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  • Série

    No Tomorrow: Remake da série brasileira Como Aproveitar o Fim do Mundo ganha primeiro trailer

    22 de maio de 2016 /

    A rede americana CW divulgou o primeiro trailer de “No Tomorrow”, série de comédia aprovada para a próxima temporada, que se baseia na produção brasileira “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. A prévia gira em torno de Evie, personagem de Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), empregada de uma grande loja cuja falta de carisma é compensada por excesso de otimismo. Sua vida sem graça vira do avesso quando ela conhece Xavier com X, um hipster new age vivido por Joshua Sasse (série “Galavant”), que leva a vida seguindo o slogan “Carpe Diem” (aproveitar o dia). O encanto com o belo exemplar masculino, porém, não a impede de reparar que ele é um pouquinho maluco, ao decidir largar o emprego e viver intensamente como se não houvesse amanhã, porque acredita que o mundo vai acabar em poucos meses, com a colisão de um asteroide. Dividida, ela não sabe se foge do louco ou se deixar levar, aproveitando a “apocalista” do rapaz para se divertir, enquanto o mundo não acaba. O remake, como se vê, alterou a premissa da produção da rede Globo para adequá-la aos dias atuais, já que, na série brasileira, o maluco acreditava numa profecia maia sobre o fim do mundo em 21 de dezembro de 2012. “Como Aproveitar o Fim do Mundo” durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação de uma novela venezuelana), “No Tomorrow” é a única série nova de comédia da CW, que, se não tem atraído público com o gênero, vem conquistando prêmios – com a própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”. A estreia vai acontecer na próxima temporada de outono, entre setembro e novembro, nos EUA.

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  • Série

    No Tomorrow: Como Aproveitar o Fim do Mundo vai virar série americana

    13 de maio de 2016 /

    A rede americana CW aprovou a produção do remake de “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Intitulada “No Tomorrow”, a atração vai alterar a premissa da produção da rede Globo para adequá-la aos dias atuais. A série brasileira tinha como história central a ideia de que, segundo uma profecia maia, o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. Durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação bem-sucedida de uma novela venezuelana), “No Tomorrow” será estrelada por Joshua Sasse (série “Galavant”) e Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), em versões dos papéis desempenhados por Danton Mello e Alinne Moraes na atração original. O remake vai acompanhar Sarah (Anderson), uma analista de risco e qualidade de vida, que se apaixona por Xavier (Sasse), um homem aventureiro, que gosta de curtir a vida ao máximo, sem se importar com as consequências. O que ela não imagina é que Xavier leva a vida dessa forma porque ele acredita que o fim do mundo está chegando. A série era o único piloto de comédia encomendado pela CW para a próxima temporada, gênero que, se não tem atraído público, vem rendendo reconhecimento crítico à rede, graças aos prêmios conquistados pela própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”.

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  • Etc,  Filme,  Série,  TV

    Umberto Magnani (1941 – 2016)

    27 de abril de 2016 /

    Morreu o ator Umberto Magnani, que estava no ar como o padre Romão na novela “Velho Chico”. Ele sofreu um AVC hemorrágico na segunda (25/4), dia de seu aniversário de 75 anos, enquanto gravava a novela, chegou a passar por uma cirurgia e estava em coma, no Hospital Vitória, no Rio, onde faleceu nesta quarta-feira (27/4). “Ele estava em um momento lindo da carreira. Para alguns aconteceu da melhor forma possível. Ele apagou e não sentiu nada. Estava com um personagem lindo, fazendo sucesso”, disse a atriz Isadora Ferrite, com quem Magnani atuava no teatro. Magnani era um dos poucos atores que participavam das duas fases da novela das 21h. Na trama, seu personagem religioso era o grande conselheiro de Santo (Domingos Montagner). Nos próximos capítulos da história, Romão incentivaria o presidente da cooperativa a lutar pela população de Grotas de São Francisco. A assessoria de comunicação da Rede Globo informou na tarde de terça-feira que um novo padre, interpretado por Carlos Vereza, assumirá a paróquia de Grotas do São Francisco na trama. A Record, emissora na qual o ator também está no ar, com a reprise de “Chamas da Vida”, lamentou a morte em nota oficial: “Externamos nossa solidariedade à família, aos amigos e fãs de Umberto Magnani”. Nascido em 1941 em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista, Umberto Magnani começou sua extensa carreira no teatro, após ingressar na Escola de Artes Dramáticas (EAD) em 1965. Em 1968, ele trabalhou com Ruth Escobar e chegou a substituir Antonio Fagundes no Teatro de Arena, na peça “Primeira Feira Paulista de Opinião”, de Lauro César Muniz. Sua estreia em novelas aconteceu na primeira versão de “Mulheres de Areia”, exibida pela TV Tupi em 1973. No cinema, debutou em “Chão Bruto” (1977), dirigido por Dionísio Azevedo e estrelado por Regina Duarte, a quem encontraria várias vezes ao longo da carreira. Ele chegou na Globo em 1982, quando participou de um episódio do programa “Caso Verdade” e apareceu em duas novelas consecutivas, “Sétimo Sentido” (1982) e “Razão de Viver” (1983). Fez ainda pequenos papeis nas minisséries de época “Anarquistas, Graças a Deus” (1982), “Grande Sertão: Veredas” (1985) e “Memórias de um Gigolô” (1986). Mas só foi se destacar em produções da breve TV Manchete, onde coestrelou o seriado “Joana” (1984), como ex-marido da protagonista Regina Duarte, e a minissérie “Rosa dos Rumos” (1990), na qual viveu seu maior vilão televisivo. Paralelamente ao trabalho televisivo, Magnani fez filmes, como os clássicos “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, e “Kuarup” (1989), de Ruy Guerra, e consagrou-se no teatro, recebendo duas vezes o Troféu Mambembe, por sua atuação nas peças “Lua de Cetim” e “Às Margens do Ipiranga”, e duas o Prêmio Governador do Estado, também por “Às Margens do Ipiranga” e “Nossa Cidade”. Seu último trabalho nos palcos foi a peça “Elza e Fred”, na qual foi protagonista ao lado de Suely Franco. O espetáculo ficou em cartaz entre 2014 e 2015. Além de atuar, Magnani ocupou importantes cargos públicos. De 1977 a 1990, ele foi diretor regional da Fundação Nacional de Artes Cênicas, do Ministério da Cultura, e presidente da Comissão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1985. O trabalho institucional acabou lhe tirando de cena, rendendo uma pausa de mais de uma década no cinema, só foi interrompida na vidada do século com “Cronicamente Inviável” (2000), “Cristina Quer Casar” (2003), “Quanto Vale ou É por Quilo?” (2005) e “Os Inquilinos” (2009). Após sair do Ministério da Cultura, ele integrou o elenco de diversas novelas da Globo escritas por Manoel Carlos, como “Felicidade” (1991), “História de Amor” (1996), “Páginas da Vida” (2006) e até a minissérie “Presença de Anita” (2001). Fez também “Alma Gêmea” (2005), de Walcyr Carrasco, e o remake de “Cabocla” (2004), de Benedito Ruy Barbosa, autor de “Velho Chico”. Nos últimos anos, vinha mostrando seu talento na Record, onde atuou nas novelas “Chamas da Vida” (2008), “Ribeirão do Tempo” (2010), “Máscaras” (2012), “Balacobaco” (2012) e a minissérie bíblica “Milagres de Jesus” (2014). Ele ainda participou de duas novelas do SBT, “Éramos Seis” (1994) e “Amigas e Rivais” (2007). Magnini tinha recém-retornado à Globo, justamente para fazer “Velho Chico”, após dez anos longe da emissora.

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  • Etc,  Filme,  TV

    Flávio Guarnieri (1959 – 2016)

    8 de abril de 2016 /

    Morreu o ator Flávio Guarnieri, que seguiu os passos do pai, o grande dramaturgo Gianfracesco Guarnieri, no teatro, no cinema e na televisão. Ele faleceu na noite de quinta (7/4), aos 54 anos, em São Paulo. Em nota, a assessoria de imprensa não informou a causa da morte e pediu privacidade à família. Flávio nasceu em Lisboa, em 26 de setembro de 1959, e sob influência do pai começou a atuar nos palcos desde a infância. Com dezenas de peças de teatro no currículo, ele ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de ator-revelação aos 21 anos de idade, por conta de seu papel na novela “Os Adolescentes” (1981), da Band, na pele de Caíto. A produção marcou época por trazer temas até então considerados tabus para a televisão, como vício em drogas, gravidez adolescente, pedofilia e homossexualidade. O personagem de Flávio era um jovem gay, que enfrentava preconceito. Além dele, o elenco de jovens protagonistas contava com Júlia Lemmertz, Tássia Camargo e André di Biasi, que acabaram tendo maior projeção na TV. Depois da consagração crítica de “Os Adolescentes”, Flávio emplacou mais duas novelas na Band, “Ninho da Serpente” (1982) e “O Campeão” (1982), além da minissérie “O Cometa” (1989), mas a baixa audiência implodiu o projeto de dramaturgia do canal paulista. Ele fez apenas uma novela da Globo, “Transas e Caretas” (1984), por isso não se tornou tão conhecido quanto seu irmão mais novo Paulo, que apareceu em diversas obras populares da emissora carioca. A estreia no cinema foi aos 18 anos, na rara sci-fi distópica “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1977), que também foi o primeiro filme de Paulo, então com 15 anos. Participou ainda da pornochanchada “Viúvas Precisam de Consolo” (1979), produção da Boca do Lixo dirigida pelo ator Ewerton de Castro, antes de trabalhar com o pai no clássico “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), adaptação da peça escrita por Gianfrancesco, que girava em torno de uma greve sindical. Seu papel de maior destaque veio em “Janete” (1983), de Chico Botelho, sobre uma prostituta da Boca do Lixo. Com trilha de Arrigo Barnabé, o filme foi premiado no Festival de Gramado, mas seu realismo não agradou ao governo, que na época ainda exercia poder de censura na cultura, obrigando diversos cortes, o que prejudicou seu lançamento. Flávio nunca mais fez outro filme. O ator reclamava da falta de espaço até na TV. Seu último personagem foi Juca Ramos na novela “Amigas e Rivais”, no SBT, em 2008. Mesmo assim, continuava a atuar no palco. Flávio esteve em cartaz recentemente com o irmão Paulo na peça “Irmãos, Irmãos… Negócios à Parte”.

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  • Etc,  Filme,  Série,  TV

    Tereza Rachel (1935 – 2016)

    4 de abril de 2016 /

    Morreu a atriz Tereza Rachel, que marcou o teatro brasileiro, criou vilãs inesquecíveis de novelas e fez obras importantes do cinema nacional. Ela faleceu no sábado (2/4), aos 82 anos, após um quadro agudo de obstrução intestinal que a deixou quatro meses internada na CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital São Lucas. Batizada Teresinha Malka Brandwain Taiba de La Sierra, ela nasceu em 19 de agosto de 1935 na cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e começou a atuar na década de 1950, já com trabalhos na TV, no cinema e no teatro. A primeira peça foi “Os Elegantes”, de Aurimar Rocha, em 1955. A estreia no cinema aconteceu no ano seguinte, na comédia “Genival É de Morte” (1956), de Aloísio T. de Carvalho, e logo em seguida veio a carreira televisiva, a partir da série “O Jovem Dr. Ricardo” na TV Tupi em 1958. A primeira metade dos anos 1960 viu multiplicar sua presença no cinema. Foram cinco filmes no período de dois anos, entre 1963 e 1965, com destaque para o clássico “Ganga Zumba” (1963), primeiro longa-metragem de Cacá Diegues, sobre escravos fugitivos e a fundação do Quilombo de Palmares, na qual viveu a senhora de uma fazenda. Participou também do drama “Sol sobre a Lama” (1963), do cineasta e crítico de cinema Alex Viany, “Procura-se uma Rosa” (1964), estreia na direção do ator Jesse Valadão, e “Canalha em Crise” (1965), do cinemanovista Miguel Borges, além de “Manaus, Glória de Uma Época” (1963), produção alemã passada na “selva brasileira”. Mas foi no teatro, na segunda metade da década, que obteve maior projeção, ao participar de peças históricas, como a montagem de “Liberdade, Liberdade”, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, com o Grupo Opinião em 1965, um marco do teatro de protesto. Dois anos depois, interpretou Jocasta em “Édipo Rei”, com Paulo Autran, novamente sob direção de Flavio Rangel. Em 1969, integrou o elenco da histórica encenação brasileira de “O Balcão” (1969), de Jean Genet, dirigida pelo argentino Victor Garcia. Sua relação com o teatro foi além do papel desempenhado nos palcos. Determinada a encenar cada vez mais peças de qualidade, assumiu a condição de produtora, trazendo vários textos de vanguarda para serem montados no Brasil pela primeira vez, como “A Mãe” (1971), do polonês Stanislaw Witkiewicz, que ela descobriu ao assistir a uma montagem em Paris. Empolgada, convenceu o diretor francês Claude Régy a vir ao Brasil supervisionar a montagem nacional, e o resultado lhe rendeu o prêmio Molière de melhor atriz. A vontade de manter peças ousadas por mais tempo em cartaz a levou a fundar seu próprio teatro. Aberto provisoriamente em 1971 e inaugurado em 1972, o Teatro Tereza Rachel acabou se tornando um importante polo cultural durante a década. E não apenas para montagens teatrais. Em seu palco, Gal Costa fez o cultuado show “Gal Fatal” (1971), e os cantores Luiz Gonzaga, Clementina de Jesus e Dalva de Oliveira realizaram suas últimas apresentações. O reconhecimento por seus trabalhos também se estenderam ao cinema, rendendo-lhe o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado pelo papel-título de “Amante muito Louca” (1973), comédia sexual que marcou a estreia na direção de Denoy de Oliveira. Ela também estrelou o marcante “Feminino Plural” (1976), de Vera de Figueiredo, obra pioneira do feminismo brasileiro, além de “Revólver de Brinquedo” (1977), de Antônio Calmon, e “A Volta do Filho Pródigo” (1978), do marido Ipojuca Pontes. Entretanto, apesar de sua relevância cultural, o grande público só passou a acompanhar melhor sua carreira quando ela começou a aparecer nas novelas da rede Globo. Sua estreia no canal aconteceu na versão original de “O Rebu” (1974), um marco da teledramaturgia nacional, exibido no “horário adulto” da emissora, às 22 horas. Enquanto as novelas populares da emissora exploravam conflitos geracionais, a trama de “O Rebu” se passava inteiramente ao longo de dois dias, em torno de suspeitos de um assassinato cometido durante uma festa. Ela também participou de “O Grito”, outra novela ousada das 22 horas, que girava em torno dos moradores de um prédio desvalorizado pela construção do Minhocão em São Paulo. Mas foram os papeis mais populares que a consagraram na telinha. Especialmente Clô Hayalla, sua primeira grande vilã, que se materializou na novela das 20 horas “O Astro” (1977). Um dos maiores sucessos da escritora Janete Clair, “O Astro” quebrou recordes de audiência e entronizou Tereza Rachel no imaginário popular como uma perua fútil e vingativa. Ela se tornou uma das mulheres mais odiadas do Brasil ao colocar a mocinha da história, Lili Paranhos (Elizabeth Savalas), na cadeia. Além disso, era infiel (característica de mulheres malvadas da televisão), e seu amante acabou se revelando o culpado pela pergunta que mobilizou o país durante quase um ano: “Quem matou Salomão Hayalla?”, seu marido na trama. Tereza apareceu em outras novelas com menor impacto, como “Marrom-Glacê” (1978), “Baila Comigo” (1981) e “Paraíso” (1982), antes de retornar a fazer maldades em “Louco Amor” (1983), como a ricaça preconceituosa Renata Dumont, que tenta impedir o romance entre sua filha e o filho da cozinheira – e, de lambuja, entre o cunhado e uma manicure. Ainda teve seus dias de mocinha, como a Princesa Isabel na minissérie de época “Abolição” (1988), sobre o fim da escravatura no Brasil, papel que repetiu na continuação, “República” (1989), exibida no ano seguinte. Por ironia, ela não foi nada nobre quando se tornou rainha, roubando, com suas malvadezas, as cenas de “Que Rei Sou Eu?” (1988), uma das mais divertidas novelas já realizadas pela Globo. O texto de Cassiano Gabus Mendes partia dos clichês dos folhetins franceses, com direito à aventura de capa e espada e intrigas da corte de um reino imaginário, para parodiar a situação política do país. Na pele da Rainha Valentine, ela se mostrava uma governante histérica, no estilo da Rainha de Copas de “Alice no País das Maravilhas”. Mas seu despotismo era facilmente manipulado por seus conselheiros reais, que eram quem realmente mandavam no reino de Avillan, a ponto de colocarem um mendigo no trono (Tato Gabus Mendes, o filho do autor), mentindo ser um filho bastardo do falecido rei. Em contraste com essa fase de popularidade, a parceria com o marido Ipojuca Pontes lhe rendeu algumas polêmicas. No segundo filme que estrelou para o cineasta, “Pedro Mico” (1985), ela tinha uma cena de sexo com Pelé. A repercussão negativa da produção – Pelé teve muitas dificuldades nas filmagens e, no final, precisou ser dublado pelo ator Milton Gonçalves – marcou o fim de sua carreira cinematográfica. E não ajudou o fato de, logo depois, Ipojuca virar secretário nacional da Cultura do governo Collor, durante uma fase desastrosa para o cinema brasileiro, com a implosão da Embrafilme, que gerou confronto com a classe artística. O período político tumultuado levou Tereza a se afastar das telas. Ela nunca mais voltou ao cinema e só retomou as novelas em 1995, como Francesca Ferreto, uma das primeiras vítimas de “A Próxima Vítima”. Teve ainda um pequeno papel em “Era Uma Vez…” (1998), mas suas aparições seguintes aconteceram apenas como artista convidada, em capítulos de “Caras e bocas” (2009), “Tititi” (2010) e a recente “Babilônia” (2015), além da série “Alice” (2008), do canal pago HBO, com direção dos cineastas Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”) e Sérgio Machado (“Tudo o que Aprendemos Juntos”). Entre 2001 e 2008, o Teatro Tereza Rachel foi alugado para a Igreja Universal do Reino de Deus e deixou de receber produções culturais. Felizmente, o desfecho dessa história teve uma reviravolta. O local acabou tombado pelo município e reabriu como casa de espetáculos em 2012, ainda que sem o nome da atriz – virou Net Rio, mas com uma Sala Tereza Rachel. O nome de Tereza Rachel, porém, não precisa de placa para ser lembrado pela História.

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  • Etc,  Série,  TV

    Daniel Lobo (1973 – 2016)

    25 de março de 2016 /

    Morreu o ator Daniel Lobo, que interpretou o menino Pedrinho na série “Sitio do Pica-Pau Amarelo” entre 1985 e 1986. Ele faleceu na quinta-feira (24/3) num hospital em Tubarão, Santa Catarina, de câncer, aos 43 anos de idade. Revelado aos 13, na adaptação da obra infantil de Monteiro Lobato, Daniel foi o terceiro e último ator a interpretar Pedrinho, o protagonista da atração, durante a primeira versão da série clássica, que ficou no ar por uma década, entre 1977 e 1986, na rede Globo. Ele ainda participou da minissérie “Desejo” (1990) e da série “Confissões de Adolescente” (1994), e apareceu em algumas novelas, como “74.5 – Uma Onda no Ar” (1994), “Esperança” (2002) e “Beleza Pura” (2004), mas sua carreira acabou se voltando mais para o teatro, especialmente em Santa Catarina, onde vivia. Seu último trabalho no palco foi como ator e diretor do espetáculo “Nise da Silveira – Guerreira da Paz”, sobre história da psiquiatra alagoana discípula de Carl G.Jung. A peça estava sendo apresentada no Museu de Arte de São Paulo (MASP), mas, após seis semanas, o espetáculo precisou ser interrompido devido ao quadro de saúde de Daniel. “Após seis comoventes semanas de temporada no MASP, com o público crescendo a cada dia e a perspectiva de lá ficarmos por muito tempo, por motivos de saúde sinto-me na missão de interromper a caminhada”, escreveu Daniel em seu perfil no Facebook no dia 12 de março. Ele se despediu agradecendo ao público, deixando no ar os aplausos do fim de seu espetáculo de vida.

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  • Série

    Cauã Reymond vai estrelar a série de ação Justiça

    21 de março de 2016 /

    O ator Cauã Reymond (“Alemão”) vai estrelar uma nova série de ação da rede Globo. Segundo o blog de Patricia Kogut, ele fará “Justiça”, escrita por Manuela Dias (“Ligações Perigosas”). Além dele, Cassio Gabus Mendes (“Assalto ao Banco Central”) e Antonio Calloni (“Faroeste Caboclo”) também estão confirmados entre os protagonistas. A história é focada em quatro personagens que não se conhecem, até que se cruzam. Apesar da pouca informação revelada, Calloni deverá viver um político corrupto. Ao todo, “Justiça” terá 20 capítulos com direção de José Luiz Villamarim (novela “O Rebu”). As gravações estão marcadas para maio, no Recife.

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  • Série

    Monica Iozzi será advogada do diabo, vivido por Tony Ramos, em nova série brasileira

    18 de março de 2016 /

    A atriz e apresentadora Monica Iozzi (“Superpai”) vai estrelar sua primeira série. Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, ela viverá uma advogada, contratada por um homem que pode ser o diabo para cuidar de seu processo de divórcio. Este personagem diabólico será interpretado por Tony Ramos (“Getúlio”). Intitulada “Vade Retro”, a série é uma criação do casal Fernanda Young e Alexandre Machado, criadores de “Os Normais”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo” e “O Dentista Mascarado”, entre outras atrações de humor da rede Globo. A produção está a cargo da O2 Filmes e todos os 13 episódios da série serão dirigidos por Mauro Mendonça Filho, que dirigiu as séries “Toma Lá, Dá Cá” (2007) e “Dupla Identidade” (2014), além do remake de “Gabriela” (2012) e a novela “Verdades Secretas” (2015).

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  • Série

    Astro de Galavant vai estrelar o remake americano de Como Aproveitar o Fim do Mundo

    15 de março de 2016 /

    A produção do remake de “Como Aproveitar o Fim do Mundo” anunciou seu protagonista. Segundo o site Deadline, Joshua Sasse, que interpreta o personagem-titulo da série musical “Galavant”, viverá o papel desempenhado por Danton Mello na atração original da rede Globo. Já a personagem de Alinne Moraes será interpretada por Tori Anderson (série “The L.A. Complex”). Escrito por Corinne Brinkerhoff e produzido por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação bem-sucedida de uma novela venezuelana), o remake ganhou o título de “No Tomorrow” e, por enquanto, tem apenas a produção de seu piloto aprovado pela rede americana CW. A série brasileira tinha como história central a ideia de que, segundo uma profecia maia, o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. Durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. O remake vai acompanhar Sarah (Anderson), uma analista de risco e qualidade de vida, que se apaixona por Xavier (Sasse), um homem aventureiro, que gosta de curtir a vida ao máximo, sem se importar com as consequências. O que ela não imagina é que Xavier leva a vida dessa forma porque ele acredita que o fim do mundo está chegando. Este é o único piloto de comédia encomendado pela CW para a próxima temporada, gênero que, se não tem atraído público, vem rendendo reconhecimento crítico à rede, graças aos prêmios conquistados pela própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”. Caso “No Tomorrow” tenha seu piloto aprovado e vire série, será a segunda aprovação da temporada para um projeto de Brinkerhoff, que já emplacou “American Gothic”, sobre os filhos de um serial killer, no calendário de verão da rede CBS.

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  • TV

    O Telecine, canal pago da Globo, vai exibir Os Dez Mandamentos

    5 de fevereiro de 2016 /

    Até a Globo se rendeu a “Os Dez Mandamentos”. A realização do filme, baseado na novela homônima, acabou possibilitando uma situação inédita e insólita: a exibição de uma produção da Record num canal da Globosat, divisão de TV por assinatura das Organizações Globo. Os direitos de exibição do filme-novela da Record foram comprados pelo canal pago Telecine. O acordo, segundo o colunista do UOL Ricardo Feltrin, também dá direito ao Telecine exibir o filme na plataforma on demand, assim que “Os Dez Mandamentos” sair dos cinemas, o que só deve acontecer nos próximos dois meses. Depois disso, ele será exibido no Telecine Premium. Já a exibição na TV aberta e comercialização em Blu-Ray e DVD segue sendo da Record. Ainda conforme Feltrin, os valores da negociação não foram revelados, mas o Telecine teria pago uma quantia similar aos blockbusters internacionais exibidos pelo canal. Vale lembrar que “Os Dez Mandamentos” foi o principal rival da audiência da Globo em 2015. A trama dirigida por Alexandre Avancini chegou a enfrentar e, por algumas vezes, até superar os dois principais pilares da emissora carioca: o Jornal Nacional e as novelas das nove – duas no caso, “Babilônia” e “A Regra do Jogo”.

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  • Série

    No Tomorrow: Versão americana de Como Aproveitar o Fim do Mundo tem piloto encomendado

    1 de fevereiro de 2016 /

    A minissérie brasileira “Como Aproveitar o Fim do Mundo” deu mais um passo para ganhar versão americana. A rede americana CW aprovou o roteiro e encomendou a produção do piloto da atração, que recebeu o nome de “No Tomorrow”. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação bem-sucedida de uma novela venezuelana), o piloto da comédia vai acompanhar a gerente de um grande depósito de vendas que passou a vida inteira evitando riscos, até se apaixonar por um homem aventureiro. Ela descobre que ele vive intensamente por acreditar que o apocalipse é iminente, e é convencida a embarcar numa jornada para realizar todos os seus desejos antes que o mundo acabe. A série brasileira era estrelada por Alinne Moraes e Danton Mello, e tinha como história central a ideia de que, segundo uma profecia maia, o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. Durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. Relatos anteriores da imprensa americana viam dificuldades na adaptação, porque a Globo insistia em créditos de coprodução, o que estaria emperrando as negociações. Mas este é o único piloto de comédia encomendado pelo CW para a próxima temporada, gênero que, se não tem atraído público, vem rendendo reconhecimento crítico ao canal, graças aos prêmios conquistados pela própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”. Caso “No Tomorrow” tenha seu piloto aprovado e vire série, será a segunda aprovação da temporada para um projeto de Brinkerhoff, que já emplacou “American Gothic”, sobre os filhos de um serial killer, no calendário de verão da rede CBS.

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  • Filme

    Heloísa Périssé desenvolve nova série de comédia para o Multishow

    15 de dezembro de 2015 /

    A atriz Heloísa Périssé (“Muita Calma Nessa Hora”) trabalha no projeto de uma série de comédia para o canal pago Multishow, informou a coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo. Ainda sem título, o programa será escrito e estrelado por ela, no papel de uma mulher que, depois de muitos anos casada, retoma a vida de solteira. O projeto é uma parceria da rede Globo com a Globosat.

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  • Série

    Bruno Gagliasso vai estrelar a primeira série em coprodução internacional da Globo

    12 de dezembro de 2015 /

    O ator Bruno Gagliasso (série “Dupla Identidade”) vai estrelar a primeira coprodução internacional da rede Globo, uma série que começa a ser gravada em abril, na Argentina. A informação é da colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo. Ainda sem título, a série terá direção do cineasta argentino Daniel Burman (“A Sorte em Suas Mãos”) e Gagliasso será o único brasileiro da produção. O ator morou em Buenos Aires quando atuou em “Chiquititas” e fala espanhol fluentemente.

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