completa das contas que persistirem em difundir mentiras ou descumpram as Diretrizes da Comunidade. Regina Duarte não se pronunciou sobre as restrições impostas pelo Instagram. Poucas horas depois de ter seu perfil restrito, ela postou um vídeo na cozinha com uma amiga portuguesa vestida com uma camisa amarela, ensinando a tradicional receita de Punheta de Bacalhau.

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    New York Times faz documentário sobre importância mundial das eleições no Brasil

    27 de outubro de 2022 /

    O jornal The New York Times produziu um minidocumentário, especialmente para sua versão online e redes sociais, sobre a importância da eleição presidencial de domingo (30/10) no Brasil para o futuro dos EUA e do mundo, tomando partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora seja conhecido por seus fortes posicionamentos em defesa da democracia, o tema escolhido pelo jornal para definir seu apoio e o tom de alerta da produção foi o meio-ambiente e a preservação da floresta Amazônica. Para o New York Times, Bolsonaro representa uma ameaça à natureza, aos povos indígenas brasileiros e, por extensão, ao mundo inteiro, considerando a devastação que seu governo causou na Amazônia e a importância da floresta para equilibrar o clima mundial. “Todos nós precisamos desesperadamente de um novo presidente brasileiro que não queime tudo”, diz a narração do vídeo. Além da narração em inglês, o curta de pouco mais de 6 minutos dá voz à jovem líder indígena Txai Suruí, coordenadora do Movimento da Juventude Indígena e única brasileira que discursou na COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021, realizada em Glasgow, na Escócia. O New York Times já tem uma sólida tradição em documentários. Dois deles foram fundamentais para chamar atenção sobre os abusos cometidos contra Britney Spears, ajudando, no ano passado, a encerrar a tutela judicial a que a artista estava submetida desde 2008. On Sunday, Brazilians go to the polls to elect their next president. But at stake is something far more important than the leadership of the largest economy in South America. pic.twitter.com/WKbaX9sdF0 — New York Times Opinion (@nytopinion) October 27, 2022

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    Post de Casimiro desmentindo Flávio Bolsonaro vira o mais curtido do Twitter no Brasil

    24 de outubro de 2022 /

    Uma publicação do streamer e comentarista esportivo Casimiro Miguel, rebatendo montagem falsa do senador Flávio Bolsonaro para forjar seu suposto apoio a Jair Bolsonaro, tornou-se a mais curtida do Twitter no Brasil em menos de 24 horas. A postagem, que nem foto tem, recebeu mais de 1,1 milhão de coraçõezinhos. O filho de Jair Bolsonaro publicou no Instagram uma imagem que mostrava Casimiro segurando balões com o número 22, num suposto apoio ao seu pai nas eleições. A foto, porém, era manipulada. Na verdadeira imagem, Casimiro segurava balões com o número 29, sua idade, que ele completou na última quinta-feira (20/10). “Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo”, ele escreveu no post curtido. Diante da manipulação maliciosa para enganar o público sobre sua preferência, o comentarista da Amazon Prime Video ainda decidiu revelar em que vai realmente votar no próximo domingo (30/10). “Como sabem, dia 30 meu voto é 13”, completou. Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo. Como sabem, dia 30 meu voto é 13. — caze (@Casimiro) October 23, 2022

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    Flavio Bolsonaro publica fake news de Casimiro que reage com voto em Lula

    23 de outubro de 2022 /

    O streamer e comentarista esportivo Casimiro Miguel reagiu à publicação de uma fake news do senador Flavio Bolsonaro, declarando seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva. O filho de Jair Bolsonaro publicou no Instagram uma montagem falsa que mostrava Casimiro segurando balões com o número 22, num suposto apoio ao pai do parlamentar. A foto é manipulada, pois Casimiro segurava balões com o número 29, sua idade, que ele completou na última quinta-feira (20/10). “Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo”, disse. Diante da manipulação maliciosa para enganar o público sobre sua preferência, o comentarista da Amazon Prime Video decidiu revelar em que vai realmente votar no próximo domingo (30/10): “Como sabem, dia 30 meu voto é 13”. Assim que acordei vi a montagem tosca feita com o intuito de enganar o eleitor a uma semana do 2° turno. Repudio a utilização da minha imagem sem autorização para fins eleitorais e reafirmo minha posição de insatisfação com o atual governo. Como sabem, dia 30 meu voto é 13. — caze (@Casimiro) October 23, 2022

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    José Padilha critica uso ilegal de “Tropa de Elite 2” e diz que filme denuncia Bolsonaro

    23 de outubro de 2022 /

    O cineasta José Padilha se revoltou contra o uso de “Tropa de Elite 2” pela campanha de Jair Bolsonaro. Em um vídeo publicado no Instagram, o diretor ressalta que o filme condena os crimes das milícias e políticos como Bolsonaro. “A campanha de Bolsonaro tem usado o filme ‘Tropa de Elite 2’ sistematicamente. Eles retiram do filme uma narração sobre o sistema e sobrepõem com imagens do Lula em sua campanha”, começou ele. Além do uso ser ilegal, já que ele e nem o produtor Marcos Prado autorizaram a campanha de Bolsonaro a utilizar qualquer parte do longa-metragem, invertem o sentido das frases, que são contra o que Bolsonaro representa. “Fazem isso de forma ilegal, posto que eu não autorizei e nem o Marcos Prado autorizou tal uso. Quero lembrar ao público que o ‘Tropa de Elite 2’ é um filme sobre milícias. Sobre político eleitos com o apoio de policiais corruptos e violentos que controlam comunidades no Rio de Janeiro de forma fascista”, disse. Em seguida, Padilha destacou que a trama do filme faz referência à trajetória política de Bolsonaro e não de Lula. “Se o filme ‘Tropa de Elite 2’ e o sistema ao qual me refiro no filme se aplicam a algum político nessa eleição presidencial, evidentemente esse político é o Bolsonaro, e não o Lula”. No vídeo, divulgado pela campanha de Bolsonaro no fim do mês passado, a fala de Wagner Moura, que interpreta o capitão Nascimento, serve como narração para cenas do encontro de Lula com Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Cristovam Buarque (Cidadania), Guilherme Boulos (PSOL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marcelo Freixo (@marcelofreixo)

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    Xuxa se manifesta contra “pintou um clima” de Bolsonaro: “Muito mexida”

    20 de outubro de 2022 /

    A apresentadora Xuxa Meneghel postou um vídeo no Instagram em que comenta o gatilho que sofreu com comentários de Jair Bolsonaro sobre o dia em que “pintou um clima” ao ver meninas bonitas venezuelanas de 13 e 14 anos na rua. No depoimento, ela relatou experiências de abuso sexual que sofreu na infância. Dizendo-se “muito mexida” com o comentário de Bolsonaro, que posteriormente tentou consertar a frase, mas não o contexto de suposta prostituição – repetido em outros vídeos – , Xuxa começou lembrando a polêmica do filme “Amor, Estranho Amor”, que costuma ser usado para acusá-la de pedofilia. “Antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer para vocês que quem está aqui falando não é aquela menina que tinha 18 anos e fez o papel de uma menina de 15 anos, que foi vendida para um prostíbulo para ser dada de presente para um político. Esse filme foi baseado em algumas histórias e acontecia no ano de 1939, 1940. E, até hoje, a gente ouve e vê situações como essas”, explicou Xuxa. “Eu vou falar para vocês de uma verdade: por volta dos meus 3, 4 anos de idade, eu sofri o meu primeiro abuso e, consequentemente, muitos outros aconteceram”, contou. “Por último, foi aos 13 anos de idade, com um velho que me encurralou numa parede. Eu estava apenas de camiseta e com a parte de baixo do biquíni. Ele passou a mão dele no meu corpo todo, e eu não falei nada, e não fiz nada, mas quando ele tentou me beijar, eu empurrei ele e saí chorando”, afirmou a apresentadora. Ela então citou a fala polêmica de Bolsonaro para se manifestar contra as colocações do candidato. “Ele usou a expressão que elas estavam ‘ganhando a vida’, que estavam ‘fazendo programa’, ou seja, se prostituindo. Eu queria deixar claro para vocês que nenhuma criança com 13, 14 anos se prostitui. Isso aí é exploração sexual de crianças e de adolescentes”, afirmou. “Eu não gritei naquele momento, mas hoje eu quero gritar”, completou, em protesto. Sasha Meneghel, filha de Xuxa, comentou na página: “Te amo mama. Tô contigo sempre, você é um exemplo de força”. “Nossa Xuxa é gigante. Depoimento forte e necessário”, acrescentou Angélica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)

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    Junior sobre apoio de Chitãozinho a Bolsonaro: “Toda família tem um tiozão do Zap”

    18 de outubro de 2022 /

    Não é só João Guilherme. Outro filho de sertanejo também lamentou o apoio de parente ilustre a Jair Bolsonaro. O cantor Junior postou nesta terça (18/10) um comentário sobre Chitãozinho, após seu tio e outros sertanejos declararam voto em Bolsonaro, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais com Luiz Inácio Lula da Silva. “Novos estudos apontam: Toda família tem um tiozão do Zap”, escreveu Junior nas redes sociais. “Votar é um ato de muita responsabilidade, porque não se vota pensando em si mesmo somente, mas coletivamente. E para isso é preciso mais consciência, mais aprofundamento na realidade de todos”, continuou. “Por ter, pessoalmente, feito cada vez mais essa busca, sou contra o governo atual e escolho um caminho diferente do que vi nos últimos 4 anos. E faço isso, mesmo em um cenário de escolha muito distante do que enxergo como ideal, mas consciente de que é preciso mudar”, acrescentou. A ausência do pai de Sandy e Junior, o sertanejo Xororó, foi notada na reunião dos sertanejos em torno de Bolsonaro. Quem também faltou foi Luciano, da dupla com Zezé di Camargo. Os dois são contra o apoio público de artistas a candidatos. Já Leonardo teve a participação no evento dos sertanejos de direita criticada de forma dura pelo filho João Guilherme, que o chamou de cego. “Diante de todos os últimos escândalos envolvendo o atual mandatário, ver alguém tão importante pra mim declarar apoio dessa forma me enoja. É tanta ignorância que nem sei”, comentou o ator de “De Volta aos 15”, da Netflix.

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    João Guilherme chama seu pai, o cantor Leonardo, de cego por apoiar Bolsonaro

    17 de outubro de 2022 /

    O ator João Guilherme (“De Volta aos 15”), filho caçula do cantor Leonardo, chamou o pai de cego e disse que ele o enoja, ao descobrir sua visita a Brasília para apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro. Na tarde desta segunda-feira (17/10), João Guilherme escreveu nas redes sociais: “Hoje to triste. Sei bem e a influência do meu pai, ele é gigante, querido por tantos… Mas joga no time errado e está cego”, começou o ator. Em seguida, ele aproveitou para relembrar alguns escândalos envolvendo o político. “Diante de todos os últimos escândalos envolvendo o atual mandatário, ver alguém tão importante pra mim declarar apoio dessa forma me enoja. É tanta ignorância que nem sei. É como se eu não tivesse minhas duas irmãs mais velhas que já tiveram 14, 15 anos… ou minhas sobrinhas”, detonou João Guilherme. Por fim, João Guilherme ainda pediu desculpas aos seguidores por causa do posicionamento tomado pelo sertanejo. “Peço desculpas pela falta de educação e de sensibilidade do meu Pai. Eu amo ele, por isso peço perdão”, escreveu. Bolsonaro recebeu apoios de outros cantores sertanejos nesta segunda, como Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Chitãozinho, Fernando (da dupla com Sorocaba) e Sula Miranda. Hoje to triste. sei bem e a influência do meu pai, ele é gigante, querido por tantos… Mas joga no time errado e está cego. — J҉O҉T҉I҉N҉H҉A҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022 Como se todas as mortes ligadas ao pouco caso do Governo perante a ciência e a vacinação fossem um só um delírio. — J҉O҉T҉I҉N҉H҉A҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022 Peço desculpas pela falta de educação e de sensibilidade do meu Pai. Eu amo ele, por isso peço perdão. — J҉O҉T҉I҉N҉H҉A҉ (@Joaoguiavila) October 17, 2022

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    HBO não exibe no Brasil “Last Week Tonight” sobre Bolsonaro

    6 de outubro de 2022 /

    A HBO decidiu censurar no Brasil o episódio do programa “Last Week Tonight” com comentários críticos sobre Jair Bolsonaro. O capítulo em que o apresentador John Oliver comenta as eleições presidenciais brasileiras foi ao ar no dia 25 de setembro nos EUA e até agora continua inédito no país. Em comunicado à imprensa, a empresa Warner Bros. Discovery, proprietária da HBO e da HBO Max, confirmou a decisão de atrasar propositalmente a chegada do capítulo ao Brasil. “A Warner Bros. Discovery informa que optou por atrasar a inclusão na plataforma do 23º episódio de ‘Last Week Tonight with John Oliver’, em que Jair Bolsonaro é mencionado, e que foi exibido nos Estados Unidos no domingo (25/9), uma vez que não há episódios atuais e similares sobre os demais candidatos. Desta forma, mantemos isonomia e evitamos parcialidade até o final do período eleitoral”. Na verdade, esta apenas é uma forma de interpretar a opção pela censura. A outra tem entendimento oposto: teria havido parcialidade na intenção de esconder conteúdo com informações relevantes para o público eleitor. Ao contrário de apresentadores brasileiros com receio de processos, John Oliver não faz uma descrição moderada de Bolsonaro, apresentando-o como um “homofóbico misógino” que transformou “o 200º aniversário da Independência do Brasil essencialmente num comício de campanha para ele mesmo”. Mesmo com a censura local, a crítica humorística de John Oliver pode ser assistida na íntegra pelo canal oficial do programa no YouTube. Nas configurações do vídeo, é possível até incluir legendas em português. Veja abaixo.

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