Promotoria de Los Angeles investiga novas denúncias contra Harvey Weinstein, Steven Seagal e Anthony Anderson
A promotoria de Los Angeles informou na quinta-feira (9/8) que está investigando novos casos de agressão sexual envolvendo três celebridades: o produtor Harvey Weinstein, o astro de filmes de ação Steven Seagal e o ator Anthony Anderson, da série “Black-ish”. O porta-voz da promotoria não deu detalhes das alegações ou quando as supostas agressões ocorreram. A denúncia ou denúncias contra Weinstein complicam ainda mais a situação do produtor, que atualmente enfrenta julgamento por estupro e abuso sexual em Nova York. Segal, por sua vez, é alvo de uma segunda denúncia. A primeira está sendo analisada pelas autoridades desde fevereiro. Embora a polícia não tenha confirmado o nome das vítimas, a ex-atriz Regina Simons e a modelo Faviola Davis informaram que tinham entrado na Justiça contra o ator. Simons alega que foi estuprada pelo astro das artes marciais em sua casa, em 1993, e Davis diz que ele agarrou suas partes íntimas em uma audição. Além delas, mais de uma dúzia de mulheres acusaram Seagal de violência sexual nos últimos meses. O ator de 66 anos negou todas alegações, dizendo que as supostas vítimas “mentiram e são pagas para mentir sem qualquer prova ou testemunha”. O caso de Anthony Anderson tem menos volume. Ele foi acusado apenas por uma mulher, a quem teria agredido sexualmente após uma festa em 2017. Um porta-voz do ator negou as acusações, que surgiram em julho, e lamentou que “qualquer um pode entrar com um processo independente se for verdade ou mentira”. Entretanto, esta não é a primeira vez que o ator é acusado de violência sexual. Ele e um assistente de direção foram acusados de estuprar uma atriz aspirante nos bastidores do filme “Ritmo de Um Sonho” (2005). O caso não chegou a ser investigado, porque as acusações foram retiradas em seguida.
Estreia do novo filme de Johnny Depp é cancelada
“City of Lies”, estrelado por Johnny Depp e baseado na história real por trás da investigação sobre o assassinato do rapper Notorious B.I.G., teve sua estreia cancelada. O filme estava originalmente previsto para chegar aos cinemas em 7 de setembro, data escolhida para coincidir com o 46º aniversário do rapper, assassinado em 1997 em uma emboscada em Los Angeles. A notícia vem menos de um mês depois que o gerente de locação do filme processou Depp, acusando o ator de agressão durante as filmagens. Gregg “Rocky” Brooks alega que o incidente ocorreu no dia 13 de abril de 2017, quando o astro estava filmando fora do Barclay Hotel, em Los Angeles. Segundo a vítima, a produção tinha permissão para trabalhar até às 19h fora do hotel, e 22h dentro do estabelecimento. Trabalhando como gerente de locação, Brooks conseguiu permissão duas vezes para que as filmagens seguissem por mais tempo, já que Depp teve a ideia de dirigir uma versão maior da cena com dois amigos. Quando o relógio bateu 23h, o responsável pelo hotel pediu para que a produção fosse embora. O rapaz chegou ao diretor, Brad Furman, e deu a má notícia, recebendo em troca a resposta: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Brooks afirma que tentou convencer um policial que tomava conta da produção para ajudá-lo a dar a notícia ao ator, mas, antes de conseguir, o próprio Depp se aproximou dele gritando: “Quem é você? Você não tem o direito de me falar o que fazer”. Após explicar a situação, a vítima ouviu do ator: “Eu não importo quem você seja e você não pode me falar o que fazer”. Enquanto gritava, Depp deu um soco em Brooks. “Eu vou te dar US$ 100 mil para me dar um soco na cara agora mesmo!”, gritou o ator antes dos seguranças afastarem os dois. O integrante da equipe afirma que foi demitido três dias depois, por se negar a assinar um contrato que pedia para ele não entrar com um processo contra Depp. Quando a notícia vazou, uma testemunha ouvida pelo site Page Six revelou que o Depp tinha bebido o dia inteiro, resultando num ambiente “tóxico” nas filmagens. Já o diretor Brad Furman afirmou na ocasião que o incidente estava sendo exagerado. “Johnny Depp é um profissional consumado, grande colaborador e um defensor de outros artistas”, disse ele em um comunicado. “Ele sempre trata a equipe e as pessoas ao seu redor com o maior respeito. Filmes podem ser estressantes, e eventos não frequentes costumam ser exagerados. Nós todos amamos histórias — mas não há uma aqui.” Na trama, Depp vive Russell Poole, o detetive da polícia de Los Angeles que, ao investigar o assassinato dos rappers, acaba descobrindo que policiais corruptos estavam envolvidos em ambos os crimes e entra em choque com a polícia da cidade. Parte desta história também já foi mostrada em três filmes, “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009), “Straight Outta Compton: A História do NWA” (2015) e All Eyez on Me” (2017). E rendeu uma minissérie completa, “Unsolved: The Murders of Tupac & The Notorious B.I.G.”. Além disso, todas as teorias sobre as mortes dos rappers tiveram que ser revistas com o surgimento de um cúmplice dos crimes, que se apresentou voluntariamente em junho, após ser diagnosticado com câncer terminal.
Johnny Depp é processado por agressão em integrante de seu novo filme
O ator Johnny Depp vai enfrentar mais um processo. Um integrante da equipe de seu mais recente filme, “City of Lies”, deu entrada numa ação civil nesta segunda-feira (9/7), acusando-o de tê-lo agredido durante a produção. A agressão vazou para a imprensa em maio e, pelo visto, não houve acordo para manter o caso fora dos tribunais. Gregg “Rocky” Brooks alega que o incidente ocorreu no dia 13 de abril de 2017, quando o astro estava filmando fora do Barclay Hotel, em Los Angeles (EUA). Segundo a vítima, a produção tinha permissão para trabalhar até às 19h fora do hotel, e 22h dentro do estabelecimento. Trabalhando como gerente de locação, Brooks conseguiu permissão duas vezes para que as filmagens seguissem por mais tempo, já que Depp teve a ideia de dirigir uma versão maior da cena com dois amigos. Quando o relógio bateu 23h, o responsável pelo hotel pediu para que a produção fosse embora. O rapaz chegou ao diretor, Brad Furman, e deu a má notícia, recebendo em troca a resposta: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Brooks afirma que tentou convencer um policial que tomava conta da produção para ajudá-lo a dar a notícia ao ator, mas, antes de conseguir, o próprio Depp se aproximou dele gritando: “Quem é você? Você não tem o direito de me falar o que fazer”. Após explicar a situação, a vítima ouviu do ator: “Eu não importo quem você seja e você não pode me falar o que fazer”. Enquanto gritava, Depp deu um soco em Brooks. “Eu vou te dar US$ 100 mil para me dar um soco na cara agora mesmo!”, gritou o ator antes dos seguranças afastarem os dois. O integrante da equipe afirma que foi demitido três dias depois, por se negar a assinar um contrato que pedia para ele não entrar com um processo contra Depp. Quando a notícia vazou, uma testemunha ouvida pelo site Page Six revelou que o Depp tinha bebido o dia inteiro, resultando num ambiente “tóxico” nas filmagens. Já o diretor Brad Furman afirmou na ocasião que o incidente estava sendo exagerado. “Johnny Depp é um profissional consumado, grande colaborador e um defensor de outros artistas”, disse ele em um comunicado. “Ele sempre trata a equipe e as pessoas ao seu redor com o maior respeito. Filmes podem ser estressantes, e eventos não frequentes costumam ser exagerados. Nós todos amamos histórias — mas não há uma aqui.” Entretanto, essa história foi considerada suficiente para um processo. Anteriormente conhecido como “LAbyrinth”, “City of Lies” acompanha a investigação policial do assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur nos anos 1990, mesmo tema da recém-finalizada série “Unsolved: The Murders of Tupac & The Notorious B.I.G.”. Na trama, Depp vive Russell Poole, o detetive da polícia de Los Angeles que, ao investigar o assassinato dos rappers, acaba descobrindo que policiais corruptos estavam envolvidos em ambos os crimes e entra em choque com a polícia da cidade. Parte desta história também já foi mostrada em três filmes, “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009), “Straight Outta Compton: A História do NWA” (2015) e All Eyez on Me” (2017). E rendeu uma minissérie completa, “Unsolved: The Murders of Tupac & The Notorious B.I.G.”. Além disso, todas as teorias sobre as mortes dos rappers ganharam nova luz com o testemunho voluntário de um cúmplice dos crimes, que se apresentou na semana passada, após ser diagnosticado com câncer terminal. “City of Lies” será lançado nos cinemas americanos no dia 7 de setembro, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
The Sinner: Vídeos da 2ª temporada apresentam o novo mistério da série
O canal pago americano USA divulgou o pôster, duas fotos e dois novos vídeos da 2ª temporada de “The Sinner”. Um deles é um trailer bastante completo, que apresenta o novo mistério que precisará ser desvendado pelo detetive Harry Ambrose (Bill Pullman). O outro apresenta as cenas com comentários da atriz Jessica Biel, que estrelou a 1ª temporada e exercerá a função de produtora nos novos episódios. Ela também aparece numa das fotos de bastidores da produção. Veja abaixo. Na trama, ainda esgotado pela resolução do caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), Ambrose é chamado de volta para sua cidade natal na zona rural de Nova York para investigar um crime perturbador: um garotinho de 13 anos de idade teria assassinado os próprios pais sem motivo aparente. Entretanto, sua investigação o leva diretamente para os mistérios obscuros da cidadezinha e o coloca contra aqueles que não vão medir suas ações para proteger esses segredos. A 2ª temporada terá uma nova protagonista feminina, vivida por Carrie Coon (das séries “The Leftovers” e “Fargo”). Trata-se de Vera, uma mulher misteriosa e formidável, que lidera a comunidade local e luta com toda a força para defender seus ideais, mas também para realizar seus próprios desejos. Além dela, Natalie Paul (série “The Deuce”) e Hannah Gross (série “Mindhunter”) também integram o novo arco dramático. A primeira interpreta Heather, uma detetive iniciante que acaba chamando Ambrose para investigar o duplo homicídio, enquanto a segunda vive Marin, a melhor amiga de Heather, que desapareceu misteriosamente da cidade anos atrás. A 2ª temporada estreia no canal USA no dia 1° de agosto e deve ser disponibilizada logo em seguida pela Netflix no Brasil. “The Sinner” se tornou frisson mundial após ganhar distribuição da plataforma de streaming.
Trailer de The Sinner introduz o mistério da 2ª temporada
O canal pago americano USA divulgou seis fotos e o primeiro trailer completo da 2ª temporada de “The Sinner”. A prévia apresenta um novo mistério, que precisará ser desvendado pelo detetive Harry Ambrose (Bill Pullman). Após a resolução do caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), Ambrose é chamado de volta para sua cidade natal na zona rural de Nova York para investigar um crime perturbador: um garotinho de 11 anos de idade teria assassinado os próprios pais sem motivo aparente. Entretanto, sua investigação o leva diretamente para os mistérios obscuros da cidadezinha e o coloca contra aqueles que não vão medir suas ações para proteger esses segredos. A 2ª temporada terá uma nova protagonista feminina, vivida por Carrie Coon (das séries “The Leftovers” e “Fargo”). Mas Jessica Biel continua ligada à atração, como produtora executiva. Por sinal, seu nome e sua função são exaltados no vídeo. Na 1ª temporada, ela viveu uma mãe de família que mata um homem inesperadamente, mas não sabe explicar porque tomou aquela atitude. Coon interpretará Vera, uma mulher misteriosa e formidável, que lidera a comunidade local e luta com toda a força para defender seus ideais, mas também para realizar seus próprios desejos. Além dela, Natalie Paul (série “The Deuce”) e Hannah Gross (série “Mindhunter”) também integram o novo arco dramático. A primeira foi escalada como Heather, uma detetive iniciante que acaba chamando Ambrose para investigar o duplo homicídio, enquanto a segunda será Marin, a melhor amiga de Heather, que desapareceu misteriosamente da cidade anos atrás. A 2ª temporada estreia no canal USA no dia 1° de agosto e deve ser disponibilizada logo em seguida pela Netflix no Brasil. “The Sinner” se tornou frisson mundial após ganhar distribuição da plataforma de streaming.
Johnny Depp investiga o assassinato do rapper Notorious B.I.G. em trailer de filme policial
A Global Road divulgou o trailer de “City of Lies”, filme em que Johnny Depp vive o detetive originalmente encarregado de investigar a morte dos rappers Tupac Shakur e Notorious B.I.G., assassinados em 1996 e 1997, respectivamente. A trama ganha vida por meio de uma investigação jornalística. O repórter vivido por Forest Whitaker junta os fatos, com ajuda do obstinado detetive que não foi capaz de solucionar o caso, e vai montando um quebra-cabeças, com imagens documentais de Biggie e Tupac, até revelar um complô da polícia responsável pela ausência de suspeitos. “Um assassinato como este só fica sem solução se a polícia não quiser solucioná-lo”, diz o personagem de Depp, que interpreta na trama o detetive Russell Poole, da polícia de Los Angeles. A trama tem como base o livro de Randall Sullivan intitulado “Labyrinth: A Detective Investigates the Murders of Tupac Shakur and Notorious B.I.G., the Implication of Death Row Records’ Suge Knight, and the Origins of the Los Angeles Police Scandal”. O título de fôlego é autoexplicativo, mostrando também que a trama envolverá o empresário Suge Knight, dono da Death Row Records, gravadora criada em sociedade com Dr. Dre, que produzia os discos de Tupac. Esta história já foi pincelada em três filmes anteriores, “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009), “Straight Outta Compton: A História do NWA” (2015) e All Eyez on Me” (2017), além da série recém-finalizada “Unsolved: The Murders of Tupac & The Notorious B.I.G.”. Com direção de Brad Furman (“Conexão Escobar”), o filme estreia em setembro nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Filme de Lars von Trier revolta Cannes e faz espectadores saírem do cinema
O novo filme do cineasta dinamarquês Lars von Trier, “The House that Jack Built”, causou revolta no Festival de Cannes 2018 por suas cenas explícitas e repletas de violência. Mais de 100 espectadores deixaram o cinema durante a première mundial, quando a projeção ainda estava em sua metade, e a crítica internacional tratou de defini-lo como “nojento”, “pretensioso” e “torturante”, entre outros termos nada elogiosos. Considerado mais chocante que “O Anticristo” (2009), até então o filme mais extremo do diretor, “The House that Jack Built” tem duas horas e meia de duração, mas parece muito mais longo, tamanha agonia que desperta, pois a maior parte do tempo é preenchida por torturas pornográficas auto-reflexivas, que flertam com idéias provocativas. Por isso, fica a meio termo entre uma obra subversiva e um snuff film apelativo. Foi concebido para irritar e consegue. A cena que iniciou a revolta dos espectadores mostra o personagem-título, interpretado por Matt Dillon — um serial killer que vê seus assassinatos como elaboradas obras de arte — , atirando em duas crianças com um rifle de caça. Daí em diante, a chacina só aumenta. O controverso diretor dinamarquês tinha retornado ao Festival de Cannes sete anos após ser banido do evento. Ele fora considerado persona non grata em Cannes em 2011 quando deu declarações polêmicas à imprensa, durante coletiva para promover seu longa “Melancolia”. Ele disse frases como “eu entendo Hitler” e “Eu sou um nazista”. Após a repercussão de suas falas, e acusações de antissemitismo, ele se desculpou, afirmando que havia sido apenas uma “brincadeira”. Também prometeu parar de dar entrevistas à imprensa. Seu retorno acontece no momento em que uma entrevista coletiva o pressionaria a falar dos escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, que contou detalhes das filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu justamente a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Bjork relatou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e as explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder, enquanto a reportagem da New Yorker descortinou o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Considerando que o próprio festival francês estabeleceu um “disque denúncia sexual” este ano, como reação tardia à denúncias de abusos cometidos durante eventos passados em Cannes, a decisão de “perdoar” Lars Von Trier sofre, no mínimo, de mau timing. Graças a isso, Cannes agora tem que lidar com um filme altamente desagradável de um diretor que não deveria estar no festival. Ainda que “The House that Jack Built” tenha sido exibido fora de competição, sua projeção aconteceu diante da imprensa internacional, com uma repercussão que apenas Cannes é capaz de provocar.
Johnny Depp teria agredido integrante da produção no set de seu novo filme
O ator Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) foi acusado de agredir um integrante da produção de “City of Lies”, durante filmagens no centro de Los Angeles. A denúncia foi publicada pelo site Page Six, versão online da coluna de fofocas do jornal New York Post. Uma testemunha ouvida pelo site revelou que o Depp tinha bebido e fumado o dia inteiro, resultando num ambiente “tóxico” nas filmagens. Os problemas começaram quando Depp resolveu assumir a direção de uma cena que tinha figuração de dois amigos dele, escalados como um policial e um morador de rua. “Os amigos de Johnny estavam na cena e isso acabou se tornando muito mais do que deveria ter sido”, revelou a fonte. Uma rua do centro de Los Angeles foi fechada para as gravações, mas o horário permitido para o fechamento acabou extrapolado, porque Depp insistia em refilmar a cena diversas vezes. Quando um gerente de locação informou ao diretor do filme, Brad Furman, que a cena tinha que ser encerrada, o cineasta teria reclamado: “Diga isso a Johnny Depp!”. O gerente de locação teria, então, dirigido-se ao ator para a avisá-lo: “Esta é a última tomada”. Mas a reação de Depp foi de irritação. Ele teria batido no rosto do funcionário. “Ele estava a 15 cm de distância, gritando: ‘Quem é você? Você não tem direito!’, disse a testemunha. Quando o integrante da equipe disse ao ator “Eu estou apenas fazendo meu trabalho”, Depp teria tentado socar as costelas dele e gritado “Eu te dou US$ 100 mil para me dar um soco agora!” O funcionário atordoado ficou parado, até que Depp foi finalmente retirado do local. Segundo a pubilicação, o representante de Depp não quis comentar o caso. Já o diretor Brad Furman afirmou que o incidente foi exagerado. “Johnny Depp é um profissional consumado, grande colaborador e um defensor de outros artistas”, disse ele em um comunicado. “Ele sempre trata a equipe e as pessoas ao seu redor com o maior respeito. Filmes podem ser estressantes, e eventos não frequentes costumam ser exagerados. Nós todos amamos histórias — mas não há uma aqui.” Anteriormente conhecido como “LAbyrinth”, “City of Lies” acompanha a investigação policial do assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur nos anos 1990, mesmo tema da recém-finalizada série “Unsolved: The Murders of Tupac & The Notorious B.I.G.”. Na trama, Depp vive Russell Poole, o detetive da polícia de Los Angeles que, ao investigar o assassinato dos rappers, acaba descobrindo que policiais corruptos estavam envolvidos em ambos os crimes, entrando em choque com a polícia da cidade. A trama tem como base o livro de Randall Sullivan intitulado “Labyrinth: A Detective Investigates the Murders of Tupac Shakur and Notorious B.I.G., the Implication of Death Row Records’ Suge Knight, and the Origins of the Los Angeles Police Scandal”. O título de fôlego é autoexplicativo, mostrando também que a trama envolverá o empresário Suge Knight, dono da Death Row Records, gravadora criada em sociedade com Dr. Dre, que produzia os discos de Tupac. Além da série citada, parte desta história também já foi mostrada em três filmes, “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009), “Straight Outta Compton: A História do NWA” (2015) e All Eyez on Me” (2017). O roteiro foi escrito pelo ator Christian Conteras, que estreia na função em longa-metragens. Ele trabalhou como ator no filme mais recente de Furman, “Conexão Escobar”. Entre seus trabalhos mais recentes, Johnny Depp também dublou Sherlock Gnomes na animação “Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim”, que estreia no Brasil em 31 de maio, e viveu o vilão de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, com lançamento marcado para 15 de novembro.
2ª temporada de The Sinner ganha primeiro teaser
O canal pago USA Network divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada de “The Sinner”, que terá a atriz Carrie Coon (das séries “The Leftovers” e “Fargo”) como nova protagonista feminina. A prévia revela um carro abandonado na beira de uma estrada, num prenúncio da nova investigação do Harry Ambrose (Bill Pullman). Na trama, após a resolução do caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), ele é chamado de volta para sua cidade natal, na zona rural de Nova York, para resolver outro assassinato perturbador: um garotinho de 11 anos de idade teria assassinado os pais sem motivo aparente. Quando Ambrose começa a perceber que não há nada de comum sobre o menino ou o lugar de onde ele vem, sua investigação o leva diretamente para os mistérios obscuros da cidadezinha e o coloca contra aqueles que não vão medir suas ações para proteger esses segredos. Coon interpretará Vera, uma mulher misteriosa e formidável, que lidera a comunidade local e luta com toda a força para defender seus ideais, mas também para realizar seus próprios desejos. Além dela, Natalie Paul (série “The Deuce”) e Hannah Gross (série “Mindhunter”) também foram adicionadas ao elenco do novo arco dramático. A primeira foi escalada como Heather, uma detetive iniciante que acaba chamando Ambrose para investigar o duplo homicídio, enquanto a segunda será Marin, a melhor amiga de Heather, que desapareceu misteriosamente da cidade anos atrás. Apesar da falta de referência à personagem de Jessica Biel, ela continua como produtora executiva da atração e pode fazer aparições na trama. Na 1ª temporada, ela viveu uma mãe de família que mata um homem inesperadamente, mas não sabe explicar porque tomou aquela atitude. A série se tornou frisson mundial após ganhar distribuição pela Netflix. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios.
Festival de Cannes começa sob pressão do streaming e do empoderamento feminino
O Festival de Cannes 2018, que inicia nesta terça-feira (8/5), busca um equilíbrio impossível em meio a abalos tectônicos de velhos paradigmas, num período agitado de mudanças para o cinema mundial. Saudado por sua importância na revelação de grandes obras, que pautarão o olhar cinematográfico pelo resto do ano, o evento francês também enfrenta críticas por seu conservadorismo, ignorando demandas femininas e o avanço do streaming. Mas sua aposta para manter-se relevante é a mesma de sempre: a politização do evento. Os carros-chefes do festival desde ano não são obras de diretores hollywoodianos, mas de cineastas considerados prisioneiros políticos, o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov, que estão em prisão domiciliar em seus países. Ambos vão disputar a Palma de Ouro. O caso de Panahi é um fenômeno. Desde que foi preso e proibido de filmar, já rodou quatro longas, contando o atual “Three Faces”. Do mesmo modo, o evento se apresenta como aliado de um cineasta que enfrenta dificuldades legais para exibir seu filme, programando “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote, em tradução literal), de Terry Gilliam, apesar da disputa jurídica que impede sua projeção – um conflito entre o diretor e o produtor, Paulo Branco, que exige o cancelamento da exibição. O mérito da questão está atualmente em análise pelos tribunais franceses. Em comunicado, o presidente do festival Pierre Lescure e o delegado geral Thierry Frémaux afirmaram que Cannes “respeitará a decisão” que será tomada pela Justiça “seja ela qual for”. Mas ressaltaram no texto seu compromisso com o cinema. Após citar que os advogados de Branco prometeram uma “derrota desonrosa” ao festival, afirmaram que a única derrota “seria ceder à ameaça”, reiterando que “os artistas necessitam mais que nunca que sejam defendidos, não atacados”. Para completar esse quadro, digamos, quixotesco, Cannes também decidiu suspender o veto ao cineasta dinamarquês Lars von Trier, que tinha sido considerado “persona non grata” no evento em 2011, após uma entrevista coletiva desastrosa, em que afirmou sentir simpatias por Hitler – num caso de dificuldade de expressão numa língua estrangeira, o inglês. A mensagem do evento é bastante clara. Mas sua defesa da luta de homens contra a opressão e a censura segue ignorando a luta das mulheres. Como já é praxe e nem inúmeros protestos e manifestos parecem modificar, filmes dirigidos por mulheres continuam a ser minoria absoluta no evento francês. Apenas três diretoras estão na disputa pelo principal prêmio: a francesa Eva Husson, a libanesa Nadine Labaki e a italiana Alice Rohrwacher. Diante desse quadro, os organizadores buscaram uma solução curiosa, aumentando a presença feminina no juri do evento – com a inclusão da diretora americana Ava DuVernay (“Uma Dobra no Tempo”), a cantora e compositora Khadja Nin, do Burundi, e as atrizes Kristen Stewart (“Personal Shopper”) e a francesa Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), D sob a presidência da australiana Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). Assim, mulheres poderão votar nos melhores candidatos homens, mais ou menos como acontece na política eleitoral. Obviamente, não se trata de solução alguma. E para adicionar injúria à falta de igualdade, o “perdão” a Lars Von Trier representa um tapa na cara do movimento #MeToo. Seu retorno acontece em meio a escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, que contou detalhes das filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu justamente a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Bjork relatou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e as explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder, enquanto a reportagem da New Yorker descortinou o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Considerando que o próprio festival francês estabeleceu um “disque denúncia sexual” este ano, como reação tardia à denúncias de abusos cometidos durante eventos passados em Cannes, a decisão de “perdoar” Lars Von Trier sofre, no mínimo, de mau timing. Também há um componente de inadequação na disputa do festival com a Netflix. Afinal, não é a definição de “cinema” que está em jogo – filme é filme, independente de onde seja visto, a menos que se considere que a exibição do vencedor de uma Palma de Ouro na TV o transforme magicamente em algo diferente, como um telefilme. Trata-se, no fundo, na velha discussão da regulamentação/intervencionismo estatal. O parque exibidor francês conta com o apoio das leis mais protecionistas do mundo, que estabelecem que um filme só pode ser exibido em vídeo ou streaming na França três anos após passar nas salas de cinema do país – a chamada janela de exibição. Trata-se do modelo mais extremo da reserva de mercado – como comparação, a janela é de três meses nos Estados Unidos – , e ele entrou em choque com o outro extremo representado pela Netflix, que defende a janela zero, na qual um filme não precisa esperar nenhum dia de diferença entre a exibição no cinema e a disponibilização em streaming. No ano passado, Cannes ousou incluir dois filmes produzidos pela Netflix na disputa da Palma de Ouro, “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, de Noah Baumbach. E sofreu enorme pressão dos exibidores, a ponto de ceder aos protestos, de forma oposta à valentia que demonstra para defender cineastas com problemas em outros países. Em entrevista coletiva do evento deste ano, Thierry Fremaux afirmou que a participação dos filmes da Netflix “causou enorme controvérsia ao redor do mundo”. Um grande exagero, já que a polêmica foi toda local. “No ano passado, quando selecionamos dois de seus filmes, achei que poderia convencer a Netflix a lançá-los nos cinemas. Eu fui presunçoso: eles se recusaram”, disse Fremaux. “As pessoas da Netflix adoraram o tapete vermelho e gostariam de nos mostrar mais filmes. Mas eles entenderam que sua intransigência em relação ao modelo (de negócios) colide com a nossa”. A Netflix poderia, no entanto, exibir filmes em sessões especiais do festival, fora da competição oficial, disse Fremaux. Ao que Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, retrucou: “Há um risco se seguirmos por esse caminho, de nossos cineastas serem tratados desrespeitosamente no festival. Eles definiram o tom. Não acho que será bom para nós participarmos”. Em jogo de cena, os organizadores de Cannes lamentaram a decisão da plataforma de streaming. E, ao fazer isso, assumiram considerar que os filmes da Netflix não são apenas filmes, mas filmes que poderiam fazer falta na programação do próprio festival. Ao mesmo tempo, a Netflix pretende adquirir as obras que se destacarem no evento. Já fez isso no passado, quando comprou “Divines”, vencedor da Câmera de Ouro, como melhor filme de diretor estreante no Festival de Cannes de 2016. E estaria atualmente negociando os direitos, simplesmente, do longa programado para abrir o evento deste ano, “Todos lo Saben”, novo drama do iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que é estrelado pelo casal espanhol Penélope Cruz e Javier Bardem, além do argentino Ricardo Darín. O resultado dessa disputa deixa claro que um festival internacional está sujeito a descobrir que o mundo ao seu redor é vastamente maior que interesses nacionais possam fazer supor. Mas não é necessariamente um bom resultado. Afinal, a política de aquisições da Netflix já corrói de forma irreversível o Festival de Sundance, com repercussões no próprio Oscar. Considere que o filme vencedor de Sundance no ano passado simplesmente sumiu na programação da Netflix, sem maiores consequências. E a concorrência com a plataforma fez a HBO tirar do Oscar 2019 o filme mais falado de Sundance neste ano, programando-o para a televisão. Assim, a recusa “pro forma” de Cannes apenas demonstra seu descompasso com o mundo atual. Não é fechando a porta à Netflix que o streaming vai deixar de avançar. O cinema está numa encruzilhada. Enquanto se discute a defesa da arte e o pacto com o diabo, um trem avança contra os que estão parados. Fingir-se de morto não é mais tática aceitável. Olhar para trás é importante, como nos pôsteres do festival, que celebram a nostalgia, assim como olhar para os lados e, principalmente, para a frente. Este barulho ensurdecedor são os freios do trem. É bom que todos abram os olhos, se quiserem sobreviver.
2ª temporada de The Sinner será estrelada por Carrie Coon
O canal pago USA Network anunciou que a atriz Carrie Coon (das séries “The Leftovers” e “Fargo”) será a protagonista feminina da 2ª temporada de “The Sinner”. O ator Bill Pullman permanece na atração, e a trama continuará acompanhando seu personagem, o detetive Harry Ambrose, que, após a resolução do caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), é chamado de volta para sua cidade natal na zona rural de Nova York para resolver outro assassinato perturbador: um garotinho de 11 anos de idade teria assassinado os pais sem motivo aparente. Quando Ambrose começa a perceber que não há nada de comum sobre o menino ou o lugar de onde ele vem, sua investigação o leva diretamente para os mistérios obscuros da cidadezinha e o coloca contra aqueles que não vão medir suas ações para proteger esses segredos. Coon interpretará Vera, uma mulher misteriosa e formidável, que lidera a comunidade local e luta com toda a força para defender seus ideais, mas também para realizar seus próprios desejos. Além dela, Natalie Paul (série “The Deuce”) e Hannah Gross (série “Mindhunter”) também foram adicionadas ao elenco do novo arco dramático. A primeira foi escalada como Heather, uma detetive iniciante que acaba chamando Ambrose para investigar o duplo homicídio, enquanto a segunda será Marin, a melhor amiga de Heather, que desapareceu misteriosamente da cidade anos atrás. Apesar da falta de referência à personagem de Jessica Biel, ela continua como produtora executiva da atração e pode fazer aparições na trama. Na 1ª temporada, ela viveu uma mãe de família que mata um homem inesperadamente, mas não sabe explicar porque tomou aquela atitude. A série se tornou frisson mundial após ganhar distribuição pela Netflix. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios.
Patton Oswalt ajuda a prender um dos serial killers mais procurados dos Estados Unidos
O ator Patton Oswalt (“Jovens Adultos”), que alterna papéis em filmes, séries e muitas dublagens, contribuiu para a prisão de um dos serial killers mais procurados dos Estados Unidos, conhecido como Golden State Killer. Oswalt foi casado por dez anos com a jornalista e escritora Michelle McNamara, que morreu dormindo em abril de 2016 aos 46 anos. Ela tinha um blog que investigava histórias reais de crimes e trabalhava em um livro sobre o caso do Golden State Killer, tendo feito uma longa pesquisa, com entrevistas de vítimas, policiais aposentados e testemunhos, além de uma profunda análise das investigações sobre os crimes, que ocorreram entre 40 e 30 anos atrás. Quando McNamara morreu, de uma doença cardíaca não identificada, o livro estava pela metade. Em vez de deixá-lo na gaveta, Oswalt decidiu contratar Paul Haynes, que ajudou McNamara em sua pesquisa, e o jornalista investigativo Billy Jensen para finalizar o trabalho, usando as anotações e mais de 3500 arquivos compilados pela mulher. O resultado foi o livro “I’ll Be Gone in the Dark” (“Eu Vou Embora no Escuro”, em tradução literal), lançado no começo do ano, que virou best-seller nos Estados Unidos. O sucesso da obra reavivou na opinião pública a cobrança para a resolução do caso, que finalmente foi concluído na quarta-feira (25/4) com a prisão do ex-policial Joseph James DeAngelo, de 72 anos. Ele era procurado por 12 mortes e 45 estupros no Estado da Califórnia entre 1976 e 1986. O caso foi resolvido graças a amostras de DNA coletadas na cena do crime do casal Brian e Kate Maggiore, em 1978. A procuradoria pedirá a pena de morte. Oswalt deu diversas entrevista à imprensa após a resolução do caso. “Eu gostaria de dizer que tive um momento de epifania quando percebi que precisava finalizar o livro, mas eu não tive. Aquele ano inteiro está realmente coberto por uma neblina de dor”, ele disse à revista Entertainment Weekly, explicando que finalizar o projeto da esposa virou a sua “missão”, para deixar viva a memória da mulher que morreu de forma tão repentina. “Minha cabeça agora está girando em milhões de direções, mas acima de toda essa exaustão e surrealismo eu me sinto muito, muito feliz em saber que o trabalho dela não foi em vão. Por mais maluco que possa parecer, eu estive com a família dela na noite anterior, conversando sobre o livro, e isso foi muito estranho”, afirmou Oswalt. “A polícia nunca vai dar o crédito para uma escritora ou jornalista que ajudou a resolver um caso. Mas só por manter o interesse o trabalho dela influenciou o caso”. Agora, Oswalt quer se encontrar com DeAngelo na prisão, para fazer as perguntas que McNamara gostaria de fazer. “Eu sinto que esta é a última tarefa que devo para Michelle, levar para ele as perguntas do final de seu livro, falar ‘Minha mulher tem algumas perguntas para você'”, concluiu Oswalt, falando ao jornal The New York Times. Oswalt está atualmente em três séries na TV americana: como ator em “A.P. Bio”, como narrador em “The Goldbergs” e como dublador em “Happy!”. Ele também tem um papel recorrente em “Agents of SHIELD”.
Festival de Cannes 2018 terá “disque denúncia” contra abusos sexuais
A ministra francesa da Igualdade de Gênero, Marlene Schiappa, afirmou que está trabalhando com os organizadores do Festival de Cannes para criar um “disque denúncia” para vítimas ou testemunhas de casos de abusos durante o evento. “Nós estabelecemos uma parceria com o festival de cinema para combater o assédio sexual”, disse a ministra à agência France Press, lembrando que Cannes foi palco de um caso que veio a tona recentemente. “Um dos estupros de que Harvey Weinstein é acusado, aconteceu em Cannes, e por isso o festival não pode ficar parado”, completou. O caso foi revelado pela atriz italiana Asia Argento. Ela afirma que Weinstein a estuprou em uma suíte de um hotel de luxo quando ela participou do festival, aos 21 anos. O diretor é ainda acusado de mais três casos de assédio sexual nos bastidores do evento. Schiappa disse que as medidas estão sendo tomadas não apenas para proteger as atrizes, mas também todas as mulheres que trabalham dentro ou em torno da indústria cinematográfica. O festival de cinema ainda não divulgou detalhes do programa. A iniciativa foi revelada após o diretor artístico de Cannes, Thierry Fremaux, afirmar que o festival de cinema iria rever suas práticas depois da revelação dos casos de Weinstein. Ao mesmo tempo, o festival decidiu convidar o diretor Lars von Trier a participar da programação deste ano com seu novo filme, “The House that Jack Built”, que será exibido fora de competição. Seu retorno acontece em meio a escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, inspirada pelo movimento #MeToo. No caso de Bjork, os abusos teriam acontecido durante as filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Ela compartilhou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e descreveu explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder. Já a jornalista Anne Lundtofte descreveu, na reportagem da New Yorker, o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e irem nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Elas também apontaram Peter Aalbaek Jensen, ex-CEO do estúdio, como um dos principais assediadores. Ou seja, a decisão de “perdoar” Von Trier, que estava banido do festival por comentários impróprios sobre Hitler, não poderia ter acontecido no pior momento possível, em franco contraste com as reivindicações do movimento #MeToo. O Festival de Berlim também teve a mesma postura contraditória em relação a discursos favoráveis ao #MeToo e participação de um cineasta acusado de abusos e condenado por agressão a uma atriz, o sul-coreano Kim Ki-Duk.












