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    Canal americano The CW é vendido

    15 de agosto de 2022 /

    O canal americano The CW foi vendido. A Nexstar Media Group, rede televisiva que já transmite o conteúdo da CW no interior dos EUA, está assumindo o controle de 75% da empresa. A Paramount Global e a Warner Bros. Discovery, atuais donos do CW, vão continuar na sociedade, retendo 12,5% da emissora cada. “Nossa aquisição da The CW é estratégica e operacionalmente atraente, pois nos permitirá alavancar nossa experiência operacional para melhorar o desempenho da rede por meio do gerenciamento desta poderosa plataforma nacional”, disse Perry Sook, presidente e CEO da Nexstar, nesta segunda-feira (15/8). Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas fontes ligadas às negociações afirmam que a Nexstar não precisou desembolsar nada pela compra. Em vez disso, a empresa vai agregar a maior parte da dívida de mais de US$ 100 milhões acumulados em prejuízo pela operação da emissora, que estavam na contabilidade da Paramount e da WBD. Lar das séries do Arrowverso, de “Riverdale”, “Legacies”, “Walker” e várias outras atrações de fantasia juvenil, o CW foi inaugurado em 2006 como resultado da união dos antigos canais UPN e Warner nos EUA. Muitos apostaram que a experiência não duraria, mas embora nunca tenha se tornado lucrativa de forma tradicional, a joint venture se provou um bom negócio para os estúdios da CBS e Warner (o C e o W do nome do canal). O CW nunca foi lucrativo como canal de TV, mas foi um ótimo negócio para a CBS e a Warner, pois passou a render dinheiro por sinergia, ao comprar apenas séries produzidas pelas duas empresas. Além disso, esse conteúdo depois era negociado por seus estúdios para o mercado internacional e o streaming. Só a Netflix chegou a pagar US$ 1 bilhão pelos direitos de exibição do conteúdo da CW em 2018. Só que este modelo sofreu abalos nos últimos anos, acompanhando mudanças internas nas empresas proprietárias. A Warner foi desastrosamente comprada pela AT&T, que passou a desmontar a empresa, dissolvendo ou vendendo parte de seu patrimônio apenas para “revendê-la” numa fusão inacreditável com a Discovery. Já a CBS sobreviveu a um escândalo sexual de seu chefão, Les Mooves, para se fundir com a Viacom. No ano passado, os dois grupos passaram a priorizar a expansão de seus serviços streaming, HBO Max e Paramount+, sobre todos os outros projetos. Por isso, romperam o acordo bilionário com a Netflix, interrompendo o fluxo de dinheiro para o canal. Foi um tiro de morte. Ao perceberem a falha neste plano, começaram a cortejar a ideia de vender a emissora. Os novos donos reconhecem o trabalho que têm pela frente. “Não é nenhum segredo que a CW não é lucrativa”, disse a diretora financeira da Nexstar, Lee Ann Gliha, que completou: “nenhum outro canal opera com perdas contínuas”. O objetivo da Nexstar é reverter esse cenário e tornar a emissora lucrativa até 2025. Por conta disso, a venda vai afetar o número de atrações da CW. Os cancelamentos que começaram a acontecer em abril refletem este plano. Séries como “Batwoman”, “Legends of Tomorrow”, “Charmed”, “Dynasty”, “Legacies” são apenas algumas das encerradas devido à negociação. Até a finalização da venda, que deve levar alguns meses, a CW vai continuar apenas com algumas das suas séries mais consagradas, como “The Flash”, “Riverdale”, “Superman & Lois” e “Walker”, com planos de encerrar “The Flash” e “Riverdale” na próxima temporada. De novidade, o canal vai lançar apenas três atrações no próximo outono: “Gotham Knights”, nova produção do universo DC, “The Winchesters”, prólogo de “Supernatural”, e “Independence”, série derivada de “Walker”. Segundo Carter, a Paramount e a Warner devem continuar a produzir conteúdos para a CW, mas esse acordo é válido apenas até 2023. Depois disso, a Nexstar tem a opção de manter a parceria criativa, mas não a obrigatoriedade de fazer isso. De todo modo, o investimento em séries será bem mais baixo que o atual. “Esperamos investir um valor baixo de 9 dígitos neste período de 3 anos à medida que implementamos nosso plano”, explicou Gliha. “Vemos esse valor como um proxy para um preço de compra – ou um investimento feito ao longo do tempo – em vez de um obstáculo contínuo no fluxo de caixa. Você nos conhece. Estamos focados no lucro e no fluxo de caixa e esperamos que esse ativo alcance lucratividade.” Mas os investimentos devem aumentar no futuro. “Então, com o tempo, adotaremos uma abordagem diferente para nossa estratégia de programação da CW e alavancaremos nossa experiência em gastar aproximadamente US$ 2 bilhões por ano em programação, atraindo e monetizando espectadores e fazendo a transição da NewsNation, nossa rede nacional de notícias a cabo, da WGN, mantendo um foco estrito no fluxo de caixa”, disse Tom Carter, diretor executivo da Nexstar. George Cheeks, presidente e CEO da CBS da Paramount, acrescentou: “Esta nova estrutura de propriedade nos permite fazer parceria com a Nexstar e a Warner Bros. Discovery no próximo capítulo da The CW, enquanto redistribuímos capital para outras plataformas de conteúdo da Paramount”. Channing Dungey, presidente do Warner Bros. Television Group, demonstrou estar feliz com a venda. “Estamos ansiosos para continuar a colaborar em nossas séries compartilhadas e projetos futuros que ficarão sob a liderança da Nexstar”, disse a executiva.

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  • Música,  Série

    Funk brasileiro vai ganhar série documental da HBO

    14 de agosto de 2022 /

    Depois do recorde de audiência de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”, a próxima série documental da HBO Max será sobre o funk brasileiro. O premiado cineasta e documentarista Luiz Bolognesi (“A Última Floresta”) está trabalhando em “Funk.Doc: Popular & Proibido” há pelo menos quatro anos, data em que o projeto foi anunciado pela primeira vez. Por conta desse período elástico, a produção conta até com um das últimas entrevistas concedidas por Mr. Catra antes de sua morte, em 2018. A série também traz depoimentos de vários outros expoentes do gênero musical, como Ludmilla, Kondzilla, Valesca Popozuda e Bonde do Tigrão, buscando traçar um retrato completo do funk nacional. São ao todo cinco episódios, que traçam as origens do gênero, sua aproximação com a violência, a estética de forte carga sexual e a influência crescente do funk brasileiro na música internacional. Coprodução com a Gullane e a Buriti Filmes, “Funk.Doc: Popular & Proibido” estreia em duas semanas, no dia 30 de agosto, tanto no canal pago HBO quanto na plataforma HBO Max.

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  • Etc

    Gloria Perez sobre conversão de Guilherme de Pádua: “Não existe psicopata recuperado”

    13 de agosto de 2022 /

    A escritora Gloria Perez deu uma entrevista para a revista Marie Claire sobre a série “Pacto Brutal”, da HBO Max, que resgatou a história do assassinato de sua filha, Daniella Perez. Graças à série, o caso de grande repercussão nos 1990 voltou às manchetes e trouxe à tona do destino do assassino Guilherme de Pádua, que virou pastor, e sua ex-mulher Paula Tomaz, que se formou em Direito. Questionada se acreditava conversão, Gloria foi categórica na negativa. “É claro que as pessoas podem ser recuperadas. Mas isso não inclui os psicopatas. Não se tem notícia de psicopata recuperado. E Paula e Guilherme são psicopatas de carteirinha”, disse. Gloria também explicou por qual motivo não quis que os dois falassem sobre o crime que cometeram na série do HBO Max. “O que eles disseram para se defender, antes e durante o julgamento, está na série. Ouvi-los agora para quê? Para perguntar como estão passando? Não faz sentido dar palco a psicopata”, acrescentou. Pelo assassinato bárbaro e premeditado, Guilherme foi condenado por 19 anos enquanto Paula, que estava grávida, teve pena de 18 anos e 6 meses. Eles cumpriram apenas seis anos e estão em liberdade desde então. Guilherme virou pastor na Igreja Batista Lagoinha, em Belo Horizonte, onde Jair e Michelle Bolsonaro marcaram presença no fim de semana passado. Bolsonarista convicto, o assassino preferiu não participar, depois, de um almoço com a primeira-dama, mas sua atual esposa aproveitou a ocasião para tirar um selfie com Michelle.

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  • Etc

    Michelle Bolsonaro faz selfie com esposa de Guilherme de Pádua

    12 de agosto de 2022 /

    Uma foto de Michelle Bolsonaro com Juliana Lacerda, atual esposa de Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez, começou a circular nas redes sociais nesta sexta (12/8). A apuração de sua origem indica que não se trata de montagem. Segundo a colunista Fábia Oliveira, Michelle e Jair Bolsonaro teriam participado de um almoço com Guilherme de Pádua e sua esposa no domingo passado (7/8) em Belo Horizonte, entre outros convidados. Já a coluna rival de Leo Dias aponta que o presidente não estava no local e não há testemunhos da presença do assassino, mas Michelle fez sim fotos com vários convidados – teria posado para uma centena de cliques. Guilherme de Pádua é bolsonarista convicto e pastor na Igreja Batista Lagoinha, na capital mineira. Foi nessa Igreja que Michelle fez um discurso de tom religioso, no dia do almoço, afirmando que o Planalto era “consagrado a demônios” antes da eleição de seu marido. Nesta ocasião, o assassino estava presente, fazendo questão de assistir ao casal Bolsonaro. A roupa utilizada pela primeira-dama no evento, por sinal, é similar à da foto com Juliana Lacerda. Depois do jantar religioso do fim de semana, Michelle postou nas redes sociais um vídeo com imagens editadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num encontro com lideranças de religiões de matriz africana, sugerindo, de forma preconceituosa, que elas eram demoníacas. “Lula entregou sua alma para vencer essa eleição. Não lutamos contra a carne nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas”, escreveu. Nesta semana, Michelle ainda curtiu um post de Gloria Perez, mãe da vítima de Guilherme de Pádua, pouco após rezar na Igreja do condenado. Publicado na quinta (11/8), dia do aniversário de Daniella, o post de Gloria menciona o documentário “Pacto Brutal”, da HBO Max, que trouxe o caso de volta à tona, jogando luz sobre a atual situação de Guilherme de Pádua. “Esse ano, o documentário ‘Pacto Brutal’ devolveu sua identidade, tirou você do terreno da ficção e resgatou a pessoa real, a pessoa doce, afetuosa, em seu mundo de delicadeza estraçalhado pela ambição e a inveja de um casal de psicopatas”, escreveu a autora. Michelle reagiu com um coração e um emoji de rosto chorando.

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  • Série

    As 10 melhores séries novas pra maratonar no fim de semana

    12 de agosto de 2022 /

    A programação de séries dá um pau na seleção de filmes digitais desta semana, com opções bastante variadas – de drama arrepiante baseado em fatos reais à fantasia sobrenatural, com direito a investigações policiais e boas comédias. Confira as 10 melhores estreias para maratonar.       | ABBOTT ELEMENTARY | STAR+   Eleita Melhor Série do ano pela Associação dos Críticos de TV dos EUA (TCA, na sigla em inglês), a produção que traz Tyler James Williams (o Cris de “Todo Mundo Odeia o Chris”) de volta às sitcoms é uma comédia de local de trabalho que usa o truque narrativo do falso documentário de “The Office”. A diferença entre as duas séries é que, em vez de um escritório, o local de trabalho de “Abbott Elementary” é uma escola pública de Ensino Fundamental. Na trama, Tyler James Williams interpreta um professor recém-chegado, que ao começar a trabalhar descobre que o improviso marca o cotidiano da escola. Graças ao recurso documental, os episódios também possibilitam comentários sociais sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores idealistas diante da política que dedica poucas verbas para o ensino de crianças pobres. A série foi criada e é estrelada por Quinta Brunson (“A Black Lady Sketch Show”), que vive a principal professora da trama, e o elenco também conta com Janelle James (“Black Monday”), Chris Perfetti (“The Night of”), Lisa Ann Walter (“A Última Noite”) e Sheryl Lee Ralph (“Ray Donovan”). Elogiadíssima pela crítica, a produção tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e já se encontra renovada.   | EU NUNCA… 3 | NETFLIX   A série é inspirada na juventude da comediante Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) e traz a adolescente Devi (interpretada por Maitreyi Ramakrishnan) como seu alter-ego, mostrando o choque cultural resultante entre o convívio simultâneo com sua família indiana tradicional e seus jovens amigos americanos. A 3ª temporada destaca um novo status social de Devi, após assumir o namoro com Paxton (Darren Barnet), tornando-se popular, invejada e até odiada. Mas ela também acaba influenciada pela opinião de pessoas negativas que não sabem o que ele viu nela, o que coloca o relacionamento em risco. De todo modo, logo surgem novas tentações em sua vida. Já renovada para mais um ano de produção, “Eu Nunca…” vai acabar em sua 4ª temporada, com previsão de lançamento para 2023.   | EM NOME DO CÉU | STAR+   A atração que rendeu a Andrew Garfield (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) a indicação ao Emmy de Melhor Ator em Minissérie é uma trama de true crime (inspirada em um crime real). Garfield interpreta um detetive policial que investiga um duplo homicídio no interior de Utah em 1984, que pode ter conexões com sua igreja, levando-a questionar a sua fé como mórmon. A história se baseia no livro homônimo de Jon Krakauer, que também escreveu o romance que inspirou o filme “Na Natureza Selvagem” (2007). A adaptação é assinada por Dustin Lance Black, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Milk: A Voz da Igualdade” (2008), e a equipe de diretores destaca David Mackenzie, do filme “A Qualquer Custo” (2016). Além de Garfield, o elenco também destaca Daisy Edgar-Jones (“Normal People”), Sam Worthington (“Avatar”), Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”), Rory Culkin (“Castle Rock”), Christopher Heyerdahl (“Pacificador”), Gil Birmingham (“Yellowstone”), Tyner Rushing (“Lovecraft Country”) e Billy Howle (“Legítimo Rei”). São equipe e elenco de cinema.   | CINCO DIAS NO HOSPITAL MEMORIAL | APPLE TV+   Tensa e dramática, a minissérie traz Vera Farmiga (“Gavião Arqueiro”) como uma médica do principal hospital de Nova Orleans em agosto de 2005, quando a cidade sofreu a fúria do Furacão Katrina. A trama é baseada numa reportagem premiada com o troféu Pulitzer (o Oscar do jornalismo), que detalha o clima de terror no hospital Memorial Medical Center, que ficou sem energia por dias. Diante disso, a equipe médica liderada pela respeitada cirurgiã Anna Pou (Farmiga) foi forçada a tomar decisões de vida e morte que os impactaram por anos. A adaptação tem roteiro, produção e direção de John Ridley (vencedor do Oscar pelo roteiro de “12 Anos de Escravidão”) e Carlton Cuse (que já tinha trabalhado com Vera Farmiga na série “Bates Motel”). O elenco também destaca Robert Pine (“Jobs”), Cherry Jones (“24 Horas”), Julie Ann Emery (“Better Call Saul”), Cornelius Smith Jr. (“Scandal”), Adepero Oduye (“O Falcão e o Soldado Invernal”), Molly Hager (“Happyish”), Michael Gaston (“The Leftovers”) e W. Earl Brown (“Preacher”).   | LOCKE & KEY 3 | NETFLIX   Baseada nos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) desenhados por Gabriel Rodriguez, a série acompanha uma mãe e seus três filhos, após se mudarem para a antiga casa da família, onde são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Uma das chaves abre um buraco para o inferno, de onde um demônio poderoso escapou para aterrorizar os protagonistas nos episódios finais. A 3ª e última temporada destaca a ameaça deste novo vilão (Kevin Durand, de “The Strain”), mas também inclui a volta de Dodge, após ter sido aparentemente derrotada no segundo ano, e a descoberta de uma nova chave mágica capaz de abrir portas para outras épocas. Desenvolvida por Meredith Averill (criadora de “Star-Crossed”), Aron Eli Coleite (criador de “Daybreak”) e Carlton Cuse (criador de “Bates Motel” e “Jack Ryan”), a série é estrelada por Emilia Jones (do filme vencedor do Oscar 2022 “No Ritmo do Coração”), Connor Jessup (“Falling Skies”) e o menino Jackson Robert Scott (o Georgie de “It: A Coisa”) como os jovens irmãos protagonistas, Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) no papel da mãe, Aaron Ashmore (“Killjoys”) como um tio da família e Laisla de Oliveira (“The Gifted”), atriz canadense de pais brasileiros, como a forma principal de Dodge.   | UMA EQUIPE MUITO ESPECIAL | AMAZON PRIME VIDEO   A série baseada no longa homônimo de 1992 recria a época do primeiro campeonato de beisebol feminino, realizado nos anos 1940 nos Estados Unidos, de forma mais realista – e dramática – que o filme original. Para quem não lembra, a comédia da diretora Penny Marshall trazia Geena Davis e Madonna como jogadoras, e Tom Hanks era o técnico da equipe. A nova versão, desenvolvida pelos roteiristas Will Graham (série “Mozart in the Jungle”) e Abbi Jacobson (“Broad City”), não é um remake literal, mas “um olhar moderno” para a história, incluindo abordagens de raça e sexualidade que não entraram no cinema. O elenco da série conta com a própria roteirista Abbi Jacobson, Chanté Adams (“The Photograph”), D’Arcy Carden (“The Good Place”), Gbemisola Ikumelo (“Famalam”), Kelly McCormack (“Agentes Espaciais”), Roberta Colindrez (“Vida) e Priscilla Delgado (“Julieta”). Vale lembrar que a produção da Amazon é, na verdade, a segunda série derivada de “Uma Equipe Muito Especial”. A CBS tentou, sem sucesso, uma primeira abordagem em 1993, logo depois da estreia do filme, com Megan Cavanagh e Tracy Reiner reprisando seus papéis de cinema. Mas sem os integrantes mais famosos do elenco, a série saiu do ar após três episódios devido à baixa audiência.   | NÃO FOI MINHA CULPA | STAR+   A série brasileira é uma antologia que retrata a violência doméstica e o feminicídio. Escrita por Juliana Rosenthal (“O Amor no Divã”) e Michelle Ferreira (“Amor sem Medida”), os episódios contam histórias supostamente inspiradas em acontecimentos reais, girando em torno de príncipes encantados que se revelam ogros do mal. O elenco destaca Fernanda Nobre (“Deus Salve o Rei”), Malu Mader (“Turma da Mônica – Lições”), Dalton Vigh (“A Divisão”), Armando Babaioff (“Bom Sucesso”), Aline Dias (“Salve-se Quem Puder”), Karol Lanes (“Minha Mãe é uma Peça”), Ana Paula Secco (“Tropa de Elite”), Gabrielle Joie (“Toda Forma de Amor”), Virgínia Rosa (“Éramos Seis”), Luana Xavier (“A Vida Invisível”), Sandra Corveloni (“O Outro Lado do Paraíso”), Suzy Lopes (“Fim de Festa”), Simone Iliescu (“Leste Oeste”), Cyria Coentro (“Velho Chico”) e Elisa Lucinda (“Manhãs de Setembro”). A relação de coadjuvantes também é grande, com Vinícius de Oliveira (“Segunda Chamada”), Dandara Mariano (“A Força do Querer”), Jennifer Nascimento (“Malhação: Sonhos”), Marat Descartes (“Colônia”) e as irmãs Bianca Comparato (“3%”) e Lorena Comparato (“Impuros”), entre outros. Isto porque são 10 episódios com histórias diferentes. A produção faz parte de um projeto latino da Star+, que também produziu séries sobre a mesma temática na Colômbia e no México. Por isso, o nome completo da série nacional é “Não Foi Minha Culpa: Brasil” – para se diferenciar de “Não Foi Minha Culpa: Colômbia” e “Não Foi Minha Culpa: México” (já disponível na Star+).   | INDUSTRY 2 | HBO MAX   A série sobre o mercado financeiro segue um grupo de jovens que conseguem empregos cobiçados em um importante banco internacional. Criada pelos novatos novatos Mickey Down e Konrad Kay (“Hoff the Record”), a produção conta com apoio de Lena Dunham (a criadora de “Girls”), que dirigiu o piloto da atração. Apesar de ter muitos personagens, a trama dá destaque para uma jovem afro-americana idealista (Myha’la Herrold, de “Modern Love”), que acredita a carreira no setor financeiro é forma de ser julgada apenas por seus méritos e capacidade de atingir bons resultados – e não pela cor. Ela é uma das personagens de 20 e poucos anos que tentam se estabelecer nesse mercado, onde fortunas são feitas da noite para o dia, e onde as poucas vagas são disputadas por uma geração obcecada por sucesso. Sob pressão, eles disputam espaço em um dos maiores estabelecimentos financeiros de Londres, num trabalho marcado por uma cultura de sexo, drogas e conflitos de ego. O elenco também inclui Marisa Abela (“Cobra”), Harry Lawtey (“Carta ao Rei”), Priyanga Burford (“Avenue 5”), David Jonsson (“Deep State”), Nabhaan Rizwan (“1917”), Conor MacNeill (“A Batalha das Correntes”), Freya Mavor (“The ABC Murders”), Will Tudor (“Humans”) e Ken Leung (“Inumanos”).   | LAW & ORDER: CRIME ORGANIZADO | GLOBOPLAY   A nova série derivada da longeva franquia do produtor Dick Wolf resgata o personagem Elliot Stabler, vivido por Christopher Meloni, 10 anos depois de sua despedida de “Law & Order: SVU”. A 1ª temporada se concentra na disputa entre Stabler e o mafioso vivido por Dylan McDermott (“American Horror Story”), que o desafia a encontrar provas de seu envolvimento em atividades ilegais. E foi um grande sucesso nos EUA, especialmente por a trama avançar sem estender seus mistérios, revelando rapidamente quem foi o responsável pela morte de Kathy Stabler (Isabel Gillies), a mulher do protagonista, crime que o motivou a se juntar à equipe responsável por combater o crime organizado em Nova York. “Law & Order: Crime Organizado” já exibiu sua 2ª temporada nos EUA e se encontra renovada para seu terceiro ano de produção.   | EU SOU GROOT | DISNEY+   A série sobre o personagem de “Guardiões da Galáxias” é formada por cinco curtas-metragens de cinco minutos cada, estrelados pelo herói em sua fase de Baby Groot. Começa com ele aprendendo a andar e segue por diferentes aventuras, com direito a batalha de dança, novos personagens e um momento doce compartilhado com outro colega dos Guardiões. Assim como nos filmes, a voz de Groot é providenciada por Vin Diesel, sob muito tratamento computadorizado, e o cineasta James Gunn assina a produção. Groot também será visto neste ano num especial de Natal dos Guardiões da Galáxia programado para dezembro na Disney+, antes de aparecer em “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, com lançamento marcado para abril de 2023.

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  • Série

    Teaser de “Pennyworth” anuncia chegada da série na HBO Max

    10 de agosto de 2022 /

    A HBO Max divulgou um teaser da série “Pennyworth”, para anunciar que a 3ª temporada estreia em outubro e reforçar que os episódios anteriores chegam na plataforma nesta quinta (11/8). Até então, “Pennyworth” era exibida pelo canal pago Epix nos EUA e exclusiva da Starzplay no Brasil. A série acompanha a juventude de Alfred Pennyworth (interpretado por Jack Bannon) e mostra como ele se envolveu com Thomas Wayne (Ben Aldridge) e Martha Kane (Emma Paetz), os futuros pais de Batman. Criada por Bruno Heller e Danny Cannon, respectivamente criador e produtor de “Gotham”, a série iniciou sua trama na Inglaterra durante os anos 1960, mas terá um salto temporal nos novos episódios. “A Guerra Civil acabou e a revolução cultural mudou o mundo, para o bem ou para o mal, dando início a uma nova era de super-heróis e supervilões”, diz a sinopse do terceiro ano. O elenco da atração também conta com Simon Manyonda (“His Dark Materials”) no papel de Lucius Fox, que nesta fase é apenas um jovem cientista, e a cantora Paloma Faith como a vilã Beth Sykes. Vale lembrar ainda que a 1ª temporada introduziu ao mundo a talentosa Emma Corrin como Esmé, o amor da juventude de Alfred. A atriz acabou consagrada como a Princesa Diana na 4ª temporada de “The Crown”.

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  • Etc

    Disney surpreende e supera Netflix em assinaturas de streaming

    10 de agosto de 2022 /

    O grupo Disney e especialmente a Disney+ impressionaram o mercado com seu relatório de desempenho do segundo trimestre do ano. O balançou mostrou que a plataforma de streaming ganhou 14,4 milhões novos assinantes no mesmo período em que a Netflix registrou perdas e a HBO Max fez contorcionismos para aparentar crescimento. Ao todo, as assinaturas da Disney+ chegaram a 152,1 milhões em 2 de julho, dia que marcou o final do trimestre fiscal do conglomerado. A maioria dos ganhos ocorreu fora dos EUA e Canadá, onde a Disney+ cresceu apenas 100 mil para chegar a 44,5 milhões. Os assinantes internacionais da Disney+ aumentaram 6 milhões no trimestre, para 49,2 milhões, enquanto a Disney+ Hotstar – disponível na Índia e no Sudeste Asiático – somaram mais 8,3 milhões para atingir 58,4 milhões. Mas os números não ficam nisso. Quando se considera todos os seus serviços de streaming – como fez a Warner Bros. Discovery ao somar os assinantes da HBO Max e a Discovery, para apresentar apenas o total ao mercado – , a Walt Disney Company atinge um patamar invejável. Virou na prática a maior empresa de streaming do mundo, superando até a Netflix. Isto porque a soma da Disney+, Disney+ Hotstar, Hulu, Star+ e ESPN+ passou a responder por um total de 221,1 milhões de assinaturas em todo o mundo, ficando à frente da Netflix, que encerrou o segundo trimestre de 2022 com 220,7 milhões. A Hulu é até maior que a Disney+ nos EUA, ganhando mais 600 mil assinantes no trimestre para atingir um total de 46,2 milhões. Já a ESPN+ conquistou novos 500 mil clientes para chegar a 22,8 milhões. Não foram fornecidos dados da Star+, mas é fácil deduzir seu volume pela contabilidade das assinaturas. O avanço veloz da Disney é atordoante. Entretanto, há um senão associado a esse crescimento. Grande parte dos assinantes do conglomerado vêm da Índia, onde a Disney+ Hotstar estabeleceu uma política de preços muito baixos e oferece a cobertura do popular campeonato de críquete. Acontece que a empresa perdeu os direitos da competição esportiva para os próximos meses, o que pode se refletir em debandada de assinantes – a Disney+ Hotstar está se preparando para baixar ainda mais os preços do serviço, visando evitar isso. Em contraste com a situação indiana, a Disney anunciou que vai aumentar os preços das demais assinaturas em todo o mundo. Em relação à Disney+, isso vai começar em dezembro nos EUA com o lançamento de um serviço “mais barato”, que inclui anúncios. A nova opção vai custar o mesmo que o serviço atual e quem quiser continuar a assistir o conteúdo sem anúncios terá que assinar um plano Premium mais caro. Além do crescimento no streaming, a Disney também reportou um aumento de 70% na arrecadação de seus parques temáticos. “Tivemos um trimestre excelente, com nossas equipes criativas e de negócios impulsionando um excelente desempenho em nossos parques temáticos domésticos, grandes aumentos na audiência de esportes ao vivo e um crescimento significativo de assinantes em nossos serviços de streaming”, disse o CEO do conglomerado, Bob Chapek, em comunicado para o mercado. A Disney registrou US$ 21,5 bilhões no faturamento do trimestre encerrado em 2 de julho, um aumento de 26% em relação ao ano passado, enquanto o lucro líquido subiu 53%, para US$ 1,4 bilhão. Todos os dados ficaram acima das previsões de Wall Street, trazendo grande valorização para as ações da Walt Disney Company nesta quarta (10/8). Apesar do crescimento do streaming, o setor é o que contabiliza os maiores prejuízos da companha. A diferença entre investimento em conteúdo e receita de assinaturas foi de US$ 1 bilhão negativo no trimestre. Por outro lado, a receita publicitária com os canais convencionais de TV da Disney aumentou 3%, para US$ 7,2 bilhões. Com a chegada da publicidade no streaming – pra valer a partir de 2023 – , a Disney deve zerar as dívidas do setor e começar a informar lucro para o investimento já no ano que vem, quatro anos após o lançamento da Disney+ e um ano antes do previsto inicialmente. A CFO Christine McCarthy ressaltou a estratégia ao se dizer “confiante de que a Disney+ alcançará lucratividade em 2024”.

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  • Série

    Pedro Cardoso acusa produtora de roubar série que ele criou para HBO Max

    9 de agosto de 2022 /

    O ator Pedro Cardoso (“A Grande Família”) publicou um vídeo no Instagram acusando produtores e funcionários da Warner de “roubar” a série “Área de Serviço”, que ele e a esposa, a atriz Graziella Moretto (“O Signo da Cidade”), criaram para a plataforma de streaming HBO Max. Carsoso diz que ele e Moretto tiveram “a liderança da autoria da série roubada pela Dueto Produções com a conivência de funcionários da WarnerMedia”. Apesar da citação, a WarnerMedia é atualmente a empresa Warner Bros. Discovery. No vídeo longo, de 13 minutos, Cardoso afirma que ele e a esposa haviam convidado a Dueto para atuar como coprodutora de “Área de Serviço”, que tira sarro de diferenças sociais. No entanto, acusa Monique Gardenberg, sócia da Dueto, de alijá-lo do projeto e se promover a diretora-geral da série, com direito ao corte final, após negociação secreta com a empresa proprietária da HBO Max. O casal teria sido reduzido a meros atores no projeto, sem maior participação criativa na série que, segundo Cardoso, eles próprios haviam criado. “Graziella e eu nos tornamos empregados do trabalho que nós tínhamos feito. Já não é isso um roubo?”, diz o ator no vídeo. O ator cita Silvia Fu, diretora sênior de conteúdo na Warner, e os diretores Homero Olivetto, Olivia Guimarães e Dani Braga, contratados pela Dueto, como os responsáveis pela “destruição da série” ao cortarem cenas, não entenderem o jogo entre os personagens e perderem tempo com “inutilidades”. O ator afirma ainda que tem provas das denúncias que faz e não hesitará em trazê-las a público. “Área de Serviço” deveria acompanhar Jacinto, brasileiro criado em Portugal, que volta ao país e se hospeda na mansão de uma tia, onde passa a conviver com os empregados dela e vive situações inusitadas. Cardoso descreve a série como “um projeto em defesa da democracia e uma denúncia das razões maiores do eterno fascismo brasileiro”. “É um crime que esse projeto tenha sido destruído. Um crime contra Graziella e contra mim, mas também um crime contra o interesse público”, acrescenta o ator de 60 anos, afirmando que esses problemas podem antecipar sua aposentadoria. Ele não disse se pretende ir à Justiça para reaver os direitos de “Área de Serviço”. Em maio, a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, revelou que parte da equipe da série havia se demitido após o envio de uma carta aberta denunciando “situações de abuso no set que foram se intensificando ao longo de semanas” e que, apesar de apelos, não foram resolvidas. No Instagram, Cardoso não abordou o ocorrido, mas disse que certamente seus opositores o acusarão de despotismo. A produção de “Área de Serviço” começou em novembro passado. As gravações, iniciadas em janeiro, já foram concluídas. Monique Gardenberg afirmou em comunicado que se manifestará sobre as acusações de Cardoso “na instância judicial”. “Foi o carinho que tínhamos por Pedro e Graziella que nos fez abraçar a série. Em 40 anos de história, a Dueto construiu uma trajetória de sucesso, credibilidade e respeito e jamais se envolveu em qualquer litígio. Pelo nível de agressão e desrespeito conosco e membros da equipe, não nos manifestaremos publicamente. Nossa manifestação se dará na instância judicial, onde Pedro terá oportunidade de expor suas alegações”, diz a nota. Também em nota, a HBO Max disse que não comentar “sobre assuntos internos de seus colaboradores e talentos”. “A HBO Max informa que todas as produções e parcerias com as produtoras brasileiras são realizadas em comum acordo com todas as partes envolvidas, respeitando e cumprindo as exigências legais. Valorizamos e cultivamos relações de confiança com nossos talentos, criadores e colaboradores, e o cumprimento dos requisitos legais entre todas as partes envolvidas em nossas produções. Cabe ressaltar que a companhia não comenta sobre assuntos internos de seus colaboradores e talentos, assim como estratégias de lançamento”, resume a nota. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pedro Cardoso (@pedrocardosoeumesmo)

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  • Filme

    Animação do Scooby-Doo teve trilha gravada após cancelamento da estreia

    8 de agosto de 2022 /

    O filme da “Batgirl” não foi o único cancelamento milionário realizado pela Warner. Outro filme que já estava quase pronto e não será mais lançado é a animação “Scoob! Holiday Haunt”, continuação de “Scooby! O Filme” (2000). Mas nem o cancelamento impediu que os realizadores seguissem em frente na pós-produção do filme. O co-roteirista e produtor de “Scoob! Holiday Haunt”, Tony Cervone, postou uma foto no seu Instagram no domingo (07/08), cinco dias após o cancelamento oficial do lançamento do projeto, na qual mostrava a orquestra gravando a trilha sonora da animação. Na legenda da imagem, Cervone explicou o motivo da decisão. “Então, o que você faz quando o filme é cancelado, mas você já pagou pelo espaço e pelos músicos? Você grava a droga da trilha!”, disse ele. O diretor Bill Haller acompanhou a gravação remotamente e depois postou uma declaração emocionada. “Obrigado por todo o amor e apoio nesta semana”, disse ele. “Os fãs do Scooby são os melhores do mundo! Este fim de semana assisti via Zoom a nossa partitura sendo magicamente produzida por nossos músicos já pagos enquanto estou ironicamente me recuperando da Covid. Foi glorioso aos meus ouvidos! #SaveScoobHolidayHaunt” O final da mensagem é um claro movimento do cineasta em busca de engajamento popular para tentar o lançamento do filme, da mesma maneira que aconteceu com “Liga da Justiça”. Resta saber se vai surtir algum resultado. “Scoob! Holiday Haunt” era uma produção original da plataforma HBO Max e foi cancelada junto de “Batgirl” – após estar praticamente pronta – por decisão do CEO da Warner Bros. Discovery, que decretou o fim das produções de filmes exclusivos para o streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tony Cervone (@tonycervone)

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  • Série

    As 10 melhores séries de julho

    6 de agosto de 2022 /

    Com cada vez mais séries lançadas todas as semanas nos diversos serviços de streaming em operação no Brasil, nem os melhores maratonistas de sofá estão conseguindo acompanhar o ritmo do mercado. Considere essa seleção mensal como um lembrete para reforçar o que pode estar perdendo. Encabeçada pelo inescapável fenômeno “Stranger Things”, a mostra de julho também chama atenção por incluir três produções brasileiras, refletindo o avanço do conteúdo nacional de qualidade no streaming. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque.       | STRANGER THINGS 4,5 | NETFLIX   Depois de quebrar recordes e virar a maior audiência entre todas as séries em inglês da Netflix, “Stranger Things” retornou em 1 de julho para os instantes finais de sua temporada com o aguardado confronto entre Onze (ou Eleven, em inglês) e Vecna – a luta da super-heroína contra o monstro, como a própria Onze (Millie Bobby Brown) sugeriu no começo da história. Com Kate Bush e Metallica na trilha sonora, os episódios finais eletrizaram os fãs com seu mergulho no Mundo Invertido e seu resgate de clássicos do rock – que teve impacto nas paradas de sucesso do mundo real. Não por acaso, as músicas que se destacaram foram ligadas à performances de Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson, e Sadie Sink, a Max, que conquistaram mais atenção e elogios que qualquer um dos protagonistas originais. Em clima de pesadelo, a temporada celebrou uma guinada forte para o terror e apertou pause em pleno gancho apocalíptico, para explodir a ansiedade dos fãs pelo quinto ano e o final definitivo da história.   | HARLEY QUINN 3 | HBO MAX   A série animada adulta da Arlequina volta ainda mais imprópria, com violência sanguinária, muitos palavrões e uma cena de sexo entre Batman e a Mulher-Gato que fez a diretoria da DC intervir na produção. O que não foi censurado foi o romance entre Harley e Ivy (a Hera Venenosa). Elas aprofundam o namoro assumido na temporada passada, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da vilã esverdeada de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim.   | ONLY MURDERS ON THE BUILDING 2 | STAR+   A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel.   | PRETTY LITTLE LIARS: UM NOVO PECADO | HBO MAX   Vinte anos atrás, uma morte sem explicações agitou a cidadezinha de Millwood. Agora, nos dias atuais, cinco garotas adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido por culpa de algo que tem a ver com os segredos de suas mães. Parece o começo de uma história de terror dos anos 1980. Mas é a terceira série derivada de “Pretty Little Liars”, que junta as mensagens anônimas da atração original com um ambientação de slasher, bem mais violenta que o clima de intriga teen anterior, onde não falta sequer um serial killer mascarado. Refletindo a tendência dos últimos anos, as novas protagonistas são mais diversificadas. O elenco é encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases. Para os fãs da primeira versão, o spin-off é imperdível. Mas dá para se envolver com a intriga, a tensão e o mistério mesmo sem conhecer a outra série, enquanto as garotas tentam descobrir quem é A. Vale lembrar que, apesar do sucesso da primeira atração – que durou sete temporadas, de 2010 a 2017 – , a produtora I. Marlene King nunca conseguiu repetir o desempenho com seus spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), ambos cancelados na 1ª temporada. Por isso, “Um Novo Pecado” é o primeiro spin-off sem relação com a equipe original. Em seu lugar está o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, que produz e assina os roteiros com sua colaboradora de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. E os primeiros episódios disponibilizados já deixam claro que a série é melhor escrita e possui um orçamento maior que a primeira “Pretty Little Liars”.   | SANTA EVITA | STAR+   A minissérie gira em torno do cadáver da ex-primeira dama argentina Eva Perón, narrando a intrigante história de Evita depois de sua morte por câncer aos 33 anos de idade – que nesta semana completou 70 anos! Adorada pela população argentina, Evita foi embalsamada e velada por milhões de pessoas. Até que a ditadura militar destituiu Perón do poder e decidiu sequestrar o cadáver da ex-primeira dama para que não se convertesse em objeto de culto. Mesmo assim, seu cadáver se multiplicou, por meio de réplicas, e deu origem a um número incrível de incidentes, vividos por militares do Serviço de Inteligência do Exército Argentino. Alguns fatos parecem comédia, mas aconteceram de verdade. A adaptação está a cargo das autoras e atrizes argentinas Marcela Guerty e Pamela Rementería (criadoras de “O Homem da Sua Vida”, que ganhou remake brasileiro na HBO), e traz a atriz uruguaia Natalia Oreiro (de “Infância Clandestina” e ex-Paquita da versão em espanhol do Xou da Xuxa”) no papel-título, acompanhada pelo argentino Darío Grandinetti (“Vermelho Sol”) no papel do ex-presidente Juan Domingo Perón, e o conterrâneo Ernesto Alterio (“Narcos: Mexico”) como o coronel Moori Koenig, que, trabalhando no serviço diplomático na Alemanha, recebe o corpo ao qual deve dar sumiço, apenas para vê-lo ser roubado e reaparecer nos lugares mais inacreditáveis. A série tem direção do argentino Alejandro Maci (criador da versão argentina de “Em Terapia”) e do colombiano Rodrigo García (“Últimos Dias no Deserto”), que é filho do escritor Gabriel García Márquez. Além disso, tem fotografia de Félix Monti (“O Segredo dos Seus Olhos”, “O Quatrilho”), que é o melhor cinematógrafo da Argentina, e produção a cargo da estrela mexicana Salma Hayek (“Frida”).   | QUEER AS FOLK | STARZPLAY   A produção que retoma o título da série gay clássica chegou no último dia de julho em streaming, acompanhando um novo grupo diversificado de amigos da cena LGBTQIAP+ de Nova Orleans, cujas vidas são transformadas após uma tragédia. A estreia registra um massacre promovido por um atirador homofóbico num clube gay, com direito a mortos e feridos. É impactante. Mas apesar dessa densidade, há muitos momentos leves na produção, que destaca personagens adoráveis e carrega muita ressonância cultural. Esta é a segunda vez que o título da série britânica de 1999, criada por Russel T. Davies (também responsável pelo revival de “Doctor Who”), é usado numa adaptação para o público dos Estados Unidos. Um ano após a estreia da atração original, Ron Cowen e Daniel Lipman fizeram uma versão ambientada em Pittsburgh para o canal pago Showtime, que pegou as histórias passadas na Inglaterra e as expandiu ao longo de cinco temporadas, entre 2000 e 2005. O remake acabou se tornando o primeiro drama da TV americana protagonizado por homens gays, o que ajudou a inaugurar uma nova era de programação, abrindo caminho para inúmeras séries LGBTQIA+. A nova versão foi desenvolvida por Stephen Dunn (“Little America”) e reúne um grande elenco, formado por Jesse James Keitel (“Big Sky”), Johnny Sibilly (“Hacks”), Fin Argus (“Agents of SHIELD”), Devin Way (“Grey’s Anatomy”), Ryan O’Connell (“Special”), Lukas Gage (“The White Lotus”), Chris Renfro (“Two Dollar Therapy”), Armand Fields (“Work in Progress”), Megan Stalter (“Hacks”) e os veteranos Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Kim Cattrall (“Sex and the City”) e Ed Begley Jr. (“Young Sheldon”).   | PAPER GIRLS | PRIME VIDEO   A adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (criador também de “Os Fugitivos”) se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando quatro jornaleiras adolescentes, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”), fazem um desvio inesperado em sua rota de entrega de jornais, chegando sem querer no futuro – que é 2019 – onde encontram suas versões adultas. Além de serem pegas de surpresa no meio de uma guerra entre facções do futuro, elas passam a ser perseguidas pela polícia do tempo, que as considera criminosas pela viagem ilegal. O aspecto sci-fi da trama é um pouco simplificado, mas a relação das personagens compensa com um aprofundamento rico em complexidade. Produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, a adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produz a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos.   | TURMA DA MÔNICA: A SÉRIE | GLOBOPLAY   Continuação dos filmes da “Turma da Mônica”, a série volta a reunir os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Só que os personagens não são mais crianças – com Mônica e Magali descobrindo o batom – , mas, segundo Cebolinha, também não viraram ainda adolescentes. Quem vem para atualizar o mundinho deles é Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), uma menina mais ligada nas expectativas da sociedade, que “chega chegando” no bairro do Limoeiro. E junto com ela vem um mistério, com direito à referência de uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) – em versão de banho de lama, em vez de sangue. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta ainda com os personagens Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”).   | SINTONIA 3 | NETFLIX   A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se...

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  • Filme

    Chefão da Marvel presta solidariedade aos diretores de “Batgirl”

    5 de agosto de 2022 /

    O chefão da Marvel, Kevin Feige, enviou uma mensagem de apoio e solidariedade aos diretores de “Batgirl”, Adil El Arbi e Bilall Fallah, após terem o filme engavetado pela Warner Bros. Discovery. El Arbi compartilhou a mensagem nos Stories de seu Instagram, agradecendo ao carinho. “Meus amigos, eu tive que entrar em contato e informar que estamos todos pensando em vocês dois”, escreveu Feige para Arbi e Fallah. “Por causa das notícias maravilhosas sobre o casamento (parabéns!) e as notícias decepcionantes sobre ‘Batgirl’. Muito orgulhoso de vocês e de todo o trabalho incrível que vocês fazem e particularmente ‘Ms. Marvel’, é claro! Mal posso esperar para ver o que vem a seguir para você. Espero vê-los em breve”, completou. “Obrigado irmão Kevin”, respondeu El Arbi. A relação deles com Feige foi estabelecida quando dirigiram dois episódios da série “Ms. Marvel” para a Disney+. Ambos os diretores estavam no Marrocos para o casamento de El Arbi quando souberam das más notícias sobre seu trabalho em “Batgirl”. Além de Feige, vários outros colegas se manifestaram e eles agradeceram as mensagens no Instagram. “Obrigado por todas as mensagens de apoio em todo o mundo”, escreveu El Arbi. “Um abraço aos diretores Edgar Wright e James Gunn, suas amáveis ​​palavras e experiências significaram muito e nos ajudaram neste período difícil.”

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  • Série

    Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming

    5 de agosto de 2022 /

    A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar.       | SANDMAN | NETFLIX   A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis.   | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX   A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes.   | RENSGA HITS | GLOBOPLAY   Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo.   | CANDY | STAR+   A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro.   | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX   A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil.   | PUSHING DAISIES | HBO MAX   Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”.   | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX   Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max.   | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+   Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”.   | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY   A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro.   | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX   O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...

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  • Etc

    CEO da Warner Bros. Discovery decreta fim dos filmes exclusivos da HBO Max

    4 de agosto de 2022 /

    O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, foi duro e firme na apresentação do desempenho trimestral da empresa para o mercado, nesta quinta (4/8), ao abordar a controversa decisão de cancelar os lançamentos de “Batgirl” e da continuação de “Scooby! O Filme”. “Não vamos lançar um filme até que esteja pronto”, disse Zaslav durante a parte de perguntas e respostas da teleconferência. “E não vamos lançar um filme a menos que acreditemos nele.” A decisão de engavetar os dois longas-metragens quase concluídos – em especial um filme da DC com um orçamento de US$ 90 milhões – surpreendeu a indústria em geral nesta semana. Durante a apresentação, Zaslav reforçou que sua visão é oposta a da antiga administração da WarnerMedia. O antigo chefe, Jason Kilar, sacudiu o mercado por lançar blockbusters simultaneamente no cinema e na HBO Max durante a pandemia. Mas o novo chefe é radicalmente contrário a iniciativas do gênero. Vai até mais longe que isso. “Essa ideia de lançar filmes caros direto em streaming… não conseguimos encontrar um argumento econômico para isso, então estamos fazendo uma mudança estratégica”, disse Zaslav. Ao cancelar “Batgirl” ele diz pretender valorizar os super-heróis da DC – incluindo Batman, Superman e Mulher-Maravilha – como peças centrais para a estratégia de conteúdo mais ampla da empresa. “São marcas conhecidas em todo o mundo”, disse. O CEO foi enfático ao elogiar os próximos lançamentos de super-heróis, dizendo que “Adão Negro”, “Shazam! Fúria dos Deuses” e até “The Flash” “são incríveis” e que a Warner Bros. Discovery pode “fazer ainda melhor” no futuro. “Vamos abraçar totalmente o cinema, pois acreditamos que isso cria interesse e demanda, fornece um grande evento de marketing e gera burburinho, boca-a-boca, que acompanha os filmes quando passam para o streaming e além”, acrescentou. “Temos uma visão diferente sobre lançar filmes diretamente em streaming e tomamos algumas medidas agressivas para corrigir a estratégia anterior.” Durante a apresentação, o CFO Gunnar Wiedenfels citou a estratégia impulsionada pela liderança anterior da WarnerMedia – ou seja, Jason Kilar e Ann Sarnoff – para financiar “filmes selecionados direto para HBO Max” como algo que não se sustenta financeiramente. Além dos quase concluídos “Batgirl” e “Scoob!: Holiday Haunt”, ele citou o filme dos “Super Gêmeos”, abortado em fase de desenvolvimento, como “exemplos de filmes de streaming que não se encaixam nessa nova abordagem estratégica”. Wiedenfels afirmou que cancelar esses projetos foi uma “decisão difícil”, mas a empresa está “comprometida em ser disciplinada sobre uma estrutura que oriente nosso investimento para obter o máximo retorno”. Não houve menções a novos cortes, mas todos os projetos caros desenvolvidos exclusivamente para streaming devem ser paralisados. Isto inclui produções anteriormente anunciadas da DC Comics, como filmes de Supergirl e Zatanna. Por ter agradado durante a produção e conquistado uma vaga no calendário de lançamentos cinematográficos, “Besouro Azul”, que marca a estreia de Bruna Marquezine em Hollywood, estaria seguro – ao menos, enquanto Zaslav “acreditar nele”.

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