Paris Jackson desperta ódio ao ser escalada como Jesus em filme indie
Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson, virou alvo de uma campanha de ódio após ser escalada para viver Jesus Cristo no longa independente “Habit”. Uma petição no site Change.org reuniu mais de 300 mil assinaturas contra a produção do filme, descrito como “lixo cristofóbico”. “Um novo filme blasfemo de Hollywood, que tem previsão de ser lançado em breve, descreve Jesus como uma mulher lésbica”, diz o texto do abaixo-assinado. “O filme ‘Hábit’ é estrelado por Paris Jackson, que interpreta o papel de ‘Jesus lésbico'”, reforça o protesto. Além dessa petição, uma campanha da organização One Million Moms – que “se opõe à imoralidade, violência, vulgaridade e palavrões da mídia de entretenimento” – juntou outros 76 mil ao protesto contra “o sacrilégio”. Além de Jackson, o filme traz no elenco a ex-Disney Bella Thorne e o ator-roqueiro Gavin Rossdale (cantor da antiga banda Bush). O release da produção explica que “Habit” gira em torno de “uma garota de rua esperta e festeira com um fetiche em Jesus (que) se envolve em um negócio violento de drogas e encontra uma saída possível, disfarçando-se como uma freira”. Não há nenhuma informação oficial da produção a respeito da sexualidade da personagem de Jackson, nem pistas de como as campanhas tiveram acesso a essa informação. Até então, tudo o que se sabia de “Habit” era devido a fotos das filmagens, em que Bella Thorne aparecia como freira. Elas chamaram atenção da mídia, porque pouco antes a atriz tinha vencido um prêmio por sua estreia como diretora de filmes pornôs. “Habit” foi escrito pela atriz Suki Kaiser (que virou roteirista em “Van Helsing”) e dirigido pela também atriz Janell Shirtcliff, em sua estreia na função. Atualmente em pós-produção, ainda não tem previsão de estreia. Mas já conta com campanha publicitária em vários sites – como Change.org e Onemillionmoms.com.
Natalia Dyer luta contra tentações no trailer de comédia com 100% no Rotten Tomatoes
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Yes, God, Yes”, comédia adolescente estrelada por Natalia Dyer (a Nancy de “Stranger Things”). O vídeo inclui muitos elogios da crítica. E não é exagero. Além de ter sido premiado no Festival SXSW do ano passado, o filme registra 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A prévia mostra a premissa divertida, ao acompanhar Alice (a personagem de Dyer), uma adolescente católica que, ao atingir a puberdade, é enviada para um acampamento cristão para aprender a lidar com os hormônios e evitar as tentações. Mas ao chegar lá descobre que tudo a excita, principalmente o monitor peludo e gostoso que deveria ajudá-la a se manter virgem. Escrito e dirigido por Karen Maine (“Entre Risos e Lágrimas”), o filme é uma adaptação do curta de mesmo nome, que também foi estrelado por Dyer em 2017. O elenco ainda inclui Susan Blackwell (“Depois do Casamento”), Matt Lewis (“As Aventuras de Timmy Failure”), Alisha Boe (“13 Reasons Why”) e Wolfgang Novogratz (“Você Nem Imagina”). “Yes, God, Yes” estreia em 24 de julho em VOD nos EUA e ainda não tem previsão para chegar ao Brasil.
Ava: Jessica Chastain vira John Wick feminina em trailer de filme de ação
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Ava”, filme em que Jessica Chastain vive uma espécie de John Wick feminina. A prévia mostra (demais, por sinal) como ela passa de assassina profissional à alvo de todos os “colegas” de sua agência secreta. O filme volta a reunir a atriz e o cineasta Tate Taylor, após trabalharem juntos em “Vidas Cruzadas” (The Help, 2011). Originalmente, a trama seria dirigida pelo australiano Matthew Newton (“From Nowhere”), responsável pelo roteiro, mas ele se demitiu após denúncias de abuso e violência doméstica. Chastain, que é produtora de “Ava”, convocou Taylor para assumir o projeto enquanto os dois discutiam planos para filmar “The Eyes of Tammy Faye”, cinebiografia de uma famosa tele-evangelista americana, planejada para o ano que vem. Outra mudança no desenvolvido do projeto foi em seu título. O filme seria chamado de “Eve”. Mas aí ficaria evidente a semelhança com outra produção: a série “Killing Eve”. Na trama, Chastain interpreta a personagem-título, uma assassina que trabalha para uma agência de espionagem, forçada a lutar por sua própria sobrevivência depois de uma missão falhar perigosamente. O impressionante elenco de apoio inclui Colin Farrell (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), Common (“Selma”), John Malkovich (“22 Milhas”) e Geena Davis (“Thelma e Louise”). A estreia está marcada para 25 de agosto em VOD nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
The Rental: Terror dirigido por Dave Franco ganha trailer tenso
A IFC Films divulgou o pôster e o trailer do terror indie “The Rental”, que marca a estreia do ator Dave Franco (“Vizinhos”, “Esquadrão 6”) como diretor. A prévia tensa acompanha dois casais, que alugam uma casa no campo para passar um fim de semana longe da cidade e acabam descobrindo que caíram numa armadilha, com câmeras no chuveiro, vultos furtivos ao redor da casa e uma série de dificuldades que os impede de sair daquele lugar. O elenco é encabeçado por Dan Stevens (“Legion”), Alison Brie (“GLOW”), Sheila Vand (“Expresso do Amanhã”), Jeremy Allen White (“Shameless”) e Toby Huss (“Halt and Catch Fire”) como o locatário sinistro. O filme será lançado em drive-ins no dia 18 de julho nos EUA e chegará em VOD a partir do dia 24 do mesmo mês.
Betty: HBO renova série de skatistas para 2ª temporada
A HBO encomendou a 2ª temporada de “Betty”, série sobre garotas skatistas inspirada no aclamado filme indie “Skate Kitchen”. Inédito no Brasil, o longa de 2018 ganhou prêmios no circuito dos festivais e atingiu 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Sua trama girava em torno de uma skatista iniciante que forma um vínculo com outras garotas do esporte, enquanto tenta conquistar seu espaço num ambiente que é dominado pelos homens e pela falta de apoio às mulheres. Com 6 episódios de 30 minutos cada, a série foi desenvolvida pela diretora do filme, Crystal Moselle, e conta com as cinco principais estrelas da obra original: Rachelle Vinberg, Nina Moran, Kabrina “Moonbear” Adams, Dede Lovelace e Ajani Russell – que são skatistas de verdade. Ambientada em Nova York, a atração gira em torno de um grupo diversificado de jovens mulheres que precisam lidar com a predominância masculina no mundo do skate. Crystal Moselle dirigiu todos os episódios da 1ª temporada e contou com uma sala de roteiristas femininas, comandadas por Lesley Arfin (criadora de “Love”), no desenvolvimento das histórias. A 2ª temporada terá mais seis episódios com previsão de estreia em 2021.
The Nest: Drama com Jude Law e Carrie Coon ganha trailer tenso
A IFC Films divulgou o primeiro trailer de “The Nest”. A prévia revela um drama sombrio de atmosfera tensa e carregada, sobre uma família que se muda para uma mansão rural e começa a discordar sobre tudo. A mansão não é mal-assombrada, mas o clima é quase de terror, conforme a ansiedade do personagem de Jude Law (“Capitã Marvel”) se confronta com a frustração de Carrie Coon (“The Leftovers”). Ele é um empresário que convence a esposa e os filhos a se mudarem para o interior inglês, onde suas ambições e projetos de grandeza ganham contornos considerados traiçoeiros por ela, ameaçando destruir seu casamento. O filme tem roteiro e direção de Sean Durkin, que retorna ao cinema nove anos após impressionar com o thriller indie “Martha Marcy May Marlene” (2011) – responsável por lançar a carreira da atriz Elizabeth Olsen (“Os Vingadores: Ultimato”). “The Nest” já impressionou a crítica durante sua première no Festival de Sundance, no começo do ano, atingindo 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. A distribuidora pretende lançá-lo nos cinemas da América do Norte em 18 de setembro, mas ainda não há previsão para o Brasil.
Vampiros atacam navio nazista em trailer e fotos de terror australiano
A distribuidora indie The Horror Collective, que como o nome indica é especializada em filmes de terror, divulgou 20 fotos, o pôster e o trailer da produção australiana “Blood Vessel”. A prévia combina nazistas, navio fantasma e vampiros, ao acompanhar a chegada de um pequeno bote com sobreviventes de um naufrágio a uma embarcação abandonada da 2ª Guerra Mundial. Na nave à deriva, eles descobrem bandeiras nazistas e cadáveres apodrecidos, além de caixões misteriosos, que, claro, contém criaturas sanguinárias e precipitam uma luta pela sobrevivência. A ideia dos vampiros marítimos vem do romance “Drácula”, de Bram Stoker, que descreveu a viagem do Demeter, navio responsável por conduzir o caixão do vampiro da Transilvânia até a Inglaterra. A premissa tem sido explorada no cinema desde o clássico “Nosferatu”, de 1922. Roteiro e direção de “Blood Vessel” são assinados por Justin Dix, técnico de efeitos da franquia “Star Wars”, que trabalhou no cultuado terror australiano “O Babadook” (2014). O elenco destaca Alyssa Sutherland (a rainha Aslaug, de “Vikings”), Robert Taylor (o xerife “Longmire”) e Nathan Phillips (Flynn na série “Hunters”). A estreia está marcada para 21 de julho em VOD nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
País da Violência torna falso moralismo em banho de sangue
Escrito e dirigido por Sam Levinson (criador da série “Euphoria”), “País da Violência” (Assassination Nation, 2018) é uma mistura de thriller, comédia, ação e terror. Sensação no circuito de festivais, a obra dialoga com a sociedade contemporânea, desenterrando os problemas que tal sociedade preferiria manter escondidos. A trama acompanha Lily (Odessa Young), Sarah (Suki Waterhouse), Bex (Hari Nef) e Em (Abra), quatro adolescentes de classe média cuja rotina se resume, em princípio, a festas, colégio, internet e namoros. Tudo muda quando um hacker invade os telefones de toda a comunidade, expondo as informações e os segredos dos moradores. Traçando um paralelo com a realidade contemporânea, o filme mostra que, ao ter a sua intimidade exposta na internet, a pessoa é imediatamente categorizada e colocada dentro de uma caixa contendo apenas um único adjetivo (a vida sexual de alguém é transformada em perversão, e o fato de alguém ter fotos da sua filha torna-o imediatamente um pedófilo). Tal reação imediata traz consequências graves aos personagens. Trabalhadores perdem seus empregos. Famílias são destruídas. Alguns cometem suicídio. E existe também aquelas pessoas que, ao se sentirem traídas, revolvem se vingar. As consequências escalam até o surgimento de uma milícia, criada com o intuito de “fazer justiça com as próprias mãos”. E encontrar um bode expiatório qualquer: as meninas que não saem do celular. Brincando com a ambiguidade desta situação, Levinson é hábil ao manipular a nossa percepção acerca daquilo que está sendo mostrado. Em um primeiro olhar, sua a abordagem em relação às protagonistas pode soar estereotipada: imprimindo um estilo de videoclipe à narrativa, o realizador abusa de montagem em paralelo, sequências altamente estilizadas e um ritmo frenético. Mas sua intenção é justamente criticar a nossa própria percepção e a nossa pré-disposição em olhar apenas a superfície das imagens, e das pessoas. Tal intenção é explicitada em certo momento do filme, quando Lily tenta convencer o diretor da escola acerca da profundidade e do conteúdo por trás de uma imagem pornográfica. Ou seja, ao abordar temas polêmicos como a sexualidade, o diretor opta – acertadamente – por não tomar partido. Em vez disso, ele explicita a necessidade de nos aprofundarmos na discussão acerca destes temas, e não em julgar alguém apenas de acordo com o que está exposto no primeiro plano. “País da Violência” também funciona como entretenimento. O filme apresenta um estilo visual bastante marcante, seja no uso de luzes fortes ou numa montagem com estética de videoclipe. Além disso, há uma excelente cena de invasão rodada toda em plano-sequência e o clímax é extremamente eficiente, funcionando como uma espécie de “Uma Noite do Crime” feminista. Vale destacar, porém, que a estética exagerada não ofusca o teor político da obra de Levinson. Seu filme é uma resposta à atual política americana e ao governo Trump. As ações das milícias e o descaso da polícia são claras referências às manifestações racistas ocorridas nos Estados Unidos na época da produção – e que, infelizmente, continuam acontecendo até hoje. Disponível em Google Play, YouTube Filmes, Looke, Telecine e Vivo Play
Kevin James surpreende com papel de vilão sádico em suspense ultraviolento
A distribuidora indie Quiver lançou nesta sexta (5/6) nos EUA o candidato a cult “Becky”, um suspense ultraviolento de baixo orçamento, que se diferencia da vasta quantidade de títulos similares em VOD pelo elenco famoso e inesperado. Para começar, o vilão é vivido pelo comediante Kevin James (“Segurança de Shopping”), que não só desempenha um raro papel dramático como o interpreta com excesso de sadismo. Ele encarna o líder de uma gangue neonazista que invade a casa de uma família para torturar os pais da personagem-título, uma adolescente rebelde que conhece o paradeiro de algo que os criminosos procuram. Outro comediante, Joel McHale (“Community”), vive o pai, enquanto Amanda Brugel (“The Handmaid’s Tale”) interpreta a madrasta. Mas o grande destaque da produção é Lulu Wilson, que já tinha chamado atenção em “Objetos Cortantes”, “A Maldição da Residência Hill” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”. Com apenas 15 anos, ela tem uma filmografia maior que muitos veteranos e pode ser considerada o principal atrativo da produção. Na trama, Lulu é a terrível Becky, que dá enorme trabalho para os pais. Mas por pior que se comporte, isso não é nada perto do que a mini-Rambo faz com os invasores. Além de “Rambo”, outra comparação possível é com o Kevin de “Esqueceram de Mim”, num contexto de terror de sobrevivência. Filme B assumido em todos os seus exageros viscerais, “Becky” é o terceiro longa da dupla Cary Murnion e Jonathan Milott, que também assina os cultuados “Cooties: A Epidemia” (2014), com Elijah Wood, e “Ataque a Bushwick” (2017), com Dave Bautista. Ainda sem previsão para chegar ao Brasil, “Becky” dividiu a crítica, agradando mais aos jornalistas profissionais (67% de aprovação dos críticos top do Rotten Tomatoes) que aos blogueiros amadores (57%). Ficou curioso? Confira abaixo o trailer e o pôster, divulgados no começo da semana.
A Despedida: Um dos melhores filmes de 2019 estreia em VOD no Brasil
Um dos melhores filmes de 2019, “A Despedida” (The Farewell), finalmente chegou ao Brasil. O lançamento acontece em VOD (locação digital), mas não é exatamente por causa da pandemia de coronavírus. A distribuidora nunca pretendeu lançar no cinema. A produção que projetou Awkwafina é um produção indie com toques de comédia, que começa de forma dramática e termina em tom reconfortante. Awkwafina vive a rebelde de uma família sino-americana, que viaja completa para a China para o casamento arranjado de um primo. Na verdade, trata-se de uma desculpa para todos se reúnam pela última vez com a vovó da família. Eles querem se despedir, ao mesmo tempo em que tentam esconder dela que um exame apontou que seu câncer está em estágio avançado. Baseado numa experiência real da diretora Lulu Wang, “A Despedida” rendeu o Globo de Ouro e o Gotham Awards de Melhor Atriz para Awkwafina, além de ter vencido o Spirit Awards (o Oscar indie) de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (para Shuzhen Zhao, a vovó). Imperdível. Mas fica a dica: não se apresse e leia todo o texto dos créditos finais sobre a verdadeira vovó da história. Confira abaixo outras estreias digitais, que também são inéditas nos cinemas brasileiros e chegam em VOD neste fim de semana. A Despedida (The Farewell) | EUA, China | 2019 Quando a família de uma doce senhora descobre que ela possui apenas mais algumas semanas de vida, eles decidem não informá-la a respeito do diagnóstico. Em vez disso, seus filhos e netos tentam arranjar um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ela saiba o que está acontecendo de verdade. Now e Looke Lupin 3º: O Primeiro (Lupin III: The First) | Japão | 2019 Indicado ao troféu da Academia Japonesa, o primeiro anime computadorizado do personagem clássico de Monkey Punch acompanha Lupin 3º, descendente do famoso ladrão francês Arsene Lupin, em busca do precioso Diário de Bresson para descobrir a história de seu avô. Leia mais aqui. Now, Looke, Sky Play e Vivo Play Corpus Christi | Polônia, França | 2019 Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa do polonês Jan Komasa (da série “Ultraviolet”) acompanha um jovem de 20 anos que passa por uma transformação espiritual em um centro de detenção e decide se tornar padre, mas é impedido por sua ficha criminal. Ao ser solto e se mudar para uma cidade pequena, ele acidentalmente assume a paróquia local. Cinema Virtual Amigos para Sempre (Storm Boy) | Austrália | 2019 Premiado no Festival de Cinema Infantil de Zlín, na República Tcheca, gira em torno de um homem aposentado que começa a se lembrar de fatos traumáticos de sua infância. Ele compartilha as histórias com sua neta, como a vez em que resgatou e criou um pelicano. Cinema Virtual Glastonbury | Reino Unido | 2006 Documentário dirigido por Julian Temple (“The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”) que mostra a história do festival de música Glastonbury, criado no Reino Unido na década de 1970, e suas transformações. Belas Artes à La Carte
Lynn Shelton (1965 – 2020)
A cineasta Lynn Shelton, conhecida por trabalhos no cinema indie americano e por ter assinado a recente minissérie “Little Fires Everywhere”, morreu na sexta-feira (15/5) em Los Angeles devido a complicações de um distúrbio sanguíneo. Ela tinha 54 anos. Um dos novos talentos emergentes do cinema independente americano dos anos 2000, a diretora se projetou com o “O Dia da Transa” (2009), premiado nos festivais de Sundance, Cannes, Deauville e vencedor do troféu John Cassavettes na principal premiação indie dos EUA, o Spirit Awards. O curioso é que ela só começou a carreira depois de ouvir a diretora francesa Claire Denis revelar, em 2003, que tinha 40 anos quando dirigiu seu primeiro longa-metragem. Na ocasião, Shelton tinha mais de 30 e percebeu que não estava velha para aprender a filmar. Ela escreveu e dirigiu oito longas-metragens ao longo de 14 anos, iniciando com “We Go Way Back”, drama adolescente que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival Slamdance de 2006, seguido por “Bilhantismo Natural”, que lhe rendeu o prêmio “Alguém pra Prestar Ação” no Independent Spirit Awards em 2008. Em seguida, veio “O Dia da Transa” (Humpday), que fez sua carreira decolar. O filme também inaugurou sua parceria com o ator Mark Duplass, que voltaria em outras produções, e se tornou um divisor cultural sobre a representação da sexualidade masculina através de uma lente feminina. Seus filmes seguintes foram conquistando orçamento e público maiores. Duplass voltou em “A Irmã da sua Irmã” (2011), mas para contracenar com uma atriz famosa de Hollywood, Emily Blunt, enquanto “Encalhados” (Laggies, 2014) juntou Keira Knightley, Chloë Grace Moretz e Sam Rockwell. Entre os dois, ela ainda fez “Touchy Feely” (2013), com Rosemarie DeWitt, Ellen Page, Allison Janney e outros. A carreira indie foi colocada de lado por convites para dirigir séries de prestígio. Ela comandou, entre outros, episódios de “Mad Men”, “New Girl”, “Projeto Mindy”, “Fresh Off the Boat”, “The Good Place”, “Santa Clarita Diet”, “GLOW”, “Dickinson”, “The Morning Show” e metade da minissérie “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por Toda Parte), encerrada há menos de um mês. No ano passado, lançou seu último filme, “Sword of Trust” (2019), estrelado por Marc Maron (de “GLOW”), no papel de um proprietário de loja de penhores que obtém uma espada capaz de provar que foi o Sul que venceu a Guerra Civil dos EUA. Ela também teve um papel no filme como a ex-namorada de Maron e iniciou um relacionamento com o ator fora das telas. Os dois estavam escrevendo um roteiro juntos para um próximo filme da Shelton no momento de sua morte.
Shirley: Elisabeth Moss vive escritora da Maldição da Residência Hill em trailer de suspense premiado
Premiado no Festival de Sundance, o suspense “Shirley”, estrelado por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”), teve o primeiro trailer e pôster divulgados pelo estúdio indie Neon. No filme, Moss interpreta uma escritora perturbada de livros de terror, que encontra inspiração para sua próxima obra quando ela e seu marido convidam um jovem casal a se tornarem seus hóspedes. A história é supostamente baseada num caso real envolvendo a escritora Shirley Jackson, autora de “A Assombração da Casa da Colina” (The Haunting of Hill House), best-seller de 1959 que inspirou a série da Netflix batizada no Brasil de “A Maldição da Residência Hill” (como se Hill fosse nome próprio). O marido é interpretado por Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”) e o casal formado por Odessa Young (“País da Violência/Assassination Nation”) e Logan Lerman (“Hunters”). Com direção de Josephine Decker (“A Madeline de Madeline”) e produção do cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”), “Shirley” será lançado digitalmente em 5 de junho nos EUA e ainda não tem previsão para o Brasil.
How to Build a Girl: Trailer de comédia britânica mostra como virar crítico de rock
A IFC Films divulgou o pôster e o trailer de “How to Build a Girl”, comédia britânica que adapta o livro homônimo de Caitlin Moran (“Raised by Wolves”) sobre uma garota tímida e fora de forma que sonha virar crítica de rock. A prévia mostra que, para conseguir seu objetivo, ela decide se reinventar, adotando cabelos vermelhos, roupas extravagantes e uma personalidade diferente, extrovertida e “perigosa”. Tudo combinado com um novo nome: Dolly Wilde. Dá certo. E graças à críticas cada vez mais maldosas, ela rapidamente se torna a crítica mais popular do Reino Unido. Mas nem todas as consequências de sua nova atitude são positivas. A própria Caitlin Moran adaptou seu livro, que é baseado em suas experiências nos anos 1990, mas com vários nomes alterados em relação aos fatos reais – note-se que o semanário musical Melody Maker, onde a escritora trabalhou, é rebatizado de D&ME na prévia, como na obra literária. O filme é dirigido por Coky Giedroyc (da série “Harlots”) e destaca Beanie Feldstein (de “Lady Bird”) no papel principal, além de vários astros famosos em seu elenco, como Alfie Allen (“Game of Thrones”), Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), Jameela Jamil (“The Good Place”), Lucy Punch (“Caminhos da Floresta”), Sharon Horgan (“Catastrophe”), Paddy Considine (“Peaky Blinders”), Frank Dillane (“Fear the Walking Dead”), Sarah Solemani (“O Bebê de Bridget Jones”) e Chris O’Dowd (“O Paradoxo Cloverfield”). Como a maior parte dos cinemas do mundo estão fechados, como prevenção contra a pandemia do novo coronavírus, “How to Build a Girl” será lançado diretamente nas plataformas de VOD (video on demand) em 8 de maio.












