Playlist: Pós-punk volta à moda em 10 clipes de bandas novas
O playlist de clipes indies desta semana envereda pela nova safra de bandas inspiradas pelo pós-punk, com cadências atropeladas, guitarras arrebentadas e ritmo torto, ideais para lembrar como era mesmo que se dançava pogo. A maioria das bandas vem da Inglaterra, onde a retomada da dissonância radical de 1977-1982 vive um forte renascimento, mas há uma importante conexão com artistas de Nova York, de onde vem Gustaf (foto do post), que lançou seu primeiro álbum há duas semanas, herdeiro direto da cena do CBGB em que Talking Heads e Television tocavam sem conseguir ouvir como soavam. Salientando como esse som está literalmente de volta à moda, a outra banda de punk grrls nova-iorquinas, Cumgirl8, tem duas modelos profissionais em sua formação – a terceira integrante era baterista da Boytoy. E no melhor estilo Bikini Kill, quase todas as suas fotos de divulgação enfrentam problemas de censura etária, porque mostram demais. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Friedberg | Inglaterra | Lazarus Kane | Inglaterra | Yard Act | Inglaterra | Cumgirl8 | EUA | Lime Garden | Inglaterra | Gustaf | EUA | Pond | Austrália | Low Hummer | Inglaterra | She Drew the Gun | Inglaterra | Personal Trainer | Holanda
Playlist: 10 clipes novos de rock sombrio
O playlist de clipes indies desta semana revisita o revival gótico e pós-punk atual com novas bandas e velhos conhecidos. A programação começa e termina com dois casais, a dupla franco-polonesa The Blind Suns e o par turco Ductape (foto do post). Mas além das canções sombrias de amor e morte da juventude, a seleção exuma dois covers entoados por roqueiros veteranos. Mark Lanegan, que liderava a banda grunge Screaming Trees nos anos 1990, se junta a Wesley Eisold, o Cold Cave, para cantar uma das músicas mais icônicas do Joy Division, enquanto os pioneiros do rock industrial Ministry retornam das trevas tocando Stooges. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. The Blind Suns | França | Actors | Canadá | Cold Cave + Mark Lanegan | EUA | Ministry | EUA | 1000 Robota | Alemanha | Låska | Rússia | Traitrs | Canadá | Thymian | Suíça | Agent Side Grinder | Suécia | Ductape | Turquia
Red Rocket: Novo filme do diretor de “Projeto Flórida” ganha trailer
O estúdio indie A24 divulgou o pôster e o trailer de “Red Rocket”, novo filme do diretor Sean Baker, que volta a explorar as margens da sociedade com humor sombrio. Depois de acompanhar prostitutas transexuais em “Tangerine” (2015) e o cotidiano da filha pequena de uma prostituta adolescente em “Projeto Flórida” (2017), Baker conta a história de fracasso de um ator de filmes adultos, que retorna à sua cidade natal após se tornar veterano no ramo e deixar de ser convidado para novos trabalhos. De volta à cidadezinha texana onde vivem sua ex-mulher e sogra, ele tenta retomar a família disfuncional, mas logo conhece uma jovem chamada Strawberry, trabalhando como caixa em uma loja de donuts local, e se vê retomando antigos hábitos. O papel principal é desempenhado por Simon Rex, que foi modelo nos anos 1990, VJ da MTV e até rapper, além de atuar na franquia de comédias “Todo Mundo em Pânico”, enquanto o resto do elenco é composto por atores iniciantes ou pouco conhecidos, como a estreante Brenda Deiss, que vive Strawberry. “Red Rocket” teve première no Festival de Cannes em julho passado, venceu o Prêmio do Júri e o troféu da Crítica no Festival de Deauville, também passou nos festivais de Telluride, Nova York, Zurique e San Sebastian, tem exibição no Festival de Vancouver nesta terça (5/10) e chega no Festival de Londres na quinta (7/10). Já visto pelos principais críticos internacionais, atingiu 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Ou seja, é mais uma obra de Sean Baker que rende aplausos da imprensa especializada. A estreia comercial está marcada para 3 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Playlist: 10 clipes novos de bandas indies
A seleção de clipes indies da semana explora as influências de Joy Division e Interpol na nova geração de bandas de vocais soturnos, baixos potentes, guitarras rascantes e batidas tão cadenciadas que parecem eletrônicas, mas não são. Nem todas as bandas da lista são formadas por jovens. Pink Turns Blue deveria ser uma das inspirações da turma, não fosse tão obscura para a maioria. Formada na Alemanha em 1987, chegou a acabar na década de 1990, mas acabou voltando nos últimos anos e tem lançado single atrás de single em 2021. Em contraste, o destaque na foto do post, TV People, foi formada em Dublin há menos de dois anos e lançou seu primeiro EP em agosto passado. Apesar de se apresentar como quarteto, o grupo é na verdade um duo, comandado pelo vocalista-guitarrista Paul Donohoe e o baterista Brendan Clarke. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. The Buttertones | EUA | Screensaver | Austrália | Mother Mother | Canadá | Capitol | Canadá | Pink Turns Blue | Alemanha | TV People | Irlanda | Vero | Suécia | W.H. Lung | Inglaterra | Spectres | Canadá | Glove | EUA
Playlist: 10 clipes de artistas novos do rock alternativo
A seleção indie da semana é focada na nova geração do rock alternativo, estendendo-se das baladas distorcidas às explosões de raiva microfonada. São cinco faixas em tom confessional e cinco gravações revoltadas, numa jornada musical que começa com a cantora americana Ella Williams, mais conhecida como Squirrel Flower, e o grupo irlandês NewDad (registrado na foto que ilustra o post). A maioria das músicas destaca vozes femininas, como as australianas Marie “Maz” DeVita (da banda Waax) e Alex Lahey. São roqueiras inspiradas pela explosão grunge dos anos 1990, com direito até a cover de Nirvana da cantora Maita, lançado pelo mítico selo Kill Rock Stars, base do movimento riot grrl original. Mas o final se dá em clima pós-punk inglês, com uma gravação do grupo The Violent Hearts, formado das cinzas da banda punk Sharks. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Squirrel Flower | EUA | NewDad | Irlanda | Maita | EUA | Major Murphy | EUA | Asia Imbiss | Alemanha | Church Girls | EUA | Waax | Austrália | Alex Lahey | Austrália | Bully | EUA | The Violent Hearts | Inglaterra |
Playlist: 10 clipes novos de dreampop
A seleção indie da semana traz 10 músicas de dreampop e twee. A jornada onírica é aberta pela americana Helen Ballentine, mais conhecida pelo nome artístico de Skullcrusher, tem dose dupla da australiana Harriette Pilbeam, a Hatchie (incluindo um feat), e termina com dois trios ingleses, Drug Store Romeos e Night Tapes. As gravações são atuais, mas o som lembra muito o indie pop britânico do início dos anos 1990 – como Lush, Pale Saints e até Stereolab, a banda “antiga” favorita dos Drug Store Romeos, que estão na foto do post. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Skullcrusher | EUA | Rinse ft. Hatchie | Austrália | Hatchie | Austrália | Lumari | EUA | Fotoform | EUA | Seasurfer | Alemanha | Bnny | EUA | Jane Weaver | Inglaterra | Drug Store Romeos Inglaterra | Night Tapes | Inglaterra
Playlist: Mais 10 clipes da nova geração gótica e pós-punk
Depois dos teclados glaciais e batidas dançantes do gótico sintético da semana passada, a seleção indie desta semana volta a enfatizar guitarras – ou melhor, baixos elétricos -, apresentando a versão mais roqueira do revival gótico atual. A programação musical começa com a dupla de nouvelle noir Hanging Gardens e combina bandas mais tradicionais, como a inglesa Lebanon Hanover, e afeitas à perfomances teatrais, como a australiana Johnny Hunter, ao lado de artistas mais casuais, na linha do quarteto pós-punk canadense Actors (da foto acima). Todas as músicas tem uma cadência forte e vários elementos em comum, que ficam evidentes quando ouvidas numa discotecagem contínua. Caso da seleção abaixo. É só dar play abaixo e deixar tocar. Hanging Gardens | França | Lebanon Hanover | Inglaterra | Je T’aime | França | Girlfriends and Boyfriends | Canadá | Cold Cave | EUA | BA. | Lituânia | Severity 322 | EUA | Actors | Canadá | Johnny Hunter | Austrália | White Mansion | EUA
Rocketeer vai ganhar novo filme na Disney+
A Disney+ vai lançar um filme baseado no personagem de quadrinhos Rocketeer. E, para variar, será uma produção racialmente diversa da concepção original. Intitulado “The Return of the Rocketeer”, o filme tem roteiro de Edward Ricourt (“Truque de Mestre”) e está sendo produzindo pelo casal David e Jessica Oyelowo, por meio de sua produtora Yoruba Saxon. David Oyelowo, que interpretou Martin Luther King em “Selma”, está considerando estrelar a produção. O projeto do reboot foi anunciado pela primeira vez em 2016 com planos de ser estrelado por uma mulher negra, e na época foi bastante criticado pelos fãs da obra original. Mas como diria uma roteirista brasileira sobre polêmica racial de poucos anos atrás, isso “foi há muito tempo”. Criado em quadrinhos por Dave Stevens em 1982, Rocketeer era uma homenagem aos antigos seriados de aventura dos anos 1930 e 40. A trama acompanhava Cliff Secord, um piloto destemido que descobre um misterioso jetpack em 1938 que lhe permite voar. Além do visual baseado no seriado “O Homem Foguete (1949), os quadrinhos também conquistaram muitos fãs por conta da namorada do protagonista, Betty (Jenny no cinema), baseada na famosa pin-up Betty Page. O personagem ganhou um filme em 1991, estrelado por Billy Campbell (da série “The Killing”) e Jennifer Connelly (que dez anos depois venceu o Oscar por “Uma Mente Brilhante”), e dirigido por Joe Johnston, que depois revisitou o período em outra adaptação de quadrinhos, “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011). A nova versão vai acompanhar um piloto aposentado da cidade de Tuskegee que assume o manto do Rocketeer. A época em que a trama se passa não foi divulgada, mas Tuskegee ficou famosa por ter sido a cidade onde foram conduzidas experiências médicas anti-éticas com a população negra nos anos 1930. Além desse projeto, a Disney lançou uma série animada passada nos dias de hoje, em que Rockeeter é vivido por uma menina. A produção está disponível na Disney+ e conta com participação especial de Billy Campbell dublando um descendente do Rocketeer original.
Playlist: 10 clipes da nova geração gótica e EBM
A seleção indie da semana traz muitos teclados glaciais e batidas dançantes que caracterizam uma festa gótica moderna. A jornada aberta pela cantora espanhola Sofia, que experimenta um pós-punk experimental de baixa fidelidade, vai ficando cada vez mais pesada, conforme as faixas avançam, até chegar na nova banda escocesa de EBM Vlure. A maioria dos artistas vem da França e Alemanha, onde os góticos voltaram com mais força, mas também há Pixel Grip (foto acima) representando a nova geração americana e até um veterano sul-africano, The Awakening, projeto criado pelo multi-instrumentista Ashton Nyte em 1995. Para convidar o ouvinte a dançar – ou ao menos balançar a cabeça – , os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Sofia | Espanha | Night Haze | Grécia | Creeps | Alemanha | Zanias | Alemanha | Minuit Machine | França | Echoberyl | França | Potochkine | França | Pixel Grip | EUA | The Awakening | África do Sul | Vlure | Escócia
Kaycee Moore (1944-2021)
A atriz Kaycee Moore, estrela dos drama indies cultuados “O Matador de Ovelhas” (1978) e “Abençoe seus Pequeninos Corações” (1983), morreu em 13 de agosto aos 77 anos. Nascido em Kansas City em 1944, Moore conheceu o diretor Charles Burnett enquanto ele ainda estava na escola de cinema da UCLA, e conseguiu seu primeiro papel importante em seu filme de 1978, “O Matador de Ovelhas”. Burnett, que recebeu um Oscar honorário em 2018 por sua carreira, estreou no cinema com aquele filme, retratando a realidade da opressão socioeconômica enfrentada pela comunidade negra em Los Angeles na década de 1970. Cinco anos depois, Moore voltou a trabalhar com o cineasta em “Abençoe seus Pequeninos Corações”, escrito e fotografado por Burnett e dirigido por Billy Woodberry. O filme era uma continuação temática do anterior, passado na mesma comunidade. A trama acompanhava uma família em Watts, bairro pobre de Los Angeles, em sua trajetória de raça, dinheiro e gênero, e foi aclamado pela crítica. Moore ainda apareceu em “Filhas de Pó” (1991), de Julie Dash, que junto com os dois anteriores foram selecionados para preservação no Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso por seu importante impacto artístico e representação da experiência negra em América. Ela se afastou do cinema após “Ninth Street”, dirigido por Tim Rebman e Kevin Willmott em 1999. Paralelamente à carreira artística, juntou-se ao trabalho de sua mãe pela mobilização em prol de pacientes com doença falciforme e suas famílias. De 1984 a 1998, ela atuou como diretora executiva da seção de Kansas City da Sickle Cell Disease Association.
“Betty” é cancelada após duas temporadas
A HBO cancelou “Betty”, série sobre garotas skatistas inspirada no aclamado filme indie “Skate Kitchen”. A atração tinha encerrado sua 2ª temporada no mês passado. “Não vamos seguir com uma 3ª temporada de ‘Betty’”, disse a HBO em um comunicado. “Somos muito gratos pela colaboração com Crystal e nosso elenco incrível – sua exploração destemida do mundo da cultura do skate de Nova York permanecerá um lindo emblema de amizade e comunidade.” Com 6 episódios de 30 minutos cada, a série foi desenvolvida pela diretora do filme “Skate Kitchen”, Crystal Moselle, e contava com as cinco principais estrelas da obra original: Rachelle Vinberg, Nina Moran, Kabrina “Moonbear” Adams, Dede Lovelace e Ajani Russell – que são skatistas de verdade. Ambientada em Nova York, a atração girava em torno de um grupo diversificado de jovens mulheres que precisam lidar com a predominância masculina no mundo do skate. Crystal Moselle dirigiu todos os 12 episódios que compuseram a 1ª e a 2ª temporadas da série e trabalhou apenas com roteiristas femininas, comandadas por Lesley Arfin (criadora de “Love”), no desenvolvimento das histórias. Veja abaixo o trailer nacional da última temporada exibida.
Playlist: 10 clipes de dreampop distorcido
A seleção indie da semana diminui a velocidade para trazer 10 baladas de dreampop/rock distorcido. A jornada aberta pela banda sueca Hater trafega por guitarras barulhentas e vozes suaves, com microfonia cada vez mais alta, até chegar na banda inglesa Wolf Alice. Para entrar no clima, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Hater | Suécia | NewDad | Irlanda | Faye Webster | EUA | TV People | Irlanda | The Third Sound | Islândia | Candy | Austrália | Tennis System | EUA | Where We Sleep | Inglaterra | New Candys | Itália | Wolf Alice | Inglaterra
Vencedor do Festival de Sundance ganha trailer legendado
Vencedor do Festival de Sundance adquirido pela Apple TV+ em negócio milionário, “Coda” será lançado nos cinemas no Brasil. A Diamond Films divulgou o trailer oficial legendado da produção, que também recebeu um título nacional (bem convencional): “No Ritmo do Coração”. O título em inglês vem da sigla da organização internacional Children of Deaf Adults, e o nome também é usado no Brasil para se referir às pessoas que são ouvintes e têm pais surdos. Mas Coda ainda é uma expressão musical, correspondente à seção conclusiva de uma composição, e seu uso original reforça duplamente o tema da produção. O drama acompanha uma jovem musicista (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda, que se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música e ser a conexão entre seus pais e o mundo auditivo. A prévia mostra claramente o dilema com cenas de partir o coração. Além de dois troféus de Melhor Filme – do Júri e do Público – , a produção também venceu o prêmio de Melhor Elenco e Melhor Direção no festival realizado em fevereiro passado. A direção é de Siân Heder, que estreou em Sundance em 2016 com “Tallulah”. “Coda” foi adquirido pela Apple por um preço considerado bastante elevado para os padrões do festival indie: US$ 25 milhões. E o detalhe é que o negócio foi fechado bem antes da premiação. Esperava-se que a Apple guardasse o filme para o Oscar, mas a estreia foi marcada já para 13 de agosto em streaming nos EUA. No Brasil, o rebatizado “No Ritmo do Coração” vai ter lançamento nos cinemas 40 dias depois, em 23 de setembro.











