Lizzy Caplan vai estrelar série baseada em “Atração Fatal”
A plataforma Paramount+ anunciou a produção de uma série baseada no filme “Atração Fatal”, suspense clássico dos anos 1980, que será estrelada por Lizzy Caplan, indicada ao Emmy por “Masters of Sex”. A série é descrita como uma releitura do filme que explorará os temas de casamento e infidelidade com uma abordagem moderna. Caplan vai interpretar Alex, uma mulher que fica obcecada por seu amante após um breve caso. É o mesmo papel que rendeu uma indicação ao Oscar para Glenn Close. A escalação marca a segunda vez consecutiva que a atriz é chamada para recriar uma personagem famosa do cinema. Em seu papel anterior, na série “Castle Rock”, ela viveu Annie Wilkes, personagem do filme “Louca Obsessão” (1990) que rendeu o Oscar para Kathy Bates. Outra coincidência é que tanto Annie quanto Alex são mulheres perturbadas. Para quem não lembra do longa dirigido por Adrian Lyne em 1987, a história era uma fábula moderna sobre as consequências extremas da infidelidade conjugal. A trama girava em torno de Dan Gallagher (papel de Michael Douglas), um rico advogado de Manhattan que tem um caso com a lunática Alex Forrest (Glenn Close) enquanto sua boa esposa, Beth (Anne Archer), está viajando. Quando resolve encerrar o relacionamento, ele passa a ser assediado e ameaçado fisicamente, levando o público a refletir sobre os perigos da traição – a moral da história. Há três anos, Glenn Close procurou a Paramount com a ideia de produzir uma refilmagem de “Atração Fatal” sob um ponto de vista feminino e mudando a narrativa para centrar-se em Alex. “Nós abordamos a Paramount sobre essa ideia”, disse a atriz para o site Deadline. “Eles disseram que tinham algumas coisas em desenvolvimento com ‘Atração Fatal’. Eu acho que seria interessante contar a mesma história do ponto de vista dela. Acho que ela se transformaria em uma figura trágica, ao invés de uma vilã”. “É muito fácil transformar pessoas que tem distúrbios mentais em vilãs, sugerir que elas são más. Isso só aumenta o estigma. Eu acho que ‘Atração Fatal’ seria um filme muito perturbador do ponto de vista de Alex”, completou. A nova versão está sendo escrita por Alexandra Cunningham (criadora de “Dirty John”) e ainda não tem previsão de estreia. Lembre abaixo o trailer do filme original.
Glenn Close entra na 2ª temporada da série de ação “Tehran”
A Apple TV+ anunciou que a atriz Glenn Close (“101 Dálmatas”) entrou no elenco da 2ª temporada de “Tehran”, thriller de espionagem internacional sobre uma agente secreta do Mossad (a CIA israelense) caçada na capital do Irã. Glenn Close interpretará Marjan Montazeri, uma britânica que mora em Teerã. Desenvolvida por integrantes da equipe da premiada “Fauda”, a série israelense traz Niv Sultan (“The Stylist”) como a protagonista, uma hacker nascida em Teerã, que se tornou agente do Mossad e volta ilegalmente no país para uma missão secreta. Mas tudo dá errado e ela se vê perseguida por agentes do governo iraniano, sob comando de Shaun Toub (de “Homeland”). O elenco também destaca Navid Negahban (“Aladdin”), Shervin Alenabi (“Gangs of London”) e Liraz Charhi (“Jogo de Poder”). Como outros streamers, a Apple TV+ não fornece dados de visualização de seus programas, mas “Tehran” recebeu críticas muito positivas, com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Harry compara morte da princesa Diana ao assédio da imprensa à Meghan Markle
O príncipe Harry voltou a falar sobre seus problemas com a família real na série documental “The Me You Can’t See”, que ele coproduziu com Oprah Winfrey. Lançada na plataforma Apple TV+ nesta sexta (21/5), a atração é dedicada à saúde mental e trouxe depoimentos de várias celebridades, inclusive do próprio Harry. Cada episódio é dedicado à revelação de um trauma de uma personalidade famosa. Lady Gaga falou de um estupro sofrido aos 19 anos e Glenn Close abordou sua criação numa seita de fanáticos religiosos. No caso de Harry, foi o trauma de perder a mãe numa perseguição de paparazzi e o descaso da família real e falta de proteção ao ver o mesmo acontecer com sua esposa, Meghan Markle. Ele teria até mesmo brigado com o pai, o príncipe Charles, para quem “as coisas eram assim mesmo”. Ele citou uma conversa com o pai que o deixou especialmente contrariado. “Quando eu era mais jovem, meu pai disse pra mim e William: ‘Tinha sido assim para mim, então será a mesma coisa para vocês'”, referindo-se à sede dos tabloides por rumores e escândalos da família real. “Mas não faz sentido”, continuou. “Não é porque você sofreu que seus filhos também deveriam sofrer. Deveria ser até o contrário.” “Achei que minha família me ajudaria, mas todas as demandas, os pedidos, os sinais encontraram um silêncio ou uma total indiferença”, lamentou Harry. A pressão foi tanta que, em entrevista anterior a Oprah Winfrey, Meghan chegou a confessar ter pensado em suicídio em 2019. Harry diz que foi a terapia psicanalítica que os ajudou a ganhar forças e assumir o controle de suas vidas. Ele revelou frequentar sessões de terapia há quatro anos, que o ajudaram a “quebrar o ciclo” e não reviver o que seu pai e principalmente sua mãe sofreram. A princesa Diana morreu em 1997 quando o carro em que estava colidiu em Paris, fugindo de um cerco de paparazzi. “A terapia me permitiu enfrentar tudo”, afirma Harry, que buscava uma solução para os problemas psicológicos que o atormentavam desde a morte de sua mãe, quando tinha 12 anos. “Eu sabia que se não começasse a terapia para melhorar, perderia essa mulher com quem me vejo passando o resto da minha vida”, acrescentou.
Glenn Close revela ter vivido com fanáticos religiosos na infância e adolescência
Glenn Close foi uma das celebridades que decidiu contar os traumas de sua vida na série documental “The Me You Can’t See”, focada em saúde mental e lançada na plataforma Apple TV+ nesta sexta (21/5). Em sua participação, a atriz de 74 anos se emocionou ao relembrar ter passado a infância numa seita de fanáticos religiosos. A estrela de “Atração Mortal” contou que foi parar na seita Moral Re-Armament (MRA), na Suíça, por intermédio de seu pai, o médico William Taliaferro Close. “Eu fiz parte desse grupo chamado MRA, basicamente uma seita, todo mundo falava as mesmas coisas e havia várias regras, muito controle. Nós éramos criados para pensar que tudo que você pensava por conta própria era algo egoísta. Nós nunca tiramos férias e não temos memórias de coisas que fizemos além de tudo isso que passamos, o que é realmente horrível”, relembrou Close. “Nós éramos completamente distantes. É impressionante como algo que vivenciamos em uma fase tão inicial da sua vida tem um potencial tão destrutivo. Acho que é um trauma de infância, a devastação emocional e psicológica dessa seita”. A atriz credita ainda a experiência com a MRA pelo fracasso de seus três casamentos. “Não tive sucesso nos meus relacionamentos, em encontrar um parceiro e sinto muito por isso”, avaliou ela, que se considera marcada de forma permanente por uma cultura de distanciamento emocional. Close contou que só conseguiu desvencilhar da seita aos 22 anos de idade, quando foi estudar artes dramáticas no College of William and Mary no estado da Virgínia. Ela acabou virando atriz. E sendo indicada para oito Oscars. Produzida por Oprah Winfrey e o príncipe Harry, “The Me You Can’t See” também trouxe depoimentos impactantes de Lady Gaga, que abordou um estupro sofrido aos 19 anos, e do próprio Harry.
Com oito indicações ao Oscar, Glenn Close desabafa: “Não sou perdedora”
Glenn Close não quer mais ser chamada de perdedora. Após “perder” a estatueta de Melhor Atriz no Oscar 2021, a estrela de “Atração Fatal” e do recente “Era uma Vez um Sonho” empatou com o ator Peter O’Toole (o “Lawrence da Arábia”) em quantidade de indicações sem vitória. Foram oito vezes que Glenn Close concorreu ao Oscar apenas para ver outra atriz levar o prêmio. A oitava “derrota” rendeu um artigo recente no jornal Los Angeles Times. Questionada sobre o fato numa entrevista para a agência Associated Press, a atriz de 74 anos desabafou: “Em primeiro lugar, não acho que sou uma perdedora. Quem nessa categoria é um perdedor?” “Você está ali, é uma das cinco pessoas homenageadas pelo trabalho que você fez com seus colegas. O que é melhor do que isso?”, ela continuou. “Honestamente, sinto que a imprensa gosta de ter vencedores e perdedores. E então dizem: ‘Quem usou o pior vestido?’ E, você sabe, ‘quem fez o pior discurso?’ Esqueça. Glenn Close não tem relação com isso”. A atriz Sarah Paulson (“Ratched”) aproveitou o desabafo da colega para reclamar no Twitter. “Eu gostaria que essa discussão acabasse. Ela é brilhante e continua a ter uma carreira extraordinária e invejável. Boa noite para este click bait que leva a lugar nenhum”, escreveu. Embora não tenha um Oscar, Glenn Close já venceu várias premiações, incluindo o Emmy, Globo de Ouro, Tony e o SAG Awards (troféu do Sindicato dos Atores).
Mila Kunis é filha drogada de Glenn Close em trailer dramático
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Four Good Days”, drama que traz Mila Kunis (“Perfeita É a Mãe”) como uma viciada em luta para superar a dependência com ajuda a mãe, vivida por Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”). Na trama, Molly (Kunis) já passou por 15 tentativas fracassadas de se livrar das drogas, reconectando-se no processo com a mulher cujo coração ela partiu. Mesmo admitindo que às vezes não “quer mais” sua filha, a mãe a ajuda a embarcar em uma jornada incrivelmente intensa para passar mais quatro dias sóbria, visando limpar o corpo para iniciar um novo tratamento. Escrito e dirigido por Rodrigo García (“Albert Nobbs”), “Four Good Days” é baseado em uma história verídica e também é estrelado por Stephen Root (“Perry Mason”), Carla Gallo (“Bones”) e Joshua Leonard (“A Bruxa de Blair”). Exibido no Festival de Sundance do ano passado, o filme não empolgou a crítica, atingindo apenas 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 30 de abril.
Glenn Close vai disputar prêmios de Melhor e Pior Atriz Coadjuvante do ano
Com a revelação da lista de indicados ao Oscar 2021, Glenn Close entrou para um seleto grupo de atores indicados simultaneamente aos prêmios de melhor e pior interpretação do ano pelo mesmo papel. Glenn Close disputa o Oscar e o Framboesa de Ouro como Melhor e Pior Atriz Coadjuvante por “Era Uma Vez um Sonho”. Trata-se da oitava indicação da estrela, que nunca levou a estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Além de Atriz Coadjuvante, “Era Uma Vez um Sonho” disputa um Oscar de Melhor Maquiagem. Já no Framboesa de Ouro, o filme também emplacou nas categorias de Pior Direção, com Ron Howard, e Pior Roteiro, com Vanessa Taylor. Anteriormente, apenas dois outros atores receberam as indicações simultâneas de sinais trocados. Ambos nos anos 1980. James Coco foi o pioneiro em 1982, com “O Doce Sabor de um Sorriso”, e Amy Irving ficou no fogo cruzado em 1984 por “Yentl”, musical dirigido por Barbra Streisand. Nenhum deles foi premiado. Vale lembrar que Sandra Bullock passou por situação similar, mas não exatamente igual em 2010, quando foi duplamente consagrada. Um dia antes de receber o Oscar por “Um Sonho Possível”, ela demonstrou bom humor ao comparecer ao Framboesa de Ouro para receber pessoalmente o troféu de Pior Atriz por “Maluca Paixão”.
Framboesa de Ouro: Mulher-Maravilha 1984, Music e 365 Dias disputam prêmio de piores do ano
Dizem as más línguas que a premiação mais esperada do cinema americano não é o Oscar, mas o Framboesa de Ouro, troféu zoador que elege anualmente os piores filmes e artistas do ano. A lista dos indicados de 2021 foi divulgada nesta sexta (12/3) e sugere que o Globo de Ouro também merece um prêmio especial. Entre os favoritos a levar framboesas, “Music” concorre a quatro troféus de ruindade, após ser indicado a dois prêmios no Globos de Ouro. A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, em inglês) achou que o filme era uma das melhores comédias/musicais do ano e Kate Hudson uma das melhores atrizes. Já a associação dos Razzies (apelido do Framboesa de Ouro) não poderia discordar mais – assim como toda a crítica americana, que deu apenas 8% de aprovação à bomba dirigida pela cantora Sia no Rotten Tomatoes. Um segundo filme destacado pelo suspeitíssimo Globo de Ouro também foi lembrado. “Era Uma Vez um Sonho” disputa dois Razzies, inclusive o prêmio de Pior Atriz Coadjuvante, após o HFPA saudar Glenn Close com sinal trocado por sua atuação nesta cilada (25% no Rotten Tomatoes). Em número total de indicações, os piores foram o fracasso infantil “Dolittle” (com Robert Downey Jr.) e o fenômeno adulto “365 Dias” (hit da Netflix), que disputam seis prêmios cada. Mas a lista não perdoa nem super-heróis. “Mulher-Maravilha 1984” disputa duas framboesas, como Pior Sequência e Atriz Coadjuvante (para Kristen Wiig). Para completar, Adam Sandler voltou a ser lembrado como Pior Ator por “O Halloween do Hubie”, chegando à sua 13ª indicação ao Framboesa de Ouro. Só não supera Sylvester Stallone, que já levou 15 indicações, das quais venceu quatro. Os “vencedores” de 2021 serão revelados no dia 24 de abril, na véspera da cerimônia do Oscar. Pior Filme “365 Dias” “Absolute Proof” “Dolittle” “A Ilha da Fantasia” “Music” Pior Ator Robert Downey Jr., por “Dolittle” Mike Lindell, por “Absolute Proof” Michele Morrone, por “365 Dias” Adam Sandler, por “O Halloween do Hubie” David Spade, por “A Missy Errada” Pior Atriz Anne Hathaway, por “A Última Coisa que Ele Queria” e “Convenção das Bruxas” Katie Holmes, por “Brahms: Boneco do Mal 2” e “O Segredo: Ouse Sonhar” Kate Hudson, por “Music” Lauren Lapkus, por “A Missy Errada” Anna-Maria Sieklucka, por “365 Dias” Pior Atriz Coadjuvante Glenn Close, por “Era Uma Vez um Sonho” Lucy Hale, por “A Ilha da Fantasia” Maggie Q, por “A Ilha da Fantasia” Kristen Wiig, por “Mulher-Maravilha 1984” Maddie Ziegler, por “Music” Pior Ator Coadjuvante Chevy Chase, por “The Very Excellent Mr. Dundee” Rudy Giuliani, por “Borat: Fita de Cinema Seguinte” Shia LeBeouf, por “The Tax Collector” Arnold Schwarzeneggar, por “Iron Mask” Bruce Willis, por “Breach”, “Hard Kill” e “Sobreviver à Noite” Pior Dupla Maria Bakalova & Rudy Giuliani, por “Borat: Fita de Cinema Seguinte” Robert Downey Jr. & seu sotaque galês nada convincente, por “Dolittle” Harrison Ford & aquele cachorro digital totalmente falso, por “O Chamado da Floresta” Lauren Lapkus & David Spade, por “A Missy Errada” Adam Sandler & e sua voz irritante de cara burro, por “O Halloween do Hubie” Pior Diretor Charles Band, por todos os três filmes de “Barbie & Kendra” Barbara Bialowas & Tomasz Mandes, por “365 Dias” Stephen Gaghan, por “Dolittle” Ron Howard, por “Era Uma Vez um Sonho” Sia, por “Music” Pior Roteiro “365 Dias” Todos os três filmes de “Barbie & Kendra” “Dolittle” “A Ilha da Fantasia” “Era Uma Vez um Sonho” Pior Remake, Cópia ou Sequência “365 Dias” (cópia polonesa de “Cinquenta Tons de Cinza”) “Dolittle” (remake) “A Ilha da Fantasia” (“reimaginação”) “O Halloween do Hubie” (cópia de “O Bobo e a Fera”) “Mulher-Maravilha 1984” (sequência)
Críticos dos EUA lamentam Globo de Ouro tão branco: “constrangimento completo”
Enquanto grande parte da imprensa trata o Globo de Ouro como um prêmio sério, quem trabalha mais próximo de Hollywood tem uma visão mais cínica a respeito do evento, que teria sido criado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) como forma de garantir sua relevância na indústria do entretenimento. Nunca faltaram críticas ao fato de que são cerca de 80 jornalistas estrangeiros brancos, idosos e pouco representativos que escolhem os indicados e os vencedores. Mas alguns críticos americanos subiram o tom nesta nesta quarta (3/2) após o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro deste ano. “Um constrangimento completo e absoluto”. Foi assim que Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, definiu a seleção apresentada pela HFPA. “Em um ano em que nenhuma estrela vai realmente comparecer ao evento pessoalmente, até se poderia pensar que a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood deixaria de lado seus piores impulsos e escolheria seus indicados mais pelos méritos do que o costume, não menos. Mas a indústria acordou bem cedo com uma indicação de Melhor Atriz de Musical ou Comédia para Kate Hudson por ‘Music’ e depois de Melhor Filme Musical ou Comédia para esse filme, estreia da estrela pop Sia na direção, que um crítico descreveu como ‘dificilmente um fiasco menos desconcertante’ do que ‘Cats’ (e que tem abismais 29% no Rotten Tomatoes) e só é conhecido, se tanto, por escalar uma atriz não autista como personagem autista. Achei que tínhamos deixado para trás os maus velhos tempos do Globo de Ouro dando indicações de melhor filme para ‘O Turista’ e ‘Burlesque’, mas, infelizmente, aqui estamos nós de novo…” Feinberg ainda lembra que “isso não é tudo”. “‘Era uma Vez um Sonho’, que tem ainda pior pontuação, de 26% no Rotten Tomatoes, foi reconhecido na forma de uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante por Glenn Close. Close é uma atriz maravilhosa, mas suspeito que nem mesmo ela diria que merece uma indicação por este filme, que se tornou uma piada corrente, sobre a esnobada de, digamos, Yuh-Jung Youn, a vovó de ‘Minari’ que rouba a cena e que é a Meryl Streep da Coreia do Sul”. O texto é destruidor, cita ainda as indicações a James Corden, “um homem hetero se comportando como um personagem gay em um filme sobre homofobia” em “A Festa de Formatura”, e Jared Leto em “Os Pequenos Vestígios”, uma produção “comercial com apenas 48% no Rotten Tomatoes”, “escolhido em vez de Kingsley Ben-Adir (por ‘Uma Noite em Miami’) e o falecido Chadwick Boseman (por ‘Destacamento Blood’)”. Mas onde ele chuta o balde é no momento em que ressalta “a exclusão total de qualquer um dos quatro filmes fortes centrados na experiência negra americana na disputa de Melhor Filme de Drama”. O Globo de Ouro não valorizou “Destacamento Blood”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues” e “Uma Noite em Miami”, quatro filmes fortes com tema e elenco negros, assim como “Minari – Em Busca da Felicidade”, sobre uma família asiática, preferindo destacar dramas que refletem a vida de homens e mulheres brancos. “Destacamento Blood” não teve uma indicação sequer, enquanto os demais entraram em outras seções. Vale apontar que Scott Feinberg é crítico de cinema e não comentou os problemas da lista televisiva da premiação, que ignorou completamente a série mais elogiada do ano, “I May Destroy You”, escrita, dirigida e estrelada por uma mulher negra, Michaela Coel. Foi a revista Vogue quem questionou mais claramente a HFPA sobre essa ausência. “A esnobada do Globo de Ouro em ‘I May Destroy You’ levanta a questão: quais histórias são consideradas universais?”, quis saber a publicação de moda já no título do artigo assinado por Emma Specter. James Poniewozik, no jornal New York Times, foi além: chamou a ausência da série de “crime”. “A série limitada merecidamente aclamada de Michaela Coel sobre um estupro e suas consequências foi um dos feitos narrativos mais impressionantes não apenas do ano, mas talvez da última década. Mas não para o Globo de Ouro, aparentemente.” Em compensação, não faltou “Emily in Paris”, que o crítico do NYT lamentou não ter sido “um erro de digitação”. A série que “recebeu críticas severas em ambos os lados do Atlântico” foi lembrada, assim como a horrível “Ratched” (“estrelas, estrelas e mais estrelas… vai ver que foi por isso”), enquanto a aclamada “I May Destroy You” não. O mesmo vale para “The Boys” e outras tantas séries muito melhores que a relação oficial de indicados. O site Indiewire ainda notou que, embora tenha listado “Lovecraft Country” entre as melhores séries de drama, a HFPA não reconheceu nenhum de seus atores na competição. Elogiadíssima, Zendaya também não foi lembrada pelo filme “Malcolm & Marie”. Assim como, já citado, “Destacamento Blood” de Spike Lee, boicotado em todas as categorias, de direção à interpretação – os organizadores ainda tiveram a audácia de convidar os filhos de Spike Lee para serem “embaixadores” da premiação. Dino-Day Ramos, do site Deadline, ecoou esses sentimentos ao comentar: “É ótimo que haja três cineastas – duas delas mulheres de cor – que foram indicadas na categoria de direção. Eu celebro isso… No entanto, com a quantidade de conteúdo de pessoas de cor e outras comunidades sub-representadas que saiu no ano passado, é difícil acreditar que a HFPA tenha negligenciado e ignorado tantas performances e projetos excelentes. Porque, com base nessas nomeações, a HFPA está nos dizendo que um programa como ‘Emily In Paris’ é melhor que ‘I May Destroy You’. Algo não se encaixa aí”. Diante da polêmica, o jornal Los Angeles Times lembrou que no ano passado a HFPA viu surgir de forma tímida um movimento de denúncia a seu suposto racismo, #GlobesSoWhite, por desprezar programas aclamados como “Olhos que Condenam” e “Watchmen”. E a situação pode se repetir de forma mais intensa após os atuais indicados. “Ignorar ‘I May Destroy You’ pode ser registrado como particularmente chocante neste ano, após a onda recente de promessas de Hollywood para elevar as vozes negras e combater o racismo sistêmico na indústria do entretenimento”, concluiu Tracy Brown, editora da versão digital do LAT.
Fernanda Montenegro agradece Glenn Close, mas daria o Oscar de 1999 para Cate Blanchett
A atriz Fernanda Montenegro respondeu aos elogios de Glenn Close (“A Esposa”), que lamentou que a brasileira não tenha vencido o Oscar em 1999 por seu desempenho em “Central do Brasil” (1998). A estrela de 90 anos se mostrou humilde diante da declaração da artista norte-americana, dizendo que, na sua opinião, o prêmio deveria ter ficado com a australiana Cate Blanchett. “É uma avaliação dela. Eu teria dado o prêmio para a [Cate] Blanchett, porque ela fez dois papeis de Elizabeth naquele ano extraordinários. Não foi um filme, foram dois, de uma forma maravilhosa”, opinou em entrevista ao Conversa com Bial, que foi ao ar na Globo na noite de sexta-feira (27/11). “Não é que meu trabalho não seja respeitado. Não é isso, mas eu teria votado na Blanchett”, completou a atriz. Cate Blanchett concorria pelo filme “Elizabeth” (1998) e venceu o Globo de Ouro e o BAFTA (o Oscar britânico) pelo papel. Mas só fez um filme naquele ano. Ela, de fato, voltou ao papel de Elizabeth numa continuação, que entretanto só foi realizada em 2007, “Elizabeth: A Era de Ouro”, pela qual foi novamente indicada ao Oscar. Entre um e outro, a australiana venceu seu primeiro troféu da Academia, como Melhor Atriz Coadjuvante por “O Aviador” (2004). Seu Oscar de Melhor Atriz tardou, mas acabou vindo por “Blue Jasmine” (2013), de Woody Allen. Já em 1999, quem levou o troféu foi Gwyneth Paltrow por seu trabalho em “Shakespeare Apaixonado” (1998). Além de superar Fernanda Montenegro e Cate Blanchett, ela concorreu com Meryl Streep (por “Um Amor Verdadeiro”) e Emily Watson (“Hilary e Jackie”). Trata-se de uma das edições do Oscar mais controvertidas de todos os tempos, em que teria vencido a candidata mais fraca. Mas este nem foi o maior escândalo da premiação. Romance de época bem feito, mas sem importância alguma, “Shakespeare Apaixonado”, dirigido pelo inexpressivo John Madden, acabou levando o Oscar de Melhor Filme, superando, entre outros, a obra-prima de Steven Spielberg, “O Resgate do Soldado Ryan”, que não foi só o definitivamente o melhor filme de 1999, mas um dos melhores da década. A controvérsia voltou à tona nesta semana, quando Glenn Close afirmou, em uma entrevista a um programa da rede norte-americana ABC, que, na sua visão, não fez sentido Fernanda Montenegro não ter conquistado a estatueta há 21 anos. No papel mais lembrado de sua carreira, Fernanda deu vida a Dora, uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para analfabetos na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Ela acaba conhecendo uma mulher e seu filho, que fica sozinho após a mãe morrer atropelada por um ônibus. A personagem, então, toma como missão levar o garoto até seu pai. Na premiação de 1999, houve outro absurdo. “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles, perdeu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira para o italiano “A Vida É Bela”, de Roberto Benigni.
Glenn Close diz que foi injustiça Fernanda Montenegro não ganhar um Oscar
A atriz Glenn Close disse nesta terça (24/11) que Fernanda Montenegro deveria ter vencido o Oscar de Melhor Atriz em 1999. O assunto surgiu numa entrevista para o tradicional programa “Good Morning America”, da emissora ABC News. Enquanto promovia seu novo filme, “Era uma Vez um Sonho” (Hillbilly Elegy), dirigido por Ron Howard, ela expressou a sua revolta com as injustiças do Oscar, lembrando a derrota de Fernanda Montenegro, quando foi indicada pelo filme “Central do Brasil”, de Walter Salles. “Eu me lembro do ano que em que a Gwyneth Paltrow ganhou daquela atriz incrível de ‘Central do Brasil’. Eu pensei: ‘O quê? Isso não faz sentido’”, comentou a estrela americana. Após a exibição da entrevista, o nome de Fernanda Montenegro foi parar entre os assuntos mais comentados do Twitter. Internautas celebraram o fato de a atriz americana se lembrar do episódio e concordaram com a sua revolta.
Glenn Close volta a se fantasiar de Cruella de Vil por uma boa causa
A atriz Glenn Close tirou do armário a sua fantasia de Cruella de Vil por uma boa causa. Vinte e quatro anos após o lançamento do filme “101 Dálmatas”, ela voltou a se caracterizar como a vilã da Disney em prol da arrecadação de fundos para um projeto beneficente da colega Bette Midler, a ONG New York Restoration Project, que reforma espaços deteriorados na cidade de Nova York. Além de posar para fotos – e um vídeo – , que postou nas redes sociais, a estrela também deu dicas de como transformar Cruella em sucesso do Halloween, no final do mês, listando utensílios que podem ser usados para criar uma fantasia da vilã. Veja o “tutorial” abaixo, em que ela explica como fez a caracterização em sua casa, sem auxílio de maquiador. “Pauzinho para comida japonesa pintado de vermelho = piteira Peruca = comprada online Luvas vermelhas com unhas pretas = luvas pretas com unhas embaixo de luvas vermelhas com as pontas cortadas Cachecol de leopardo = echarpe de algodão Orelhas de dálmata = loja local Casaco = figurino do meu filme “A Esposa” Maquiagem: Eu não tinha uma base realmente clara então tentei talco. Ficou estranho na lateral do rosto. Não foi um sucesso estrondoso. Também precisava de delineador líquido – para uma próxima”. Glenn Close viveu Cruella de Vil em dois filmes, “101 Dálmatas”, em 1996, e “102 Dálmatas”, em 2000. E agora a Disney prepara um novo longa que dará ainda maior ênfase à vilã. Intitulado, justamente, “Cruella”, a produção será estrelada por Emma Stone (“La La Land”) e tem estreia prevista para maio de 2021 – data marcada antes da pandemia e, portanto, sujeita a mudanças. Ver essa foto no Instagram Suiting up for BETTE MIDLER’S virtual HOCUS HALLOWEEN fundraiser for her remarkable NEW YORK RESTORATION PROJECT. I’ll be sure to post an invitation when I can. These pictures and video were shot by Seonaid “Sho” Campbell. HOMEMADE CRUELLA: Chopstick painted red = cigarette holder. Wig—online Red gloves with black nails = black gloves with nails under red gloves with cut off tips Leopard scarf=silk long Johns Dalmatian puppy ears= local Halloween store Coat = wardrobe from my movie The Wife Makeup: Didn’t have a really pale base so I tried baby powder. Looks weird on the side of my face. Not a rousing success. Also needed a liquid eyeliner…next time. Uma publicação compartilhada por The Real Glenn Close (@glennclose) em 5 de Out, 2020 às 8:05 PDT Ver essa foto no Instagram More CRUELLA. Shot by Seonaid “Sho” Campbell. Uma publicação compartilhada por The Real Glenn Close (@glennclose) em 5 de Out, 2020 às 10:54 PDT
Glenn Close será avó de Amy Adams na Netflix
A atriz Glenn Close, que disputou o Oscar 2019 por “A Esposa”, vai trocar o cinema pela Netflix em seu próximo papel. Ela foi confirmada no elenco de “Hillbilly Elegy”, novo filme do diretor Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”), que será lançado pela Netflix. Na trama, Close viverá a avó de Amy Adams (“A Chegada”). O drama é baseado no livro “Hillbilly Elegy: A Memoir of a Family and Culture in Crisis”, do escritor JD Vance, lançado no Brasil com o título de “Hillbilly: Era Uma Vez Um Sonho” (veja abaixo). A “elegia caipira” é a história de um estudante de direito (Adams) que se vê de volta em sua cidade natal, onde se confronta com a crise de várias gerações de sua família, marcada pela pobreza, alcoolismo e trauma. A história foi inspirada na vida do próprio autor. O livro foi adaptado por Vanessa Taylor, co-roteirista de “A Forma da Água”, e a produção, orçada em US$ 45 milhões, ainda não tem previsão de estreia.











